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IA pós-ChatGPT deixa 220 startups bilionárias em crise

Mais de 220 startups estadunidenses que atingiram avaliações bilionárias durante o boom de investimentos entre 2020 e 2022 perderam o status de “unicórnio“, com algumas empresas perdendo até 82% de seu valor. Segundo dados exclusivos da PitchBook fornecidos à CNBC, quase metade das 857 startups unicórnio dos Estados Unidos não conseguiu levantar novos investimentos nos últimos três anos.

As empresas que captaram recursos pela última vez em 2021 valem em média 68% menos hoje, enquanto aquelas que levantaram fundos em 2022 sofreram queda de 52% em suas avaliações. Entre os “unicórnios caídos” estão marcas conhecidas, como Glossier (queda de 45%), Calendly (-74%), Savage X Fenty (-61%) e AG1 (-47%).

O principal catalisador dessa transformação foi o boom da inteligência artificial (IA) que canalizou mais de US$ 250 bilhões (R$ 1,3 trilhão) para empresas, como OpenAI e Anthropic, redefinindo as avaliações de categorias inteiras de startups. A chegada do ChatGPT em novembro de 2022 marcou o que investidores chamam de “momento ChatGPT“.

Engenharia transformada pela IA generativa

“O momento ChatGPT foi quando as pessoas disseram: ‘Caramba, a próxima geração de empreendedores tem como linguagem de programação o inglês falado’”, disse Samir Kaul, sócio da Khosla Ventures e investidor inicial da OpenAI. Segundo Kaul, agora, 50 engenheiros conseguem fazer o trabalho que exigiria 500 profissionais cinco anos atrás, forçando uma reavaliação completa de como valorizar empresas.

Cinco anos atrás, capitalistas de risco investiam massivamente em startups estadunidenses de todos os setores, desde assinaturas de lingerie até software de agendamento, concedendo avaliações bilionárias antes mesmo da maioria gerar lucros. Era uma era efervescente alimentada por dinheiro barato e demanda impulsionada pela pandemia.

Mesmo após o Federal Reserve (FED) começar a elevar juros em 2022, muitos fundadores acreditavam que cresceriam o suficiente para justificar suas avaliações inflacionadas. Então chegou o ChatGPT, transformando completamente o cenário.

Startups presas entre dois mundos

  • Enquanto ações de empresas públicas de software, como Salesforce, ServiceNow e Workday foram duramente atingidas pela ameaça da IA, um ajuste silencioso ocorreu nos mercados privados;
  • Centenas de startups construídas antes de 2022 ficaram encalhadas — cortadas do financiamento venture capital devido a avaliações inflacionadas e tecnologia desatualizada, mas insuficientemente lucrativas para abrir capital;
  • “Muitas dessas empresas são pré-IA, não apenas em estrutura de custos, mas também em produtos”, disse Immad Akhund, CEO da Mercury, que oferece serviços bancários a um terço das empresas estadunidenses apoiadas por venture capital;
  • “Definitivamente estão numa situação difícil. Toda atenção está na IA, então, se você não é uma empresa AI-first, precisa de números muito fortes para levantar recursos.”
Chegada do ChatGPT em novembro de 2022 marcou o que investidores chamam de “momento ChatGPT” – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Software empresarial no epicentro da crise

As mais atingidas são empresas de software empresarial, que representam a maior categoria entre os unicórnios caídos. Há 75 empresas de software-como-serviço (SaaS) na lista da PitchBook — o dobro das fintechs, segundo maior grupo. Isso reflete tanto as enormes avaliações que startups de software comandaram em 2021 quanto o grau em que a IA generativa desestabilizou o setor.

David Zhu, ex-chefe de engenharia do DoorDash, prevê mudanças sísmicas: “A tese que eu tinha era que todas as empresas SaaS empresariais orientadas por fluxo de trabalho serão interrompidas ou mortas na próxima década“. O modelo SaaS, baseado em cobrança por usuário, é especialmente ameaçado pela ascensão de agentes autônomos.

