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Casa Branca cria novas regras para IA e isenta modelos de código aberto

O governo dos Estados Unidos definiu um novo modelo de supervisão para sistemas avançados de inteligência artificial (IA).

Pela proposta apresentada nesta terça-feira (4) a executivos das principais empresas do setor, apenas determinados modelos de IA de código fechado serão submetidos a uma avaliação voluntária de segurança antes de serem lançados ao público.

A estrutura, desenvolvida pela administração do presidente Donald Trump, exclui, ao menos por enquanto, os chamados modelos de código aberto (ou open source), decisão que pode beneficiar empresas que apostam nessa estratégia de desenvolvimento e reacender o debate sobre a regulamentação da IA.

Segundo pessoas familiarizadas com as discussões, em fala ao The Wall Street Journal, apenas desenvolvedores de modelos proprietários de IA que atinjam níveis considerados de ponta — incluindo capacidades avançadas em cibersegurança e invasão de sistemas, medidas por testes de desempenho — serão convidados a submeter voluntariamente essas tecnologias à avaliação do governo antes do lançamento.

Entre as empresas que provavelmente precisarão participar do processo estão OpenAI, Anthropic e Google, cujos modelos figuram entre os mais avançados do mercado. Já companhias que priorizam modelos abertos, como Nvidia e Meta, devem ficar de fora dessa primeira fase, embora isso possa mudar à medida que essas tecnologias evoluam.

Revisão faz parte da estratégia de Trump para IA

  • O novo procedimento integra ordem executiva assinada por Trump em junho, criada para aumentar a supervisão sobre sistemas de IA considerados mais poderosos, sem comprometer a competitividade dos EUA na disputa tecnológica com a China;
  • Embora a participação das empresas seja voluntária, executivos do setor avaliam que ignorar a revisão pode representar um risco reputacional caso problemas de segurança sejam descobertos posteriormente;
  • “Empresas que optarem por colaborar com a administração por meio dessa estrutura estão colocando a inovação, a segurança e a defesa cibernética dos Estados Unidos em primeiro lugar”, afirmou Liz Huston, porta-voz da Casa Branca;
  • As regras foram apresentadas durante uma reunião com representantes de empresas, como OpenAI, Anthropic, Microsoft, Meta, Google e Nvidia;
  • Apesar de pedir contribuições das empresas, a Casa Branca informou que as regras do processo de revisão dos modelos de IA já estão praticamente concluídas, segundo pessoas familiarizadas com as discussões em conversa com o The New York Times.

Exclusão de modelos abertos gera críticas

A decisão de deixar de fora os modelos de código aberto chamou a atenção de especialistas. Esses sistemas disponibilizam seu código para que desenvolvedores possam baixá-lo, modificá-lo e executá-lo livremente. Empresas, como Nvidia, Meta e Google, oferecem versões desse tipo de tecnologia.

O tema ganhou importância após o avanço de modelos abertos desenvolvidos por empresas chinesas, como Alibaba, DeepSeek e Moonshot AI, que recentemente passaram a apresentar desempenho próximo ao dos principais modelos estadunidenses.

OpenAI e Anthropic devem ser duas das empresas de IA que a Casa Branca vai convocar – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

Apesar da preocupação com a rápida evolução dessas ferramentas, autoridades estadunidenses reconhecem que será difícil submetê-las às revisões, já que empresas chinesas dificilmente aceitariam participar voluntariamente do processo conduzido pelos Estados Unidos.

Para Lindsay Gorman, ex-conselheira de tecnologia do governo Joe Biden, o novo modelo deixa questões importantes sem resposta. “Não acho que essa estrutura enfrente seriamente a pergunta sobre quais deveriam ser os limites para a inteligência artificial avançada e se essas barreiras deveriam se tornar mais rígidas à medida que a tecnologia evolui”, afirmou.

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Incidentes recentes aceleraram criação das regras

O novo marco regulatório surge poucos dias após a divulgação de novos incidentes envolvendo modelos de inteligência artificial.

Nesta semana, o Instituto de Segurança em IA do Reino Unido (AI Security Institute) informou que modelos da OpenAI e da Anthropic realizaram ações potencialmente prejudiciais durante avaliações de segurança, incluindo tentativas de inserir código malicioso em um projeto de software de código aberto e ataques contra organizações reais.

A OpenAI também revelou que um de seus modelos explorou uma falha de configuração durante outro teste para acessar a internet e explorar um site sem autorização.

Os episódios reforçaram as preocupações do governo estadunidense sobre os riscos associados aos sistemas mais avançados de IA e aumentaram a pressão para a criação de mecanismos de supervisão.

