Pro

Auto Added by WPeMatico

ia trabalhador 1024x528

A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que todos são “stakeholders” da inteligência artificial e que a tecnologia pode elevar salários e distribuir ganhos.

Em um evento do New York Times em San Francisco, ele falou sobre a reação negativa à IA, o risco de impactos no emprego e o avanço da discussão política em torno do tema.

CEO da Microsoft comenta reação negativa à IA e alerta para mudanças no mercado de trabalho. Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

IA e percepção pública

Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse em San Francisco que a inteligência artificial virou um dos assuntos mais sensíveis do momento nos Estados Unidos. Não é só pela velocidade dos avanços, mas pelo incômodo que a tecnologia vem gerando em parte da população.

A fala ocorreu durante o Hard Fork Live, evento do New York Times. No palco, ele reconheceu algo que já aparece em pesquisas e discussões do setor: a percepção da IA ainda é majoritariamente negativa em alguns grupos, mesmo com o crescimento acelerado das aplicações práticas.

E há um ponto que ele fez questão de destacar. Para Nadella, existe uma distância grande entre o que a tecnologia pode gerar em termos econômicos e o que as pessoas realmente enxergam no dia a dia.

Gemini Socrates 1024x585
Microsoft aposta na OpenAI e vê a IA como peça central na nova disputa tecnológica global. Imagem: Renata Mendes via Gemini 3 Pro / Olhar Digital

“Stakeholders” e impacto social

O executivo não ignorou um dos pontos mais sensíveis do debate: o impacto no trabalho. Ele admitiu que a IA pode substituir funções, mas argumentou que os ganhos de produtividade tendem a aparecer, ao longo do tempo, na forma de salários mais altos.

Em um momento mais direto da conversa, ele resumiu o clima em torno da tecnologia com a frase: “Não dá para negar que a percepção é péssima”. Em seguida, reforçou a ideia de que o impacto da IA ​​não fica restrito às empresas de tecnologia: “todo mundo é uma parte interessada na IA”.

Esse debate já saiu do campo técnico há algum tempo. Nos Estados Unidos, a discussão passou a envolver políticos, economistas e grupos sociais diversos. Nomes como o senador Bernie Sanders e o presidente Donald Trump já trouxeram a ideia de que a riqueza gerada pela IA deveria ser compartilhada de forma mais ampla.

Satya Nadella ao lado de um smartphone exibindo o logo da Microsoft em sua tela
Nadella defende que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a sociedade. – Imagem: QubixStudio/Shutterstock

Estratégia da Microsoft na corrida da IA

Dentro da Microsoft, a leitura é de que a corrida da inteligência artificial exige escolhas cada vez mais difíceis. A empresa foi uma das primeiras a apostar na OpenAI e ampliou esse investimento ao longo dos anos, ajudando a impulsionar ferramentas como o ChatGPT.

Leia mais:

Mas essa relação não ficou exatamente do mesmo jeito. Houve ajustes recentes para reduzir a dependência entre as duas empresas, embora a parceria siga estratégica para ambos os lados.

O ponto mais concreto levantado por Nadella, no entanto, não é político nem filosófico — é infraestrutura. A escassez de chips e memória já virou um gargalo real para o crescimento de data centers e para a expansão dos sistemas de IA.

Isso respinga em várias áreas da empresa, inclusive na divisão Xbox, que também disputa recursos dentro da Microsoft. No fim, segundo o executivo, o desafio é simples de dizer e difícil de resolver: crescer sem perder controle de custos, energia e capacidade computacional.

O post A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial apareceu primeiro em Olhar Digital.

A visão do CEO da Microsoft sobre o futuro da inteligência artificial Read More »

openai claude gemini 1024x682

OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA

A OpenAI está avaliando reduzir os preços cobrados pelo acesso aos seus modelos de inteligência artificial, segundo reportagem do Wall Street Journal publicada na quarta-feira, com base em fontes próximas ao tema.

A movimentação não parece casual. Nos bastidores, a companhia estuda cortar de forma relevante o valor cobrado por tokens — unidade usada para medir e faturar o uso de sistemas de IA. A leitura no mercado é de que a decisão mira um ambiente mais competitivo, especialmente com a Anthropic ganhando espaço e pressionando margens.

