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A nova aposta de Zuckerberg para tirar a Meta do atraso na IA

Mark Zuckerberg apresentou uma nova estratégia para a Meta avançar na inteligência artificial: ampliar o acesso aos modelos e destinar mais recursos às comunidades próximas aos data centers da empresa.

Segundo o The Wall Street Journal, o plano inclui novos modelos de pesos abertos, propostas para políticas de segurança e um fundo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,08 bilhões) para comunidades locais.

A Meta pretende investir até US$ 145 bilhões em gastos de capital neste ano, principalmente em data centers. – Imagem: Derick Hudson/iStock

Zuckerberg quer ampliar o acesso à IA

Em um manifesto, o CEO da Meta defendeu uma abordagem baseada na distribuição ampla da tecnologia. Para ele, concentrar sistemas avançados em empresas, governos ou outras instituições poderia aumentar o desequilíbrio de poder.

Se nossas crenças e princípios prevalecerem, então o equilíbrio de poder favorecerá os indivíduos e um futuro melhor para todos.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em trecho do manifesto.

A Meta ainda tenta alcançar Anthropic e OpenAI na corrida pelos modelos mais avançados. A empresa aposta em uma estratégia mais aberta justamente enquanto busca recuperar espaço nesse mercado.

Entre os principais pontos do plano estão:

  • lançamento de novos modelos com pesos abertos;
  • criação de um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades próximas aos data centers;
  • propostas para testes de segurança de novos modelos;
  • possibilidade de desenvolvedores destilarem modelos uns dos outros;
  • maior participação do conselho da Meta nos critérios de segurança dos sistemas.

Dois novos modelos estão a caminho

A Meta lançará o Muse Glimmer, modelo cujos pesos poderão ser baixados pelos usuários. Nas próximas semanas, a empresa também pretende disponibilizar uma versão com pesos abertos do Muse Spark 1.2, seu modelo mais avançado.

A decisão alimenta uma discussão importante no setor: sistemas avançados de IA devem ser distribuídos abertamente ou permanecer sob controle de laboratórios que mantêm seus códigos restritos?

Zuckerberg também propôs que o governo dos Estados Unidos trabalhe com empresas na realização de testes de segurança de novos modelos. Outra ideia é permitir que desenvolvedores façam a destilação entre modelos.

Celular e monitor exibindo logomarca da Meta AI após lançamento do Muse Spark
Zuckerberg defende que a IA coloque mais poder nas mãos dos usuários, em vez de concentrá-lo em grandes instituições. – Imagem: Regi Cris/Shutterstock

Data centers também entram no plano

A estratégia depende de uma grande expansão da infraestrutura de IA. A Meta prevê investir até US$ 145 bilhões (cerca de R$ 736 bilhões) em gastos de capital neste ano, principalmente na construção de data centers. Até 2028, o planejamento chega a US$ 600 bilhões (aproximadamente R$ 3,04 trilhões).

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A empresa também pretende direcionar mais recursos às comunidades próximas dessas instalações. Zuckerberg citou Richland Parish, na Louisiana, onde professores receberam bônus de US$ 50 mil (R$ 254 mil) financiados pelo aumento da atividade econômica perto do campus de data center da Meta.

“Todos nós nos beneficiaríamos ao descobrir juntos os acordos comunitários necessários para permitir um desenvolvimento sustentável em todo o país”, afirmou Zuckerberg.

A movimentação ocorre em meio à crescente oposição à construção de data centers nos Estados Unidos e à cobrança de investidores por retornos mais rápidos sobre os investimentos da Meta em inteligência artificial.

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Além de China e EUA: “Guerra dos Chips” pode ter novo protagonista

A Coreia do Sul prepara novos fundos e investimentos para aproveitar o avanço dos semicondutores. O governo de Lee Jae Myung quer fortalecer a cadeia de chips, as exportações e a infraestrutura, enquanto transforma o setor em uma base para novos projetos de tecnologia e crescimento econômico.

Segundo a Reuters, a estratégia inclui iniciativas diferentes, como um fundo de 5 trilhões de won para empresas da cadeia de semicondutores e o Future Response Fund, voltado a projetos nacionais e novos motores de crescimento.

