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Midjourney compra app de astrologia Co-Star e mira novos públicos

A Midjourney, empresa conhecida por suas ferramentas de geração de imagens e vídeos com inteligência artificial, anunciou nesta sexta-feira (24) a compra do aplicativo de astrologia Co-Star. A aquisição também inclui a chegada da fundadora da plataforma, Banu Guler, ao cargo de diretora de design da companhia.

Com o acordo, o Co-Star continuará sob a liderança de Guler, que terá controle integral sobre o aplicativo, agora com acesso aos recursos da Midjourney. A operação aproxima duas empresas com propostas distintas, mas que compartilham a ideia de usar tecnologia como uma ferramenta de exploração pessoal.

A aquisição ocorre em um momento no qual a Midjourney busca diversificar seus negócios para além do desenvolvimento e licenciamento de sistemas de inteligência artificial. A empresa já havia anunciado anteriormente planos para criar um scanner corporal ultrassônico e uma divisão voltada à área da saúde.

Compra aproxima inteligência artificial e astrologia em nova estratégia da Midjourney

Midjourney se tornou famoso na internet pela facilidade em criar vídeos e imagens usando IA – (Reprodução: Mehaniq /Shutterstock)

De acordo com Banu Guler, a aproximação entre as duas empresas surgiu a partir da amizade mantida com David Holz, fundador da Midjourney, e de uma visão semelhante sobre o papel dos computadores na relação das pessoas com suas próprias emoções e pensamentos.

Computadores podem ser ferramentas que revelam nossa humanidade para nós mesmos. Ferramentas que mostram o que você quer dizer, como você se sente, o que você está imaginando, antes que consiga expressar isso sozinho”, afirmou Guler em uma publicação na rede social X.

A declaração da executiva relaciona a proposta do Co-Star, voltada à astrologia e à reflexão individual, com a visão da Midjourney sobre tecnologias capazes de auxiliar usuários em processos criativos e de autoconhecimento.

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midjourney – (Reprodução: jackpress/Shutterstock)

Segundo Guler, o aplicativo de astrologia alcançou 35% dos jovens dos Estados Unidos e acumulou dezenas de milhões de downloads. A executiva, porém, reconhece que conquistar esse público pode representar um desafio diante da mudança na percepção da inteligência artificial entre usuários mais jovens.

Um levantamento da Gallup citado no anúncio mostra que pessoas nascidas entre 1997 e 2012 continuam utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa com frequência, mas passaram a demonstrar uma visão mais negativa sobre a tecnologia.

Conforme os dados apresentados pela pesquisa, a parcela desse grupo que afirma estar animada com a IA caiu para 22%, enquanto a esperança em relação ao avanço tecnológico chegou a 18% e o sentimento de raiva aumentou para 31%.

A compra do Co-Star representa mais um movimento da Midjourney para expandir seu alcance. Além das ferramentas de criação visual, a empresa passou a explorar novas áreas, incluindo o desenvolvimento de tecnologias relacionadas à saúde, enquanto incorpora uma plataforma voltada ao comportamento e à interpretação pessoal.

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Processada por Hollywood, Midjourney quer provar que estúdios fazem o mesmo que ela

A Midjourney está sendo processada por Disney, Universal e Warner Bros. por alegada violação de direitos autorais: seus modelos de geração de imagens conseguem reproduzir personagens como Bart Simpson e Darth Vader. Agora, a startup quer virar o jogo: pediu à Justiça que obrigue os estúdios a revelar como eles mesmos usam IA internamente, segundo reportagem do TechCrunch.

A lógica é direta. Se os estúdios desenvolvem modelos de IA para uso interno (em storyboards, desenvolvimento de roteiros ou criação de imagens) e treinam esses modelos com conteúdo sem licença, estariam fazendo exatamente o que acusam a Midjourney de fazer.

O argumento jurídico

A Midjourney defende que treinar seus modelos com imagens de personagens protegidos é permitido pelo princípio do “fair use” – isto é, uso justo, que permite o uso de material protegido em determinadas circunstâncias sem autorização do detentor dos direitos.

A disputa atual gira em torno dos documentos que os estúdios precisam apresentar durante a fase de descoberta de provas. Um juiz já havia determinado que os estúdios deveriam fornecer informações sobre seu uso de IA generativa, mas apenas quando esse uso resultasse em vídeos e imagens voltados ao consumidor final.

“Pescaria seletiva”

Em sua petição mais recente, a Midjourney pede para derrubar essa limitação. Segundo a startup, ela permite que os estúdios “selecionem apenas os documentos que acreditam apoiar suas alegações de dano ao mercado, privando a Midjourney de documentos que sustentariam sua defesa.”

A empresa vai além: afirma que “os documentos que os estúdios estão retendo são precisamente aqueles que revelariam se, nos bastidores, eles estão fazendo exatamente o que estão processando a Midjourney por fazer.”

