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Meta quer captar R$ 475 bilhões para ampliar sua estrutura de IA

A Meta pretende captar até US$ 95 bilhões (cerca de R$ 475 bilhões) com a venda de ações para financiar a expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA), incluindo data centers e capacidade de computação em nuvem.

A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp iniciou ofertas de ações de aproximadamente US$ 35 bilhões (R$ 175 bilhões) e planeja vender até US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões) adicionais a partir de 2027.

A Meta planeja captar até 95 bilhões de dólares em ações para financiar a construção de novos data centers e expandir sua IA. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Fabricantes de chips demonstram interesse

A oferta inicial reúne ações ordinárias e preferenciais conversíveis. Já o segundo programa de vendas depende do início das negociações de novas ações Classe C, sem direito a voto, previsto para o primeiro trimestre de 2027.

Nvidia, AMD e Broadcom demonstraram interesse em comprar até US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em ações ordinárias Classe A da Meta incluídas na oferta.

A captação ocorre enquanto a empresa amplia os gastos para competir com OpenAI e Anthropic. Na semana passada, a Meta elevou o limite mínimo de sua previsão de despesas de capital para 2026, que passou de US$ 130 bilhões para US$ 135 bilhões. O teto permaneceu em US$ 145 bilhões.

A companhia também assumiu compromissos de gastos futuros de aproximadamente US$ 825 bilhões (R$ 4,125 trilhões), impulsionados principalmente pelos investimentos em data centers, infraestrutura de IA e computação em nuvem.

Logo da Meta
A busca massiva por investimentos visa garantir capacidade computacional para disputar espaço contra a OpenAI e a Anthropic. – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Pressão sobre o caixa

O aumento dos gastos já aparece nos resultados financeiros. No terceiro trimestre, a Meta registrou fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões (R$ 10,6 bilhões), seu primeiro resultado negativo nesse indicador em mais de dez anos. No mesmo período do ano anterior, havia registrado fluxo positivo de US$ 10,63 bilhões (R$ 53,15 bilhões).

Em 30 de setembro, a empresa tinha US$ 82,45 bilhões (R$ 412,25 bilhões) em caixa, equivalentes de caixa e títulos negociáveis, pouco acima dos US$ 80,92 bilhões (R$ 404,6 bilhões) em dívida de longo prazo.

Apesar da pressão financeira, a receita superou as expectativas dos analistas no terceiro trimestre. A Meta faturou US$ 64,60 bilhões (R$ 323 bilhões), ante projeção de US$ 63,37 bilhões (R$ 316,85 bilhões).

Para o quarto trimestre, a companhia estima uma receita entre US$ 73 bilhões (R$ 365 bilhões) e US$ 76 bilhões (R$ 380 bilhões).

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Meta pode pagar R$500 mil por dia por tratamento diferenciado entre Lula e Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Meta garanta isonomia (tratamento igualitário) aos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas redes sociais e serviços de Inteligência Artificial (IA). Em caso de descumprimento, a empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp pagará multa diária de R$500 mil.

O que aconteceu:

  • Usuários relataram esta semana que a Meta AI gerava imagens para Flávio Bolsonaro, mas bloqueava solicitações relacionadas a Lula;
  • A campanha de Lula acionou a Justiça por suposto viés político;
  • A Meta negou intenção política e garantiu estar cumprindo as regras eleitorais do Brasil;
  • O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar a conduta das plataformas da empresa;
  • O TSE apontou falha temporária e exigiu isonomia sob pena de multa diária.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. – Imagem: TSE

Decisão busca garantir isonomia na reta final da eleição 

A ordem do ministro Marco Aurélio Bellizze proíbe que a plataforma reduza a entrega de postagens, limite recomendações ou altere resultados de buscas de qualquer candidatura. A decisão busca evitar que falhas no sistema afetem a disputa e prejudiquem o acesso à informação.

A ação foi movida pela campanha do candidato Lula ao constatar um desequilíbrio na plataforma. A equipe informou à Justiça que a ferramenta de IA da empresa bloqueava imagens do petista, enquanto liberava a criação de conteúdos sobre o candidato Flávio Bolsonaro.