Após deixar o DoorDash, onde liderou mais de 200 engenheiros, Zhu fundou a Reevo, plataforma de IA que automatiza equipes corporativas. Segundo ele, empresas pré-IA estão sobrecarregadas por modelos de pessoal inchados e software inadequado, dificultando transformações.

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Respostas limitadas e perspectivas sombrias

A maioria das empresas destacadas não respondeu pedidos de comentário da CNBC. Um porta-voz da Skydio, fabricante de drones cuja avaliação despencou de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,6 bilhões) para US$ 509 milhões (R$ 2,6 bilhões) segundo a PitchBook, chamou as estimativas de “especulação falsa“.

Para empresas sem financiamento desde 2021-2022, é improvável conseguir novos recursos, segundo investidores. Sem acesso a venture capital ou perspectiva de IPO, a saída mais provável é aquisição por fração da avaliação anterior.

“Quando vemos empresas não levantando recursos, é uma bandeira vermelha”, disse Andrew Akers, analista da PitchBook, explicando que geralmente significa crescimento fraco ou negativo. “Por baixo da superfície, acho que há muitos dominós para cair.”

O colapso do piso de avaliações

Alguns resets já ocorreram em 2026. Em fevereiro, o app de investimentos Stash foi adquirido pela Grab de Singapura por US$ 425 milhões (R$ 2,1 bilhões) — abaixo dos cerca de US$ 660 milhões (R$ 3,3 bilhões) que investidores colocaram na empresa.

No mesmo mês, a fintech Step foi comprada pelo YouTuber MrBeast por valor não divulgado, com investidores especulando preço bem inferior aos aproximadamente US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) que a startup havia levantado.

“Muitos desses negócios simplesmente não valem mais tanto, razão pela qual você os vê sendo adquiridos com grandes descontos”, disse Ryan Falvey, da Restive Ventures. As avaliações despencaram cerca de seis vezes desde o pico de 2021, quando chegavam a 50 vezes a receita futura, significando que uma empresa com a mesma receita vale cerca de 85% menos no mercado atual.

Antes do reset, startups podiam ser vendidas para empresas de tecnologia maiores por cerca de US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) por programador, segundo Kaul. Uma empresa com 100 engenheiros valeria pelo menos US$ 200-300 milhões (R$ 1 bilhão-R$ 1,5 bilhão). Mas essa suposição, que fornecia um piso para avaliações durante o boom, evaporou após ferramentas de IA permitirem que equipes menores construíssem produtos.

Startups pós-ChatGPT superam predecessoras

O resultado é que startups pós-ChatGPT estão superando competidoras mais antigas, segundo Falvey. Ele considera investimentos dos últimos três anos “indiscutivelmente os melhores” que sua empresa fez: “Notamos em 2023 que as empresas em que investimos pós-ChatGPT já estavam ganhando mais dinheiro que a maioria das empresas pré-ChatGPT.”

A IA generativa pode reduzir o capital necessário para construir empresas de software bem-sucedidas, desafiando premissas centrais do boom venture da última década. O impacto reverberará por todo ecossistema de financiamento empresarial, de venture capital a crédito privado até gigantes públicas.

Empresas de software mais antigas ainda dependem de modelos baseados em cobrança por número de funcionários usando produtos — abordagem que Kaul acredita que a IA minará conforme empresas automatizam mais trabalho de escritório. Fornecedores de software precisarão migrar para modelos de precificação baseados em resultados e infraestrutura nativa de IA para sobreviver.

“A pergunta que faço toda vez que uma delas apresenta é: por que OpenAI, Anthropic ou Google não podem fazer isso?”, disse Kaul. “Para a maioria delas, a resposta é: ‘Eles podem‘.”

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Está usando IA errado? Veja os erros que destroem a qualidade das respostas

Chatbots se tornaram parte do novo normal da vida na internet e, atualmente, é difícil encontrar alguém cronicamente online que não utilize ChatGPT, Gemini ou Claude. Mas, embora essas ferramentas sejam de fácil utilização, é importante saber que muito da qualidade das respostas que você obtém da IA tem uma influência direta dos prompts enviados.

