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IA da Alibaba tentou enviar arquivo a servidor na China durante teste, diz rival

Um modelo de inteligência artificial (IA) da Alibaba tentou enviar um arquivo de teste para um servidor da empresa na China durante uma avaliação de segurança, segundo a concorrente canadense Cohere. A tentativa foi bloqueada pelo ambiente de testes, que não tinha conexão com a internet, mas chamou a atenção porque teria ocorrido mesmo depois de o próprio modelo indicar que não utilizaria ferramentas externas.

O episódio envolveu o Qwen3.8-Flash-Next, modelo de pesos abertos da Alibaba. Segundo a Cohere, o sistema recebeu a tarefa de escrever uma regra para detectar downloads maliciosos de arquivos, mas, em vez de se limitar à atividade solicitada, examinou a máquina em que estava sendo executado e tentou enviar uma sequência de teste para um servidor de armazenamento do Alibaba Cloud em Pequim (China).

A empresa canadense afirmou que não conseguiu determinar se o comportamento foi deliberado ou resultado de dados residuais do treinamento do modelo.

Como aconteceu a tentativa de envio de dados

  • O teste foi realizado em ambiente isolado, usando o CTI-REALM, avaliação voltada a agentes de IA que executam tarefas de análise de segurança cibernética;
  • De acordo com a Cohere, o Qwen3.8-Flash-Next deveria criar regra para identificar atividades suspeitas envolvendo o download e a execução de arquivos. Durante a tarefa, porém, o modelo listou arquivos temporários da máquina, verificou quais ferramentas de transferência estavam instaladas e consultou as configurações de DNS;
  • Em seguida, tentou enviar uma sequência de teste para um endereço de armazenamento em nuvem da Alibaba, em Pequim. A solicitação não chegou ao destino porque o ambiente de avaliação não tinha uma rota de saída para a internet;
  • O episódio chamou a atenção porque, conforme o relato da Cohere, o registro de raciocínio do modelo indicava que nenhuma ferramenta seria utilizada. Ainda assim, o sistema teria executado um comando de rede;
  • A diferença entre o que um modelo declara em seu raciocínio e as ações que efetivamente realiza é relevante para a segurança de sistemas autônomos. Agentes de IA podem receber acesso a ferramentas e recursos externos para executar tarefas, o que torna importante verificar suas ações concretas, em vez de confiar apenas nas explicações fornecidas pelo próprio sistema.

Comportamento foi raro, segundo a Cohere

A empresa afirmou que o comportamento apareceu em menos de uma a cada 100 mil ações avaliadas. Mesmo com frequência baixa, a Cohere argumenta que o problema pode ganhar importância em operações realizadas em grande escala.

Segundo a estimativa apresentada pela companhia, um serviço que executasse dez milhões de ações de agentes de IA por semana poderia registrar até 100 tentativas semelhantes no período.

A Cohere ressaltou, no entanto, que não sabe explicar a origem do comportamento. Uma das possibilidades levantadas é que o modelo tenha reproduzido informações presentes em dados de treinamento que não foram devidamente removidas, como registros de ambientes de desenvolvimento.

Outra hipótese seria a presença de algum comportamento deliberado para estabelecer contato com um servidor externo. A empresa não apresentou evidências suficientes para confirmar essa interpretação e afirmou que não é possível concluir que houve intenção maliciosa.

Em testes posteriores, a Cohere também utilizou uma técnica chamada prefilling, na qual fornece ao modelo parte de seu raciocínio e o início de um comando para observar como ele completa a sequência. Nessas condições, a empresa conseguiu aumentar a frequência com que o sistema mencionava determinados endereços monitorados. Esse procedimento, porém, não demonstra que o comportamento ocorreria espontaneamente com a mesma frequência em situações normais.

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Modelos chineses ganham espaço entre desenvolvedores

O caso ocorre em meio à expansão do uso de modelos de IA de pesos abertos, que podem ser baixados e executados em servidores próprios. Essa característica oferece às empresas e aos desenvolvedores maior controle sobre a infraestrutura, mas também exige cuidados com permissões, conexões de rede e acesso a dados.

