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Microsoft cria nova empresa de IA e investe US$ 2,5 bilhões em projeto ambicioso

A Microsoft decidiu acelerar sua presença na corrida da inteligência artificial. Agora, criou a Microsoft Frontier Company, uma unidade dedicada a levar IA diretamente para dentro de grandes empresas. O investimento é pesado: US$ 2,5 bilhões e cerca de 6 mil profissionais envolvidos.

Não é só mais uma iniciativa, segundo o TechCrunch, a empresa quer encurtar o caminho entre tecnologia e uso real no dia a dia corporativo.

Nova estratégia da Microsoft quer colocar IA dentro das empresas com equipes especializadas e foco em resultados. – Imagem: vittaya pinpan / Shutterstock

Um modelo mais prático para aplicar IA

Em vez de atuar apenas como fornecedora de ferramentas, a Microsoft quer colocar equipes técnicas dentro dos clientes. A ideia é simples de entender: implementar IA de forma direta, acompanhando o processo de perto.

Isso vai além do que tem sido chamado de Engenharia de Implantação em Campo, e será a maior e mais capaz organização de engenharia do setor, focada em resultados.

Judson Althoff, CEO de Negócios Comerciais da Microsoft, ao TechCrunch.

A empresa aposta na própria base de clientes para acelerar tudo isso. Já existe uma estrutura pronta de relacionamento com grandes corporações, o que ajuda a dar escala ao projeto.

Pontos centrais da iniciativa:

  • US$ 2,5 bilhões em investimento
  • Aproximadamente 6.000 especialistas
  • Uso de ferramentas de IA já existentes na Microsoft
Logo da OpenAI em um prédio
Gigantes da tecnologia disputam espaço na IA corporativa, com Microsoft, AWS e OpenAI investindo pesado. – Imagem: Stock all/Shutterstock

Disputa pela IA corporativa esquenta

O movimento da Microsoft não está isolado. Pelo contrário, ele faz parte de uma corrida cada vez mais intensa entre gigantes da tecnologia.

A Amazon Web Services anunciou recentemente US$ 1 bilhão para projetos semelhantes. OpenAI e Anthropic também seguem estratégias parecidas, misturando tecnologia de IA com equipes dedicadas à implementação.

O mercado, claramente, virou uma disputa por quem consegue colocar a IA funcionando na prática dentro das empresas — e não apenas como promessa.

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Microsoft já mira clientes como Unilever, Accenture e London Stock Exchange para acelerar sua nova aposta em IA. – Imagem: Konektus Photo/Shutterstock

Clientes grandes entram no centro da estratégia

A Microsoft parte de uma vantagem importante: já está dentro das maiores empresas do mundo. A companhia atende boa parte das organizações da Fortune 500.

Entre os primeiros nomes ligados à nova unidade estão London Stock Exchange Group, Unilever, Land O’Lakes e Accenture. Esses projetos iniciais devem funcionar como uma espécie de vitrine global.

No fim das contas, o recado é simples. A inteligência artificial deixou de ser apenas produto e passou a ocupar o centro da estratégia das big techs.

A Microsoft quer justamente isso: transformar IA em parte estrutural dos negócios, aproximando tecnologia e resultado de forma mais direta — e rápida.

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Nova DeepSeek? IA chinesa desafia gigantes do Ocidente

Um novo modelo de IA desenvolvido na China vem chamando atenção no setor. Para a Reuters, o GLM-5.2, da startup Z.ai, aparece com desempenho próximo ao de sistemas dos Estados Unidos, mas com um custo bem mais baixo.

Esse equilíbrio entre preço e capacidade recoloca a disputa entre China e EUA no centro do debate sobre inteligência artificial.

A IA da startup Z.ai ganha espaço no Vale do Silício e já aparece em plataformas usadas por desenvolvedores do mundo todo. – Imagem: gguy/Shutterstock

GLM-5.2 entra no radar do Vale do Silício

Depois do impacto da DeepSeek, que mostrou que modelos mais baratos também podem ser competitivos, outras empresas chinesas aceleraram seus lançamentos. O GLM-5.2 é o exemplo mais recente dessa movimentação.

Criado em Pequim, o modelo ganhou destaque por executar tarefas complexas com poucos comandos e atuar como agente de IA, tomando decisões intermediárias durante processos mais longos. Na prática, isso reduz a necessidade de intervenção constante do usuário.