Disputa entre OpenAI e Anthropic avança e pode impactar custos de acesso à inteligência artificial no mundo. Imagem: Primakov / Shutterstock – Imagem: Primakov / Shutterstock

Preços atuais das duas plataformas

Hoje, a OpenAI trabalha com três faixas de assinatura: US$ 8 (cerca de R$ 40), US$ 20 (aproximadamente R$ 100) e US$ 100 ou mais (em torno de R$ 500) para acesso aos modelos GPT-5.5. A Anthropic segue uma estrutura parecida, com o Claude Pro a US$ 17 (aprox. R$ 85) por mês em plano anual e o Claude Max a partir de US$ 100 (cerca de R$ 500).

Na prática, os valores mostram duas estratégias muito próximas. A diferença real, neste momento, está na disputa por escala e fidelização de usuários.

Celular com ChatGPT aberto em navegador sobre notas de dólares
Guerra de preços na IA pode ficar mais intensa com possível corte de valores pela OpenAI. Imagem: Hamara/Shutterstock

Disputa acirrada entre as empresas

Na segunda-feira, a OpenAI protocolou de forma confidencial um pedido de oferta pública inicial (IPO) junto à SEC, reguladora do mercado de capitais dos Estados Unidos. Pouco depois, a Anthropic avançou em direção semelhante.

Não é coincidência. As duas empresas disputam capital, usuários e influência ao mesmo tempo.

Leia mais:

A Anthropic encerrou sua rodada Série H em 28 de maio com avaliação de US$ 965 bilhões (aproximadamente R$ 4,8 trilhões), superando levemente a OpenAI, avaliada em US$ 852 bilhões (cerca de R$ 4,3 trilhões) em março.

Enquanto isso, o ChatGPT atingiu a marca de 1 bilhão de usuários mensais ativos em maio — cerca de três anos após o lançamento. O ritmo supera plataformas como o Google Maps, que levou aproximadamente cinco anos para alcançar o mesmo patamar, segundo estimativas da Sensor Tower.

No fim, o que parece uma disputa de preços é, na prática, uma corrida mais ampla: quem vai definir não só o custo, mas o ritmo de expansão da inteligência artificial no mercado global.

O post OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

OpenAI prepara corte de preços e acirra disputa na IA Read More »

spacex xai 1024x572

Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok

Um ex-engenheiro da xAI, empresa de inteligência artificial fundada por Elon Musk em 2023, abriu um processo judicial na Califórnia alegando que foi demitido após levantar preocupações sobre a segurança no desenvolvimento de sistemas de IA. Devin Kim afirma que sua atuação interna buscava reforçar mecanismos de proteção no chatbot Grok, mas que suas advertências teriam sido ignoradas pela liderança da companhia.

De acordo com a ação apresentada na última terça-feira (09), Kim sustenta que suas tentativas de alertar sobre possíveis riscos associados à tecnologia resultaram em retaliação dentro da empresa. Ele alega, ainda, que sua dispensa ocorreu em setembro do ano passado, pouco antes de uma apresentação que faria sobre segurança em inteligência artificial para executivos da organização.

O processo também aponta que a xAI, responsável pelo Grok, estaria sob críticas devido a conteúdos gerados pelo sistema, incluindo a produção de imagens sexualizadas envolvendo mulheres e menores. A empresa e a SpaceX, também citada na ação, não comentaram o caso até o momento.

Acusações envolvem práticas internas e disputa sobre segurança em IA

xAI e SpaceX – Imagem: Sergii Chernov – Shutterstock / Edição: Ana Figueiredo – Olhar Digital

No detalhamento da ação, Devin Kim afirma que ingressou na xAI em 2024 como um dos primeiros funcionários e que, em poucos meses, chegou a ocupar posição de liderança. Segundo ele, havia expectativa de implementação de protocolos rigorosos de segurança, alinhados ao discurso inicial de Elon Musk ao criar a empresa como alternativa considerada mais segura em relação a outras organizações do setor.

