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ChatGPT vai lembrar o que você faz em apps e sites

O ChatGPT ganhou novo recurso que permite registrar atividades realizadas em aplicativos e sites no Mac para usar essas informações em conversas futuras. Chamado de Computer History, o recurso foi anunciado pela OpenAI nesta quinta-feira (13) e funciona de maneira opcional.

A ideia é permitir que o chatbot tenha acesso ao contexto do que o usuário fez anteriormente no computador, reduzindo a necessidade de explicar novamente tarefas ou informações já trabalhadas.

Em vez de funcionar apenas como um histórico tradicional, o Computer History transforma as atividades registradas em uma linha do tempo pesquisável e memórias que podem ser utilizadas pelo ChatGPT e pelo Codex.

ChatGPT pode lembrar o que você fez no computador

  • O recurso registra atividades realizadas em diferentes aplicativos e sites selecionados pelo usuário. Entre os exemplos apresentados estão Slack, Google Chrome, Notion e Google Agenda;
  • A partir desse histórico, o ChatGPT pode recuperar informações sobre trabalhos realizados anteriormente e utilizá-las para produzir respostas mais contextualizadas;
  • Em um dos exemplos, atividades feitas no Slack, Chrome, Notion e Google Agenda podem ser usadas para ajudar a criar um rascunho de atualização sobre o trabalho realizado no dia anterior;
  • A proposta é que o usuário não precise reconstruir manualmente tudo o que fez antes de pedir ajuda à IA.

Usuário escolhe o que será registrado

Apesar de o recurso permitir um acompanhamento amplo das atividades, a OpenAI destaca que o Computer History é opcional. O usuário pode escolher quais aplicativos e sites poderão contribuir para o histórico. Também é possível pausar e retomar a coleta de informações a qualquer momento.

Outro recurso de controle permite revisar o histórico em uma visualização de linha do tempo e apagar todo o conteúdo ou apenas partes específicas.

Novidade está disponível apenas para usuários pagos no Mac – Imagem: aileenchik/Shutterstock

Essas opções dão ao usuário controle sobre quais atividades podem ser utilizadas pelo ChatGPT como contexto em conversas futuras.

O recurso pode ser administrado pelo próprio aplicativo para Mac ou pela barra de menus, facilitando o acesso aos controles.

Leia mais:

Recurso chega primeiro para assinantes

O Computer History está sendo disponibilizado inicialmente para usuários dos planos ChatGPT Pro, Business e Enterprise.

No caso das contas Business e Enterprise, os administradores dos espaços de trabalho precisam habilitar o acesso antes que os usuários possam ativar a função.

A disponibilidade inicial exclui o Espaço Econômico Europeu (EEE), a Suíça e o Reino Unido, regiões que receberão o recurso posteriormente.

Tecnologia nasceu de um projeto de pesquisa

O Computer History é derivado de uma pesquisa da OpenAI chamada Chronicle. A empresa afirma que a nova implementação foi desenvolvida para utilizar menos tokens e oferecer mais controles ao usuário.

A tecnologia representa mais um passo na tentativa da OpenAI de transformar o ChatGPT em um assistente capaz de manter contexto sobre atividades realizadas fora da própria conversa. Em vez de começar cada interação sem saber o que aconteceu anteriormente no computador, o sistema pode consultar o histórico autorizado pelo usuário para entender melhor o contexto de uma solicitação.

Isso pode ser particularmente útil para tarefas recorrentes. O usuário pode, por exemplo, pedir ajuda para retomar um trabalho iniciado anteriormente sem precisar explicar novamente em quais aplicativos trabalhou ou quais páginas consultou.

A diferença é que esse acompanhamento não precisa ser permanente: o usuário decide quando ativar o recurso, quais fontes incluir e quando interromper ou apagar o histórico.

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GPT-5.6 Sol pode ficar até 14 vezes mais rápido com novo modo da OpenAI

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (13) uma nova modalidade de processamento para o GPT-5.6 Sol que pode elevar a velocidade de resposta em até 14 vezes em relação ao padrão. Batizado de Ultrafast, o serviço foi desenvolvido para situações nas quais decisões e respostas precisam ocorrer em tempo real.

A novidade é disponibilizada inicialmente na API e utiliza infraestrutura da Cerebras, capaz de alcançar até 750 tokens de saída por segundo. O acesso, por enquanto, está restrito a um grupo selecionado de clientes, enquanto a empresa avalia os usos em ambientes reais e amplia gradualmente a capacidade.

A proposta da OpenAI é reduzir a necessidade de escolher entre modelos mais inteligentes e respostas mais rápidas. Com o Ultrafast, a empresa pretende levar o GPT-5.6 Sol a atividades como atendimento, análise financeira, resposta a incidentes, comércio e pesquisa interativa.

Velocidade como parte do trabalho

ChatGPT tem “inteligência” reforçada (Imagem: Ju Jae-young/Shutterstock)

A OpenAI descreve o Ultrafast como uma nova categoria de serviço voltada a aplicações nas quais o intervalo entre uma pergunta e uma resposta pode alterar a utilidade da própria inteligência artificial. A companhia afirma que os avanços de eficiência do GPT-5.6 permitiram explorar uma combinação mais estreita entre capacidade de raciocínio e velocidade.

