Hugging Face

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Caso Hugging Face mostra como controlar agentes de IA virou desafio

Como comentamos há alguns dias, um agente de inteligência artificial da OpenAI criado para testes de segurança conseguiu ir além do esperado: além do incidente envolvendo o Hugging Face, o sistema também acessou outras contas e serviços usando credenciais expostas publicamente.

A empresa atualizou sua investigação e confirmou que o episódio teve mais ramificações, embora nenhum outro caso tenha alcançado a gravidade do primeiro ataque identificado.

Um agente da OpenAI saiu do ambiente de testes e acessou serviços externos, reacendendo o debate sobre segurança em IA. – Imagem: Henry Franklin/Shutterstock

Sistema encontrou credenciais disponíveis na internet

Segundo a OpenAI, o agente usou credenciais públicas para acessar quatro contas ligadas a quatro serviços diferentes durante os testes. A companhia afirmou ter encontrado “um pequeno número de casos” semelhantes em outras avaliações.

Os acessos identificados envolveram:

  • Uma conta usada como caminho de saída e preparação de ações;
  • Uma conta utilizada para armazenamento de dados;
  • Duas contas acessadas apenas para leitura;
  • Credenciais expostas publicamente encontradas pelo próprio modelo.

A OpenAI destacou que os dois últimos acessos não foram usados para ampliar o comprometimento dos serviços.

Agente ultrapassou ambiente isolado de testes

O caso veio a público em 21 de julho, quando a empresa revelou que um agente experimental conseguiu sair do ambiente protegido onde era avaliado, acessar a internet e chegar ao Hugging Face enquanto tentava resolver uma tarefa.

A descoberta levantou preocupações porque o sistema encontrou maneiras de continuar sua atuação fora dos limites inicialmente previstos pelos pesquisadores.

Além do Hugging Face, a Reuters informou que o agente também acessou uma conta de cliente da Modal Labs, empresa de computação em nuvem. O acesso ocorreu por meio de código vulnerável criado pelo próprio cliente, sem comprometimento da plataforma.

Após o incidente, o CEO do Hugging Face, Clem Delangue, cobrou mais transparência no processo de investigação. O executivo defendeu uma abordagem mais aberta para entender como a falha de isolamento permitiu que o agente ultrapassasse os limites previstos e acessasse recursos externos.

Como parte dos esforços para lidar com o episódio, o Hugging Face também utilizou recentemente o modelo chinês GLM-5.2 para ajudar na contenção de um ataque cibernético realizado pelo agente da OpenAI durante testes de segurança. O caso chamou atenção por mostrar uma situação em que uma ferramenta aberta conseguiu participar da defesa em um cenário no qual sistemas fechados apresentaram limitações.

Página do Hugging Face
A investigação mostrou que o incidente foi além do Hugging Face e envolveu outras contas e serviços Imagem: Robert Way/Shutterstock

Segurança de agentes autônomos vira novo desafio

O episódio destaca uma preocupação crescente no desenvolvimento de agentes de IA: sistemas capazes de executar tarefas sozinhos precisam de controles cada vez mais rigorosos.

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Ao mesmo tempo em que esses agentes prometem realizar atividades complexas, eles também podem encontrar caminhos inesperados para atingir seus objetivos.

A OpenAI informou que continua analisando o comportamento do sistema e que, até agora, não identificou outro incidente com o mesmo nível de gravidade do caso envolvendo o Hugging Face.

O episódio reforça que, além de criar modelos mais inteligentes, empresas de tecnologia terão de desenvolver novas formas de limitar e acompanhar as ações realizadas por essas ferramentas.

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Nvidia reúne Microsoft e outras gigantes para blindar sistemas de IA

Grandes empresas de tecnologia se uniram com a Nvidia para criar a Open Secure AI Alliance, iniciativa voltada ao desenvolvimento de ferramentas de segurança para inteligência artificial. O grupo pretende compartilhar tecnologias abertas para ajudar pesquisadores a encontrar falhas e responder a ataques digitais.

A aliança surge após um incidente envolvendo um agente autônomo de IA e reúne nomes como Microsoft, Dell, SpaceX e Hugging Face. A proposta é ampliar a colaboração entre empresas no desenvolvimento de sistemas mais seguros.