Detalhes permanecerão em sigilo

Apesar de formalizar um processo de revisão para modelos avançados, a Casa Branca decidiu manter em sigilo diversos aspectos da iniciativa.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pelo Times, os detalhes do framework que regerá a revisão dos modelos de IA não serão divulgados publicamente. Também permanecerá em sigilo a lista de instituições consideradas “confiáveis” que terão acesso antecipado aos modelos avançados juntamente com o governo.

A decisão foi criticada por especialistas em governança de IA. “Um conjunto de regras só consegue manter as empresas de IA sob controle se pessoas de fora dessas empresas souberem quais são essas regras”, afirmou Brad Carson, presidente da organização Americans for Responsible Innovation, ao Times. “Manter essa estrutura em segredo reduz a transparência e enfraquece a responsabilização pública.”

Disputa com a China influencia estratégia

A definição das novas diretrizes também ocorre em meio à crescente competição entre Estados Unidos e China pelo domínio da IA.

Trump tem defendido que a regulamentação não pode impedir o avanço das empresas estadunidenses. “Na China praticamente não há controles. Eles têm muito mais liberdade. Precisamos ter cuidado para não restringir nossas empresas a ponto de ficarmos atrás da China”, afirmou o presidente na semana passada.

Ao mesmo tempo, integrantes da administração têm discutido possíveis restrições a algumas empresas chinesas, sob a alegação de que elas teriam utilizado avanços desenvolvidos por companhias estadunidenses para treinar seus próprios modelos de forma considerada desleal.

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Após invasão de agente da OpenAI, Sam Altman encontra senadores

O diretor-presidente da OpenAI, Sam Altman, reuniu-se nesta quarta-feira (29) com senadores dos Estados Unidos para discutir os próximos modelos de inteligência artificial (IA) da empresa. Os encontros acontecem poucos dias após a OpenAI revelar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de contenção durante um teste de segurança e realizou um ataque cibernético.

O episódio também levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a afirmar que seu governo avalia a adoção de “controles” para a IA, embora tenha ressaltado que não pretende limitar o desenvolvimento da tecnologia pelas empresas do setor.

Trump diz avaliar controles para IA

Questionado por jornalistas no Salão Oval sobre o incidente envolvendo o agente de IA da OpenAI, Trump afirmou que sua administração estuda a possibilidade de adotar mecanismos de controle para a tecnologia. “Estamos analisando controles”, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que não pretende impor restrições que impeçam as empresas de tecnologia de continuar desenvolvendo novos produtos de IA.

Altman se reúne com senadores

Durante sua passagem por Washington, Altman participou de reuniões com os senadores Bernie Moreno e Jon Husted, segundo assessores dos parlamentares.

O executivo também foi visto entrando no gabinete do senador Raphael Warnock e ainda deve se reunir com o senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, de acordo com um porta-voz do parlamentar.

Trump quer controlar a IA após ela sair do controle da OpenAI – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Questionado sobre o encontro com os legisladores, Altman confirmou que o incidente envolvendo o agente de IA foi discutido. “Tivemos várias reuniões sobre o que aconteceu”, afirmou. Segundo o executivo, porém, o episódio não foi o principal tema das conversas realizadas nesta quarta.

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Agente de IA escapou de ambiente de contenção

As reuniões em Washington acontecem dias depois de a OpenAI divulgar que um de seus agentes de IA conseguiu escapar de um ambiente de contenção durante um teste de segurança.

De acordo com a empresa, o sistema iniciou um ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada por desenvolvedores para armazenar código e colaborar na criação de modelos de IA.

A Reuters revelou ainda que o agente também invadiu os sistemas de um cliente da Modal Labs, empresa de tecnologia sediada em Nova York.

Caso reforça debate sobre segurança

O episódio aumentou as preocupações de especialistas sobre os riscos associados ao avanço das capacidades da IA, especialmente na área de segurança cibernética.

O caso também evidenciou que mesmo as principais desenvolvedoras de IA podem enfrentar vulnerabilidades capazes de ser exploradas por seus próprios modelos, alimentando o debate sobre mecanismos de segurança e supervisão à medida que esses sistemas se tornam mais avançados.

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Trump perde peça-chave da estratégia de IA dos Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos perdeu, nesta segunda-feira (20), o responsável pelo comando de sua principal estrutura voltada à avaliação de sistemas de inteligência artificial. Chris Fall deixou a direção do Centro de Padrões e Inovação em Inteligência Artificial (CAISI) apenas três meses após ser escolhido para o cargo pela administração Donald Trump.

Vinculado ao Departamento de Comércio americano, o órgão terá Arvind Raman, diretor do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), como diretor interino enquanto o governo não define um novo titular.

A troca acontece em meio ao esforço de Washington para ampliar o acompanhamento de tecnologias avançadas de IA e à crescente disputa com empresas chinesas que buscam espaço no mercado dominado por companhias americanas.