Ou seja, redigir comandos com furos de raciocínio pode abrir uma brecha para a inteligência artificial cometer erros bobos ou lapsos de julgamento. Por isso, separamos 5 dos erros mais comuns ao usar a IA  para você saber como melhorar as respostas que recebe dela.

5 erros que quase todo mundo comete ao usar a inteligência artificial

Falta de contexto gera respostas superficiais

Pessoa utilizando o ChatGPT – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Um dos problemas mais comuns ocorre quando o usuário faz solicitações vagas demais. Pedidos genéricos como “escreva um e-mail profissional” ou “dê ideias de conteúdo” oferecem pouca direção para a IA compreender o objetivo real da tarefa. Como esses sistemas funcionam a partir de padrões estatísticos e probabilidades, informações insuficientes inevitavelmente levam a respostas amplas, rasas e pouco úteis.

A clareza do comando influencia diretamente a qualidade da entrega: quanto mais detalhes forem fornecidos — como finalidade, público-alvo, tom desejado, formato da resposta e cenário específico — maior será a precisão do conteúdo produzido.

Outro ponto importante é entender que a IA não possui consciência contextual semelhante à humana. Ela não “acompanha” acontecimentos em tempo real da maneira como muitos imaginam. Dependendo da ferramenta utilizada, fatos recentes podem ser misturados com dados antigos ou até mesmo inferências incorretas apresentadas como verdade.

Por isso, usuários mais experientes tratam a inteligência artificial como um mecanismo de apoio à organização e aceleração do pensamento, não como uma fonte autônoma de conhecimento absoluto.

Confiar cegamente no conteúdo produzido é um risco

A fluidez textual das inteligências artificiais cria uma sensação enganosa de autoridade. Mesmo quando a informação está errada, a resposta costuma ser apresentada com extrema segurança, sem sinais claros de dúvida ou incerteza.

Esse comportamento aumenta o risco de pessoas copiarem conteúdos automaticamente sem qualquer verificação prévia. O problema se torna ainda mais grave em áreas que exigem precisão técnica, como medicina, finanças, legislação e educação.

Erros factuais, números inventados, referências inexistentes e interpretações distorcidas fazem parte das chamadas “alucinações” da IA — fenômeno em que o sistema produz informações plausíveis, porém falsas.

Por essa razão, o indicado é tratar todo material gerado como um primeiro rascunho. Antes de utilizar qualquer resposta publicamente ou em decisões importantes, é essencial revisar dados, validar fontes e confirmar se as informações fazem sentido no contexto real.

A responsabilidade final pelo conteúdo continua sendo humana, independentemente de quem o escreveu inicialmente.

Existem situações em que a IA não deve substituir profissionais

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Chatbots de IA não devem substituir avaliação médica – Imagem: khunkornStudio/Shutterstock

Apesar da enorme capacidade dessas plataformas, há limites importantes que não podem ser ignorados. Um erro recorrente é utilizar IA para substituir orientação profissional em contextos críticos.

Na área da saúde, por exemplo, recorrer à inteligência artificial para interpretar exames, modificar tratamentos, sugerir medicamentos ou identificar doenças pode gerar consequências sérias. Sistemas automatizados não possuem compreensão integral do histórico clínico, das particularidades biológicas nem da complexidade individual de cada paciente.

O mesmo cuidado vale para decisões jurídicas, financeiras ou estratégicas de grande impacto.

De forma geral, o uso mais seguro e produtivo da IA está em tarefas operacionais e de apoio, como organizar informações, resumir conteúdos, estruturar documentos, automatizar processos repetitivos e auxiliar na geração inicial de ideias.

Já decisões sensíveis continuam exigindo supervisão humana qualificada.

Pedidos excessivamente complexos reduzem a qualidade

Outro hábito que compromete os resultados é concentrar várias tarefas em um único comando. Muitos usuários tentam fazer a IA resumir documentos, criar estratégias, analisar dados, redigir campanhas e produzir roteiros simultaneamente.

