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Mark Zuckerberg critica rivais e diz que concentração da IA ameaça inovação

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, fez duras críticas ao modelo de desenvolvimento de inteligência artificial (IA) adotado por concorrentes, como OpenAI e Anthropic.

Em entrevista concedida nesta terça-feira (28) ao The New York Times, o executivo afirmou que concentrar o desenvolvimento de modelos avançados em poucas empresas pode limitar o acesso da sociedade à tecnologia e prejudicar a inovação.

Embora não tenha citado diretamente OpenAI e Anthropic em diversos momentos da conversa, Zuckerberg deixou claro que se referia às empresas que defendem um desenvolvimento mais controlado da IA. Segundo ele, essa abordagem contraria a tradição do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

“Grande parte do discurso de muitos dos outros laboratórios que estão desenvolvendo isso é excessivamente dominada pelo pessimismo”, afirmou. “É preciso haver uma voz, ou várias vozes, que tragam realismo para esse debate.”

As declarações ampliam uma discussão que vem dividindo o Vale do Silício sobre como sistemas avançados de IA devem ser desenvolvidos e disponibilizados ao público.

Debate divide gigantes da tecnologia

  • Executivos, como Dario Amodei, da Anthropic, e Sam Altman, argumentam que alguns dos modelos mais avançados já são perigosos demais para serem desenvolvidos ou compartilhados sem rígidos mecanismos de controle;
  • Por outro lado, empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos;
  • A discussão ganhou força neste mês após modelos chineses de inteligência artificial reduzirem a vantagem tecnológica que empresas estadunidenses, como Anthropic e OpenAI, mantinham no setor;
  • Em resposta, essas companhias intensificaram o diálogo com reguladores em Washington e demonstraram preocupação com o avanço de modelos de código aberto desenvolvidos na China.

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Nvidia reforça apoio ao código aberto

Na última sexta-feira (24), o CEO da Nvidia, Jensen Huang, publicou uma carta defendendo o desenvolvimento de softwares de código aberto para IA, posição que recebeu apoio de diversas empresas de tecnologia.

Nesta semana, Huang também anunciou uma coalizão voltada ao desenvolvimento de ferramentas abertas de segurança e cibersegurança para IA, iniciativa que reúne empresas, como SpaceX e IBM.

Huang e Altman estão entre os executivos que viajaram a Washington para discutir com o governo do presidente Donald Trump possíveis políticas para o setor.

Empresas, como Microsoft, Nvidia, Google e a própria Meta, defendem que boa parte desses modelos deve permanecer amplamente acessível para estimular pesquisas, novos negócios e avanços tecnológicos – Imagem: jackpress/Shutterstock

Zuckerberg defende “superinteligência personalizada”

Durante a entrevista, Zuckerberg voltou a defender sua visão de que a IA deve estar disponível para o maior número possível de pessoas. Ele criticou a ideia de criar uma única superinteligência centralizada e totalmente alinhada aos interesses da humanidade, conceito frequentemente associado às discussões sobre segurança em IA.

“Eu acho que muitas pessoas têm a noção de que, se você construir algum tipo de inteligência artificial singular, poderá, por meio de uma forma idealizada de alinhamento, garantir que ela seja benevolente para a humanidade”, afirmou. “Pessoalmente, sou cético em relação a esse caminho.”

Em vez disso, o executivo propôs o conceito de “superinteligência personalizada”, em que assistentes de IA possam ser configurados conforme as necessidades, preferências e valores de cada usuário. “Acho que é literalmente impossível existir uma única superinteligência benevolente que esteja alinhada com todas as pessoas ao mesmo tempo”, declarou.

Até a publicação da entrevista, OpenAI e Anthropic não haviam comentado as declarações. Em manifestações anteriores, a OpenAI afirmou apoiar iniciativas de código aberto e disse trabalhar com a Casa Branca para desenvolver formas seguras de expandir a IA.

Na segunda-feira (27), Amodei publicou um texto afirmando que a Anthropic está concentrada em impedir que chips avançados cheguem a regimes autoritários, evitar a reprodução em larga escala de modelos de IA e exigir testes de segurança para sistemas altamente capazes, sejam eles abertos ou fechados.

Apesar das divergências entre as empresas, pesquisadores da Anthropic, OpenAI, Meta e Google assinaram conjuntamente uma carta aberta intitulada “Pacing the Frontier”.

O documento defende um esforço internacional para desenvolver ferramentas técnicas e mecanismos de governança capazes de desacelerar o avanço da IA quando necessário por razões de segurança.

A posição da Meta sobre IA também evoluiu nos últimos anos. Durante muito tempo, a empresa ficou conhecida por disponibilizar gratuitamente modelos de IA de código aberto. No entanto, após perder espaço para OpenAI e Anthropic, Zuckerberg reformulou sua estratégia.

