poluição ambiental

Auto Added by WPeMatico

xai musk 1024x683

A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica

A xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, instalou 59 turbinas a gás para alimentar o data center Colossus 2, nos Estados Unidos, sem as licenças federais apontadas pela Reuters como necessárias. O caso colocou em discussão os impactos ambientais da corrida por infraestrutura para IA.

Os equipamentos ficam principalmente em Southaven, no Mississippi, perto da fronteira com o Tennessee, onde está o data center usado para operar sistemas como o chatbot Grok.

O projeto da xAI colocou em discussão o equilíbrio entre avanço tecnológico e proteção ambiental. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Projeto de energia própria da xAI chama atenção de reguladores

A análise da Reuters indica que a xAI instalou 59 turbinas movidas a gás natural para fornecer energia ao Colossus 2. O número é mais que o dobro das 27 unidades que a empresa havia informado anteriormente operar sem licença.

A reportagem teve acesso a documentos públicos, dados governamentais e comunicações entre representantes da companhia e órgãos ambientais. Os registros mostram que a maior parte das turbinas está em Southaven, enquanto a instalação de inteligência artificial fica em Memphis.

O modelo adotado pela xAI acompanha uma tendência do setor: empresas de tecnologia buscam geração própria de energia para atender ao consumo crescente dos grandes centros de dados usados no treinamento e funcionamento de sistemas de IA.

Após analisar os dados, o analista Ben King, do instituto Rhodium Group, afirmou: “Isso parece ser um nível sem precedentes de gás instalado atrás do medidor em um único local”.

mapa mostrando a cidade de Southaven, no Mississippi
Comunidades próximas ao empreendimento questionam possíveis impactos da geração de energia para a IA. – Imagem: SevenMaps/Shutterstock

Comunidades próximas relatam preocupação com poluição

A instalação também virou alvo de uma disputa judicial. A NAACP e o Southern Environmental Law Center entraram com uma ação contra a xAI, argumentando que as turbinas deveriam seguir regras do Clean Air Act, principal legislação ambiental dos Estados Unidos sobre qualidade do ar.

Entre os pontos levantados estão:

  • Possíveis emissões acima dos limites que exigiriam autorização federal.
  • Impactos em bairros historicamente negros próximos ao projeto.
  • Falta de avaliações ambientais mais amplas antes da operação.
  • Debate sobre os efeitos da expansão da IA em comunidades locais.

O Departamento de Qualidade Ambiental do Mississippi afirmou que turbinas temporárias ou móveis não precisam de licença, enquanto a EPA informou avaliar possíveis mudanças regulatórias para esses equipamentos.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A corrida por mais poder computacional da IA também aumenta a demanda por novas estruturas de energia. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Emissões estimadas aumentam debate ambiental

Segundo os cálculos da Reuters, apenas 30 das 59 turbinas poderiam liberar anualmente cerca de 2,5 mil toneladas curtas de óxidos de nitrogênio, 4 mil toneladas de monóxido de carbono e 22 toneladas de formaldeído.

Moradores dizem que o impacto já faz parte da rotina. Em Colonial Hills, no Mississippi, residentes relatam que o som das turbinas é constante e se parece com o de motores de avião.

“Essa é uma quantidade enorme de turbinas e uma quantidade inimaginável de poluição do ar”, disse Shannon Samsa, moradora de Southaven.

A análise também apontou que regiões próximas ao empreendimento têm maior presença de moradores negros e índices de doenças respiratórias acima das médias locais.

O caso da xAI evidencia um desafio crescente para o setor de tecnologia: ampliar a capacidade energética necessária para a inteligência artificial sem ignorar os impactos ambientais e sociais gerados por essa expansão.

O post A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica apareceu primeiro em Olhar Digital.

A usina secreta de Musk para IA que virou alvo de polêmica Read More »

ia trabalho 1024x683

Cetesb usa IA e satélites para monitorar índices de poluição nos rios Tietê e Pinheiros

Recentemente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo passou a empregar imagens de satélite combinadas com inteligência artificial para acompanhar a qualidade da água dos rios Tietê e Pinheiros. A iniciativa integra um programa estadual de despoluição e também pretende reforçar a capacidade de fiscalização de irregularidades ambientais.

