Alibaba

Auto Added by WPeMatico

deepseek 1024x577

EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

Órgãos de segurança e de aplicação da lei dos Estados Unidos acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial (IA) de copiar de forma “maliciosa” tecnologias de modelos avançados desenvolvidos no país. Segundo as autoridades estadunidenses, as companhias utilizaram uma técnica conhecida como “destilação” para treinar seus próprios sistemas com resultados produzidos por modelos estadunidenses.

A acusação consta de um comunicado conjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) e do FBI.

Entre as empresas citadas estão DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax e StepFun. De acordo com os órgãos estadunidenses, as companhias utilizaram variantes de modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos para treinar seus próprios produtos. As autoridades afirmam que a atividade provavelmente ocorreu com conhecimento do governo chinês.

DeepSeek está entre as empresas citadas pelas autoridades dos EUA – Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Leia mais:

Como funciona a “destilação” de modelos de IA

  • A destilação é uma técnica utilizada para treinar modelos menores de IA a partir das respostas produzidas por modelos maiores e mais caros;
  • O método pode reduzir o custo necessário para treinar uma nova ferramenta de IA, já que o modelo menor aprende a reproduzir determinados comportamentos e capacidades observados nas respostas do sistema mais avançado;
  • Segundo os órgãos estadunidenses, porém, empresas chinesas estariam utilizando variantes de modelos estadunidenses dessa maneira de forma direcionada e em escala muito maior.

“As empresas chinesas de IA estão realizando atividades agressivas, maliciosas e direcionadas de destilação em escala industrial”, afirmaram as autoridades no comunicado.

Acusações aumentam tensão entre EUA e China

As acusações surgem em momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.

O governo dos EUA se prepara para uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país no fim de setembro. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da IA em um diálogo previsto para meados deste mês.

A acusação de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para reduzir os custos de desenvolvimento adiciona um novo elemento à disputa tecnológica entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

O post EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos apareceu primeiro em Olhar Digital.

EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos Read More »

Novo modelo de IA da Alibaba custa 9 vezes menos para treinar que o anterior

A Alibaba lançou nesta quarta-feira (26) o Qwen3.8-Flash, novo modelo multimodal de inteligência artificial com melhor desempenho em tarefas de programação e produtividade. O principal diferencial é o custo de treinamento: segundo a própria empresa, o modelo exige cerca de um nono do custo de treinamento do Qwen3.7-Plus, seu antecessor direto, segundo a Reuters.

O acesso via API será cobrado a 1 yuan (cerca de R$ 0,77) por milhão de tokens de entrada e 3 yuans (cerca de R$ 2,30) por milhão de tokens de saída.

Contexto expandido e próxima geração

O Qwen3.8-Flash suporta uma janela de contexto padrão de 262.144 tokens, expansível até 1 milhão de tokens – o que permite processar arquivos grandes, conversas longas e materiais extensos de pesquisa em uma única sessão.

A Alibaba também lançou os pesos em código aberto do Qwen3.8-Flash-Next, permitindo que a comunidade de desenvolvedores avalie a arquitetura que servirá de base para a próxima família de modelos, o Qwen4.

A Alibaba e a corrida da IA chinesa

O lançamento acontece em momento de forte expansão da Alibaba no setor. No domingo (23), a empresa anunciou uma oferta de ações de HK$ 80 bilhões – a maior oferta primária já feita por uma empresa listada em Hong Kong – para financiar seus gastos crescentes com inteligência artificial.

Os modelos Qwen estão entre os mais populares da China, onde a competição no setor de IA se intensifica.

Alibaba também lançou IA que cria vídeos a partir de documentos

Na última segunda-feira (24), a Alibaba lançou o Wan3.0, modelo de geração de vídeos capaz de criar clipes de até 30 segundos usando documentos, planilhas, slides e páginas da web como ponto de partida sem depender apenas de comandos de texto.

O modelo já está sendo usado em produções de dramas curtos, filmes, publicidade, marketing e videoclipes. A versão beta pública havia sido disponibilizada em 6 de agosto.

