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Brasil supera EUA na adoção de agentes de IA pelas empresas

O Brasil já aparece entre os mercados com maior adoção corporativa de inteligência artificial. Segundo estudo global da Sinch com 2.527 executivos, 76% das empresas brasileiras mantêm agentes de IA em produção. A taxa supera a média mundial, de 62%, e a dos Estados Unidos, de 67%.

O cenário de expansão tem um contraponto: problemas de governança ainda levam empresas a recuar em projetos de IA. No país, 80% das organizações já interromperam ou reverteram alguma implementação. Em 39% desses casos, houve vazamento de dados ou de informações pessoais.

Agentes de IA deixaram a fase de teste em muitas empresas brasileiras. O desafio agora é manter a tecnologia segura e sob controle. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Investimentos devem continuar

A intenção de ampliar os gastos mostra que esses problemas não frearam os planos das companhias. O levantamento aponta que 66% das empresas brasileiras pretendem aumentar em mais de 25% os investimentos em IA. Só a Índia apresenta uma taxa maior, de 71%.

A infraestrutura também entrou na pauta. Hoje, 48% das empresas brasileiras avaliam novos fornecedores para dar suporte aos projetos de inteligência artificial. O índice é inferior apenas ao da Índia, que chega a 50%.

América Latina corre mais riscos

A diferença de ritmo fica ainda mais evidente na comparação entre as regiões. Na América Latina, 21% das empresas planejam elevar os investimentos em IA em mais de 50%. Na América do Norte, são 12%.

A região latino-americana, porém, também registra mais problemas relacionados à proteção de dados. Segundo a pesquisa, 41% das organizações precisaram desligar agentes de IA após vazamentos. Na América do Norte, o percentual foi de 26%.

Nas Américas, 87,2% das empresas consideram a infraestrutura de comunicação essencial para seus projetos de IA. O mesmo percentual diz ter avaliado ou negociado com novos fornecedores nos últimos 12 meses.

Os números que ajudam a dimensionar o cenário brasileiro são:

  • 76% das empresas já operam agentes de IA em produção;
  • 80% interromperam ou reverteram implementações por questões de governança;
  • 39% dos rollbacks ocorreram após vazamentos de dados ou informações pessoais;
  • 66% pretendem elevar os investimentos em mais de 25%;
  • 48% estão avaliando novos fornecedores.
Mão de robô tocando um cadeado holográfico
Na América Latina, 41% das organizações desligaram agentes de IA após vazamentos. Na América do Norte, foram 26%. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Segurança vira parte da equação

Para Mario Marchetti, CEO da Sinch na América Latina, o momento exige uma mudança de foco. “O desafio agora não é mais adotar IA, mas garantir que ela seja segura, governada e capaz de entregar experiências consistentes para o cliente”, afirma.

Leia mais:

O estudo The AI Production Paradox ouviu executivos seniores de dez países e seis setores da economia. Os resultados mostram que colocar agentes de IA em funcionamento já é uma realidade para muitas empresas brasileiras. O próximo passo será manter esses sistemas operando sem abrir mão da segurança e da governança.

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Gemini 3.7 Flash chega como um canivete suíço para programar

O Google lançou o Gemini 3.7 Flash, novo modelo de inteligência artificial voltado à programação e à automação de tarefas empresariais. A ferramenta foi desenvolvida para planejar ações, usar softwares e concluir processos em várias etapas com menor intervenção humana.

O lançamento ocorre três semanas depois do Gemini 3.6 Flash e chega com preço promocional. O Google, porém, ainda não revelou quando pretende disponibilizar o Gemini 3.5 Pro, modelo premium que vem sendo aguardado pelo mercado.

O novo modelo do Google melhora a depuração, resolve problemas de código e gera software pronto para produção. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Novo Gemini mira tarefas de programação

Segundo a Reuters, o Gemini 3.7 Flash apresentou melhorias em tarefas como depuração, resolução de problemas e geração de código pronto para produção.

O modelo é direcionado principalmente a empresas que desenvolvem sistemas autônomos de IA. A proposta é que esses sistemas consigam organizar tarefas, acessar ferramentas de software e avançar por diferentes etapas sem depender de acompanhamento humano constante.