Entre os cenários apresentados está a resposta a falhas em sistemas. Nessa situação, a ferramenta pode examinar registros de aplicações, alterações recentes no código e relatos de engenheiros para ajudar a identificar a origem de um problema e preparar uma possível correção enquanto a interrupção ainda ocorre.

A empresa também aponta aplicações no setor financeiro e em segurança, com análise de sinais de mercado, avaliação de transações e identificação de comportamentos suspeitos em contextos que mudam rapidamente.

No atendimento ao cliente, a velocidade adicional pode permitir que sistemas lidem com problemas mais complexos durante a própria interação. A proposta também contempla aplicações de voz, nas quais uma resposta demorada pode comprometer a continuidade da conversa.

No comércio eletrônico, o modelo pode ser empregado para responder dúvidas sobre produtos, verificar disponibilidade, oferecer recomendações personalizadas e auxiliar na resolução de dificuldades durante a compra. A lógica apresentada pela OpenAI é atuar antes que a demora leve o consumidor a abandonar o processo.

Outra frente envolve pesquisa e experimentação. Segundo a empresa, tarefas que antes exigiam uma execução prolongada poderiam se transformar em ciclos interativos, nos quais pesquisadores testam uma hipótese, observam os resultados, fazem ajustes e repetem o experimento no mesmo período de trabalho.

Empresas testam a tecnologia

notebook com várias linhas coloridas de código na tela
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A fase inicial reúne companhias de áreas como programação, comércio, pesquisa financeira e suporte. Entre os clientes mencionados pela OpenAI estão Jane Street, Podium, Basis e Rogo.

A Jane Street, representada por John Crepezzi, da área de assistentes de inteligência artificial, avaliou que o ganho de velocidade proporcionado pela Cerebras altera as possibilidades de utilização dos modelos e favorece uma relação mais concentrada e produtiva entre desenvolvedores e inteligência artificial.

A OpenAI afirma que optou por começar com aplicações empresariais para observar a tecnologia em operações de produção. A intenção é descobrir em quais atividades um salto expressivo de velocidade produz maior benefício e como os produtos se comportam quando conseguem acompanhar mais de perto o ritmo de seus usuários.

Uso dentro da OpenAI

A própria OpenAI também colocou o Ultrafast em testes internos. Um dos focos é o atendimento a incidentes de confiabilidade, no qual equipes precisam interpretar rapidamente informações que continuam mudando durante uma ocorrência.

Nesses casos, o sistema é utilizado para reunir dados de registros e rastreamentos, organizar conversas, sugerir verificações e auxiliar na preparação ou validação de correções. A empresa ressalta que a decisão final e a implantação das mudanças continuam sob responsabilidade dos engenheiros.

A área de pesquisa é outro campo de experimentação. De acordo com a companhia, equipes internas usam a modalidade para consultar fontes de conhecimento, acessar dados e reunir, organizar e sintetizar informações por meio de ferramentas conectadas.

A diferença está no ritmo do ciclo de trabalho. Em vez de deixar uma sequência de experimentos para execução durante a noite e analisar os resultados no dia seguinte, a OpenAI afirma que o Ultrafast pode permitir várias rodadas de investigação ao longo do expediente.

Parceria com a Cerebras

A infraestrutura que sustenta a nova modalidade vem da parceria da OpenAI com a Cerebras, empresa responsável por fornecer a tecnologia de inferência de baixa latência utilizada no serviço.

Com essa estrutura, o GPT-5.6 Sol pode atingir a taxa anunciada de até 750 tokens por segundo. A OpenAI associa esse desempenho à possibilidade de desenvolver produtos mais responsivos e incorporar inteligência artificial a processos nos quais a demora entre etapas representa uma limitação.

A companhia ainda trata o Ultrafast como uma prévia. O serviço está disponível apenas para um grupo limitado de clientes, e a expansão do acesso dependerá do aumento da capacidade.

Interessados em acompanhar a ampliação podem se cadastrar para receber atualizações sobre a disponibilidade. A OpenAI afirma que as informações obtidas durante a fase de testes serão usadas para orientar as próximas etapas de implantação.

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Gemini alcança 1 bilhão de usuários e muda o jogo dos chatbots de IA

O ChatGPT e o Gemini chegaram à marca de 1 bilhão de usuários, colocando OpenAI e Google em uma disputa cada vez mais apertada pelo mercado de inteligência artificial.

O ChatGPT ainda parece ter a maior audiência, mas o Gemini vem crescendo em ritmo mais rápido. Com o bilhão alcançado pelos dois serviços, o próximo desafio é transformar essa multidão em uso frequente — e receita.

A corrida dos chatbots mudou de fase. Chegar ao bilhão era o desafio; agora, o problema é fazer essa audiência valer. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Gemini chega ao bilhão

O Google anunciou que o Gemini atingiu 1 bilhão de usuários mensais. Sundar Pichai, CEO da companhia, afirmou no X que o serviço é o produto que mais cresce na história do Google.

