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Amazon cancela produção estrelada por Andrew Garfield sobre Sam Altman

O filme “Artificial”, sobre Sam Altman e a OpenAI, foi cancelado pela Amazon MGM após cerca de um ano em produção, afirma o The Verge.

A obra retrataria a crise de 2023 que levou à demissão e ao retorno de Altman ao cargo de CEO em poucos dias.

Filme mostraria a demissão e retorno de Sam Altman como CEO da OpenAI em poucos dias. – Imagem: Stock all/Shutterstock

A história dos cinco dias que virariam filme

Dirigido por Luca Guadagnino, “Artificial” se inspirava em um dos episódios mais turbulentos da história recente da OpenAI. A trama acompanharia os cinco dias entre a saída de Sam Altman do comando da empresa e sua rápida volta ao cargo.

O projeto estava em desenvolvimento havia cerca de um ano e tinha Andrew Garfield como protagonista. A proposta era levar para o cinema um episódio que repercutiu amplamente no setor de tecnologia.

O elenco que daria vida à história

Além de Andrew Garfield no papel de Altman, a produção reunia atores escolhidos para interpretar personagens inspirados em figuras reais ligadas aos acontecimentos de 2023.

  • Andrew Garfield no papel de Sam Altman
  • Monica Barbaro como Mira Murati
  • Ike Barinholtz interpretando Elon Musk
  • Yura Borisov como Ilya Sutskever
  • Enredo focado nos acontecimentos que marcaram a OpenAI em 2023

O longa colocaria nas telas alguns dos principais personagens envolvidos no episódio que abalou os bastidores da empresa naquele ano.

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Andrew Garfield interpretaria Sam Altman em “Artificial”, projeto que acabou sendo cancelado pela Amazon MGM. Imagem: Divulgação/FX

Por que a decisão chamou atenção

Em comunicado ao Deadline, a Amazon MGM afirmou que acredita que o filme “será melhor servido se for lançado por outro estúdio” e informou que está trabalhando com a equipe de produção para encontrar uma nova distribuidora.

A decisão despertou interesse porque Amazon e OpenAI mantêm uma relação próxima. Em fevereiro, a gigante do comércio eletrônico anunciou um investimento de US$ 50 bilhões no laboratório de inteligência artificial.

Por enquanto, “Artificial” permanece sem uma distribuidora definida. O próximo passo da equipe será encontrar um novo estúdio interessado em assumir o projeto e viabilizar o lançamento do filme.

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Seu emprego está em risco? O que a IA mudou no mercado de trabalho – e como se adaptar

A inteligência artificial está transformando o mercado de trabalho. Dados da PwC mostraram que a demanda por profissionais com competências em IA cresceu 30,3% no Brasil no último ano – muito acima da média global, de 7,5%. Os dados foram compilados em um levantamento do site Meu Currículo Perfeito.

Já uma projeção do Fórum Econômico Mundial aponta que, até 2030, 92 milhões de empregos serão transformados pela automação e pela IA, enquanto 170 milhões de novos postos serão criados nesse mesmo período.

Mas a transformação vem acompanhada de contradições:

  • Embora a inteligência artificial esteja cada vez mais presente nas rotinas corporativas, boa parte das empresas ainda não oferece treinamento formal para os funcionários;
  • Dados do Read.ai revelaram que 68% dos brasileiros utilizam IA diariamente no trabalho, mas apenas 31% afirmam ter acesso oficial ou capacitação fornecida pelos empregadores;
  • Além disso, a necessidade constante de atualização cria um cenário de insegurança generalizada.

Para Samuel Barros, reitor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), ignorar essa realidade é um erro: a prática pode gerar problemas de governança e segurança da informação, especialmente quando colaboradores compartilham dados corporativos em plataformas não autorizadas pelas empresas.

A nova corrida por habilidades

O avanço da IA está criando uma nova hierarquia no mercado de trabalho.

Dados compilados pelo relatório mostram que profissionais com habilidades comprovadas em inteligência artificial recebem, em média, salários 56% maiores do que aqueles sem esse conhecimento. Em cargos especializados, a diferença é ainda mais expressiva. Segundo a empresa de recrutamento Robert Half, engenheiros de IA têm salários iniciais entre R$ 19,5 mil e R$ 27,1 mil.

Essa valorização ajuda a explicar outro dado relevante: a pesquisa da PwC revela que 59% dos brasileiros acreditam que aprender novas competências é a principal forma de evitar a obsolescência profissional.