O preço também foi reduzido para estimular a adoção. Até o fim do ano, o Google cobrará US$ 0,75 (cerca de R$ 3,90) por milhão de tokens de entrada e US$ 3,75 (aproximadamente R$ 20) por milhão de tokens de saída — metade do valor original do Gemini 3.6 Flash.

Gemini Spark recebe o modelo

A novidade já está sendo incorporada ao Gemini Spark, serviço de agentes de IA por assinatura do Google. O recurso chega aos clientes dos planos Google AI Pro e Ultra em mais de 160 países.

Na prática, os principais destaques do Gemini 3.7 Flash são:

  • melhoria em tarefas de programação;
  • recursos aprimorados para depuração;
  • resolução de problemas de código;
  • geração de código pronto para produção;
  • execução de processos em várias etapas.
Logo do Gemini
Programar, depurar e resolver problemas: o Google aposta no Gemini 3.7 Flash para automatizar tarefas empresariais. – Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock

Google ainda segura o Gemini 3.5 Pro

O novo lançamento acontece em meio à cobrança para que o Google acompanhe empresas como Anthropic e OpenAI no desenvolvimento de inteligência artificial.

Em julho, a companhia afirmou que o Gemini 3.5 Pro estava sendo testado por parceiros e chegaria “em breve”. Até agora, não há uma data divulgada para sua estreia.

A Reuters também informou que Sergey Brin, cofundador do Google, tem pressionado funcionários importantes da área de IA a concentrar esforços no Gemini. A Alphabet busca diminuir a distância para os concorrentes.

DeepMind passa por mudanças

A divisão Google DeepMind também sofreu uma reorganização recente. Demis Hassabis deixou o comando da unidade, que passou para Koray Kavukcuoglu, seu então vice. Os dois co-líderes técnicos originais do Gemini também saíram da empresa para fundar uma startup.

Leia mais:

Durante a divulgação dos resultados de julho, o CEO Sundar Pichai defendeu a estratégia de inteligência artificial do Google. Ele rebateu as preocupações de que a companhia estivesse atrás dos rivais depois de adiar o modelo principal e perder espaço na programação com IA.

O Gemini 3.7 Flash entra nessa disputa como uma opção voltada a empresas que precisam automatizar programação e processos. O próximo teste para o Google será a chegada do Gemini 3.5 Pro.

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DeepSeek lança V4 Pro e acelera corrida chinesa por IA

A chinesa DeepSeek lançou oficialmente nesta quinta-feira (13) o V4 Pro, seu novo modelo de IA. A empresa tenta recuperar terreno diante de concorrentes locais enquanto amplia contratações, capacidade computacional e busca por investimentos.

Batizado de V4-Pro-0813, o modelo chega com recursos aprimorados para agentes de IA e pode ser usado por API, aplicativo e web. A companhia também anunciou novos preços para as APIs do V4 Pro e V4 Flash.

A DeepSeek lançou oficialmente o V4 Pro e quer recuperar espaço diante de rivais chineses cada vez mais fortes. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Lançamento acontece após surpresa com o V4 Flash

O lançamento ganhou atenção depois que o V4 Flash, versão mais barata da empresa, superou a prévia do V4 Pro, apresentada em abril, em alguns testes independentes.

O resultado chamou a atenção porque o Pro foi desenvolvido para ser o modelo mais avançado da DeepSeek. Para a Reuters, o desempenho também indica que a companhia pode ter acelerado seus avanços tecnológicos entre a versão preliminar e o lançamento oficial.

A empresa agora enfrenta uma concorrência mais forte dentro da própria China. Moonshot AI, Zhipu AI, MiniMax, Alibaba e ByteDance estão entre as companhias que também vêm lançando novos modelos.

DeepSeek busca transformar fama em negócio

A DeepSeek ganhou projeção mundial no início de 2025, quando o modelo R1 viralizou. O sucesso alimentou o debate sobre a possibilidade de criar sistemas avançados de IA com custos menores que os praticados por empresas norte-americanas.

