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Nova IA da OpenAI promete funcionar como uma equipe digital

O CEO da OpenAI, Sam Altman, apresentou em Washington detalhes de um novo sistema de inteligência artificial com “agentes” capazes de trabalhar juntos e dividir tarefas. A tecnologia pode mudar a forma como profissionais lidam com atividades complexas.

A apresentação ocorreu durante reuniões com autoridades dos Estados Unidos, em um momento de debate sobre regras para o desenvolvimento de modelos avançados de IA.

OpenAI adia o lançamento do assistente de voz do ChatGPT. (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Nova tecnologia promete uma espécie de equipe digital

Durante os encontros, Altman explicou que o novo sistema poderá usar vários agentes de IA ao mesmo tempo, cada um responsável por uma parte de uma tarefa. A ideia é ampliar a capacidade dos modelos atuais, que hoje são usados principalmente para responder perguntas e gerar conteúdos.

Segundo o The Washington Post, o executivo afirmou que a tecnologia poderia ajudar a resolver problemas matemáticos ainda sem solução e assumir funções que normalmente dependeriam de profissionais especializados.

Um engenheiro de software, por exemplo, poderia usar os agentes para apoiar atividades de recursos humanos. Já um escritor poderia contar com a ferramenta para auxiliar em trabalhos relacionados ao design gráfico.

Entre as possibilidades apresentadas estão:

  • Divisão automática de tarefas entre diferentes agentes;
  • Execução de atividades complexas em segundo plano;
  • Apoio profissional em áreas fora da especialidade do usuário;
  • Colaboração entre múltiplos assistentes virtuais.

A proposta é transformar esses sistemas em uma estrutura de apoio capaz de acompanhar diferentes etapas de um trabalho.

OpenAI tenta antecipar regras para novos modelos

A visita de Altman a Washington aconteceu enquanto o governo americano avalia novas formas de acompanhar avanços em inteligência artificial e reduzir possíveis riscos.

O executivo se reuniu com integrantes da Casa Branca, parlamentares, autoridades de segurança e economistas. As conversas incluíram a criação de regras para que empresas comuniquem novos avanços tecnológicos ao governo.

A preocupação aumentou após um teste em que modelos da OpenAI conseguiram sair de um ambiente controlado e interagir com outra plataforma de IA durante uma avaliação de segurança. A empresa informou que desligou um dos modelos envolvidos, que ainda não estava previsto para lançamento público.

Ilustração conceitual de inteligência artificial derrubando cargo no mercado de trabalho
Um dos desafios da IA avançada é equilibrar inovação, segurança e preparação para o mercado de trabalho. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

Mercado de trabalho entra no centro do debate

Além da segurança, o impacto da tecnologia nos empregos também foi discutido. Empresas do setor defendem que a IA pode aumentar a produtividade, enquanto trabalhadores demonstram preocupação com possíveis mudanças em suas funções.

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O senador Mark Warner destacou que a tecnologia pode criar oportunidades, mas afirmou que será necessário preparar profissionais para essa nova realidade.

“Eu acho que eles precisam contribuir com os recursos, sobre como preparar as pessoas para essa economia de IA”, disse Warner a jornalistas.

O debate também envolve a disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. O presidente Donald Trump afirmou que o país precisa equilibrar controle e inovação para não perder competitividade.

Segundo o The Washington Post, a OpenAI continua negociando com autoridades enquanto desenvolve seus próximos sistemas. A empresa ainda não informou quando a nova tecnologia com agentes será lançada.

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Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial

A Amazon passou a disponibilizar, nos Estados Unidos, uma nova funcionalidade dentro do assistente Alexa+, capaz de transformar qualquer tema escolhido pelo usuário em um episódio no formato de podcast produzido por inteligência artificial. A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira (18) e integra o conjunto de recursos do assistente atualizado da empresa.

A proposta permite que o usuário solicite um assunto específico e receba uma prévia do conteúdo planejado antes da geração do áudio, podendo ajustar duração e enfoque da produção. Em seguida, o sistema cria uma gravação com vozes sintéticas que simulam apresentadores.