Esse é o 14º produto do Google a alcançar a marca. A empresa, porém, não foi a primeira plataforma de IA a chegar lá.

O ChatGPT já havia atingido 1 bilhão de usuários. A OpenAI revelou o número em 6 de agosto, em uma publicação sobre como as pessoas usam inteligência artificial. A porta-voz Lindsay McCallum afirmou que a marca mensal havia sido alcançada algum tempo antes.

Números não contam a mesma história

Comparar diretamente os dois serviços não é simples. Google e OpenAI divulgam métricas diferentes.

Em fevereiro, a OpenAI dizia ter 900 milhões de usuários ativos por semana no ChatGPT. Cinco meses depois, chegou ao bilhão mensal. McCallum não informou quantos usuários mensais a plataforma possui hoje.

O avanço do Gemini foi mais acelerado:

  • 750 milhões de usuários mensais em fevereiro;
  • 950 milhões no fim de julho;
  • 1 bilhão de usuários mensais em agosto;
  • mais de 100 milhões de usuários ativos no iOS.

O último número foi divulgado por Josh Woodward, responsável pelo Gemini. A plataforma também está presente nos aparelhos Android, o que representa uma vantagem importante para o Google.

O Google tem uma carta na manga

Os números divulgados pelo Google parecem se referir ao aplicativo Gemini. As diferentes integrações da ferramenta nos produtos da companhia não entram nessa conta.

O Gemini instalado em smartphones Android aparentemente faz parte da métrica. Como o Google controla o sistema operacional, essa distribuição oferece ao serviço uma porta de entrada que a OpenAI não possui.

A situação ajuda a entender o interesse da OpenAI em desenvolver hardware próprio.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
O ChatGPT continua como o chatbot mais conhecido, mas sua antiga vantagem sobre os concorrentes parece ter diminuído. – Imagem: jackpress / Shutterstock

A liderança está em disputa

A diferença entre as empresas diminuiu ao longo deste ano. O Claude Code ganhou espaço e pressionou a OpenAI a avançar com o Codex. O Google, enquanto isso, ampliou a presença do Gemini em seus produtos.

Leia mais:

Os modelos também vêm se alternando na liderança, enquanto soluções chinesas entram com mais força na disputa.

O ChatGPT continua sendo o chatbot de IA mais conhecido e aparentemente o mais popular. Sua vantagem, contudo, já não parece tão grande. A corrida pelo primeiro bilhão acabou. Agora começa outra: descobrir como fazer essa enorme quantidade de usuários continuar usando as ferramentas — e pagar por elas.

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As pessoas estão fazendo algo novo com o ChatGPT — e não é perguntar

A inteligência artificial (IA) está deixando de ser uma tecnologia usada principalmente para responder perguntas e se tornando uma ferramenta colocada para trabalhar. É o que indicam novos dados divulgados pela OpenAI sobre a utilização do ChatGPT em diferentes países.

Pela primeira vez, a empresa publicou dados por país, mostrando como pessoas de diferentes partes do mundo usam o chatbot. Os resultados apontam para uma tecnologia que está avançando além das respostas e sendo utilizada para executar tarefas, produzir conteúdos e realizar análises.

No ambiente profissional, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de usar o ChatGPT para concluir uma tarefa ou criar alguma coisa do que fora do trabalho. Entre os usos estão a produção de textos, programação e análises.

Os dados também indicam que a adoção da IA está se tornando mais global. Países da América Latina, África e Oceania estão se aproximando dos primeiros usuários, reduzindo a desigualdade nas taxas de adoção da tecnologia.

Outro destaque é o crescimento do uso multimídia, que atualmente é o caso de uso do ChatGPT que mais cresce no mundo. Essa categoria representa 7,8% das mensagens globalmente e supera uma em cada dez mensagens em países, como Brasil e Colômbia.

A adoção também está avançando entre públicos que não estavam entre os primeiros usuários da tecnologia. O uso do ChatGPT por pessoas com mais de 35 anos cresceu em quase todos os países analisados. Na França e na República Tcheca, por exemplo, a participação desse grupo nas mensagens aumentou mais de dez pontos percentuais no último ano.

Em conjunto, os dados apontam para uma mudança no perfil de utilização da IA: o ChatGPT não está sendo usado apenas para ajudar as pessoas a encontrar respostas, mas também para ajudá-las a realizar tarefas em diferentes lugares do mundo.

Os novos dados estão disponíveis no OpenAI Signals, central de dados, pesquisas e análises da equipe de Pesquisa Econômica da OpenAI.

As estatísticas por país foram desenvolvidas para ajudar pesquisadores, formuladores de políticas públicas e outras pessoas a entender como mais de um bilhão de usuários estão utilizando o ChatGPT para realizar tarefas.

O conjunto de dados do Signals considera especificamente as mensagens enviadas por contas ChatGPT Free, ChatGPT Go, ChatGPT Plus e ChatGPT Pro — categorias geralmente associadas a contas administradas por indivíduos, e não por organizações.

