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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

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A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

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Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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IA barata: Z.ai muda o jogo e pressiona empresas de inteligência artificial dos EUA

O avanço dos modelos chineses de inteligência artificial vem mexendo com o equilíbrio das grandes empresas de tecnologia. A Z.ai é um dos nomes que mais chamam atenção, oferecendo sistemas quase no nível dos principais modelos americanos, mas com custos bem menores.

Nos bastidores, a percepção é de que a distância caiu rápido. “Com o Fable restrito, a diferença entre os EUA e a China é muito pequena”, afirmou Rehaan Ahmad, cofundador da alphaXiv, ao The New York Times.

E não é só sobre desempenho bruto. O setor também está mudando a forma de pensar: eficiência virou prioridade, e soluções em código aberto começaram a ganhar mais espaço, disputando diretamente com modelos fechados e caros.

O modelo GLM-5.2 da Z.ai se destaca por custo reduzido e forte desempenho em tarefas de programação e automação. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Z.ai, GLM-5.2 e a pressão pelo preço mais baixo

A Z.ai ganhou visibilidade com o modelo GLM-5.2, que apareceu em rankings globais de popularidade e começou a ser usado por desenvolvedores e empresas. O ponto que mais pesa é o custo — em várias tarefas, ele pode sair várias vezes mais barato que alternativas americanas.

O modelo também tem bom desempenho em geração de código e na operação de agentes de IA, sistemas que funcionam como assistentes dentro de outras ferramentas e conseguem executar tarefas de forma autônoma.

Esse avanço já chegou com força no Vale do Silício. “Você precisa dirigir uma Ferrari para todo lugar?”, provocou o investidor Vivek Ramaswamy, ao comentar o crescimento dessas alternativas mais baratas.

Um mercado dividido entre acesso e desconfiança

Mesmo com o avanço rápido, os modelos chineses ainda enfrentam resistência fora do país. Temas como privacidade de dados, disputas geopolíticas e regras mais duras nos Estados Unidos seguem pesando bastante na adoção.

Também há preocupação com possíveis exigências de censura e com o uso de dados sensíveis em sistemas hospedados na China. Por outro lado, empresas como Microsoft e Amazon já começaram a oferecer acesso a esses modelos em suas plataformas, o que amplia bastante o alcance.

O resultado é um cenário meio dividido. Em alguns rankings, modelos chineses já aparecem entre os mais usados, o que mostra uma mudança em andamento, ainda sem uma dominância clara de nenhum lado.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
A corrida da inteligência artificial entra em nova fase, com modelos chineses ganhando força e disputando espaço com líderes americanos. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Uma corrida que muda de direção o tempo todo

Especialistas dizem que ainda não dá para apontar um vencedor claro. As empresas americanas seguem na frente nos modelos mais avançados, mas a China reduziu a distância em pouco tempo e já pressiona em várias frentes ao mesmo tempo.

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O mercado, na prática, virou uma corrida constante. A liderança muda de posição conforme novos modelos surgem e começam a ser adotados.

“Quem sabe qual será o modelo líder daqui a três semanas?”, resumiu Justin Summerville, da OpenRouter, refletindo essa sensação de incerteza que hoje domina o setor de IA.

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