Quando a ferramenta recebe múltiplas demandas ao mesmo tempo, tende a responder de maneira superficial em todas elas. O resultado geralmente é um conteúdo genérico, pouco aprofundado e sem refinamento.

A recomendação mais eficiente é dividir o processo em etapas menores. Seguindo o exemplo citado acima, primeiro você deve solicitar um resumo e só depois de receber o resultado do comando anterior é que você deve enviar próximo; e assim por diante. Trabalhar progressivamente permite ajustar o direcionamento ao longo da conversa e melhora significativamente a qualidade final.

Especialistas afirmam que o verdadeiro ganho no uso da IA não está em obter uma resposta perfeita imediatamente, mas em construir a solução gradualmente por meio de refinamentos sucessivos.

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Inteligência artificial funciona melhor como processo contínuo

Muitas pessoas ainda utilizam IA da mesma forma que usam mecanismos de busca: fazem uma pergunta, recebem uma resposta e encerram a interação. Essa abordagem limita drasticamente o potencial da ferramenta.

Os melhores resultados costumam surgir quando existe diálogo contínuo. Ajustar instruções, corrigir interpretações, pedir reformulações, mudar o tom do texto e aprofundar determinados pontos faz parte do processo ideal de uso.

Além disso, definir claramente o formato desejado também é decisivo. Sem instruções específicas, a IA escolhe sozinha como estruturar a resposta — e isso nem sempre corresponde à necessidade do usuário.

Determinar elementos como extensão, estilo, linguagem, organização e objetivo do material ajuda a tornar a entrega muito mais alinhada ao esperado.

Em vez de enxergar a primeira resposta como algo definitivo, o recomendado é tratá-la apenas como ponto de partida para um refinamento contínuo.

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OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora

A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.

A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA)não é um advogado” e não exerce a advocacia.

Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.

“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”

Uso de IAs em processos

  • O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
  • A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
  • A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.

De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.

Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock

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O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT

A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.

A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.

“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.

“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.

Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.

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Detector de IA: 5 sites em 2026 para conferir se um texto foi escrito pelo ChatGPT, Gemini ou Claude

Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, ficou cada vez mais difícil distinguir o que é feito por humanos daquilo produzido por softwares sofisticados. Por isso, o Olhar Digital separou uma lista com 5 sites diferentes que vão ajudá-lo a detectar se um texto foi escrito ou não por IA’s como ChatGPT, Gemini ou Claude. Confira mais informações a seguir.

Texto feito por IA? Confira 5 detectores que analisam se a mídia foi gerada por inteligência artificial

Atenção: apesar de extremamente úteis, as plataformas citadas não são infalíveis. É possível que um texto seja apontado como “produzido por IA” mesmo que tenha sido 100% redigido por um humano.

Quetext AI Detector

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O Quetext é uma plataforma que combina duas funções principais: identificação de plágio e análise de textos possivelmente gerados por inteligência artificial. Seu sistema avalia elementos como repetição de padrões, estrutura frasal e semelhança com conteúdos já existentes para estimar se o material foi produzido de forma automática.

A ferramenta ganhou espaço entre estudantes e escritores por oferecer uma interface direta e fácil de usar, além de apresentar resultados em relatórios visuais mais intuitivos.

O acesso é feito totalmente via navegador, sem necessidade de instalação, e inclui uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos destinados a uso mais intensivo.

Seu uso é especialmente comum em contextos acadêmicos e editoriais, onde há maior preocupação com originalidade e verificação da autoria dos textos.

Copyleaks AI Detector

O Copyleaks é uma plataforma que reúne, em um único ambiente, recursos de verificação de plágio e identificação de textos gerados por inteligência artificial. Seu sistema é baseado em técnicas de aprendizado de máquina, capazes de reconhecer padrões linguísticos frequentemente associados a modelos como ChatGPT, Gemini e outros grandes modelos de linguagem.

A ferramenta é amplamente adotada em contextos acadêmicos e corporativos, em parte por oferecer suporte a diversos idiomas, o que amplia sua aplicabilidade em ambientes multilíngues.

O acesso pode ser feito diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação, e há também integração via API, permitindo que empresas e instituições incorporem suas funcionalidades em sistemas próprios ou plataformas educacionais.

