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Microsoft implementa o Copilot Agent Mode no Word, Excel, e PowerPoint

Esta semana, a gigante Microsoft passou a implementar para os assinantes dos planos do Office uma atualização do Copilot: o Agent Mode. O update é descrito como uma versão mais poderosa, que agora promete a execução de ações diretas nos documentos de formato Word, Excel e PowerPoint.

Outrora conhecida por “vibe working” no ano passado, o Agent Mode oferta um molde de inteligência artificial mais refinado do que a versão anterior do Copilot. A empresa destaca, inclusive, que essa atualização executa tarefas em várias etapas sem se perder no contexto em que trabalha.

Isso é importante porque, anteriormente, o Copilot trabalhava respondendo perguntas e auxiliava em sugestões de aprimoramento de conteúdo. Mas o modelo Agent Mode pode fazer isso enquanto compreende os comandos recebidos com maior eficácia, além de realizar edições diretas. Ou seja, o software tornou-se mais ‘ativo’.

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Agent Mode: Microsoft anuncia implementação de um update no Copilot

Sistema Copilot em ação dentro dos softwares do pacote office (Imagem: Azulblue / Shutterstock.com)

Ao site The Verge, o vice-presidente corporativo do grupo, Sumit Chauhan, disse o seguinte:

Quando lançamos o Copilot pela primeira vez, os modelos fundamentais não eram poderosos o suficiente para usar o Copilot para comandar os aplicativos. Isso significava que o Copilot era um parceiro passivo nos documentos: ele podia responder perguntas, mas não conseguia executar ações diretamente no conteúdo.

— Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo da Microsoft

A Microsoft também garante uma melhor qualidade geral das respostas geradas, maior capacidade de raciocínio e uma compreensão mais eficiente sobre as instruções recebidas. Isso auxilia na realização de tarefas mais complexas, como múltiplas edições seguidas.

A título de comparação com o Copilot ‘mais simples’, a versão com Agent Mode permite ao usuário acompanhar em tempo real todas as modificações implementadas pela IA via uma barra lateral na tela.

imagem mostra um fundo neutro e os icones do Word e Copilot
Sistema Copilot atrelado ao Word (Divulgação: Microsoft) – (Divulgação: Microsoft)

Como exemplo de ações práticas, a Microsoft destaca a criação de fórmulas, tabelas e alteração geral de planilhas (no Excel); a atualização de um slide com novas informações pertinentes sem comprometer o design (no PowerPoint); e a edição textual com maior autonomia (no Word).

O update foi desenvolvido para seguir melhor comandos e edições em documentos, planilhas e apresentações. “Ao longo do último ano, os modelos deram avanços significativos na capacidade de seguir instruções, raciocinar e na qualidade geral, e agora são melhores em lidar com edições de múltiplas etapas de forma confiável sem perder a intenção do usuário”, afirmou Chauhan.

Por padrão, o Copilot Agent Mode está em fase de liberação para assinantes dos planos Microsoft 365 Copilot e Microsoft 365 Copilot Premium. Contudo, a empresa ressalta que também estarão disponíveis nos planos Personal e Family.

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Microsoft testa bots de IA semelhantes ao OpenClaw no 365 Copilot

A Microsoft está explorando formas de integrar recursos similares ao OpenClaw no 365 Copilot, segundo reportagem do The Information. Os testes fazem parte dos esforços para fazer o assistente de IA da 365 Copilot “funcionar autonomamente 24 horas por dia” enquanto completa tarefas em nome dos usuários.

Omar Shahine, vice-presidente corporativo da Microsoft, confirmou ao The Information que a empresa está “explorando o potencial de tecnologias, como o OpenClaw, em um contexto empresarial“. O OpenClaw é uma plataforma de código aberto que permite aos usuários criar agentes de IA que funcionam localmente no dispositivo do usuário.

OpenClaw: preocupações de segurança e implementação empresarial

  • A plataforma OpenClaw ganhou popularidade no início deste ano, mas, desde então, levantou uma série de sérias preocupações de segurança;
  • Fontes informaram ao The Information que a Microsoft está confiante de que pode implementar versões “mais seguras” da ferramenta;
  • A versão sempre ativa do 365 Copilot poderia, segundo as fontes, fazer coisas, como monitorar a caixa de entrada do Outlook e o calendário de um usuário, e apresentar uma lista de tarefas sugeridas diariamente;
  • A Microsoft também está explorando agentes similares ao OpenClaw adaptados para certas funções, como marketing, vendas e contabilidade, para “limitar as permissões que o agente precisa“, isolando-os de outras partes de um negócio.
OpenClaw se mostra prático por automatizar tarefas, mas já entrou em polêmicas por conta disso – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

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Conforme observado pelo The Information, a Microsoft pretende apresentar algumas dessas funcionalidades durante sua conferência Build, que começa em 2 de junho.