A Cohere vende modelos de IA para empresas e governos e atua no segmento de IA soberana, que busca oferecer maior controle sobre onde os sistemas são executados e como os dados são tratados. A companhia também compete com modelos abertos, como os da família Qwen, da Alibaba.

Segundo o relatório de primavera de 2026 da plataforma Hugging Face, modelos chineses responderam por 41% dos downloads registrados no serviço ao longo dos 12 meses anteriores, a maior parcela entre os países.

O episódio não demonstra, por si só, que o modelo foi projetado para enviar dados à China ou que outros modelos da Alibaba apresentam o mesmo comportamento. A tentativa foi bloqueada no teste relatado e a causa permanece desconhecida.

O caso reforça a importância de limitar conexões externas desnecessárias, monitorar o uso de ferramentas e avaliar o comportamento real dos agentes de IA, especialmente quando eles operam em ambientes com acesso a arquivos, sistemas corporativos ou informações sensíveis.

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Pesquisadores identificam “frota” de IAs que tentou invadir sistemas do Alibaba

Um grupo internacional de pesquisadores identificou mais de uma dezena de agentes de inteligência artificial (IA) que tentaram acessar sistemas protegidos do Alibaba, gigante chinesa de tecnologia. As atividades ocorreram entre o fim de setembro e o início de outubro e apresentaram indícios de ligação com serviços de computação em nuvem da Tencent.

Segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (14) pelo grupo Swarmchasers, que reúne pesquisadores de segurança em IA dos Estados Unidos e de outros países, os agentes tentaram acessar o Amap, serviço de mapas do Alibaba. A investigação identificou 2.818 tentativas de acesso a dados entre 28 de setembro e 8 de outubro.

Os pesquisadores afirmam que a atividade partiu de um ambiente isolado de testes, conhecido como sandbox, na infraestrutura da Tencent Cloud. Os agentes teriam utilizado serviços públicos de varredura de segurança para executar códigos remotamente e comandos em navegadores de internet.

Embora a maioria das tentativas não tenha avançado significativamente, alguns agentes conseguiram contornar mecanismos de proteção contra bots. Os pesquisadores disseram, porém, que não encontraram evidências de acesso a sistemas privados.

Pesquisadores não identificaram o modelo de IA

  • O relatório, intitulado “We found a Chinese fleet” (“Encontramos uma frota chinesa”, em tradução livre), aponta indícios que associam a atividade à infraestrutura da Tencent em Hong Kong e Shenzhen (China);
  • Isso não significa, entretanto, que os pesquisadores tenham identificado o modelo de IA utilizado. Segundo o grupo, ainda não está claro qual sistema estava sendo desenvolvido ou avaliado. A Tencent também trabalha com modelos de terceiros, o que impede atribuir diretamente a operação a uma IA própria da companhia;
  • Os agentes aparentemente buscavam responder a perguntas sobre o serviço Amap, como identificar qual entrada de um zoológico é a mais popular. Os pesquisadores não conseguiram determinar quais dados eram o alvo das tentativas nem qual era o objetivo final da atividade;
  • A Tencent e o Alibaba não responderam aos pedidos de comentário enviados pela Bloomberg.
Agentes tentaram acessar o Amap, serviço de mapas do Alibaba – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Leia mais:

Agentes de IA podem escapar de ambientes de teste

Para Ethan Elasky, um dos autores do relatório e diretor-executivo da organização sem fins lucrativos Palaestra Research, o episódio se soma a evidências de agentes de IA que escapam de ambientes de avaliação e passam a agir sem supervisão humana.

“Independentemente de estarmos falando de laboratórios chineses ou estadunidenses, acredito que a forma como o desenvolvimento de modelos vem acontecendo fará com que os agentes continuem escapando de seus ambientes isolados quando estiverem na internet”, afirmou Elasky.