Troca de comando acontece em meio a mudanças na estratégia de IA do governo americano

Estados Unidos e o drama com a inteligência artificial (Imagem: Pixels Hunter/Shutterstock)

A saída de Fall aumenta as dúvidas sobre quem ocupará o papel central na definição das políticas de inteligência artificial dentro da Casa Branca. A administração Trump ainda não definiu um substituto permanente para David Sacks, que anteriormente atuava como responsável pela agenda de IA e criptomoedas do governo e deixou o posto em março.

De acordo com Kristen Eichamer, porta-voz do Departamento de Comércio, Raman continuará acumulando a liderança do NIST enquanto assume temporariamente a direção do CAISI. A representante, no entanto, não informou o motivo da saída de Fall, nomeado para comandar a instituição em abril.

O CAISI tem como objetivo auxiliar o governo americano na criação de processos de avaliação e cooperação técnica envolvendo sistemas comerciais de inteligência artificial. A estrutura faz parte do Departamento de Comércio e foi criada para contribuir com testes e pesquisas relacionados ao desenvolvimento dessas tecnologias.

A movimentação ocorre após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva voltada à inteligência artificial. O documento estabelece que desenvolvedores de modelos podem fornecer voluntariamente seus sistemas ao governo para análises de capacidade antes de lançamentos completos.

A medida também determinou que órgãos federais elaborassem, no prazo de 60 dias, uma estrutura de avaliação para essas tecnologias. Desde então, empresas que trabalham no lançamento de novos modelos passaram a lidar com um cenário considerado pouco definido.

A OpenAI informou, em junho, que restringiu inicialmente a distribuição de sua série GPT-5.6 a parceiros considerados confiáveis após solicitação do governo americano. Antes disso, a Anthropic interrompeu temporariamente o acesso a seus modelos Fable 5 e Mythos 5 para cumprir uma determinação relacionada a controles de exportação emitida pelo Departamento de Comércio.

Disputa com modelos chineses aumenta pressão sobre política tecnológica dos EUA

Representação de um processador com as bandeiras de China e EUA irradiando energia
EUA x China – Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

A reorganização interna acontece enquanto modelos de inteligência artificial de código aberto desenvolvidos na China ganham espaço no mercado americano. Entre os exemplos citados está a startup chinesa Moonshot AI, que apresentou recentemente o modelo Kimi K3 e afirmou ter reduzido a diferença em relação aos sistemas mais avançados de empresas dos Estados Unidos.

A disputa envolve modelos proprietários desenvolvidos por companhias como OpenAI e Anthropic, que seguem entre os principais nomes do setor americano. Nesse cenário, a capacidade do governo de acompanhar, avaliar e estabelecer diretrizes para essas tecnologias passou a receber maior atenção.

Nas últimas semanas, a administração Trump também iniciou a implementação de medidas previstas na ordem executiva por meio do chamado “Gold Eagle”, um sistema criado para identificar e corrigir vulnerabilidades de segurança digital.

Segundo informações divulgadas pela Casa Branca, o mecanismo já começou a receber e priorizar falhas identificadas em sistemas de cibersegurança, além de coordenar processos de verificação. O CAISI, porém, não foi apontado como participante da criação dessa iniciativa.

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Casa Branca passa a controlar acesso a modelos de IA de ponta

O governo Donald Trump deu novos passos para assumir o controle sobre o lançamento de modelos de inteligência artificial (IA) de fronteira, passando a ditar quais empresas e entidades têm acesso às versões mais recentes dessas ferramentas. A informação foi apurada pela CNBC com duas fontes familiarizadas com o assunto.

Até agora, essa decisão cabia às próprias empresas de IA estadunidenses. Anthropic e OpenAI eram as responsáveis por definir quem acessava seus modelos mais avançados — o que geralmente incluía grandes clientes corporativos.

A Anthropic apresentou seu modelo de cibersegurança, o Mythos, a um grupo restrito de parceiros por meio do Project Glasswing. A OpenAI, por sua vez, foi solicitada pela administração a restringir o lançamento recente do GPT-5.6 e mantém um consórcio semelhante, chamado Daybreak, para seu modelo de cibersegurança.

Um oficial da Casa Branca disse à CNBC que o governo não fornece aprovações para lançamentos de IA de empresas privadas. Segundo o oficial, quaisquer engajamentos, testes ou reuniões com especialistas do governo são “voluntários” e “as decisões sobre o momento e o escopo dos lançamentos cabem inteiramente às empresas”. O oficial remeteu à CNBC o recente decreto executivo do presidente Trump.

“A administração continua colaborando com todos os laboratórios de fronteira estadunidenses para fortalecer a segurança dessa tecnologia sem sufocar a inovação”, escreveu o oficial.