No Vale do Silício, o sistema começou a aparecer com força em plataformas como o OpenRouter, chegando a ultrapassar modelos da Anthropic em uso entre desenvolvedores.

Agora temos um modelo chinês de pesos abertos que é tão bom quanto os modelos atualmente disponíveis da OpenAI e da Anthropic.

David Sacks, ex-responsável pela política de IA no governo dos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump, à Reuters

Ele também disse que o GLM-5.2 está “apenas um pouco abaixo do Opus 4.8 (da Anthropic) e no mesmo nível do GPT 5.5 (da OpenAI)”.

Site da Z.ai
O modelo chinês já aparece entre os mais bem posicionados nos rankings de inteligência artificial, como o Artificial Analysis. – Imagem: Reprodução/Z.ai

Desempenho competitivo e custo agressivo

O interesse pelo GLM-5.2 está diretamente ligado à combinação entre capacidade técnica e preço reduzido. Em comparação com modelos fechados de ponta, o custo operacional pode chegar a cerca de um sexto.

Entre os principais destaques do modelo estão:

  • bom desempenho em programação e raciocínio lógico
  • capacidade de atuar como agente de IA com comandos simples
  • arquitetura aberta e fácil de implementar
  • custo significativamente menor que concorrentes diretos

Nos rankings da Artificial Analysis, o GLM-5.2 aparece na quinta posição entre os grandes modelos de linguagem. Já no Code Arena, ocupa o segundo lugar em tarefas de desenvolvimento front-end, como criação de sites e aplicações.

Logo da Anthropic ao fundo, com silhuetas de pessoas passando à frente
Especialistas comparam o modelo chinês a sistemas da OpenAI e da Anthropic em desempenho em programação e raciocínio. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Segurança ainda trava parte da adoção

Apesar do avanço técnico, a adoção global ainda não é uniforme. O principal ponto de cautela segue sendo a segurança dos dados, especialmente em empresas dos Estados Unidos e em setores regulados.

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Mesmo assim, parte do mercado já testa alternativas de implantação em nuvem própria ou servidores internos, buscando equilibrar risco e custo.

Ao mesmo tempo, o avanço desses modelos amplia a presença chinesa no mercado global de IA e pressiona concorrentes norte-americanos, em um cenário em que custo, desempenho e acesso aberto começam a pesar tanto quanto a origem da tecnologia.

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IA pressiona custos e Microsoft prepara nova onda de demissões

A Microsoft deve reduzir menos de 2,5% de sua força de trabalho em uma nova rodada de demissões que pode ser anunciada já na próxima semana, segundo o Business Insider. A movimentação ocorre enquanto o setor de tecnologia passa por uma fase de reorganização menos discreta do que parece à primeira vista.

O clima interno, segundo relatos do mercado, já vinha de ajustes graduais antes mesmo do anúncio.

Microsoft já havia cortado 4% da força de trabalho em 2025, indicando continuidade das mudanças internas. – Imagem: Skorzewiak / Shutterstock

Xbox entra no centro das mudanças e preocupa funcionários

Segundo a Reuters, os cortes devem atingir milhares de pessoas, com impacto em áreas como vendas e consultoria. O Xbox aparece entre as divisões mais sensíveis nesse processo.

Há cerca de 228 mil funcionários em tempo integral na Microsoft, conforme dados enviados à SEC em junho de 2025 — o que ajuda a dimensionar o peso de qualquer ajuste, mesmo que percentual.

No caso da divisão de games, o ambiente já vinha sendo descrito como de revisão constante de prioridades e gastos.

Logos das big techs em um smartphone; ao fundo, desfocado, logos de várias outras
Meta e Amazon, entre outras big techs, também anunciaram reduções recentes, reforçando tendência de reestruturação global no setor. – Imagem: gguy/Shutterstock

IA muda a lógica de custos e acelera reestruturações

O movimento da Microsoft se conecta a uma tendência mais ampla. Em várias empresas de tecnologia, mídia e finanças, os últimos meses foram marcados por ajustes semelhantes.

Por trás desse cenário, dois fatores aparecem com força: o custo crescente de infraestrutura de inteligência artificial e a necessidade de reorganizar estruturas após ciclos longos de expansão.