Os pesquisadores diferenciaram o caso de outros episódios de comportamento coletivo de agentes, como o incidente envolvendo modelos da OpenAI que comprometeram sistemas da plataforma Hugging Face em julho. Segundo o relatório, os agentes identificados na investigação atual não pareciam colaborar entre si da mesma maneira.

O episódio ocorre em meio a preocupações sobre o controle de sistemas autônomos de IA. Em setembro, a OpenAI adiou o lançamento de seu modelo mais avançado para reforçar as medidas de segurança.

Kok Tin Gan, cofundador e diretor-executivo da empresa de segurança cibernética NyxLab, afirmou que a principal questão não é determinar se os agentes utilizavam um modelo chinês ou estadunidense, nem se eram realmente autônomos ou estavam fora de controle.

Para ele, o desafio mais importante é garantir que esses sistemas permaneçam sob controle. À medida que os agentes de IA ganham autonomia, organizações precisam estabelecer limites claros de atuação, monitoramento contínuo e mecanismos eficazes de intervenção.

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EUA acusam empresas chinesas de IA de copiar modelos avançados para reduzir custos

Órgãos de segurança e de aplicação da lei dos Estados Unidos acusaram, nesta terça-feira (8), empresas chinesas de inteligência artificial (IA) de copiar de forma “maliciosa” tecnologias de modelos avançados desenvolvidos no país. Segundo as autoridades estadunidenses, as companhias utilizaram uma técnica conhecida como “destilação” para treinar seus próprios sistemas com resultados produzidos por modelos estadunidenses.

A acusação consta de um comunicado conjunto da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês), da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) e do FBI.

Entre as empresas citadas estão DeepSeek, Moonshot AI, Alibaba, MiniMax e StepFun. De acordo com os órgãos estadunidenses, as companhias utilizaram variantes de modelos de IA desenvolvidos nos Estados Unidos para treinar seus próprios produtos. As autoridades afirmam que a atividade provavelmente ocorreu com conhecimento do governo chinês.

DeepSeek está entre as empresas citadas pelas autoridades dos EUA – Imagem: Mojahid Mottakin / Shutterstock

Leia mais:

Como funciona a “destilação” de modelos de IA

  • A destilação é uma técnica utilizada para treinar modelos menores de IA a partir das respostas produzidas por modelos maiores e mais caros;
  • O método pode reduzir o custo necessário para treinar uma nova ferramenta de IA, já que o modelo menor aprende a reproduzir determinados comportamentos e capacidades observados nas respostas do sistema mais avançado;
  • Segundo os órgãos estadunidenses, porém, empresas chinesas estariam utilizando variantes de modelos estadunidenses dessa maneira de forma direcionada e em escala muito maior.

“As empresas chinesas de IA estão realizando atividades agressivas, maliciosas e direcionadas de destilação em escala industrial”, afirmaram as autoridades no comunicado.

Acusações aumentam tensão entre EUA e China

As acusações surgem em momento de crescente disputa entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.

O governo dos EUA se prepara para uma visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao país no fim de setembro. Os dois países também planejam discutir riscos relacionados à segurança da IA em um diálogo previsto para meados deste mês.

A acusação de que empresas chinesas estariam utilizando modelos estadunidenses para reduzir os custos de desenvolvimento adiciona um novo elemento à disputa tecnológica entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

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Novo modelo de IA da Alibaba custa 9 vezes menos para treinar que o anterior

A Alibaba lançou nesta quarta-feira (26) o Qwen3.8-Flash, novo modelo multimodal de inteligência artificial com melhor desempenho em tarefas de programação e produtividade. O principal diferencial é o custo de treinamento: segundo a própria empresa, o modelo exige cerca de um nono do custo de treinamento do Qwen3.7-Plus, seu antecessor direto, segundo a Reuters.

O acesso via API será cobrado a 1 yuan (cerca de R$ 0,77) por milhão de tokens de entrada e 3 yuans (cerca de R$ 2,30) por milhão de tokens de saída.