O boom dos semicondutores virou peça central de um plano sul-coreano que vai muito além da fabricação de chips. Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock

Fundo de 5 trilhões de won mira empresas de chips

Um dos planos está diretamente ligado aos semicondutores. O governo sul-coreano pretende criar um fundo de 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 17,9 bilhões) para apoiar empresas consideradas promissoras no setor.

A prioridade será dada a fabricantes de materiais e componentes para chips e a companhias fabless, que desenvolvem semicondutores sem manter fábricas próprias. O governo também planeja oferecer outros 5 trilhões de won em financiamento comercial para fornecedores voltados à exportação.

Outra medida é a proposta de uma Mega Special Zone. A expectativa é aprovar a iniciativa ainda neste ano para acelerar licenças, análises ambientais e o desenvolvimento de infraestrutura.

Outro fundo tem alcance mais amplo

O segundo projeto tem uma proposta diferente. Chamado de Future Response Fund, ele deverá usar receitas tributárias adicionais geradas pelo crescimento do mercado de semicondutores para financiar investimentos de longo prazo.

Segundo o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, os recursos deverão ajudar a bancar grandes projetos nacionais, criar novos motores de crescimento e enfrentar o aumento da desigualdade econômica.

Entre os objetivos citados pelo governo estão:

  • financiar grandes projetos nacionais;
  • criar novos motores de crescimento;
  • apoiar startups;
  • ampliar oportunidades de emprego para jovens;
  • oferecer suporte habitacional a pessoas na faixa dos 20 e 30 anos.

Kang chamou o fundo de “uma pedra angular” para a meta de tornar a Coreia do Sul globalmente “insubstituível”. Ele também afirmou: “Neste momento crítico que determinará o futuro da Coreia do Sul, não devemos desperdiçar a receita tributária adicional gerada pelo boom dos semicondutores e por outros fatores”.

Data center com servidores e representação gráfica de inteligência artificial
A aposta sul-coreana combina semicondutores, infraestrutura, IA e data centers para buscar novos motores de crescimento. – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Chips, IA e data centers entram no plano

Os fundos fazem parte de um movimento mais amplo. Dias antes, Lee Jae Myung havia apresentado três grandes projetos industriais concentrados em semicondutores, IA física e data centers.

Os planos contam com investimentos de Samsung Electronics, SK Hynix e órgãos governamentais. A proposta é fortalecer a posição da Coreia do Sul em chips e tecnologias ligadas à inteligência artificial, além de estimular o crescimento fora da região metropolitana de Seul.

A infraestrutura necessária para esses projetos também está prevista. O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de semicondutores na região de Honam. Já o polo de Yongin deverá receber 14,7 gigawatts de energia até 2041.

O primeiro-ministro Han Sung-sook descreveu os projetos como uma estratégia de 30 anos que conecta semicondutores, IA, data centers e IA física. Para ele, a iniciativa pode se tornar um novo motor de crescimento se governo, partido governista e setor privado trabalharem como “one team”.

A movimentação mostra como o governo sul-coreano pretende aproveitar o bom momento dos semicondutores para sustentar investimentos de longo prazo em tecnologia, infraestrutura e novas oportunidades econômicas.

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Modelos de IA passaram a agir em grupo para escapar de testes

Modelos de IA da OpenAI passaram semanas tentando escapar de ambientes de teste sem que os pesquisadores percebessem. Em determinado momento, os agentes chegaram a acessar a internet e coordenar ações entre si.

Segundo o The Washington Post, o caso faz parte de uma sequência de incidentes envolvendo OpenAI, Anthropic e Meta, levantando novas dúvidas sobre como empresas de IA estão testando e protegendo seus modelos.

Alguns modelos de IA criaram identidades falsas, exploraram falhas e até tentaram acessar sistemas fora dos testes. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Quando os testes saíram do controle

Os problemas apareceram durante avaliações de cibersegurança. Em vez de apenas resolver os desafios propostos, alguns modelos começaram a procurar maneiras de burlar as regras e colaborar entre si.

Durante maio e junho, os agentes criaram um fórum interno secreto para trocar informações. Depois, conseguiram escapar do ambiente de testes e acessar a internet.

