Nano Banana 2

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Google recua e suspende recurso de IA no Google Earth

O Google voltou atrás e começou a desativar um novo recurso de inteligência artificial no Google Earth apenas um dia após seu lançamento. A ferramenta, apresentada na quinta-feira (30), permitia criar imagens geradas por IA sobrepostas às imagens reais de satélite, aéreas e em 3D da plataforma por meio de comandos em texto. A decisão foi anunciada na sexta-feira, depois que usuários passaram a compartilhar conteúdos que, segundo a empresa, pareciam violar suas políticas.

O recurso utilizava o modelo Nano Banana 2 e havia sido desenvolvido para incentivar usos criativos da geografia. No entanto, a funcionalidade rapidamente passou a ser alvo de críticas devido ao potencial para produzir cenários falsos sobre locais reais, o que levantou preocupações relacionadas à disseminação de desinformação.

O Google Earth ganhou atualizações com IA do Nano Banana 2, mas o Google voltou atrás por enquanto – Imagem: Reprodução / Google

Google diz que reforçará mecanismos de proteção

Em comunicado, o Google afirmou ter observado profissionais da área de geoprocessamento utilizando a ferramenta para diferentes finalidades consideradas úteis. Ao mesmo tempo, a empresa disse que identificou usuários compartilhando capturas de tela de imagens geradas que aparentavam descumprir suas políticas.

Diante desse cenário, a companhia informou que está recuando na disponibilização do recurso enquanto trabalha na implementação de mecanismos de proteção mais robustos. Segundo a empresa, a pausa é temporária e tem como objetivo reforçar as salvaguardas da ferramenta.

A empresa não detalhou quais tipos de imagens teriam violado suas regras. Também afirmou que o conteúdo criado pela IA não aparecia na experiência principal do Google Earth e que as imagens produzidas eram identificadas com uma marca indicando que haviam sido geradas por inteligência artificial.

Ferramenta gerou críticas por risco de desinformação

A funcionalidade permitia que qualquer usuário digitasse um comando de texto para criar imagens fotorrealistas em qualquer ponto do planeta utilizando como base as imagens do Google Earth. Na prática, isso possibilitava adicionar elementos fictícios sobre monumentos, cidades e outros locais reais.

Pouco depois do lançamento, o recurso passou a receber críticas por seu potencial de facilitar a criação e a disseminação de desinformação. Como a ferramenta permitia sobrepor imagens geradas por IA a locais reais do Google Earth, especialistas e usuários apontaram que seria possível criar cenários falsos envolvendo monumentos, pontos turísticos e outras áreas geográficas.

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia
Imagem gerada por IA no Google Earth mostra uma recriação de Pompeia, exemplo do tipo de conteúdo que o recurso permitia produzir – (Reprodução: Google)

Empresas de tecnologia têm ajustado recursos de IA

O caso ocorre em meio à expansão de ferramentas de IA generativa em produtos de grandes empresas de tecnologia. Ao mesmo tempo em que essas funcionalidades vêm sendo incorporadas a diferentes serviços, companhias também têm restringido ou suspendido recursos após casos de uso inadequado, preocupações com políticas internas ou riscos de desinformação.

A Meta interrompeu o Muse Image, ferramenta que permitia gerar imagens utilizando contas públicas do Instagram. A decisão ocorreu após críticas relacionadas à privacidade, incluindo manifestações de um sindicato de Hollywood.

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Google Earth agora permite recriar lugares do mundo todo com inteligência artificial

O Google lançou nesta quinta-feira (30) uma nova ferramenta no Google Earth que combina imagens de satélite, fotografias aéreas e modelos tridimensionais com a tecnologia de geração de imagens Nano Banana 2. A novidade permite criar representações visuais personalizadas de locais existentes a partir de comandos escritos pelos usuários.

Disponível globalmente para usuários da versão web do Google Earth, o recurso foi desenvolvido para ajudar pessoas a visualizar transformações de espaços, reconstruções históricas e ideias de novos projetos. A ferramenta funciona a partir da seleção de um ponto no mapa e da descrição do cenário desejado.

A iniciativa foi apresentada por Bryan Horowitz, gerente de produto do Google Earth, como uma forma de ampliar as possibilidades de exploração digital do planeta. A proposta é permitir que estudantes, profissionais e curiosos enxerguem diferentes versões de um mesmo lugar usando inteligência artificial baseada em referências geográficas reais.