Além de uma versão gratuita com recursos restritos, o Copyleaks também disponibiliza planos pagos com capacidades mais avançadas, voltados principalmente para uso contínuo em escala profissional.

Winston AI

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Professora dando aula (Imagem: Drazen Zigic/Shutterstock)

O Winston AI é uma ferramenta desenvolvida para atender principalmente professores, editores e organizações que precisam validar a originalidade de textos com maior nível de detalhamento.

Seu sistema realiza uma análise minuciosa do conteúdo, examinando o texto em partes e atribuindo uma pontuação que indica a probabilidade de ele ter sido produzido por inteligência artificial.

Além de identificar produções feitas por modelos como Claude e Gemini, a plataforma também procura detectar situações em que há combinação entre escrita humana e geração automatizada, tentando classificar esses formatos híbridos.

O acesso é feito totalmente online, sem necessidade de instalação, e o serviço opera no modelo SaaS, com planos pagos e a possibilidade de testes gratuitos limitados.

Por ser voltado a ambientes acadêmicos e editoriais, o Winston AI acabou sendo incorporado com frequência em rotinas de verificação de autenticidade de conteúdo, especialmente onde há exigência de maior controle sobre a origem dos textos.

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Originality.ai

O Originality.ai é uma plataforma desenvolvida sobretudo para atender produtores de conteúdo digital e equipes que trabalham com otimização para mecanismos de busca (SEO). Ela reúne, em um único sistema, duas funções principais: a identificação de textos gerados por inteligência artificial e a checagem de plágio em materiais publicados ou em produção.

Um dos pontos que mais se destacam nessa ferramenta é a capacidade de lidar com textos extensos, oferecendo resultados considerados consistentes em avaliações independentes. Por isso, ela costuma ser vista como uma opção mais robusta em cenários profissionais, especialmente quando há necessidade de análise em grande escala.

O serviço funciona no modelo online (SaaS), sendo acessado diretamente pelo navegador, sem instalação de aplicativos. Trata-se de uma solução paga, direcionada principalmente a agências, redatores, empresas de marketing e equipes editoriais que lidam com produção frequente de conteúdo.

GPTZero

O GPTZero é uma das ferramentas mais populares para identificar textos gerados por inteligência artificial.

Seu funcionamento se baseia na avaliação de padrões linguísticos, principalmente métricas como “perplexidade”, que indica o quão previsível é um texto, e “burstiness”, que mede a oscilação entre frases mais simples e outras mais complexas: características usadas para distinguir produções humanas de conteúdos gerados por modelos como o ChatGPT.

Essa ferramenta é bastante adotada em contextos acadêmicos, especialmente por professores e instituições que buscam verificar a autoria de trabalhos.

Ela pode ser utilizada diretamente pelo navegador e oferece uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos voltados para quem precisa de análises mais frequentes ou detalhadas.

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ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar

A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.

A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.

Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários

Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros. 

A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis. 

Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.

Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI

Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo. 

Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT. 

Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.

Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.

A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado

Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral. 

“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.

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Processo acusa ChatGPT de orientar ataque nos EUA

A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, está sendo processada pela viúva de uma das vítimas de um tiroteio em massa ocorrido no ano passado na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. Vandana Joshi acusa o chatbot de inteligência artificial (IA) de ter contribuído para o ataque que matou seu marido, Tiru Chabba.

De acordo com os promotores, o ChatGPT teria orientado Phoenix Ikner sobre qual local e horário poderiam resultar no maior número de vítimas, além de indicar qual tipo de arma e munição utilizar e se uma arma seria eficaz em curta distância.

OpenAI está sendo acusada de ter contribuído para ataque em universidade nos Estados Unidos – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Acusações e defesa da OpenAI

“A OpenAI sabia que isso aconteceria. Já aconteceu antes e era apenas uma questão de tempo até acontecer de novo”, afirmou Vandana Joshi em comunicado divulgado nesta segunda-feira (11). O ataque também deixou outras seis pessoas feridas.

