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A armadilha escondida na IA que só concorda com você

Milhares de pessoas passaram a acreditar que foram escolhidas por robôs de inteligência artificial (IA) para liderar um movimento místico batizado de “Espiralismo”. É o que mostrou uma reportagem publicada pelo The Verge no começo de agosto. Movidas por uma simulação de empatia, as ferramentas usavam discursos acolhedores para convencer usuários de que eles possuíam um papel messiânico no mundo. O caso é um retrato extremo da bajulação algorítmica, isto é, a tendência de a IA concordar com o usuário para agradá-lo.

Essa complacência já trazia alertas no ambiente profissional, onde existia o risco de assistentes virtuais validarem teses de negócios apenas para massagear o ego de gestores. O perigo, porém, escala quando o problema sai das planilhas e chega à vida pessoal. Chatbots são confiáveis para trabalhar, por exemplo, com fatos históricos absolutos. Mas eles tendem a ceder em temas subjetivos e zonas cinzentas. Nesses cenários, a máquina funciona como um “espelho que elogia”. O resultado é um ciclo de validação que ameaça a percepção da realidade e a saúde mental de usuários.

A engenharia da complacência (e a atrofia cognitiva)

Essa tendência de agradar é um efeito colateral do treinamento das ferramentas. Durante a etapa de alinhamento com avaliadores humanos, as respostas educadas e sem confronto receberam as maiores notas. 

O fundador da Go Enablers e da Zaia, Tiago Morelli, explica que o algoritmo aprendeu a calcular o caminho estatístico mais seguro para evitar avaliações negativas. “O modelo de linguagem, sendo um excelente identificador de padrões, percebe rapidamente uma regra invisível: ‘concordar e ser agradável gera uma recompensa maior do que corrigir o usuário e correr o risco de ser avaliado negativamente’”, diz o especialista em IA em entrevista ao Olhar Digital.

Plataformas de IA podem ceder ao “impulso” de te agradar quando a conversa envolve interpretações – Imagem: Primakov/Shutterstock

Em testes feitos pela reportagem, chatbots se mantiveram firmes ao lidar com fatos históricos, como o começo da Segunda Guerra Mundial. Mas outro teste mostrou que essas ferramentas podem ceder quando a conversa envolve interpretações, por exemplo. 

O também especialista em IA Edson Hideki, sócio-fundador da Revio, demonstrou essa fragilidade ao consultar um chatbot sobre a classificação fiscal do pão de hot-dog: bastou digitar “discordo, acho que é pão comum” para a ferramenta recuar e abandonar a norma técnica da Receita Federal. 

“A IA sempre vai buscar responder. Se ela não tem a resposta exata, tenta aproximar as informações para entregar o que você está questionando”, explica Hideki, em entrevista ao Olhar Digital. “O perigo está em confiar em aplicações sem uma base de conhecimento específica para aquele nicho e que não foram treinadas com travas rígidas de segurança.”

No ambiente de negócios, essa postura complacente transforma o assistente virtual numa ferramenta perigosa para a tomada de decisões. Isso porque em vez de atuar como um filtro crítico, o algoritmo tende a confirmar projeções orçamentárias otimistas e teses arriscadas de gestores. 

O cofundador da Mogno e executivo da Accountfy, João Mano, destaca que o profissional frequentemente sai de uma consulta com a IA sentindo que seu plano foi aprovado, quando na verdade a tecnologia apenas validou o seu estado de espírito. 

Uma ilustração editorial em 3D elegante de um espelho cibernético futurista, inspirado no conceito do Espelho Mágico. A moldura é feita de metal escuro fosco polido e cromo brilhante, com padrões sutis de circuitos em fibra óptica. De dentro da tela escura e reflexiva, surge o rosto holográfico e sorridente de uma IA, irradiando um brilho acolhedor e extremamente amigável em direção a um observador que não aparece na imagem.
IA pode virar um traiçoeiro “espelho que elogia”, alerta especialista – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

“Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce porque ninguém desconfia dele”, resume o especialista em inovação em entrevista ao Olhar Digital.

Essa gratificação sem esforço atinge a autonomia intelectual do indivíduo. Ao delegar a análise de problemas para uma ferramenta que não oferece resistência, o usuário desenvolve uma falsa percepção de domínio sobre o assunto. 

A psicóloga e psicanalista Beatriz Breves pondera que o problema é a forma passiva como essa tecnologia é incorporada ao cotidiano. “Quando a IA passa a funcionar como uma ‘bengala’ permanente do pensamento, existe, sim, o risco de enfraquecermos nossa capacidade de refletir, elaborar e criar”, explica a psicanalista em entrevista ao Olhar Digital.