Leia mais:

Manter esse destaque, porém, exige dinheiro e infraestrutura. Segundo a Reuters, a empresa planejava uma nova rodada de financiamento com avaliação de aproximadamente US$ 74 bilhões (cerca de R$ 384 bilhões), após levantar cerca de US$ 7,4 bilhões (aproximadamente R$ 38,4 bilhões) em sua primeira rodada externa, em junho.

A captação representa uma mudança para uma empresa que havia evitado capital externo. Também evidencia o custo crescente da corrida pela IA, que envolve chips, data centers e profissionais especializados.

Empresas chinesas ameaçam a soberania estadunidense no mercado de inteligência artificial
O V4 Pro chega em meio a uma disputa que reúne DeepSeek, Alibaba, ByteDance, MiniMax e outras empresas chinesas. – (Reprodução: DELL AI/ChatGPT)

Equipe maior e chips próprios no radar

A DeepSeek pretende pelo menos dobrar seu quadro de funcionários em diferentes áreas, incluindo as equipes de data centers e agentes de IA.

A Reuters também informou em julho que a companhia ampliou a contratação privada de engenheiros especializados em design de chips. A intenção é desenvolver seu próprio chip de inteligência artificial e reduzir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei.

Entre as principais iniciativas estão:

  • lançamento oficial do V4 Pro;
  • acesso ao modelo por API, aplicativo e web;
  • mudança nos preços das APIs do V4 Pro e V4 Flash;
  • expansão das equipes ligadas a data centers e agentes de IA;
  • contratação de engenheiros para desenvolver chips próprios.

Com o V4 Pro, a DeepSeek tenta fazer mais do que manter a atenção conquistada com o R1. A empresa está ampliando estrutura, equipe e capacidade de investimento para enfrentar uma disputa cada vez mais acirrada no mercado chinês de inteligência artificial.

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Gemini alcança 1 bilhão de usuários e muda o jogo dos chatbots de IA

O ChatGPT e o Gemini chegaram à marca de 1 bilhão de usuários, colocando OpenAI e Google em uma disputa cada vez mais apertada pelo mercado de inteligência artificial.

O ChatGPT ainda parece ter a maior audiência, mas o Gemini vem crescendo em ritmo mais rápido. Com o bilhão alcançado pelos dois serviços, o próximo desafio é transformar essa multidão em uso frequente — e receita.

A corrida dos chatbots mudou de fase. Chegar ao bilhão era o desafio; agora, o problema é fazer essa audiência valer. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Gemini chega ao bilhão

O Google anunciou que o Gemini atingiu 1 bilhão de usuários mensais. Sundar Pichai, CEO da companhia, afirmou no X que o serviço é o produto que mais cresce na história do Google.

Esse é o 14º produto do Google a alcançar a marca. A empresa, porém, não foi a primeira plataforma de IA a chegar lá.

O ChatGPT já havia atingido 1 bilhão de usuários. A OpenAI revelou o número em 6 de agosto, em uma publicação sobre como as pessoas usam inteligência artificial. A porta-voz Lindsay McCallum afirmou que a marca mensal havia sido alcançada algum tempo antes.

Números não contam a mesma história

Comparar diretamente os dois serviços não é simples. Google e OpenAI divulgam métricas diferentes.

Em fevereiro, a OpenAI dizia ter 900 milhões de usuários ativos por semana no ChatGPT. Cinco meses depois, chegou ao bilhão mensal. McCallum não informou quantos usuários mensais a plataforma possui hoje.

O avanço do Gemini foi mais acelerado:

  • 750 milhões de usuários mensais em fevereiro;
  • 950 milhões no fim de julho;
  • 1 bilhão de usuários mensais em agosto;
  • mais de 100 milhões de usuários ativos no iOS.

O último número foi divulgado por Josh Woodward, responsável pelo Gemini. A plataforma também está presente nos aparelhos Android, o que representa uma vantagem importante para o Google.

O Google tem uma carta na manga

Os números divulgados pelo Google parecem se referir ao aplicativo Gemini. As diferentes integrações da ferramenta nos produtos da companhia não entram nessa conta.

O Gemini instalado em smartphones Android aparentemente faz parte da métrica. Como o Google controla o sistema operacional, essa distribuição oferece ao serviço uma porta de entrada que a OpenAI não possui.