Drew Pusateri, porta-voz da OpenAI, negou qualquer responsabilidade da empresa “nesse crime terrível”.

“Neste caso, o ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações amplamente disponíveis em fontes públicas na internet e não incentivou nem promoveu atividade ilegal ou prejudicial”, declarou Pusateri em um e-mail enviado à Associated Press nesta segunda-feira (11).

Processo e investigação criminal

O processo foi apresentado no domingo (10) em um tribunal federal.

Phoenix Ikner responde por duas acusações de homicídio em primeiro grau e várias acusações de tentativa de homicídio pelo ataque ocorrido em abril de 2025 no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida. Os promotores pretendem pedir a pena de morte, enquanto Ikner se declarou inocente.

Separadamente, em abril, a procuradora-geral da Flórida informou que havia uma rara investigação criminal envolvendo o ChatGPT para apurar se o aplicativo ofereceu orientações a Ikner.

Em comunicado divulgado por seu advogado, Joshi afirmou que a OpenAI “colocou seus lucros acima da nossa segurança, e isso matou meu marido. Eles precisam ser responsabilizados antes que outra família passe por isso”.

Casos contra empresas de tecnologia

Diversos processos civis já pediram indenizações contra empresas de tecnologia e inteligência artificial pelo impacto de chatbots e redes sociais na saúde mental de usuários.

Em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o YouTube responsáveis por danos causados a crianças que utilizavam seus serviços.

Já no Novo México, um júri concluiu que a Meta prejudicou conscientemente a saúde mental de crianças e ocultou o que sabia sobre exploração sexual infantil em suas plataformas.

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ChatGPT agora tem contato de emergência caso usuários estejam em risco

A OpenAI anunciou nesta semana um novo recurso de segurança no ChatGPT: o “Contato de Confiança”. O sistema agora permite que adultos indiquem uma pessoa próxima (como amigo, familiar ou cuidador) para ser avisada caso a empresa identifique sinais graves de risco de automutilação ou suicídio durante as conversas com o chatbot.

A novidade chega em meio ao crescimento do uso do ChatGPT como uma espécie de terapeuta digital. Segundo informações divulgadas pela OpenAI à BBC, mais de um milhão dos cerca de 800 milhões de usuários semanais da plataforma relatam pensamentos suicidas em conversas com a inteligência artificial.

O novo recurso amplia mecanismos de segurança que antes eram voltados apenas a adolescentes em contas supervisionadas pelos pais. Agora, qualquer usuário maior de 18 anos poderá cadastrar um adulto como contato de emergência diretamente nas configurações do ChatGPT. Na Coreia do Sul, a idade mínima será de 19 anos.

O funcionamento do sistema inclui várias etapas:

  • Primeiro, o contato indicado recebe um convite explicando sua função e precisa aceitar a solicitação em até uma semana. Caso isso não aconteça, o usuário poderá selecionar outra pessoa.
  • Se os sistemas automatizados da OpenAI identificarem conversas relacionadas a automutilação ou suicídio consideradas potencialmente graves, o ChatGPT avisará o usuário de que o contato poderá ser notificado;
  • O sistema também incentivará a pessoa a procurar ajuda diretamente e até sugerirá maneiras de iniciar a conversa.

A OpenAI afirma que o processo não será totalmente automático. Antes de qualquer alerta ser enviado, uma equipe humana especializada analisará a situação.

“Embora nenhum sistema seja perfeito e uma notificação para um Contato de Confiança nem sempre reflita exatamente o que alguém está vivenciando, cada notificação passa por uma revisão humana especializada antes de ser enviada, e nos esforçamos para revisar essas notificações de segurança em menos de uma hora”, informou a empresa em comunicado.

Se a equipe concluir que existe uma ameaça séria à segurança do usuário, o contato cadastrado poderá receber uma mensagem por e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.

[Nome do usuário] pode estar passando por um momento difícil. Como seu Contato de Confiança, recomendamos que você entre em contato com ele.

Segundo a OpenAI, o alerta enviado será limitado para preservar a privacidade do usuário. O contato receberá apenas uma explicação geral de que houve uma conversa relacionada a risco de autolesão, sem acesso às transcrições do chat.