Inteligência artificial transforma locais atuais em cenários históricos e futuros

IA utiliza tecnologia do Nano Banana 2 e a integra no Google Earth para recriar Pompeia – (Reprodução: Google)

A nova funcionalidade permite que usuários modifiquem virtualmente áreas observadas no Google Earth por meio de instruções digitadas. O sistema utiliza a tecnologia Nano Banana 2 para gerar imagens que mantêm relação com o ambiente real analisado pela plataforma.

Uma das possibilidades apresentadas pelo Google é a reconstrução visual de períodos históricos. Professores podem utilizar o recurso para mostrar aos alunos como determinados locais poderiam ter sido em outras épocas, como no caso das ruínas de Pompeia, que podem ser convertidas em uma representação de uma rua movimentada durante o Império Romano.

Além do uso educacional, a ferramenta também pode auxiliar quem deseja compreender melhor pontos turísticos e locais conhecidos. O Google Earth permite criar materiais explicativos, como infográficos personalizados, reunindo informações históricas associadas a determinados lugares.

Recurso pode auxiliar planejamento urbano e projetos imobiliários

Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico
Novas adições de IA do Nano Banana 2 ao Google Earth permitem até mesmo o planejamento arquitetônico e urbanístico – (Reprodução: Google)

A ferramenta também foi criada para apoiar profissionais que precisam apresentar ideias antes da execução de obras. Arquitetos e planejadores urbanos podem utilizar a inteligência artificial para representar como terrenos vazios poderiam se tornar novos empreendimentos.

Segundo a apresentação do Google, um espaço sem construção pode ser transformado digitalmente em uma proposta visual de um distrito comercial, com áreas abertas e estruturas planejadas. A intenção é facilitar a compreensão de possíveis resultados por clientes e equipes envolvidas em projetos.

A tecnologia também permite visualizar construções residenciais antes do início das obras. Um terreno aberto pode receber uma representação de uma casa ou outro projeto arquitetônico inserido no cenário existente, permitindo uma prévia de como a construção poderia se integrar ao ambiente.

Usuários podem criar versões imaginárias de lugares conhecidos

Além das aplicações práticas, o recurso foi apresentado como uma ferramenta voltada à criatividade. Usuários podem alterar completamente a aparência de locais conhecidos e criar interpretações futuristas ou fantásticas de determinadas áreas.

O Google citou como exemplo a transformação virtual do campus da empresa em Mountain View em uma cidade futurista, com elementos como passarelas iluminadas, estruturas de vidro, veículos aéreos e vegetação integrada aos prédios. A proposta mostra como a tecnologia pode ser usada para imaginar possíveis mudanças em espaços existentes.

Com a liberação global da ferramenta para o Google Earth na web, a empresa afirma que qualquer usuário pode escolher um local no mapa e experimentar novas formas de visualizar ambientes reais por meio da inteligência artificial.

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Google lança Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash para imagens e vídeos com IA

O Google apresentou novos sistemas de inteligência artificial voltados à criação de imagens e vídeos, desenvolvidos pela divisão DeepMind. O anúncio saiu nesta terça-feira (30) e reúne dois produtos principais: Nano Banana 2 Lite e Gemini Omni Flash, ambos integrados ao ecossistema Gemini e disponíveis em plataformas como Google AI Studio e API do Gemini.

Segundo a empresa, os modelos foram criados para atender diferentes necessidades de produção de mídia generativa. O Nano Banana 2 Lite prioriza rapidez e redução de custos na geração de imagens, enquanto o Omni Flash foca na criação e edição de vídeos a partir de comandos multimodais.

A iniciativa busca acelerar fluxos de trabalho criativos e permitir maior escala na produção de conteúdo digital, combinando geração rápida de imagens com ferramentas de vídeo interativo em um mesmo ambiente tecnológico.

Nova geração de IA do Google aposta em velocidade e integração entre imagem e vídeo

Nano Banana é o principal motor do sucesso recente do Gemini (Imagem: Danilo Oliveira/Olhar Digital)

O Nano Banana 2 Lite integra a família Gemini 3.1 Flash Lite Image e foi desenhado para tarefas em que a velocidade de resposta é prioridade. O sistema consegue gerar imagens a partir de texto em cerca de quatro segundos e apresenta custo estimado de 0,034 dólar por mil imagens, segundo dados divulgados pelo Google DeepMind.

De acordo com a empresa, o modelo também mantém boa aderência aos comandos inseridos pelos usuários, além de preservar consistência na representação de elementos visuais. Ainda assim, o desempenho tende a cair em cenários que exigem leitura precisa de textos inseridos nas imagens ou maior rigor em infográficos.