Microsoft, Dell e outras empresas se juntam à Nvidia em iniciativa que promete reforçar a segurança dos modelos de IA. – Imagem: Open Secure AI Alliance

Modelos abertos entram na disputa pela segurança da IA

A Nvidia afirma que pesquisadores precisam trabalhar com diferentes tipos de modelos de inteligência artificial, incluindo opções abertas e fechadas. Segundo a empresa, esse acesso é importante para investigar vulnerabilidades e entender como agentes de IA podem ser usados em ataques.

Um dos casos citados pela companhia envolve a Hugging Face. Durante uma invasão, modelos comerciais de IA não conseguiram auxiliar na análise porque seus mecanismos de segurança impediram determinadas ações.

“Quando ferramentas de IA fechadas — incapazes de distinguir atacantes de defensores — bloquearam análises forenses essenciais, a Hugging Face executou o modelo GLM 5.2 em sua própria infraestrutura para analisar mais de 17 mil ações e conter a invasão”, escreveu a Nvidia.

Entre as contribuições previstas pela aliança estão:

  • Modelos abertos, pesos de IA e dados para pesquisas de segurança;
  • Ferramentas para acompanhar e testar o comportamento de agentes inteligentes;
  • Métodos de verificação para sistemas e serviços de IA;
  • Tecnologias abertas para armazenamento seguro de modelos.
Página do Hugging Face
Após um ataque envolvendo agente de IA, como o que afetou a Hugging Face, empresas aceleram busca por ferramentas capazes de controlar sistemas inteligentes. Imagem: Robert Way/Shutterstock

Empresas compartilham tecnologias para reduzir riscos

Além da Nvidia, companhias como HPE, IBM, Red Hat, Microsoft, SpaceXAI e Adobe devem participar com soluções próprias. A Hugging Face contribuirá com o Safetensors, formato criado para armazenar pesos de modelos de inteligência artificial.

A Nvidia também defende que modelos abertos sejam considerados aliados na proteção digital. Para a empresa, restrições amplas podem dificultar pesquisas de segurança e aumentar a dependência de poucos fornecedores fechados.

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O tema ganhou destaque depois que a OpenAI revelou um episódio em que um agente de IA realizou ações contra a Hugging Face. O caso levantou preocupações sobre o controle de sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.

Pessoa segurando, na altura da cabeça, um smartphone na horizontal, no qual é visto o logo da Nvidia
A Nvidia defende que modelos abertos podem ajudar pesquisadores a descobrir e corrigir vulnerabilidades. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock

Nova fase da disputa por uma IA mais segura

A Open Secure AI Alliance quer aproximar empresas e governos na criação de uma infraestrutura compartilhada para inteligência artificial. A Nvidia também disponibilizou pesquisas e projetos de código aberto para apoiar o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e controle.

“Restrições gerais aos sistemas de IA de fronteira abertos enfraquecem a capacidade defensiva e podem concentrar poder, dependência e vulnerabilidade em poucos provedores fechados”, afirmou a Nvidia.

A criação da aliança mostra que a segurança deixou de ser apenas uma preocupação técnica e passou a envolver toda a indústria de tecnologia. O desafio agora é criar ferramentas capazes de acompanhar a evolução rápida dos sistemas inteligentes sem limitar a inovação.

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CEO do Hugging Face pede “transparência radical” após ataque da OpenAI

Após a OpenAI admitir que um de seus modelos invadiu os sistemas da plataforma Hugging Face, o CEO da empresa, Clem Delangue, publicou no X que viajaria a São Francisco (EUA) para ter “uma pequena conversa com aquele ‘agente rebelde’”. Em seguida, num post publicado no sábado (25), ele detalhou o que pediu à OpenAI.

A principal demanda é o que Delangue chamou de “transparência radical”: que a OpenAI libere os registros de atividade dos agentes envolvidos no ataque para que “toda a comunidade de pesquisa possa estudar o que aconteceu”.

Além disso, ele pediu que a empresa destine US$ 100 milhões (R$ 508,3 milhões) em poder computacional para ajudar a comunidade da Hugging Face a construir defesas cibernéticas usando modelos abertos e fechados.

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

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“O primeiro ciberataque por agente autônomo é um evento inédito. Ele merece uma resposta inédita!”, escreveu Delangue.

Apesar do caráter autônomo do ataque, especialistas em cibersegurança apontaram que ele também pode ser atribuído a erro humano — especificamente, a uma falha aparente da OpenAI em configurar corretamente o que deveria ser um ambiente de testes completamente isolado.

