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BCE questiona bancos sobre riscos do novo modelo de IA da Anthropic

Os supervisores do Banco Central Europeu (BCE) estão se preparando para questionar banqueiros sobre os riscos do novo modelo de inteligência artificial da Anthropic, o Claude Mythos, que pode potencializar ataques cibernéticos. A informação foi confirmada por uma fonte familiarizada com a situação à Reuters nesta quarta-feira (15).

O Mythos é considerado por especialistas em cibersegurança como uma ameaça significativa à indústria bancária e seus sistemas tecnológicos legados, gerando alarme entre reguladores na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.

Coleta de informações e preparação dos bancos

Os supervisores do BCE estão coletando informações sobre o modelo, com o objetivo de questionar os bancos sob sua supervisão sobre a preparação para esta nova fonte potencial de risco, disse a fonte, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a comentar publicamente sobre o assunto.

Diferentemente dos Estados Unidos, isso será feito por meio do diálogo regular do BCE com o pessoal bancário, e nenhuma reunião ad hoc com a alta administração foi agendada ainda. Um porta-voz do BCE se recusou a comentar o tema.

Capacidades avançadas do Claude Mythos, da Anthropic

  • As capacidades do Mythos para codificar em alto nível lhe deram uma habilidade potencialmente sem precedentes para identificar vulnerabilidades de cibersegurança e desenvolver formas de explorá-las, disseram especialistas à Reuters;
  • Por isso, a Anthropic disse que a versão atual, Claude Mythos Preview, não será disponibilizada ao público geral;
  • Em vez disso, a empresa anunciou o Projeto Glasswing, no qual convidou grandes empresas de tecnologia, fornecedores de cibersegurança e o JPMorgan Chase, junto com várias outras organizações, para avaliar o modelo privadamente e preparar defesas adequadas.
Nova IA da Anthropic tem grande potencial — tanto para o bem, como para o mal – Imagem: jackpress/Shutterstock

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Trump apoia salvaguardas de IA no sistema bancário

O Secretário do Tesouro estadunidense, Scott Bessent, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, convocaram uma reunião urgente com executivos-chefes de bancos na semana passada para alertá-los sobre os riscos, que o presidente Donald Trump reconheceu na quarta e apoiou as salvaguardas governamentais.

A Secretária de Tecnologia britânica, Liz Kendall, e o Ministro de Segurança, Dan Jarvis, emitiram um aviso similar às empresas na quarta, dizendo que o Mythos era “substancialmente mais capaz em ofensiva cibernética” do que qualquer modelo testado anteriormente pelo Instituto de Segurança de IA do governo.

“Uma nova geração de modelos de IA está se tornando capaz de fazer trabalho que anteriormente exigia expertise rara: encontrar fraquezas em software, escrever código para explorá-las e fazer isso em uma velocidade e escala que teria sido impossível mesmo um ano atrás”, disseram em uma carta aberta às empresas.

O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse esta semana que bancos centrais e reguladores financeiros devem rapidamente entender as implicações do novo modelo. Por sua vez, o BCE já havia listado o risco tecnológico como uma de suas principais prioridades para 2026-28.

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Advogados alertam: suas conversas com a IA podem ser usadas contra você

O uso de chatbots de inteligência artificial como fonte de orientação tem acendido um alerta no meio jurídico nos Estados Unidos. Escritórios de advocacia passaram a recomendar cautela a clientes que recorrem a essas ferramentas, especialmente em situações que envolvem processos judiciais ou possíveis responsabilidades legais.

A preocupação ganhou força após uma decisão recente da Justiça federal em Nova York. No caso, Bradley Heppner, ex-executivo do setor financeiro, usou o Claude, da Anthropic, para preparar relatórios sobre seu caso e compartilhá-los com os advogados.

Os representantes argumentaram que as conversas não poderiam ser acessadas porque continham detalhes relacionados à sua defesa. Mas o tribunal de NY decidiu que os documentos feitos com IA poderiam ser vistos pelos promotores.

A legislação americana garante confidencialidade às comunicações entre advogados e clientes. No entanto, ferramentas de IA não se enquadram nessa relação jurídica. Com isso, informações compartilhadas com chatbots podem ser consideradas acessíveis a terceiros em disputas judiciais.

A decisão reforça um entendimento importante: compartilhar informações jurídicas com terceiros pode comprometer o sigilo. No caso de chatbots, isso ocorre porque as plataformas não são consideradas parte da relação de defesa, mesmo quando utilizadas para organizar estratégias ou produzir textos.