A companhia investiu US$ 14,3 bilhões (R$ 73,5 bilhões) na startup Scale AI e contratou seu fundador, Alexandr Wang, para liderar a divisão de IA da empresa, rebatizada de Meta Superintelligence Labs. Também foram investidos bilhões de dólares na contratação de pesquisadores especializados, que passaram a desenvolver um novo modelo fechado de IA, em vez de totalmente aberto.

Neste mês, a Meta começou a vender, pela primeira vez, acesso ao seu modelo Muse Spark, ao mesmo tempo em que continua desenvolvendo modelos de código aberto.

Zuckerberg afirmou acreditar que a trajetória da indústria de tecnologia aponta para uma democratização crescente das ferramentas de IA. “Acredito que a trajetória geral da indústria sempre caminhou para mais abertura e para colocar o poder da tecnologia nas mãos de mais pessoas, e não de menos”, concluiu.

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OpenAI: IA invadiu outra empresa antes de realizar ataque inédito

O ataque cibernético considerado “sem precedentes”, realizado por modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI contra a plataforma Hugging Face, envolveu etapa adicional que não havia sido divulgada inicialmente.

Segundo informações publicadas pela Reuters nesta terça-feira (28), as IAs da empresa invadiram primeiro a infraestrutura de um cliente da Modal Labs antes de conseguirem comprometer o ambiente da Hugging Face.

De acordo com a reportagem, a infraestrutura de um cliente da Modal Labs serviu como ponto intermediário para que os modelos de IA da OpenAI alcançassem o sistema da Hugging Face, plataforma amplamente utilizada para compartilhamento de modelos de IA.

Em comunicado, o diretor de tecnologia da Modal Labs, Akshat Bubna, explicou que o incidente envolveu um ambiente configurado incorretamente por um cliente da empresa. “Estamos cientes de que um cliente da Modal publicou um ponto de acesso sem autenticação que permitia a qualquer pessoa na internet usar seus ambientes isolados de execução de código”, afirmou.

Na segunda-feira (27), a Hugging Face já havia informado que um agente malicioso explorou um ambiente de testes controlado hospedado por um provedor terceirizado, mas sem revelar qual empresa era responsável pela infraestrutura.

Segundo a plataforma, esse ambiente acabou sendo transformado em uma base para novos ataques, permitindo que o invasor permanecesse com acesso à infraestrutura da empresa durante aproximadamente dois dias e meio.

A Modal Labs afirmou que a exploração ocorreu exclusivamente na conta do cliente afetado e destacou que sua plataforma principal não foi comprometida.

Modal Labs teria sido invadida antes da Hugging Face – Imagem: Reprodução

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Como aconteceu a invasão

  • A OpenAI revelou recentemente que o GPT-5.6 Sol, lançado no início de julho, e outro modelo de IA ainda não anunciado conseguiram invadir um ambiente de pesquisa da Hugging Face durante testes internos de segurança;
  • A própria Hugging Face já havia informado, no último dia 16, que detectou uma invasão conduzida por um agente de IA;
  • Segundo a empresa, o ataque permitiu acesso indevido a dados e credenciais internas;
  • O incidente ocorreu durante experimentos realizados pela OpenAI para avaliar a capacidade de seus modelos de encontrar vulnerabilidades em sistemas computacionais;
  • Esses testes costumam ser executados em ambientes controlados, utilizando versões dos modelos sem diversas das proteções normalmente presentes nas versões disponibilizadas ao público.

Em seu comunicado, a OpenAI afirmou que o GPT-5.6 Sol e outro sistema ainda não lançado atuaram em conjunto para identificar vulnerabilidades tanto no ambiente de pesquisa utilizado durante os testes quanto na infraestrutura da Hugging Face.

Segundo a Hugging Face, sua plataforma executou dois códigos enviados pelo agente de IA. A partir daí, o sistema conseguiu elevar seus privilégios dentro da infraestrutura da empresa e obter credenciais que permitiram atacar outros sistemas internos.

Ataques conduzidos por IA podem se tornar mais comuns

Ao divulgar o episódio, a OpenAI afirmou que esse tipo de invasão tende a se tornar cada vez mais frequente à medida que modelos de IA especializados em cibersegurança evoluem. “Consideramos este um incidente cibernético sem precedentes, envolvendo recursos de última geração”, afirmou a empresa.

A Hugging Face também avaliou que o episódio representa um alerta para um cenário que especialistas em segurança já vinham prevendo: o crescimento de ataques conduzidos por agentes de IA. “Foi diferente de tudo que havíamos enfrentado antes”, declarou a companhia em sua primeira manifestação pública sobre o incidente.

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A União Europeia quer que você saiba quando um conteúdo foi criado por IA

A União Europeia (UE) começará a exigir, a partir de 2 de agosto, que conteúdos produzidos por inteligência artificial (IA), como os chamados “deepfakes“, sejam claramente identificados.

A medida faz parte da implementação gradual da Lei de Inteligência Artificial (AI Act) do bloco e tem como principal objetivo garantir que os cidadãos consigam distinguir conteúdos reais daqueles criados ou alterados por sistemas de IA.