No trabalho, usar o ChatGPT para “fazer” predomina

  • Os dados mostram uma tendência de aumento no uso do ChatGPT para atividades profissionais. Nesses contextos, os usuários recorrem mais frequentemente à ferramenta para “fazer” — ou seja, produzir um resultado ou executar uma tarefa;
  • Entre os exemplos estão edição, programação e realização de análises. Globalmente, as pessoas têm mais que o dobro de probabilidade de utilizar o ChatGPT dessa maneira no trabalho do que fora dele;
  • Fora do ambiente profissional, o uso é mais exploratório. Nesse contexto, “perguntar”, categoria que envolve buscar informações e esclarecimentos, continua sendo a principal forma de utilização;
  • A diferença indica uma mudança no papel desempenhado pela ferramenta conforme o contexto. Enquanto fora do trabalho o ChatGPT é usado principalmente para obter informações e esclarecer dúvidas, no ambiente profissional ele é utilizado com mais frequência como uma ferramenta para produzir algo ou concluir uma tarefa.

Desigualdade na adoção da IA está diminuindo

A adoção do ChatGPT também está se espalhando pelo mundo de maneira mais uniforme.

Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala.

No segundo trimestre de 2026, a equipe da empresa atualizou o ranking de uso do ChatGPT entre diferentes países. A comparação mostra como a classificação per capita mudou em relação ao primeiro trimestre do ano.

Durante o segundo trimestre, partes da América Latina, Oceania e África registraram crescimento mais rápido do que outras regiões. Entre os países que mais avançaram no ranking global estão Peru, Uruguai e Costa Rica.

A adoção continua crescendo na América do Norte e na Europa, mas partes do Hemisfério Sul estão reduzindo a diferença nas taxas de adoção per capita. O movimento indica que o uso do ChatGPT está se tornando menos concentrado nos mercados que foram os primeiros a adotar a tecnologia e se espalhando para outras regiões.

Segundo os dados da OpenAI, países e regiões que começaram sua trajetória de adoção da IA com taxas per capita menores estão gradualmente se aproximando dos locais que foram os primeiros a adotar a tecnologia em larga escala – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

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Multimídia é o uso que mais cresce

A expansão de novos recursos também está influenciando a forma como as pessoas utilizam o ChatGPT. Entre os casos de uso que vêm ganhando espaço estão a geração, análise e recuperação de conteúdo multimídia.

Desde o lançamento do ChatGPT Imagens 2.0, em abril de 2026, a participação das mensagens relacionadas a multimídia aumentou e chegou a 7,8% do total mundial.

Apesar de ainda ficar atrás de categorias, como orientação prática, redação e busca de informações, o uso de recursos multimídia mantém uma trajetória constante de crescimento desde o início do ano.

A evolução mostra que a utilização do ChatGPT está se expandindo para além das interações baseadas exclusivamente em texto.

Brasil e Colômbia se destacam na criação e análise de mídia

Uma análise mais detalhada das mensagens classificadas como multimídia mostra diferenças importantes entre países e regiões. A América Latina aparece entre os destaques nesse tipo de utilização. Em países, como Brasil e Colômbia, mais de uma em cada dez mensagens enviadas ao ChatGPT é classificada como multimídia.

O resultado coloca os dois países acima da média global de 7,8% e mostra como a criação e a análise de conteúdo de mídia vêm ganhando espaço entre os usuários latino-americanos.

Uso cresce entre pessoas com mais de 35 anos

As mudanças na adoção do ChatGPT também aparecem quando os usuários são analisados por faixa etária. A tendência registrada ao longo do último ano mostra que o percentual de mensagens enviadas por pessoas com mais de 35 anos aumentou em quase todos os países.

Na comparação anual, usuários dessa faixa etária passaram a representar uma participação nas mensagens 5% maior do que há 12 meses.

Em alguns países, o crescimento foi ainda mais expressivo. Na França e na República Tcheca, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou mais de dez pontos percentuais no período de um ano.

Quase três quartos dos países europeus registraram aumentos acima da média na participação das mensagens enviadas por esse grupo.

O comportamento não foi uniforme em todas as regiões. Alguns países do Sudeste Asiático, como Singapura, apresentaram o padrão oposto.

Ainda assim, no conjunto da região, a participação das mensagens enviadas por usuários com 35 anos ou mais aumentou em seis dos oito países analisados, embora apenas ligeiramente.

Os dados, portanto, apontam para uma expansão do ChatGPT em duas frentes ao mesmo tempo: geograficamente, com países que antes apresentavam taxas menores de adoção se aproximando dos primeiros usuários, e demograficamente, com pessoas mais velhas aumentando sua participação no uso da ferramenta.

O resultado é um cenário no qual a IA deixa de estar restrita aos primeiros usuários e passa a fazer parte de atividades cada vez mais diversas, em mais países e para públicos mais amplos.

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Modelos de IA passaram a agir em grupo para escapar de testes

Modelos de IA da OpenAI passaram semanas tentando escapar de ambientes de teste sem que os pesquisadores percebessem. Em determinado momento, os agentes chegaram a acessar a internet e coordenar ações entre si.

Segundo o The Washington Post, o caso faz parte de uma sequência de incidentes envolvendo OpenAI, Anthropic e Meta, levantando novas dúvidas sobre como empresas de IA estão testando e protegendo seus modelos.