Em paralelo, outro tribunal federal, em Michigan, adotou uma interpretação diferente ao analisar um caso trabalhista. O juiz Anthony Patti considerou que conversas de uma pessoa com o ChatGPT faziam parte de seu próprio “produto de trabalho” e não deveriam ser compartilhadas.

A divergência entre decisões indica que o tema ainda está em aberto e pode evoluir conforme novos casos cheguem à Justiça.

Advogados nos EUA passaram a incluir restrições ao uso de IA em seus contratos – Imagem: Sansert Sangsakawrat/iStock

Advogados alertaram para o uso de IA

Diante desse cenário, escritórios de advocacia consultados pela Reuters passaram a adotar medidas preventivas. Orientações incluem desde o uso mais criterioso dessas plataformas até recomendações específicas sobre como formular consultas. Em alguns casos, contratos com clientes já trazem cláusulas sobre o uso de inteligência artificial.

Um exemplo é o escritório Sher Tremonte, que alertou em documento recente: “A divulgação de comunicações privilegiadas a uma plataforma de IA de terceiros pode constituir uma renúncia ao sigilo entre advogado e cliente”.

Outras firmas sugerem que o uso de IA seja feito apenas sob orientação jurídica direta, incluindo a indicação explícita de que a pesquisa está sendo conduzida a pedido de um advogado. Também há recomendações para priorizar sistemas fechados, voltados ao ambiente corporativo, embora especialistas ressaltem que a eficácia dessas medidas ainda precisa ser comprovada.

As próprias empresas responsáveis pelos chatbots indicam limitações. Nos termos de uso, OpenAI e Anthropic informam que dados podem ser compartilhados com terceiros e orientam os usuários a buscar aconselhamento profissional qualificado antes de recorrer às ferramentas para decisões legais.

Para especialistas, a regra básica permanece a mesma, mesmo em meio ao avanço tecnológico: evitar compartilhar informações sensíveis fora do ambiente protegido da relação com um advogado.

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OpenAI lança GPT-5.4-Cyber em resposta ao Mythos da Anthropic; veja como usar

A OpenAI está expandindo seu programa Trusted Access for Cyber (TAC) para milhares de defensores individuais e centenas de equipes de segurança. O grande destaque dessa expansão é o GPT-5.4-Cyber, uma variante do GPT-5.4 treinada para ser “permissiva”. Na prática, isso significa que a IA não irá recusar pedidos de análise de vulnerabilidades que seriam bloqueados no ChatGPT comum por precaução de segurança.

O rival do Claude Mythos

Enquanto a Anthropic apostou no Claude Mythos para detectar falhas de forma autônoma em sistemas de gigantes como Nvidia e Google, a OpenAI foca na democratização do acesso para defensores de infraestruturas críticas.

O GPT-5.4-Cyber traz uma habilidade técnica de alto nível: a engenharia reversa binária. Isso permite que profissionais de segurança analisem softwares já compilados em busca de malwares e falhas sem precisar ter acesso ao código-fonte original; uma tarefa complexa que agora pode ser acelerada por IA.

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Como funciona o acesso e a segurança

Para evitar que o “feitiço vire contra o feiticeiro” e que hackers usem o modelo para criar ataques mais sofisticados, a OpenAI implementou um sistema rígido de verificação:

  • Identidade verificada: para acessar as camadas mais potentes do programa, defensores individuais devem passar por um processo de verificação de identidade (KYC) em chatgpt.com/cyber.
  • Monitoramento ativo: o uso do modelo será monitorado para garantir que ele esteja sendo usado para fins defensivos.
  • Limitações de retenção: desenvolvedores que utilizam a ferramenta via API em plataformas de terceiros podem ter restrições, como a impossibilidade de usar o modo de “Retenção Zero de Dados” (ZDR), para que a OpenAI mantenha visibilidade sobre o propósito das requisições.

Como acessar o GPT-5.4-Cyber?

Diferente das versões convencionais do ChatGPT, o GPT-5.4-Cyber não será aberto ao público geral. Para utilizar a ferramenta, é necessário passar por um processo de triagem dentro do programa Trusted Access for Cyber (TAC).