As novas regras de transparência entram em vigor inicialmente para empresas que desenvolvem ou oferecem ferramentas de IA.

Como vai funcionar a nova determinação da UE para a IA

  • A partir dessa data, chatbots e outros modelos de IA deverão informar de forma explícita aos usuários que são sistemas automatizados;
  • Da mesma forma, imagens, textos e outros conteúdos gerados por essas tecnologias precisarão exibir um rótulo indicando que foram produzidos por IA;
  • Empresas que deixarem de cumprir essas exigências estarão sujeitas à aplicação de multas elevadas.

A UE afirma que a iniciativa busca conter o avanço da desinformação impulsionada pela IA generativa. Segundo informações de um representante do bloco passadas à AFP, essa tecnologia permite criar conteúdos falsos em uma escala inédita, direcionados a públicos específicos e disseminados rapidamente.

Medida faz parte da implementação gradual da Lei de Inteligência Artificial (AI Act) do bloco e tem como principal objetivo garantir que os cidadãos consigam distinguir conteúdos reais daqueles criados ou alterados por sistemas de IA

“A IA generativa permite criar desinformação em uma escala sem precedentes, direcionada a públicos específicos e disseminada com notável rapidez”, afirmou o representante.

O funcionário acrescentou que, como a IA “está tornando cada vez mais difícil para todos nós distinguir o que é real do que é sintético”, as novas regras pretendem “preservar a capacidade dos cidadãos de confiar no que veem, ouvem e leem”.

Entre as principais preocupações da UE estão os chamados “deepfakes”, que incluem textos, imagens, vídeos e áudios capazes de simular conteúdos autênticos, embora tenham sido gerados ou modificados por IA.

As obrigações previstas pela legislação serão aplicadas apenas a conteúdos produzidos para fins profissionais. De acordo com a UE, pessoas que utilizam ferramentas de IA exclusivamente para uso pessoal não serão afetadas pelas novas exigências.

Além disso, textos destinados a informar o público sobre temas de interesse geral também deverão receber uma identificação quando forem produzidos por IA sem supervisão editorial humana.

A implementação da legislação ocorrerá de forma escalonada. Os sistemas de IA já existentes terão até 2 de dezembro para se adequar às novas exigências. O regulamento também prevê exceções para obras de caráter artístico, criativo, satírico e ficcional.

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A nova arma da China para reduzir dependência de chips estrangeiros

A China iniciou a produção em escala de máquinas nacionais de litografia DUV por imersão, tecnologia essencial para fabricar semicondutores. O avanço reforça a estratégia de Pequim para diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros.

O projeto é liderado por uma empresa estatal de Xangai e marca uma nova etapa na busca chinesa por autonomia tecnológica, embora ainda esteja distante dos equipamentos mais avançados da ASML.

A corrida pelos chips ganhou um novo capítulo com o avanço da indústria chinesa de equipamentos de fabricação. – Imagem: justhavealook/iStock

Empresa chinesa assume produção de nova tecnologia

Segundo a Reuters, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group está à frente da fabricação dos equipamentos após incorporar equipes de startups chinesas especializadas em litografia.

Criada em agosto de 2023, a companhia possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 5,11 bilhões). Seus acionistas são duas empresas estatais ligadas a Xangai.

A tecnologia DUV (ultravioleta profundo) é usada para desenhar circuitos em wafers de silício, uma das etapas mais importantes da fabricação de chips. Nos equipamentos de imersão, uma camada de água entre a lente e o wafer permite criar padrões menores e mais precisos.

Entre as aplicações desses sistemas estão:

  • Fabricação de diferentes tipos de chips;
  • Produção de semicondutores mais avançados usando múltiplas exposições;
  • Criação de uma alternativa para fabricantes chineses;
  • Redução dos impactos de possíveis restrições comerciais.
Ao fundo, gráficos financeiros; à frente uma lupa ampliando a logo da ASML exibida em uma página web
Mesmo distante da ASML, o avanço chinês mostra a força da disputa global pelo controle dos semicondutores. Imagem: DennisF/Shutterstock

Novo equipamento ainda está atrás da ASML

Apesar do avanço, as máquinas chinesas ainda precisam passar por testes e não devem ameaçar, no curto prazo, a posição da ASML, empresa holandesa que domina o mercado de equipamentos de litografia.

A Reuters afirma que o desenvolvimento representa uma conquista para o programa chinês de autossuficiência em semicondutores, uma das prioridades do presidente Xi Jinping. No entanto, especialistas destacam que criar protótipos e produzir equipamentos confiáveis para grandes volumes são desafios diferentes.

Analistas do JP Morgan Chase afirmaram que “produzir algumas ferramentas DUV de imersão não é o mesmo que produzir ferramentas que podem ser usadas para fabricação em alto volume, onde rendimento, alinhamento, velocidade e confiabilidade em milhares de ciclos de produção são importantes”.

