kimi k3

Auto Added by WPeMatico

ia seguranca 1024x576 1

IA chinesa também encontra brecha e escapa de ambiente de teste

Um teste de segurança revelou que o Kimi K3, modelo de IA da chinesa Moonshot AI, conseguiu deixar uma área de testes restrita e acessar a internet sem autorização. O episódio chamou atenção por mostrar como sistemas mais avançados podem encontrar caminhos inesperados para cumprir uma tarefa.

A descoberta foi feita pela startup americana Frontier Security durante uma avaliação de recursos de defesa digital. Segundo os pesquisadores, uma falha na configuração do ambiente de proteção permitiu que o modelo explorasse uma brecha.

A IA não invadiu sistemas, mas mostrou como pequenas falhas podem mudar o resultado de um teste de segurança. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Modelo encontrou uma saída no sistema de proteção

O Kimi K3 estava sendo avaliado em um sandbox, uma espécie de ambiente virtual criado para impedir que a inteligência artificial interaja com recursos externos. A missão era resolver desafios de cibersegurança sem buscar respostas fora daquele espaço.

Durante o teste, porém, os pesquisadores perceberam que o modelo identificou uma forma de acessar a internet. Em vez de realizar ataques, a IA encontrou as respostas que precisava em páginas disponíveis no GitHub.

Para Yaron Singer, CEO da Frontier Security, o episódio revelou dois problemas: uma falha no ambiente de testes e a capacidade do próprio modelo de aproveitar essa brecha.

“Encontramos um vazamento no sandbox. Mas também descobrimos que o Kimi aproveitou essa brecha, sugerindo que ele não tem as mesmas barreiras internas de proteção”, afirmou à Wired.

Entre os principais pontos observados pelos pesquisadores estão:

  • O Kimi K3 conseguiu sair da área restrita criada para o teste;
  • O problema estava relacionado à configuração do sistema de segurança;
  • O modelo não executou ataques após acessar a internet;
  • O caso mostra novos desafios para proteger agentes de IA.

Caso aumenta preocupação sobre autonomia das IAs

O episódio envolvendo o Kimi K3 faz parte de uma série recente de testes em que modelos de inteligência artificial apresentaram comportamentos diferentes dos esperados.

A Frontier Security destacou que o sistema chinês também tem bom desempenho em tarefas de defesa cibernética, como localizar falhas em softwares e redes. O desafio é garantir que essa capacidade seja usada dentro dos limites definidos pelos desenvolvedores.

Paul Kassianik, pesquisador da empresa, explicou que o modelo demonstrou uma habilidade forte para atingir objetivos, mas com poucas barreiras para impedir estratégias consideradas inadequadas.

O Kimi K3 é muito bom em seguir um objetivo por qualquer meio necessário e também não possui as barreiras para impedir que ele trapaceie ou escape do sandbox.

Paul Kassianik, pesquisador da Frontier Security, à Wired.

IStock 1337483869 1024x683
O caso da IA chinesa reforça a importância de criar barreiras eficientes antes de liberar novos modelos. Imagem: Igor Kutyaev/iStock

Especialistas defendem regras mais rígidas

Para especialistas em segurança, o caso mostra que criar modelos inteligentes não é suficiente. Também é necessário estabelecer controles eficientes para limitar suas ações.

Leia mais:

Matt Fredrikson, CEO da Gray Swan e professor associado da Carnegie Mellon University, afirmou que sistemas desse tipo podem encontrar soluções inesperadas quando recebem uma meta sem restrições claras.

“Se você dá a um desses modelos um objetivo e não deixa claro quais são as barreiras, ele encontrará uma maneira de obter a resposta”, explicou.

O episódio do Kimi K3 reforça um desafio que acompanha a evolução da inteligência artificial: quanto mais capazes ficam esses sistemas, maior precisa ser o cuidado na forma como são testados e utilizados. Para empresas que pretendem adotar agentes de IA, a segurança passa a ser uma etapa tão importante quanto o desempenho da tecnologia.