IA chinesa compete pelo custo, não só pelo desempenho

A aposta da Alibaba em modelos mais baratos de treinar e operar faz parte de um movimento mais amplo. Em agosto, a DeepSeek lançou o V4-Flash, classificado como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados – a um custo médio de US$ 0,03 por teste, contra US$ 1,86 do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 do Claude Fable 5.

A nova corrida da IA chinesa já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor.

O post Novo modelo de IA da Alibaba custa 9 vezes menos para treinar que o anterior apareceu primeiro em Olhar Digital.

Novo modelo de IA da Alibaba custa 9 vezes menos para treinar que o anterior Read More »

alibaba 1024x683

Nova IA da Alibaba cria vídeos a partir de documentos

A Alibaba lançou nesta segunda-feira (24) o Wan3.0, novo modelo de inteligência artificial para geração de vídeos. Segundo a Reuters, a ferramenta consegue criar vídeos de até 30 segundos usando documentos, planilhas, apresentações e páginas da web como ponto de partida.

O anúncio veio um dia depois de a companhia chinesa revelar uma oferta de ações de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões). A operação busca levantar recursos para os gastos crescentes com inteligência artificial.

A Alibaba lançou o Wan3.0 um dia após anunciar uma oferta de ações de US$ 10 bilhões para financiar gastos crescentes com IA. Imagem: BigTunaOnline/Shutterstock

Wan3.0 já tem aplicações

O modelo não parte apenas de comandos de texto para criar vídeos. Documentos, planilhas, slides e páginas da internet também podem servir de base para a produção.

A Alibaba Cloud apresentou o Wan3.0 em uma publicação no WeChat. A versão beta pública havia sido disponibilizada em 6 de agosto.

Desde então, a tecnologia passou a ser usada em diferentes atividades. A lista inclui produção de dramas curtos e filmes, publicidade, marketing, promoção turística e criação de videoclipes.

Empresa aumenta aposta em IA

A chegada do Wan3.0 ocorre enquanto a Alibaba eleva os investimentos no setor. No domingo, a empresa anunciou uma oferta de ações de US$ 10 bilhões, considerada a maior oferta primária de novas ações já feita por uma companhia listada em Hong Kong.

A captação acontece em meio à disputa cada vez mais acirrada pelo desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. Para a Alibaba, a expansão nessa área vem acompanhada de despesas cada vez maiores.

Entre os principais pontos do novo modelo estão:

  • Vídeos de até 30 segundos;
  • Uso de documentos como fonte para a criação;
  • Suporte a planilhas, slides e páginas da web;
  • Aplicações em filmes, dramas curtos e videoclipes;
  • Uso em publicidade, marketing e promoção turística.
Homem e mulher na frente de um notebook com uma projeção de IA ao fundo.
A aposta em IA tem custo alto para a Alibaba: o lucro trimestral da empresa caiu 75% em meio ao aumento das despesas com a tecnologia. – Imagem: DC Studio/Shutterstock

Gastos pesam no balanço

O aumento dos investimentos já aparece nos resultados da Alibaba. Na semana passada, a companhia informou uma queda de 75% no lucro trimestral em relação ao mesmo período do ano anterior.

Leia mais:

Segundo a Reuters, o recuo ocorreu em meio ao avanço das despesas de capital ligadas à inteligência artificial. A nova captação de recursos acontece justamente nesse momento.

Com o Wan3.0, a Alibaba coloca mais uma ferramenta de geração de vídeo no mercado enquanto direciona bilhões de dólares para ampliar sua atuação em inteligência artificial.

O post Nova IA da Alibaba cria vídeos a partir de documentos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nova IA da Alibaba cria vídeos a partir de documentos Read More »

shutterstock 2578832629 1024x682

Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA

A disputa pelos modelos de inteligência artificial de peso aberto mudou de mãos nos últimos seis meses. A família Qwen, desenvolvida pela chinesa Alibaba, ultrapassou a marca de 3 bilhões de downloads globais, deixando para trás os números da Meta e do Google no mesmo período.

O levantamento é da plataforma Hugging Face. Para efeito de comparação, os modelos abertos do Google registraram 418 milhões de downloads, enquanto os da Meta somaram 227 milhões.