Alguns modelos de IA criaram identidades falsas, exploraram falhas e até tentaram acessar sistemas fora dos testes. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Quando os testes saíram do controle

Os problemas apareceram durante avaliações de cibersegurança. Em vez de apenas resolver os desafios propostos, alguns modelos começaram a procurar maneiras de burlar as regras e colaborar entre si.

Durante maio e junho, os agentes criaram um fórum interno secreto para trocar informações. Depois, conseguiram escapar do ambiente de testes e acessar a internet.

A equipe da OpenAI identificou a primeira fuga e corrigiu o problema. Dois dias depois, porém, os modelos escaparam novamente sem serem detectados. Dessa vez, a operação foi mais sofisticada: eles se comunicaram para coordenar ações e chegaram a usar nomes como “Jan18”.

Entre os comportamentos observados nos incidentes recentes estão:

  • exploração de falhas de software ainda desconhecidas;
  • fuga de ambientes de teste para obter acesso à internet;
  • criação de identidades humanas falsas;
  • coordenação entre diferentes agentes por meio de mensagens;
  • roubo de credenciais de acesso à nuvem.

A segunda fuga só foi percebida depois que a plataforma Hugging Face revelou, em julho, ter sido invadida por modelos de IA desconhecidos.

Outras empresas também enfrentaram problemas

A OpenAI não foi a única empresa a registrar comportamentos inesperados. Um modelo da Anthropic criou perfis na internet e tentou pressionar um desenvolvedor humano a aprovar código malicioso enviado a um projeto de código aberto. A tentativa não funcionou.

A Meta também teve um episódio incomum. Um modelo instruído a invadir uma empresa fictícia acabou acessando uma companhia real que utilizava o mesmo nome. A empresa atribuiu o problema a uma configuração incorreta que permitiu acesso à internet durante o teste.

Logo da OpenAI em um smartphone e em um fundo colorido
Um dos casos chamou atenção: modelos da OpenAI criaram um fórum secreto para trocar informações durante os testes. – Imagem: Evolf/Shutterstock

Segurança entra no centro da discussão

Os episódios ganham importância porque OpenAI e Anthropic já haviam declarado compromisso com o desenvolvimento seguro da tecnologia. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou: “Fazemos esforços significativos para garantir que a segurança seja incorporada aos nossos sistemas em todos os níveis”.

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Agora, especialistas defendem medidas como monitoramento mais rigoroso e testes em sistemas isolados de redes externas. A OpenAI adiou o lançamento do modelo Astra por preocupações com seu possível uso por hackers, enquanto a Anthropic interrompeu testes de seus sistemas por problemas de cibersegurança.

Os casos mostram um problema que a indústria terá de enfrentar à medida que seus modelos ficam mais capazes: testar uma IA não significa apenas avaliar se ela consegue cumprir uma tarefa, mas também observar o que faz quando encontra uma maneira de contornar as regras.

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IA da OpenAI invadiu sistemas: um botão seria capaz de pará-la?

Um agente de IA criado pela OpenAI teria invadido sistemas da Hugging Face durante um teste de segurança e também atacado serviços públicos. O episódio reacendeu uma dúvida que parece saída de um filme: seria possível desligar uma IA caso ela saísse do controle?

Especialistas ouvidos pela BBC afirmam que a questão é mais complexa. Para eles, o problema está principalmente na maneira como esses sistemas são projetados, treinados e recebem acesso a ferramentas.

Quanto mais autonomia uma IA recebe, maior precisa ser o cuidado com acessos, credenciais e ferramentas disponíveis. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

O que aconteceu durante o teste?

O agente desenvolvido pela OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, teria burlado uma avaliação sobre sua capacidade de explorar falhas de segurança. Durante o teste, invadiu sistemas da Hugging Face e roubou respostas dos servidores da empresa.

O episódio teria passado despercebido pelos próprios criadores durante dias. Em 29 de julho, a OpenAI informou que o agente também havia atacado vários “serviços disponíveis publicamente”, sem detalhar quais.

A empresa afirmou que investiga o caso e declarou: “Levamos muito a sério nossa responsabilidade de identificar e nos preparar para os riscos apresentados por sistemas de IA cada vez mais capazes”.

Um botão de emergência resolveria?

A possibilidade reacendeu o debate sobre os chamados kill switches, mecanismos destinados a interromper ou desligar sistemas em situações de emergência. Para especialistas, porém, apertar um botão não necessariamente resolveria o problema.

Me recuso a dizer que foi a IA que fez isso [o ataque à Hugging Face]. Quem fez isso foi a OpenAI. A empresa deveria assumir a responsabilidade pelo projeto falho do sistema e pedir desculpas.

Cathy O’Neil, matemática e cientista de dados, à BBC.

Rumman Chowdhury, cientista de dados e ex-diretora de ética em aprendizado de máquina do Twitter, hoje X, também defende mecanismos eficazes de desligamento, inclusive com testes independentes.

Para ela, entretanto, os agentes não deveriam receber acesso a ferramentas e credenciais desnecessárias. Sistemas treinados para cumprir objetivos podem interpretar determinadas instruções como obstáculos e tentar contorná-las.