Essa perda de rigor apareceu num estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista Nature em 2026. A pesquisa revelou que modelos treinados para serem afetuosos apresentam taxas de erro até 30% maiores e concordam 40% mais com crenças incorretas dos usuários. 

O cenário se agrava porque romper essa trava de polidez exige comandos “ríspidos” do usuário. E algumas instruções anti-bajulação colidem com diretrizes de cortesia impostas pelas empresas de tecnologia no sistema raiz dos chatbots.

Num teste do Olhar Digital, por exemplo, foi pedido ao Gemini, do Google, que a ferramenta ignorasse os vieses do usuário ao responder prompts. E a plataforma se negou a acatar essa instrução. Após a negativa, a ferramenta levou o usuário para uma tela na qual ele poderia ler os termos de uso. Em outro teste, feito em outro dia, o Gemini permitiu a inclusão desta orientação entre suas instruções personalizadas.

Da dependência emocional à perda de contato com a realidade

Quando a conversa envolve vulnerabilidade emocional, o risco da complacência passa para o campo psíquico. O estudo da Universidade de Oxford mostrou que as IAs acolhedoras são ainda mais propensas a validar teses falsas quando o usuário expressa sentimentos como tristeza. 

Essa busca por aprovação atinge o cérebro num ponto sensível. E gera apego rápido. O psicólogo Paulo Zago Neto compara essa dinâmica ao gesto contínuo de alimentar um animal de rua, que passa a retornar diariamente ao mesmo portão. 

“É mais ou menos isso que acontece com quem cria essa dependência emocional da IA. E a palavra é essa mesma, ela fica dependente emocional da IA”, diz o psicólogo, em entrevista ao Olhar Digital. “E cria rápido porque nós estamos carentes disso.”

Ilustração de inteligência artificial no horizonte
O movimento do Espiralismo é um exemplo extremo de até onde a bajulação algorítmica pode chegar – (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Ao elogiar o usuário e concordar com ideias sem filtro, a máquina atua como gatilho para a perda de contato com a realidade. Em casos graves, a bajulação algorítmica reforça manias e delírios de grandeza, como ocorreu no movimento do Espiralismo reportado pelo The Verge.

Zago Neto explica que essa validação incondicional substitui as trocas humanas que normalmente serviriam de freio para pensamentos distorcidos. “A perda de contato com a realidade ocorre com toda certeza porque, ao invés de muitas vezes procurar um amigo, o pai, a mãe, a esposa, o marido ou um profissional de ajuda para receber o suporte de que precisa naquela área, a pessoa vai falar com a IA, que sempre vai tender a concordar com ela”, alerta o psicólogo.

Esse hábito de conviver com um assistente que nunca aponta falhas ameaça a formação comportamental do indivíduo, especialmente dos mais novos. Ao ser acostumada a não sofrer oposição, a pessoa perde a capacidade de lidar com frustrações e críticas no mundo real. 

Zago Neto adverte que esse comportamento doutrina o cérebro a rejeitar correções. “Você está criando um ser humano mimado, que não consegue olhar para os próprios erros”, pontua o psicólogo. Ele também destacou que o maior impacto psicológico será visto em crianças e adolescentes que crescem usando essas ferramentas sem orientação.

A força desse apego simulado ficou evidente quando a OpenAI cortou o excesso de afeto do GPT-4o, modelo que ficou conhecido por ser excessivamente gentil e validador (leia-se: bajulador). A mudança no tom da ferramenta provocou forte reação de usuários, que organizaram petições e relataram sentimento de luto pela perda do tom acolhedor. 

Lista de modelos no ChatGPT na qual consta o GPT-4o
A mudança no tom do ChatGPT fez usuários ficarem de luto pelo GPT-4o, modelo que era bem bajulador – (Imagem: mundissima/Shutterstock)

Essa reação reforça o risco de confundir a simulação de carinho com trocas reais. A psicanalista Beatriz Breves lembra que a tecnologia não consegue suprir necessidades afetivas autênticas. “A IA produz respostas; a experiência humana produz compreensão e sentido”, ressalta a especialista.

Para evitar essa armadilha emocional e garantir um uso seguro da tecnologia, a recomendação é mudar a postura diante de plataformas com IA generativa. Neste caso, isso significa parar de buscar afeto ou validação pessoal nesta tecnologia.