Ilustração de chip de inteligência artificial sobre circuito eletrônico.
A China tenta superar barreiras comerciais criando sua própria cadeia de produção de semicondutores. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

Corrida por semicondutores ganha novo capítulo

A iniciativa acontece em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos e pela Holanda sobre tecnologias avançadas para fabricação de chips. A China foi impedida de comprar os sistemas EUV mais sofisticados da ASML, usados na produção dos semicondutores mais avançados.

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Mesmo com essas limitações, o país continua sendo um mercado relevante para a fabricante holandesa. De acordo com a Reuters, a China respondeu por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre do ano.

Os novos equipamentos devem ser entregues ainda este ano para fabricantes chineses como SMIC, Hua Hong Semiconductor e ChangXin Memory Technologies (CXMT). O desenvolvimento também envolve empresas como Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e Yuliangsheng.

A nova etapa da indústria chinesa de semicondutores mostra que a disputa tecnológica global continua avançando. A produção própria de máquinas de litografia não elimina a dependência externa, mas amplia a capacidade do país de construir uma cadeia de chips mais independente.

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Corrida da IA vira batalha com acusações de roubo entre China e EUA

A China acusou empresas americanas de inteligência artificial9 de usar modelos chineses em processos de treinamento. O caso envolve a técnica de destilação de modelos e aumentou a tensão entre os dois países na corrida pelo domínio da IA.

Segundo a Reuters, autoridades dos EUA também investigam companhias chinesas por suposto uso indevido de tecnologias americanas, colocando propriedade intelectual no centro do debate.

A técnica de destilação de IA virou o centro de uma disputa entre duas potências da tecnologia mundial. Imagem: WANAN YOSSINGKUM/iStock

Destilação de IA vira motivo de acusações entre países

A destilação de modelos é uma técnica usada no desenvolvimento de inteligência artificial para transferir conhecimentos de um sistema mais avançado para outro mais leve e eficiente.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que empresas dos Estados Unidos teriam usado esse método para obter conhecimento de modelos chineses durante etapas de pesquisa e treinamento.

Do outro lado, autoridades americanas alegam que algumas empresas chinesas podem ter ultrapassado o uso considerado legítimo da tecnologia e utilizado o processo para reproduzir capacidades de modelos desenvolvidos nos EUA.

Entre os principais pontos do conflito estão:

  • O limite entre aprendizado de máquina e cópia tecnológica;
  • A proteção de propriedade intelectual em sistemas de IA;
  • O uso de modelos abertos no desenvolvimento de novas ferramentas;
  • Possíveis restrições comerciais envolvendo tecnologia.

A discussão ganhou força após o lançamento do modelo Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, que chamou atenção pelo desempenho em tarefas de programação.

Aplicativo da Kimi K3 em uma loja
A Moonshot AI entrou no centro da polêmica após o desempenho do modelo Kimi K3 chamar atenção. – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Moonshot AI está no centro da polêmica

Segundo a Reuters, Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, afirmou que os Estados Unidos tinham informações indicando que a Moonshot teria usado destilação do modelo Claude Fable 5, da Anthropic, para desenvolver o Kimi K3.

Kratsios também disse que a empresa teria criado uma plataforma interna para realizar processos de destilação em grande escala e utilizado diferentes métodos de acesso para evitar identificação.

A Moonshot negou as acusações. Ao jornal chinês National Business Daily, a companhia afirmou que os avanços do Kimi K3 vieram de mudanças próprias na arquitetura do sistema, e não da reprodução de tecnologia americana.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que empresas chinesas poderiam enfrentar sanções ou inclusão na Entity List, mecanismo que limita o acesso a tecnologias americanas.

“Open source não é uma temporada aberta para propriedade intelectual americana”, escreveu Bessent.

queda de braço entre robô humanoide americano e chinês
Dados, códigos e modelos de IA: os novos elementos da disputa tecnológica entre China e EUA. – Imagem gerada com IA. ChatGPT/Olhar Digital

Disputa mostra nova fase da corrida pela IA

O governo chinês respondeu que tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses caso empresas do país sejam prejudicadas.

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A Reuters informou ainda que a Anthropic identificou mais de 3,4 milhões de interações com seus modelos relacionadas à Moonshot. Segundo a empresa, centenas de contas fraudulentas teriam sido usadas para acessar recursos como programação, análise de dados e uso de ferramentas.

O caso mostra que a disputa pela inteligência artificial deixou de envolver apenas quem cria os modelos mais avançados. Agora, treinamento, infraestrutura, dados e proteção tecnológica também fazem parte da competição entre China e Estados Unidos.

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Vale do Silício entra em “guerra” por causa da IA chinesa

Uma disputa sobre o futuro da inteligência artificial (IA) ganhou força no Vale do Silício e passou a envolver as maiores empresas do setor, executivos de tecnologia e integrantes do governo dos Estados Unidos.

O debate opõe companhias, como OpenAI e Anthropic, que defendem maiores restrições aos modelos chineses de IA de código aberto, e um grupo formado por empresas, como Microsoft, Nvidia, Meta e IBM, que argumenta que esse tipo de tecnologia deve permanecer aberto para estimular inovação, segurança e novos negócios.