Contexto expandido e próxima geração

O Qwen3.8-Flash suporta uma janela de contexto padrão de 262.144 tokens, expansível até 1 milhão de tokens – o que permite processar arquivos grandes, conversas longas e materiais extensos de pesquisa em uma única sessão.

A Alibaba também lançou os pesos em código aberto do Qwen3.8-Flash-Next, permitindo que a comunidade de desenvolvedores avalie a arquitetura que servirá de base para a próxima família de modelos, o Qwen4.

A Alibaba e a corrida da IA chinesa

O lançamento acontece em momento de forte expansão da Alibaba no setor. No domingo (23), a empresa anunciou uma oferta de ações de HK$ 80 bilhões – a maior oferta primária já feita por uma empresa listada em Hong Kong – para financiar seus gastos crescentes com inteligência artificial.

Os modelos Qwen estão entre os mais populares da China, onde a competição no setor de IA se intensifica.

Alibaba também lançou IA que cria vídeos a partir de documentos

Na última segunda-feira (24), a Alibaba lançou o Wan3.0, modelo de geração de vídeos capaz de criar clipes de até 30 segundos usando documentos, planilhas, slides e páginas da web como ponto de partida sem depender apenas de comandos de texto.

O modelo já está sendo usado em produções de dramas curtos, filmes, publicidade, marketing e videoclipes. A versão beta pública havia sido disponibilizada em 6 de agosto.

IA chinesa compete pelo custo, não só pelo desempenho

A aposta da Alibaba em modelos mais baratos de treinar e operar faz parte de um movimento mais amplo. Em agosto, a DeepSeek lançou o V4-Flash, classificado como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados – a um custo médio de US$ 0,03 por teste, contra US$ 1,86 do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 do Claude Fable 5.

A nova corrida da IA chinesa já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor.

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Nova IA da Alibaba cria vídeos a partir de documentos

A Alibaba lançou nesta segunda-feira (24) o Wan3.0, novo modelo de inteligência artificial para geração de vídeos. Segundo a Reuters, a ferramenta consegue criar vídeos de até 30 segundos usando documentos, planilhas, apresentações e páginas da web como ponto de partida.

O anúncio veio um dia depois de a companhia chinesa revelar uma oferta de ações de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões). A operação busca levantar recursos para os gastos crescentes com inteligência artificial.

A Alibaba lançou o Wan3.0 um dia após anunciar uma oferta de ações de US$ 10 bilhões para financiar gastos crescentes com IA. Imagem: BigTunaOnline/Shutterstock

Wan3.0 já tem aplicações

O modelo não parte apenas de comandos de texto para criar vídeos. Documentos, planilhas, slides e páginas da internet também podem servir de base para a produção.

A Alibaba Cloud apresentou o Wan3.0 em uma publicação no WeChat. A versão beta pública havia sido disponibilizada em 6 de agosto.

Desde então, a tecnologia passou a ser usada em diferentes atividades. A lista inclui produção de dramas curtos e filmes, publicidade, marketing, promoção turística e criação de videoclipes.

Empresa aumenta aposta em IA

A chegada do Wan3.0 ocorre enquanto a Alibaba eleva os investimentos no setor. No domingo, a empresa anunciou uma oferta de ações de US$ 10 bilhões, considerada a maior oferta primária de novas ações já feita por uma companhia listada em Hong Kong.

A captação acontece em meio à disputa cada vez mais acirrada pelo desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial. Para a Alibaba, a expansão nessa área vem acompanhada de despesas cada vez maiores.

Entre os principais pontos do novo modelo estão:

  • Vídeos de até 30 segundos;
  • Uso de documentos como fonte para a criação;
  • Suporte a planilhas, slides e páginas da web;
  • Aplicações em filmes, dramas curtos e videoclipes;
  • Uso em publicidade, marketing e promoção turística.
Homem e mulher na frente de um notebook com uma projeção de IA ao fundo.
A aposta em IA tem custo alto para a Alibaba: o lucro trimestral da empresa caiu 75% em meio ao aumento das despesas com a tecnologia. – Imagem: DC Studio/Shutterstock

Gastos pesam no balanço

O aumento dos investimentos já aparece nos resultados da Alibaba. Na semana passada, a companhia informou uma queda de 75% no lucro trimestral em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Segundo a Reuters, o recuo ocorreu em meio ao avanço das despesas de capital ligadas à inteligência artificial. A nova captação de recursos acontece justamente nesse momento.