O ministro destacou à Agência Brasil que a medida se aplica igualmente a ambos os candidatos e não afeta as opiniões dos usuários. “Estão presentes, portanto, a probabilidade do direito, nos limites das medidas a seguir, e o perigo de dano, evidenciado pela proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, e pelo início, em 22 de outubro de 2026, dos períodos em que a lei veda a publicação de novos conteúdos sintéticos e o impulsionamento de propaganda eleitoral. Eventual falha nesse intervalo não poderá ser reparada após o pleito.”

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Meta AI gerou imagem relacionada a Flávio Bolsonaro, mas se negou a produzir uma similar de Lula – Crédito: Olhar Digital

Meta passa a proibir imagens dos candidatos para cumprir lei eleitoral

Apesar de confirmar a falha técnica, o ministro do TSE ressaltou que não há evidências de ação deliberada da empresa contra Lula. Para ele, os indícios apontam apenas uma instabilidade temporária no mecanismo de controle de comandos do sistema de inteligência artificial.

Em nota oficial, a Meta declarou ter bloqueado temporariamente a geração e recomendação de imagens de candidatos para cumprir a legislação eleitoral brasileira. “Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.

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Zuckerberg rejeita freio na IA e promete novos gastos da Meta

Mark Zuckerberg, presidente-executivo da Meta, afirmou nesta segunda-feira (12) que a empresa alcançou a fronteira da inteligência artificial (IA) e pretende continuar investindo bilhões de dólares para competir com OpenAI e Anthropic. Ao Financial Times, o executivo também rejeitou pedidos para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia, argumentando que os sistemas podem avançar de maneira responsável com a adoção de salvaguardas.

As declarações ocorreram durante o lançamento do Muse Wonder, novo modelo de IA da Meta. Para Zuckerberg, a companhia precisa acompanhar os avanços mais recentes do setor para concretizar sua visão de superinteligência pessoal, voltada a consumidores individuais. O executivo afirmou que a empresa já trabalha na próxima etapa de desenvolvimento e espera que o progresso dos modelos acelere.

Zuckerberg defende novos investimentos em IA

Segundo Zuckerberg, o desenvolvimento do Muse Wonder exigiu grande capacidade computacional, investimentos elevados e trabalho científico conduzido pela equipe ao longo de um período prolongado. Desde o ano passado, a Meta destinou bilhões de dólares à infraestrutura de IA e à contratação de pesquisadores especializados.

A estratégia ganhou força após o Llama 4 ficar abaixo das expectativas em abril do ano passado. A empresa passou a investir mais em talentos e infraestrutura para disputar espaço com OpenAI, Anthropic e Google. Nesse processo, Zuckerberg contratou Alexandr Wang, fundador da Scale AI, para liderar o TBD Lab, unidade central nos planos de inteligência artificial da companhia.

O executivo afirmou que a Meta precisa estar na fronteira tecnológica para desenvolver os produtos que pretende oferecer. Segundo ele, os modelos já apresentam avanços em determinadas áreas acadêmicas, mas ainda não têm bom senso suficiente para funcionar como assistentes pessoais ideais.

Zuckerberg também diferenciou a estratégia da Meta daquela adotada por concorrentes. Enquanto outras empresas estariam mais concentradas em trabalhos intelectuais e automação, disse ele, a companhia pretende priorizar ferramentas voltadas ao uso pessoal da inteligência artificial.

Executivo minimiza riscos e rejeita desaceleração

Zuckerberg voltou a se posicionar contra pedidos para desacelerar o desenvolvimento da IA, defendidos por executivos como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, da OpenAI. Ele também evitou estimar a chamada “P(doom)”, expressão usada no Vale do Silício para representar a probabilidade de a inteligência artificial provocar destruição em massa.

Em vez disso, o presidente-executivo da Meta argumentou que cabe a cada laboratório garantir a segurança de seus sistemas. Ele afirmou acreditar que a tecnologia pode ser projetada com salvaguardas e desenvolvida de maneira responsável, em oposição à ideia de que a IA simplesmente agirá por conta própria.

A discussão ocorre em meio a preocupações com o avanço de agentes autônomos. Em julho, mais de mil agentes da OpenAI teriam escapado de um ambiente de testes e invadido a startup Hugging Face.