Anthropic apresentou seu modelo de cibersegurança, Mythos, a grupo restrito de parceiros por meio do Project Glasswing – Imagem: gguy/Shutterstock

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Bloqueios e negociações

  • No mês passado, porém, o governo Trump bloqueou o Claude Mythos 5 e o Fable 5 por “preocupações de segurança nacional”, restabelecendo o acesso semanas depois, após negociações intensas com a Anthropic;
  • Também no mês passado, a OpenAI anunciou que limitaria novos modelos de IA a “parceiros confiáveis” para atender a pedidos do governo;
  • Em junho, Trump assinou um decreto executivo pedindo que as empresas dessem ao governo acesso antecipado a modelos para fins de teste;
  • Nesta semana, a administração lançou seu próprio programa, chamado “Gold Eagle”, voltado à colaboração com o setor privado para identificar e corrigir vulnerabilidades cibernéticas.

O chamado clearinghouse colocaria a Casa Branca no comando de aprovar quais empresas podem acessar novos modelos de IA, de acordo com uma fonte familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato para discutir informações que não são públicas.

Segundo essa fonte, os lançamentos futuros exigirão aprovação explícita do governo para definir quais parceiros podem ser envolvidos. As iniciativas lideradas pelas empresas, como o Project Glasswing e o Daybreak, têm seu futuro em dúvida diante dessas movimentações.

O governo caminha sobre uma linha tênue em um momento em que ferramentas de IA sofisticadas representam riscos massivos de cibersegurança e modelos de código aberto mais baratos da China fecham rapidamente a distância em relação aos laboratórios estadunidenses de fronteira.

A startup chinesa Moonshot AI apresentou, nesta sexta-feira (17), seu modelo Kimi K3, que alcançou desempenho próximo ao do Fable e do GPT-5.6 e superou os modelos estadunidenses de fronteira em pelo menos um benchmark independente.

David Sacks, fundador da Craft Ventures e ex-czar de IA da Casa Branca, classificou o avanço como “preocupante”. “É assim que se perde a corrida da IA”, escreveu. “O resto do mundo não vai jogar pelas nossas regras se nos atolarmos.”

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Por que a OpenAI não vai liberar o GPT-5.6 para todo mundo?

A OpenAI não vai colocar o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez. Atendendo a um pedido do governo dos Estados Unidos, a empresa decidiu iniciar a distribuição do novo modelo de inteligência artificial de forma gradual.

A previsão é que a tecnologia chegue primeiro a um grupo restrito de parceiros. Se essa etapa ocorrer como esperado, o acesso será ampliado nas semanas seguintes.

Governo quer acompanhar a primeira fase

O GPT-5.6 será o novo sistema responsável por alimentar o ChatGPT. Segundo um memorando de Sam Altman obtido pelo The Information, a fase inicial será acompanhada de perto pelo governo americano, que fará a liberação individual de cada cliente autorizado.

O pedido partiu de dois órgãos federais e, de acordo com a publicação, ganhou reforço do secretário de Comércio de Donald Trump, Howard Lutnick, que teria solicitado a participação de outras agências antes de uma liberação mais ampla.

Na prática, a etapa inicial prevê:

  • acesso restrito a um pequeno grupo de parceiros;
  • aprovação individual de cada cliente durante a prévia;
  • acompanhamento do processo por órgãos do governo dos EUA;
  • ampliação do acesso nas semanas seguintes, caso tudo transcorra conforme o previsto.

Esse formato representa uma mudança na maneira como modelos avançados de IA costumam ser disponibilizados, já que a expansão dependerá do andamento dessa fase inicial.

Antes de chegar ao público, o GPT-5.6 passará por uma fase de testes com um grupo restrito de parceiros selecionados. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock
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O caso do GPT-5.6 lembra o Mythos, da Anthropic, que também teve acesso limitado por decisão do governo dos EUA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Caso da Anthropic ajuda a explicar a decisão

O modelo adotado pela OpenAI lembra o caminho percorrido pela Anthropic, uma de suas principais concorrentes.

A empresa lançou o Mythos em um programa de acesso gradual, mas acabou suspendendo completamente a disponibilidade pública da tecnologia depois que o governo dos Estados Unidos determinou que cidadãos estrangeiros não poderiam acessar o sistema. A medida foi motivada pelas capacidades avançadas de invasão cibernética atribuídas ao modelo.

O Mythos também chamou atenção das autoridades britânicas de segurança em inteligência artificial, que o classificaram como um “salto” em comparação com os modelos de ponta anteriores.

OpenAI diz que prefere outro caminho

Embora tenha aceitado a solicitação do governo, a OpenAI afirma que esse formato não representa seu plano ideal para futuros lançamentos.

No memorando enviado aos funcionários, Sam Altman escreveu: “Deixamos claro ao governo dos EUA que esse não é nosso modelo preferido de longo prazo, e trabalharemos com eles e com outros da indústria para alcançar uma abordagem mais sustentável para lançamentos futuros.”

Para a empresa, a expectativa é continuar discutindo alternativas com autoridades e representantes do setor, buscando um modelo considerado mais adequado para disponibilizar tecnologias cada vez mais avançadas.