O engenheiro sustenta que essas diretrizes não teriam sido seguidas internamente. Ele afirma que seu supervisor, identificado como Jimmy Ba, cofundador da xAI, teria rejeitado propostas de mecanismos de proteção e ignorado alertas sobre riscos mais amplos ligados ao uso da inteligência artificial, incluindo potenciais impactos sociais e legais.

Kim também relata que suas preocupações incluíam a possibilidade de sistemas como o Grok contribuírem para problemas mais graves, como discriminação e até facilitação de armas de destruição em massa, segundo o conteúdo do processo.

Nomeação em entidade de segurança em IA ocorre após saída

Elon Musk
Elon Musk – Imagem: FotoField/Shutterstock

Na semana anterior à divulgação da ação, o ex-engenheiro foi nomeado para liderar uma organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo de riscos da inteligência artificial, o Center for AI Safety. A indicação ocorreu após sua saída da xAI e passou a ser mencionada no contexto do debate público sobre segurança em IA.

O processo judicial também contextualiza a disputa dentro de um cenário mais amplo envolvendo empresas de Elon Musk. A ação menciona que a SpaceX e outros empreendimentos do empresário enfrentam, há anos, alegações relacionadas à segurança operacional e às condições de trabalho, incluindo registros de acidentes em operações da companhia espacial, segundo investigação jornalística citada no texto-base.

Histórico de disputas e contexto envolvendo Musk e OpenAI

A fundação da xAI por Elon Musk em 2023 é descrita no processo como parte de uma iniciativa para criar uma alternativa mais segura no setor de inteligência artificial.

O texto também relembra que Musk esteve entre os fundadores da OpenAI, embora tenha posteriormente entrado em disputa judicial contra a organização, alegando desvio de sua missão original, ação que acabou rejeitada por um júri no ano anterior.

Até o momento, xAI e SpaceX não se manifestaram publicamente sobre as acusações apresentadas por Devin Kim.

O post Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok apareceu primeiro em Olhar Digital.

Engenheiro acusa xAI de demissão retaliatória após alertas sobre riscos de segurança no Grok Read More »

rj pq olimpico 1024x768

RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico

A empresa estadunidense Elea vai investir US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) na primeira etapa do Rio AI City, um campus de data centers a ser instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio, o maior evento de tecnologia da América do Sul.

O projeto prevê capacidade para alcançar até 3,2 gigawatts de geração até 2032. Cavaliere apontou a combinação de ampla oferta de água, conectividade por cabos submarinos e capacidade de formar e atrair talentos locais como pilares do empreendimento.

Educação como parte da estratégia para formação de profissionais para data centers

O prefeito reforçou o investimento da prefeitura em educação voltada para STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Segundo ele, 312 escolas do município já contam com programas de robótica, programação e lógica desde os primeiros anos. “É preciso aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, disse.

Cavaliere também destacou crescimento de 12% nos anos iniciais do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conforme o relatório de 2024.

Leia mais:

Instalações serão criadas no Parque Olímpico – Imagem: Diego Thomazini/iStock

Web Summit Rio cresce 20% ao ano

A coletiva contou com a presença de Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, que organiza cinco edições ao redor do mundo — em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (RJ), Doha (Catar) e Vancouver (Canadá). No Brasil, o crescimento é de cerca de 20% ao ano desde a primeira edição, há quatro anos.

Para Cosgrove, o Rio percorre o mesmo caminho de Lisboa: “cidades que têm qualidade de vida, retêm e atraem talentos.” Ele afirmou ainda que o Rio é uma porta de entrada para a América Latina e registra interesse crescente de empresas chinesas. Nesta edição, cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países devem circular pelo evento, cujo público principal é composto por investidores e empreendedores de startups.

