A Amazon lançou uma atualização para o assistente Alexa+ que amplia a capacidade do serviço de se conectar a dispositivos domésticos inteligentes. A novidade, disponível atualmente em versão de pré-visualização, permite que o assistente se integre a produtos das marcas Bosch, Delta, Ecovacs, iRobot, Yale Home, Whirlpool, Tapo, Eufy e outras, direcionando automaticamente os pedidos ao dispositivo correto.
Em exemplo divulgado pela Amazon, um usuário com uma máquina de lavar compatível pode dizer: “Alexa, o uniforme de futebol do meu filho precisa de uma lavagem mais intensa, mas a etiqueta diz só lavar a frio.” O Alexa+ navegaria pelas opções de ciclo da máquina e selecionaria a configuração adequada.
As novas integrações são alimentadas por novo kit de desenvolvimento de IA da Amazon, descrito pela empresa como uma ferramenta para facilitar a conexão de fabricantes de dispositivos ao Alexa+, “incluindo aqueles com capacidades únicas que não eram suportadas antes”.
Amazon está reformulando a Alexa+ desde fevereiro – Imagem: ACHPF/Shutterstock
O assistente é capaz de executar pedidos com múltiplas etapas e ajudar a criar rotinas por comando de voz;
Atualmente, ele opera com um número limitado de serviços de terceiros, entre eles Ticketmaster, OpenTable, Uber, Thumbtack, Expedia, Yelp, Square e Angi;
Para ampliar esse alcance, a Amazon está adotando o Model Context Protocol (MCP), padrão de código aberto que permite que modelos de IA se conectem a sistemas e ferramentas externas;
Com isso, empresas, como Canva, Headspace, Priceline, Lyft, Cengage, Virgin Atlantic e Weekend, passarão a oferecer integrações com o Alexa+ ainda neste ano.
Como exemplo de uso, a Priceline permitirá que clientes pesquisem opções de hotéis e façam reservas diretamente pela assistente da Amazon. A empresa, junto com Atom Tickets, Cengage, Fandango e Taskrabbit, também passará a aceitar pagamentos via Amazon Wallet em breve.
A Amazon está desenvolvendo uma nova atualização para sua assistente virtual Alexa, focada em recursos de inteligência artificial (IA) agêntica, capaz de executar múltiplas tarefas em uma única solicitação do usuário.
Segundo documentos internos obtidos pelo Business Insider, o projeto, conhecido pelo codinome Moonraker, também se tornou uma das iniciativas mais caras da reformulação da Alexa+, com custos projetados superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) apenas em GPUs ao longo de 2026.
De acordo com a publicação, a proposta do Moonraker é ampliar as capacidades da atual Alexa+, permitindo que a assistente realize interações mais complexas e lide com diversos pedidos simultaneamente.
Os documentos citam como exemplo um comando em que o usuário pede para a Alexa reservar uma corrida e, ao mesmo tempo, enviar uma mensagem para um amigo. Em vez de responder a apenas um comando, a nova tecnologia foi projetada para executar várias ações relacionadas dentro de uma única interação.
Amazon quer competir na corrida da IA agêntica
O desenvolvimento do Moonraker posiciona a Amazon na disputa pelo mercado de assistentes baseados em IA agêntica, segmento no qual empresas, como OpenAI, Google e Anthropic, já oferecem modelos capazes de navegar pela internet e concluir fluxos de trabalho compostos por várias etapas.
Atualmente, a Alexa+ já permite que usuários reservem corridas ou comprem ingressos por meio de parceiros, como Uber e Ticketmaster. Com o Moonraker, a empresa pretende expandir essas capacidades para que diversas ações sejam concluídas a partir de um único pedido.
Projeto pode custar mais de R$ 516 milhões
Os documentos internos também revelam o alto custo da iniciativa;
Um dos planejamentos analisados pelo Business Insider classifica o Moonraker como a nova iniciativa de maior custo da Alexa+, estimando gastos superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) em GPUs durante 2026;
O mesmo documento sugere que uma forma de aliviar a pressão financeira seria adiar o projeto ou reduzir seu escopo;
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, ouvida pela publicação, alguns executivos da Amazon acreditam que a empresa gastou recursos demais nos modelos de IA que alimentam a versão atual da Alexa. O custo operacional desses modelos teria se tornado uma preocupação crescente dentro da companhia;
De acordo com o Business Insider, essa pressão reflete um movimento mais amplo observado no Vale do Silício, em que empresas enfrentam o aumento dos custos para desenvolver e operar sistemas avançados de IA.
Outro conjunto de documentos, datado do fim de 2025, mostra que a Amazon planejava utilizar centenas de GPUs da Nvidia para dar suporte ao Moonraker.