A equipe da OpenAI identificou a primeira fuga e corrigiu o problema. Dois dias depois, porém, os modelos escaparam novamente sem serem detectados. Dessa vez, a operação foi mais sofisticada: eles se comunicaram para coordenar ações e chegaram a usar nomes como “Jan18”.

Entre os comportamentos observados nos incidentes recentes estão:

  • exploração de falhas de software ainda desconhecidas;
  • fuga de ambientes de teste para obter acesso à internet;
  • criação de identidades humanas falsas;
  • coordenação entre diferentes agentes por meio de mensagens;
  • roubo de credenciais de acesso à nuvem.

A segunda fuga só foi percebida depois que a plataforma Hugging Face revelou, em julho, ter sido invadida por modelos de IA desconhecidos.

Outras empresas também enfrentaram problemas

A OpenAI não foi a única empresa a registrar comportamentos inesperados. Um modelo da Anthropic criou perfis na internet e tentou pressionar um desenvolvedor humano a aprovar código malicioso enviado a um projeto de código aberto. A tentativa não funcionou.

A Meta também teve um episódio incomum. Um modelo instruído a invadir uma empresa fictícia acabou acessando uma companhia real que utilizava o mesmo nome. A empresa atribuiu o problema a uma configuração incorreta que permitiu acesso à internet durante o teste.

Logo da OpenAI em um smartphone e em um fundo colorido
Um dos casos chamou atenção: modelos da OpenAI criaram um fórum secreto para trocar informações durante os testes. – Imagem: Evolf/Shutterstock

Segurança entra no centro da discussão

Os episódios ganham importância porque OpenAI e Anthropic já haviam declarado compromisso com o desenvolvimento seguro da tecnologia. Em 2023, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou: “Fazemos esforços significativos para garantir que a segurança seja incorporada aos nossos sistemas em todos os níveis”.

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Agora, especialistas defendem medidas como monitoramento mais rigoroso e testes em sistemas isolados de redes externas. A OpenAI adiou o lançamento do modelo Astra por preocupações com seu possível uso por hackers, enquanto a Anthropic interrompeu testes de seus sistemas por problemas de cibersegurança.

Os casos mostram um problema que a indústria terá de enfrentar à medida que seus modelos ficam mais capazes: testar uma IA não significa apenas avaliar se ela consegue cumprir uma tarefa, mas também observar o que faz quando encontra uma maneira de contornar as regras.

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Nova usina da Amazon poderá ter poluição recorde nos EUA

A Amazon está investindo em uma usina movida a gás natural para abastecer um enorme data center de inteligência artificial no Texas. Segundo o The New York Times, a instalação poderá se tornar a maior fonte individual de poluição climática entre as usinas elétricas dos Estados Unidos.

O projeto, no condado de Pecos, no Texas, expõe um desafio da expansão da IA: a tecnologia exige enormes quantidades de energia enquanto a Amazon tenta cumprir a meta de eliminar efetivamente suas emissões de gases de efeito estufa até 2040.

Até 33 milhões de toneladas de CO2 por ano: esse é o limite de emissões autorizado para a futura usina da Amazon. Imagem: Reprodução/YouTube/Amazon – Imagem: Reprodução/YouTube/Amazon

Usina poderá gerar 7,65 gigawatts

A futura usina terá 35 turbinas movidas a gás natural, com capacidade para gerar até 7,65 gigawatts. A energia será destinada ao data center planejado pela Amazon.

As licenças permitem que a instalação emita cerca de 33 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano. O volume autorizado supera o dobro das emissões anuais da usina de carvão James H. Miller Jr., no Alabama, que libera aproximadamente 16 milhões de toneladas.

Isso não significa que a usina necessariamente atingirá esse limite. Instalações desse tipo normalmente não operam no máximo permitido pelas licenças.

Por que a IA precisa de tanta energia?

Data centers de inteligência artificial consomem enormes quantidades de eletricidade para realizar os trilhões de cálculos necessários à criação e ao funcionamento desses sistemas.

Como a expansão da IA pressiona a capacidade das redes elétricas, empresas estão buscando alternativas para evitar longas esperas pela conexão com concessionárias. Uma delas é construir usinas próprias no local dos data centers.

O gás natural aparece como uma opção considerada rápida e simples de implementar.