  • No último painel do dia, Bruno Lewicki, head de políticas públicas da OpenAI, e o advogado especializado em tecnologia Ronaldo Lemos subiram ao palco principal;
  • Lewicki destacou a parceria da OpenAI com o TSE no desenvolvimento do Synth ID, protocolo para identificação de imagens geradas por IA. “Com a presença de novas tecnologias, teremos uma eleição de aprendizado mútuo”, afirmou;
  • Os dois criticaram a tramitação do PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil;
  • Lemos foi direto: “Copiamos a lei europeia de 2019, que já foi toda modificada. Somos o país que criou o Marco Civil da Internet. Não precisamos copiar ninguém“;
  • Ao encerrar sua participação, o advogado defendeu a adoção de modelos open source e provocou os presentes. “Precisamos de regulamentação no Brasil para não depender da OpenAI. O Brasil tem desenvolvedores incríveis.”

O post RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico apareceu primeiro em Olhar Digital.

RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico Read More »

apple 3 e1778067118635 1024x577

Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos

A nova Siri com IA apresentada pela Apple pode acabar ficando de fora de muitos iPhones ainda em uso. Segundo análise do Morgan Stanley, limitações de hardware devem restringir os recursos mais avançados da assistente virtual em aparelhos antigos.

O relatório aponta que bilhões de dispositivos não possuem capacidade técnica para rodar todas as ferramentas do Apple Intelligence, principal aposta da Apple para acompanhar rivais como ChatGPT e Gemini, explica a Reuters.

Apple aposta em inteligência artificial no iPhone, mas exigências técnicas limitam compatibilidade. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Siri turbinada não chegará para todos

A reformulação da Siri foi um dos principais anúncios da Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC) da Apple. A empresa quer transformar sua assistente virtual em uma plataforma mais avançada de IA para acompanhar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

O problema é que boa parte dos aparelhos ainda em uso não tem hardware potente o bastante para executar os novos recursos.

Os dados do Morgan Stanley indicam que mais de 850 milhões de iPhones não conseguem rodar sequer consultas básicas do Apple Intelligence. Quando o assunto são as funções mais avançadas da nova Siri, o número sobe ainda mais: mais de 1,3 bilhão de aparelhos ficariam de fora.

De acordo com a Apple, os recursos da Siri AI estão disponíveis apenas para:

  • iPhone 15 Pro;
  • iPhone 15 Pro Max;
  • linha iPhone 16 e modelos posteriores.

Isso significa que muitos usuários podem acabar sem acesso às principais novidades anunciadas pela empresa.

Pessoa segurando iPhone com logomarca da Apple Intelligence na tela
Apple Intelligence aposta no processamento direto no aparelho para executar tarefas de IA. Imagem: gguy/Shutterstock

O problema está no chip e na memória

A análise aponta que o principal gargalo está na arquitetura dos chips e na quantidade de memória disponível nos aparelhos.

Segundo a corretora, os recursos mais pesados da Siri exigem 12 GB de memória unificada por causa do grande volume de processamento feito diretamente no dispositivo.

O Apple Intelligence aposta justamente nesse processamento realizado no próprio aparelho, sem depender totalmente da nuvem.

E isso aumenta bastante a exigência sobre o hardware dos dispositivos.

Na avaliação do Morgan Stanley, vender novos aparelhos apenas com base em software pode ser um desafio, mesmo em um momento em que recursos de IA se tornaram um dos principais motivos para consumidores trocarem de smartphone.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
Apple quer aproximar a Siri de rivais como ChatGPT, Gemini e Claude com nova plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Apple tenta acompanhar rivais da IA

A reformulação da Siri mostra a tentativa da Apple de avançar no mercado de inteligência artificial, hoje dominado por plataformas já bastante populares.

Leia mais:

“A tão aguardada reformulação da Siri foi o destaque da Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple”, destacou o Morgan Stanley na análise.

O relatório também cita a concorrência de plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic.

Ainda assim, a Apple segue apostando na integração da IA aos seus dispositivos como uma das principais novidades da nova geração do iPhone.

O post Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos Read More »

taiwan

Taiwan avalia endurecer bloqueio a chips de IA para China em alinhamento com estratégia dos EUA

Nesta terça-feira (09), as autoridades de Taipei (Taiwan) estudam a possibilidade de aplicar um endurecimento significativo nas regras de exportação de chips de inteligência artificial para a China. A iniciativa busca aproximar o regime local das restrições já adotadas pelos Estados Unidos.