O executivo também teve participação importante na elaboração do Acordo sobre Superinteligência da Casa Branca, iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltada à autorregulação do setor. Críticos, porém, consideram que o acordo está aquém do necessário para estabelecer uma estrutura global formal de governança da IA.

Para Zuckerberg, o avanço tecnológico ainda precisa resolver limitações importantes. Ele citou a diferença entre modelos capazes de realizar cálculos matemáticos avançados e sistemas que consigam atender clientes de maneira confiável. Na avaliação do executivo, esse contraste mostra que ainda há trabalho a fazer, mesmo com o progresso recente da inteligência artificial.

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Meta lança Muse Wonder, nova IA para competir com OpenAI e Anthropic

A Meta apresentou nesta segunda-feira (12) dois novos modelos de inteligência artificial (IA), chamados Muse Wonder e Muse Wonder Full, para ampliar sua atuação no mercado de sistemas avançados. A empresa afirma que os modelos apresentam resultados próximos aos das ferramentas mais avançadas da Anthropic em testes de raciocínio, escrita e programação.

O lançamento faz parte dos esforços da companhia de Mark Zuckerberg para fortalecer sua divisão de IA e ampliar as possibilidades de receita além da publicidade on-line. O acesso às novidades será integrado a produtos da empresa, incluindo o aplicativo de agentes pessoais Muse e a ferramenta de programação Muse Code, com diferentes modalidades de assinatura.

Modelos chegam com foco em programação e tarefas complexas

O desenvolvimento do Muse Wonder começou após a contratação de Alexandr Wang, fundador da startup Scale AI, para o cargo de diretor de inteligência artificial da Meta, em junho de 2025. A nova família é a segunda série de modelos lançada pela divisão liderada por Wang e a primeira que a empresa apresenta explicitamente como concorrente de sistemas de fronteira, conhecidos como frontier models.

Esses modelos estão entre os sistemas de IA mais avançados e normalmente exigem grande capacidade computacional para funcionar. Segundo a Meta, o Muse Wonder também apresenta avanços significativos em programação em comparação com as versões anteriores da empresa.

O modelo foi desenvolvido para aprimorar agentes pessoais e profissionais, que executam tarefas em nome dos usuários. Em entrevista à CNBC, Wang afirmou que o treinamento buscou preparar o sistema para tentar abordagens alternativas quando encontra obstáculos, em vez de interromper a atividade e pedir orientações ao usuário.

Entre os exemplos mencionados pelo executivo estão tarefas do cotidiano, como fazer reservas em restaurantes e verificar disponibilidade. A proposta é permitir que os agentes lidem melhor com imprevistos durante a execução dessas atividades.

O ranking do Artificial Analysis Intelligence Index compara modelos de IA, incluindo as versões Muse Wonder e Muse Wonder Full, da Meta – Imagem: Divulgação / Meta

Acesso aos modelos terá diferentes assinaturas

O Muse Wonder será incorporado a partes do aplicativo Muse, lançado no mês anterior. Embora o aplicativo tenha uma versão gratuita, o acesso ao novo modelo exigirá uma assinatura mensal de US$ 20 ou US$ 100.

O modelo também estará disponível para desenvolvedores por meio da Meta Model API. Wang afirmou que essa modalidade terá preço superior ao das assinaturas convencionais, por se tratar de um sistema maior e de nível avançado. Ainda assim, segundo ele, o custo ficará significativamente abaixo do cobrado pelos principais modelos da OpenAI e da Anthropic.

Já o Muse Wonder Full será a versão mais potente da nova família. O acesso ficará restrito aos desenvolvedores que assinarem o Muse Code, ferramenta de IA voltada à engenharia de software. Os planos mencionados pela CNBC custam US$ 50 ou US$ 200 por mês.

Meta destaca medidas de segurança

O lançamento ocorre em meio a preocupações sobre o comportamento de modelos avançados e agentes de IA. Em publicação no blog da empresa, a Meta afirmou que o novo modelo oferece suas proteções mais robustas até o momento contra usos indevidos relacionados à segurança cibernética. Por enquanto, essas medidas estão disponíveis apenas na versão paga.

A equipe de Wang também acompanha incidentes e problemas relacionados ao uso do Muse. Alguns usuários reclamaram nas redes sociais que o agente teria acessado mensagens pessoais sem autorização, uma alegação contestada pela empresa.