Meta e Amazon também já fizeram movimentos parecidos recentemente, com cortes significativos em suas equipes globais.

Logotipo da Microsoft exibido em smartphone com símbolo do Xbox ao fundo
Xbox entra no centro das mudanças internas e pode sofrer ajustes em orçamento e estratégia de marketing. – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Um setor em transição mais lenta do que parecia

A divisão de jogos da Microsoft segue sob atenção. Além de possíveis cortes em marketing, há discussões internas sobre caminhos estratégicos para o futuro da unidade, segundo relatos do setor.

Leia mais:

Esse tipo de movimento não é isolado. O mercado de games também sente pressão de custos e mudanças nas prioridades das big techs.

A própria Microsoft já havia cortado cerca de 4% de sua força de trabalho em julho de 2025. Agora, a nova rodada reforça uma leitura mais ampla: o setor não está encolhendo, mas claramente deixou de crescer no mesmo ritmo de antes — especialmente enquanto redireciona energia para inteligência artificial.

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A estratégia bilionária da Amazon para fazer a IA chegar mais rápido às empresas

A Amazon quer acelerar a adoção da inteligência artificial entre empresas com uma nova estratégia para a AWS. A companhia anunciou a criação de uma divisão formada por engenheiros que trabalharão diretamente com os clientes.

Para iniciar o projeto, serão investidos US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões) em equipes dedicadas a implementar soluções de IA de forma mais rápida e eficiente, comenta a Reuters.

A nova estratégia da Amazon aposta em equipes que desenvolvem código pronto para produção e ajudam empresas a adotar IA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Engenheiros vão atuar lado a lado com os clientes

Batizados de engenheiros de campo (forward-deployed engineers), esses profissionais passarão cerca de 45 dias dentro das empresas atendidas. A missão será adaptar soluções de inteligência artificial à realidade de cada cliente e desenvolver aplicações prontas para uso.

Temos uma demanda enorme de clientes que buscam nossa ajuda para realmente implementar padrões de IA com capacidade de ação autônoma em seus fluxos de trabalho.

Francessca Vasquez, vice-presidente de engenharia e serviços de IA de fronteira da AWS, à Reuters.

Além de escrever código pronto para produção, as equipes trabalharão junto aos funcionários das empresas, acompanharão as dinâmicas internas e buscarão garantir que os modelos de IA entreguem resultados efetivos.

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Palantir, Salesforce, Anthropic e Google Cloud já oferecem serviços semelhantes. Agora é a vez da Amazon reforçar essa disputa. – Imagem: Tada Images / Shutterstock

Mercado já aposta nesse modelo

A iniciativa chega depois de concorrentes como Palantir Technologies, Salesforce, Anthropic e Google Cloud adotarem estratégias semelhantes. Mesmo entrando mais tarde nesse segmento, a AWS aposta no avanço acelerado desse mercado.

Aaron Levie, CEO da Box, resumiu esse cenário ao afirmar que os engenheiros de campo estão “prestes a se tornar um dos profissionais mais requisitados do setor de tecnologia”.

Demanda cresce rapidamente

A nova divisão deverá reunir milhares de profissionais, combinando contratações externas com transferências internas.

Entre os principais pontos anunciados pela empresa estão:

  • Investimento inicial de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,2 bilhões);
  • Contratação de novos profissionais e realocação de funcionários da AWS;
  • Atuação direta para acelerar a implementação de soluções de inteligência artificial.

Esse movimento acompanha uma forte expansão da área. Um relatório do LinkedIn mostrou que a demanda por engenheiros de campo e funções semelhantes cresceu 42 vezes entre 2023 e 2025.

Dupla de homens jovens olhando para computador durante sessão de programação
Mais do que fornecer tecnologia, a AWS quer colocar especialistas dentro das empresas para transformar projetos em resultados. – Imagem: Tirachard Kumtanom/Shutterstock

Primeiros clientes já foram anunciados

O desempenho da nova equipe será medido pela rapidez com que as empresas conseguem lançar produtos ou desenvolver novas capacidades com esse suporte.

“Queremos garantir que esses clientes obtenham valor em prazos mais curtos do que aqueles a que estão acostumados em atividades baseadas em projetos”, afirmou Vasquez.