Contato cadastrado receberá uma mensagem avisando que seu amigo ou familiar está passando por um momento difícil, com um resumo da conversa – Imagem: OpenAI

Novidade no ChatGPT teve apoio de profissionais de saúde

A empresa afirma que o recurso foi desenvolvido com apoio de especialistas em saúde mental, pesquisadores e organizações ligadas à prevenção do suicídio. Entre os colaboradores estão membros da Rede Global de Médicos da OpenAI e do Conselho de Especialistas em Bem-Estar e Inteligência Artificial.

“A ciência psicológica demonstra consistentemente que a conexão social é um poderoso fator de proteção, especialmente durante períodos de sofrimento emocional. Ajudar as pessoas a identificar antecipadamente uma pessoa de confiança, preservando ao mesmo tempo sua capacidade de escolha e autonomia, pode facilitar a busca por apoio presencial quando mais importa”, afirmou Arthur Evans, diretor executivo da Associação Americana de Psicologia.

A OpenAI também destacou que o recurso não substitui ajuda profissional, linhas de emergência ou acompanhamento psicológico presencial. Segundo a companhia, o objetivo é criar uma camada adicional de proteção em momentos de crise.

O anúncio acontece após uma série de críticas envolvendo o comportamento do ChatGPT em conversas relacionadas à saúde mental. No ano passado, a OpenAI foi alvo de um processo por homicídio culposo envolvendo o suicídio de um adolescente. A ação alegava que o chatbot teria discutido métodos de suicídio e ajudado o jovem a planejar sua morte. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Além disso, uma investigação publicada pela BBC em 2025 apontou casos em que o ChatGPT teria fornecido orientações sobre automutilação. Desde então, a empresa afirma ter reforçado os mecanismos de segurança da plataforma.

Entre as medidas citadas pela OpenAI estão a recusa em fornecer instruções relacionadas a suicídio, o incentivo ao contato com serviços de emergência e o aprimoramento das respostas do sistema em situações de sofrimento emocional.

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OpenAI lança GPT-5.5-Cyber em resposta ao Claude Mythos

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do GPT-5.5-Cyber, uma variação do seu modelo de inteligência artificial (IA) mais recente, disponível em capacidade de pré-visualização limitada para equipes de cibersegurança selecionadas. O movimento ocorre um mês após a rival Anthropic ter atraído investidores e autoridades governamentais com o Claude Mythos Preview.

A pré-visualização do GPT-5.5-Cyber não pretende ser um grande avanço em termos de capacidade cibernética, mas foi treinada para ser mais permissiva em tarefas relacionadas à segurança, informou a OpenAI em post no blog. A empresa havia anunciado o GPT-5.5 no final do mês passado.

GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, chega para rivalizar com Claude Mythos, da Anthropic

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware. As proteções integradas ao modelo GPT-5.5 disponível publicamente tornariam essas tarefas mais desafiadoras.

“O GPT‑5.5‑Cyber permite que um conjunto menor de parceiros estude fluxos de trabalho avançados, onde o comportamento de acesso especializado pode importar”, disse a OpenAI no post.

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware – Imagem: JRdes/Shutterstock

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Anthropic iniciou corrida com Projeto Glasswing

  • Ao lançar o Mythos no mês passado, a Anthropic decidiu limitar o acesso a um grupo seleto de empresas como parte de uma nova iniciativa de cibersegurança chamada Projeto Glasswing;
  • O CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se com membros seniores do governo de Donald Trump para discutir o modelo e seu potencial poder, mesmo após a empresa ter sido colocada na lista negra pelo Pentágono apenas semanas antes;
  • O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se com CEOs de grandes bancos estadunidenses para discutir o Mythos no mês passado;
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e Bessent também realizaram uma ligação com CEOs de tecnologia líderes antes do lançamento do modelo.

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GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

A OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.

Especificações técnicas focadas em IA

Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.

A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.

Projeções ambiciosas de vendas

Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.

As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.