Para Barros, o diferencial do profissional hoje é a “capacidade de orquestrar as tecnologias” para construir algo que, antes, levava mais tempo e exigia mais pessoas.

A IA é um colega de trabalho. Ela não é mais só uma ferramenta. Dois anos atrás, poderíamos falar que a IA é uma ferramenta como o martelo, a chave de fenda… hoje em dia, com a IA agêntica, ela é um colega de trabalho não físico que acaba ocupando o espaço de funções menos especializadas ou muito repetitivas.

Samuel Barros, reitor do IBMEC

Nesse sentido, as exigências do mercado mudam rapidamente. O estudo aponta que as competências demandadas em ocupações expostas à IA evoluem 66% mais rápido do que em outras áreas, tornando o aprendizado contínuo uma necessidade permanente.

Para o reitor, dominar a tecnologia já deixou de ser um diferencial e virou uma exigência básica – e isso vale para praticamente qualquer função, não só aquelas ligadas aos setores tecnológicos.

Formação acadêmica pesa mais do que habilidades práticas? Especialistas divergem – Imagem: Leonardo Santtos/Shutterstock

Diploma está perdendo espaço?

A ascensão da inteligência artificial também acelera uma mudança que já vinha ocorrendo no mercado de trabalho: a valorização das habilidades em detrimento dos diplomas.

Segundo dados do LinkedIn citados no relatório, 25% das vagas publicadas na plataforma já não exigem formação universitária – um aumento de 16% desde 2020.

A lógica é simples: em um ambiente em que as competências técnicas mudam rapidamente, empresas passam a valorizar mais a capacidade de adaptação e aprendizado do que certificados obtidos anos atrás. Isso não significa que a formação acadêmica perdeu relevância, mas que ela deixou de ser suficiente por si só.

Para Luana Horchuliki, Sócia e Diretora de Gente e Gestão na Gupy, a priorização entre IA ou formação acadêmica depende do cargo:

Para funções técnicas, [a habilidade em IA] já é diferencial competitivo. Para funções de negócio, gestão e comunicação, o que as empresas buscam é ir além do uso de IA, focando muito mais em pensamento crítico.

Luana Horchuliki, Sócia e Diretora de Gente e Gestão na Gupy

O primeiro emprego sob ameaça

Um grupo particularmente vulnerável às mudanças provocadas pela IA é o de profissionais em início de carreira.

De acordo com dados da Randstad, funções administrativas, jurídicas e de atendimento estão entre as mais expostas à automação. São justamente áreas que tradicionalmente funcionam como porta de entrada para jovens profissionais.

Antes, atividades como organizar planilhas, registrar atas de reunião, responder e-mails ou realizar atendimentos básicos eram desempenhadas por estagiários e profissionais juniores. Hoje, muitas dessas tarefas podem ser executadas por sistemas de inteligência artificial em poucos segundos.

Barros acredita que o impacto será inevitável nas funções mais repetitivas.

Esse colega de trabalho não físico acaba ocupando espaço para aquelas funções menos especializadas ou muito repetitivas. Funções que não precisam do caráter humano para serem realizadas.

Samuel Barros, reitor do IBMEC

Na avaliação do especialista, cargos de atendimento digital, telemarketing, suporte técnico básico e parte das atividades administrativas estão entre os mais ameaçados. Horchuliki menciona funções com “alta repetitividade e pouca necessidade de julgamento contextual” entre as primeiras a serem automatizadas.

Por outro lado, áreas que exigem criatividade, tomada de decisão, interpretação de contexto e relacionamento humano tendem a ganhar importância. Segundo a diretora, trata-se dos superworkers, que ela aposta que serão os mais beneficiados na transformação tecnológica.

A dificuldade de inserção dos jovens também está relacionada a mudanças na estratégia das empresas: a preferência é requalificar profissionais experientes ou contratar pessoas que já chegam com conhecimento em inteligência artificial?

Barros acredita que, apesar da requalificação interna ser o caminho mais desejável, muitas organizações optam por buscar profissionais prontos no mercado. “O mais humano seria capacitar o time que já existe. No entanto, muitas vezes é mais econômico buscar no mercado um profissional já preparado”, defendeu.