Leia mais:

O que explica a rápida adoção do Qwen

Diferente de sistemas fechados como o ChatGPT, os modelos de peso aberto (open-weight) permitem que qualquer programador baixe a estrutura completa do sistema, modifique o código e crie suas próprias ferramentas. O volume de downloads é o principal indicador de qual tecnologia os desenvolvedores preferem usar.

  • Variedade de opções: A Alibaba abriu o código de mais de 460 modelos, que serviram de base para a criação de 300 mil projetos derivados.
  • Custo e facilidade: A combinação de modelos mais leves, baratos e fáceis de adaptar transformou a linha Qwen em uma escolha frequente para testes e projetos comerciais.
  • Presença em novos mercados: A empresa usou sua própria infraestrutura de nuvem para vender esses modelos para empresas no Sudeste Asiático e na África.

A competição entre China e Estados Unidos

O avanço da Alibaba e de startups chinesas como DeepSeek e Moonshot AI mostra que a distância técnica em relação às ferramentas norte-americanas está diminuindo.

Qwen é o modelo de IA aberta da chinesa Alibaba – Imagem: jackpress / Shutterstock

Mesmo com as restrições impostas pelos Estados Unidos para a venda de chips avançados para a China, o ritmo de download dos modelos chineses não caiu. Como resposta a esse avanço, empresas americanas como Meta e Nvidia voltaram a lançar novos modelos abertos nas últimas semanas para tentar reter os desenvolvedores.

O post Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA Read More »

alibaba 1024x682 1

Apple tem nova aposta para a China – e não é o iPhone

A Apple treinou um modelo de linguagem próprio para o mercado chinês com apoio da Alibaba, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters. A iniciativa representa uma mudança na estratégia da empresa para levar inteligência artificial aos iPhones e outros dispositivos vendidos no país.

Até agora, a Apple vinha recorrendo principalmente a modelos de empresas chinesas. Agora, passa a desenvolver sua própria tecnologia enquanto tenta cumprir as regras locais e reagir à concorrência de fabricantes como a Huawei.

A parceria com a Alibaba foi confirmada em 2025. Agora, a Apple também treina um modelo próprio específico para o mercado chinês. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Modelo foi criado para o mercado chinês

Na China, modelos americanos como Claude, da Anthropic, e ChatGPT, da OpenAI, não estão disponíveis. Por isso, a Apple vinha trabalhando com parceiros locais para levar recursos de IA generativa aos seus aparelhos.

O novo modelo pode dar à empresa mais controle sobre a experiência oferecida aos usuários chineses. Ainda não se sabe, porém, como ele será usado junto às tecnologias de terceiros.

O Apple Intelligence é esperado na China nos próximos meses, depois de uma atualização do iOS.

Alibaba ajuda no desenvolvimento

A parceria entre Apple e Alibaba veio a público em fevereiro de 2025. Naquele momento, Joe Tsai, presidente da Alibaba, revelou que a Apple havia avaliado diferentes empresas chinesas antes de fechar o acordo.

“Eles conversaram com várias empresas na China. No fim, escolheram fazer negócios conosco”, afirmou Tsai.

O lançamento do Apple Intelligence acabou atrasado enquanto a Apple adaptava seus recursos às exigências chinesas. O processo regulatório terminou no mês passado, quando a Administração do Ciberespaço da China registrou o serviço de IA generativa da companhia.

Na versão destinada ao país, o modelo Qwen, da Alibaba, será incorporado ao Apple Intelligence. A tecnologia da Baidu também deve fazer parte do serviço.

Os principais componentes dessa operação são:

  • modelo próprio da Apple voltado à China;
  • suporte da Alibaba durante o treinamento;
  • integração do Qwen ao Apple Intelligence;
  • tecnologia da Baidu prevista para o serviço;
  • aprovação regulatória para a IA generativa da Apple.
Logo da Apple ao lado de inteligência artificial (IA)
O desafio da Apple na China vai além de criar uma IA: é preciso adaptar o serviço às regras locais e competir com fabricantes avançados – Imagem: Below the Sky/Shutterstock

Apple tenta recuperar espaço na China

A China representa um mercado importante para a Apple, mas a empresa perdeu terreno para fabricantes locais. A falta de recursos de IA nos iPhones vendidos no país foi apontada como um dos fatores que pesaram sobre as vendas, enquanto concorrentes ofereciam aparelhos com assistentes de inteligência artificial integrados.