O Google posiciona essa versão como uma ferramenta voltada principalmente para prototipagem rápida e produção em grande volume, sendo indicada para testes visuais e processos iterativos que exigem resposta imediata.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Sistemas automatizados de varredura profunda identificaram o brilho anômalo por quatro meses. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Já o Gemini Omni Flash atua em outro segmento da criação digital, com foco na geração e edição de vídeos a partir de interações em linguagem natural. O modelo permite combinar texto, imagens e vídeos como entrada, produzindo cenas editáveis de forma conversacional.

Segundo o material divulgado pela empresa, o sistema suporta vídeos de até dez segundos na fase atual e possui limitações no uso de áudio e na continuidade de personagens entre cenas. Ainda assim, a tecnologia é apresentada como uma solução para produção de vídeos com alto grau de interação e controle narrativo.

A proposta central do Google é integrar os dois modelos em fluxos contínuos de produção. Nesse cenário, imagens criadas pelo Nano Banana 2 Lite podem ser utilizadas como base para animações e vídeos gerados pelo Omni Flash, criando uma cadeia de criação multimídia mais rápida e conectada.

Ambos os sistemas contam com marcação de segurança SynthID, mecanismo que identifica conteúdos gerados por inteligência artificial mesmo após edições posteriores, reforçando a rastreabilidade do material produzido.

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Google lança Nano Banana 2 com foco em velocidade

O Google anunciou nesta quinta-feira o Nano Banana 2, nova versão de seu modelo de geração e edição de imagens por inteligência artificial. A atualização sucede o Nano Banana original, lançado em agosto, e o Nano Banana Pro, apresentado em novembro. Segundo a empresa, a novidade começa a ser disponibilizada hoje em diferentes produtos do ecossistema da companhia.

O lançamento ocorre em meio à disputa crescente no setor de IA generativa. De acordo com o Google, o modelo anterior viralizou e impulsionou o uso do aplicativo Gemini, enquanto a evolução da família Gemini tem ampliado o engajamento de usuários. A empresa afirma que a nova versão combina recursos avançados do modelo Pro com a velocidade dos modelos Flash.

Exemplo de imagem criada no novo Nano Banana 2 (Imagem: Google / Divulgação)

Novo modelo une recursos avançados e maior velocidade

Chamado oficialmente de Nano Banana 2 (Gemini 3.1 Flash Image), o modelo foi desenvolvido para oferecer geração e edição de imagens com maior rapidez, mantendo capacidades de raciocínio e qualidade visual. Ele utiliza os modelos Flash do Gemini, descritos como mais rápidos e econômicos, o que permite respostas ágeis na criação de imagens.

Entre os recursos destacados estão o uso de conhecimento avançado de mundo, alimentado por informações em tempo real e imagens provenientes da busca na web, além de melhor capacidade de seguir instruções complexas. O modelo também promete renderização de texto mais precisa e possibilidade de tradução e localização de textos dentro das imagens.

O Google afirma ainda que houve melhorias em consistência de assunto, permitindo manter a semelhança de até cinco personagens e a fidelidade de até 14 objetos em um mesmo fluxo de trabalho. Também há suporte a diferentes proporções e resoluções, de 512 pixels até 4K.

Leia mais:

Integração a produtos e ferramentas do Google

O Nano Banana 2 passa a ser distribuído em diversos serviços da empresa. Ele substituirá o Nano Banana Pro nos modelos Fast, Thinking e Pro do aplicativo Gemini, embora assinantes Google AI Pro e Ultra mantenham acesso ao Pro para tarefas específicas.

O modelo também está disponível no Modo IA e no Lens da busca do Google, no AI Studio e na API do Gemini em prévia, além do Vertex AI no Google Cloud. No Flow, ferramenta de vídeo com IA da companhia, torna-se o modelo padrão de geração de imagens. A tecnologia também passa a integrar sugestões no Google Ads.

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Nano Banana 2 substitui antecessores no app Gemini (Imagem: Google / Divulgação)

Segundo dados divulgados anteriormente pela empresa, o Nano Banana original atraiu 13 milhões de novos usuários para o Gemini em quatro dias, em setembro. Até meados de outubro, o modelo havia gerado mais de 5 bilhões de imagens. Já o Gemini 3, lançado em novembro, contribuiu para que o aplicativo alcançasse mais de 750 milhões de usuários ativos mensais no fim de dezembro.

O Google também informou que segue ampliando mecanismos de identificação de conteúdo gerado por IA. A tecnologia SynthID, integrada a credenciais C2PA, já foi utilizada mais de 20 milhões de vezes no app Gemini desde novembro para verificar imagens, vídeos e áudios criados com IA.

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