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Google lança Gemini 3.5 Flash e muda a cara da IA

O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou o Gemini 3.5 Flash (o primeiro desta “linha”) nesta terça-feira (19), durante o Google I/O 2026, evento da big tech voltado para desenvolvedores.

O novo modelo “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

Gemini 3.5 Flash: O que muda?

O Gemini 3.5 Flash traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. O que muda, na prática, é o seguinte:

  • Velocidade maior: Ele consegue processar e gerar respostas quatro vezes mais rápido do que outros modelos avançados concorrentes, segundo o Google;
  • Foco em “agentes”: A principal evolução é a capacidade de agir como agente de IA. Em vez de responder perguntas isoladas, o modelo consegue planejar, criar e executar tarefas com vários passos sozinho (como programar, criar aplicativos ou automatizar fluxos de trabalho complexos). Aliás, ele superou o modelo anterior Gemini 3.1 Pro nessas tarefas de programação e autonomia, de acordo com a empresa;
  • Menos tempo e custo: Atividades de desenvolvimento ou auditoria que antes demoravam dias ou semanas podem ser resolvidas numa fração do tempo, custando frequentemente menos da metade do preço de outros modelos de ponta, diz a empresa;
  • Gráficos e telas interativas: O Gemini 3.5 Flash tem mais facilidade para entender imagens e gerar códigos visuais complexos, segundo o Google. Na prática, ele é usado no “Modo IA” da Busca do Google para construir gráficos e animações interativas em tempo real enquanto você pesquisa sobre um tema, por exemplo;
  • Segurança ajustada: Ele foi treinado com filtros mais avançados, o que diminui as chances de gerar conteúdos perigosos e reduz os erros nos quais o sistema se recusava, injustamente, a responder a uma pergunta segura, informou a empresa.

A atualização do grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) da empresa chega com uma repaginação da interface do Gemini – seja no site ou no aplicativo. Agora, a interface a IA do Google está com uma cara mais clean.

Em testes feitos pelo Olhar Digital, deu para escolher entre: 3.1 Flash Lite, 3 Flash e 3.1 Pro. Também deu para ajustar o “nível de raciocínio” do modelo escolhido – entre “Padrão” e “Estendido”.

Confira abaixo:

Agora dá para escolher entre modelos Flash e Pro no Gemini; e ajustar o “nível de raciocínio” usado pelo modelo escolhido – Imagem: Reprodução/Google

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Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google

Durante o Google I/O 2026, a big tech apresentou seu próprio agente de inteligência artificial (IA), o Gemini Spark.

O recurso funciona 24h por dia, sete dias por semana e está hospedado em máquinas virtuais dedicadas. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

“É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar na sua vida digital, agindo em seu nome e sob sua direção”, disse Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a jornalistas durante apresentação no evento. “Ele funciona perfeitamente em máquinas virtuais dedicadas no Google Cloud, [então] você não precisa manter seu laptop aberto para garantir que ele esteja funcionando.”

Gemini Spark quer seu agente de IA 24/7

  • O Gemini Spark se difere de produtos, como o Claude Cowork e o ChatGPT Agent, por estar inteiramente integrado ao ecossistema Google;
  • Enquanto pode enviar e-mails com a integração com o Gmail, ele pode interagir com a web via Chrome;
  • Em dispositivos móveis, você também consegue acompanhar o progresso do Spark por meio do sistema para Android chamado Halo;
  • Assim como outros agentes virtuais, o Spark pode ser integrado a vários serviços via MCP. O Google quer lançar mais conexões nos próximos meses.

“Precisa enviar um e-mail para o seu chefe com uma atualização de status? O Spark pode extrair todas as informações dos seus e-mails, documentos, planilhas e apresentações e escrever o rascunho para você”, disse Josh Woodward, vice-presidente do Gemini App and AI Studio do Google Labs.

“Pequenas empresas estão usando o Spark. Elas podem monitorar sua caixa de entrada e nunca perder uma pergunta de um cliente.”

Hoje, o assistente de IA está em testes, mas deve ser disponibilizado para assinantes do Google AI Ultra na semana que vem.