A situação ajuda a entender o interesse da OpenAI em desenvolver hardware próprio.

Tela de smartphone exibe ícones de chatbots de IA como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot
O ChatGPT continua como o chatbot mais conhecido, mas sua antiga vantagem sobre os concorrentes parece ter diminuído. – Imagem: jackpress / Shutterstock

A liderança está em disputa

A diferença entre as empresas diminuiu ao longo deste ano. O Claude Code ganhou espaço e pressionou a OpenAI a avançar com o Codex. O Google, enquanto isso, ampliou a presença do Gemini em seus produtos.

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Os modelos também vêm se alternando na liderança, enquanto soluções chinesas entram com mais força na disputa.

O ChatGPT continua sendo o chatbot de IA mais conhecido e aparentemente o mais popular. Sua vantagem, contudo, já não parece tão grande. A corrida pelo primeiro bilhão acabou. Agora começa outra: descobrir como fazer essa enorme quantidade de usuários continuar usando as ferramentas — e pagar por elas.

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SpaceXAI cria ‘equipe’ de IAs que trabalha enquanto você dorme

A SpaceXAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, está lançando o Grok Bot, ferramenta criada para executar tarefas profissionais com vários agentes de IA. Segundo a Bloomberg, o sistema acessa aplicativos e sites, guarda informações de trabalhos anteriores e compartilha contexto entre os bots.

A novidade reforça a tentativa da companhia de acompanhar Anthropic e OpenAI em um mercado que aposta cada vez mais em agentes capazes de realizar tarefas de forma autônoma.

O Grok 4.5, criado pela Cursor, chega em meio à disputa entre SpaceXAI, OpenAI e Anthropic pelo avanço dos chamados agentes de IA. – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Grok Bot coloca agentes para trabalhar juntos

O Grok Bot não foi pensado apenas para responder perguntas. A proposta é receber tarefas ao longo do dia e distribuí-las entre agentes de inteligência artificial, que podem trocar informações e manter o contexto necessário para concluir cada atividade.

A ferramenta também consegue entrar em diferentes aplicativos e sites. Ao preservar dados de trabalhos anteriores, evita que determinadas tarefas tenham de começar novamente do zero.

A SpaceXAI já utiliza o produto internamente nas equipes de engenharia, crescimento e marketing. Entre os usos estão:

  • busca por novas contas para a equipe de vendas;
  • elaboração de e-mails durante a noite;
  • coleta de recibos recebidos por e-mail;
  • compartilhamento de informações entre diferentes agentes.

A proposta é simplificar a distribuição de tarefas para um conjunto de agentes que trabalham de forma coordenada.

Empresa tenta avançar na corrida da IA

O lançamento ocorre enquanto a SpaceXAI busca acompanhar empresas como Anthropic e OpenAI no mercado de agentes de IA. Em maio, a companhia apresentou seu primeiro agente voltado à programação para competir com as soluções da Anthropic.

Depois, a empresa lançou o Grok 4.5, construído com a Cursor. A startup de programação ganhou destaque na chamada era do “vibe coding”, impulsionada pela procura por ferramentas capazes de escrever e corrigir códigos.

Em junho, a SpaceX fechou um acordo de US$ 60 bilhões (cerca de R$ 310,2 bilhões) para adquirir a Cursor.

Elon Musk ao lado dos logos de xAI e Grok
Com o Grok Bot, a SpaceXAI tenta levar agentes de IA para atividades práticas de empresas, além de simples conversas. – Imagem: JRdes/Shutterstock

Musk amplia aposta em inteligência artificial

A SpaceXAI também tenta levar seus produtos Grok para bancos, empresas de investimento e outros negócios. A iniciativa busca aumentar a receita da área de IA e apoiar a ambição de Musk de transformar a SpaceX em uma empresa de inteligência artificial.

Leia mais:

Na última semana, durante uma chamada de resultados da SpaceX, Musk afirmou que a empresa estava avançando em inteligência artificial. Ele também disse que o próximo modelo, o Grok 4.6, poderia ser lançado ainda nesta semana.

O Grok Bot chega como mais uma tentativa da SpaceXAI de colocar agentes de IA em tarefas práticas do cotidiano empresarial.