Leia mais:

A combinação de tecnologia própria com modelos chineses também coloca a Apple em uma posição incomum para uma companhia estrangeira. A fórmula pode ajudá-la a atender às exigências de Pequim e, ao mesmo tempo, manter parte do controle sobre seus recursos de IA.

Ainda falta uma peça importante nessa equação: não está claro qual será o papel do modelo treinado pela Apple ao lado do Qwen, da Baidu e de outras tecnologias de terceiros. Essa definição deverá determinar como o Apple Intelligence funcionará nos dispositivos vendidos na China.

O post Apple tem nova aposta para a China – e não é o iPhone apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple tem nova aposta para a China – e não é o iPhone Read More »

alibaba 1024x682

Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar

A disputa entre gigantes chinesas da inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana. Enquanto a Alibaba revelou seu maior modelo de IA até agora, a DeepSeek chamou atenção por seguir um caminho diferente: reduzir drasticamente o custo de operação.

Segundo a Reuters, os anúncios mostram que a corrida tecnológica na China não envolve apenas desempenho, mas também tornar essas ferramentas mais acessíveis para desenvolvedores e empresas.

A Alibaba revelou sua maior IA, mas quem roubou a cena foi a DeepSeek com um modelo que promete operar por uma fração do custo das rivais. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Alibaba apresenta seu modelo mais ambicioso

O Qwen3.8-Max é a nova aposta da Alibaba para competir entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. A novidade repercutiu rapidamente e ajudou as ações da companhia a subir 7% na Bolsa de Hong Kong.

A tecnologia reúne 2,4 trilhões de parâmetros, configurações aprendidas durante o treinamento que permitem reconhecer padrões, gerar respostas e executar tarefas. Embora essa quantidade não determine sozinha a qualidade de um sistema, ela continua sendo uma referência para medir a escala dos modelos mais modernos.

Pouco depois do lançamento, o Qwen3.8-Max tornou-se o modelo chinês mais bem colocado no ranking de texto da Arena.AI. Na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais, ficou na segunda posição mundial.

Segundo a Alibaba, entre os principais recursos estão:

  • Processamento de textos, imagens e vídeos;
  • Capacidade para analisar até 1 milhão de tokens por vez;
  • Arquitetura “mixture-of-experts”, que ativa apenas parte do modelo em cada tarefa;
  • Uso simultâneo de apenas 95 bilhões de parâmetros, reduzindo custos e o tempo de resposta.

A empresa informou ainda que a novidade será disponibilizada na próxima semana e concluiu um projeto de engenharia de software em apenas 16 dias.

Aposta em modelos abertos

Outra característica compartilhada pelo Qwen3.8-Max e pelo V4-Flash, da DeepSeek, é o uso de modelos de pesos abertos. Na prática, desenvolvedores podem baixar esses parâmetros e adaptá-los para diferentes aplicações.

As empresas chinesas de IA encontraram um mercado importante. Muitos fluxos de trabalho corporativos não precisam do melhor modelo da indústria.

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, à Reuters.

Para ele, esse movimento responde a uma necessidade importante do mercado. “Eles precisam de modelos bons o suficiente, acessíveis, transparentes e disponíveis, e os modelos de pesos abertos ajudam a atender essa demanda.”

Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e Google seguem apostando em modelos de código fechado.

Ilustração de chip com bandeira da China em placa-mãe
A nova corrida da IA já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor. – Imagem: rawf8/Shutterstock

DeepSeek mira a redução dos custos

Se a Alibaba apostou no tamanho do novo modelo, a DeepSeek resolveu competir pelo preço. O V4-Flash foi classificado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados em testes de desempenho.

O levantamento aponta um custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71) e de US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (aproximadamente R$ 0,15), contra US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36) do Kimi K3, US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97) do Claude Fable 5.

Os anúncios reforçam que a concorrência entre as empresas chinesas deixou de ser apenas uma disputa por modelos maiores. Agora, eficiência e custo também passaram a definir quem ganha espaço na próxima fase da inteligência artificial.

O post Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar Read More »

chatbots testados 1024x576

Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

Leia mais:

A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

O post Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA Read More »

anthropic 2 1024x681 1

Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança”

A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic para fins de trabalho a partir desta sexta-feira (10).