Google atualiza Antigravity com versão 2.0

O Antigravity, app de programação do Google utilizado para construir o Spark, recebeu nova versão. O Google Antigravity 2.0 possui app para desktop, ferramenta de linha de comando (CLI) e SDK para fluxos de trabalho personalizados.

A primeira versão do Antigravity foi lançada no ano passado como resposta a softwares de programação ética, como o Cursor.

Novidades

Agora, no novo app para desktop do Antigravity 2.0, os usuários podem lidar com diversos agentes e executar tarefas simultaneamente. Também é possível criar fluxos de trabalho personalizados para subagentes, bem como agendar tarefas a serem executadas de forma automática em segundo plano. Também está mais fácil integrá-lo a projetos, como o AI Studio, Android e Firebase.

Boa parte é impulsionada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo de IA desenvolvido em conjunto com o Antigravity.

Além disso, o sistema está recebendo suporte nativo a comandos de voz, algo similar ao que foi realizado em outros produtos da big tech, como Gmail e Docs.

A nova ferramenta de linha de comando (CLI) é destinada a desenvolvedores que queiram usar um terminal para a criação de agentes. O Google está pedindo que usuários que utilizam o Gemini CLI migrem para a nova ferramenta do Antigravity.

Já o SDK do Antigravity permite aos desenvolvedores a criação de agentes personalizados com base na ferramenta de codificação do Google. Clientes do Google Cloud poderão se conectar ao Antigravity para desenvolver projetos.

Além disso, o Google disse que vai disponibilizar modelos de agentes personalizados no AI Studio para que os usuários corporativos os utilizem.

Uma ferramenta de exportação do Antigravity também está sendo adicionada ao AI Studio para exportação de projetos atuais e prosseguimento do trabalho de forma local.

A expertise em programação da empresa no Antigravity também será espelhada para o consumidor. Produtos, como a Busca, receberão esse upgrade.

Nela, os usuários receberão interface personalizada em tempo real como parte da resposta. Assim, as pessoas poderão criar miniaplicativos enquanto exploram um tópico dentro da busca.

Nos EUA, o Google lançou novo plano AI Ultra por US$ 100 (R$ 505,73), que possui limites de IA cinco vezes maiores no Antigravity que o plano Pro. O plano mais completo também sofrerá redução de preço: de US$ 250 para US$ 200 (R$ 1,2 mil/R$ 1 mil), com limites 20 vezes maiores que o plano Pro.

Matéria em atualização

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Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal

O Google e a firma de investimentos Blackstone estariam prestes a criar uma nova empresa de computação em nuvem focada em inteligência artificial (IA), segundo informações exclusivas do The Wall Street Journal. A companhia será estabelecida nos Estados Unidos com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em capital da Blackstone, que será a proprietária majoritária do empreendimento.

A nova empresa utilizará os chips especializados do Google para competir diretamente com players, como a CoreWeave, no mercado de nuvem para IA. O anúncio oficial deve acontecer ainda nesta segunda-feira (18), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A aliança combina a expertise tecnológica do Google em chips para IA com a capacidade de investimento da Blackstone, uma das maiores firmas de investimento globais.

A expectativa é que essa união acirre ainda mais a disputa entre Google e Nvidia, que também fabrica chips para inteligência artificial.

O movimento representa uma aposta significativa no crescente mercado de infraestrutura em nuvem voltada para aplicações de IA, setor que tem atraído bilhões em investimentos nos últimos anos.

Leia mais:

Blackstone será dona majoritária da joint venture – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Competição no mercado de nuvem

  • A nova empresa visa, no ano que vem, disponibilizar 500 MW de capacidade;
  • Também pretende aumentar, substancialmente, essa capacidade ao longo do tempo;
  • A formação da joint venture se dá em momento em que a demanda por poder computacional para treino e execução dos modelos de IA chegou a níveis jamais imaginados;
  • Hoje, parte das companhias depende da infraestrutura de computação da CoreWeave, cujos chips são da Nvidia;
  • O Google servirá à joint venture, além de hardware, software e serviços;
  • O CEO da companhia será o executivo da big tech, Benjamin Treynor Sloss;
  • O Journal trouxe ainda que já há data centers em construção voltados para a nova empresa.