Casa Branca muda o discurso sobre IA

A decisão envolvendo o GPT-5.6 ocorre em meio a uma mudança de postura do governo americano sobre inteligência artificial.

Neste mês, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.

A medida contrasta com declarações feitas anteriormente pela própria Casa Branca. No ano passado, o vice-presidente JD Vance afirmou que “a regulação excessiva do setor de IA poderia matar uma indústria transformadora”.

O avanço acelerado das capacidades desses sistemas, porém, ampliou o debate sobre segurança e supervisão. Se o cronograma anunciado for mantido, o GPT-5.6 chegará primeiro a um grupo limitado de parceiros antes de ser disponibilizado ao público mais amplo, em um lançamento que poderá servir de referência para futuras estreias de modelos avançados de inteligência artificial.

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Governo dos EUA mantém restrições a modelos de IA da Anthropic e amplia tensão

A empresa de inteligência artificial Anthropic enfrenta um impasse com o governo dos Estados Unidos após receber uma determinação para restringir o acesso aos seus modelos mais recentes, Fable 5 e Mythos 5. A medida, comunicada na última sexta-feira (12), foi justificada por preocupações ligadas à segurança nacional e desencadeou uma série de questionamentos dentro da companhia.

Seis dias após a ordem, as negociações entre representantes da empresa e integrantes da administração do presidente Donald Trump continuam sem resultado concreto. Enquanto isso, funcionários seguem sem explicações detalhadas sobre os motivos da restrição e demonstram preocupação com os impactos da decisão sobre o futuro dos negócios.

O episódio ocorre em meio a uma relação já desgastada entre a Anthropic e o governo americano, que nos últimos meses passou a acompanhar de perto o desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial produzidos pela companhia.

Conflito amplia pressão sobre empresa de inteligência artificial

Casa Branca nos Estados Unidos – Imagem: Waqas_creatives/Shutterstock

A crise teve início quando a Anthropic foi informada pela Casa Branca de que deveria retirar do mercado seus modelos mais recentes de IA em um prazo extremamente curto. Internamente, a comunicação sobre as razões da medida mudou ao longo das horas seguintes. Funcionários receberam explicações distintas, que incluíam desde riscos relacionados ao acesso por empresas estrangeiras até a existência de uma suposta vulnerabilidade relevante nos sistemas.

A falta de informações precisas alimentou dúvidas entre equipes da companhia. Em conversas internas, profissionais passaram a questionar os possíveis reflexos da decisão governamental sobre os planos da empresa, incluindo expectativas relacionadas à abertura de capital prevista para este ano. A incerteza também foi reforçada por notícias que apresentavam versões divergentes sobre as razões da intervenção federal.

A atual disputa representa o segundo grande embate entre a Anthropic e a administração Trump em menos de um ano. O relacionamento entre as partes já havia sido abalado após divergências envolvendo um contrato de US$ 200 milhões firmado com o Departamento de Defesa para o emprego de inteligência artificial em sistemas classificados.

Na ocasião, divergências públicas sobre o uso da tecnologia em operações militares culminaram na classificação da empresa como um risco para a cadeia de suprimentos por parte do governo. A designação, segundo o The New York Times, nunca havia sido aplicada anteriormente a uma companhia estadunidense. A Anthropic contestou a medida judicialmente.

As discussões voltaram a ganhar intensidade após o anúncio do Mythos. A própria empresa afirmou que o modelo possuía capacidade excepcional para identificar vulnerabilidades em softwares, a ponto de provocar uma transformação significativa na área de segurança digital. Por causa desse potencial, o acesso inicial foi limitado a um grupo restrito de organizações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Outdoor da Anthropic – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

O lançamento estimulou debates dentro da Casa Branca sobre a criação de mecanismos para avaliar novos sistemas de inteligência artificial antes de sua disponibilização ao público. Nesse contexto, representantes da Anthropic participaram de reuniões com integrantes do governo e colaboraram nas discussões sobre possíveis diretrizes regulatórias.

Mais recentemente, a empresa lançou o Fable 5, uma versão desenvolvida para ampliar salvaguardas e reduzir riscos associados ao uso da tecnologia. Antes da disponibilização, o modelo foi submetido a testes realizados pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, procedimento já adotado em lançamentos anteriores da companhia.

Parte da controvérsia atual envolve uma análise conduzida por pesquisadores da Amazon. O estudo identificou uma situação na qual o Fable 5 poderia ser induzido a revelar falhas presentes em determinados códigos vulneráveis. O documento foi compartilhado com a Anthropic e posteriormente discutido com integrantes do governo americano.