O sistema, apresentado nesta semana, cobre aproximadamente mil quilômetros de extensão dos rios e de reservatórios associados. As informações são disponibilizadas ao público em um mapa interativo com indicadores de qualidade da água representados por cores.

A nova ferramenta faz parte de uma estratégia que busca acelerar a detecção de alterações ambientais e apoiar políticas de saneamento, sem substituir a rede tradicional de monitoramento já existente.

Monitoramento digital amplia vigilância sobre rios paulistas

A plataforma lançada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo integra o programa IntegraTietê, criado em 2023, e permite que qualquer pessoa acompanhe parte das condições dos rios Tietê e Pinheiros em tempo quase real. O sistema reúne dados de satélites e os organiza em um mapa público que indica diferentes níveis de qualidade da água.

Segundo a gestão ambiental do estado, o objetivo central é unir transparência e controle ambiental. A secretária responsável pela área afirmou, em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, que a proposta busca aproximar a população dos rios e estimular o acompanhamento das ações de recuperação.

Queremos despoluir o Tietê e ser transparentes, queremos que as pessoas acompanhem. É importante nesses projetos de despoluição que as pessoas voltem a ter orgulho do rio“, disse Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.

Além da divulgação pública, o sistema também foi estruturado para apoiar ações de fiscalização. A tecnologia permite identificar variações incomuns na qualidade da água, o que pode indicar possíveis despejos irregulares de efluentes.

O diretor-presidente da Cetesb explicou que o monitoramento por satélite reduz o intervalo de observação em relação ao modelo tradicional. “Até então, temos uma rede de monitoramento e para cada ponto temos uma periodicidade no máximo mensal“, afirmou Thomaz Miazaki de Toledo em entrevista à Folha de S.Paulo.

Tecnologia e funcionamento do sistema

IA auxilia na compreensão de dados capturadas via satélite – Imagem: tadamichi/iStock

O monitoramento utiliza diferentes satélites e combina técnicas de análise de imagem para identificar padrões de poluição específicos. Entre os principais focos estão a matéria orgânica dissolvida colorida e o processo de eutrofização, que ocorre quando o excesso de nutrientes estimula a proliferação de algas e compromete o uso da água para lazer, pesca e navegação.

De acordo com a Cetesb, a leitura das imagens é possível porque substâncias presentes na água interagem de forma distinta com a luz, o que permite inferir indicadores de qualidade ambiental. O acompanhamento é mais intenso em trechos médios e baixos do rio Tietê, onde esses fenômenos são mais relevantes para o uso humano.

Para isso, o projeto utiliza satélites como Sentinel 2 e Sentinel 3 em áreas de reservatórios, além de imagens de alta resolução de empresas privadas para trechos mais detalhados do rio. Também há uso de registros da empresa Firefly em situações específicas.

O sistema conta ainda com a cooperação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que participa de estudos sobre eutrofização, e com uma empresa responsável por desenvolver tecnologia voltada à detecção de matéria orgânica na água. O contrato com o Inpe tem duração de 12 meses e envolve investimento de 180 mil reais, enquanto o acordo com a empresa de tecnologia ultrapassa 1 milhão de reais.

A expectativa da Cetesb é que o uso de inteligência artificial permita gerar alertas automáticos a partir de mudanças detectadas nas imagens. A agência também pretende cadastrar pontos específicos de interesse para acompanhamento contínuo.

Expansão e objetivos do programa

O projeto não substitui a rede física de monitoramento da companhia, que mantém cerca de 550 pontos distribuídos em rios e reservatórios do estado. A proposta é complementar esse sistema com observação mais frequente e ampla por satélite.

Segundo a gestão estadual, a ampliação do saneamento básico em municípios da região metropolitana de São Paulo também faz parte do esforço de recuperação dos rios. Dados apresentados pela secretaria indicam avanço recente no tratamento de esgoto em cidades como Guarulhos, Franco da Rocha e Francisco Morato, com metas de universalização até 2029.

A Cetesb avalia que o modelo ainda está em fase de consolidação e pode ser ajustado após o período inicial de contratos. A intenção é manter a tecnologia e, no futuro, buscar formatos mais sustentáveis de operação.

O post Cetesb usa IA e satélites para monitorar índices de poluição nos rios Tietê e Pinheiros apareceu primeiro em Olhar Digital.

Cetesb usa IA e satélites para monitorar índices de poluição nos rios Tietê e Pinheiros Read More »