MARK ZUCKERBERG

Auto Added by WPeMatico

meta 1024x682

Mark Zuckerberg critica rivais e diz que concentração da IA ameaça inovação

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, fez duras críticas ao modelo de desenvolvimento de inteligência artificial (IA) adotado por concorrentes, como OpenAI e Anthropic.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao The New York Times, o executivo afirmou que concentrar o desenvolvimento de modelos avançados em poucas empresas pode limitar o acesso da sociedade à tecnologia e prejudicar a inovação.

Embora não tenha citado diretamente OpenAI e Anthropic em diversos momentos da conversa, Zuckerberg deixou claro que se referia às empresas que defendem um desenvolvimento mais controlado da IA. Segundo ele, essa abordagem contraria a tradição do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

“Grande parte do discurso de muitos dos outros laboratórios que estão desenvolvendo isso é excessivamente dominada pelo pessimismo”, afirmou. “É preciso haver uma voz, ou várias vozes, que tragam realismo para esse debate.”

As declarações ampliam uma discussão que vem dividindo o Vale do Silício sobre como sistemas avançados de IA devem ser desenvolvidos e disponibilizados ao público.

Debate divide gigantes da tecnologia

  • Executivos, como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, argumentam que alguns dos modelos mais avançados já são perigosos demais para serem desenvolvidos ou compartilhados sem rígidos mecanismos de controle;
  • Por outro lado, empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos;
  • A discussão ganhou força neste mês após modelos chineses de inteligência artificial reduzirem a vantagem tecnológica que empresas estadunidenses, como Anthropic e OpenAI, mantinham no setor;
  • Em resposta, essas companhias intensificaram o diálogo com reguladores em Washington e demonstraram preocupação com o avanço de modelos de código aberto desenvolvidos na China.

Leia mais:

Nvidia reforça apoio ao código aberto

Na última sexta-feira (24), o CEO da Nvidia, Jensen Huang, publicou uma carta defendendo o desenvolvimento de softwares de código aberto para IA, posição que recebeu apoio de diversas empresas de tecnologia.

Nesta semana, Huang também anunciou uma coalizão voltada ao desenvolvimento de ferramentas abertas de segurança e cibersegurança para IA, iniciativa que reúne empresas, como SpaceX e IBM.

Huang e Altman estão entre os executivos que viajaram a Washington para discutir com o governo do presidente Donald Trump possíveis políticas para o setor.

Empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos – Imagem: jackpress/Shutterstock

Zuckerberg defende “superinteligência personalizada”

Durante a entrevista, Zuckerberg voltou a defender sua visão de que a IA deve estar disponível para o maior número possível de pessoas. Ele criticou a ideia de criar uma única superinteligência centralizada e totalmente alinhada aos interesses da humanidade, conceito frequentemente associado às discussões sobre segurança em IA.

“Eu acho que muitas pessoas têm a noção de que, se você construir algum tipo de inteligência artificial singular, poderá, por meio de uma forma idealizada de alinhamento, garantir que ela seja benevolente para a humanidade”, afirmou. “Pessoalmente, sou cético em relação a esse caminho.”

Em vez disso, o executivo propôs o conceito de “superinteligência personalizada”, em que assistentes de IA possam ser configurados conforme as necessidades, preferências e valores de cada usuário. “Acho que é literalmente impossível existir uma única superinteligência benevolente que esteja alinhada com todas as pessoas ao mesmo tempo”, declarou.

Até a publicação da entrevista, OpenAI e Anthropic não haviam comentado as declarações. Em manifestações anteriores, a OpenAI afirmou apoiar iniciativas de código aberto e disse trabalhar com a Casa Branca para desenvolver formas seguras de expandir a IA.

Na segunda-feira (27), Amodei publicou um texto afirmando que a Anthropic está concentrada em impedir que chips avançados cheguem a regimes autoritários, evitar a reprodução em larga escala de modelos de IA e exigir testes de segurança para sistemas altamente capazes, sejam eles abertos ou fechados.

Apesar das divergências entre as empresas, pesquisadores da Anthropic, OpenAI, Meta e Google assinaram conjuntamente uma carta aberta intitulada “Pacing the Frontier”.

O documento defende um esforço internacional para desenvolver ferramentas técnicas e mecanismos de governança capazes de desacelerar o avanço da IA quando necessário por razões de segurança.

A posição da Meta sobre IA também evoluiu nos últimos anos. Durante muito tempo, a empresa ficou conhecida por disponibilizar gratuitamente modelos de IA de código aberto. No entanto, após perder espaço para OpenAI e Anthropic, Zuckerberg reformulou sua estratégia.