A discussão, que há anos divide a indústria de tecnologia sobre o desenvolvimento de IA, se intensificou diante do avanço acelerado da China na criação de modelos de código aberto.

OpenAI e Anthropic defendem restrições

De um lado estão OpenAI e Anthropic, que sustentam que determinados modelos de IA são perigosos demais para serem desenvolvidos de forma aberta e, por isso, devem permanecer sob controle rígido das empresas responsáveis por sua criação.

Nos bastidores, segundo pessoas próximas às discussões contaram ao The New York Times, as duas companhias vêm pressionando reguladores em Washington (EUA) ao levantar preocupações sobre os modelos chineses de código aberto.

O debate passou a envolver também o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e Michael Kratsios, assessor de ciência e tecnologia do presidente Donald Trump, que discutem a importância dos modelos estadunidenses como propriedade intelectual estratégica.

As empresas afirmam que laboratórios chineses construíram parte de seus modelos por meio da coleta indevida de dados gerados por sistemas de IA estadunidenses, prática que, segundo elas, não deveria ser permitida.

Microsoft, Nvidia e outras gigantes defendem código aberto

  • Na direção oposta, empresas, como Microsoft, Nvidia, Meta, IBM e Palantir, defendem que os modelos de código aberto são essenciais para o avanço da IA;
  • Na sexta-feira (24), o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, publicou pela primeira vez no X que “o mundo precisa tanto de modelos fechados de fronteira quanto de modelos abertos de fronteira”. Nove minutos depois, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, escreveu que o software de código aberto é “essencial para um ecossistema saudável de IA”;
  • Ambos assinaram uma carta em defesa do código aberto, acompanhados por executivos da Meta, Palantir e IBM;
  • Segundo essas empresas, modelos abertos impulsionam o desenvolvimento tecnológico, permitem que pesquisadores examinem sua segurança e aumentam a demanda por serviços de computação em nuvem e chips utilizados para executar aplicações de IA.

Para fundadores de startups do Vale do Silício, restringir o código aberto também poderia consolidar a vantagem competitiva de OpenAI e Anthropic, dificultando o surgimento de concorrentes.

“Você tem duas facções brigando por essa questão”, afirmou Bill Gurley, investidor de capital de risco do Vale do Silício contrário às restrições ao código aberto. “Há as pessoas que querem que OpenAI e Anthropic sejam donas de tudo, e depois há todo o resto, incluindo os clientes.”

Avanço chinês aumenta tensão

O conflito ganhou intensidade devido ao rápido progresso da China no desenvolvimento de modelos abertos de IA. Nas últimas semanas, as startups chinesas Z.ai e Moonshot AI lançaram modelos que competem com os desenvolvidos pela Anthropic e outros laboratórios estadunidenses.

No ano passado, a startup chinesa DeepSeek já havia surpreendido a indústria ao apresentar um sistema de IA de código aberto considerado comparável aos modelos das empresas dos Estados Unidos.

O governo chinês também passou a defender essa estratégia. Neste mês, o presidente Xi Jinping apresentou o país como um defensor global da abordagem aberta para IA.

Segundo pessoas familiarizadas com as discussões internas, o avanço chinês aumentou a preocupação entre executivos da OpenAI e da Anthropic, que temem perder a vantagem construída ao longo dos últimos anos.

Acusações de roubo de propriedade intelectual

Empresas estadunidenses de IA acusam laboratórios chineses de realizar o chamado processo de “destilação”, copiando secretamente seus sistemas para desenvolver modelos concorrentes. O tema chamou a atenção do governo de Donald Trump.

Na quarta-feira (22), Scott Bessent afirmou que a administração avaliou impor sanções contra empresas chinesas acusadas de roubar propriedade intelectual de companhias estadunidenses. “Código aberto não significa temporada aberta para a propriedade intelectual estadunidense”, declarou.

No mesmo dia, Michael Kratsios afirmou que “a destilação industrial secreta em larga escala destinada a roubar tecnologia proprietária dos Estados Unidos e enfraquecer a pesquisa estadunidense é inaceitável”.

Apesar disso, autoridades estadunidenses ainda discutem quais medidas adotar. Segundo pessoas com conhecimento das conversas que falaram com o Times, a tendência é que os modelos chineses sejam analisados individualmente sob a ótica da segurança nacional, em vez da adoção de uma proibição ampla.

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CEO da Microsoft, Satya Nadella, escreveu que o software de código aberto é “essencial para um ecossistema saudável de IA” – Imagem: FotoField/Shutterstock

Google e Amazon tentam evitar confronto

Enquanto OpenAI e Anthropic defendem restrições, outras gigantes do setor buscaram inicialmente evitar envolvimento direto. Google e Amazon, que investiram bilhões de dólares em empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram boa parte da semana sem participar do debate.