Com o Wan3.0, a Alibaba coloca mais uma ferramenta de geração de vídeo no mercado enquanto direciona bilhões de dólares para ampliar sua atuação em inteligência artificial.

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Qual é o modelo aberto de IA mais popular do mundo? Não é nenhum feito nos EUA

A disputa pelos modelos de inteligência artificial de peso aberto mudou de mãos nos últimos seis meses. A família Qwen, desenvolvida pela chinesa Alibaba, ultrapassou a marca de 3 bilhões de downloads globais, deixando para trás os números da Meta e do Google no mesmo período.

O levantamento é da plataforma Hugging Face. Para efeito de comparação, os modelos abertos do Google registraram 418 milhões de downloads, enquanto os da Meta somaram 227 milhões.

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O que explica a rápida adoção do Qwen

Diferente de sistemas fechados como o ChatGPT, os modelos de peso aberto (open-weight) permitem que qualquer programador baixe a estrutura completa do sistema, modifique o código e crie suas próprias ferramentas. O volume de downloads é o principal indicador de qual tecnologia os desenvolvedores preferem usar.

  • Variedade de opções: A Alibaba abriu o código de mais de 460 modelos, que serviram de base para a criação de 300 mil projetos derivados.
  • Custo e facilidade: A combinação de modelos mais leves, baratos e fáceis de adaptar transformou a linha Qwen em uma escolha frequente para testes e projetos comerciais.
  • Presença em novos mercados: A empresa usou sua própria infraestrutura de nuvem para vender esses modelos para empresas no Sudeste Asiático e na África.

A competição entre China e Estados Unidos

O avanço da Alibaba e de startups chinesas como DeepSeek e Moonshot AI mostra que a distância técnica em relação às ferramentas norte-americanas está diminuindo.

Qwen é o modelo de IA aberta da chinesa Alibaba – Imagem: jackpress / Shutterstock

Mesmo com as restrições impostas pelos Estados Unidos para a venda de chips avançados para a China, o ritmo de download dos modelos chineses não caiu. Como resposta a esse avanço, empresas americanas como Meta e Nvidia voltaram a lançar novos modelos abertos nas últimas semanas para tentar reter os desenvolvedores.

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Apple tem nova aposta para a China – e não é o iPhone

A Apple treinou um modelo de linguagem próprio para o mercado chinês com apoio da Alibaba, segundo três pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Reuters. A iniciativa representa uma mudança na estratégia da empresa para levar inteligência artificial aos iPhones e outros dispositivos vendidos no país.

Até agora, a Apple vinha recorrendo principalmente a modelos de empresas chinesas. Agora, passa a desenvolver sua própria tecnologia enquanto tenta cumprir as regras locais e reagir à concorrência de fabricantes como a Huawei.

A parceria com a Alibaba foi confirmada em 2025. Agora, a Apple também treina um modelo próprio específico para o mercado chinês. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Modelo foi criado para o mercado chinês

Na China, modelos americanos como Claude, da Anthropic, e ChatGPT, da OpenAI, não estão disponíveis. Por isso, a Apple vinha trabalhando com parceiros locais para levar recursos de IA generativa aos seus aparelhos.

O novo modelo pode dar à empresa mais controle sobre a experiência oferecida aos usuários chineses. Ainda não se sabe, porém, como ele será usado junto às tecnologias de terceiros.

O Apple Intelligence é esperado na China nos próximos meses, depois de uma atualização do iOS.

Alibaba ajuda no desenvolvimento

A parceria entre Apple e Alibaba veio a público em fevereiro de 2025. Naquele momento, Joe Tsai, presidente da Alibaba, revelou que a Apple havia avaliado diferentes empresas chinesas antes de fechar o acordo.