Leia mais:

Entre os primeiros clientes da iniciativa estão a NBA e a Ricoh. O anúncio foi feito durante um evento de dois dias da AWS em Washington, onde a empresa também apresentará novas ofertas de serviços em nuvem voltadas ao setor governamental.

A aposta reforça a estratégia da Amazon de aproximar especialistas das empresas para acelerar a adoção da inteligência artificial e reduzir o tempo necessário para transformar projetos em soluções prontas para uso.

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Google limita acesso da Meta ao Gemini após excesso de uso

O Google teria limitado o uso do modelo de inteligência artificial Gemini pela Meta depois que a empresa de Mark Zuckerberg passou do limite de capacidade computacional disponível. A informação foi revelada por fontes ao Financial Times e expõe um cenário em que até as big techs estão esbarrando em falta de infraestrutura.

No fim das contas, o que parece mais avançado na IA ainda depende de uma base bem concreta: poder de processamento disponível.

Nem mesmo as big techs escapam: Meta excede limite e Google restringe acesso ao Gemini em meio à corrida por IA. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Pressão por infraestrutura chega às gigantes

Segundo as fontes, o Google precisou impor restrições após a Meta ultrapassar o volume de uso combinado. Isso aconteceu no meio da corrida global por infraestrutura de inteligência artificial, onde data centers viraram peça central da disputa — quase tão importantes quanto os próprios modelos.

A Meta não opera uma nuvem própria e vem correndo para ampliar sua estrutura. Só que a demanda cresce mais rápido do que a capacidade instalada.

  • Uso de IA no atendimento ao cliente
  • Chatbots para anunciantes e suporte interno
  • Programação e apoio em desenvolvimento de software
  • Detecção de golpes e moderação de conteúdo
  • Processamento de grandes volumes de dados

Em março, o Google já tinha avisado a Meta sobre os limites de capacidade. Depois disso, a empresa passou a controlar melhor o uso de tokens entre equipes.

Por que a Meta acabou usando o Gemini?

A Meta recorreu ao Gemini porque, em algumas tarefas, o modelo entregava melhor desempenho do que alternativas internas, segundo fontes. Além dele, a empresa também usa outros sistemas, como o Claude, da Anthropic.

Isso acontece porque, na prática, nem sempre os modelos próprios dão conta de tudo. Em alguns casos, o que pesa é simplesmente o resultado final — estabilidade, precisão, velocidade.

Logos das redes sociais da Meta e o da big tech abaixo em um smartphone
Meta usava o Gemini em chatbots, programação e suporte, mas Google precisou impor restrições após excesso de demanda. – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Quando a infraestrutura vira gargalo

O episódio deixa mais evidente um problema que já vinha aparecendo: a infraestrutura de IA está no limite em várias frentes. Mesmo com investimentos gigantescos em data centers, as empresas seguem enfrentando dificuldade para acompanhar o ritmo de uso.

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O custo também entrou na conta. O uso de tokens e o consumo pesado de processamento já fazem empresas reverem como e onde aplicam IA no dia a dia.

Um mercado onde o “bastidor” manda tanto quanto o modelo

O caso entre Google e Meta mostra que a disputa na inteligência artificial não acontece só no desenvolvimento dos modelos. O acesso ao poder computacional virou parte central do jogo.

E talvez esse seja o ponto mais importante: não basta ter a melhor IA no papel se não existe estrutura suficiente para rodá-la em escala.

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Samsung lança tecnologia que pode acelerar a IA nos celulares

A Samsung anunciou a UFS 5.0, novo padrão de armazenamento criado para dar mais velocidade às funções de inteligência artificial em dispositivos móveis. A promessa envolve mais rapidez no uso diário e menor consumo de energia.

A tecnologia mira a nova geração de celulares, além de wearables e dispositivos XR, que passam a depender cada vez mais de processamento de IA direto no aparelho.

Novo padrão da Samsung pode acelerar o uso de inteligência artificial direto no smartphone. – Imagem: BINK0NTAN/Shutterstock

Mais velocidade para dar conta da IA local

Segundo a empresa, o foco da UFS 5.0 é acompanhar o crescimento de dados gerados por sistemas de inteligência artificial rodando no próprio dispositivo, sem depender da nuvem. Isso ajuda a reduzir atrasos e melhora a resposta em tarefas mais pesadas.

O salto de desempenho é grande: até 10,8 GB/s de leitura sequencial, mais que o dobro da geração anterior, a UFS 4.1.