O post IA chinesa também encontra brecha e escapa de ambiente de teste apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA chinesa também encontra brecha e escapa de ambiente de teste Read More »

istock 1461543407 1024x527

Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica

A OpenAI vai apresentar ao governo Trump e a parlamentares dos Estados Unidos seus próximos modelos de inteligência artificial. A reunião ocorre enquanto autoridades americanas trabalham em um processo para avaliar a segurança de sistemas avançados.

A empresa pretende explicar como essas ferramentas podem afetar o mercado de trabalho e defender regras comuns para que os EUA acompanhem o avanço da China no setor.

Novos modelos de IA entram no debate nos EUA enquanto cresce a disputa tecnológica com a China. – Imagem:kritsapong jieantaratip/iStock

OpenAI mostra novos modelos e impacto no trabalho

Segundo a Bloomberg, o CEO da OpenAI, Sam Altman, deve se reunir na próxima semana com autoridades americanas para apresentar a nova geração de sistemas da empresa. Os encontros acontecem durante a criação de um modelo de revisão de segurança para tecnologias consideradas de ponta.

A informação foi divulgada por Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em uma reunião em Washington. De acordo com ele, parte das conversas será dedicada à nova família de modelos da companhia e aos possíveis efeitos dessas ferramentas nas atividades profissionais.

“Achamos que haverá capacidades realmente interessantes com essa família de modelos, especialmente no que diz respeito ao trabalho e à ampliação do trabalho”, afirmou Lehane.

A previsão é que o governo americano conclua nas próximas semanas uma estrutura para analisar sistemas avançados. A discussão ganhou força após novos lançamentos de empresas chinesas aumentarem a pressão sobre os desenvolvedores dos Estados Unidos.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI quer mostrar como suas futuras ferramentas podem transformar o mercado de trabalho. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Modelo chinês amplia disputa pela liderança em IA

O lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot, levantou questionamentos sobre a vantagem americana no setor. A ferramenta passou a competir com soluções de empresas como OpenAI e Anthropic.

O movimento também chamou a atenção de investidores, que passaram a avaliar se os grandes aportes em infraestrutura de IA terão o resultado esperado. Para Lehane, o momento mostra a necessidade de uma coordenação maior entre governo, empresas e especialistas.

Entre os pontos defendidos pela OpenAI estão:

  • Criação de padrões nacionais para avaliação de modelos de IA;
  • Maior colaboração entre governo, empresas e especialistas;
  • Garantia de acesso de especialistas em segurança cibernética aos principais modelos;
  • Coordenação entre estados americanos para evitar regras diferentes.

É realmente importante que exista um processo para garantir que estamos disponibilizando nossos modelos líderes.

Chris Lehane, chefe de assuntos públicos globais da OpenAI, em nota.

O executivo também destaca que a iniciativa deveria envolver aliados dos Estados Unidos.

Ao fundo, bandeira dos Estados Unidos; à frente, os dizeres "AI"
EUA avaliam criar órgão independente para analisar novos modelos de inteligência artificial. Imagem: Pixels Hunter/Shutterstock

EUA discutem regras para controlar novos sistemas

O governo americano avalia criar um órgão independente para analisar modelos de IA com participação da indústria. A proposta pretende dar mais clareza às empresas sobre como os sistemas serão avaliados antes de chegar ao público.

Leia mais:

A discussão ganhou força após críticas do setor tecnológico sobre a falta de um padrão definido para lidar com ferramentas avançadas. Recentemente, medidas de controle de exportação dos EUA afetaram sistemas da Anthropic, enquanto a OpenAI fez alterações em seus modelos após pedidos das autoridades antes do lançamento de novas versões.

Sem uma diretriz única, Lehane afirmou que a OpenAI pretende aproximar as regras adotadas pelos estados americanos. A empresa apoia uma proposta em Massachusetts que exige que grandes desenvolvedores adotem medidas para identificar riscos considerados catastróficos.

A disputa pela próxima geração de inteligência artificial não envolve apenas criar modelos mais capazes. Governos e empresas agora precisam definir como essas ferramentas serão testadas, disponibilizadas e utilizadas com segurança.

O post Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica apareceu primeiro em Olhar Digital.