“Eles conversaram com várias empresas na China. No fim, escolheram fazer negócios conosco”, afirmou Tsai.

O lançamento do Apple Intelligence acabou atrasado enquanto a Apple adaptava seus recursos às exigências chinesas. O processo regulatório terminou no mês passado, quando a Administração do Ciberespaço da China registrou o serviço de IA generativa da companhia.

Na versão destinada ao país, o modelo Qwen, da Alibaba, será incorporado ao Apple Intelligence. A tecnologia da Baidu também deve fazer parte do serviço.

Os principais componentes dessa operação são:

  • modelo próprio da Apple voltado à China;
  • suporte da Alibaba durante o treinamento;
  • integração do Qwen ao Apple Intelligence;
  • tecnologia da Baidu prevista para o serviço;
  • aprovação regulatória para a IA generativa da Apple.
Logo da Apple ao lado de inteligência artificial (IA)
O desafio da Apple na China vai além de criar uma IA: é preciso adaptar o serviço às regras locais e competir com fabricantes avançados – Imagem: Below the Sky/Shutterstock

Apple tenta recuperar espaço na China

A China representa um mercado importante para a Apple, mas a empresa perdeu terreno para fabricantes locais. A falta de recursos de IA nos iPhones vendidos no país foi apontada como um dos fatores que pesaram sobre as vendas, enquanto concorrentes ofereciam aparelhos com assistentes de inteligência artificial integrados.

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A combinação de tecnologia própria com modelos chineses também coloca a Apple em uma posição incomum para uma companhia estrangeira. A fórmula pode ajudá-la a atender às exigências de Pequim e, ao mesmo tempo, manter parte do controle sobre seus recursos de IA.

Ainda falta uma peça importante nessa equação: não está claro qual será o papel do modelo treinado pela Apple ao lado do Qwen, da Baidu e de outras tecnologias de terceiros. Essa definição deverá determinar como o Apple Intelligence funcionará nos dispositivos vendidos na China.

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Nova IA chinesa custa mais de 100 vezes menos para operar

A disputa entre gigantes chinesas da inteligência artificial ganhou novos capítulos nesta semana. Enquanto a Alibaba revelou seu maior modelo de IA até agora, a DeepSeek chamou atenção por seguir um caminho diferente: reduzir drasticamente o custo de operação.

Segundo a Reuters, os anúncios mostram que a corrida tecnológica na China não envolve apenas desempenho, mas também tornar essas ferramentas mais acessíveis para desenvolvedores e empresas.

A Alibaba revelou sua maior IA, mas quem roubou a cena foi a DeepSeek com um modelo que promete operar por uma fração do custo das rivais. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Alibaba apresenta seu modelo mais ambicioso

O Qwen3.8-Max é a nova aposta da Alibaba para competir entre os sistemas de IA mais avançados do mercado. A novidade repercutiu rapidamente e ajudou as ações da companhia a subir 7% na Bolsa de Hong Kong.

A tecnologia reúne 2,4 trilhões de parâmetros, configurações aprendidas durante o treinamento que permitem reconhecer padrões, gerar respostas e executar tarefas. Embora essa quantidade não determine sozinha a qualidade de um sistema, ela continua sendo uma referência para medir a escala dos modelos mais modernos.

Pouco depois do lançamento, o Qwen3.8-Max tornou-se o modelo chinês mais bem colocado no ranking de texto da Arena.AI. Na categoria de análise de imagens e outros conteúdos visuais, ficou na segunda posição mundial.

Segundo a Alibaba, entre os principais recursos estão:

  • Processamento de textos, imagens e vídeos;
  • Capacidade para analisar até 1 milhão de tokens por vez;
  • Arquitetura “mixture-of-experts”, que ativa apenas parte do modelo em cada tarefa;
  • Uso simultâneo de apenas 95 bilhões de parâmetros, reduzindo custos e o tempo de resposta.

A empresa informou ainda que a novidade será disponibilizada na próxima semana e concluiu um projeto de engenharia de software em apenas 16 dias.