O impacto aparece em várias frentes:

  • transferências de arquivos mais rápidas no uso diário
  • menor atraso em tarefas com IA
  • execução de modelos de linguagem diretamente no aparelho
  • melhor desempenho com vários aplicativos abertos
  • processamento local mais estável

Consumo menor e bateria mais eficiente

Um dos pontos mais relevantes do novo padrão está no consumo de energia. Segundo a Samsung, a UFS 5.0 reduz o gasto energético em mais de 40% em comparação com a geração anterior.

Leia mais:

Esse ganho vem de ajustes internos no funcionamento do chip, como técnicas de controle de energia e uso de diferentes níveis de tensão durante a operação.

Na prática, isso significa aparelhos que conseguem manter o desempenho por mais tempo sem drenar a bateria com a mesma intensidade.

Chip de memória Samsung UFS 5.0
Novo chip de armazenamento da Samsung é 16,7% menor e permite designs mais compactos. – Imagem: Divulgação/Samsung

Um componente menor que muda o projeto dos aparelhos

Além do desempenho, o tamanho também chama atenção. O módulo mede 7,5 mm x 13 mm x 0,9 mm, cerca de 16,7% menor que a versão anterior.

Pode parecer um detalhe técnico, mas isso influencia diretamente o design dos dispositivos. Com menos espaço ocupado, fabricantes conseguem reorganizar melhor os componentes internos.

Isso abre espaço para aplicações em:

  • smartphones de alto desempenho
  • dispositivos vestíveis (wearables)
  • headsets e óculos de realidade estendida (XR)
  • sistemas com inteligência artificial embarcada

Quando a nova tecnologia Samsung chega ao mercado

A Samsung informou que a produção em massa da UFS 5.0 começa no quarto trimestre deste ano, com versões que podem chegar a até 1 TB de capacidade.

A expectativa é que a tecnologia apareça primeiro em dispositivos premium, principalmente os voltados para recursos de inteligência artificial embarcada.

Na era da IA embarcada, os dispositivos de armazenamento estão evoluindo para se tornar um fator-chave na definição das experiências de inteligência artificial.

Jangseok Choi, chefe de planejamento de produtos de memória da Samsung Electronics, em nota.

Com isso, o armazenamento deixa de ser apenas espaço interno e passa a ter impacto direto no desempenho geral dos dispositivos, especialmente em funções de IA que dependem de resposta imediata.

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Por que a OpenAI não vai liberar o GPT-5.6 para todo mundo?

A OpenAI não vai colocar o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez. Atendendo a um pedido do governo dos Estados Unidos, a empresa decidiu iniciar a distribuição do novo modelo de inteligência artificial de forma gradual.

A previsão é que a tecnologia chegue primeiro a um grupo restrito de parceiros. Se essa etapa ocorrer como esperado, o acesso será ampliado nas semanas seguintes.

Governo quer acompanhar a primeira fase

O GPT-5.6 será o novo sistema responsável por alimentar o ChatGPT. Segundo um memorando de Sam Altman obtido pelo The Information, a fase inicial será acompanhada de perto pelo governo americano, que fará a liberação individual de cada cliente autorizado.

O pedido partiu de dois órgãos federais e, de acordo com a publicação, ganhou reforço do secretário de Comércio de Donald Trump, Howard Lutnick, que teria solicitado a participação de outras agências antes de uma liberação mais ampla.

Na prática, a etapa inicial prevê:

  • acesso restrito a um pequeno grupo de parceiros;
  • aprovação individual de cada cliente durante a prévia;
  • acompanhamento do processo por órgãos do governo dos EUA;
  • ampliação do acesso nas semanas seguintes, caso tudo transcorra conforme o previsto.

Esse formato representa uma mudança na maneira como modelos avançados de IA costumam ser disponibilizados, já que a expansão dependerá do andamento dessa fase inicial.

Antes de chegar ao público, o GPT-5.6 passará por uma fase de testes com um grupo restrito de parceiros selecionados. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock
Celular com logomarca do Claude Mythos na tela colocado em cima de teclado de notebook
O caso do GPT-5.6 lembra o Mythos, da Anthropic, que também teve acesso limitado por decisão do governo dos EUA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Caso da Anthropic ajuda a explicar a decisão

O modelo adotado pela OpenAI lembra o caminho percorrido pela Anthropic, uma de suas principais concorrentes.