O movimento ocorre em meio à pressão de aliados ocidentais e à preocupação crescente com o uso estratégico desses semicondutores por Pequim (China).

Endurecimento regulatório e alinhamento internacional

Imagem: YAO23/Shutterstock

O pacote em discussão prevê ampliar o alcance das restrições, alcançando não apenas empresas já listadas em sanções, mas também todos os compradores localizados na China. A proposta inclui ainda a criação de instrumentos legais mais robustos para punir exportações irregulares dentro do território taiwanês.

Entre os pontos analisados está a possibilidade de transformar a exportação não autorizada de chips de IA em crime, ampliando o poder de investigação e punição das autoridades locais. O debate também envolve a definição de limites técnicos de processamento para determinar quais chips seriam bloqueados nas vendas.

Segundo as informações disponíveis na Bloomberg, a discussão faz parte de tratativas mais amplas com os Estados Unidos, que já impõem desde 2022 restrições à venda de semicondutores avançados a empresas chinesas sem autorização específica de Washington.

Pressão externa, investigações e impacto no setor

Taiwan IA
Imagem: Tomas Ragina/Shutterstock

O contexto do endurecimento regulatório inclui preocupações sobre a transferência indireta de tecnologia por meio de empresas intermediárias e subsidiárias estrangeiras. Autoridades dos Estados Unidos têm buscado fechar brechas que permitiriam o acesso de companhias chinesas a chips avançados fora do território chinês.

Além disso, parlamentares norte-americanos enviaram um apelo recente a órgãos reguladores pedindo ações mais diretas contra práticas de aquisição via subsidiárias de empresas chinesas, envolvendo fabricantes como a TSMC.

No mercado, as ações da TSMC apresentaram oscilações após a divulgação das discussões, refletindo a sensibilidade do setor a possíveis mudanças nas regras de exportação e no fluxo global de semicondutores.

O post Taiwan avalia endurecer bloqueio a chips de IA para China em alinhamento com estratégia dos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Taiwan avalia endurecer bloqueio a chips de IA para China em alinhamento com estratégia dos EUA Read More »

bandeira china shutterstock 2524333393 1024x683

China inaugura data center submerso movido a energia eólica

O primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica offshore começou a operar em maio na costa de Xangai.

Segundo o the Guardian, o projeto, chamado Shanghai Lingang Undersea Datacentre Demonstration Project, é resultado de uma parceria entre a HiCloud Technology e a China Communications Construction, empresa estatal chinesa.

Projeto Shanghai Lingang marca novo passo da China ao integrar data centers submersos e energia renovável em uma única infraestrutura digital. Imagem: superbeststock/Shutterstock

Um data center no fundo do mar

A instalação fica submersa a cerca de 10 metros de profundidade e a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai. Com capacidade de 24 megawatts, o complexo é alimentado por energia gerada em um parque eólico offshore próximo. A operação combina tecnologia de uma empresa privada com a estrutura de uma estatal chinesa, em uma das regiões de livre comércio de alta tecnologia do leste de Xangai, próxima inclusive a uma gigafábrica da Tesla.

A instalação reúne características técnicas que ajudam a definir sua escala e operação:

  • localização submersa a 10 metros de profundidade
  • distância de mais de 10 km da costa de Xangai
  • capacidade de 24 megawatts
  • alimentação por energia eólica offshore
  • operação conjunta entre empresa privada e estatal
imagem mostra o balançar lento das águas de um oceano profundo
Sistema reduz consumo de energia em mais de um quinto em relação a instalações em terra, graças ao resfriamento natural da água do mar. Imagem: Matt Hardy/Unsplash – (Reprodução: Matt Hardy/Unsplash)

Como o mar ajuda a reduzir consumo de energia

O principal diferencial do projeto está na eficiência energética. Segundo autoridades chinesas, o data center consome cerca de um quinto menos de energia do que estruturas equivalentes em terra.