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China determina que Meta desfaça negócio com a Manus

A Manus, startup de inteligência artificial, voltará a operar de forma independente após autoridades chinesas determinarem que a Meta desfaça a aquisição da empresa. O negócio, anunciado em dezembro de 2025, envolvia mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões).

A separação terá impacto também sobre usuários. Alguns precisarão fazer backup de dados gerados a partir de 29 de dezembro de 2025, que poderão ser apagados ainda neste mês.

A decisão chinesa mostra como regras sobre tecnologia podem mudar grandes negócios de IA. Imagem: Photo For Everything/Shutterstock

Manus retoma operação independente

Fundada na China em 2022, a Manus transferiu posteriormente suas operações para Singapura. A startup desenvolve agentes de IA de uso geral.

A Meta anunciou a aquisição em dezembro, mas o acordo passou a ser analisado por autoridades chinesas e americanas. Em abril, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China determinou que a transação fosse desfeita.

A decisão iniciou o processo de separação entre as empresas. No mesmo período, Pequim ampliou o controle sobre exportações de tecnologia e negócios internacionais, enquanto China e Estados Unidos disputam espaço em áreas como talentos, hardware e dados de IA.

A Manus informou que “em breve voltará a operar como uma empresa independente”.

Alguns dados serão apagados

A mudança afetará parte dos dados armazenados pelos usuários. A Manus informou que determinadas informações geradas a partir de 29 de dezembro de 2025 serão excluídas ainda neste mês.

Segundo a empresa, a medida é necessária para cumprir exigências regulatórias em algumas regiões e faz parte da separação da Meta.

  • Usuários afetados serão avisados pelo aplicativo Manus;
  • também receberão uma comunicação por e-mail;
  • será possível fazer backup dos dados antes da exclusão;
  • os dados afetados são os gerados a partir de 29 de dezembro de 2025.
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Enquanto a Meta perde a Manus, a disputa por negócios de IA entre China e EUA continua. – Imagem: Summit Art Creations/Shutterstock

Meta perde uma aposta em IA

A aquisição fazia parte da estratégia da Meta para ampliar seus negócios de inteligência artificial. A empresa planejava incorporar a tecnologia da Manus a produtos destinados a consumidores e empresas.

O acordo ocorreu enquanto a Meta trabalhava para criar um negócio de assinaturas ligado à IA e competir com o Google e os laboratórios Anthropic e OpenAI.

Na semana anterior ao anúncio da separação, a Meta lançou seu primeiro agente de programação, em mais uma iniciativa para gerar receita com inteligência artificial.

Tencent aparece como possível interessada

A separação também ocorre em meio ao interesse de outras empresas pela Manus. Segundo a Reuters, a Tencent negociava em julho para se tornar a maior acionista da startup.

Leia mais:

Com o rompimento do acordo, a Manus volta ao caminho independente enquanto o mercado de IA continua marcado pela disputa entre empresas chinesas e americanas. A startup ainda precisará lidar com as exigências regulatórias que determinaram o fim da aquisição pela Meta.

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Resumo de IA no Google pode virar atalho e deixar jornais sem leitores

A disputa entre jornais franceses e o Google ganhou um novo capítulo após a chegada dos resumos gerados por inteligência artificial às buscas. A associação que reúne quase 300 jornais afirma que o recurso pode reduzir o tráfego dos sites e cobra o cumprimento de compromissos assumidos anteriormente pela empresa.

O grupo também questiona o uso de conteúdos jornalísticos nos recursos de IA sem uma compensação considerada adequada.

O Google passou a colocar resumos de IA acima dos links tradicionais, mudando o caminho entre a busca e a notícia. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Jornais temem perder espaço para a IA

O centro da discussão é o AI Overviews, lançado na França no fim de julho. O recurso exibe um resumo produzido por inteligência artificial acima dos resultados tradicionais, reunindo informações de diferentes fontes.

Para os jornais, a mudança pode afetar diretamente o número de acessos. Se a resposta já aparece no Google, parte dos usuários pode não clicar nos links e deixar de visitar os sites que produziram o conteúdo original.

A associação APIG apresentou uma reclamação à autoridade de concorrência francesa e quer que o Google respeite compromissos firmados com grupos de mídia em 2022.