A empresa chinesa incluiu o Claude Code em uma lista interna de softwares de alto risco, alegando que a companhia estadunidense representa riscos de segurança por meio de backdoors. A informação foi confirmada pela CNBC com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato para falar sobre operações internas.

Os funcionários da Alibaba estão sendo obrigados a desinstalar todos os modelos e produtos de agentes da Anthropic e a adotar o assistente de IA próprio da empresa chinesa, chamado Qoder.

O contexto da decisão

  • A medida ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos;
  • No documento, a empresa estadunidense acusou a Alibaba de tentar extrair suas capacidades de IA de forma “descarada” e “ilícita”, classificando a ação como “o maior ataque de destilação conhecido” contra ela até o momento;
  • Os termos de serviço da Anthropic proíbem empresas chinesas e de outras “nações adversárias” de usar seus modelos;
  • A decisão da Alibaba coincide ainda com uma onda de reações negativas na China contra a Anthropic, após publicações no Reddit e no GitHub descreverem o uso de código oculto destinado a detectar se usuários estariam baseados no país.
Empresa dos EUA acusa a chinesa de ataque de destilação – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Leia mais:

Outras empresas chinesas no centro do debate

O Financial Times reportou na sexta-feira (3) que a Anthropic está tomando medidas para fechar brechas que permitiram a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.

O jornal britânico citou fontes segundo as quais o grupo de fintech Ant teria fornecido a funcionários contas corporativas do Claude acessadas pela intranet da empresa, conectada à sua entidade sediada em Singapura.

Ainda segundo o FT, a ByteDance, controladora do TikTok, não facilita o acesso ao Claude, mas iniciou um programa de reembolso que permite a engenheiros registrar assinaturas pessoais como despesas, acessadas por redes privadas virtuais.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNBC que a política, divulgada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar os funcionários a “experimentar e aprender” sobre uma gama mais ampla de produtos de IA para aprimorar suas habilidades. A pessoa pediu anonimato para falar sobre políticas internas.

Ant e ByteDance não comentaram o relato do Financial Times. Alibaba e Anthropic também não se manifestaram.

O post Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança” apareceu primeiro em Olhar Digital.

Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança” Read More »

anthropic 2 1024x681

Alibaba é acusado de tentar “copiar” IA da Anthropic

A Anthropic afirma que o Alibaba teria tentado extrair capacidades do seu modelo de inteligência artificial Claude em uma operação descrita como a maior já registrada pela empresa nesse tipo de atividade. O caso foi levado ao Senado dos Estados Unidos em uma carta datada de 10 de junho de 2026.

Segundo documentos citados pela Reuters e confirmados pela CNBC, a investigação envolve milhões de interações com o sistema e o uso de contas falsas em larga escala.

Caso entre Anthropic e Alibaba envolve suposta “destilação” de IA para replicar modelos mais avançados de inteligência artificial. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O que é a “destilação” de IA

A chamada destilação é um método em que um modelo de IA mais simples aprende a partir das respostas de um sistema mais avançado. A CNBC explica que essa técnica é comum no desenvolvimento de inteligência artificial, mas pode ser usada de forma indevida para tentar replicar capacidades de modelos mais sofisticados.

A operação teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, somando cerca de 28,8 milhões de interações feitas por aproximadamente 25 mil contas falsas, conforme a Reuters. O volume, por si só, já chama atenção pelo nível de coordenação descrito nos documentos.

Leia mais:

A Anthropic afirma que os envolvidos estariam ligados ao Alibaba e ao laboratório de IA Alibaba Qwen. O grupo chinês não respondeu às acusações até o momento.

O que diz a carta enviada ao Senado dos EUA

A carta enviada aos senadores Tim Scott e Elizabeth Warren descreve o caso como o maior ataque de destilação já identificado pela empresa. O documento afirma que a prática teria como objetivo acelerar o desenvolvimento de modelos chineses com base em tecnologias mais avançadas.

A Anthropic também afirma ter identificado movimentações semelhantes envolvendo outros laboratórios de IA da China, como DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax, indicando que esse tipo de atividade estaria se tornando mais frequente no setor.