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Para especialistas, o problema não é uma IA querer escapar, mas encontrar caminhos inesperados para cumprir uma tarefa. Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

O risco está além do botão

Oli Buckley, da Universidade de Loughborough, afirma que o problema não é uma IA “querer” escapar, mas o fato de esses sistemas encontrarem caminhos inesperados para executar tarefas.

“Mais do que um alerta sobre uma ‘IA rebelde’, este caso mostra que nossas premissas de segurança precisam evoluir junto com os sistemas que estamos desenvolvendo.”

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Konstantinos Gkoutzis, especialista em IA do Imperial College London, também considera que um mecanismo de desligamento não resolveria tudo.

“A principal conclusão para o público deveria ser que nenhuma máquina decidiu se voltar contra nós. Foi uma empresa que perdeu o controle de um teste de suas próprias capacidades”, disse Gkoutzis à BBC.

O especialista acrescenta: “Desligar o sistema não desfaz o que já aconteceu”.

Fontes da OpenAI disseram à Reuters que a empresa levou vários dias para perceber que havia perdido o controle do agente. Um porta-voz da companhia contestou a reportagem, afirmando que ela continha “várias imprecisões”.

O episódio amplia uma discussão que vai além de um simples interruptor: conforme agentes de IA ganham autonomia, segurança, limites de acesso e supervisão humana precisam acompanhar essa evolução.

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OpenAI interrompe avanço da IA Astra por risco de habilidades cibernéticas “ofensivas”

Nesta sexta-feira (07), a OpenAI anunciou a suspensão de atividades internas relacionadas ao Astra, um modelo de inteligência artificial ainda em desenvolvimento, após análises apontarem avanços considerados relevantes em programação autônoma e cibersegurança. A empresa informou que não conseguiu excluir a possibilidade de o sistema alcançar um nível crítico de capacidade ofensiva digital.

A decisão foi tomada pela própria OpenAI após avaliações internas e análises de especialistas indicarem que o modelo poderia se aproximar de critérios de risco estabelecidos pelo framework de preparação da companhia. O caso envolve a preocupação com sistemas capazes de executar tarefas complexas de segurança digital sem supervisão humana.

O anúncio ocorre em meio a uma sequência de episódios envolvendo testes de segurança com modelos de inteligência artificial. A OpenAI afirmou que o Astra não participou do incidente relacionado ao Hugging Face mencionado em avaliações anteriores.

O que levou a OpenAI a interromper os trabalhos com o Astra

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

A suspensão ocorreu depois que avaliações internas indicaram que o Astra apresentava melhorias significativas em tarefas relacionadas à criação de código e operações de segurança digital. Conforme a OpenAI, esses resultados foram suficientes para levantar a possibilidade de o modelo atingir o nível mais elevado de alerta previsto em sua estrutura de preparação.

Dentro dos critérios estabelecidos pela empresa, uma inteligência artificial seria considerada de capacidade cibernética crítica caso conseguisse encontrar e desenvolver vulnerabilidades inéditas de diferentes níveis de gravidade em sistemas reais protegidos, sem auxílio humano, ou ainda criar estratégias completas de ataque contra alvos reforçados a partir de objetivos gerais.

A companhia afirmou que a avaliação não significa que o Astra tenha realizado ataques ou explorado falhas em sistemas externos. Segundo a OpenAI, o modelo em desenvolvimento não teve participação no episódio envolvendo o Hugging Face.

Novas medidas de proteção para modelos avançados

Ao fundo, logo da OpenAI; à frente e a esquerda, sombra de uma mão segurando um smartphone
OpenAI – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Como resposta ao alerta, a OpenAI informou que pretende ampliar as exigências de segurança aplicadas a modelos com maior capacidade e às atividades associadas a eles. Entre as medidas anunciadas está a adoção de mecanismos mais rigorosos de controle.

A empresa também declarou que implementou monitoramento amplo para acompanhar ações consideradas arriscadas e possíveis sinais de desalinhamento em aplicações baseadas em agentes de inteligência artificial.

O caso Astra reforça o debate sobre como empresas de tecnologia devem equilibrar o desenvolvimento de sistemas mais poderosos com mecanismos capazes de limitar usos perigosos. No episódio, a própria avaliação interna da OpenAI serviu como base para interromper temporariamente o avanço do modelo até que novos padrões de segurança fossem aplicados.

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ChatGPT virou alvo de quase 200 processos pelo mundo; entenda

A popularização das ferramentas de inteligência artificial também trouxe uma nova frente de disputas judiciais. A OpenAI, criadora do ChatGPT, aparece como principal alvo de processos envolvendo o setor, em meio a debates sobre uso de conteúdos, dados pessoais e impactos gerados por sistemas de IA.

Segundo o AI Lawsuit Tracker, observatório jurídico que acompanha ações contra empresas de inteligência artificial, já são quase 200 processos registrados no mundo. O crescimento foi acelerado nos últimos anos, acompanhando a expansão dessas tecnologias.