Horchuliki defende o contrário:

75% das empresas no mundo dizem ter dificuldade para encontrar profissionais qualificados em IA. O mercado externo de talentos nessa área simplesmente não cresce na velocidade que a demanda exige. Então, quem espera contratar pronto vai esperar muito, ou pagar muito. O que os nossos dados mostram é que as empresas mais estratégicas estão priorizando a mobilidade interna e o desenvolvimento de quem já está dentro de casa.

Luana Horchuliki, Sócia e Diretora de Gente e Gestão na Gupy

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Relatório “o impacto da IA no mercado de trabalho brasileiro” apontou setores com maior potencial de automatização impulsionada por IA – Imagem: Randstad Research

IA também muda os processos seletivos

A influência da tecnologia não se limita às atividades profissionais: ela já está presente nas etapas de recrutamento e seleção.

Segundo Barros, muitas empresas utilizam sistemas de inteligência artificial para fazer a primeira triagem de currículos e até para elaborar avaliações aplicadas aos candidatos. “Se o seu currículo não estiver preparado para ser lido por um agente de inteligência artificial, é bem possível que você não passe nem da primeira fase de filtro”, alertou.

Na prática, isso significa que currículos precisam ser preparados para serem interpretados corretamente por algoritmos, sob o risco de serem descartados antes mesmo de chegar a um recrutador humano.

Já para Luana Horchuliki, a IA tornou os processos seletivos mais rápidos e orientados, com menos vieses. Segundo ela, o uso de agentes dentro da Gupy ajudou a reduzir em mais de 60% o tempo médio de fechamento de vagas e liberou tempo para o recrutador fazer o que a tecnologia não faz: ter uma conversa qualificada com o candidato.

“A IA não está substituindo o contato humano, ela está viabilizando um contato humano de maior qualidade”, afirmou.

Insegurança generalizada marca o mercado

A transformação tecnológica ocorre em paralelo ao crescimento da insegurança profissional.

Outro levantamento do Meu Currículo Perfeito mostrou que a indústria de tecnologia eliminou mais de 123 mil empregos só este ano, um aumento de 66% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o estudo, a inteligência artificial já aparece como o principal motivo citado para demissões em 2026.

Você já deve ter lido sobre o assunto no Olhar Digital:

  • A Meta, por exemplo, avisou em maio que demitiria milhares de funcionários em uma reestruturação interna para reduzir custos e focar em inteligência artificial (leia mais aqui);
  • Já a Amazon anunciou, em janeiro, a demissão de 16 mil cargos corporativos, completando um ciclo de 30 mil cortes iniciado na reta final de 2025. O movimento faz parte de uma redução de custos e reestruturação em andamento na companhia, que também passará a focar na IA (leia mais aqui);
  • O efeito dominó também atingiu empresas ‘de diversos tamanhos e nichos ‘menores’: a Block, liderada por Jack Dorsey (um dos cofundadores do Twitter), reduziu sua força de trabalho em 40% (quatro mil pessoas) numa reforma motivada pela IA;
  • No topo da lista de ajustes estão a UPS e a Oracle, com 30 mil demissões cada. No caso da Oracle, os números vêm de estimativas de analistas do banco TD Cowen, que apontam redirecionamento de capital para financiar infraestrutura de IA. 
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Nem tudo é ruim: relatório também listou setores com maior potencial de criação de novos empregos – Imagem: Randstad Research

O cenário contribui para um sentimento de incerteza. Sete em cada dez trabalhadores afirmam ter repensado suas carreiras no último ano, enquanto apenas 27% dizem ter clareza sobre os rumos profissionais de longo prazo.

Mas, apesar da preocupação, os especialistas defendem que a adaptação continua sendo a melhor resposta.

Para Barros, as carreiras mais protegidas serão aquelas que exploram características tipicamente humanas.

Decisões morais, decisões éticas, articulações, compreensão de contexto. Tudo isso é uma parte que não vai fugir do ser humano.

Samuel Barros, reitor do IBMEC

Enquanto a inteligência artificial assume tarefas operacionais e repetitivas, cresce a importância de habilidades como pensamento crítico, resolução de problemas, empatia, negociação e capacidade de tomar decisões em situações complexas.

A pesquisa Dev Barometer Q2 2026 reforça essa tendência. Entre desenvolvedores juniores entrevistados em 77 países, 48% apontaram resolução de problemas e pensamento analítico como a habilidade mais importante para conseguir emprego atualmente. Apenas 18% citaram o domínio de ferramentas de IA.