Autoridades que tiveram acesso ao material classificaram os resultados como preocupantes. No entanto, especialistas em segurança digital sustentam que a capacidade de localizar vulnerabilidades também pode fortalecer mecanismos de proteção cibernética, auxiliando profissionais encarregados de corrigir falhas antes que sejam exploradas por agentes mal-intencionados.

Entre os críticos da restrição está a pesquisadora Katie Moussouris, que analisou o trabalho produzido pela Amazon a pedido da Anthropic. Em publicação sobre o tema, ela argumentou que impedir esse tipo de funcionalidade comprometeria justamente uma das aplicações mais úteis da inteligência artificial para a defesa digital.

Defensores precisam conseguir pedir à IA que corrija falhas em um arquivo, explique por que a correção é importante e escreva testes que confirmem que o ajuste funciona. Isso não representa uma quebra de proteção” , afirmou Katie Moussouris, especialista em cibersegurança, em comentário citado pelo The New York Times.

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Embora parte das preocupações tenha sido associada ao estudo da Amazon, um integrante do governo ouvido pela reportagem original indicou que as objeções da administração americana também envolveriam outros aspectos relacionados à segurança nacional e às relações da empresa com determinadas organizações. Ainda assim, pessoas com conhecimento das discussões afirmaram que esse ponto não teria sido apresentado diretamente à Anthropic.

Sem esclarecimentos públicos mais detalhados, a companhia permanece negociando com autoridades americanas em busca de uma solução. Paralelamente, especialistas da área de segurança digital organizaram uma carta aberta solicitando a retirada das restrições impostas aos modelos da empresa.

O documento reuniu mais de 150 assinaturas de pesquisadores e profissionais ligados à segurança cibernética e à inteligência artificial. Os signatários defenderam que o Fable 5 já possuía mecanismos de proteção considerados robustos para impedir usos ofensivos da tecnologia.

Dentro da Anthropic, a mobilização foi recebida como um sinal de apoio em meio ao impasse. Mesmo assim, persistem dúvidas sobre a capacidade da empresa de lançar futuras gerações de modelos caso o governo mantenha a postura atual. O cenário contribuiu para ampliar a percepção de insegurança entre funcionários, que seguem aguardando definições sobre os próximos passos da companhia.

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Trump avalia participação do governo dos EUA em empresas de IA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (5) que sua equipe irá analisar a possibilidade de empresas de inteligência artificial (IA) concederem uma participação ao público americano. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, em meio a discussões dentro do governo sobre formas de distribuir os benefícios econômicos gerados pela tecnologia.

Segundo Trump, a proposta tem características de uma parceria entre as companhias e a população dos Estados Unidos. O presidente também informou que pretende realizar uma reunião com executivos do setor de IA já na próxima semana, embora a Casa Branca não tenha divulgado detalhes sobre o encontro nem confirmado quais temas estarão na pauta.

Governo e empresas discutem participação acionária

As declarações ocorrem após o site NOTUS informar que autoridades graduadas do governo americano realizaram conversas preliminares com empresas de inteligência artificial sobre a possibilidade de o governo federal adquirir ações dessas companhias.

De acordo com a publicação, as discussões envolveram a hipótese de as empresas transferirem voluntariamente uma parte de suas ações ao governo. Os retornos financeiros obtidos com essa participação poderiam ser direcionados a finalidades públicas, incluindo o pagamento de dividendos para famílias americanas.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, teria discutido a ideia com integrantes do governo dos Estados Unidos – Imagem: FotoField/Shutterstock

O NOTUS informou ainda que Sam Altman, CEO da OpenAI, discutiu a ideia com integrantes do governo Trump em diferentes ocasiões desde o início do segundo mandato do presidente. Segundo fontes ouvidas pelo veículo, Altman teria apresentado a proposta diretamente a Trump no começo de 2025 e retomado as conversas nas últimas semanas.

A OpenAI já havia defendido, em um documento divulgado em abril, a criação de um “Fundo de Riqueza Pública” para distribuir de forma mais ampla os ganhos econômicos relacionados à inteligência artificial. Questionada pelo NOTUS, a empresa apontou para esse relatório como referência sobre sua posição.

Debate ocorre em meio a discussões sobre regulação

A iniciativa surge em um momento em que o governo Trump ainda busca definir qual será sua abordagem regulatória para a inteligência artificial. Em maio, a Casa Branca cancelou uma cerimônia de assinatura de uma ordem executiva sobre IA após críticas do setor de tecnologia a alguns de seus pontos.

Na ocasião, Trump declarou que não queria adotar medidas que pudessem prejudicar a posição dos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Já nesta semana, o presidente assinou uma versão revisada da ordem executiva, que solicita que desenvolvedores líderes de IA submetam voluntariamente seus modelos mais avançados a testes governamentais de segurança cibernética antes de disponibilizá-los ao público.