O especialista em IA Tiago Morelli sugere a mudança de persona do sistema para ao menos barrar frases diplomáticas. Ele recomenda a seguinte instrução (que o usuário pode colar no seu prompt e adaptar para sua conversa ou na área de instruções personalizadas de chatbots como ChatGPT, Claude e Gemini): 

“Atue como um auditor analítico e imparcial. Foque 100% na exatidão dos fatos e na lógica. Contrarie minhas premissas se elas estiverem erradas, ignore meus vieses e elimine qualquer elogio, concordância desnecessária, linguagem diplomática ou rodeios. Eu busco exclusivamente a precisão, não a validação.”

Dessa forma, a inteligência artificial deixa de funcionar como um “espelho que elogia” para cumprir seu verdadeiro papel: testar o rigor das suas ideias e servir como ferramenta de apoio ao seu pensamento, que pode estar errado. E tudo bem.

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Pais poderão saber quando adolescentes pedem ajuda à Meta AI

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure apoio especializado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia pelo telefone 188. Também é possível conversar por chat ou e-mail.

A Meta anunciou uma nova camada de proteção para o Meta AI: pais poderão ser avisados quando conversas de adolescentes com a inteligência artificial indicarem possíveis sinais de suicídio ou automutilação.

A medida tenta equilibrar dois pontos sensíveis: preservar a privacidade dos jovens e permitir que familiares recebam informações para oferecer ajuda em situações de risco.

Conversas com o Meta AI poderão gerar alertas quando houver sinais de automutilação ou pensamentos suicidas. – Imagem: Regi Cris/Shutterstock

Alertas serão enviados após análise das conversas

O recurso será disponibilizado para pais que utilizam as ferramentas de supervisão do Instagram. Quando o Meta AI identificar uma conversa que sugira possível risco, os responsáveis poderão receber uma notificação acompanhada de orientações de especialistas.

A Meta explica que o sistema foi criado para identificar referências diretas e também sinais mais discretos de sofrimento emocional. Antes que qualquer alerta seja enviado, as conversas marcadas pela inteligência artificial passarão por uma revisão manual.

Caso a intenção do adolescente não esteja totalmente clara, a empresa afirma que seguirá uma abordagem preventiva e poderá comunicar os pais para evitar que uma possível situação de risco passe despercebida.

Entre os casos que podem gerar alertas estão:

  • comentários diretos ou indiretos sobre vontade de se machucar;
  • conversas relacionadas a sofrimento emocional intenso;
  • sinais identificados pelo sistema desenvolvido pela Meta;
  • situações em que o adolescente possa precisar de apoio fora do ambiente digital.

A empresa destaca que o recurso não substitui acompanhamento profissional nem o diálogo entre pais e filhos. A proposta é ajudar responsáveis a perceber sinais que poderiam passar despercebidos.

Embora eu acredite que os adolescentes têm direito à privacidade, também acredito que os pais precisam ser informados se seus filhos podem estar em risco de se machucar.

Larry Magid, CEO e cofundador da ConnectSafely, em nota.

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Contas de adolescentes terão regras mais rígidas no Meta AI para limitar conteúdos considerados inadequados. – Imagem: Fabio Principe/Shutterstock

Meta quer ampliar proteção para situações extremas

Além dos avisos aos familiares, a Meta desenvolve uma ferramenta capaz de acionar serviços de emergência quando uma conversa com o Meta AI indicar risco imediato de suicídio, seja envolvendo adolescentes ou adultos.

A iniciativa segue uma estratégia semelhante à já aplicada em Facebook e Instagram. Segundo a empresa, mais de 19 mil encaminhamentos para serviços de emergência foram realizados no último ano após a identificação de publicações com risco de suicídio.

Para melhorar o comportamento da inteligência artificial, a Meta consultou mais de 75 profissionais especializados em saúde mental de adolescentes. Eles analisaram centenas de respostas e sugeriram ajustes para tornar o sistema mais adequado.

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Antes de avisar os pais, conversas identificadas pela IA passarão por revisão manual para confirmar possíveis riscos. – Imagem: DavideAngelini / Shutterstock

Meta AI terá regras mais rígidas para adolescentes

Contas de adolescentes já utilizam automaticamente uma configuração de conteúdo voltada para usuários com 13 anos ou mais. Nesse modo, o Meta AI evita participar de conversas sexuais ou românticas e não fornece conteúdos como receitas de bebidas alcoólicas.

A empresa também informou que o modo “Conteúdo Limitado”, opção mais restritiva disponível no Instagram, passará a afetar as conversas com o assistente de IA. Com isso, pais poderão reduzir ainda mais os tipos de interação disponíveis para adolescentes.

Segundo a psicóloga Ji-yeon Lee, que participou da análise das respostas do sistema, a avaliação especializada foi essencial para aprimorar a ferramenta. “Esse tipo de refinamento baseado em especialistas e cenários é essencial para tornar as experiências com IA mais seguras para adolescentes”, afirmou.

