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Oscar: Academia decide que artistas e roteiros criados por IA não podem concorrer

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou, nesta sexta-feira (1), novas regras para o Oscar 2027. Uma das mais sonantes trata da proibição de atores e roteiros produzidos por inteligência artificial (IA).

Isso significa que, para concorrer aos prêmios da Academia em 2027, os trabalhos devem ser realizados apenas por humanos.

Proibição de IA no Oscar já vale para a edição do ano que vem – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Segundo a organização do evento, somente performances “demonstradamente realizadas” por seres humanos com seu consentimento são elegíveis para concorrer ao maior prêmio da indústria cinematográfica.

A Academia também manteve seu direito de solicitar mais detalhes sobre o uso de inteligência artificial nos filmes.

Leia mais:

IA e cinema não podem se misturar?

  • A tecnologia alarma o setor, pois quem trabalha na TV e no cinema tem medo de que a indústria passe a utilizar mais a IA, de modo a substituí-los e reduzir custos;
  • Muitos foram os exemplos de IA no cinema. O mais recente e mais notável foi a conclusão póstuma de Val Kilmer, morto em 2025, do filme “As Deep as the Grave” (“Tão Profundo Quanto a Sepultura”, na tradução literal).

No ano passado, a IA estreou sua própria atriz: Tilly Norwood, que teve interesse de alguns estúdios. Seu produtor se gabou desse interesse e os dois fatos somados só aumentaram as preocupações e levaram o sindicato de atores SAG-AFTRA a reagir negativamente.

Atriz de IA Tilly Norwood
Tilly Norwood, atriz criada por IA, foi alvo de interesse da indústria cinematográfica – Imagem: Particle6/Xicoia

Portanto, com as novas regras, Norwood não poderá brigar com atores humanos pelo Oscar 2027, que deve ser realizado em 14 de março do ano que vem.

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Val Kilmer volta ao cinema com ajuda de IA em trailer

O ator Val Kilmer voltará a aparecer no cinema por meio do uso de inteligência artificial (IA). A recriação digital do artista, que morreu em 2025 aos 65 anos, integra o primeiro trailer do filme “As Deep as the Grave” (“Tão Profundo Quanto a Sepultura”, em tradução livre), drama histórico apresentado na quarta-feira (15) durante a CinemaCon, em Las Vegas (EUA).

Dirigido por Coerte Voorhees, o longa independente é estrelado por Abigail Lawrie, Tom Felton e Abigail Breslin. A trama acompanha os arqueólogos Ann e Earl Morris, personagens reais, durante a descoberta de restos mortais dos Ancestral Puebloans na década de 1920.

Kilmer “interpreta” Father Fintan, um padre católico e espiritualista nativo estadunidense. No trailer, o personagem surge em uma cena marcante e diz: “Não tema os mortos e nem a mim.

O ator havia sido escalado para o papel anos antes, mas não conseguiu participar das filmagens devido ao agravamento de seu estado de saúde. Com a autorização de seu espólio, incluindo sua filha Mercedes, os realizadores recorreram à IA generativa para completar a atuação com base em materiais de arquivo.

Ator estava escalado para o projeto, em 2020, mas a pandemia causou atrasos na produção – Imagem: Reprodução/YouTube/FirstLineFilms

As imagens mostram Kilmer em diferentes fases da vida, desde um padre mais jovem até uma figura com aparência fantasmagórica.

Assista, a seguir, ao trailer de “As Deep as The Grave” com Val Kilmer e IA:

IA apoiando Hollywood

  • O uso de IA para recriar atores falecidos tem gerado debate em Hollywood;
  • Durante a CinemaCon, Voorhees afirmou que a equipe trabalhou em estreita colaboração com a família de Kilmer e seguiu diretrizes da indústria, segundo a Associated Press (AP);
  • “Val Kilmer influenciou essa atuação”, afirmou o diretor;
  • O produtor John Voorhees classificou o processo como um território arriscado, mas destacou que a produção seguiu os padrões do sindicato SAG-AFTRA, centrados em “consentimento, compensação e colaboração”.

De acordo com os realizadores, o espólio de Kilmer aprovou o projeto, recebeu compensação e contribuiu com materiais para viabilizar a recriação.

Os cineastas também destacaram que o próprio Kilmer já havia utilizado tecnologia de IA em vida. Após perder a voz natural em decorrência de um câncer na garganta, o ator recorreu a softwares para recriá-la, recurso posteriormente utilizado no filme “Top Gun: Maverick“.

A produção de “As Deep as the Grave” começou em 2020, no Novo México (EUA), mas enfrentou atrasos durante a pandemia de Covid-19. Em vez de substituir o ator após sua saída, a equipe optou por seguir com o projeto e, posteriormente, encontrou uma forma de incorporar o personagem à narrativa.

“Ficamos muito felizes por eles estarem tão entusiasmados e apoiarem tanto a ideia”, disse Voorhees, referindo-se aos filhos de Kilmer, em declaração citada pela AP. “Não queríamos fazer isso a menos que todos achassem que ia funcionar corretamente.”

Segundo os realizadores, Kilmer aparece em tela por mais de uma hora. A data de estreia do filme ainda não foi anunciada.

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