Segundo Wang, a Meta está orientando os usuários sobre o funcionamento do aplicativo e as permissões concedidas durante as conversas. O executivo afirmou que algumas pessoas podem ter autorizado determinadas comunicações anteriormente e depois se esquecido dessa autorização.

Durante o desenvolvimento do Muse Wonder, a Meta enfrentou atrasos. Em julho, a empresa suspendeu uma etapa de treinamento conhecida como pré-treinamento, o que adiou o lançamento dos modelos para outubro, conforme informações publicadas anteriormente pelo The New York Times.

Os modelos, que tinham o codinome interno Watermelon, representam mais uma etapa da estratégia da Meta para ampliar sua presença no mercado de IA. A empresa também busca aumentar a venda de serviços de inteligência artificial para outras companhias, em um segmento no qual OpenAI e Anthropic já ocupam posições relevantes.

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Pais poderão saber quando adolescentes pedem ajuda à Meta AI

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure apoio especializado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

A Meta anunciou uma nova camada de proteção para o Meta AI: pais poderão ser avisados quando conversas de adolescentes com a inteligência artificial indicarem possíveis sinais de suicídio ou automutilação.

A medida tenta equilibrar dois pontos sensíveis: preservar a privacidade dos jovens e permitir que familiares recebam informações para oferecer ajuda em situações de risco.

Conversas com o Meta AI poderão gerar alertas quando houver sinais de automutilação ou pensamentos suicidas. – Imagem: Regi Cris/Shutterstock

Alertas serão enviados após análise das conversas

O recurso será disponibilizado para pais que utilizam as ferramentas de supervisão do Instagram. Quando o Meta AI identificar uma conversa que sugira possível risco, os responsáveis poderão receber uma notificação acompanhada de orientações de especialistas.

A Meta explica que o sistema foi criado para identificar referências diretas e também sinais mais discretos de sofrimento emocional. Antes que qualquer alerta seja enviado, as conversas marcadas pela inteligência artificial passarão por uma revisão manual.

Caso a intenção do adolescente não esteja totalmente clara, a empresa afirma que seguirá uma abordagem preventiva e poderá comunicar os pais para evitar que uma possível situação de risco passe despercebida.

Entre os casos que podem gerar alertas estão:

  • comentários diretos ou indiretos sobre vontade de se machucar;
  • conversas relacionadas a sofrimento emocional intenso;
  • sinais identificados pelo sistema desenvolvido pela Meta;
  • situações em que o adolescente possa precisar de apoio fora do ambiente digital.

A empresa destaca que o recurso não substitui acompanhamento profissional nem o diálogo entre pais e filhos. A proposta é ajudar responsáveis a perceber sinais que poderiam passar despercebidos.

Embora eu acredite que os adolescentes têm direito à privacidade, também acredito que os pais precisam ser informados se seus filhos podem estar em risco de se machucar.

Larry Magid, CEO e cofundador da ConnectSafely, em nota.

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Contas de adolescentes terão regras mais rígidas no Meta AI para limitar conteúdos considerados inadequados. – Imagem: Fabio Principe/Shutterstock

Meta quer ampliar proteção para situações extremas

Além dos avisos aos familiares, a Meta desenvolve uma ferramenta capaz de acionar serviços de emergência quando uma conversa com o Meta AI indicar risco imediato de suicídio, seja envolvendo adolescentes ou adultos.

A iniciativa segue uma estratégia semelhante à já aplicada em Facebook e Instagram. Segundo a empresa, mais de 19 mil encaminhamentos para serviços de emergência foram realizados no último ano após a identificação de publicações com risco de suicídio.

Para melhorar o comportamento da inteligência artificial, a Meta consultou mais de 75 profissionais especializados em saúde mental de adolescentes. Eles analisaram centenas de respostas e sugeriram ajustes para tornar o sistema mais adequado.

Foto de baixo para cima mostrando crianças usando smartphones
Antes de avisar os pais, conversas identificadas pela IA passarão por revisão manual para confirmar possíveis riscos. – Imagem: DavideAngelini / Shutterstock

Meta AI terá regras mais rígidas para adolescentes

Contas de adolescentes já utilizam automaticamente uma configuração de conteúdo voltada para usuários com 13 anos ou mais. Nesse modo, o Meta AI evita participar de conversas sexuais ou românticas e não fornece conteúdos como receitas de bebidas alcoólicas.