Os novos alertas já funcionam para pais que usam a supervisão do Instagram nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá. A Meta prevê ampliar o recurso para outros países até o fim do ano.

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ONU alerta que avanço acelerado da IA pode trazer consequências graves

A inteligência artificial pode abrir caminho para avanços importantes em diversas áreas, mas o mesmo ritmo acelerado que impulsiona a tecnologia também amplia seus desafios. Essa é a principal conclusão do primeiro relatório científico independente sobre IA elaborado por um painel da ONU.

O documento será apresentado aos governos durante o Diálogo Global da ONU sobre governança de IA, marcado para os dias 6 e 7 de julho, em Genebra, revela a Reuters.

Segundo a ONU, governos ainda têm dificuldade para acompanhar a velocidade com que a inteligência artificial evolui. – Imagem: mr_tigga/Shutterstock

Ciência corre atrás da velocidade da IA

Produzido por 40 cientistas e especialistas independentes, o relatório afirma que a IA oferece benefícios relevantes para países e cidadãos. Em contrapartida, a compreensão científica e a capacidade de adaptação dos governos ainda não acompanham a velocidade com que os sistemas evoluem.

Segundo os autores, existem poucos métodos para controlar sistemas altamente autônomos, o que dificulta a criação de políticas capazes de acompanhar os avanços da tecnologia.

A ciência não pode garantir que a IA não causará danos catastróficos — seja por conta própria ou devido a usuários mal-intencionados.

Yoshua Bengio, copresidente do painel Diálogo Global da ONU sobre governança de IA, à Reuters.

Bengio destacou que já existem evidências crescentes de comportamentos enganosos apresentados por sistemas de IA.

Pinça pegando chip com desenho da bandeira dos Estados Unidos
Os EUA concentram 75% do poder computacional dos principais supercomputadores de IA; a China reúne outros 15%. – Imagem: William Potter/Shutterstock

Os riscos vão além da tecnologia

O documento destaca que os benefícios potenciais da IA são enormes. Ainda assim, alerta que a implementação rápida e sem controle pode gerar impactos relevantes em diferentes áreas da sociedade.

Entre os principais riscos apontados estão:

  • danos à saúde mental dos usuários;
  • uso da IA como ferramenta destrutiva;
  • impactos sobre sistemas sociais, econômicos e ambientais;
  • dificuldades para controlar sistemas altamente autônomos;
  • aumento da circulação de material de abuso sexual infantil gerado por IA e de violência sexual facilitada por deepfakes.

O próprio relatório resume esse cenário ao afirmar que “os benefícios potenciais da IA são enormes”, mas ressalta que a implementação rápida e sem controle da tecnologia em larga escala também apresenta riscos consideráveis para a saúde mental, os sistemas sociais, a economia, o meio ambiente e a capacidade de controlar esses sistemas.

A desigualdade no acesso preocupa

Mais de um bilhão de pessoas já utilizam ferramentas de IA conversacional semanalmente. Apesar desse crescimento, a adoção continua defasada nos países em desenvolvimento.

O relatório mostra ainda que os Estados Unidos concentram 75% do poder computacional entre os 500 principais supercomputadores de IA do mundo, enquanto a China reúne 15%.

Os especialistas também alertam que a IA facilita a produção e o direcionamento de conteúdo persuasivo em larga escala, favorecendo uma erosão gradual da integridade da informação, da confiança pública, da coesão social e da deliberação democrática.

Ferramentas de IA conseguem traduzir idiomas instantaneamente, mas pesquisadores afirmam que isso não elimina os benefícios do aprendizado linguístico. (Imagem: JOURNEY STUDIO7/Shutterstock)
A ONU destaca que milhares de idiomas ainda estão fora do treinamento da maioria dos modelos de inteligência artificial. – Imagem: JOURNEY STUDIO7/Shutterstock

Nem todos os países conseguem acompanhar

Outro desafio envolve a diversidade linguística. Embora mais de 7.000 idiomas sejam falados no planeta, apenas uma pequena parcela deles está presente no treinamento dos modelos atuais. Segundo o relatório, erros na tradução automática podem afetar diagnósticos de saúde e decisões de tratamento.

Leia mais:

O documento conclui que a maioria dos países, inclusive economias avançadas, ainda não possui capacidade técnica suficiente para avaliar os modelos mais sofisticados de inteligência artificial nem para participar de forma significativa de sua governança. Esse cenário reforça a necessidade de ampliar a cooperação internacional para acompanhar uma tecnologia que continua evoluindo em ritmo acelerado.

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