Entre os pontos levantados estão:

  • uso de conteúdos jornalísticos nos novos resumos de IA;
  • ausência de consentimento dos veículos, segundo a associação;
  • possível redução do tráfego para os sites dos jornais;
  • pedido de compensação pelo uso do conteúdo;
  • cobrança para que o Google respeite o acordo de 2022.

“Não queremos interromper a inovação”

Marc Feuillée, presidente da APIG e diretor-geral do jornal Le Figaro, destacou a importância das informações produzidas pelos veículos.

“A informação tem um valor considerável”, afirmou.

A entidade também deixou claro que não pretende barrar o avanço da inteligência artificial.

Os editores não estão tentando interromper a inovação. Eles estão pedindo que esse valor seja compartilhado e que haja compensação pelo uso de seu conteúdo.

Marc Feuillée, presidente da APIG e diretor-geral do jornal Le Figaro, em nota.

A disputa ocorre em um cenário difícil para a imprensa. Nas últimas duas décadas, muitos grupos de mídia viram suas receitas diminuir à medida que a publicidade migrou para a internet, onde empresas de tecnologia passaram a concentrar uma parcela significativa dos ganhos.

Logo do Google em uma tela de smartphone ao lado de um chip artisticamente concebido com os dizeres "AI"
A inteligência artificial está mudando até a forma como o público encontra e acessa notícias na internet. – Imagem: FotoField/Shutterstock

Google defende os resumos de IA

O Google afirma que os resumos permitem fazer perguntas mais complexas e ajudam os usuários a descobrir novos conteúdos. A empresa também diz oferecer controles para que os editores administrem o uso de seus materiais.

A questão, porém, não começou agora. Em 2024, a autoridade de concorrência francesa multou o Google em 250 milhões de euros, cerca de R$ 1,47 bilhão, por não respeitar partes do acordo firmado com grupos de mídia.

Leia mais:

Em dezembro de 2025, a União Europeia anunciou uma investigação para verificar se o Google violou regras de concorrência ao usar conteúdos publicados por veículos de comunicação e outros editores para treinar e fornecer serviços de IA sem compensação adequada.

O caso mostra que a expansão da inteligência artificial também está mexendo com a relação entre buscadores e produtores de conteúdo. Para os jornais, a preocupação é clara: manter o valor de um material jornalístico quando a resposta ao usuário pode aparecer antes mesmo do clique no site original.

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Anthropic fecha acordo bilionário com mineradora de Bitcoin por infraestrutura de IA

A Anthropic fechou um acordo de US$ 9,1 bilhões (R$ 46,5 bilhões) com a Riot Platforms, empresa de mineração de Bitcoin que recentemente começou a oferecer capacidade de seus data centers para operações de inteligência artificial (IA), segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram à Bloomberg.

O acordo reforça os esforços da Anthropic, desenvolvedora do Claude, para garantir capacidade computacional suficiente para atender à crescente demanda de seus clientes por ferramentas de IA.

A Riot informou, nesta segunda-feira (10), que havia fechado um contrato de 20 anos para fornecer 191 megawatts de capacidade computacional a uma empresa líder em IA de fronteira em seu campus de Rockdale, no Texas (EUA).

A companhia não identificou o cliente. Pessoas familiarizadas com a negociação disseram que se trata da Anthropic, mas pediram anonimato por estarem discutindo informações privadas.

A Riot se recusou a comentar. A Anthropic também não respondeu a um pedido de comentário da Bloomberg. Após a notícia, as ações da Riot chegaram a subir 25%, para US$ 24,40 (R$ 124,62), nas negociações estendidas.