Um mapeamento interno da Gupy, citado por Luana Horchuliki, listou as atividades mais demandadas em vagas que mencionam IA no Brasil:

  • Criatividade e inovação (17,4%);
  • Comunicação efetiva (10,3%);
  • Responsabilidade e integridade (10,1%);
  • Proatividade (8,8%);
  • Foco em resultados (8,7%).

Repare que nenhuma dessas é uma habilidade técnica. São todas capacidades humanas que ganham ainda mais valor justamente porque a IA não consegue reproduzir esses comportamentos. (…) O que vai importar cada vez mais é a capacidade de aprendizado contínuo e a habilidade de trabalhar com sistemas inteligentes sem abrir mão do próprio julgamento.

Luana Horchuliki, Sócia e Diretora de Gente e Gestão na Gupy

Barros também dá uma dica:

Se você está empregado, vá atrás de você mesmo. Busque formação em inteligência artificial para que, no caso de uma necessidade interna, uma possibilidade de progressão ou se o mercado estiver buscando, você vai estar pronto para as oportunidades que aparecerem.

Samuel Barros, reitor do IBMEC

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China recebeu tecnologia proibida? ASML se pronuncia sobre suspeita

A ASML negou nesta sexta-feira que qualquer uma de suas máquinas EUV tenha sido enviada para a China, respondendo a preocupações levantadas por autoridades dos Estados Unidos sobre um possível descumprimento das restrições de exportação.

O caso chama atenção porque envolve equipamentos considerados fundamentais para a fabricação de semicondutores avançados, comenta a Reuters.

A ASML negou que qualquer máquina EUV, utilizada para a fabricação de chips, tenha sido enviada à China, após preocupações levantadas por autoridades dos EUA. Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

ASML responde a preocupações levantadas pelos EUA

A reportagem que deu origem ao caso informou que autoridades norte-americanas estariam preocupadas com a possibilidade de máquinas EUV da ASML terem chegado à China. Segundo o relato, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, levou essa preocupação a executivos da companhia holandesa durante uma série de reuniões.

A resposta da empresa foi direta. Em comunicado enviado à Reuters, a fabricante afirmou: “A ASML nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem enviamos para a China qualquer componente, módulo ou equipamento projetado especificamente para ser usado em uma máquina EUV”.

A companhia também declarou que contestou as alegações relacionadas ao descumprimento dos controles de exportação e ressaltou que adapta continuamente suas operações para acompanhar mudanças regulatórias e cumprir novas exigências.

Sistemas de litografia EUV para fabricação de semicondutores
A fabricação de semicondutores avançados depende de equipamentos altamente especializados, como os sistemas EUV. Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock – Imagem: PhonlamaiPhoto/iStock

O que torna as máquinas EUV tão especiais

As máquinas de litografia ultravioleta extrema, conhecidas pela sigla EUV, estão entre os equipamentos mais complexos utilizados pela indústria de semicondutores. Elas são consideradas peças-chave para a produção dos componentes mais avançados do setor.

Os sistemas mais modernos da ASML chamam atenção por características impressionantes:

  • Têm tamanho aproximado ao de um ônibus escolar
  • O peso chega a cerca de 180 toneladas
  • Estão sujeitas a rígidas regras de exportação
  • São utilizadas na fabricação de chips avançados
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A tecnologia usada para fabricar chips avançados virou tema de discussões envolvendo China, EUA e Europa. Imagem: William Potter/Shutterstock

Controles de exportação permanecem no centro do debate

O governo da Holanda reforçou que a exportação de equipamentos para fabricação de semicondutores segue critérios rigorosos. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores holandês destacou: “Todos os equipamentos, componentes e tecnologias que se enquadram explicitamente nessas regras exigem uma licença”.

O ministério também afirmou que aplica essa política de forma rigorosa e intervém sempre que considera necessário para garantir o cumprimento das normas.

O debate ocorre em meio aos esforços dos Estados Unidos para ampliar o alinhamento internacional em torno dos controles de exportação ligados ao setor de semicondutores. Em abril, Washington propôs uma legislação para que países aliados sigam regras semelhantes, com o objetivo de limitar a capacidade chinesa de produzir semicondutores avançados. Equipamentos fabricados pela ASML foram citados na proposta.

Em dezembro, a Reuters informou que cientistas chineses desenvolveram um protótipo de máquina EUV criado por uma equipe formada por ex-engenheiros da ASML, em um projeto descrito como a versão chinesa do Projeto Manhattan.