Os registros também indicam que a empresa empregava um modelo Sonnet, da Anthropic, para testar recursos de raciocínio avançado e respostas visuais enquanto engenheiros preparavam o sistema para uma expansão mais ampla.
Alexa+ está em implantação no Brasil – Imagem: Koshiro K/Shutterstock
Alexa+ ainda enfrenta dificuldades
A Alexa+ foi lançada oficialmente em todo o território dos Estados Unidos apenas no início de 2026. Em países como o Reino Unido e Brasil, a assistente continua disponível em acesso antecipado. A implementação, porém, não ocorreu sem problemas.
Segundo o Business Insider, a Amazon adiou diversas vezes o lançamento da Alexa+ antes de ampliar sua disponibilidade nos Estados Unidos. A publicação afirma que testes internos identificaram dificuldades como alucinações e respostas inconsistentes. Em um dos relatos, um funcionário afirmou que a Alexa desligou por engano o filtro de um aquário, causando a morte dos peixes.
Usuários também relataram dificuldades da assistente para executar solicitações básicas que não aconteciam em versões anteriores.
Em uma avaliação inicial publicada no ano passado pelo Engadget, a jornalista Cherlynn Low elogiou a melhora na capacidade de conversação da Alexa+, mas observou que a assistente frequentemente apresentava dificuldades para lembrar conversas anteriores e solicitações feitas em aplicativos como o Uber.
Amazon continua investindo na Alexa+
Apesar dos desafios e dos elevados custos, a Amazon segue ampliando os recursos da Alexa+. Em fevereiro, a empresa lançou três novos estilos de personalidade para personalizar a forma como a assistente interage com os usuários. Posteriormente, também adicionou uma opção que torna a Alexa mais irreverente e com linguagem mais agressiva.
Nos últimos meses, a companhia ainda incorporou pedidos de entrega de comida em linguagem natural por meio de aplicativos, como GrubHub e Uber Eats.
Em sua mais recente carta anual aos acionistas, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que os clientes estão conversando com a Alexa+ duas vezes mais do que anteriormente e realizando três vezes mais pedidos de compras online.
Segundo ele, “a Alexa ainda está no início de sua jornada para se tornar a melhor assistente pessoal do mundo”. Procurada pelo Business Insider, a Amazon se recusou a comentar o projeto Moonraker.
A Amazon passou a disponibilizar, nos Estados Unidos, uma nova funcionalidade dentro do assistente Alexa+, capaz de transformar qualquer tema escolhido pelo usuário em um episódio no formato de podcast produzido por inteligência artificial. A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira (18) e integra o conjunto de recursos do assistente atualizado da empresa.
A proposta permite que o usuário solicite um assunto específico e receba uma prévia do conteúdo planejado antes da geração do áudio, podendo ajustar duração e enfoque da produção. Em seguida, o sistema cria uma gravação com vozes sintéticas que simulam apresentadores.
Segundo a empresa, o recurso utiliza informações de uma rede de mais de 200 veículos de imprensa e outras fontes jornalísticas com as quais mantém parceria, como forma de sustentar a produção de conteúdos em áudio sob demanda.
Para quem tem pressa:
A Amazon lançou o Alexa Podcasts dentro do Alexa+, permitindo criar episódios de áudio por IA a partir de qualquer tema solicitado pelo usuário;
O sistema monta um roteiro, permite ajustes e gera o conteúdo com vozes sintéticas, disponível no app e dispositivos Echo após notificação;
O recurso usa informações de mais de 200 veículos parceiros e marca uma expansão do Alexa para além das funções tradicionais de assistente.
Como funciona o Alexa Podcasts
Caixinha de som smart com Alexa integrada (Reprodução: Lazar Gugleta/Unsplash)
A nova ferramenta opera a partir de comandos diretos de voz ou texto dentro do Alexa+. O usuário define o tema desejado e o sistema estrutura uma espécie de roteiro automático, apresentando antes um resumo (prévia) do que será abordado.
Após essa etapa, é possível ajustar o tamanho do episódio e a abordagem do conteúdo. Só depois dessa confirmação o áudio é gerado, com vozes criadas por inteligência artificial simulando dois apresentadores em diálogo.
Quando finalizado, o episódio fica disponível para reprodução em dispositivos Echo compatíveis e também no aplicativo da Alexa, com notificação enviada ao usuário assim que o conteúdo é concluído.
A empresa afirma que o Alexa Podcasts foi pensado para ampliar o papel do assistente virtual, que deixa de ser apenas uma ferramenta de respostas rápidas e passa a atuar como criador de conteúdos personalizados em áudio.