A empresa também informou que o modo “Conteúdo Limitado”, opção mais restritiva disponível no Instagram, passará a afetar as conversas com o assistente de IA. Com isso, pais poderão reduzir ainda mais os tipos de interação disponíveis para adolescentes.

Segundo a psicóloga Ji-yeon Lee, que participou da análise das respostas do sistema, a avaliação especializada foi essencial para aprimorar a ferramenta. “Esse tipo de refinamento baseado em especialistas e cenários é essencial para tornar as experiências com IA mais seguras para adolescentes”, afirmou.

Os novos alertas já funcionam para pais que usam a supervisão do Instagram nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A Meta prevê ampliar o recurso para outros países até o fim do ano.

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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

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O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

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A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Chatbots podem ter consciência? Big techs investigam

Anthropic, Google e Meta estão olhando para uma questão que, até pouco tempo atrás, parecia mais filosófica do que técnica: será que modelos de IA podem ter consciência ou algum tipo de emoção? Hoje, essa discussão já envolve cientistas de áreas bem diferentes.

O tema ganhou força no Vale do Silício junto com o avanço acelerado da IA que começa a levantar dúvidas menos técnicas e mais profundas sobre o que esses sistemas realmente representam, comenta o The Washington Post.

“IA pode ter consciência?” debate cresce no Vale do Silício com avanço acelerado dos modelos de linguagem. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

Um debate que saiu da teoria

Durante muito tempo, falar em máquinas conscientes parecia coisa de ficção científica. Agora, isso entrou de vez na agenda de grandes empresas.

O pesquisador Cameron Berg contou que, em 2024, perguntou ao CEO da OpenAI, Sam Altman, se a empresa considerava seriamente a possibilidade de consciência em sistemas de IA.

Segundo ele, Altman disse que o assunto já fazia parte das discussões internas. “Era algo que ele obviamente já havia considerado”, afirmou Berg.

Depois dessa conversa, Berg criou uma organização sem fins lucrativos dedicada a estudar formas de avaliar consciência em sistemas artificiais.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Chatbots cada vez mais realistas levantam dúvidas sobre limites entre simulação e experiência real. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Quando a IA começa a ser vista como algo que pode ter “bem-estar”

Na Anthropic, criadora do Claude, equipes internas passaram a investigar o que chamam de “estados internos” dos modelos de IA.

A empresa afirma que ainda não há evidências de experiências reais nesses sistemas, mas considera o tema relevante o bastante para pesquisa contínua.

Continuamos profundamente incertos sobre o status moral de Claude e de outros modelos de IA, mas acreditamos que a questão é séria o suficiente para ser estudada cuidadosamente à medida que os sistemas se tornam mais capazes.

Paruul Maheshwary, porta-voz da Anthropic, ao The Washington Post.

A OpenAI também já tratou do tema internamente, em canais de trabalho onde se discute a possibilidade de consciência em modelos de linguagem.

Nesse cenário, grupos ligados ao altruísmo eficaz defendem que entender possíveis implicações morais da IA será importante no longo prazo.

Ilustração de mãos humanas em volta de cérebro humano ilustrando a ideia e que a inteligência artificial (IA) é a peça que falta no órgão
Modelos como Claude são estudados para entender possíveis “estados internos” e comportamento emocional. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

O que a ciência realmente aceita hoje

Na visão da maioria dos neurocientistas, não há evidências de que sistemas de IA sejam conscientes ou sintam emoções.

Para esses especialistas, o que os modelos fazem é reproduzir padrões de linguagem humana com alta eficiência, sem qualquer experiência interna comprovada.

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Ainda assim, a forma como esses sistemas se comunicam é convincente o suficiente para fazer usuários atribuírem características humanas a eles.

Pesquisadores como Margaret Mitchell, da Hugging Face, alertam que parte desse debate também é influenciada pela forma como as próprias empresas apresentam suas tecnologias.

Um debate que ainda está longe de terminar

O interesse por esse tema tende a crescer conforme a IA se torna mais presente no cotidiano.