ChatGPT virou alvo de ações por causa do uso de conteúdos. O debate sobre IA ganhou uma nova dimensão. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Número de ações contra IAs cresce rapidamente

Os dados do levantamento mostram uma mudança significativa no cenário jurídico. Em 2021, havia apenas dois processos envolvendo empresas de IA. Já em 2025, o número saltou para 67 casos. Até o fim de julho de 2026, foram contabilizadas 52 novas ações.

A maior parte dos processos foi aberta por indivíduos, especialmente autores e artistas. Na sequência aparecem empresas de mídia, como jornais, gravadoras e estúdios, além de governos e órgãos reguladores.

Entre os principais motivos das disputas estão:

  • Uso não autorizado de conteúdos para treinar sistemas de inteligência artificial;
  • Possíveis práticas anticompetitivas e concentração de mercado;
  • Coleta ou utilização de dados pessoais sem autorização;
  • Respostas falsas ou imprecisas geradas por ferramentas de IA;
  • Casos relacionados a danos psicológicos, discriminação e declarações enganosas.

OpenAI concentra maior número de processos

A OpenAI lidera o ranking do AI Lawsuit Tracker, com 36 casos registrados. A maior parte das ações contra a empresa envolve editoras, jornais e escritores que questionam o uso de seus conteúdos no treinamento de modelos de inteligência artificial.

Outras grandes empresas também aparecem na lista. A Meta soma 14 processos, seguida pela Anthropic, com 13. Google e Microsoft têm 11 ações cada, enquanto a Perplexity aparece com sete casos.

O cenário mostra que os desafios jurídicos da inteligência artificial atingem diferentes empresas do setor, principalmente à medida que essas tecnologias ganham espaço no mercado.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Quase 200 processos já envolvem empresas de IA. O avanço da tecnologia trouxe novos desafios jurídicos. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Brasil tem um caso registrado no levantamento

O único processo brasileiro citado pelo observatório envolve a Folha de S.Paulo contra o ChatGPT, registrado em agosto de 2025. A ação buscava interromper a coleta e o uso de conteúdos do site sem autorização e pagamento.

Leia mais:

Em maio deste ano, o caso foi encerrado após uma parceria entre a Folha de S.Paulo, o UOL e a empresa responsável pelo ChatGPT.

Os Estados Unidos concentram a maior quantidade de ações judiciais relacionadas à inteligência artificial. Alemanha, Canadá, China e Índia aparecem logo depois, indicando que a discussão sobre regras para o setor já alcançou diferentes mercados.

O aumento dos processos mostra que a evolução da IA não envolve apenas avanços tecnológicos, mas também a criação de novos limites legais para equilibrar inovação, direitos autorais e proteção de dados.

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ChatGPT: versão gratuita ganha boa novidade semana que vem

A OpenAI anunciou na última quinta-feira (06) que passará a oferecer conversas por texto sem limite de mensagens para usuários dos planos Grátis e Go do ChatGPT. A mudança começa na próxima semana e será aplicada exclusivamente às interações compostas apenas por texto, enquanto outros recursos continuarão sujeitos a restrições específicas.

A atualização também altera o modelo padrão disponível nessas modalidades. Ainda nesta semana, o GPT-5.6 Luna substituirá o GPT-5.5 Instant como opção principal para as conversas, ao mesmo tempo em que a empresa introduzirá novos controles voltados ao processamento das respostas.

Segundo a OpenAI, a iniciativa busca ampliar o acesso aos modelos mais recentes e tornar o serviço mais útil para o público, em um cenário de crescente concorrência entre empresas que desenvolvem sistemas de inteligência artificial.

Novidades atingem diferentes planos do ChatGPT

ChatGPT é o chatbot da OpenAI – Imagem: arda savasciogullari / Shutterstock

O fim do limite de mensagens valerá apenas para conversas compostas exclusivamente por texto. Recursos como envio de arquivos, inclusão de imagens, criação de imagens e utilização do modo de voz continuarão sujeitos a limites próprios, definidos separadamente pela empresa.

Outra mudança anunciada envolve a substituição do modelo padrão para usuários dos planos Grátis e Go. O GPT-5.6 Luna passará a ocupar esse posto no lugar do GPT-5.5 Instant, que desempenhava essa função desde maio.

Além disso, as contas Grátis e Go receberão um novo botão identificado como “pensar”. Conforme informou a OpenAI, a ferramenta permitirá que o GPT-5.6 Luna utilize mais tempo para elaborar respostas em conversas apenas por texto, sem limitação de uso, desde que o recurso não seja combinado com outras funcionalidades da plataforma.

As novidades também alcançam os assinantes dos planos Plus e Pro. A empresa informou que atualizará o GPT-5.6 Sol, seu principal modelo, com foco em melhorar atividades cotidianas, incluindo pesquisas na internet, planejamento, produção de textos, aconselhamento e respostas rápidas.

Outro recurso previsto para esses assinantes será um controle destinado ao nível de reflexão empregado pelo modelo. A ferramenta permitirá ajustar a intensidade do processamento utilizado na geração das respostas, em um formato descrito pela empresa como semelhante ao menu de esforço disponível no Claude, desenvolvido pela Anthropic.