Usuários individuais podem iniciar a verificação de identidade (KYC) pelo portal oficial da OpenAI (chatgpt.com/cyber), enquanto empresas devem solicitar o ingresso via representantes comerciais. Por ser um modelo mais “permissivo”, o acesso será liberado em camadas, priorizando pesquisadores e fornecedores de segurança cibernética que comprovem o uso da IA para fins estritamente defensivos.

O histórico da OpenAI na área

A empresa destacou que sua ferramenta Codex Security (que monitora bases de código automaticamente) já ajudou a identificar e corrigir mais de 3.000 vulnerabilidades críticas e de alta gravidade nos últimos meses.

Com o GPT-5.4-Cyber, o objetivo é mudar a segurança de auditorias episódicas para uma redução de risco contínua. “Não achamos prático ou apropriado decidir centralmente quem consegue se defender. Em vez disso, nosso objetivo é capacitar o maior número possível de defensores legítimos”, afirmou a OpenAI em seu blog oficial.

Democratização vs. controle

A grande diferença entre as duas gigantes está na estratégia de distribuição. Enquanto a Anthropic restringiu o acesso ao Mythos Preview a um grupo seleto de 40 organizações (incluindo o banco Goldman Sachs), a OpenAI planeja liberar o GPT-5.4-Cyber para milhares de especialistas já nas próximas semanas.

Essa abertura, no entanto, não agrada a todos. Em análise publicada no The New York Times, o ex-diretor de estratégia da Microsoft, Craig Mundie, expressou preocupação. Para ele, democratizar ferramentas de alta capacidade ofensiva pode permitir que “pequenos atores” realizem operações sofisticadas que antes eram restritas a grandes potências militares ou grupos criminosos com orçamentos bilionários.

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Usar IA por 10 minutos já causa dependência e prejudica desempenho, revela estudo

Pesquisadores dos Estados Unidos e Reino Unido divulgaram um estudo sobre os efeitos da inteligência artificial no cérebro humano – com resultados preocupantes. A pesquisa, intitulada “A assistência da IA ​​reduz a persistência e prejudica o desempenho independente“, descobriu que apenas 10 minutos de uso já tornam as pessoas dependentes da tecnologia.

Segundo os cientistas, embora a assistência de IA melhore o desempenho imediato, ela tem um “alto custo cognitivo”. Quando as ferramentas são removidas, observa-se piora no desempenho e aumento do esgotamento mental dos usuários.

O estudo acompanhou pessoas que usam IA para trabalho cognitivo intensivo, como redação, programação e brainstorming.

Primeiro, os pesquisadores recrutaram 350 americanos para resolver equações com frações. Metade dos participantes teve acesso aleatório a um chatbot especializado baseado no GPT-5 da OpenAI, enquanto a outra metade teve que responder as questões sem assistência.

No meio do exame, o acesso à IA foi cortado do primeiro grupo. O resultado foi uma queda acentuada nas respostas corretas – e muitos participantes simplesmente desistiram de tentar.

Esse padrão se repetiu em um experimento maior com 670 pessoas e também em um teste final com questões de interpretação de texto em vez de matemática.

Estudo também traz ponto positivo no uso de IA – Imagem: ChatGPT / Olhar Digital

Perda de persistência e motivação

Rachit Dubey, professor assistente da Universidade da Califórnia e coautor do estudo, explicou que, quando a IA é retirada, as pessoas não apenas dão respostas erradas. Elas também perdem a disposição em tentar resolver as questões sem a ferramenta.

Ao site Futurism, o pesquisador alertou que a implantação rápida de IA no setor educacional pode gerar uma “geração de aprendizes e pessoas que não saberão do que são capazes”, algo que tende a diminuir a inovação e a critividade humana.

Os autores comparam o uso da tecnologia à “síndrome do sapo fervido”. A metáfora diz respeito a um sapo em água aquecida lentamente, que só percebe o perigo quando o líquido já ferveu. Para a equipe, algo semelhante acontece com a IA: eles defendem que o uso sustentado da tecnologia “mina a motivação e persistência que impulsionam o aprendizado de longo prazo”. E quando os efeitos acumularem e se tornarem visíveis, serão mais difíceis de reverter.

IA também tem pontos positivos

Apesar do cenário preocupante, o estudo traz um ponto positivo: pessoas que usaram ferramentas de IA para dicas se adaptaram melhor quando o chatbot foi removido, comparadas àquelas que usaram a IA para obter respostas prontas.

A pesquisa ainda não passou por revisão por pares.