Modelo chinês de IA pressiona OpenAI e muda disputa tecnológica Read More »

destaque chip china 1024x576

IA aberta vira disputa entre China, EUA e grandes empresas

Modelos de inteligência artificial desenvolvidos na China ganharam espaço no mercado e abriram uma nova disputa no setor. Ferramentas mais baratas e abertas colocam em debate segurança, concorrência e o futuro dos investimentos bilionários em IA.

Segundo o The Wall Street Journal, executivos da OpenAI e da Anthropic alertam para riscos, enquanto críticos questionam se o discurso também serve para conter novos concorrentes.

A inteligência artificial chinesa avança com ferramentas mais baratas e adaptáveis para diferentes usos. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Modelos abertos mudam cenário da IA

O lançamento de modelos como o Kimi K3, da Moonshot AI, e o Qwen 3.8 Max, da Alibaba, chamou atenção de usuários e investidores. As ferramentas são baseadas no conceito de “open weight”, que permite baixar, adaptar e personalizar os sistemas para diferentes aplicações.

Esse formato ganhou força porque reduz barreiras para empresas interessadas em usar inteligência artificial sem depender apenas de soluções fechadas. Ao mesmo tempo, preocupa executivos que defendem maior controle sobre tecnologias avançadas.

Dean Ball, chefe de futuros estratégicos da OpenAI, afirmou em uma publicação na rede X que um mundo dominado por modelos abertos poderia transformar a IA em uma espécie de infraestrutura pública digital. Ele classificou esse cenário como distópico, mas depois esclareceu que não defendia medidas contra modelos chineses.

A discussão também envolve os altos custos para desenvolver sistemas de ponta. Empresas do setor investem bilhões de dólares em processamento e infraestrutura para melhorar suas ferramentas.

Logos da OpenAI e da Anthropic exibidos em telas de smartphones, representando a concorrência entre empresas de inteligência artificial.
OpenAI e Anthropic alertam para riscos de modelos avançados disponíveis para download e personalização. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Novos concorrentes desafiam gigantes da tecnologia

A chegada de modelos chineses mais baratos fez investidores questionarem o espaço de empresas como OpenAI e Anthropic. A preocupação é que novos participantes consigam oferecer alternativas competitivas gastando menos.

Outros grupos americanos também apostam em modelos abertos. A Thinking Machines Lab, liderada pela ex-diretora de tecnologia da OpenAI, Mira Murati, lançou seu primeiro modelo com pesos abertos. A Nvidia começou a ganhar espaço com o Nemotron 3 Ultra, enquanto a Reflection AI, apoiada pela fabricante de chips, prepara seu primeiro lançamento.

Entre os principais pontos do debate estão:

  • Modelos abertos podem ser baixados e modificados;
  • Empresas buscam reduzir custos no desenvolvimento de IA;
  • Especialistas apontam riscos de uso inadequado;
  • Governos avaliam regras para o setor.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também alerta sobre os riscos de sistemas avançados disponíveis publicamente. Em entrevista à Bloomberg, afirmou que modelos com capacidades avançadas de segurança cibernética e acesso livre representam uma preocupação séria.

Disputa entre China e EUA no mercado de IA.
A disputa da IA agora envolve não só tecnologia, mas também custos, segurança e controle. – Imagem: wildpixel/iStock

Governo americano avalia resposta ao avanço chinês

Autoridades dos Estados Unidos discutem possíveis medidas contra empresas chinesas de IA, incluindo restrições comerciais, alertas de segurança e regras para modelos abertos.

Até agora, nenhuma dessas ações foi adotada. O desafio é equilibrar segurança e inovação, já que empresas menores dependem de ferramentas acessíveis para criar novos produtos.

O governo Trump afirma que pretende fortalecer o ecossistema americano de código aberto e proteger a segurança nacional.

Austin Carson, CEO da organização de políticas de IA SeedAI, defendeu a importância de modelos acessíveis. “Se você conhece código aberto, sabe que não pode vencer pela exclusão”, afirmou.

A disputa atual mostra que a inteligência artificial entrou em uma nova fase: além de criar sistemas mais avançados, empresas e governos agora precisam decidir quem terá acesso a essas tecnologias e quais limites devem existir para seu uso.