A questão segue no radar de governos e empresas envolvidos no setor de semicondutores. O episódio ocorre enquanto diferentes países discutem regras para a exportação de tecnologias ligadas à fabricação de chips avançados.

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Na disputa por talentos de IA, OpenAI recruta “cérebro” de US$ 2,7 bilhões do Google

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A corrida pela liderança na inteligência artificial (IA) tem levado as Big Techs a gastar bilhões de dólares não apenas em infraestrutura, mas também em talentos, gerando uma intensa disputa pelos melhores profissionais para desenvolver modelos de linguagem. A mais recente movimentação se tornou pública na quinta-feira, 18 de junho, quando Noam Shazeer anunciou que […]

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Midjourney lança scanner corporal que mistura saúde e spa

A Midjourney, conhecida pelo gerador de imagens por inteligência artificial, resolveu sair do próprio território e testar algo bem mais ambicioso: um scanner de corpo inteiro baseado em ultrassom, integrado a um conceito de spa futurista. A ideia foi apresentada em detalhes e repercutida pelo The Verge, que acompanhou a proposta inicial da empresa.

O curioso é que, apesar do tom de inovação radical, boa parte do projeto ainda está no campo experimental — mais protótipo e visão de futuro do que produto pronto de verdade.

Projeto une spa futurista e tecnologia médica para transformar exames em uma experiência contínua e quase invisível no dia a dia. Imagem: Reprodução/Midjourney – Imagem: Reprodução/Midjourney

Como funciona o “Midjourney Scanner”

Pelo que foi mostrado pela matéria, o sistema gira em torno de um anel de sensores ultrassônicos que envolve o corpo durante o exame. O processo começa quando a pessoa entra em uma plataforma que desce lentamente dentro de uma piscina de água, enquanto ondas sonoras atravessam o corpo em diferentes direções.

Na prática, não é algo silencioso ou “mágico”. É uma combinação pesada de hardware, sensores e processamento de dados para reconstruir imagens tridimensionais do interior do corpo — músculos, gordura, ossos e órgãos.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Butterfly Network e usa módulos de ultrassom do tipo “ultrasound-on-chip”. O tempo estimado para todo o escaneamento é de cerca de 60 segundos.

E aqui vale um detalhe importante: apesar da apresentação impressionar, isso ainda está longe de ser um equipamento médico consolidado no sentido tradicional.

O que a Midjourney está realmente tentando fazer

A empresa não vende apenas a ideia de um scanner. O discurso vai bem além disso. Para a Midjourney, o ponto central é transformar o acompanhamento da saúde em algo contínuo, quase cotidiano.

Em vez de exames pontuais, a proposta é criar uma espécie de “linha do tempo” do corpo humano, com dados sendo coletados com frequência e interpretados ao longo do tempo.

Entre os objetivos apresentados estão:

  • monitoramento contínuo da saúde ao longo dos anos
  • integração com médicos, treinadores e sistemas de IA
  • acesso mais frequente e barato a dados do próprio corpo
  • comparação desses dados com populações maiores

Isso tudo, claro, ainda faz parte da visão da empresa — não de um sistema validado em larga escala.

E há um ponto que chama atenção: a própria ideia de transformar dados médicos em algo quase constante muda completamente a relação entre pessoa e corpo. É uma mudança cultural, não só tecnológica.

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Sistema usa anel de sensores e ondas sonoras para reconstruir músculos, ossos e órgãos em 3D com alta precisão. Imagem: Reprodução/Midjourney – Imagem: Reprodução/Midjourney

O spa que mistura bem-estar e exame

O projeto também inclui o chamado “Midjourney Spa”, previsto para São Francisco até 2027. Segundo o The Verge, o espaço combina áreas de relaxamento — como saunas e piscinas — com zonas de escaneamento corporal.

A lógica aqui é meio contraintuitiva: o exame não é o evento principal. Ele acontece quase “por tabela”, enquanto a pessoa está em um ambiente de lazer.

A empresa também fala em números bastante agressivos: até 2031, seriam cerca de 50 mil scanners no mundo, com capacidade para até um bilhão de exames por mês. É uma projeção grande — e, por enquanto, sem validação independente.

Entre promessa, hype e realidade

A publicação também destaca um ponto que não dá para ignorar: não há evidências clínicas independentes que comprovem desempenho equivalente a exames como ressonância magnética.