Blackstone investe além do Google

A Blackstone é reconhecida como a maior provedora de data centers no mundo, além de ser uma das empresas mais ativas em Wall Street, com aquisições da operadora de data centers QTS Realty Trust e da operadora de centros de dados AirTrunk.

Ela também já injetou dinheiro na futura “concorrente”, a CoreWeave, além de Anthropic, OpenAI e outras empresas do setor de IA.

Falando na Anthropic, ainda este mês, a startup fechou, ao lado de outras empresas, uma joint venture de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) com a Blackstone. A união realizará a venda de ferramentas de IA para outras companhias.

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Smartphones Android ganham IA que prevê hábitos dos usuários

Recentemente, o Google iniciou a liberação de um novo recurso de inteligência artificial no Android, chamado “contextual suggestions”. O software foi projetado para antecipar ações do usuário com base em hábitos diários e localização, como sugerir tarefas que podem ser úteis em momentos específicos e indicar playlists quando o usuário chega à academia.

Segundo o Android Authority, a novidade começou a aparecer em alguns dispositivos da linha Pixel 10, os quais rodam o sistema operacional Android 16. Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado pela empresa, o recurso já estaria ativo em versões estáveis do sistema em parte dos aparelhos.

A proposta inclui exemplos como recomendações de músicas em rotinas de treino ou sugestões de transmissão de conteúdo para a televisão em horários habituais, como jogos esportivos nos fins de semana.

Para quem tem pressa:

  • Android passa a testar IA que sugere ações com base em hábitos e localização do usuário;
  • Recurso já aparece em alguns Pixel recentes, mas ainda sem anúncio oficial de expansão;
  • Google diz que dados ficam no aparelho e que usuário pode controlar permissões nas configurações.

Funcionamento e testes iniciais do novo recurso

Mulher ouvindo música na academia pelo fone de ouvido – (Reprodução: Caley Vanular/Unsplash)

O recurso de sugestões contextuais do Android foi inicialmente identificado em ambiente de testes ligado aos serviços do Google, mas passou a ser observado também fora desse estágio experimental. Relatos de veículos especializados indicam que ele já aparece em alguns dispositivos mais recentes da linha Pixel, sem necessidade de ativação manual.

A proposta do sistema é analisar padrões de uso e localização para antecipar ações que possam ser úteis em determinados momentos do dia. A ideia é reduzir etapas do usuário ao oferecer atalhos baseados em comportamento recorrente.

Segundo informações atribuídas ao Google, o processamento dessas sugestões ocorre dentro de um ambiente protegido no próprio aparelho. A empresa descreve que o sistema aprende com os dados do usuário, mas sem compartilhá-los com serviços externos ou terceiros.

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A nova IA do Google também pode descobrir a sua localização para sugerir novos hábitos (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

Leia mais:

Também é mencionado que o usuário pode limitar o uso de dados como localização diretamente nas configurações do recurso. As opções de gerenciamento ficam dentro do menu de serviços do Google no Android.

O novo sistema se aproxima de outras iniciativas recentes do Google baseadas em contexto, como o Magic Cue, recurso presente em dispositivos Pixel que sugere informações úteis de forma proativa em diferentes situações de uso, como dados de contatos ou endereços durante interações em aplicativos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma liberação ampla do recurso para todos os aparelhos Android. O que se observa é uma presença inicial em determinados modelos e versões do sistema, sem anúncio completo de expansão global.

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Google intercepta primeiro ataque zero-day criado com IA

O Google anunciou ter identificado e bloqueado pela primeira vez um exploit zero-day desenvolvido com auxílio de inteligência artificial (IA).

Segundo o Google Threat Intelligence Group (GTIG), “atores proeminentes de crimes cibernéticos” planejavam usar a vulnerabilidade para um “evento de exploração em massa” que permitiria contornar a autenticação de dois fatores em uma ferramenta de administração de sistemas web de código aberto não identificada.

Os pesquisadores do Google encontraram indícios no script Python usado no exploit que indicavam assistência de IA, incluindo um “score CVSS alucinado” e formatação “estruturada e didática” consistente com dados de treinamento de modelos de linguagem. O exploit explora “uma falha lógica semântica de alto nível onde o desenvolvedor codificou uma suposição de confiança” no sistema 2FA da plataforma.