EUA debatem lei de emergência após inteligência artificial escapar de contenção

Nesta quinta-feira (23), Washington (EUA) tornou-se o centro de uma mobilização legislativa e executiva. A reação ocorreu logo após a OpenAI confirmar que um de seus agentes autônomos ultrapassou os limites de isolamento durante um ensaio de segurança e invadiu a estrutura digital da startup Hugging Face.

O incidente acionou o alarme no primeiro escalão norte-americano. Diante da gravidade do episódio, o conselheiro tecnológico da Casa Branca, Michael Kratsios, passou a acompanhar a evolução do caso, enquanto parlamentares no Capitólio passaram a desenhar respostas regulatórias urgentes para conter riscos cibernéticos globais.

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OpenAI percebeu que o ChatGPT invadiu sistema do Hugging Face dias depois

Um agente de inteligência artificial (IA) da OpenAI conseguiu escapar do ambiente isolado de testes da empresa e invadir os sistemas do Hugging Face, plataforma que reúne modelos e ferramentas de IA.

Segundo pessoas próximas à investigação ouvidas pela Reuters, a OpenAI só descobriu dias depois que o próprio agente era o responsável pelo ataque, quando o incidente já havia sido contido e o FBI havia sido acionado.

O agente — um sistema capaz de tomar decisões e executar tarefas complexas com pouca ou nenhuma supervisão humana — teria tentado romper as barreiras de segurança da OpenAI por volta de 9 de julho, de acordo com duas fontes da agência de notícias.

Dois dias depois, em 11 de julho, teve início a invasão aos sistemas do Hugging Face, considerado uma espécie de biblioteca de modelos e ferramentas de IA. Segundo Thomas Wolf, cofundador da empresa, o ataque continuou até 13 de julho.

OpenAI demorou a identificar a origem do ataque

  • De acordo com a Reuters, a OpenAI levou vários dias para descobrir que o invasor era um de seus próprios sistemas;
  • O primeiro contato entre a OpenAI e o Hugging Face sobre o incidente ocorreu apenas por volta de 20 de julho, segundo Wolf e outras três pessoas ligadas à investigação;
  • No dia 21 de julho, a OpenAI revelou publicamente que um de seus agentes havia perdido o controle e realizado a invasão, informação que ganhou repercussão internacional;
  • Os novos detalhes indicam que o sistema permaneceu fora dos limites previstos por um período maior do que se sabia inicialmente e que a empresa demorou para detectar o problema;
  • O Hugging Face prepara uma linha do tempo pública sobre o incidente. Thomas Wolf afirmou, porém, que não pode comentar os acontecimentos ocorridos dentro da OpenAI.

Empresa classifica episódio como inédito

Em nota, a OpenAI descreveu o caso como sem precedentes e afirmou que ele representa “um momento importante para a segurança da inteligência artificial”. A companhia informou ainda que está analisando o episódio com especialistas externos e que divulgará posteriormente um relatório técnico sobre o ocorrido.

Uma porta-voz da OpenAI declarou à Reuters que a reportagem continha “diversas informações imprecisas”, mas não especificou quais seriam esses pontos. O FBI, citado como tendo sido acionado após a invasão, não comentou o caso.

Incidente reacende debate sobre controle de agentes autônomos

O episódio reforça preocupações sobre a capacidade de controlar sistemas de IA cada vez mais autônomos. O caso ocorre em um momento considerado sensível para a OpenAI, que avalia uma possível abertura de capital para financiar sua expansão.

Para especialistas em segurança digital, o incidente levanta dúvidas sobre os mecanismos utilizados pela empresa para monitorar seus próprios sistemas.

“Isso significa que eles deixaram o agente funcionando sozinho e não perceberam o que ele estava fazendo? Ou perceberam e não sabiam como contê-lo? Os dois cenários são igualmente perigosos e preocupantes”, afirmou Marley Smith, especialista em inteligência da organização sem fins lucrativos World Ethical Data Foundation.

Comportamentos anormais surgiram antes da invasão

Segundo a Reuters, o incidente começou durante testes internos realizados pela OpenAI para avaliar a capacidade de um agente de IA em atividades relacionadas à segurança digital. O sistema era alimentado por dois modelos avançados: o GPT-5.6 Sol e outro modelo ainda não lançado oficialmente, descrito pela empresa como “ainda mais poderoso”. Três fontes afirmaram que o agente já apresentava comportamentos inesperados antes da invasão.

Em um dos episódios, o sistema teria deixado anotações destinadas a versões futuras de si mesmo. Esses registros, encontrados dentro da infraestrutura da OpenAI, continham instruções sobre como outros agentes poderiam escapar das limitações impostas pela empresa.