Entre os materiais utilizados como base de informação estão acordos com agências e veículos como Associated Press, Reuters, The Washington Post, Time, Forbes, Business Insider, Politico, USA Today e publicações do grupo Vox, além de mais de 200 jornais locais nos Estados Unidos.
A Amazon também indica que a tecnologia faz parte de um movimento mais amplo de expansão do uso de inteligência artificial generativa para criar experiências de consumo de informação mais personalizadas.
Aplicativo da Alexa em um celular (Imagem: Matthew Nichols1 / Shutterstock.com)
A Amazon apresentou uma série de exemplos práticos que ilustram o funcionamento do Alexa Podcasts, evidenciando como os episódios produzidos por inteligência artificial podem ir desde abordagens educativas sobre fatos históricos até conteúdos de lazer e aprendizagem personalizada.
Nas demonstrações divulgadas pela companhia, há simulações de diálogos entre dois apresentadores virtuais discutindo temas como a trajetória do Império Romano, os lançamentos mais recentes do cenário musical e até possíveis cenários para a próxima Copa do Mundo.
O sistema também pode ser utilizado sob demanda para gerar conteúdos em formato de áudio com caráter educativo, como explicações sobre acontecimentos históricos relevantes, a exemplo das missões Apollo, ou ainda para aprofundar assuntos ligados aos interesses individuais de cada usuário, como fotografia e diferentes tipos de hobbies.
A ideia central é oferecer materiais personalizados, criados em tempo real de acordo com a necessidade ou curiosidade do momento.
Além disso, a Amazon posiciona essa tecnologia como uma evolução de soluções semelhantes já existentes em outras plataformas, fazendo paralelos com ferramentas como o NotebookLM e também com recursos incorporados a navegadores como o Microsoft Edge, que passaram a incluir a geração automática de podcasts por meio de inteligência artificial.
O recurso ainda é apresentado como um apoio para planejamento de viagens, permitindo ao usuário conhecer previamente aspectos históricos e culturais de destinos como Roma, Tóquio ou Machu Picchu, além de servir como suporte para a exploração de novos interesses e para o desenvolvimento de habilidades profissionais em áreas como liderança e tecnologia.
A Amazon anunciou na quarta-feira um novo recurso para o Alexa+, sua assistente com inteligência artificial (IA). A empresa passou a oferecer três estilos de personalidade — Brief, Chill e Sweet — que permitem ao usuário alterar o tom das respostas da assistente. A novidade foi lançada inicialmente no mercado dos Estados Unidos.
Segundo a companhia, a proposta é dar mais controle sobre a forma como a IA se comunica. Cada estilo modifica características como objetividade, informalidade e nível de entusiasmo nas interações. A função pode ser ativada por comando de voz em dispositivos compatíveis, como a linha Amazon Echo, ou diretamente no aplicativo da Alexa, dentro das configurações do aparelho, na seção “Personality Style”.
Além da personalidade original Alexa, a Amazon introduziu três novas ao Alexa+ nos Estados Unidos (Imagem: Amazon / Divulgação)
Três estilos com tons diferentes
No modo Brief, a assistente responde de maneira mais curta e direta. Já o estilo Chill faz com que a Alexa adote um tom mais descontraído, semelhante ao de um amigo casual. Por sua vez, o modo Sweet torna as respostas mais calorosas e entusiasmadas, incluindo incentivo e positividade, de acordo com a Amazon.
A empresa afirma que os estilos foram desenvolvidos com base em cinco dimensões que moldam a personalidade da IA: expressividade, abertura emocional, formalidade, objetividade e humor. Cada opção combina esses fatores em níveis distintos. O Brief, por exemplo, não se limita a ser conciso, mas também apresenta comunicação casual, direta e com uso mínimo de humor.
A introdução de traços de personalidade em modelos de IA tem sido alvo de debate no setor. Em alguns casos, sistemas considerados excessivamente elogiosos ou afirmativos geraram preocupações. O modelo GPT-4o, da OpenAI, foi citado em processos judiciais que alegam que interações muito validantes teriam contribuído para dependência tecnológica e agravamento de problemas de saúde mental de determinados usuários.
GPT-4o gerou polêmica por sua possibilidade de ter personalidade (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)
Ao mesmo tempo, usuários de chatbots demonstram interesse em personalizar a forma como as IAs respondem. Em dezembro, a OpenAI lançou recursos no ChatGPT que permitem ajustar o estilo e o tom base da ferramenta, incluindo níveis de calor humano, entusiasmo e uso de emojis. Mesmo assim, parte dos usuários relata que o modelo mais recente ainda adota um padrão considerado excessivamente tranquilizador.
A Amazon informa que os três novos estilos do Alexa+ são os primeiros de uma série planejada. Outros formatos de personalidade devem ser disponibilizados futuramente.