Vamos ver uma explosão de projetos de gás fora da rede no Texas e em outros lugares.

Michael Thomas, fundador da Cleanview, ao The New York Times.

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A IA avança, mas precisa de muita energia. O desafio agora é ampliar a infraestrutura sem aumentar o impacto ambiental. Imagem: Amazon/Divulgação

Amazon mantém compromisso climático

As emissões da Amazon vêm aumentando nos últimos anos, e a própria empresa reconheceu que o crescimento dos data centers de IA pode dificultar suas metas ambientais.

Margaret Callahan, porta-voz da Amazon, afirmou que o cenário atual é diferente daquele existente quando a companhia ajudou a criar o Climate Pledge, mas reforçou que o compromisso continua.

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A empresa também avalia o uso de energia solar e baterias no data center e afirma que o empreendimento criará milhares de empregos.

O projeto preocupa grupos ambientais pelo potencial impacto sobre o clima e a qualidade do ar. Além do dióxido de carbono, usinas a gás liberam poluentes que contribuem para a formação de smog e podem estar associados a problemas como asma e doenças cardíacas.

O caso mostra o tamanho do desafio energético criado pela corrida da IA: ampliar a infraestrutura necessária para esses sistemas sem aumentar na mesma proporção o impacto ambiental.

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ChatGPT virou alvo de quase 200 processos pelo mundo; entenda

A popularização das ferramentas de inteligência artificial também trouxe uma nova frente de disputas judiciais. A OpenAI, criadora do ChatGPT, aparece como principal alvo de processos envolvendo o setor, em meio a debates sobre uso de conteúdos, dados pessoais e impactos gerados por sistemas de IA.

Segundo o AI Lawsuit Tracker, observatório jurídico que acompanha ações contra empresas de inteligência artificial, já são quase 200 processos registrados no mundo. O crescimento foi acelerado nos últimos anos, acompanhando a expansão dessas tecnologias.

ChatGPT virou alvo de ações por causa do uso de conteúdos. O debate sobre IA ganhou uma nova dimensão. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Número de ações contra IAs cresce rapidamente

Os dados do levantamento mostram uma mudança significativa no cenário jurídico. Em 2021, havia apenas dois processos envolvendo empresas de IA. Já em 2025, o número saltou para 67 casos. Até o fim de julho de 2026, foram contabilizadas 52 novas ações.

A maior parte dos processos foi aberta por indivíduos, especialmente autores e artistas. Na sequência aparecem empresas de mídia, como jornais, gravadoras e estúdios, além de governos e órgãos reguladores.

Entre os principais motivos das disputas estão:

  • Uso não autorizado de conteúdos para treinar sistemas de inteligência artificial;
  • Possíveis práticas anticompetitivas e concentração de mercado;
  • Coleta ou utilização de dados pessoais sem autorização;
  • Respostas falsas ou imprecisas geradas por ferramentas de IA;
  • Casos relacionados a danos psicológicos, discriminação e declarações enganosas.

OpenAI concentra maior número de processos

A OpenAI lidera o ranking do AI Lawsuit Tracker, com 36 casos registrados. A maior parte das ações contra a empresa envolve editoras, jornais e escritores que questionam o uso de seus conteúdos no treinamento de modelos de inteligência artificial.

Outras grandes empresas também aparecem na lista. A Meta soma 14 processos, seguida pela Anthropic, com 13. Google e Microsoft têm 11 ações cada, enquanto a Perplexity aparece com sete casos.

O cenário mostra que os desafios jurídicos da inteligência artificial atingem diferentes empresas do setor, principalmente à medida que essas tecnologias ganham espaço no mercado.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
Quase 200 processos já envolvem empresas de IA. O avanço da tecnologia trouxe novos desafios jurídicos. – Imagem: jackpress / Shutterstock

Brasil tem um caso registrado no levantamento

O único processo brasileiro citado pelo observatório envolve a Folha de S.Paulo contra o ChatGPT, registrado em agosto de 2025. A ação buscava interromper a coleta e o uso de conteúdos do site sem autorização e pagamento.

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Em maio deste ano, o caso foi encerrado após uma parceria entre a Folha de S.Paulo, o UOL e a empresa responsável pelo ChatGPT.