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Um Openclaw para WhatsApp? Startup lança agente de IA que trabalha via mensageiros

A startup indiana Emergent, conhecida por sua plataforma de vibe-coding, acaba de dar um passo ambicioso no campo da inteligência artificial. A empresa lançou o Wingman, um agente de IA autônomo focado em mensagens, que não apenas ajuda a criar softwares, mas passa a executá-los e operar fluxos de trabalho em segundo plano.

Conforme reportado pelo TechCrunch, o Wingman entra em um território explorado por ferramentas como o OpenClaw e os agentes da Anthropic. O objetivo é permitir que a IA realize tarefas rotineiras — como gerenciar e-mails, calendários e softwares corporativos — de forma independente, mas sob a supervisão do usuário.

O copiloto que vive no seu chat

O grande diferencial da Emergent é a interface. Em vez de exigir que o usuário aprenda a usar uma nova plataforma, o Wingman funciona dentro de aplicativos de mensagens que já fazem parte do dia a dia, como WhatsApp, Telegram e iMessage.

“Muitas tarefas reais já acontecem via chat, voz e e-mail – pedir algo, fazer o acompanhamento, compartilhar contexto. Cada vez mais, essas serão as principais formas de trabalharmos com agentes também”, afirmou Mukund Jha, cofundador e CEO da Emergent, ao TechCrunch.

Principais recursos do Wingman:

  • Fronteiras de confiança: o agente realiza tarefas rotineiras sozinho, mas, para passos mais consequentes ou decisões críticas, ele interrompe a execução e pede aprovação via chat.
  • Integração total: ele roda em segundo plano conectado a ferramentas de produtividade, sendo capaz de cruzar dados entre o seu calendário e o seu e-mail para resolver pendências.
  • Acessibilidade: focado em usuários não técnicos, ele segue a filosofia do “vibe-coding”, em que basta dizer o que você quer que seja feito.

Uma startup de US$ 300 milhões

Fundada em 2025 e sediada em Bengaluru, a Emergent já é considerada uma “queridinha” dos investidores de risco. Em janeiro, a startup levantou US$ 70 milhões em uma rodada liderada por gigantes como SoftBank e Khosla Ventures, atingindo uma avaliação de US$ 300 milhões.

Atualmente, mais de 8 milhões de pessoas já utilizaram as ferramentas de criação da empresa. Com o Wingman, a Emergent quer provar que a IA pode ir além de ser apenas uma ferramenta de consulta ou criação, tornando-se uma ferramenta de execução.

O Wingman está sendo lançado em um modelo de teste gratuito limitado. Após esse período, o acesso será pago, com integração direta para quem já possui contas na plataforma da Emergent.

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Gemini ganha app nativo para Mac e quer substituir a Siri no desktop

Um dia após lançar seu novo aplicativo de busca para Windows, o Google liberou nesta terça-feira (14) o aplicativo nativo do Gemini para Mac. De acordo com o Engadget, a novidade chega com o objetivo de se tornar o assistente pessoal definitivo para usuários de computadores Apple, antecipando-se à reformulação da Siri prometida para os próximos meses.

Diferente de uma simples aba no navegador, o Gemini para macOS é uma experiência integrada ao sistema. Ele pode ser acessado por atalhos de teclado: Option + Espaço abre um chat rápido, enquanto Option + Shift + Espaço expande a experiência completa do assistente.

O que o Gemini para Mac consegue fazer?

O grande trunfo da versão desktop é a capacidade de “enxergar” o que o usuário está fazendo. Com a permissão de compartilhamento de tela, o Gemini pode:

  • Analisar documentos e códigos: você pode pedir para a IA explicar um erro de programação ou resumir um PDF longo que está aberto na tela.
  • Contexto visual: o assistente entende imagens e dados exibidos em janelas abertas, respondendo a perguntas sobre o fluxo de trabalho atual.
  • Geração multimídia: o app já vem integrado com o modelo Nano Banana para criação de imagens e o Veo para geração de vídeos de alta fidelidade.

Corrida contra a Apple

O lançamento é estratégico. A Apple deve apresentar uma versão “turbinada” da Siri com IA generativa na conferência WWDC, em junho. Curiosamente, a própria Apple está em negociações para usar os modelos Gemini na base dessa nova Siri, mas o Google parece querer garantir que sua própria interface seja a escolha primária dos usuários de Mac.

O aplicativo exige o macOS 15 (Sequoia) ou superior e está disponível em todos os países e idiomas nos quais o Gemini já opera. Assim como na versão para Windows, o usuário pode customizar os atalhos de teclado nas configurações para não conflitar com o Spotlight original da Apple.