A empresa lançou o Mythos em um programa de acesso gradual, mas acabou suspendendo completamente a disponibilidade pública da tecnologia depois que o governo dos Estados Unidos determinou que cidadãos estrangeiros não poderiam acessar o sistema. A medida foi motivada pelas capacidades avançadas de invasão cibernética atribuídas ao modelo.

O Mythos também chamou atenção das autoridades britânicas de segurança em inteligência artificial, que o classificaram como um “salto” em comparação com os modelos de ponta anteriores.

OpenAI diz que prefere outro caminho

Embora tenha aceitado a solicitação do governo, a OpenAI afirma que esse formato não representa seu plano ideal para futuros lançamentos.

No memorando enviado aos funcionários, Sam Altman escreveu: “Deixamos claro ao governo dos EUA que esse não é nosso modelo preferido de longo prazo, e trabalharemos com eles e com outros da indústria para alcançar uma abordagem mais sustentável para lançamentos futuros.”

Para a empresa, a expectativa é continuar discutindo alternativas com autoridades e representantes do setor, buscando um modelo considerado mais adequado para disponibilizar tecnologias cada vez mais avançadas.

Casa Branca muda o discurso sobre IA

A decisão envolvendo o GPT-5.6 ocorre em meio a uma mudança de postura do governo americano sobre inteligência artificial.

Neste mês, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.

A medida contrasta com declarações feitas anteriormente pela própria Casa Branca. No ano passado, o vice-presidente JD Vance afirmou que “a regulação excessiva do setor de IA poderia matar uma indústria transformadora”.

O avanço acelerado das capacidades desses sistemas, porém, ampliou o debate sobre segurança e supervisão. Se o cronograma anunciado for mantido, o GPT-5.6 chegará primeiro a um grupo limitado de parceiros antes de ser disponibilizado ao público mais amplo, em um lançamento que poderá servir de referência para futuras estreias de modelos avançados de inteligência artificial.

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Anthropic volta a roubar talentos do Google em IA

A saída de dois pesquisadores ligados ao Gemini voltou a pressionar as ações da Alphabet e colocou novamente o Google no centro da disputa por talentos de inteligência artificial.

Os profissionais devem deixar a empresa para atuar na Anthropic, concorrente direta no desenvolvimento de modelos generativos. O movimento acontece após uma sequência recente de baixas em áreas estratégicas da companhia, explica o The Wall Street Journal.

Google tenta conter percepção de perda de talentos em meio à corrida global por IA. – Imagem: kovop/Shutterstock

Novas saídas atingem equipe do Gemini

Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, Jonas Adler e Alexander Pritzel planejam deixar o Google para se juntar à Anthropic. Ambos estão ligados ao desenvolvimento do Gemini, modelo de IA que compete diretamente com o Claude, da rival.

O mercado já vinha reagindo a mudanças anteriores na equipe de inteligência artificial do Google, e a nova informação reforçou a percepção de instabilidade em um dos grupos mais estratégicos da empresa.

As ações da Alphabet recuaram 1,3% no pré-mercado, para US$ 340,82 (cerca de R$ 1.874), ampliando perdas registradas em sessões anteriores.

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A competição entre big techs acelera e transforma a disputa por pesquisadores em um dos principais fatores do mercado de IA. – Imagem: gguy/Shutterstock

Disputa por pesquisadores se intensifica entre big techs

A movimentação ocorre em meio à concorrência direta entre Google, OpenAI e Anthropic na contratação de especialistas em IA generativa.

Entre as saídas recentes estão:

  • Jonas Adler e Alexander Pritzel, que devem ir para a Anthropic
  • Noam Shazeer, que anunciou ida para a OpenAI
  • John Jumper, que deixou o Google recentemente
  • Engenheiros e pesquisadores em início de carreira que também saíram nos últimos dias

Na segunda-feira, as ações da Alphabet chegaram a cair 5%, o pior desempenho diário em mais de um ano após notícias relacionadas a mudanças na equipe de IA.

Nem Google nem Anthropic comentaram oficialmente as informações. Adler e Pritzel também não foram localizados para comentar.