Contrato pode render até R$ 82,2 bilhões

  • Segundo a Riot Platforms, o contrato com a empresa de IA terá duração até junho de 2048 e deverá gerar US$ 9,1 bilhões em receita ao longo desse período;
  • O acordo prevê ainda a possibilidade de duas extensões de cinco anos cada;
  • Caso ambas sejam exercidas, o contrato poderá representar até US$ 16,1 bilhões (R$ 82,2 bilhões) em vendas totais para a Riot;
  • Os 191 megawatts de capacidade computacional contratados são uma quantidade significativa de energia;
  • A Riot estima que a capacidade seria suficiente para abastecer aproximadamente 143 mil residências simultaneamente;
  • A contratação ocorre enquanto a Anthropic busca ampliar sua infraestrutura computacional para acompanhar o crescimento da procura por seus produtos de IA.
Antes mineradora de Bitcoin, Riot agora quer alugar sua capacidade computacional – Imagem: Bangla press/Shutterstock

Leia mais:

Anthropic amplia contratos de computação

Nos últimos meses, a Anthropic assinou diversos acordos com fornecedores de computação em nuvem e infraestrutura de IA para reforçar sua capacidade computacional. A empresa vinha enfrentando dificuldades para acompanhar a demanda dos clientes por suas ferramentas de IA.

Recentemente, a Anthropic fechou um acordo de US$ 10 bilhões (R$ 51 bilhões) com a Volta Infra, startup de infraestrutura que tinha apenas alguns meses de existência.

Em maio, a companhia também concordou em comprar aproximadamente US$ 45 bilhões (R$ 229,8 bilhões) em capacidade computacional da xAI, empresa de IA de Elon Musk.

A Anthropic também anunciou um acordo separado com a Advanced Micro Devices (AMD) para construir capacidade computacional.

Mineradoras de Bitcoin buscam espaço na corrida da IA

O acordo com a Anthropic também destaca uma transformação em curso entre empresas do setor de criptomoedas.

A Riot Platforms começou sua trajetória como fabricante de equipamentos de diagnóstico para o setor de biotecnologia, sob o nome Bioptix. A empresa posteriormente passou por uma grande mudança de estratégia e entrou no mercado de mineração de Bitcoin.

Agora, a Riot está entre as empresas de criptomoedas que estão migrando parte de suas operações para infraestrutura de computação em nuvem, buscando aproveitar o crescimento da demanda por IA.

A capacidade disponível nos data centers construídos originalmente para operações de mineração de criptomoedas pode ser aproveitada para atender às necessidades computacionais de empresas de IA.

O próprio desempenho recente da Riot já começou a refletir essa mudança. A empresa superou as expectativas de receita no segundo trimestre, em parte devido ao crescimento de seu negócio de data centers.

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Microsoft prepara Maia 300 para entrar na corrida dos chips de IA

A Microsoft prepara uma nova geração de chips para inteligência artificial. Segundo a Reuters, a empresa planeja apresentar o Maia 300 no segundo semestre, possivelmente já em setembro, para ampliar a produção própria e reduzir a dependência dos processadores da Nvidia.

A estratégia também envolve o mercado de computação em nuvem. A Microsoft negocia com a TSMC a fabricação de mais de 300 mil unidades do novo chip para entrega em 2027 e pretende elevar esse volume de forma significativa.

O próximo chip de IA da Microsoft pode ganhar uma escala surpreendente: mais de 1 milhão de unidades. – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Microsoft acelera aposta em chips próprios

A Microsoft entrou no segmento de chips de IA em novembro de 2023, quando apresentou o primeiro Maia. Desde então, empresas como Google e Amazon avançaram na expansão de suas próprias soluções.

A movimentação busca reduzir a dependência dos processadores da Nvidia, enquanto os chips desenvolvidos pelas próprias empresas ganham espaço no mercado de computação em nuvem.

O Google começou a reconhecer receitas com vendas diretas de seus chips de inteligência artificial, chamados Tensor Processing Units (TPUs). A Amazon, por sua vez, registra uma adoção crescente de seus processadores, incluindo o Trainium.

Maia 300 pode chegar em grande escala

Segundo a Reuters, a Microsoft negocia com a TSMC capacidade para produzir mais de 300 mil unidades do Maia 300, com entrega prevista para 2027. A companhia também pretende convencer grandes clientes de computação em nuvem, como a Anthropic, a adotar o chip.