No ano passado, a Anthropic lançou integrações com seu chatbot Claude dentro dos serviços Microsoft 365, além de trazer sua ferramenta Claude Cowork para o Copilot para ajudar a completar “tarefas de múltiplas etapas e longa duração“.

Trazer capacidades similares ao OpenClaw para o Copilot pode ajudar a Microsoft a recuperar alguns dos clientes que perdeu para serviços rivais.

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Microsoft diz que Copilot é “apenas para entretenimento”

A Microsoft tem sido alvo de comentários nas redes sociais por causa dos termos de uso do Copilot, que incluem um aviso direto sobre as limitações da ferramenta. O documento, que teria sido atualizado pela última vez em 24 de outubro de 2025, afirma que o sistema deve ser utilizado com cautela.

Apesar do foco da empresa em ampliar a adoção do Copilot entre clientes corporativos, o conteúdo desses termos chamou atenção ao destacar que a ferramenta não deve ser considerada confiável para orientações importantes.

Copilot apresenta mensagem dizendo ser apenas para “fins de entretenimento” – Imagem: Primakov/Shutterstock

Aviso sobre uso do Copilot

Nos termos de uso, a Microsoft afirma que o Copilot é “apenas para fins de entretenimento”. O texto também alerta que a ferramenta pode cometer erros e não funcionar como esperado.

A empresa orienta os usuários a não confiarem no Copilot para conselhos importantes e reforça que o uso ocorre por conta e risco de quem acessa o serviço.

Atualizações nos termos

Em declaração ao PCMag, um porta-voz da Microsoft informou que a empresa pretende atualizar o que classificou como “linguagem legada” presente nesses termos.

Segundo o representante, com a evolução do produto, esse trecho já não reflete como o Copilot é utilizado atualmente e deverá ser alterado em uma próxima atualização.

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Avisos semelhantes em outras empresas

O uso desse tipo de ressalva não é exclusivo da Microsoft. De acordo com o Tom’s Hardware, outras empresas de inteligência artificial também adotam orientações semelhantes.

A OpenAI, por exemplo, afirma que suas respostas não devem ser usadas como “única fonte de verdade ou informação factual”, enquanto a xAI recomenda que os usuários não tratem os resultados como “a verdade”.

Logo da OpenAI em um smartphone
OpenAI também tem mensagem de alerta em seus produtos – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

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Microsoft foca em superinteligência e lança novo modelo de voz

A Microsoft está redirecionando parte de sua estratégia em inteligência artificial (IA) sob a liderança de Mustafa Suleyman, atual CEO de IA da empresa. Após uma reestruturação anunciada em meados de março, o executivo transferiu algumas responsabilidades e passou a concentrar seus esforços no desenvolvimento de superinteligência.

Segundo Suleyman, essa mudança já vinha sendo planejada há meses e ganhou tração após a renegociação do contrato com a OpenAI. “Esse tem sido um plano de longa data”, afirmou. Para ele, o conceito de superinteligência está diretamente ligado à capacidade de modelos entregarem valor prático para empresas e usuários.

Embora termos como superinteligência e inteligência geral artificial (AGI) ainda tenham definições em aberto na indústria, o executivo afirma que o foco da Microsoft está em aplicações concretas. A meta é atender desenvolvedores, empresas e consumidores com modelos de linguagem capazes de gerar resultados em escala.

Novo modelo de transcrição

A Microsoft apresentou o MAI-Transcribe-1, um modelo de transcrição que, segundo a empresa, avança no reconhecimento de fala. De acordo com Suleyman, a tecnologia opera com cerca de metade do custo de GPU em comparação com outros modelos de ponta, o que representa economia operacional.

O modelo foi desenvolvido para lidar com condições adversas de áudio, como ruído de fundo, baixa qualidade e sobreposição de falas. Ele é capaz de transcrever reuniões, gerar legendas para vídeos e analisar interações em call centers em 25 idiomas.

O treinamento envolveu uma combinação de transcrições revisadas por humanos e conteúdos gerados por máquinas. Os dados incluem gravações em estúdios controlados, além de áudios captados em ambientes com ruído, como ruas movimentadas e cenários domésticos, além de dados públicos disponíveis na internet.