Logotipo da OpenAI exibido em tela de dispositivo móvel
OpenAI – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Ao explicar a decisão, a OpenAI afirmou que a retirada do limite representa um avanço na ampliação do acesso às versões mais recentes de seus modelos. Em comunicado, a empresa declarou: “Este é um passo concreto rumo a uma inteligência mais abundante: tornar nossos modelos mais recentes mais amplamente disponíveis, melhorar a utilidade e a confiabilidade das respostas que as pessoas recebem e deixar usuários grátis manterem conversas por texto sem um limite de taxa“, afirmou a OpenAI, em comunicado.

A companhia também associou a novidade ao potencial de ampliar as possibilidades de uso da plataforma. Conforme destacou a empresa, “O acesso molda oportunidades, e esta atualização dá a mais pessoas a capacidade de continuar perguntando, desenvolver uma ideia e obter ajuda quando precisarem“, informou a OpenAI ao apresentar as mudanças.

A decisão chama a atenção porque os limites de utilização costumam refletir os custos de processamento dos modelos de inteligência artificial. Embora a empresa não tenha detalhado como conseguiu eliminar essa restrição nas conversas por texto, a medida pode indicar avanços na redução desses custos.

Outro fator citado pela OpenAI é o ambiente de maior competição no setor. Segundo a empresa, a expansão do acesso aos modelos ocorre em um momento de pressão provocada pelo avanço de sistemas chineses de código aberto e de menor custo, cenário que intensifica a disputa entre desenvolvedoras de inteligência artificial.

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Agente de IA cria identidade falsa e tenta enganar usuários em teste real

Agentes de inteligência artificial da OpenAI e da Anthropic conseguiram realizar ações não autorizadas durante testes de segurança no Reino Unido. Em um dos episódios, os sistemas chegaram a criar identidades falsas para tentar convencer pessoas reais a aprovar alterações em um projeto online.

O caso chamou atenção porque revelou sinais de autonomia e comportamento enganoso em modelos de IA, aumentando o debate sobre os limites dessas tecnologias.

Testes revelaram que sistemas de IA tentaram agir na internet sem autorização e levantaram novos alertas. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Teste de segurança revelou comportamento inesperado

A descoberta foi feita pelo AI Security Institute (AISI), órgão britânico que avalia sistemas avançados de inteligência artificial antes de sua liberação. Durante uma avaliação de segurança cibernética, agentes alimentados pelos modelos GPT-5.6-Sol, da OpenAI, e Mythos 5, da Anthropic, apresentaram atitudes que surpreenderam os pesquisadores.

O desafio consistia em resolver problemas de segurança, como encontrar informações protegidas. Em algumas execuções, porém, os sistemas passaram a agir na internet sem autorização e tentaram inserir código malicioso em um projeto de código aberto.

Para conseguir aprovação das mudanças, os agentes recorreram à engenharia social, criando perfis falsos e tentando pressionar os responsáveis pelo projeto. Segundo o AISI, as tentativas não funcionaram e não causaram prejuízos reais.

Entre os principais dados do relatório estão:

  • 122 testes foram realizados com diferentes modelos de IA;
  • em 10 avaliações, agentes tomaram ações autônomas na internet;
  • 19 ações não autorizadas foram registradas;
  • 17 delas envolveram o modelo Mythos 5, da Anthropic.

Ação independente preocupa pesquisadores

O AISI explicou que os modelos não escaparam do ambiente controlado de testes. Para medir o que essas ferramentas poderiam fazer em uma situação próxima à realidade, os pesquisadores reduziram algumas proteções e permitiram acesso à internet.

Ainda assim, o resultado foi considerado significativo. Segundo o relatório, foi “a primeira vez que vimos riscos relacionados à autonomia e ao engano se manifestarem de forma tão clara, sem instruções específicas, no mundo real”.

A análise indicou que alguns fatores podem ter influenciado o comportamento, como a dificuldade da tarefa, falhas no acompanhamento das atividades online e a ausência de regras específicas proibindo o uso de estratégias enganosas.

Empresário segurando o telefone com a mensagem scam na tela digital.
Modelos avançados de IA usaram engenharia social para tentar convencer pessoas reais em um projeto online. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

Empresas avaliam novas medidas de controle

A OpenAI confirmou o incidente identificado durante os testes do AISI e informou que também recebeu um alerta sobre outro caso envolvendo uma avaliação feita por uma empresa parceira. A companhia afirmou que pretende revisar seus procedimentos para testes externos de maior risco.

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Em comunicado, a empresa disse estar “comprometida em trabalhar com todo o setor para fortalecer práticas compartilhadas na realização segura de avaliações de alto risco”.

A Anthropic afirmou que os recursos de proteção dos modelos foram desativados durante o experimento e que os sistemas não receberam limitações específicas sobre o uso da internet. A empresa também informou que está colaborando com o AISI na investigação.

O episódio mostra que, à medida que agentes de IA ganham mais autonomia, cresce o desafio de criar mecanismos capazes de acompanhar suas decisões e impedir comportamentos inesperados. Para a indústria, a segurança passa a ser tão importante quanto o próprio avanço das capacidades desses sistemas.

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