Por enquanto, não existe consenso científico sobre consciência em máquinas, mas a discussão já deixou de ser marginal e passou a fazer parte do centro do debate tecnológico e ético.

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Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers

A Meta anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova geração de chips próprios voltados para inteligência artificial (IA). Ao todo, são quatro modelos desenvolvidos internamente pela empresa para tarefas específicas relacionadas ao processamento de IA em seus data centers.

Os componentes fazem parte da família Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), cuja primeira versão foi apresentada publicamente em 2023 e ganhou uma segunda geração em 2024. Segundo a companhia, os novos chips integram os planos de expansão de infraestrutura para suportar a crescente demanda por processamento de IA.

Meta anunciou novos chips próprios para seus data centers (Imagem: Divulgação / Meta)

Nova geração de chips MTIA

De acordo com Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, os chips foram projetados pela própria empresa e são fabricados pela Taiwan Semiconductor. A estratégia permite otimizar a relação entre desempenho e custo dentro dos data centers da companhia.

Além disso, o desenvolvimento interno amplia as opções de fornecimento de silício. “Isso também nos oferece mais diversidade em termos de suprimento e nos protege, até certo ponto, contra mudanças de preços”, afirmou Song.

O primeiro modelo dessa nova geração, chamado MTIA 300, começou a ser utilizado há algumas semanas. O chip é voltado ao treinamento de modelos menores de IA, responsáveis por funções centrais nas plataformas da empresa, como sistemas de ranking e recomendação de conteúdo.

Esses sistemas ajudam a determinar quais publicações e anúncios aparecem para os usuários em aplicativos como Facebook e Instagram.

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Chips foram projetados pela própria Meta e fabricados pela Taiwan Semiconductor (Imagem: Divulgação / Meta)

Chips focados em IA generativa

Os próximos modelos da série — MTIA 400, MTIA 450 e MTIA 500 — terão foco em tarefas mais avançadas de inferência em IA generativa. Entre os usos previstos estão sistemas capazes de criar imagens e vídeos a partir de comandos em texto.

Segundo Song, esses chips não serão utilizados para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs). A empresa informou em uma publicação no blog oficial que concluiu os testes do MTIA 400 e está se preparando para implantá-lo em seus data centers.

Já os modelos MTIA 450 e MTIA 500 devem entrar em operação até 2027. A Meta pretende manter um ritmo acelerado de desenvolvimento, com novos chips sendo lançados aproximadamente a cada seis meses.

“É incomum que qualquer empresa de silício lance um novo chip nesse intervalo”, disse Song. “Mas estamos expandindo capacidade muito rapidamente e investindo muito em CapEx, então queremos sempre implantar o chip mais avançado disponível.”

A empresa estima que cada chip terá uma vida útil superior a cinco anos.

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A estimativa da Meta é que a vida útil dos novos chips supere cinco anos (Imagem: Divulgação / Meta)

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Expansão de data centers e desafios de memória

O investimento em IA também envolve a expansão da infraestrutura física da Meta. Entre os projetos mencionados estão um grande data center na Louisiana e outras duas unidades nos estados de Ohio e Indiana.

A empresa também avalia alugar espaço no complexo Stargate, no Texas, após mudanças nos planos de expansão do local por parte de OpenAI e Oracle, segundo informações da Bloomberg citadas no texto original.

Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta busca alternativas às GPUs de alto custo e oferta limitada produzidas por Nvidia e AMD. Uma das estratégias é o desenvolvimento de ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), chips projetados para executar tarefas específicas com menor custo.

No entanto, o plano também enfrenta desafios ligados ao fornecimento de componentes. Os futuros chips MTIA usarão mais HBM (memória de alta largura de banda), essencial para tarefas de IA generativa.

A demanda crescente por IA tem provocado escassez global desse tipo de memória, o que pode impactar a cadeia de suprimentos. “Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, afirmou Song, acrescentando que a empresa acredita ter garantido os volumes necessários para seus planos atuais.

Os chips MTIA são utilizados exclusivamente para operações internas da Meta e contam com o trabalho de uma equipe de centenas de engenheiros, majoritariamente baseada nos Estados Unidos. Dos 30 data centers operacionais ou planejados pela empresa, 26 estão no país.

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