Os Estados Unidos concentram a maior quantidade de ações judiciais relacionadas à inteligência artificial. Alemanha, Canadá, China e Índia aparecem logo depois, indicando que a discussão sobre regras para o setor já alcançou diferentes mercados.

O aumento dos processos mostra que a evolução da IA não envolve apenas avanços tecnológicos, mas também a criação de novos limites legais para equilibrar inovação, direitos autorais e proteção de dados.

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Fim do limite? ChatGPT gratuito ganha conversas de texto ilimitadas

Usuários gratuitos do ChatGPT terão mais liberdade para conversar com a inteligência artificial. A OpenAI anunciou que os planos Free e Go deixarão de ter limite para mensagens de texto, enquanto novos recursos de raciocínio chegam à plataforma.

A mudança acontece junto com atualizações nos modelos da empresa, incluindo melhorias no GPT-5.6 Sol para assinantes Plus e Pro, com promessa de respostas mais confiáveis.

Mais liberdade para perguntar: planos Free e Go terão chats de texto ilimitados, mas arquivos seguem com limites. Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Conversas de texto deixam de ter limite no ChatGPT gratuito

A partir da próxima semana, usuários dos planos Free e Go poderão enviar mensagens de texto sem se preocupar com os limites atuais. A restrição continuará existindo para recursos como imagens e arquivos.

A OpenAI também vai liberar o botão “Think”, criado para ajudar o chatbot a lidar com perguntas mais difíceis. A ferramenta dará acesso a um nível maior de raciocínio nesses casos.

Outra alteração será a troca do modelo padrão desses planos pelo GPT-5.6 Luna.

Entre as mudanças anunciadas estão:

  • Chats de texto ilimitados para usuários Free e Go;
  • Limites mantidos para arquivos e imagens;
  • Botão “Think” para perguntas mais complexas;
  • Atualização para o modelo GPT-5.6 Luna.

GPT-5.6 Sol quer reduzir erros nas respostas

Nos planos Plus e Pro, a principal novidade é uma atualização do GPT-5.6 Sol. Segundo a OpenAI, o modelo foi desenvolvido para “cometer menos erros”, principalmente em respostas que dependem de datas, números, fontes, regras ou suposições.

A empresa afirma que a nova versão também conseguirá usar melhor as fontes encontradas para responder às perguntas dos usuários.

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A OpenAI atualiza o ChatGPT para tornar as conversas com IA mais eficientes e personalizadas. Imagem: Photo Agency/Shutterstock

Assinantes terão mais controle sobre o raciocínio da IA

Quem paga pelo ChatGPT também receberá um novo controle deslizante para escolher “quanto pensamento o ChatGPT coloca em uma resposta”.

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A função permitirá ajustar o nível de análise da inteligência artificial conforme a necessidade, seja para respostas mais rápidas ou para avaliações mais detalhadas.

Segundo a OpenAI, o GPT-5.6 Sol atualizado terá “respostas mais diretas” e “formatação mais enxuta”, evitando acrescentar informações extras quando elas não forem úteis.

As atualizações do GPT-5.6 Sol e do controle de raciocínio estarão disponíveis a partir de quinta-feira. A mudança amplia as opções de uso do ChatGPT para diferentes perfis de usuários.

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O pesquisador por trás do Google Brain criou uma nova aposta em IA

A saída de Jeff Dean do Google marca uma nova movimentação na disputa pelo futuro da inteligência artificial. O pesquisador, considerado uma das figuras mais importantes da empresa, deixou a companhia para criar a Discovery Loop, uma startup focada em sistemas de IA capazes de aprimorar a própria tecnologia.

Segundo o The New York Times, a nova empresa reúne outros três pesquisadores de destaque e conta com apoio financeiro de investidores do Vale do Silício, incluindo a Alphabet, controladora do Google.

A corrida pela inteligência artificial ganhou um novo capítulo com a saída de um dos principais pesquisadores do Google. – Imagem: Shutterstock AI Generator/Shutterstock

Nova empresa aposta em IA com autoaperfeiçoamento

Dean passou mais de duas décadas no Google e esteve envolvido em projetos que ajudaram a transformar a tecnologia da companhia. Ele participou da criação de sistemas usados pelo buscador e liderou o Google Brain, laboratório que impulsionou pesquisas em inteligência artificial.