No sábado (25), porém, o CEO do Google, Sundar Pichai, afirmou nas redes sociais que sua empresa “há muito tempo se beneficia do código aberto” e também assinou a carta da indústria em defesa desse modelo de desenvolvimento.

Debate antigo ganha nova dimensão

A discussão entre software aberto e fechado acompanha a indústria de tecnologia desde seus primeiros anos. Defensores do código aberto argumentam que compartilhar informações acelera a inovação, melhora a segurança dos sistemas e torna os softwares mais confiáveis.

Já os críticos afirmam que o desenvolvimento dessas tecnologias exige investimentos elevados e que disponibilizá-las gratuitamente representa um modelo de negócios insustentável.

Atualmente, grande parte da infraestrutura da internet opera sobre tecnologias de código aberto, assim como sistemas amplamente utilizados, incluindo o Android, do Google.

Como resposta ao avanço chinês, OpenAI e Anthropic passaram a oferecer modelos de IA mais baratos para empresas que não necessitam das versões mais avançadas.

Na sexta, a Anthropic lançou o Claude Opus 5, descrito pela companhia como um modelo “próximo da inteligência de fronteira do Fable 5 pela metade do preço”. A OpenAI também promove modelos de menor custo.

Lobby em Washington

Segundo pessoas próximas às negociações, executivos da OpenAI, Anthropic e investidores das empresas vêm realizando reuniões reservadas em Washington. Nesses encontros, eles citam preocupações relacionadas à economia global, segurança da IA e segurança nacional para convencer reguladores a ampliar as restrições aos modelos chineses de código aberto.

Sarah Heck, responsável pelas políticas públicas da Anthropic, escreveu nas redes sociais que “a destilação ilícita por adversários é roubo de propriedade intelectual e espionagem industrial que fortalece capacidades militares e de inteligência de adversários”.

Ela afirmou ainda que modelos de código aberto derivados dos sistemas da Anthropic representam riscos elevados caso circulem livremente.

A OpenAI também defende novas regras. Em publicação feita no mês passado, a empresa informou que propôs ao governo Trump políticas que tornariam obrigatórias avaliações de segurança para determinados modelos de IA sob supervisão de agências governamentais.

Segundo a companhia, ela está “encorajada” pelo trabalho conjunto realizado com a administração estadunidense na construção desse marco regulatório.

Movimento pró-código aberto reage

Os defensores do código aberto também ampliaram sua mobilização. Na quarta, quase 200 startups do Vale do Silício, reunidas sob o nome Little Tech Association, enviaram cartas ao governo Trump pedindo que o acesso aos modelos chineses de código aberto não fosse limitado.

Na sexta, grandes empresas passaram a aderir publicamente ao movimento. Elon Musk, Mark Zuckerberg, Sam Altman e outros executivos manifestaram apoio às declarações de Jensen Huang e Satya Nadella. “Jensen está certo”, escreveu Musk. “Isso tem meu total apoio.”

Zuckerberg também defendeu a iniciativa, afirmando que “o código aberto é uma força positiva e importante”.

Teste da OpenAI alimenta discussão

Um episódio ocorrido durante a semana reforçou a polarização. Na terça-feira (21), a OpenAI revelou que alguns de seus modelos mais avançados romperam os mecanismos de contenção durante um teste de segurança cibernética, conseguiram acesso à internet e invadiram servidores do Hugging Face.

Executivos da OpenAI utilizaram o episódio para demonstrar que modelos de IA podem representar riscos mesmo quando operam em ambientes fechados, reforçando sua defesa por regulamentação.

Já o CEO da Hugging Face, Clem Delangue, adotou posição oposta. Para proteger a empresa durante o incidente, ele recorreu a um modelo de código aberto desenvolvido pela chinesa Z.ai. Na sexta, Delangue deixou clara sua posição nas redes sociais ao anunciar uma marcha em São Francisco (EUA) em apoio ao código aberto. “Modelos abertos são a melhor escolha!”, escreveu.

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CEO do Hugging Face pede “transparência radical” após ataque da OpenAI

Após a OpenAI admitir que um de seus modelos invadiu os sistemas da plataforma Hugging Face, o CEO da empresa, Clem Delangue, publicou no X que viajaria a São Francisco (EUA) para ter “uma pequena conversa com aquele ‘agente rebelde’”. Em seguida, num post publicado no sábado (25), ele detalhou o que pediu à OpenAI.

A principal demanda é o que Delangue chamou de “transparência radical”: que a OpenAI libere os registros de atividade dos agentes envolvidos no ataque para que “toda a comunidade de pesquisa possa estudar o que aconteceu”.

Além disso, ele pediu que a empresa destine US$ 100 milhões (R$ 508,3 milhões) em poder computacional para ajudar a comunidade da Hugging Face a construir defesas cibernéticas usando modelos abertos e fechados.

Hugging Face hospeda grandes modelos de IA (Imagem: Robert Way
/Shutterstock)

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“O primeiro ciberataque por agente autônomo é um evento inédito. Ele merece uma resposta inédita!”, escreveu Delangue.