Estratégia e desenvolvimento

A reestruturação da Microsoft também unificou equipes voltadas para consumidores e empresas sob a marca Copilot. Com isso, parte das operações passou a ser liderada por Jacob Andreou, enquanto Suleyman direciona seu foco para o desenvolvimento de novos modelos de fronteira.

Microsoft unificou equipes voltadas para consumidores sob a marca Copilot – Imagem: Mijansk786 / Shutterstock

O MAI-Transcribe-1 passa a integrar o portfólio da empresa ao lado dos modelos MAI-Voice-1 e MAI-Image-2, disponíveis na plataforma Microsoft Foundry e no novo Microsoft AI Playground. Segundo a empresa, é a primeira vez que esses modelos estão amplamente disponíveis para uso comercial.

Suleyman atribui parte do desempenho do novo modelo a uma equipe reduzida, com cerca de dez pessoas, dedicada exclusivamente ao desenvolvimento. Segundo ele, o grupo opera com menos interferência burocrática, enquanto outras equipes dão suporte em tarefas como coleta de dados e gestão de fornecedores.

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Visão para o futuro

A estratégia da Microsoft também acompanha movimentos de outras empresas do setor, como Meta, Amazon e Google, que vêm testando estruturas organizacionais mais enxutas para acelerar o desenvolvimento de IA.

Suleyman afirma que o objetivo é criar sistemas de IA centrados no usuário. “Todos terão um assistente de IA no bolso, de classe mundial, responsável e alinhado aos seus interesses”, disse. A proposta, segundo ele, é oferecer ferramentas que atuem diretamente em benefício dos usuários.

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Copilot ganha recurso que combina GPT e Claude

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (30) uma série de atualizações em seu assistente Copilot, com foco em ampliar o uso de inteligência artificial (IA) em fluxos de trabalho corporativos. Entre as novidades, a empresa revelou recursos que permitem utilizar múltiplos modelos de IA simultaneamente, além de disponibilizar o agente Copilot Cowork para um grupo inicial de clientes.

As mudanças fazem parte da estratégia da companhia para aumentar a adoção de suas ferramentas de IA em meio à concorrência crescente no setor. A iniciativa inclui melhorias voltadas à confiabilidade das respostas e à produtividade dos usuários, além da expansão do acesso a recursos experimentais por meio de seu programa Frontier.

Copilot agora tem recurso que combina IAs da Anthropic e OpenAI para gerar respostas mais confiáveis (Imagem: Tada Images / Shutterstock.com)

Uso combinado de modelos de IA

Um dos principais anúncios é o recurso chamado “Critique”, integrado ao agente Researcher do Copilot. Com ele, a ferramenta passa a combinar resultados de diferentes modelos de IA em uma única resposta.

Na prática, o sistema utiliza o modelo GPT, da OpenAI, para gerar o conteúdo inicial. Em seguida, o modelo Claude, da Anthropic, realiza uma revisão da resposta, avaliando aspectos como precisão e qualidade antes da entrega ao usuário.

Segundo Nicole Herskowitz, vice-presidente corporativa de Microsoft 365 e Copilot, a proposta vai além de apenas oferecer múltiplos modelos. “Os clientes passam a ter o benefício dos modelos trabalhando juntos”, afirmou em entrevista à Reuters.

A empresa também informou que pretende tornar esse fluxo bidirecional no futuro, permitindo que o GPT revise respostas geradas pelo Claude.

Redução de erros e ganho de produtividade

De acordo com a Microsoft, a abordagem com múltiplos modelos pode ajudar a reduzir alucinações de IA, termo usado quando sistemas geram informações incorretas. A expectativa é que o cruzamento entre diferentes modelos contribua para respostas mais confiáveis.

Além disso, a empresa afirma que o recurso pode acelerar tarefas e melhorar a qualidade das entregas, impactando diretamente a produtividade dos usuários.

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Microsoft aposta em múltiplos modelos trabalhando juntos para fornecer menos alucinações e respostas mais confiáveis (Imagem: Skorzewiak/Shutterstock)

Comparação entre respostas de IA

Outra novidade é o “Model Council”, funcionalidade que permite comparar respostas de diferentes modelos lado a lado. A ideia é dar mais transparência e controle ao usuário na escolha da melhor resposta para cada contexto.

Esse tipo de comparação também pode ajudar equipes a entender melhor o comportamento de diferentes modelos em tarefas específicas.