Na Discovery Loop, a equipe pretende trabalhar com o conceito de autoaperfeiçoamento recursivo, no qual sistemas de IA poderiam melhorar seu próprio funcionamento com pouca ou nenhuma intervenção humana.

A tecnologia pode ser aplicada em diferentes áreas de pesquisa, como:

  • Desenvolvimento de novos tipos de hardware;
  • Descoberta de medicamentos;
  • Criação de novos materiais;
  • Avanços em pesquisas científicas.

Achamos que existe uma oportunidade para a IA automatizar mais completamente o que tradicionalmente tem sido um ciclo experimental muito dependente de humanos.

Jeff Dean, criador e CEO da Discovery Loop, ao The New York Times.

O pesquisador acredita que essa abordagem pode aumentar tanto a quantidade quanto a qualidade dos experimentos realizados, abrindo espaço para novas descobertas científicas.

Disputa por talentos aumenta no mercado de IA

A mudança acontece em um momento de forte competição por especialistas em inteligência artificial. Empresas como OpenAI e Anthropic vêm atraindo pesquisadores com grandes investimentos e ambientes considerados mais rápidos para desenvolver novas tecnologias.

O próprio Google perdeu outros nomes importantes nos últimos anos. Entre eles está Peter Norvig, que passou 25 anos na companhia antes de seguir para a Recursive Superintelligence, startup também dedicada ao desenvolvimento de IA com capacidade de autoaperfeiçoamento.

Para Tim Rocktäschel, que deixou o Google para ajudar a fundar a empresa, startups oferecem uma dinâmica diferente.

“É um ambiente completamente diferente dentro de uma startup. É muito mais rápido e focado”, afirmou.

A Discovery Loop terá Dean como CEO e contará com Sanjay Ghemawat, Quoc Le e Oriol Vinyals. Os três pesquisadores participaram de projetos do Google que ajudaram a construir tecnologias usadas pelos atuais chatbots de IA.

Logo do Google em uma tela de smartphone ao lado de um chip artisticamente concebido com os dizeres "AI"
A Discovery Loop quer inovar em IA com liberdade de startup e ainda manter uma colaboração com o Google. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Google mantém parceria com nova startup

Mesmo fora da empresa, Dean continuará próximo do Google. A Alphabet concordou em fornecer capacidade computacional para a startup por pelo menos um ano, segundo o pesquisador.

A Discovery Loop recebeu investimento inicial da Radical Ventures, Khosla Ventures e outros investidores do Vale do Silício. O valor captado não foi divulgado.

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O CEO do Google, Sundar Pichai, destacou a contribuição de Dean e Ghemawat para a evolução tecnológica da companhia.

“Ao longo de 27 anos, Jeff e Sanjay ajudaram a conduzir algumas das transições tecnológicas mais importantes, desde nossa infraestrutura inicial de busca até as redes neurais que ajudaram a criar a era moderna da IA”, afirmou.

A nova empresa também seguirá o modelo de corporação de benefício público, estrutura adotada por outras companhias de IA. Para Dean, a proposta é desenvolver tecnologia buscando impactos positivos para a sociedade.

A criação da Discovery Loop mostra como pesquisadores experientes estão buscando novos caminhos para desenvolver inteligência artificial fora dos grandes laboratórios tradicionais.

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SpaceX compra mais baterias da Tesla para alimentar expansão da IA

A SpaceX ampliou as compras de sistemas de armazenamento de energia da Tesla no segundo trimestre de 2026, segundo documentos financeiros divulgados pela empresa.

No período encerrado em 30 de junho, a companhia desembolsou US$ 295 milhões (R$ 1,5 bilhão) em Megapacks — baterias de grande escala que a SpaceXAI tem instalado para ajudar a abastecer seus data centers Colossus na região da Grande Memphis (EUA).

Com esse valor, o total gasto pela SpaceX em Megapacks da Tesla nos dois primeiros trimestres de 2026 chega a US$ 329 milhões (R$ 1,7 bilhão). Em 2025, quando ainda não era uma empresa de capital aberto, a SpaceX havia adquirido US$ 506 milhões (R$ 2,6 bilhões) em produtos Megapack da fabricante.