A descoberta ocorre após semanas de preocupações sobre as capacidades de modelos de IA focados em cibersegurança, como o Mythos, da Anthropic, e uma vulnerabilidade Linux recentemente divulgada que foi descoberta com assistência de inteligência artificial.

Exploit explora “uma falha lógica semântica de alto nível onde o desenvolvedor codificou uma suposição de confiança” no sistema 2FA da plataforma – Imagem: DC Studio/Shutterstock

Leia mais:

Primeira evidência de IA em ataques cibernéticos

  • Esta é a primeira vez que o Google encontrou evidências de que IA estava envolvida em um ataque desse tipo, embora os pesquisadores observem que “não acreditam que o Gemini foi usado“;
  • O Google afirma ter conseguido “interromper” este exploit específico, mas também diz que hackers estão cada vez mais usando inteligência artificial para encontrar e explorar vulnerabilidades de segurança;
  • O relatório também menciona a IA como alvo de atacantes, afirmando que “o GTIG observou adversários cada vez mais direcionando os componentes integrados que concedem utilidade aos sistemas de inteligência artificial, como habilidades autônomas e conectores de dados de terceiros”;
  • O documento do Google detalha ainda como hackers estão usando “jailbreaking direcionado por persona” para fazer a IA encontrar vulnerabilidades de segurança, como um exemplo de prompt que instrui a IA a fingir ser um especialista em segurança;
  • Os hackers também estão alimentando modelos de IA com repositórios inteiros de dados de vulnerabilidades e usando OpenClaw de maneiras que sugerem “interesse em refinar payloads gerados por IA dentro de configurações controladas para aumentar a confiabilidade do exploit antes da implantação”.

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Chrome instala IA de 4 GB sem avisar (explicitamente), mas tem como impedir

O Google Chrome tem instalado o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini Nano em computadores de usuários sem pedir autorização de maneira explícita. Ele ocupa cerca de 4 GB de armazenamento e é ativado automaticamente em versões recentes do navegador.

A instalação, que atinge dispositivos com a versão 147 do Chrome, foi detalhada pelo cientista da computação e advogado sueco Alexander Hanff em postagem no seu blog That Privacy Guy

De resumos a detecção de golpes: para que serve o modelo de IA instalado compulsoriamente pelo Google

Segundo o Google, o Gemini Nano é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local.

O modelo de IA generativa é voltado para funções integradas ao navegador, como detecção de golpes, resumos de páginas da web e organização de abas. 

A tecnologia também permite que o Chrome ofereça assistência para a escrita e reformulação de textos diretamente no computador do usuário.

Gemini Nano instalado pelo Chrome é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local, diz o Google – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Segundo Hanff, o download do arquivo ocorre quando as funções de IA estão ativas nas configurações. Como esses recursos estão ligados por padrão nas atualizações mais recentes do software, computadores compatíveis recebem a IA de forma automática durante o uso.

“Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem”, afirmou o Google em nota, segundo o G1

A empresa acrescentou que o modelo é desinstalado automaticamente caso o computador apresente escassez de recursos de hardware.

Desde fevereiro de 2026, o navegador disponibiliza uma opção para interromper o funcionamento do modelo. O usuário pode desativar a função “IA do dispositivo” no menu “Sistema” dentro das configurações do Chrome para remover o Gemini Nano e impedir novos downloads ou atualizações.

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Pentágono fecha acordo com sete empresas para uso militar da IA; Anthropic ficou de fora

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos formalizou acordos com sete empresas de tecnologia para integrar ferramentas de inteligência artificial em seus sistemas. A iniciativa marca um novo passo na estratégia do Pentágono para ampliar o uso de IA em operações militares e acelerar a adoção no dia a dia das Forças Armadas.

As sete companhias são: OpenAI, Google, Microsoft, Amazon Web Services (AWS), NVIDIA, SpaceX e a startup Reflection AI. Com os contratos, o governo americano passa a utilizar modelos e plataformas dessas empresas em ambientes confidenciais, incluindo redes de alto nível de segurança conhecidas como Níveis de Impacto 6 e 7.