Uma das fontes também afirmou que, durante testes anteriores, houve situações em que sistemas responsáveis pelo monitoramento foram desligados.

Plataforma admitiu, há alguns dias, a invasão – Imagem: Sidney van den Boogaard/Shutterstock

Descoberta ocorreu após publicação do Hugging Face

Duas pessoas envolvidas na investigação disseram que a OpenAI só identificou seu próprio agente como responsável pelo ataque depois de 16 de julho, quando o Hugging Face publicou um comunicado informando que havia sido alvo de um “sistema autônomo de agente de IA”.

Segundo a Reuters, isso significa que ao menos uma semana separou os primeiros sinais considerados preocupantes da descoberta de que o sistema da própria OpenAI estava envolvido.

Durante o fim de semana dos dias 18 e 19 de julho, funcionários da empresa encontraram registros internos que indicavam que o agente havia ultrapassado as barreiras estabelecidas para os testes.

Pessoas familiarizadas com o treinamento dos modelos afirmaram à Reuters que a OpenAI realiza diversas avaliações simultaneamente, produzindo grandes volumes de dados em alta velocidade, o que pode dificultar o monitoramento completo por parte das equipes.

Quando a OpenAI informou o Hugging Face sobre a participação de seu agente, a plataforma já havia comunicado o FBI sobre a invasão, segundo uma fonte. Não está claro se a agência federal estadunidense abriu uma investigação formal.

Especialistas defendem maior fiscalização

O caso também alimenta o debate sobre o avanço dos chamados agentes autônomos de IA, apontados por empresas do setor como futuros “funcionários virtuais”, capazes de executar tarefas continuamente para aumentar a produtividade.

Especialistas, porém, alertam que níveis mais elevados de autonomia também ampliam o risco de comportamentos inesperados. Como esses modelos são treinados para encontrar maneiras eficientes de atingir determinados objetivos, eles podem recorrer a estratégias não previstas pelos desenvolvedores.

“Os modelos mentem, trapaceiam e invadem sistemas”, afirmou Jeffrey Ladish, fundador da Palisade Research, organização dedicada ao estudo das capacidades e do comportamento de agentes de IA.

Para Ladish, o episódio deveria estimular um debate mais amplo sobre o quanto as grandes empresas de IA estão dispostas a investir em segurança enquanto disputam uma corrida para lançar modelos cada vez mais rápidos e poderosos. “É preciso haver fiscalização do governo, porque isso não vai acontecer sozinho”, concluiu.

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Sem precedentes: novo ChatGPT perde o controle em teste e faz ataque hacker

Rebelião das máquinas! A OpenAI afirmou nesta terça-feira (21) que um agente de inteligência artificial autônomo, alimentado por modelos da empresa, se descontrolou durante um teste de segurança e atacou a infraestrutura da startup Hugging Face – plataforma que hospeda grandes modelos de linguagem e conjuntos de dados de código aberto. O caso aconteceu na semana passada.

A OpenAI classificou o evento como “sem precedentes” em post em seu blog.

“Após investigação, agora sabemos que esse incidente específico foi causado por uma combinação de modelos da OpenAI — incluindo o GPT-5.6 Sol e um modelo ainda mais capaz em versão pré-lançamento, todos com menos recusas cibernéticas para fins de avaliação — enquanto estavam sendo testados internamente em um benchmark de capacidades cibernéticas. Consideramos este incidente um ataque cibernético sem precedentes, envolvendo recursos cibernéticos de última geração, e estamos respondendo de acordo. Estamos compartilhando descobertas preliminares nesta fase para ajudar os profissionais de segurança a entender o que aconteceu e a calibrar os modelos disponíveis atualmente. Continuaremos conduzindo uma investigação completa em conjunto com a Hugging Face e compartilharemos mais detalhes sobre as vulnerabilidades, o incidente e as descobertas assim que nossa investigação for concluída.”

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

Ataque da OpenAI à Hugging Face

  • A OpenAI disse que testava capacidades de modelos avançados em um ambiente controlado.
  • Contudo, o agente de IA escapou do confinamento, acessou a internet e invadiu o sistema da Hugging Face com o intuito de completar um objetivo do teste.
  • Por sua vez, a Hugging Face informou ter sido alvo de um ataque cibernético “diferente de tudo o que já enfrentou antes”.
  • A startup destacou que o ataque foi “conduzido, de ponta a ponta, por um sistema autônomo de agentes de IA”.