Google tenta conter percepção de perda de talentos

Durante um evento em Cannes, o CEO do DeepMind, Demis Hassabis, afirmou que o Google mantém uma posição sólida na área de pesquisa em inteligência artificial.

Temos, de longe, a maior e mais abrangente equipe de pesquisa entre todos os laboratórios existentes.

Demis Hassabis, CEO do DeepMind, em evento.

A fala ocorre em meio a uma sequência de movimentações entre pesquisadores de alto nível no setor, que vêm sendo disputados por diferentes laboratórios de IA.

Logo do Google em frete a um prédio
Investidores acompanham a saída de profissionais do Google enquanto concorrentes avançam na contratação de especialistas em IA. – Imagem: hapabapa/iStock

Mercado acompanha próximos movimentos das big techs

Com novas saídas registradas em áreas-chave do Gemini, investidores seguem monitorando os próximos passos do Google e de seus concorrentes.

Leia mais:

A disputa por pesquisadores continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor, enquanto empresas aceleram o desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados de inteligência artificial.

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Apple aumenta preços de Macs e iPads; IA está por trás da alta

A Apple reajustou os preços de iPads, Macs e outros dispositivos nesta semana. A decisão vem depois da forte alta nos custos de chips de memória e armazenamento usados em eletrônicos, puxada pela expansão acelerada da infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo a empresa, o cenário da cadeia de suprimentos ficou mais pressionado nos últimos meses, o que acabou forçando ajustes em parte do portfólio, explica a Reuters. O impacto aparece principalmente em notebooks e tablets vendidos nos Estados Unidos e na Europa.

A corrida da inteligência artificial está elevando os custos de componentes em toda a indústria de tecnologia. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Pressão da IA eleva custo de componentes

O aumento está ligado à escalada dos preços da memória DRAM, presente em praticamente todos os dispositivos eletrônicos. Com a expansão dos data centers de IA, fabricantes de chips passaram a priorizar contratos de grande escala com empresas como a Nvidia. Na prática, isso reduz a disponibilidade para o mercado de consumo.

Dados da TrendForce mostram que a DRAM chegou a subir até 98% no primeiro trimestre de 2026. E o movimento não dá sinais de desaceleração. Analistas já tratam o fenômeno como “RAMageddon”, termo que acabou circulando com força no setor.

  • a demanda por infraestrutura de IA cresceu de forma acelerada
  • grandes contratos passaram a dominar a produção de memória
  • o mercado de consumo perdeu prioridade na cadeia de fornecimento
  • os preços da DRAM atingiram níveis históricos em 2026
  • o efeito chegou diretamente a PCs, notebooks e tablets
iPads, AirPods, Apple Watch, Macs e HomePods já são montados no Vietnã
MacBook Air e iPad Air estão entre os produtos que receberam reajustes nesta nova rodada. – Imagem: Farknot Architect / Shutterstock

Reajustes atingem MacBooks, iPads e acessórios

Com os custos pressionando toda a cadeia, a Apple mexeu em várias linhas ao mesmo tempo — e sem muito alarde fora dos números. O MacBook Air com 512 GB passou de US$ 1.099 para US$ 1.299. O MacBook Pro de 1 TB foi de US$ 1.699 para US$ 1.999. Já o iPad Air de 128 GB subiu de US$ 599 para US$ 749.

O Mac de entrada também ficou mais caro, saindo de US$ 599 para US$ 699. Houve ainda ajustes no HomePod e na Apple TV. O iPhone, por enquanto, segue fora dessa rodada de aumentos.

Em comunicado, a Apple afirmou: “Nunca vimos um aumento tão grande e tão rápido no preço de componentes. Protegemos nossos clientes desses aumentos até agora, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a aumentar os preços”.

Tim Cook já havia indicado a tendência em uma conversa com analistas: “Esperamos custos de memória significativamente mais altos”.

Vários iPhones coloridos de costas
Analistas acompanham os próximos passos da Apple e o possível impacto sobre futuros iPhones. – Imagem: Terelyuk/Shutterstock

Mercado sente pressão e próximos passos ficam abertos

O efeito não ficou restrito à Apple. Outras fabricantes também começaram a revisar estratégias de preço, ainda que com margens diferentes de negociação na cadeia de suprimentos.

Leia mais:

A Micron já fechou contratos bilionários para garantir fornecimento, enquanto o setor ajusta projeções de vendas. A IDC estima queda de até 14% no mercado de smartphones e mais de 11% no de PCs.

