vulnerabilidade

Auto Added by WPeMatico

shutterstock 2698472703 1024x768

Chrome e outros navegadores com IA apresentam falhas de segurança, aponta pesquisa

Navegadores com IA vêm ganhando espaço ao prometer automatizar tarefas como organizar viagens e executar ações dentro da web. Mas um estudo da Universidade de Washington, divulgado pelo TechXplore, mostra que essa conveniência pode ter um custo: riscos reais à segurança dos dados.

A pesquisa analisou navegadores com IA integrada e identificou falhas que podem permitir acesso indevido a informações sensíveis durante o uso automatizado.

IA nos navegadores pode executar ações na web, mas também ser explorada por ataques cibernéticos. – Imagem: Nwz/Shutterstock

Navegadores com IA e o novo risco

Esses sistemas funcionam como assistentes dentro do próprio navegador. Eles abrem páginas, fazem buscas e executam tarefas. Só que essa autonomia não vem sem problemas.

Leia mais:

O estudo avaliou sete navegadores com agentes de IA e encontrou vulnerabilidades em quatro deles. Em alguns casos, foi possível contornar a chamada política de mesma origem, mecanismo essencial da web que impede a troca de dados entre sites diferentes.

Falhas na “política de mesma origem”

Em um dos testes, os pesquisadores exploraram o ChatGPT Atlas em um ataque de prova de conceito. Um site malicioso incorporado conseguiu acessar informações sensíveis do usuário. O mesmo tipo de comportamento foi observado no Chrome com Gemini, no Claude para Chrome e no Perplexity Comet.

Nem todos os navegadores apresentaram o mesmo nível de risco. Aqueles com menos permissões para agentes acabaram sendo os mais seguros, segundo o estudo.

Smartphone mostrando o navegadores de IA
Agentes de IA podem ser enganados por instruções ocultas em páginas maliciosas da web. – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Como os ataques acontecem na prática

O problema central está na chamada injeção de prompt. Na prática, páginas maliciosas escondem instruções que o agente de IA pode interpretar como comandos legítimos.

Esses ataques aparecem de formas diferentes:

  • instruções ocultas em páginas que influenciam o comportamento do agente
  • exploração de permissões entre abas e conteúdos incorporados
  • “envenenamento de memória”, que interfere em ações futuras
  • combinação indevida de dados de diferentes fontes

Os agentes de navegador não estão prontos para o público. Mesmo usuários experientes podem ser afetados se esses sistemas tiverem acesso a credenciais como e-mail ou banco. Ainda não há confiança suficiente nesses mecanismos.

David Kohlbrenner, pesquisador da Universidade de Washington e coautor sênior do estudo, em nota.

O que os pesquisadores alertam

“Essa política é fundamental para a forma como os navegadores modernos protegem suas informações”, afirmou a coautora sênior Franziska Roesner. Ela reforça que o isolamento entre sites continua sendo uma das bases da segurança na web.

O estudo conclui que os navegadores com IA avançam rapidamente em capacidade, mas a segurança ainda não acompanhou esse ritmo.

O post Chrome e outros navegadores com IA apresentam falhas de segurança, aponta pesquisa apareceu primeiro em Olhar Digital.

Chrome e outros navegadores com IA apresentam falhas de segurança, aponta pesquisa Read More »

ingressos 1024x682

IA revela falha em sistema que vende ingressos de grandes eventos

Um pesquisador conseguiu usar a IA Claude Opus 4.7 para explorar uma falha em um sistema de ingressos usado por grandes festivais dos Estados Unidos, segundo reportagem da WIRED. O sistema é da Front Gate Tickets, que opera vendas para eventos como Lollapalooza e Bonnaroo.

O ponto que mais chama atenção aqui é que a própria IA acabou entrando no meio de um teste de segurança e acelerou a descoberta de um problema sério.

Falha em sistema de tickets teria permitido acesso a dados internos e emissão de ingressos sem restrições. – Imagem: wutianzeri/Shutterstock

Como a IA entrou na investigação

O pesquisador de segurança Ian Carroll identificou uma possível vulnerabilidade no site da Front Gate Tickets e decidiu testar a hipótese com ajuda do Claude Opus 4.7.

Ele relata que a IA sugeriu uma abordagem baseada em SQL injection, uma falha clássica que explora entradas de dados para interferir no banco de informações de um sistema. Em alguns momentos, Carroll afirma que teve que parar e reler o que a própria IA estava sugerindo, porque o caminho não era tão óbvio assim.

E aqui entra o detalhe mais sensível: uma consulta SQL aninhada teria permitido contornar o firewall da aplicação. Isso abriu uma brecha que expôs partes internas do sistema.

Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema
Sistema de ingressos teria exposto dados e contas administrativas após exploração de vulnerabilidade com ajuda de IA. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

O que a falha poderia permitir

Ao avançar na exploração, Carroll afirma que conseguiu acessar informações internas e assumir contas administrativas. Em certo ponto, ele encontrou códigos de redefinição de senha armazenados no sistema — e isso foi o suficiente para chegar ao controle de um superadministrador.

Na prática, isso significaria algo bem direto: possibilidade de emitir ingressos sem restrições, inclusive os mais caros da plataforma, que podem chegar a cerca de 4 mil dólares (aproximadamente R$ 20 mil).

  • acesso a dados de clientes e funcionários
  • emissão de ingressos VIP e de alto valor
  • controle de contas administrativas
  • exploração de API interna do sistema

Segundo o pesquisador, a falta de autenticação em dois fatores em alguns acessos administrativos só piorava o cenário. Não era uma barreira forte o bastante.

Símbolo de alerta com exclamação dentro de triângulo formado por códigos binários
Vulnerabilidade teria impacto potencial em dados de usuários e estrutura interna do sistema de bilheteria. – Imagem: enzozo/Shutterstock

Reação das empresas após a descoberta

Depois do relato, a Front Gate disse que corrigiu o problema em cerca de 24 horas e afirmou não haver evidências de exploração real nem de vazamento de dados de clientes.

Leia mais:

A empresa também reforçou que a falha estava restrita a um sistema interno e que auditorias ajudariam a identificar qualquer uso indevido. Ou seja, na visão deles, o impacto teria sido controlado.

Já a Anthropic afirmou que seu programa de verificação em segurança cibernética permite o uso controlado de ferramentas de IA justamente para testar e melhorar sistemas digitais.

O que esse caso revela sobre IA e segurança

Carroll descreveu o episódio como algo surpreendente e destacou que foi possível ver um ingresso de alto valor ser manipulado dentro do sistema sem grandes barreiras técnicas.

E talvez o ponto mais incômodo seja esse: a diferença entre a aparência “profissional” de grandes plataformas e a fragilidade real por trás delas.

No fim, o caso mostra uma mudança importante. A IA não está só ajudando a automatizar tarefas do dia a dia — ela também está acelerando a descoberta de falhas que, até pouco tempo atrás, exigiam muito mais esforço humano para serem encontradas.

O post IA revela falha em sistema que vende ingressos de grandes eventos apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA revela falha em sistema que vende ingressos de grandes eventos Read More »