A companhia investiu US$ 14,3 bilhões (R$ 73,5 bilhões) na startup Scale AI e contratou seu fundador, Alexandr Wang, para liderar a divisão de IA da empresa, rebatizada de Meta Superintelligence Labs. Também foram investidos bilhões de dólares na contratação de pesquisadores especializados, que passaram a desenvolver um novo modelo fechado de IA, em vez de totalmente aberto.

Neste mês, a Meta começou a vender, pela primeira vez, acesso ao seu modelo Muse Spark, ao mesmo tempo em que continua desenvolvendo modelos de código aberto.

Zuckerberg afirmou acreditar que a trajetória da indústria de tecnologia aponta para uma democratização crescente das ferramentas de IA. “Acredito que a trajetória geral da indústria sempre caminhou para mais abertura e para colocar o poder da tecnologia nas mãos de mais pessoas, e não de menos”, concluiu.

O post Mark Zuckerberg critica rivais e diz que concentração da IA ameaça inovação apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mark Zuckerberg critica rivais e diz que concentração da IA ameaça inovação Read More »

destaque data center de ia 1024x576 1

Mark Zuckerberg está insatisfeito com o avanço lento dos sistemas de IA da Meta

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou em uma reunião interna realizada nesta quinta-feira (2) que o desenvolvimento de agentes de inteligência artificial dentro da companhia tem avançado em velocidade inferior ao projetado. A informação foi revelada em caráter exclusivo pela agência de notícias Reuters.

Segundo o executivo, os resultados obtidos nos últimos quatro meses não acompanharam a aceleração esperada pela empresa. A avaliação foi feita em um contexto de revisão das apostas estratégicas da companhia na área de inteligência artificial.

Zuckerberg também mencionou que a reorganização interna da empresa, que incluiu cortes de postos de trabalho, não ocorreu de forma tão organizada quanto o planejado e que as iniciativas ligadas à nova estrutura ainda não produziram os resultados esperados.

Reorganização interna e apostas em IA ainda sem retorno claro

Data centers de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Durante o encontro com funcionários, o dirigente da Meta avaliou que mudanças estruturais recentes ainda não se traduziram em ganhos concretos para os projetos prioritários da empresa. A reorganização foi acompanhada por ajustes no quadro de funcionários, parte de uma estratégia mais ampla de reorientação interna.

mark zuckerberg
Mark Zuckerberg, CEO da Meta – Imagem: FotoField/Shutterstock

De acordo com o conteúdo da reunião, a empresa vinha apostando em uma nova configuração organizacional para acelerar áreas-chave, especialmente ligadas à inteligência artificial. No entanto, o desempenho recente indica que esses movimentos ainda não alcançaram o efeito desejado.

A fala de Zuckerberg indica um momento de reavaliação interna sobre o ritmo de evolução das tecnologias de IA dentro da companhia, além da efetividade das mudanças administrativas implementadas nos últimos meses.

O post Mark Zuckerberg está insatisfeito com o avanço lento dos sistemas de IA da Meta apareceu primeiro em Olhar Digital.

Mark Zuckerberg está insatisfeito com o avanço lento dos sistemas de IA da Meta Read More »

destaque mark zuckerberg meta 1024x576

Meta cria “clone” de IA de Mark Zuckerberg, diz jornal

A Meta está desenvolvendo um personagem de inteligência artificial (IA) baseado em Mark Zuckerberg, treinado a partir dos maneirismos, do tom de voz e de declarações públicas do CEO. A informação foi publicada pelo Financial Times.

A proposta é que esse personagem também aprenda sobre as posições de Zuckerberg em relação às estratégias recentes da empresa, com a possibilidade de oferecer respostas e orientações a funcionários.

Meta desenvolve personagem de IA baseado em Mark Zuckerberg para interações internas, segundo reportagem – Imagem: FotoField/Shutterstock

Personagem de IA de Mark Zuckerberg pode interagir com funcionários

O projeto faz parte de um esforço mais amplo da Meta, que já trabalha há algum tempo na criação de personagens de IA animados em 3D com aparência fotorrealista, capazes de conduzir interações.

Agora, segundo a reportagem, a companhia estaria concentrando esforços especificamente nesse personagem baseado em Zuckerberg, que poderia ser acionado em situações em que o CEO não possa ou não queira responder diretamente.

Leia mais:

Ferramenta se soma a outro projeto de IA

A iniciativa surge após notícias recentes de que Mark Zuckerberg também está desenvolvendo um agente de IA para auxiliá-lo em suas funções. O projeto foi inicialmente reportado pelo The Wall Street Journal.

Esse agente teria como objetivo realizar tarefas como buscar informações e respostas para o executivo, embora ainda haja poucos detalhes sobre o seu funcionamento.

O post Meta cria “clone” de IA de Mark Zuckerberg, diz jornal apareceu primeiro em Olhar Digital.

Meta cria “clone” de IA de Mark Zuckerberg, diz jornal Read More »