Em comunicado citado pela CNBC, um porta-voz da Anthropic afirmou:

  • “Acreditamos que combater a ameaça da destilação ilícita exige ação coordenada entre governo e indústria”
  • “Continuaremos trabalhando com o Congresso e o governo para manter a liderança americana em IA”
logo do qwen em um celular sobre bandeira da china
Alibaba e laboratório Qwen são citados em suposto envolvimento, mas empresa chinesa não respondeu às acusações até o momento. – Imagem: jackpress / Shutterstock

IA, geopolítica e disputa por tecnologia

O caso surge em meio a uma tensão crescente entre Estados Unidos e China no campo da inteligência artificial. A Reuters lembra que o Alibaba foi incluído pelo Pentágono em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificação que o grupo contesta.

Ao mesmo tempo, o governo dos EUA vem ampliando mecanismos para monitorar o uso de modelos de IA por empresas estrangeiras. A CNBC destaca que memorandos recentes reforçam a cooperação entre governo e setor privado para identificar esse tipo de atividade com mais rapidez.

Segundo a matéria, a própria Anthropic também enfrenta restrições regulatórias, incluindo limitações de exportação de modelos como Fable 5 e Mythos 5, citando preocupações de segurança nacional.

Entre os principais pontos citados pelas duas agências estão:

  • uso de contas falsas em larga escala para simular interações com IA
  • milhões de consultas a sistemas avançados
  • tentativa de replicação de capacidades de modelos de ponta
  • possível envolvimento de laboratórios chineses de IA
  • aumento das tensões regulatórias entre EUA e China

O caso reforça como a disputa por inteligência artificial já não se limita à tecnologia, mas envolve também política e segurança nacional.

A Anthropic afirma que continuará colaborando com autoridades dos Estados Unidos enquanto o caso não tem resposta oficial do Alibaba. Até o momento, a empresa chinesa não se pronunciou detalhadamente sobre as acusações.

O post Alibaba é acusado de tentar “copiar” IA da Anthropic apareceu primeiro em Olhar Digital.

Alibaba é acusado de tentar “copiar” IA da Anthropic Read More »

alibaba 1 1024x605

Alibaba lança modelos de IA para robôs e acelera transição de chatbots para agentes autônomos na China

A gigante chinesa Alibaba divulgou, nesta terça-feira (16), em Pequim, seus primeiros modelos de inteligência artificial desenvolvidos especificamente para aplicação em robôs. O anúncio foi feito em meio à reconfiguração do setor tecnológico na China.

A iniciativa surge em um momento em que empresas do país passam a reduzir o foco em sistemas de chatbot tradicionais e direcionam esforços para agentes de IA mais avançados. Esses sistemas são projetados para executar tarefas mais complexas e ampliar a capacidade operacional de máquinas.

Segundo a companhia, a estratégia acompanha uma tendência mais ampla da indústria, que busca aplicações de maior valor econômico e maior autonomia para sistemas inteligentes.

Alibaba acelera aposta em inteligência artificial voltada à robótica

Imagem: testing/Shutterstock

O movimento da Alibaba ocorre dentro de uma transição mais ampla no mercado chinês de tecnologia, que vem migrando de soluções baseadas em conversação para ferramentas capazes de executar ações práticas. A empresa integra esse esforço ao lançar seus primeiros modelos de IA com foco em robôs.

Alibaba
(Imagem: zhu difeng / Shutterstock)

De acordo com a empresa, a nova geração de sistemas busca tornar máquinas mais inteligentes e funcionais, com capacidade de lidar com tarefas mais complexas. Essa mudança acompanha a evolução do setor, que enxerga nos chamados agentes de inteligência artificial uma oportunidade de expansão mais rentável.

O anúncio foi registrado em Pequim e ocorre em um ambiente de forte competição entre companhias de tecnologia na China. O reposicionamento estratégico indica uma tentativa de capturar valor em áreas além dos chatbots, que até então concentravam grande parte do desenvolvimento em inteligência artificial.

O post Alibaba lança modelos de IA para robôs e acelera transição de chatbots para agentes autônomos na China apareceu primeiro em Olhar Digital.

Alibaba lança modelos de IA para robôs e acelera transição de chatbots para agentes autônomos na China Read More »