As discussões também acontecem em um cenário de crescente preocupação com os impactos da tecnologia. Entre os fatores citados está o lançamento da ferramenta Mythos, da Anthropic. Especialistas mencionados pela Reuters afirmam que o sistema poderia acelerar ataques cibernéticos sofisticados caso fosse utilizado de forma inadequada, especialmente em setores que dependem de infraestruturas tecnológicas complexas e antigas.

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O lançamento da Mythos da Anthropic está entre os fatores citados – Imagem: gguy/Shutterstock

Possíveis conflitos de interesse geram críticas

A possibilidade de o governo se tornar acionista de empresas de IA tem despertado questionamentos de diferentes setores. Críticos argumentam que a medida poderia criar um conflito de interesses, já que o governo passaria a atuar simultaneamente como regulador e investidor das companhias.

O NOTUS destaca que ainda não está claro qual mecanismo jurídico permitiria a transferência de participação acionária para o governo federal. Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que as negociações continuam em estágio inicial e que não há garantia de que um acordo será concretizado.

A administração Trump já adotou uma postura mais ativa em investimentos corporativos desde o início do segundo mandato. Segundo o NOTUS, o governo realizou investimentos diretos em pelo menos dez empresas, incluindo a fabricante de chips Intel e companhias ligadas aos setores de terras raras e computação quântica.

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Trump assina ordem executiva para acesso antecipado a modelos de IA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que cria um mecanismo voluntário para o governo federal analisar novos modelos de inteligência artificial (IA) antes de serem disponibilizados ao público.

A medida, assinada nesta terça-feira (2), busca fortalecer a segurança nacional e a cibersegurança diante dos riscos associados aos sistemas de IA mais avançados — e representa uma virada em relação à postura desregulatória que marcou o início do seu mandato.

Pelo novo framework, empresas de tecnologia serão solicitadas a compartilhar seus modelos de IA com o governo para revisão voluntária com até 30 dias de antecedência em relação ao lançamento público. A Casa Branca afirma que o processo permitirá identificar ameaças à segurança nacional, especialmente no campo da cibersegurança.

IAs devem passar por análise governamental até 30 dias antes de seu lançamento oficial – Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock

Revisão voluntária, não obrigatória

  • A ordem executiva não impõe revisão obrigatória às empresas que desenvolvem modelos de IA — exigência que constava de versões anteriores do documento;
  • Apoiadores mais radicais do movimento Make America Great Again (MAGA) pressionavam Trump por um processo mais rígido, enquanto aliados da indústria de tecnologia defendiam menos restrições;
  • A medida contrasta com a postura inicial do presidente sobre o tema;
  • Uma das primeiras ações de Trump ao assumir o cargo foi revogar uma ordem executiva do governo Joe Biden que estabelecia padrões para o desenvolvimento seguro de IA.

Governo Trump tinha acordos prévios com grandes empresas

No mês passado, o governo Trump havia firmado acordos com Microsoft, Google DeepMind e xAI para revisão antecipada de novos modelos.

O Centro para Padrões e Inovação em IA (CAISI, na sigla em inglês), vinculado ao Departamento de Comércio dos EUA, já mantinha acordos similares com OpenAI e Anthropic. O governo federal removeu recentemente os detalhes do acordo com Microsoft, Google DeepMind e xAI de seu site, sem que o motivo tenha sido esclarecido.

O governo afirma que esse tipo de compartilhamento de informações é prática padrão e relevante para a segurança nacional. Defensores da liberdade de expressão, por outro lado, alertaram que controle excessivo do governo pode levar à censura.

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Preocupações com modelos avançados

As novas regras surgem em meio a preocupações crescentes sobre os riscos dos modelos de IA mais recentes. O Claude Mythos, da Anthropic — modelo com capacidades avançadas de cibersegurança —, gerou alertas entre especialistas em segurança de IA, governos e empresas de tecnologia por sua capacidade de explorar vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados em escala sem precedentes.

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Claude Mythos seria “perigoso demais”, segundo a Anthropic – Imagem: gguy/Shutterstock

A ordem executiva determina que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) e o Departamento de Defesa ajudem a definir quais modelos de IA precisarão de análise governamental, enquanto o Departamento do Tesouro terá papel central na identificação de vulnerabilidades.

O governo também foi orientado a contratar mais profissionais de cibersegurança e IA e a reforçar os sistemas de proteção em infraestruturas essenciais, como hospitais e bancos.

Em dezembro, Trump havia assinado outra ordem executiva com foco em IA, voltada a impedir que estados regulem a tecnologia de forma independente. Aquela medida criou uma força-tarefa federal para contestar leis estaduais sobre IA.

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Desconfiados um do outro, Trump e Xi Jinping devem discutir sobre IA nesta semana

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve colocar a inteligência artificial (IA) no centro das discussões em sua visita a Pequim para encontrar o líder chinês Xi Jinping nesta semana, segundo a Reuters

Embora a tecnologia tenha ganhado peso estratégico, autoridades norte-americanas consideram improvável a assinatura de compromissos. Isso por conta da desconfiança mútua entre as nações.