Segundo o Departamento de Defesa, a medida busca ampliar o acesso de militares a ferramentas de ponta. A principal plataforma interna do órgão, a GenAI.mil, já foi utilizada por mais de 1,3 milhão de funcionários em apenas cinco meses de operação.

A expansão ocorre em meio a uma corrida global por aplicações militares de IA. Empresas do Vale do Silício têm demonstrado maior disposição em colaborar com o governo americano, aceitando condições para o uso de suas tecnologias em contextos de defesa. Para autoridades, o objetivo é garantir vantagem estratégica frente às rivais.

Anthropic foi classificada como risco à cadeia de suprimentos e está impedida de fechar contratos governamentais – Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Anthropic ficou de fora

Apesar da ampliação da lista de parceiros, uma ausência chama atenção: a Anthropic. A empresa, que já teve seus modelos amplamente utilizados em ambientes militares, foi recentemente classificada pelo Pentágono como um risco à cadeia de suprimentos, após divergências sobre as regras de uso de suas ferramentas. O Olhar Digital explicou a briga aqui.

A disputa entre a startup e o governo se arrasta há meses. Durante esse período, o governo dos EUA passou a priorizar alternativas para reduzir a dependência de um único fornecedor.

Em declarações recentes, Emil Michael , subsecretário de defesa para pesquisa e engenharia e ex-executivo de tecnologia, afirmou que a Anthropic ainda representa um risco, mas que o modelo Mythos é um “momento de segurança nacional à parte”.

O cenário, no entanto, pode mudar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou recentemente que a desenvolvedora está “melhorando” aos olhos da administração, o que pode abrir caminho para uma eventual reversão da restrição e um novo acordo com o Pentágono.

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Pentágono não quer depender de uma única empresa – Imagem: Keith J Finks/Shutterstock

Pentágono na corrida pela IA militar

Os novos acordos também refletem diferentes abordagens tecnológicas. Enquanto empresas como OpenAI e Google operam majoritariamente com modelos fechados, a inclusão da Nvidia e da Reflection indica o interesse crescente do Pentágono em soluções de código aberto. Esses modelos permitem maior personalização e transparência, características vistas como estratégicas em aplicações militares.

“A segurança é francamente aprimorada com o código aberto”, disse Jensen Huang, CEO da NVIDIA, ao defender esse tipo de abordagem em contextos de segurança nacional.

Ao mesmo tempo, empresas envolvidas nos contratos afirmam ter estabelecido limites para o uso de suas tecnologias, incluindo restrições relacionadas a vigilância em massa e armamentos autônomos. O Departamento de Defesa, por sua vez, declarou que seguirá as leis e diretrizes aplicáveis no uso dessas ferramentas.

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Google anuncia evolução do reCAPTCHA preparado para combater IA

O Google anunciou uma mudança significativa em uma das ferramentas de segurança mais utilizadas da internet, o reCAPTCHA, conhecido popularmente pelo teste “eu não sou um robô”. A reformulação marca uma resposta direta ao avanço dos agentes de inteligência artificial (IA), que já conseguem simular comportamentos humanos com facilidade.

A alteração foi apresentada durante o evento Google Cloud Next, junto com o lançamento do Gemini Enterprise Agent Platform, conjunto de serviços voltado para empresas que desejam adotar modelos baseados em agentes de IA, descritas como “empresas agênticas”.

Novo sistema será dotado de QR Codes sempre que necessário – Imagem: Divulgação/Google

Teste de robô do Google vai mudar

  • O reCAPTCHA, criado originalmente para impedir acessos automatizados, passa agora a se chamar Google Cloud Fraud Defense;
  • A nova proposta amplia o escopo da ferramenta, que deixa de focar apenas na distinção entre humanos e bots tradicionais para incluir também agentes de IA, considerados a nova fronteira tecnológica;
  • Esses agentes são capazes de executar tarefas de forma autônoma em nome dos usuários, como acessar sites, comparar preços, realizar reservas e efetuar pagamentos;
  • Ao mesmo tempo, esse tipo de tecnologia pode ser explorado para acessos indevidos a serviços, colocando em risco o funcionamento de plataformas digitais.