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Além disso, qualquer uso médico mais amplo dependeria de aprovação regulatória, como a do FDA nos Estados Unidos.

Ou seja, existe uma distância clara entre o que foi apresentado e o que pode realmente ser colocado em prática no curto prazo.

E talvez essa seja a parte mais interessante do projeto: ele não está só tentando criar um novo tipo de exame, mas também uma nova forma de pensar saúde — ainda que isso levante mais perguntas do que respostas no momento.

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Crise na IA? Cientista famoso diz que empresa de Musk não vai competir no setor

Yann LeCun, cofundador da AMI Labs e ex-cientista-chefe de IA da Meta, afirmou à CNBC que a xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, é “um fracasso” e não deve conseguir competir com OpenAI e Anthropic. LeCun é frequentemente chamado de “padrinho da IA” por seu trabalho pioneiro na área.

A fala reacende uma rivalidade antiga entre os dois. Nos últimos anos, LeCun e Musk já trocaram críticas públicas em debates que vão da inteligência artificial até o que o pesquisador chama de “teorias da conspiração” associadas ao CEO da Tesla nas redes sociais. Musk, por sua vez, já o acusou de estar “fora de contato com a IA há muito tempo”.

xAI, de Elon Musk, é alvo de críticas e questionamentos sobre capacidade de competir com gigantes como OpenAI. Imagem: Irina Shats/Shutterstock – Imagem: Irina Shats/Shutterstock

Por que LeCun chama a xAI de fracasso

“A xAI é meio que um fracasso, francamente, porque o time fundador foi embora”, disse LeCun. Em seguida, ele afirmou que Musk está “numa posição muito, muito difícil para contratar gente de ponta em IA”, por conta da forma como lidou com a equipe anterior.

No último ano, vários cofundadores deixaram a empresa. Em fevereiro, Musk chegou a fundir a SpaceX com a xAI em um negócio que avaliou a companhia em US$ 1,25 trilhão. Já no trimestre encerrado em 31 de março, o segmento de IA da SpaceX — que inclui a xAI — registrou prejuízo operacional de US$ 2,5 bilhões.

A estrutura da empresa também entrou na mira de LeCun. Ele disse que a xAI mantém uma “infraestrutura enorme” que acaba sendo alugada para outras companhias “porque essa é a única forma de Musk recuperar os custos”. A referência é aos data centers Colossus 1 e Colossus 2, em Memphis. Google e Anthropic já usaram essa capacidade — o Google, inclusive, paga cerca de US$ 920 milhões por mês pelo acesso.

Bolha ou correção? Especialistas analisam futuro da IA e impacto no mercado global
Especialista alerta para possível “explosão de bolha” no mercado de inteligência artificial nos próximos anos. Imagem: royyimzy / iStock

O alerta sobre a “explosão de bolha”

LeCun fez um alerta mais amplo sobre o modelo financeiro das grandes empresas de IA. “Os preços dos serviços de IA estão subindo, mas o custo de rodá-los está caindo, só que não na velocidade necessária. Então todas essas empresas estão perdendo dinheiro, e o uso para a maioria das pessoas é financiado pelos investidores. Isso não pode continuar por muito tempo”, disse ele.

Na avaliação do pesquisador, o setor deve acabar ajustando a rota. “Ou vão aumentar os preços, ou cortar custos, ou vai haver uma grande explosão de bolha”, afirmou. O tema ganhou ainda mais força em meio ao aumento da pressão sobre os gastos com IA. O CEO da OpenAI, Sam Altman, teria comentado recentemente que os custos do setor são “um problema enorme” e que as empresas estão constantemente discutindo quanto estão investindo na tecnologia.

Analista trabalhando com relatório financeiro e painel de análise de negócios em laptop para examinar dados financeiros com KPIs e métricas.
“Isso não pode continuar por muito tempo”, diz LeCun sobre o modelo econômico das empresas de inteligência artificial. Imagem: NicoElNino/Shutterstock

A aposta em “modelos de mundo”

LeCun costuma criticar as limitações dos grandes modelos de linguagem (LLMs), base da geração atual dos principais produtos de IA. Esses sistemas aprendem padrões de linguagem para prever o próximo elemento de uma sequência — o que os torna úteis em tarefas como programação e matemática.