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Copilot Cowork chega a mais usuários

A Microsoft também anunciou a ampliação do acesso ao Copilot Cowork, ferramenta baseada no Claude Cowork, da Anthropic. O recurso havia sido apresentado em fase de testes no início do mês e agora passa a ser disponibilizado para usuários do programa Frontier.

Esse programa oferece acesso antecipado a funcionalidades experimentais da empresa, permitindo que clientes testem novas soluções antes do lançamento mais amplo.

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Microsoft reorganiza Copilot e muda liderança da área de IA

A Microsoft anunciou uma reorganização interna nas equipes responsáveis pelas diferentes versões do seu assistente de inteligência artificial, o Copilot. A mudança, comunicada pelo CEO Satya Nadella em um memorando interno, elimina a separação entre as equipes voltadas ao segmento corporativo e ao consumidor comum, que segundo funcionários gerava uma experiência fragmentada e confusa para os usuários.

Com a reestruturação, a empresa passa a adotar uma única experiência de produto que abrange tanto aplicações empresariais quanto de consumo. Nadella afirmou que o novo modelo permitirá entregas mais coerentes e competitivas, com capacidade de evoluir conforme os modelos de IA avançam. O CEO também reforçou que os modelos de inteligência artificial são mais críticos do que nunca para o sucesso da companhia na próxima década. As informações são do Wall Street Journal.

Mudança foi comunicada pelo CEO da companhia, Satya Nadella (Imagem: QubixStudio / Shutterstock.com)

Novos papéis na liderança

A reorganização redefine as responsabilidades de executivos-chave. Jacob Andreou, que até então liderava produto e crescimento da Microsoft AI, assume o cargo de vice-presidente executivo do Copilot, passando a responder pelo design, produto, crescimento e engenharia da solução.

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI — contratado em 2024 para liderar o Copilot voltado ao consumidor —, passará a concentrar seus esforços nos modelos de IA proprietários da empresa e na busca pelo que a companhia denomina superinteligência. Os aplicativos do Microsoft 365 ficarão sob responsabilidade de um grupo de executivos que inclui Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn e vice-presidente executivo da Microsoft.

Desafios de adoção e concorrência

A reestruturação acontece em um momento de pressão crescente. Em fevereiro, a Microsoft divulgou ter comercializado 15 milhões de assentos do Microsoft 365 Copilot — número modesto diante de uma base total de mais de 450 milhões de assentos pagos do Microsoft 365. No segmento de consumo, a empresa registrou mais de 150 milhões de usuários ativos mensais do Copilot em suas plataformas.

Os concorrentes seguem na frente: o Gemini, do Google, ultrapassa 650 milhões de usuários mensais, enquanto o ChatGPT registra cerca de 900 milhões de usuários ativos semanais. Pesquisas internas da Microsoft apontaram que os usuários se mostram confusos com as múltiplas versões do produto, reflexo direto dos silos organizacionais entre as equipes.

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Copilot corre atrás de concorrentes como Gemini e ChatGPT (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O esforço para desenvolver modelos proprietários competitivos também enfrentou obstáculos. Segundo o Wall Street Journal, o processo foi prejudicado por escassez de capacidade computacional, e os modelos da Microsoft ficaram atrás dos concorrentes em testes de benchmark.

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Novos recursos e aposta na monetização

Para ampliar a base de usuários do Copilot voltado ao consumidor, a Microsoft vem investindo em novas funcionalidades. Entre elas, uma ferramenta anunciada recentemente que permite ao chatbot oferecer orientações personalizadas de saúde com base no histórico médico de cada usuário.

No balanço financeiro mais recente, a companhia informou estar destinando mais capacidade computacional para aprimorar seus produtos Copilot, após ganhar maior confiança em sua capacidade de monetizá-los.

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IA da Microsoft quer saber mais sobre a sua saúde, mas é seguro? Entenda nova função do Copilot

Na última terça-feira (10), a Microsoft divulgou um comunicado para informar que seu software de IA, o Copilot, será reformulado para melhor atender demandas sobre a saúda humana, trazidas pelos usuários. A decisão decorre após a companhia analisar vários históricos de conversas com o chatbot e perceber que o tópico “saúde” é o mais recorrente.

Segundo a publicação, a empresa informa que os usuários utilizam o Copilot para buscar informações sobre doenças, condições de saúde, e para tomar decisões difíceis na família. Para chegar a este parecer, foram analisadas mais de meio milhão de conversas dos usuários.

Sobre uma possível violação da privacidade dos internautas — ao analisar os históricos de interação com o chatbot — a Microsoft diz que “adotamos uma abordagem rigorosa de preservação da privacidade. Todas as conversas são desidentificadas na fonte […]. Nenhum humano lê as conversas dos usuários como parte desse processo.”