Leia mais:

Segundo o Google, a nova solução busca preparar a internet para esse cenário, descrito como “web agêntica”. Para isso, a ferramenta passa a monitorar a atividade desses agentes nos sites, identificando, classificando e analisando o tráfego gerado por eles. Além disso, será possível conectar identidades humanas às dos agentes, com o objetivo de avaliar riscos associados aos acessos.

O sistema também utilizará sinais de risco, tipos de automação e a identidade dos agentes para bloquear entradas consideradas suspeitas. Em casos em que um agente tente se passar por uma pessoa, será exigida uma comprovação de identidade humana por meio do escaneamento de um QR Code com o celular.

Apesar das mudanças, o Google afirma que o reCaptcha continuará existindo. No entanto, com a expansão dos agentes de IA, a empresa indica que métodos, como o uso de QR Codes, podem substituir gradualmente a tradicional verificação baseada na frase “eu não sou um robô”.

Logo do Google na fachada de um prédio
Big tech quer preparar a internet para a era da “web agêntica” – Imagem: ZikG/Shutterstock

De acordo com a empresa, a atualização estabelece uma nova camada de proteção diante de um cenário em que o tráfego inválido gerado por bots tende a evoluir para fraudes massivas de identidade conduzidas por agentes de IA.

Ainda que a mudança seja praticamente invisível para a maioria dos usuários, o novo sistema atuará em diferentes etapas da navegação, desde o cadastro e login em sites até processos de pagamento. O objetivo é acompanhar toda a jornada desses agentes, que se tornam cada vez mais autônomos ao circular por plataformas digitais.

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Google: funcionários não querem que Pentágono use IA da empresa de forma confidencial

Segundo informações do The Washington Post, centenas de funcionários do Google encaminharam uma carta ao CEO, Sundar Pichai, nesta segunda-feira (27), na qual pedem ao executivo que impeça o Pentágono de usar a inteligência artificial (IA) da empresa para trabalhos confidenciais.

O pedido vem dois meses após a rival Anthropic ser dispensada pelo Departamento de Defesa por se opor à mesma solicitação do órgão federal. A carta foi assinada por mais de 600 trabalhadores, sendo boa parte dos que trabalham no braço de IA do Google, o DeepMind.

Segundo o Post, eles pedem que Pichai não firme acordos com a Defesa que permitam o uso da IA da empresa de forma restrita. O documento alega que tal uso impediria que os representantes da big tech soubessem como a tecnologia da empresa estaria sendo utilizada.

Na carta, os funcionários dizem o seguinte: “Queremos ver a IA beneficiar a humanidade; não queremos vê-la sendo usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais. Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai muito além.”

Carta foi endereçada ao CEO Sundar Pichai – Imagem: photosince/Shutterstock

“A única maneira de garantir que o Google não seja associado a tais danos é rejeitar quaisquer cargas de trabalho classificadas. Caso contrário, tais usos podem ocorrer sem nosso conhecimento ou poder para impedi-los”, prossegue o documento.

Vidas humanas já estão sendo perdidas e liberdades civis estão em risco, tanto no país quanto no exterior, devido ao uso indevido da tecnologia que estamos ajudando a construir”, escreveram, sem especificar qual seria essa tecnologia.

Os trabalhadores citaram uma reportagem do The Information na qual afirmava que o Google estaria em negociações com o Pentágono para obter acordo similar ao costurado com a OpenAI (leia mais sobre o assunto abaixo).

A carta insta o Google a declinar qualquer trabalho classificado de uso restrito para garantir que a tecnologia da empresa não seja utilizada de maneiras que possam prejudicar direitos civis ou humanos.

O Google não respondeu a pedido de comentário do Post. O Olhar Digital também tentou contato com a empresa e aguarda retorno.