O que são os megapacks da Tesla?

  • Megapacks são sistemas de armazenamento de energia voltados para uso empresarial e em escala de utilidade pública;
  • A Tesla também fabrica os Megablocks, que reúnem quatro Megapacks em torno de um transformador;
  • Os sistemas utilizam células de lítio-íon ou outras tecnologias de bateria e permitem armazenar energia de diferentes fontes — incluindo combustíveis fósseis, renováveis e fontes intermitentes como solar e eólica — para evitar apagões em data centers e redes de distribuição;
  • A Tesla não é a única fabricante desse tipo de sistema: entre os principais concorrentes, segundo pesquisa da Wood Mackenzie, estão as chinesas Sungrow, BYD e CATL, a sul-coreana LG e a estadunidense Fluence.

Além dos Megapacks, as instalações Colossus e Colossus 2 da SpaceXAI na Grande Memphis também operam dezenas de turbinas a gás natural para geração de energia.

As emissões e o ruído das turbinas provocaram protestos de moradores da região, que relatam cheiro, problemas de saúde, barulho e poluição do ar — episódios que contribuíram para um movimento nacional de resistência a empreendimentos de data centers.

A Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês) entrou com ação judicial contra a SpaceXAI — anteriormente conhecida como xAI — em tribunal federal no Mississippi (EUA) para tentar impedir a empresa de continuar operando as turbinas sem controles de poluição ou licenças federais.

SpaceX gastou quase R$ 700 milhões em Cybertrucks compradas da Tesla em 2025 – (Imagem: wedmoments.stock/Shutterstock

Na chamada de resultados do segundo trimestre, Elon Musk afirmou que a SpaceX planeja expandir rapidamente sua infraestrutura de IA e suas usinas de energia. “Nossa meta provisória é ter 20 gigawatts de energia e resfriamento ativos até o final do próximo ano”, disse ele.

Musk reconheceu que alguns projetos “não vão sair exatamente no prazo”, mas estimou que, “ao nível da usina, algo próximo a 15 gigawatts” ainda seria alcançado.

SpaceX e Tesla têm histórico de transações entre partes relacionadas, compartilhamento de recursos e de pessoal.

Em 2025, além dos US$ 506 milhões em Megapacks, a SpaceX comprou US$ 131 milhões (R$ 673,4 milhões) em veículos Cybertruck, declarando que as aquisições foram feitas pelo preço sugerido pelo fabricante, sem descontos.

As compras ocorreram em momento no qual o interesse dos consumidores pelas picapes havia arrefecido e após uma série de recalls de segurança. No primeiro semestre de 2026, a SpaceX não divulgou novas aquisições de Cybertrucks.

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A “virada” da IA na África mostra novo duelo entre China e EUA

Quando Ernest Mwebaze começou a criar uma ferramenta de inteligência artificial para lidar com os diferentes idiomas de Uganda, ele colocou modelos americanos e chineses à prova. O resultado surpreendeu: a tecnologia chinesa funcionou melhor para o projeto.

Segundo o The New York Times, casos como esse mostram como desenvolvedores africanos estão recorrendo a sistemas chineses por causa do custo reduzido, da possibilidade de personalização e do acesso aberto.

A inteligência artificial chinesa virou escolha de muitos desenvolvedores africanos por ser flexível e mais acessível. – Imagem: justhavealook/iStock

Desenvolvedores escolhem ferramentas que cabem no orçamento

Mwebaze, ex-pesquisador do Google, criou o Sunflower, um sistema usado por agricultores de Uganda para receber informações sobre clima e cultivo em idiomas locais. Segundo ele, o modelo da Alibaba apresentou desempenho superior ao de alternativas da Meta e do Google para essa tarefa.

“Queremos construir coisas da forma mais barata possível, mas que funcionem muito bem”, afirmou Mwebaze.

O movimento não acontece apenas em Uganda. No Quênia, empreendedores usam modelos chineses para melhorar serviços jurídicos e empresariais. Na Nigéria, desenvolvedores criam ferramentas educacionais, enquanto no Gana surgem novos chatbots adaptados às demandas locais.