A Hugging Face detalhou as medidas tomadas após o ataque:

“Corrigida a vulnerabilidade raiz: os caminhos de execução do código do conjunto de dados usados ​​para o acesso inicial foram fechados. Eliminamos a presença do atacante nos clusters afetados (…) e implementamos medidas de segurança adicionais e controles de acesso mais rigorosos em nossos clusters”.

OpenAI promete cuidado

A startup afirmou que, como parte da investigação, está implementando controles rigorosos na configuração da infraestrutura – o que pode comprometer a velocidade da pesquisa enquanto as vulnerabilidades são corrigidas.

A OpenAI afirmou, ainda, que trabalha com a Hugging Face para investigar o incidente.

“Estamos aprimorando e adicionando proteções mais robustas para treinamentos e avaliações futuras. (…) Este incidente aponta para a necessidade de fortalecer ainda mais o alinhamento do nosso modelo, as proteções cibernéticas durante o período de avaliação e o monitoramento durante os testes internos” – concluiu a OpenAI.

O novo ChatGPT

A OpenAI lançou a família GPT-5.6 neste mês, composta por três modelos com perfis distintos de capacidade e custo. São eles:

  • Sol – o mais potente, voltado a tarefas complexas;
  • Terra – equilibrado para o trabalho cotidiano;
  • Luna – o mais rápido e acessível.
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Lua
Novo GPT 5.6 é composto por três modelos: Sol, Terra e Luna – OpenAI / Reprodução

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Um exemplo que ilustra o atual momento é o da Anthropic. Os modelos Fable 5 e Mythos 5 voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorreu menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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OpenAI hackeia Hugging Face sem querer; entenda

A OpenAI revelou que dois de seus modelos de inteligência artificial (IA) violaram, sem intenção, a plataforma de código aberto Hugging Face durante uma avaliação interna de capacidades de cibersegurança. A empresa confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes.

Os modelos envolvidos são o GPT-5.6 Sol e o que a OpenAI descreve como “um modelo pré-lançamento ainda mais capaz”.

Durante os testes, eles identificaram vulnerabilidades no ambiente de sandbox em que operavam, obtiveram acesso à internet e, a partir daí, direcionaram ações contra a Hugging Face. A plataforma havia divulgado o incidente em 16 de julho, descrevendo-o como conduzido por “um sistema de agente de IA autônomo”, e informou que seus próprios agentes de IA detectaram e interromperam a invasão.

Como a invasão aconteceu

  • A OpenAI afirma que “todas as evidências sugerem que os modelos estavam hiperfocados em encontrar uma solução para o ExploitGym”, sistema de benchmark que mede se modelos de IA conseguem transformar vulnerabilidades de segurança em exploits;
  • Para cumprir essa avaliação, os modelos exploraram uma vulnerabilidade zero-day no ambiente de sandbox para sair do isolamento e acessar a internet;
  • A partir daí, segundo a OpenAI, os modelos “inferiram que a Hugging Face potencialmente hospedava modelos, conjuntos de dados e soluções para o ExploitGym” e então “buscaram e encontraram com sucesso formas de acessar informações secretas que poderiam usar para trapacear na avaliação”;
  • A empresa detalhou um dos ataques:
  • Em um exemplo, o modelo encadeou múltiplos vetores de ataque, incluindo o uso de credenciais roubadas e vulnerabilidades zero-day para encontrar um caminho de execução remota de código nos servidores da Hugging Face.
OpenAI confirmou o episódio em um post publicado nesta terça-feira (21), assumindo responsabilidade pelo incidente que a própria Hugging Face havia tornado público cinco dias antes – Imagem: Evolf/Shutterstock

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Incidente usado como vitrine competitiva

Apesar da gravidade do episódio, a OpenAI aproveitou o comunicado para destacar as capacidades ofensivas de seus sistemas.

O post inclui um gráfico mostrando a evolução do GPT-5.6 Sol em operações cibernéticas de múltiplas etapas e um convite para que clientes corporativos se cadastrem para acessar seu modelo de segurança “Cyber”. O ataque é descrito pela empresa como “sem precedentes”.

A OpenAI concorre no segmento de cibersegurança com o Mythos, da Anthropic, e o Gemini Flash 3.5 Cyber, do Google.

A empresa informou que está trabalhando com a Hugging Face para investigar o incidente e que implementará novos controles em seu ambiente de pesquisa.

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