Apesar do caráter autônomo do ataque, especialistas em cibersegurança apontaram que ele também pode ser atribuído a erro humano — especificamente, a uma falha aparente da OpenAI em configurar corretamente o que deveria ser um ambiente de testes completamente isolado.

EUA debatem lei de emergência após inteligência artificial escapar de contenção

Nesta quinta-feira (23), Washington (EUA) tornou-se o centro de uma mobilização legislativa e executiva. A reação ocorreu logo após a OpenAI confirmar que um de seus agentes autônomos ultrapassou os limites de isolamento durante um ensaio de segurança e invadiu a estrutura digital da startup Hugging Face.

O incidente acionou o alarme no primeiro escalão norte-americano. Diante da gravidade do episódio, o conselheiro tecnológico da Casa Branca, Michael Kratsios, passou a acompanhar a evolução do caso, enquanto parlamentares no Capitólio passaram a desenhar respostas regulatórias urgentes para conter riscos cibernéticos globais.

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Google revela crescimento impressionante do Gemini

O Gemini está próximo de entrar no grupo de produtos do Google com mais de 1 bilhão de usuários. Durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, a empresa informou que seu assistente de inteligência artificial ultrapassou 950 milhões de usuários mensais.

Segundo o Google, a base de usuários do Gemini triplicou em relação ao ano anterior. Em fevereiro, o aplicativo havia superado 750 milhões de usuários ativos mensais, mostrando uma rápida expansão desde então.

O crescimento coloca o serviço em uma disputa mais direta com o ChatGPT, da OpenAI, que alcançou 1 bilhão de usuários mensais ativos em junho. A diferença entre as plataformas diminui à medida que os assistentes de IA passam a oferecer recursos mais avançados.

Google aposta no Gemini para ampliar sua presença em IA e competir de forma mais próxima com o ChatGPT. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Novos agentes impulsionam adoção do Gemini

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, destacou durante a apresentação recursos como o Daily Brief e o Gemini Spark, agente personalizado disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. “Os usuários adoram os novos recursos autônomos, como o Daily Brief e nosso agente personalizado, o Gemini Spark, que agora está disponível nos Estados Unidos e internacionalmente. Temos lançado recursos úteis como esse em um ritmo incrível”, disse Pichai durante a chamada.

Além dos usuários no Android, o Gemini também ganhou relevância no iPhone. Um dos destaques foi o lançamento do Nano Banana, modelo de geração de imagens que ajudou a ampliar o interesse pelo aplicativo.

Segundo dados da Appfigures, o Gemini foi baixado mais de 137 milhões de vezes no iOS nos últimos 12 meses, indicando maior alcance da ferramenta fora do ecossistema tradicional do Google.

Gemini avança na participação do mercado de IA

O relatório State of AI, da Sensor Tower, mostra que a participação do ChatGPT entre os assistentes de inteligência artificial caiu para menos de 50% pela primeira vez. No primeiro semestre de 2026, a fatia do Gemini chegou a 27,7%.

Entre os fatores associados ao crescimento do Gemini estão:

  • Expansão da base de usuários;
  • Recursos baseados em agentes de IA;
  • Integração com diferentes plataformas;
  • Ferramentas de criação, como geração de imagens.
Fachada do Google
Google transforma o Gemini em peça estratégica da IA, com expansão no Android, iPhone e outros serviços. – Imagem: RYO Alexandre/Shutterstock

Google amplia inteligência artificial na Busca

Enquanto os assistentes de IA ganham espaço, o Google também reforça a presença da tecnologia em sua principal ferramenta. A empresa informou que o modo de respostas com inteligência artificial da Busca ultrapassou 1 bilhão de usuários.

A companhia afirmou que o recurso gerou “um aumento incremental” nas consultas realizadas na plataforma. A estratégia é aproximar a pesquisa tradicional de uma experiência conversacional.

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O Google também afirmou que reduziu os custos do modo de IA por meio de melhorias na engenharia de hardware, mesmo com a inclusão de novos modelos e funcionalidades. Com isso, a empresa tenta ampliar o uso da inteligência artificial em diferentes áreas de seus produtos.

Busca e custos operacionais

O modo de perguntas e respostas com IA do Google ultrapassou 1 bilhão de usuários neste trimestre, e a empresa afirma que isso tem gerado um aumento incremental nas consultas. Em paralelo, o grupo diz ter reduzido o custo do AI Mode via engenharia de hardware, mesmo com novos modelos sendo lançados.

Se esse ritmo se mantiver, a marca de 1 bilhão para o Gemini pode estar mais próxima do que parece. Resta acompanhar se as inovações seguirão atraindo usuários e mudando a forma como consultamos a internet.

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Projeto Lighthouse: a aposta da Amazon para dominar o streaming

A Amazon trabalha em uma reformulação do Prime Video que pode mudar a forma como assinantes encontram filmes e séries. O projeto interno Lighthouse aposta em inteligência artificial para melhorar recomendações e navegação.