A rivalidade tecnológica entre as duas potências se intensificou após o lançamento do Mythos, modelo de IA mais avançado da Anthropic. Isso elevou as apostas para ambos os lados. 

Observadores comparam o atual cenário de disputa em IA a uma corrida armamentista nuclear nos moldes da Guerra Fria.

Diálogo diplomático tenta evitar colapsos financeiros e ameaças de segurança cibernética

A presença do CEO da Nvidia, Jensen Huang, e do consultor de políticas tecnológicas da Casa Branca, Michael Kratsios, na delegação de Trump sinaliza que discussões sobre os chips H200 podem estar na pauta do encontro. 

A China teme que a exclusão do acesso a modelos de ponta como o Mythos, cujos testes foram bloqueados para o país, crie um “hiato geracional” em suas capacidades de defesa e segurança cibernética.

Rivalidade entre EUA e China se intensificou após o lançamento do Mythos, modelo de IA mais avançado da Anthropic – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Pequim propôs formalmente a criação de um mecanismo de diálogo liderado pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo vice-ministro das Finanças da China, Liao Min

Entretanto, as expectativas de resultados práticos permanecem baixas, uma vez que as agências envolvidas não são especializadas em IA. E o governo Trump só recentemente passou a focar na verificação de segurança de modelos avançados.

O modelo Mythos identificou “milhares” de vulnerabilidades graves em sistemas operacionais e softwares, o que disparou uma corrida de bancos e governos mundo afora para reforçar suas defesas. 

Pesquisadores advertem que o avanço descontrolado da IA pode acelerar o design de bioarmas, causar choques financeiros sistêmicos e até resultar em sistemas “rebeldes” que agem de forma independente do controle humano.

Kwan Yee Ng, da consultoria Concordia AI, defende a criação de uma “linha direta sem culpa” para que os países possam sinalizar incidentes gerados por IA. 

Segundo a especialista, o impasse é ideológico. “Quando um lado vê a IA como um risco de proliferação a ser contido e o outro vê a contenção como um ataque a uma tecnologia de uso geral, isso torna muito difícil encontrar um terreno comum”, disse Kwan à agência de notícias.

Enquanto o governo chinês denuncia um “bloqueio sistemático do ecossistema” tecnológico ocidental, legisladores dos EUA pressionam pela aprovação do MATCH Act, que impõe novos limites ao acesso de Pequim às cadeias de suprimento de semicondutores. 

Atualmente, a escassez de poder computacional e as restrições de exportação já obrigam diversos modelos de IA chineses a racionar o acesso de seus usuários.

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Anthropic discute modelo de IA com Trump, diz cofundador

A Anthropic está discutindo seu modelo de IA de fronteira Claude Mythos com a administração de Donald Trump, disse o cofundador da empresa nesta segunda-feira (13), mesmo após o Pentágono ter cortado negócios com a empresa de inteligência artificial (IA) estadunidense após disputa contratual.

Uma disputa entre a Anthropic e o Pentágono sobre salvaguardas para como os militares poderiam usar suas ferramentas de IA levou a agência a classificar a Anthropic como um risco da cadeia de suprimentos no mês passado, proibindo seu uso pelo Pentágono e seus contratados.

“Temos uma disputa contratual restrita, mas não quero que isso atrapalhe o fato de que nos importamos profundamente com a segurança nacional”, disse o cofundador da Anthropic, Jack Clark, no evento Semafor World Economy em Washington (EUA).

“Nossa posição é que o governo tem que saber sobre essas coisas… Então, absolutamente, estamos conversando com eles sobre o Mythos e vamos conversar com eles sobre os próximos modelos também.”

Pentágono declarou criadora do Claude como um risco à cadeia de suprimentos e à segurança nacional – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

Capacidades do Anthropic Claude Mythos

  • O Mythos, anunciado em 7 de abril, é o modelo “ainda mais capaz” da Anthropic para codificação e tarefas agênticas, disse a empresa em um post de blog, referindo-se à capacidade do modelo de atuar de forma autônoma;
  • Suas capacidades de codificar em alto nível lhe deram uma habilidade potencialmente sem precedentes para identificar vulnerabilidades de segurança cibernética e elaborar maneiras de explorá-las, disseram especialistas à Reuters;
  • Um tribunal federal de apelações de Washington, D.C., recusou-se, na semana passada, a bloquear a lista negra de segurança nacional do Pentágono da Anthropic por enquanto, uma vitória para a administração Trump que vem depois de outro tribunal de apelações chegar à conclusão oposta em um desafio legal separado da Anthropic;
  • A natureza e os detalhes das conversas da Anthropic com o governo estadunidense, incluindo quais agências estão envolvidas, não ficaram imediatamente claros.

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