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Novo Nordisk se une à OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelo medicamento contra obesidade Wegovy, anunciou, nesta terça-feira (14), uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos usando inteligência artificial (IA).

O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer mais rapidamente opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, segundo informou o grupo em comunicado.

A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Curiosamente, ainda nesta terça, a Amazon anunciou algo similar.

A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica estadunidense Eli Lilly.

“A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar.

OpenAI é nova parceira da Novo Nordisk – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Leia mais:

Programas-piloto em diferentes áreas

  • Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo;
  • A indústria farmacêutica tem apostado na IA para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado;
  • Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões). Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

A aliança entre Novo Nordisk e OpenAI representa mais um movimento do setor farmacêutico em direção à integração de tecnologias emergentes para enfrentar os desafios de tempo e custo no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Google introduz recurso no Chrome para salvar e reutilizar prompts de IA

O Google anunciou, nesta terça-feira (14), a adição de uma nova funcionalidade de inteligência artificial (IA) ao navegador Chrome. Chamada de Skills, a ferramenta permite que usuários salvem e reutilizem seus prompts de IA favoritos em diferentes páginas da web, sem precisar digitá-los novamente.

A funcionalidade se integra ao Gemini, já presente no Chrome, que permite fazer perguntas sobre páginas web, resumir informações ou realizar diversas tarefas. O Skills representa um avanço ao possibilitar que prompts de IA sejam acessados repetidamente com apenas um clique.

Você pode, por exemplo, pedir à IA que sugira pratos veganos em receitas da web – Imagem: Google

Como funciona a nova ferramenta do Google Chrome

  • Para usar o recurso, o usuário deve salvar o prompt de IA como uma Skill diretamente do histórico de chat;
  • A Skill pode então ser reutilizada no Gemini dentro do Chrome digitando uma barra (/) ou clicando no botão de mais (+). A função será executada na página atual e em quaisquer abas adicionais selecionadas;
  • O Google informa que as Skills podem ser editadas a qualquer momento, oferecendo flexibilidade para personalização conforme as necessidades do usuário;
  • Durante os testes iniciais, a empresa identificou que os primeiros usuários utilizaram Skills em áreas, como saúde e bem-estar — por exemplo, para calcular macros proteicos em receitas —, além de comparações de compras e escaneamento de documentos extensos para resumo;
  • Para facilitar o início do uso, o Google está lançando uma biblioteca de Skills com tarefas comuns em áreas, como produtividade, compras, receitas e orçamento. Os usuários podem adicionar essas Skills pré-programadas e personalizá-las editando os prompts.
Exemplos de Skills armazenadas
Acesso às Skills é feito a partir do apertar da barra (/) ou do mais (+) – Imagem: Google

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Disponibilidade e contexto competitivo

As Skills começaram a ser disponibilizadas nesta terça para usuários de desktop do Chrome logados em suas contas Google. Inicialmente, a funcionalidade funciona apenas se o idioma do navegador estiver configurado para inglês estadunidense.

O lançamento ocorre em meio ao acirramento da competição no mercado de navegadores, com empresas, como OpenAI (Atlas), Perplexity (Comet) e The Browser Company (Dia), introduzindo alternativas ao Chrome e Safari.

Como outras ações do Gemini no Chrome, as Skills solicitarão confirmação do usuário antes de executar certas ações, como enviar e-mails ou adicionar eventos ao calendário, garantindo controle sobre as operações realizadas.

Exemplos de Skills armazenadas
Ferramenta é organizada em página própria – Imagem: Google

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Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas

A Amazon Web Services (AWS) deu um passo significativo no setor de saúde ao lançar o Amazon Bio Discovery nesta terça-feira (14). A aplicação de inteligência artificial foi projetada para acelerar a fase inicial da descoberta de medicamentos, permitindo que pesquisadores executem fluxos de trabalho computacionais complexos de forma intuitiva, eliminando a necessidade de programação manual.

De acordo com informações obtidas pela Reuters, o objetivo da gigante de tecnologia é eliminar o gargalo técnico que separa os biólogos de laboratório dos modelos avançados de aprendizado de máquina.

Como funciona o Amazon Bio Discovery

A plataforma oferece acesso a uma biblioteca especializada de modelos de fundação biológicos. Esses modelos são capazes de gerar e avaliar moléculas potenciais para novos fármacos de forma automatizada.