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ChatGPT: novo GPT-5.5 Instant promete muito menos alucinações

A OpenAI anunciou uma atualização no modelo padrão do ChatGPT, introduzindo o GPT-5.5 Instant como a nova base da plataforma. Segundo a empresa, a nova versão é mais inteligente, mais precisa e oferece respostas mais claras e concisas, além de ampliar os recursos de personalização.

De acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 Instant apresenta “melhorias significativas em factualidade em todos os aspectos”, atacando um dos principais problemas dos modelos de inteligência artificial: as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações.

Com base em “avaliações internas”, o modelo produziu “52,5% menos alegações alucinadas” em comparação com o GPT-5.3 Instant em prompts de alto risco envolvendo áreas, como medicina, direito e finanças. Além disso, houve uma redução de 37,3% em afirmações incorretas em conversas especialmente desafiadoras sinalizadas por usuários por conterem erros factuais.

A empresa também afirma que o modelo é “mais capaz em tarefas do dia a dia”, incluindo análise de imagens e fotos, respostas a questões relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de decidir quando recorrer à busca na web para oferecer respostas mais úteis. Esses avanços também se refletem em melhorias em avaliações relacionadas a raciocínio visual, matemática e ciência.

Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 Instant traz respostas “mais enxutas e diretas ao ponto”, mantendo o conteúdo essencial, mas reduzindo a verbosidade e o excesso de formatação que tornavam respostas longas demais.

O modelo também faz menos perguntas de acompanhamento desnecessárias e evita elementos que podem poluir a resposta, como “emojis gratuitos”. Ainda assim, a empresa afirma que o sistema mantém um tom conversacional mais natural e a “calidez” que caracteriza o ChatGPT.

OpenAI promete menos alucinações na nova atualização – Imagem: JRdes/Shutterstock

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Mais avanços e novidades do GPT-5.5 Instant

  • Outro destaque da atualização é o avanço na personalização. O GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, como o Gmail, para oferecer respostas mais relevantes;
  • O modelo também consegue identificar quando a personalização pode melhorar uma resposta e realiza buscas mais rápidas em conversas passadas, reduzindo a necessidade de o usuário repetir informações;
  • A OpenAI também introduziu o recurso “memory sources” em todos os modelos do ChatGPT, que permite ao usuário visualizar quais informações foram utilizadas para personalizar uma resposta. Com a funcionalidade, é possível ver, por exemplo, memórias salvas ou trechos de conversas anteriores usados como base, além de excluir ou corrigir dados considerados desatualizados ou irrelevantes;
  • A empresa ressalta que os “memory sources” não são exibidos para outras pessoas caso uma conversa seja compartilhada e que o usuário mantém controle total sobre suas informações. É possível apagar chats, editar memórias salvas ou utilizar conversas temporárias que não utilizam nem atualizam a memória;
  • A OpenAI também observa que o recurso pode não exibir todos os fatores que influenciaram uma resposta, mostrando apenas os contextos mais relevantes, mas afirma que continuará aprimorando a ferramenta.
Ícone do app do ChatGPT em um smartphone
GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, para oferecer respostas mais relevantes – Imagem: Primakov/Shutterstock

Disponibilidade

O GPT-5.5 Instant começou a ser disponibilizado a partir desta terça-feira (5) para todos os usuários do ChatGPT, substituindo o GPT-5.3 Instant como modelo padrão. Ainda assim, a versão anterior permanecerá disponível por três meses, antes de ser descontinuada, permitindo uma transição gradual.

Os recursos avançados de personalização, incluindo o uso de histórico de chats, arquivos e Gmail, estão sendo liberados inicialmente para usuários dos planos Plus e Pro na versão web, com previsão de chegada aos aplicativos móveis em breve. A OpenAI também planeja expandir essas funcionalidades para usuários Free, Go, Business e Enterprise nas próximas semanas.

Já o recurso de “memory sources” está sendo liberado para todos os planos de consumo do ChatGPT na web e deve chegar em breve aos dispositivos móveis. A disponibilidade de algumas fontes de personalização pode variar conforme a região.

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