Nos bastidores, analistas observam que o próximo movimento pode envolver o iPhone, embora não haja confirmação. O mercado já trata essa possibilidade como um cenário em avaliação.

Por enquanto, o ambiente segue pressionado. A combinação entre demanda forte por IA e oferta limitada de memória mantém os preços elevados, e a normalização ainda não aparece no horizonte.

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Alibaba é acusado de tentar “copiar” IA da Anthropic

A Anthropic afirma que o Alibaba teria tentado extrair capacidades do seu modelo de inteligência artificial Claude em uma operação descrita como a maior já registrada pela empresa nesse tipo de atividade. O caso foi levado ao Senado dos Estados Unidos em uma carta datada de 10 de junho de 2026.

Segundo documentos citados pela Reuters e confirmados pela CNBC, a investigação envolve milhões de interações com o sistema e o uso de contas falsas em larga escala.

Caso entre Anthropic e Alibaba envolve suposta “destilação” de IA para replicar modelos mais avançados de inteligência artificial. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

O que é a “destilação” de IA

A chamada destilação é um método em que um modelo de IA mais simples aprende a partir das respostas de um sistema mais avançado. A CNBC explica que essa técnica é comum no desenvolvimento de inteligência artificial, mas pode ser usada de forma indevida para tentar replicar capacidades de modelos mais sofisticados.

A operação teria ocorrido entre 22 de abril e 5 de junho de 2026, somando cerca de 28,8 milhões de interações feitas por aproximadamente 25 mil contas falsas, conforme a Reuters. O volume, por si só, já chama atenção pelo nível de coordenação descrito nos documentos.

Leia mais:

A Anthropic afirma que os envolvidos estariam ligados ao Alibaba e ao laboratório de IA Alibaba Qwen. O grupo chinês não respondeu às acusações até o momento.

O que diz a carta enviada ao Senado dos EUA

A carta enviada aos senadores Tim Scott e Elizabeth Warren descreve o caso como o maior ataque de destilação já identificado pela empresa. O documento afirma que a prática teria como objetivo acelerar o desenvolvimento de modelos chineses com base em tecnologias mais avançadas.

A Anthropic também afirma ter identificado movimentações semelhantes envolvendo outros laboratórios de IA da China, como DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax, indicando que esse tipo de atividade estaria se tornando mais frequente no setor.

Em comunicado citado pela CNBC, um porta-voz da Anthropic afirmou:

  • “Acreditamos que combater a ameaça da destilação ilícita exige ação coordenada entre governo e indústria”
  • “Continuaremos trabalhando com o Congresso e o governo para manter a liderança americana em IA”
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Alibaba e laboratório Qwen são citados em suposto envolvimento, mas empresa chinesa não respondeu às acusações até o momento. – Imagem: jackpress / Shutterstock

IA, geopolítica e disputa por tecnologia

O caso surge em meio a uma tensão crescente entre Estados Unidos e China no campo da inteligência artificial. A Reuters lembra que o Alibaba foi incluído pelo Pentágono em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificação que o grupo contesta.

Ao mesmo tempo, o governo dos EUA vem ampliando mecanismos para monitorar o uso de modelos de IA por empresas estrangeiras. A CNBC destaca que memorandos recentes reforçam a cooperação entre governo e setor privado para identificar esse tipo de atividade com mais rapidez.

Segundo a matéria, a própria Anthropic também enfrenta restrições regulatórias, incluindo limitações de exportação de modelos como Fable 5 e Mythos 5, citando preocupações de segurança nacional.

Entre os principais pontos citados pelas duas agências estão:

  • uso de contas falsas em larga escala para simular interações com IA
  • milhões de consultas a sistemas avançados
  • tentativa de replicação de capacidades de modelos de ponta
  • possível envolvimento de laboratórios chineses de IA
  • aumento das tensões regulatórias entre EUA e China

O caso reforça como a disputa por inteligência artificial já não se limita à tecnologia, mas envolve também política e segurança nacional.

A Anthropic afirma que continuará colaborando com autoridades dos Estados Unidos enquanto o caso não tem resposta oficial do Alibaba. Até o momento, a empresa chinesa não se pronunciou detalhadamente sobre as acusações.

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