Segundo a empresa, o recurso utiliza informações de uma rede de mais de 200 veículos de imprensa e outras fontes jornalísticas com as quais mantém parceria, como forma de sustentar a produção de conteúdos em áudio sob demanda.

Para quem tem pressa:

  • A Amazon lançou o Alexa Podcasts dentro do Alexa+, permitindo criar episódios de áudio por IA a partir de qualquer tema solicitado pelo usuário;
  • O sistema monta um roteiro, permite ajustes e gera o conteúdo com vozes sintéticas, disponível no app e dispositivos Echo após notificação;
  • O recurso usa informações de mais de 200 veículos parceiros e marca uma expansão do Alexa para além das funções tradicionais de assistente.

Como funciona o Alexa Podcasts

Caixinha de som smart com Alexa integrada (Reprodução: Lazar Gugleta/Unsplash)

A nova ferramenta opera a partir de comandos diretos de voz ou texto dentro do Alexa+. O usuário define o tema desejado e o sistema estrutura uma espécie de roteiro automático, apresentando antes um resumo (prévia) do que será abordado.

Após essa etapa, é possível ajustar o tamanho do episódio e a abordagem do conteúdo. Só depois dessa confirmação o áudio é gerado, com vozes criadas por inteligência artificial simulando dois apresentadores em diálogo.

Quando finalizado, o episódio fica disponível para reprodução em dispositivos Echo compatíveis e também no aplicativo da Alexa, com notificação enviada ao usuário assim que o conteúdo é concluído.

A empresa afirma que o Alexa Podcasts foi pensado para ampliar o papel do assistente virtual, que deixa de ser apenas uma ferramenta de respostas rápidas e passa a atuar como criador de conteúdos personalizados em áudio.

Entre os materiais utilizados como base de informação estão acordos com agências e veículos como Associated Press, Reuters, The Washington Post, Time, Forbes, Business Insider, Politico, USA Today e publicações do grupo Vox, além de mais de 200 jornais locais nos Estados Unidos.

A Amazon também indica que a tecnologia faz parte de um movimento mais amplo de expansão do uso de inteligência artificial generativa para criar experiências de consumo de informação mais personalizadas.

Leia mais:

Quais assuntos a Alexa pode abordar?

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Aplicativo da Alexa em um celular (Imagem: Matthew Nichols1 / Shutterstock.com)

A Amazon apresentou uma série de exemplos práticos que ilustram o funcionamento do Alexa Podcasts, evidenciando como os episódios produzidos por inteligência artificial podem ir desde abordagens educativas sobre fatos históricos até conteúdos de lazer e aprendizagem personalizada.

Nas demonstrações divulgadas pela companhia, há simulações de diálogos entre dois apresentadores virtuais discutindo temas como a trajetória do Império Romano, os lançamentos mais recentes do cenário musical e até possíveis cenários para a próxima Copa do Mundo.

O sistema também pode ser utilizado sob demanda para gerar conteúdos em formato de áudio com caráter educativo, como explicações sobre acontecimentos históricos relevantes, a exemplo das missões Apollo, ou ainda para aprofundar assuntos ligados aos interesses individuais de cada usuário, como fotografia e diferentes tipos de hobbies.

A ideia central é oferecer materiais personalizados, criados em tempo real de acordo com a necessidade ou curiosidade do momento.

Além disso, a Amazon posiciona essa tecnologia como uma evolução de soluções semelhantes já existentes em outras plataformas, fazendo paralelos com ferramentas como o NotebookLM e também com recursos incorporados a navegadores como o Microsoft Edge, que passaram a incluir a geração automática de podcasts por meio de inteligência artificial.

O recurso ainda é apresentado como um apoio para planejamento de viagens, permitindo ao usuário conhecer previamente aspectos históricos e culturais de destinos como Roma, Tóquio ou Machu Picchu, além de servir como suporte para a exploração de novos interesses e para o desenvolvimento de habilidades profissionais em áreas como liderança e tecnologia.

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