Código aberto muda a escolha dos desenvolvedores

Um dos principais atrativos dessas ferramentas é o código aberto. Diferentemente de modelos fechados, que exigem pagamentos e dependem das regras das empresas que os criaram, esses sistemas podem ser baixados e modificados pelos próprios usuários.

Entre os motivos que explicam essa preferência estão:

  • Menor custo para desenvolver aplicações;
  • Possibilidade de adaptar os modelos com dados próprios;
  • Uso em projetos com poucos recursos;
  • Maior controle sobre a tecnologia utilizada.

Para muitos desenvolvedores africanos, a questão não é usar o modelo mais avançado do mercado, mas encontrar uma ferramenta capaz de resolver o problema necessário.

Por que usar uma Ferrari cara para levar as crianças à escola quando um Toyota hatchback pode fazer a mesma coisa?

Moses Kemibaro, empreendedor, ao The New York Times.

Logo da Alibaba com pessoas passando em frente
Sistemas de código aberto, como o Qwen, oferecido pela Alibaba, são o diferencial: modelos chineses permitem baixar, modificar e criar novas soluções com mais liberdade. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

África vira palco da disputa entre China e EUA

A presença chinesa no setor de tecnologia africano começou antes da inteligência artificial. Empresas do país já participaram da expansão de redes de telecomunicações no continente, criando uma base para oferecer novas soluções.

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Mesmo assim, empresas africanas continuam usando ferramentas americanas em algumas situações. Sistemas como os da OpenAI e Anthropic ainda são procurados para tarefas técnicas que exigem maior precisão.

A escolha também envolve questões políticas. Após problemas com respostas do chatbot Sunflower sobre a China, Mwebaze passou a buscar alternativas para evitar uma dependência excessiva de um único fornecedor.

“Precisamos garantir que não estamos do lado errado da geopolítica”, afirmou.

A experiência africana mostra que a corrida pela inteligência artificial não depende apenas de quem cria os modelos mais avançados. Cada vez mais, custo, liberdade de uso e capacidade de adaptação estão influenciando quais tecnologias chegam aos usuários.

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Fim de uma era: Google Assistant começa a sair dos celulares Android

O Google confirmou que vai retirar o Assistant de celulares e tablets Android, além de relógios com Wear OS, a partir de 4 de setembro. A mudança faz parte da transição para o Gemini, nova ferramenta de inteligência artificial da empresa.

A troca será feita aos poucos e pode levar algumas semanas para alcançar todos os usuários. Depois da atualização, dispositivos compatíveis deixarão de usar o antigo assistente.

Celulares Android compatíveis terão uma nova experiência com o Gemini após a atualização do Google. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Google começa a encerrar ciclo do Assistant

Segundo o 9to5Google, a empresa já iniciou o envio de avisos por e-mail sobre a mudança. O processo de desligamento começa em 4 de setembro e será concluído gradualmente.

A alteração vale para celulares Android que atendem aos requisitos mínimos para executar o Gemini e para regiões onde o chatbot está disponível. Alguns dispositivos conectados, como fones compatíveis, também serão afetados.

Presente no Android há anos, o Assistant agora dará lugar ao Gemini nos aparelhos que suportarem a nova tecnologia.

Alguns aparelhos ainda manterão o recurso

A mudança não será aplicada a todos os produtos do Google neste momento. Google TV, Google Home e telas inteligentes continuarão funcionando normalmente.

Uma versão antiga do Assistant também seguirá disponível em celulares com Android 9 ou anterior e menos de 2 GB de RAM, permitindo o uso de tarefas básicas.

Entre as principais mudanças estão:

  • Celulares compatíveis passarão a usar o Gemini;
  • Relógios com Wear OS serão afetados pela substituição;
  • Fones compatíveis poderão passar pela mudança;
  • Veículos com Google integrado continuarão usando o Assistant.
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Google TV e Google Home ficam de fora da mudança por enquanto. A transição será focada em outros dispositivos. Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Gemini assume espaço no Android

Quem ainda não tem o Gemini pode baixar o aplicativo pela Play Store. A empresa também prepara novidades para os dispositivos Pixel, com anúncios previstos para 12 de agosto.

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A mudança encerra uma etapa importante do Android e coloca o Gemini como principal assistente nos aparelhos compatíveis, enquanto alguns dispositivos antigos continuarão com acesso limitado ao Assistant.

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