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Mas ele defende outra direção: os chamados “modelos de mundo”. A ideia é criar sistemas capazes de entender como o mundo funciona de forma mais ampla, com noções de objetos, causa, efeito e ações.

“Pessoalmente, não acho que vamos ter sistemas agênticos generalizados e confiáveis até que eles sejam baseados em modelos de mundo”, afirmou. Ao mesmo tempo, ele reconhece que os LLMs têm aplicações práticas, embora ressalte que “o custo de rodar esses sistemas com esse nível de desempenho é alto demais em relação ao que os usuários estão dispostos a pagar”.

A AMI Labs levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento em março para trabalhar em modelos de mundo, o que resultou em uma avaliação pré-investimento de US$ 3,5 bilhões.

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A muralha tecnológica: como a China desafia os EUA e redefine a corrida da IA

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Pequim e Xangai – Logo ao desembarcar na China, o marinheiro de primeira viagem tem um cartão de visitas do que irá encontrar no país. No balcão de imigração, após a entrega do passaporte a um oficial, vozes digitalizadas assumem o comando e conduzem o diálogo no idioma de cada turista. Mais do que um […]

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O erro de US$ 50 bilhões de uma gestora americana na era da IA

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A história da gestora americana Polen Capital parece, à primeira vista, apenas mais um caso de um gestor que ficou do lado errado da revolução da inteligência artificial. Embora não esteja entre as maiores do segmento, sua decisão de alocação demonstra como o boom da IA pode ser decisivo para o sucesso ou o fracasso. […]

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Um problema invisível: o som dos data centers que está virando disputa judicial nos Estados Unidos

A rápida expansão de data centers ligados ao avanço da inteligência artificial tem provocado conflitos em diferentes regiões dos Estados Unidos, onde moradores afirmam conviver com um ruído constante associado ao funcionamento dessas estruturas. O centro do debate envolve o impacto sonoro gerado por sistemas de refrigeração e geradores industriais.

Em cidades pequenas e médias, grupos de residentes passaram a recorrer à Justiça alegando que a vibração contínua e o zumbido de baixa frequência comprometem o descanso e o uso cotidiano de suas casas. As ações judiciais foram apresentadas em pelo menos três localidades no mês anterior ao da publicação feita pelo The New York Times.

O tema ganha relevância em um contexto no qual existem mais de três mil data centers em operação no país e outros mais de mil e quinhentos em fase de desenvolvimento, segundo levantamento citado em pesquisa de instituto norte-americano.

Crescimento da infraestrutura digital e proximidade com áreas residenciais

Imagem: mailcaroline/Shutterstock

O avanço da economia digital e da inteligência artificial impulsionou a construção acelerada de grandes instalações capazes de processar e armazenar volumes massivos de dados. Essas estruturas operam com milhares de servidores e demandam sistemas intensivos de resfriamento para evitar superaquecimento.

De acordo com dados atribuídos a uma análise do Pew Research Center, cerca de quarenta por cento das residências nos Estados Unidos estão situadas a até cinco milhas de pelo menos um data center operacional, o que amplia o contato direto entre essas instalações e comunidades residenciais.

O funcionamento dessas unidades envolve ventiladores industriais, sistemas de refrigeração e geradores movidos a diesel, frequentemente acionados para garantir estabilidade energética. Esse conjunto de equipamentos produz um som contínuo descrito como um zumbido de baixa frequência que pode se estender por longas distâncias.

Especialistas ouvidos na reportagem do TNYT explicam que parte desse som está abaixo da faixa de audição humana, sendo percebido mais como vibração física do que como ruído convencional. Essa característica dificulta sua mensuração pelos métodos tradicionais de controle acústico.

Ações judiciais e disputas locais

Em diferentes localidades, moradores afirmam que a presença desses empreendimentos altera a qualidade de vida e o valor de seus imóveis. Em um dos casos citados, residentes alegam que a operação contínua das instalações impede o sono e gera desconforto constante.

Em Vineland, no estado de Nova Jersey, uma moradora descreveu o som como semelhante ao de um helicóptero parado no ar ou um caminhão em funcionamento permanente, segundo relato incorporado a uma ação judicial contra uma empresa do setor.

Limitações regulatórias e debate sobre normas de medição

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Big techs estão por trás dos data centers – Imagem: gguy/Shutterstock

A regulação do ruído nos Estados Unidos ocorre principalmente em nível local, por meio de regras de zoneamento que não foram originalmente pensadas para atividades industriais de funcionamento contínuo. Segundo especialistas citados, não há estrutura federal ativa dedicada exclusivamente ao controle de poluição sonora.