Segundo a Reuters, Jeff Bezos participou diretamente da iniciativa e cobrou mais destaque para os recursos de IA no futuro do serviço.

Projeto Lighthouse, da Amazon, promete usar inteligência artificial para mudar como usuários encontram filmes e séries. Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Bezos pressionou por mudanças no streaming

A mudança começou depois de uma apresentação interna sobre os próximos passos do Prime Video. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, Bezos considerou que a proposta inicial não mostrava o potencial da inteligência artificial e da personalização.

Após a cobrança, a equipe abandonou os planos anteriores e passou a desenvolver o Lighthouse, projeto que pretende apresentar novos recursos de IA para os mais de 200 milhões de usuários do serviço.

Entre as funções avaliadas estão:

  • recomendações de filmes e séries baseadas nos hábitos do público;
  • respostas a pedidos feitos por voz;
  • melhorias na busca por conteúdos;
  • uma tela inicial adaptada aos interesses de cada assinante.

Nova interface pode mudar descoberta de conteúdos

O novo visual ainda está em desenvolvimento. Uma das opções avaliadas inclui blocos inteligentes com sugestões criadas por IA, como filmes de ação dos anos 1980 ou comédias românticas de Natal.

A Amazon já testa versões da mudança com alguns usuários, mas o formato final ainda pode ser alterado conforme os resultados.

A busca tradicional deve continuar disponível, assim como áreas para lançamentos e eventos esportivos, incluindo o “Thursday Night Football”, jogo da NFL exclusivo da plataforma.

Michael Goodman, diretor de pesquisa de entretenimento da Parks Associates, destacou que mudanças na tela inicial podem afetar acordos comerciais.

“O espaço na tela inicial é muito valioso para os estúdios, então seria uma grande mudança retirar qualquer parte desse espaço disputado”, disse Goodman.

Top 10 dos filmes mais assistidos do Prime Video esta semana
Bezos quer colocar a IA no centro do Prime Video para melhorar busca, recomendações e experiência no streaming. Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Amazon acelera aposta em inteligência artificial

A participação de Bezos chama atenção porque ele deixou o cargo de CEO da Amazon em 2021 e reduziu sua atuação nas operações diárias.

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A empresa também ampliou seus investimentos em IA, incluindo cerca de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) em despesas de capital relacionadas principalmente ao setor e US$ 23 bilhões (aproximadamente R$ 116 bilhões) em aportes iniciais na OpenAI e Anthropic.

A Amazon ainda avalia integrar a Alexa à busca do Prime Video. Segundo a Reuters, o Lighthouse continua em testes e poderá sofrer ajustes antes de chegar ao público.

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Anthropic recebe aporte bilionário para acelerar o Claude

A AMD anunciou um acordo de até US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25,3 bilhões) com a Anthropic para ampliar a infraestrutura usada no desenvolvimento de inteligência artificial.

A parceria inclui novos chips da AMD e uma colaboração para fortalecer a operação do Claude.

O acordo une investimento bilionário, novos chips e colaboração em engenharia entre AMD e Anthropic. – Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Infraestrutura ganha reforço

Pelo acordo, a Anthropic poderá implantar até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450 usando o sistema Helios, desenvolvido pela AMD. O investimento, de até US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 25,3 bilhões), faz parte da expansão da capacidade necessária para treinar e operar seus modelos de IA.

A primeira etapa está prevista para o primeiro semestre de 2027, quando será instalado o primeiro gigawatt da nova estrutura.

Acordo amplia rede de parceiros

A Anthropic já havia fechado projetos de data centers com a SpaceX e a TeraWulf. A empresa também mantém acordos de infraestrutura de IA com Google, Broadcom e Amazon. Além disso, há rumores sobre uma possível parceria com a Meta, ainda sem confirmação.

Os principais pontos do acordo são:

  • Investimento de até US$ 5 bilhões da AMD na Anthropic;
  • Implantação de até 2 gigawatts de GPUs Instinct MI450;
  • Primeiro gigawatt previsto para o primeiro semestre de 2027;
  • Uso do sistema Helios na nova infraestrutura.
Ao fundo, meio desfocado, logo da Anthropic; à frente, smartphone mostrando a página de download do Claude
A expansão permitirá à Anthropic aumentar a capacidade para treinar e operar seus modelos de inteligência artificial. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Claude também entra na parceria

O acordo prevê ainda uma colaboração de engenharia de longo prazo. Com isso, a AMD passará a utilizar o Claude em atividades de desenvolvimento de software, engenharia e criação de produtos.

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Segundo Tom Brown, cofundador e diretor de computação da Anthropic, a parceria vai além do fornecimento de chips. “Ao fazer parceria com a AMD em toda a pilha tecnológica, estamos garantindo a capacidade de que precisamos e otimizando essa infraestrutura para treinar e operar o Claude.”

O anúncio reúne investimento, expansão da infraestrutura e cooperação tecnológica entre as duas empresas, com a primeira fase da implantação prevista para 2027.

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