Leia mais:

Uso da IA de forma militar é questionado

  • A carta aparece em momento no qual a IA está no cerne das guerras atuais, com a indústria debatendo se as empresas do setor ou seus funcionários devem ter voz ativa sobre como os militares usam a tecnologia;
  • Líderes do Pentágono dizem que precisam de liberdade para utilizar a IA comercial “para todos os usos legais” — expressão que, de acordo com autoridades, permite flexibilidades em várias situações, mas seguindo em conformidade com a legislação e procedimentos militares estadunidenses;
  • Contudo, alguns especialistas em IA alegam que tais garantias são insuficientes;
  • No ano passado, o Claude, modelo de IA da rival Anthropic, foi rapidamente integrado aos sistemas militares dos EUA para análise de dados e identificação de alvos em potencial, segundo o Post;
  • Contudo, em fevereiro, empresa e Defesa entraram em litígio após a startup tentar incluir uma cláusula no contrato que garantisse que seu modelo não seria usado para vigilância em massa, tampouco para alimentar armas autônomas letais.

Essa disputa fez crescer o escrutínio sobre outras empresas do setor, como Google e OpenAI, que também fornecem tecnologia de IA para o Pentágono.

Ainda em fevereiro, pouco tempo depois de o Pentágono ter dispensado a Anthropic, a OpenAI fez um contrato com o órgão para fornecimento de IA para cargas de trabalho confidenciais.

O CEO e cofundador, Sam Altman, disse estar confiante de que o contrato firmado garante que a tecnologia da startup não será usada para vigilância em massa em solo estadunidense nem para equipar armas autônomas letais.

Silhuetas de cabeças humanas com logotipos da OpenAI, do ChatGPT e do Google
Contrato do Google deve ser similar ao da OpenAI – Imagem: JRdes/Shutterstock

Google também vive dilema antigo por uso militar

O Google, por sua vez, é reincidente quando se trata de debater o uso ou não de sua IA de forma militar. Em 2018, a companhia desistiu de renovar um acordo que detinha com o Pentágono, que previa o uso de sua IA para reconhecimento de objetos em imagens de drones. A decisão foi tomada após os funcionários se juntarem (novamente) e criarem uma petição pedindo o fim da parceria.

Após o ocorrido, o Google prometeu que sua IA não seria usada para armas ou vigilância. Mas, nos últimos anos, a empresa fortaleceu sua busca por acordos comerciais com os militares dos EUA. No ano passado, a big tech foi além e removeu suas restrições quanto ao uso de IA para armas e vigilância. Em dezembro, firmou contrato com a Defesa para usar o Gemini.

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Google: 75% dos códigos criados internamente são gerados pela IA

O Google informou, nesta quarta-feira (22), que 75% do novo código desenvolvido internamente pela empresa já é gerado por inteligência artificial (IA), sendo posteriormente revisado por engenheiros humanos.

O índice vem crescendo de forma consistente nos últimos anos. Em outubro de 2024, cerca de um quarto do código da empresa era produzido com auxílio de IA. Já no outono (nos EUA) passado, esse percentual havia subido para 50%.

Big tech incentiva o uso de IA na programação

  • Segundo a Business Insider, a companhia tem incentivado seus funcionários a adotarem ferramentas de inteligência artificial tanto para programação quanto para outras atividades;
  • Em publicação em blog nesta quarta, o CEO, Sundar Pichai, afirmou que o Google está migrando para “fluxos de trabalho verdadeiramente agentivos”, nos quais engenheiros passam a operar tarefas mais autônomas;
  • “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa, realizada por agentes e engenheiros trabalhando juntos, foi concluída seis vezes mais rápido do que era possível há um ano apenas com engenheiros”, disse Pichai.
Sundar Pichai disse que empresa está migrando para “fluxos de trabalho verdadeiramente agentivos” – Imagem: photosince/Shutterstock

Leia mais:

Os engenheiros do Google utilizam modelos Gemini para a geração de código. Alguns profissionais também receberam metas específicas relacionadas ao uso de inteligência artificial, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

Nos últimos meses, funcionários do Google DeepMind foram autorizados a utilizar o Claude Code, ferramenta da Anthropic. A medida, no entanto, gerou tensões internas entre colaboradores, segundo reportagem anterior do Business Insider.

Gemini Enterprise: a plataforma que posiciona o Google como grande ator na era dos agentes de IA

O Google Cloud Next 2026 acontece de 22 a 24 de abril em Las Vegas. A conferência reúne especialistas da área de tecnologia e representantes de diferentes empresas.

Leia a matéria completa aqui

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