Outro ponto levantado é que muitos padrões utilizam escalas de medição que priorizam a percepção humana em ambientes silenciosos, o que pode subestimar frequências mais baixas típicas de data centers.

Respostas da indústria e alternativas tecnológicas

Empresas do setor afirmam que adotam medidas para reduzir impactos sonoros e seguem limites estabelecidos pelas normas locais. Algumas também destacam o papel econômico desses empreendimentos, incluindo geração de empregos e suporte à infraestrutura digital de serviços públicos e instituições.

Entre as soluções técnicas em desenvolvimento está o uso de resfriamento líquido, tecnologia que substitui parte dos sistemas de ventilação por métodos menos ruidosos. Apesar de reduzir significativamente o som, essa alternativa ainda possui custo elevado de implementação.

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SpaceX usa bilhões para tentar virar o jogo na inteligência artificial

Elon Musk está usando o novo fôlego financeiro da SpaceX — um caixa de US$ 86 bilhões (R$ 436 bilhões) — para tentar encurtar a distância na corrida da inteligência artificial. A empresa vem ampliando sua atuação nesse campo, com movimentos que misturam infraestrutura, aquisições e serviços corporativos.

Segundo o The Wall Street Journal, a estratégia não aparece como uma virada isolada, mas como uma sequência de ajustes para colocar a SpaceX mais próxima dos principais nomes da IA.

Cursor entra no plano da SpaceX como peça-chave no mercado de programação com inteligência artificial. Koupei Studio / Shutterstock – Koupei Studio / Shutterstock

Musk admite que está atrás na disputa

Musk reconheceu que a xAI e iniciativas ligadas à SpaceX ainda ficam atrás de rivais como OpenAI, Google e Anthropic no desenvolvimento de inteligência artificial.

A reação foi acelerar investimentos e reorganizar partes da estrutura da empresa para tentar ganhar velocidade nessa disputa, que já consome bilhões no setor.

  • compra da startup Cursor por cerca de US$ 60 bilhões em ações
  • uso ampliado de data centers próprios
  • foco mais direto em clientes corporativos
  • integração com a xAI e o chatbot Grok
  • ajustes internos voltados à IA

Cursor entra no centro da estratégia de inteligência artificial

A Cursor, startup voltada a ferramentas de programação com IA, passou a ocupar um papel mais relevante dentro desse plano. O produto já é utilizado por empresas como Nvidia, Deloitte e British Airways.

A aposta é transformar a plataforma em algo mais previsível em termos de receita e fortalecer a presença da SpaceX no mercado de software com inteligência artificial.

Na prática, a ferramenta ajuda desenvolvedores a escrever, revisar e editar código usando diferentes modelos de IA — e isso tem acelerado sua adoção.

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Data centers da SpaceX passam a ser alugados para Google e Anthropic em novo movimento de receita. Imagem: Ascannio/Shutterstock

Data centers começam a virar negócio paralelo

Além das aquisições, a SpaceX passou a disponibilizar parte da capacidade de seus data centers para outras empresas, incluindo concorrentes como Google e Anthropic.

Esse movimento ganha força justamente no momento em que o setor de IA enfrenta uma demanda crescente por infraestrutura, o que tem pressionado custos e capacidade global.

  • aluguel de capacidade computacional
  • expansão de infraestrutura de IA
  • contratos com concorrentes diretos
  • busca por novas fontes de receita
  • uso mais intenso da estrutura já existente
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xAI ainda enfrenta prejuízos, enquanto Musk tenta reorganizar o ecossistema de inteligência artificial. Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

xAI ainda enfrenta pressão financeira

A integração da xAI ao ecossistema da SpaceX faz parte de um plano mais amplo de Musk para fortalecer sua atuação em IA. Mesmo assim, a empresa ainda convive com prejuízos elevados e custos operacionais altos.

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Grande parte dessas despesas está ligada à construção de infraestrutura, treinamento de modelos e contratação de engenheiros especializados — uma conta que continua crescendo no setor.

A movimentação da SpaceX na inteligência artificial mostra uma aposta de longo prazo de Elon Musk. Entre aquisições bilionárias, uso de infraestrutura existente e reorganização interna, a empresa tenta ganhar espaço em um mercado dominado por gigantes e ainda em forte expansão.

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