O advogado principal dos estúdios, David Singer, classificou o pedido como uma “expedição de pesca” — termo jurídico para buscas amplas e especulativas por documentos. Ele afirmou ao Variety que os estúdios “não pretendem parar a tecnologia de IA ou mesmo encerrar o negócio da Midjourney”, mas querem que ela “pare de copiar seus filmes e séries” e de distribuir imagens de personagens famosos sem autorização.

Além dos documentos internos, a startup pede que os estúdios revelem todos os prompts que usaram no próprio Midjourney – e não apenas os que geraram as imagens alegadamente infratoras.

O caso está em andamento no tribunal federal da Califórnia, nos Estados Unidos.

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Midjourney lança scanner corporal que mistura saúde e spa

A Midjourney, conhecida pelo gerador de imagens por inteligência artificial, resolveu sair do próprio território e testar algo bem mais ambicioso: um scanner de corpo inteiro baseado em ultrassom, integrado a um conceito de spa futurista. A ideia foi apresentada em detalhes e repercutida pelo The Verge, que acompanhou a proposta inicial da empresa.

O curioso é que, apesar do tom de inovação radical, boa parte do projeto ainda está no campo experimental — mais protótipo e visão de futuro do que produto pronto de verdade.

Projeto une spa futurista e tecnologia médica para transformar exames em uma experiência contínua e quase invisível no dia a dia. Imagem: Reprodução/Midjourney – Imagem: Reprodução/Midjourney

Como funciona o “Midjourney Scanner”

Pelo que foi mostrado pela matéria, o sistema gira em torno de um anel de sensores ultrassônicos que envolve o corpo durante o exame. O processo começa quando a pessoa entra em uma plataforma que desce lentamente dentro de uma piscina de água, enquanto ondas sonoras atravessam o corpo em diferentes direções.

Na prática, não é algo silencioso ou “mágico”. É uma combinação pesada de hardware, sensores e processamento de dados para reconstruir imagens tridimensionais do interior do corpo — músculos, gordura, ossos e órgãos.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Butterfly Network e usa módulos de ultrassom do tipo “ultrasound-on-chip”. O tempo estimado para todo o escaneamento é de cerca de 60 segundos.

E aqui vale um detalhe importante: apesar da apresentação impressionar, isso ainda está longe de ser um equipamento médico consolidado no sentido tradicional.

O que a Midjourney está realmente tentando fazer

A empresa não vende apenas a ideia de um scanner. O discurso vai bem além disso. Para a Midjourney, o ponto central é transformar o acompanhamento da saúde em algo contínuo, quase cotidiano.

Em vez de exames pontuais, a proposta é criar uma espécie de “linha do tempo” do corpo humano, com dados sendo coletados com frequência e interpretados ao longo do tempo.

Entre os objetivos apresentados estão:

  • monitoramento contínuo da saúde ao longo dos anos
  • integração com médicos, treinadores e sistemas de IA
  • acesso mais frequente e barato a dados do próprio corpo
  • comparação desses dados com populações maiores

Isso tudo, claro, ainda faz parte da visão da empresa — não de um sistema validado em larga escala.

E há um ponto que chama atenção: a própria ideia de transformar dados médicos em algo quase constante muda completamente a relação entre pessoa e corpo. É uma mudança cultural, não só tecnológica.

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Sistema usa anel de sensores e ondas sonoras para reconstruir músculos, ossos e órgãos em 3D com alta precisão. Imagem: Reprodução/Midjourney – Imagem: Reprodução/Midjourney

O spa que mistura bem-estar e exame

O projeto também inclui o chamado “Midjourney Spa”, previsto para São Francisco até 2027. Segundo o The Verge, o espaço combina áreas de relaxamento — como saunas e piscinas — com zonas de escaneamento corporal.

A lógica aqui é meio contraintuitiva: o exame não é o evento principal. Ele acontece quase “por tabela”, enquanto a pessoa está em um ambiente de lazer.

A empresa também fala em números bastante agressivos: até 2031, seriam cerca de 50 mil scanners no mundo, com capacidade para até um bilhão de exames por mês. É uma projeção grande — e, por enquanto, sem validação independente.

Entre promessa, hype e realidade

A publicação também destaca um ponto que não dá para ignorar: não há evidências clínicas independentes que comprovem desempenho equivalente a exames como ressonância magnética.

Leia mais:

Além disso, qualquer uso médico mais amplo dependeria de aprovação regulatória, como a do FDA nos Estados Unidos.

Ou seja, existe uma distância clara entre o que foi apresentado e o que pode realmente ser colocado em prática no curto prazo.

E talvez essa seja a parte mais interessante do projeto: ele não está só tentando criar um novo tipo de exame, mas também uma nova forma de pensar saúde — ainda que isso levante mais perguntas do que respostas no momento.

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