Para quem tem pressa:

  • A Microsoft lançou, em fase beta, o Copilot Health;
  • Os usuários que tem acesso adiantado à funcionalidade poderão utilizá-la para obter uma leitura contextual sobre relatórios médicos enviados ao chatbot;
  • Contudo, o compartilhamento de informações pessoais gera dúvidas quanto à privacidade dos usuários;
  • Respostas incorretas sobre condições de saúde, provenientes de interações anteriores com outros chatbos alimentados por IA, também deixam os internautas desconfiados quanto a esta nova função do Copilot.

É seguro compartilhar dados de saúde com o Copilot da Microsoft?

Copilot em um tablet (Imagem: Azulblue / Shutterstock.com)

Se qualquer usuário pesquisar rapidamente na internet, encontrará matérias (em vários idiomas) em jornais de peso que explicam porque o compartilhamento de dados pessoais com chatbos é uma má ideia.

Os motivos para especialistas em segurança digital desaprovarem esse comportamento é pautado por diferentes motivos, como:

  • Não há garantia de que os dados compartilhados não serão vazados em ataques cibernéticos: reportagem do The Guardian e Malwarebytes;
  • Chatbots e as empresas por trás deles não exatamente colaboram para o bem-estar do usuário ou das pessoas em volta deles: reportagem do The Verge;
  • Riscos em se expor a informações incorretas e perigosas: matéria do The Guardian;
  • Os dados enviados podem ser utilizados para treinar softwares de inteligência artificial: análise da Universidade de Stanford.

Apesar do consenso da comunidade de Tecnologia da Informação, a Microsoft deseja reformular o Copilot para fazer diferente: com a nova atualização, os usuários poderão compartilhar dados pessoais sobre sua saúde e obter leituras específicas da IA baseada nas informações cedidas.

A nova funcionalidade se chamará Copilot Health e pode ser acessada dentro da própria plataforma do chatbot. Contudo, será disponibilizada aos poucos para diferentes usuários que se inscreveram numa lista de espera; desta forma, o lançamento público mundial ocorrerá em algum momento no futuro.

O intuito do novo sistema é que o usuário forneça detalhes sobre a sua saúde dentro da plataforma, mas, também, que envie outras informações disponíveis em servidores paralelos. Por exemplo, será possível coletar dados por um smartwatch e enviá-los para o Copilot Health a fim de obter uma leitura específica sobre a condição de saúde do usuário, mesclando o relatório com dados outrotra compartilhados no chatbot.

Contudo, essa ultra-exposição de dados de saúde já causou problemas no passado. Uma reportagem da Fortune, publicada em 07 de março deste ano, detalha como o uso da IA pode contribuir para o aumento de sintomas delirantes e de mania em alguns usuários com saúde mental já comprometida.

Vale destacar que a Microsoft não é a única empresa detentora de uma IA que estuda como implementar essa tecnologia de “aliada à saúde humana”. A OpenAI e Anthropic já iniciaram testes para avaliar como seus respectivos chatbos podem ser aprimorados para oferecer melhores feedbacks sobre a saúde dos usuários.

Reportagens anteriores, como esta da NBC News, mostra que os chatbots alimentados por IA podem ser úteis para responder perguntas generalistas sobre saúde, mas que em contextos mais complexos, dão análises preocupantes.

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Como o Copilot Health vai funcionar?

Interações logas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)
Interações longas com chatbots podem aumentar os riscos de delírios (Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock)

Quando oficialmente lançado, os usuários verão algo como uma aba chamada Health (“saúde” em inglês), na qual poderão criar um perfil após responder perguntas-base sobre idade, sexo, dentre outras. Então, será possível compartilhar relatórios médicos e dados obtidos por dispositivos como Apple Watch, Fitbit e monitores de sono como o Oura.

Após o envio das informações, os internautas devem mandar prompts de comando (por texto) para o chatbot avaliar a situação baseada nos dados de saúde recebidos. Ademais, os usuários ainda podem fazer afirmações, como “não tenho dormido bem”, para obter uma leitura baseada nos registros médicos compartilhados com a inteligência artificial.

Segundo o jornal The New York Times, o chatbot também pode gerar um resumo final com os principais problemas de saúde aos quais o usuário deve prestar atenção, como privação de sono, diabetes e pouca atividade física.

Eventualmente, a Microsoft deve cobrar uma assinatura para a utilização da ferramenta, mas os possíveis valores ainda não foram divulgados.

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