Aposta em modelos abertos

Outra característica compartilhada pelo Qwen3.8-Max e pelo V4-Flash, da DeepSeek, é o uso de modelos de pesos abertos. Na prática, desenvolvedores podem baixar esses parâmetros e adaptá-los para diferentes aplicações.

As empresas chinesas de IA encontraram um mercado importante. Muitos fluxos de trabalho corporativos não precisam do melhor modelo da indústria.

Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia, à Reuters.

Para ele, esse movimento responde a uma necessidade importante do mercado. “Eles precisam de modelos bons o suficiente, acessíveis, transparentes e disponíveis, e os modelos de pesos abertos ajudam a atender essa demanda.”

Enquanto isso, OpenAI, Anthropic e Google seguem apostando em modelos de código fechado.

Ilustração de chip com bandeira da China em placa-mãe
A nova corrida da IA já não depende apenas de desempenho. Reduzir custos virou um dos maiores diferenciais do setor. – Imagem: rawf8/Shutterstock

DeepSeek mira a redução dos custos

Se a Alibaba apostou no tamanho do novo modelo, a DeepSeek resolveu competir pelo preço. O V4-Flash foi classificado pela Artificial Analysis como o modelo mais barato de operar entre os principais sistemas avaliados em testes de desempenho.

O levantamento aponta um custo de US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71) e de US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42). No custo médio por teste, o V4-Flash ficou em cerca de US$ 0,03 (aproximadamente R$ 0,15), contra US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36) do Kimi K3, US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43) do GPT-5.6 Sol e US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97) do Claude Fable 5.

Os anúncios reforçam que a concorrência entre as empresas chinesas deixou de ser apenas uma disputa por modelos maiores. Agora, eficiência e custo também passaram a definir quem ganha espaço na próxima fase da inteligência artificial.

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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

Leia mais:

A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança”

A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic para fins de trabalho a partir desta sexta-feira (10).

A empresa chinesa incluiu o Claude Code em uma lista interna de softwares de alto risco, alegando que a companhia estadunidense representa riscos de segurança por meio de backdoors. A informação foi confirmada pela CNBC com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato para falar sobre operações internas.

Os funcionários da Alibaba estão sendo obrigados a desinstalar todos os modelos e produtos de agentes da Anthropic e a adotar o assistente de IA próprio da empresa chinesa, chamado Qoder.

O contexto da decisão

  • A medida ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos;
  • No documento, a empresa estadunidense acusou a Alibaba de tentar extrair suas capacidades de IA de forma “descarada” e “ilícita”, classificando a ação como “o maior ataque de destilação conhecido” contra ela até o momento;
  • Os termos de serviço da Anthropic proíbem empresas chinesas e de outras “nações adversárias” de usar seus modelos;
  • A decisão da Alibaba coincide ainda com uma onda de reações negativas na China contra a Anthropic, após publicações no Reddit e no GitHub descreverem o uso de código oculto destinado a detectar se usuários estariam baseados no país.
Empresa dos EUA acusa a chinesa de ataque de destilação – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

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Outras empresas chinesas no centro do debate

O Financial Times reportou na sexta-feira (3) que a Anthropic está tomando medidas para fechar brechas que permitiram a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.

O jornal britânico citou fontes segundo as quais o grupo de fintech Ant teria fornecido a funcionários contas corporativas do Claude acessadas pela intranet da empresa, conectada à sua entidade sediada em Singapura.

Ainda segundo o FT, a ByteDance, controladora do TikTok, não facilita o acesso ao Claude, mas iniciou um programa de reembolso que permite a engenheiros registrar assinaturas pessoais como despesas, acessadas por redes privadas virtuais.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNBC que a política, divulgada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar os funcionários a “experimentar e aprender” sobre uma gama mais ampla de produtos de IA para aprimorar suas habilidades. A pessoa pediu anonimato para falar sobre políticas internas.

Ant e ByteDance não comentaram o relato do Financial Times. Alibaba e Anthropic também não se manifestaram.

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