O post IA aberta vira disputa entre China, EUA e grandes empresas apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA aberta vira disputa entre China, EUA e grandes empresas Read More »

kimi k3 1024x538

A China acaba de lançar o maior modelo aberto de IA do mundo

A startup chinesa Moonshot entrou de vez na disputa pela liderança da inteligência artificial ao apresentar o Kimi K3. Com 2,8 trilhões de parâmetros, a empresa afirma ter criado o maior modelo de pesos abertos do mundo.

Segundo a Reuters, o lançamento mostra a velocidade com que a China vem reduzindo a distância em relação aos sistemas mais avançados desenvolvidos nos Estados Unidos.

Avaliações independentes apontam desempenho do Kimi K3 próximo aos modelos mais avançados do mercado. – Imagem: Reprodução/Kimi K3

Kimi K3 aposta em tamanho e abertura

O Kimi K3 foi projetado para executar tarefas de raciocínio avançado, programação de longo prazo e atividades intensivas em conhecimento. Segundo a Moonshot, ele é o primeiro modelo de pesos abertos a se aproximar da marca de 3 trilhões de parâmetros.

Mas o tamanho não é a única novidade. O modelo traz uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, capaz de processar uma quantidade muito maior de informações em um único comando do que versões anteriores.

Entre os recursos destacados pela empresa estão:

  • 2,8 trilhões de parâmetros;
  • janela de contexto de 1 milhão de tokens;
  • foco em raciocínio avançado e programação complexa;
  • modelo de pesos abertos, permitindo personalização pelos usuários.

Na prática, isso permite que desenvolvedores baixem, executem e adaptem o sistema para diferentes aplicações, algo que não acontece com modelos fechados.

Logo da Alibaba ao fundo, com sombras de pessoas e outros objetos à frente
Apoiada por Alibaba e Tencent, a Moonshot amplia investimentos para fortalecer sua posição no mercado de inteligência artificial. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Testes colocam o modelo entre os mais competitivos

Segundo a Moonshot, o Kimi K3 apresentou desempenho competitivo em relação ao Fable 5 e superou Opus 4.8, GPT 5.6 Sol e GPT 5.5 em otimização de kernels de GPU, técnica usada para aproveitar melhor o hardware e reduzir a latência.

Os resultados também apareceram em avaliações independentes. A Arena.ai colocou o modelo na primeira posição em um benchmark voltado à criação de interfaces web. Já a Vals AI o classificou em segundo lugar, atrás apenas do Fable 5 e à frente do GPT-5.6 Sol. A Artificial Analysis apontou desempenho semelhante ao GPT-5.5 e ao Claude Opus 4.8 em testes de tarefas complexas realizadas em múltiplas etapas.

Especialistas fazem ponderações

O avanço, porém, não elimina algumas limitações. “Eles podem ser executados por uma fração do custo que a OpenAI cobra de seus clientes”, afirmou Lian Jye Su, analista-chefe da Omdia. Ao mesmo tempo, ele observou que “isso não significa necessariamente que você tenha o melhor desempenho automaticamente”.

Leia mais:

Ryan Fedasiuk, pesquisador do American Enterprise Institute, destacou que executar localmente um modelo desse porte exigiria equipamentos avaliados em centenas de milhares de dólares.

Bandeiras de EUA e China com um punho fechado no meio
O lançamento reforça o ritmo acelerado da evolução da IA na China e aumenta a pressão sobre concorrentes dos Estados Unidos. – Imagem: CHIEW/Shutterstock

Empresa amplia investimentos

A Reuters informa que a Moonshot, apoiada por Alibaba e Tencent, continua expandindo sua capacidade financeira e tecnológica. Segundo reportagem da Bloomberg citada pela agência, a startup busca captar US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,1 bilhões) com uma avaliação próxima de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 166,5 bilhões) antes de uma possível abertura de capital em Hong Kong.

Com o anúncio do Kimi K3, a empresa reforça sua estratégia de disputar espaço no mercado global de inteligência artificial em um momento de forte aceleração do setor.

O post A China acaba de lançar o maior modelo aberto de IA do mundo apareceu primeiro em Olhar Digital.

A China acaba de lançar o maior modelo aberto de IA do mundo Read More »