Segundo o comunicado da empresa, os principais diferenciais da ferramenta incluem:

  • Agente de IA assistente: ajuda o usuário a selecionar os melhores modelos, configurar parâmetros técnicos e interpretar os resultados gerados.
  • Integração com laboratórios: os candidatos a medicamentos pré-selecionados podem ser enviados diretamente para parceiros de síntese e testes.
  • Ciclo de feedback: os resultados dos testes laboratoriais retornam ao sistema para refinar e guiar a próxima rodada de design de moléculas.

Em entrevista à Reuters, Rajiv Chopra, vice-presidente de IA para saúde e ciências da vida da AWS, destacou a eficiência do sistema: “Cientistas levavam cerca de 18 meses para chegar a 300 potenciais candidatos a medicamentos. Agora, eles podem criar esses mesmos 300 candidatos em poucas semanas”.

Testes práticos e resultados reais

A eficácia da ferramenta já foi testada em uma colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Utilizando múltiplos modelos da plataforma AWS, os pesquisadores geraram quase 300 mil moléculas de anticorpos inéditas.

Desse volume, o sistema filtrou as 100 mil melhores para testes em laboratório físico, um processo que normalmente consumiria meses de trabalho manual e que foi concluído em um curto intervalo de tempo.

Grandes nomes da indústria farmacêutica e de pesquisa, como Bayer, Broad Institute e Voyager Therapeutics, figuram entre os primeiros usuários da tecnologia. Atualmente, 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas globais já utilizam a infraestrutura de nuvem da Amazon.

Disponibilidade e novos recursos

A AWS confirmou que o serviço funcionará sob um modelo de assinatura, mas oferecerá um período de teste gratuito que inclui cinco unidades experimentais.

Além do Bio Discovery, a Amazon também se uniu ao Boston Consulting Group e à Merck para apresentar uma plataforma focada em otimizar a seleção de locais para ensaios clínicos, outro ponto crítico que costuma atrasar o lançamento de novos tratamentos no mercado.

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Gemini amplia integração com Gmail e YouTube no Brasil

O Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, agora consegue analisar o histórico de serviços como Gmail, YouTube, busca e Google Fotos para identificar quando pode oferecer respostas mais personalizadas. O recurso, chamado Inteligência Personalizada, foi anunciado nesta terça-feira (14) para o Brasil.

A proposta é adaptar as respostas com base na experiência de cada usuário, utilizando dados da própria conta para tornar as sugestões mais precisas. A funcionalidade já havia sido liberada anteriormente nos Estados Unidos.

Disponibilidade por planos

Inicialmente, o recurso será disponibilizado para assinantes dos planos pagos de IA do Google — Plus, Pro e Ultra. Segundo a empresa, a funcionalidade também chegará à versão gratuita do Gemini nas próximas semanas.

Para preservar a privacidade, a integração com outros aplicativos permanece desativada por padrão. O usuário pode escolher se deseja conectar o assistente a serviços da conta Google, além de selecionar apenas alguns deles para uso.

YouTube está entre as plataformas do Google que ganham mais integração com o Gemini – Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Mudança no funcionamento

Antes da atualização, o Gemini só acessava informações de outros aplicativos quando eles eram mencionados diretamente pelo usuário. Agora, o assistente passa a sugerir conteúdos por conta própria, sempre que identificar que isso pode ser útil.

“Este recurso representa nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso”, afirmou Josh Woodward, vice-presidente da divisão do assistente de IA do Google.

Um exemplo apresentado pela empresa mostra um usuário pedindo sugestões de pneus para seu carro. A partir de imagens armazenadas no Google Fotos, o Gemini consegue indicar opções compatíveis com o veículo.

Limitações e controles

De acordo com o Google, esse tipo de sugestão não deve aparecer em interações mais complexas. A empresa também afirma que o assistente evita fazer inferências proativas sobre dados sensíveis, como informações de saúde, embora possa tratar desses temas caso sejam solicitados diretamente pelo usuário.

O Gemini permite ainda refazer respostas sem personalização ao clicar em “Tentar de novo”. Também é possível enviar feedback sobre sugestões inadequadas por meio da opção “Não gostei”.

O Google reconhece que o sistema pode enfrentar dificuldades com aspectos como passagem do tempo ou nuances pessoais, incluindo mudanças de relacionamento ou interesses. Nesses casos, o usuário pode corrigir a resposta imediatamente.

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