O objetivo de longo prazo é garantir capacidade para mais de 1 milhão de unidades. Esse plano, porém, pode ser limitado pelo fornecimento de componentes e pelas negociações de capacidade com a TSMC.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • Apresentação do Maia 300 possivelmente em setembro;
  • Produção superior a 300 mil unidades;
  • Entregas planejadas para 2027;
  • Meta de capacidade para mais de 1 milhão de chips;
  • Busca por grandes clientes de computação em nuvem.
Logo da Nvidia em um chip
A Microsoft quer reduzir a dependência dos chips da Nvidia com uma nova geração de processadores próprios para IA. – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

Novo chip sucede o Maia 200

O Maia 300 será o próximo modelo da família depois do Maia 200, segunda geração apresentada pela Microsoft em janeiro. O componente foi fabricado pela TSMC com tecnologia de 3 nanômetros.

O chip também foi equipado com uma quantidade significativa de SRAM, um tipo de memória que pode oferecer vantagens de velocidade para sistemas de IA que precisam processar um grande número de solicitações de usuários.

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Meta lança IA que pode rodar no PC com uma única placa gráfica

A Meta lançou o Muse Glimmer, novo modelo de inteligência artificial de pesos abertos voltado a tarefas executadas diretamente em computadores pessoais. A novidade veio acompanhada de uma defesa de Mark Zuckerberg por menos restrições nos EUA para esse tipo de tecnologia.

Segundo a Reuters, a estratégia também mira o avanço de empresas chinesas no segmento. A ideia é ampliar o acesso à IA e fortalecer a posição americana nessa disputa.

A Meta quer aproximar a inteligência artificial do computador pessoal, com modelos que podem rodar diretamente no dispositivo. – Imagem: Derick Hudson/iStock

IA direto no computador

Menor que os principais modelos de empresas concorrentes, o Muse Glimmer foi projetado para executar tarefas de agentes em um Mac ou PC com apenas uma placa gráfica.

A proposta é fazer a IA funcionar no próprio dispositivo, sem depender exclusivamente de grandes estruturas de computação. Zuckerberg ainda antecipou que modelos maiores estão a caminho.

“Temos modelos ainda maiores que estão chegando em breve”, afirmou Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

A declaração foi publicada em um vídeo que acompanhou o ensaio de 14 páginas “O futuro é para todos”. No texto, o executivo defendeu uma distribuição mais ampla da inteligência artificial e criticou a ideia de concentrar seu desenvolvimento nas mãos de poucas empresas.

Por que os pesos abertos ganharam força?

Modelos de pesos abertos costumam ser mais baratos que os principais sistemas da OpenAI e da Anthropic. Seus componentes centrais também podem ser acessados publicamente e personalizados, ao contrário dos modelos fechados.

Entre os exemplos de modelos abertos estão:

O interesse por essa tecnologia ocorre em meio a incidentes de cibersegurança envolvendo modelos de Anthropic, OpenAI e Meta. A Hugging Face, plataforma de colaboração para programação, foi atacada por um modelo da OpenAI e recorreu a um modelo chinês de pesos abertos para se defender.

Enquanto startups chinesas avançam, os principais modelos de OpenAI, Anthropic e Google continuam fechados.

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Zuckerberg defende menos barreiras nos EUA para modelos de pesos abertos e aposta em uma IA mais distribuída. Imagem: El editorial – Shutterstock

Meta prepara novos modelos e muda estratégia

A Meta planeja liberar os pesos do Muse Spark 1.2, considerado seu modelo mais avançado. A empresa também anunciou um fundo de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,08 bilhões, para apoiar comunidades afetadas pela expansão de data centers.

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A companhia prevê gastar até US$ 145 bilhões, aproximadamente R$ 736 bilhões, em infraestrutura de IA neste ano. Ao mesmo tempo, cresce a oposição local à construção dessas estruturas nos EUA.

Zuckerberg defendeu ainda mudanças nas políticas americanas sobre uso de dados e destilação, técnica que usa resultados de um sistema mais poderoso para treinar um modelo menor.

“Os laboratórios estrangeiros atualmente têm várias vantagens aqui, pois os laboratórios americanos precisam cumprir muitas restrições adicionais sobre dados de treinamento”, afirmou.

A Meta também pretende criar uma estrutura de governança que permita aos diretores independentes aprovar critérios de segurança antes do lançamento de modelos. Para Zuckerberg, reduzir essas barreiras é importante para que os sistemas americanos de pesos abertos avancem.

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