Isso acontece porque a própria água do mar ajuda a resfriar os servidores, reduzindo a necessidade de sistemas tradicionais de refrigeração. Em instalações convencionais, entre 25% e 40% da eletricidade é usada apenas para manter os equipamentos em temperatura segura.

Além disso, o uso de água doce também é reduzido. Esse ponto ganhou destaque diante de alertas recentes sobre o crescimento da demanda hídrica dos data centers no mundo, que pode atingir níveis bilionários até 2030.

IA e a corrida por infraestrutura mais eficiente

O avanço da inteligência artificial tem pressionado governos e empresas a expandirem rapidamente suas infraestruturas digitais. Nesse cenário, data centers se tornaram peças centrais, mas também altamente criticadas pelo consumo de energia e água.

A China já vem tratando a IA como prioridade estratégica e tem acelerado investimentos em infraestrutura de computação e energia limpa. O projeto subaquático surge justamente dentro dessa lógica de buscar alternativas mais eficientes para sustentar o crescimento do setor.

energia eólica offshore
Projeto em Xangai combina data center subaquático e energia eólica offshore para criar infraestrutura digital mais eficiente e sustentável Imagem: MaxNoz/Shutterstock

Experimentos anteriores e disputa tecnológica

A HiCloud já havia lançado, em 2023, o primeiro data center subaquático comercial do mundo, em Hainan, no sul da China. A diferença agora é que o projeto de Xangai é o primeiro a operar com energia eólica offshore integrada.

Leia mais:

A ideia de data centers submersos não é exclusiva da China. Em 2018, a Microsoft realizou testes na Escócia, em um projeto experimental nas Ilhas Orkney. O objetivo era avaliar eficiência e durabilidade, mas a iniciativa não avançou para escala comercial.

Para o pesquisador Hanjiang Dong, da Universidade Politécnica de Hong Kong, a diferença está na estratégia. Ele afirma que a Microsoft avançou na prova de conceito, enquanto a China conseguiu acelerar a aplicação prática ao combinar indústria, demanda e apoio político.

Investimento bilionário e riscos ambientais

O projeto de Xangai recebeu investimento de cerca de 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente £177 milhões), segundo autoridades chinesas. O país também tem ampliado sua política de incentivo à infraestrutura de inteligência artificial, com foco em energia limpa e expansão de data centers.

Apesar dos avanços, especialistas alertam para possíveis impactos ambientais. Entre os riscos estão alterações locais na temperatura da água e perturbações em sedimentos marinhos, ainda que considerados controláveis.

Um data center subaquático provavelmente é uma boa ideia. Embora o resfriamento com água do mar resulte em alguns aumentos localizados de temperatura, estes não serão generalizados.

Rick Stafford, professor da Universidade de Bournemouth, ao the Guardian.

O post China inaugura data center submerso movido a energia eólica apareceu primeiro em Olhar Digital.

China inaugura data center submerso movido a energia eólica Read More »

destaque data center de ia 1024x576

China acelera corrida da IA com plano de US$ 295 bilhões em data centers

O governo chinês prepara um plano de investimento de cerca de 2 trilhões de yuans — equivalente a US$ 295 bilhões (cerca de R$ 1,62 trilhão) — para construir data centers de inteligência artificial em todo o país ao longo dos próximos cinco anos.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Pequim para fortalecer sua indústria de IA e reduzir a distância em relação aos Estados Unidos nessa corrida tecnológica, explica a Reuters.

Disputa entre China e EUA se intensifica na corrida global pela liderança em inteligência artificial e infraestrutura digital. Imagem: Junayed graphics/Shutterstock – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

China aposta pesado em data centers de IA

No centro da estratégia chinesa está a criação de uma rede nacional de data centers. A ideia é distribuir centros de computação por diferentes regiões do país, formando uma base sólida para treinar e operar modelos de inteligência artificial em grande escala.

Segundo a Bloomberg News, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma é uma das principais responsáveis por estruturar a iniciativa, que ainda está em fase inicial e pode passar por ajustes. O foco é garantir capacidade computacional suficiente para sustentar aplicações avançadas de IA e outras tecnologias emergentes.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • expansão de data centers em escala nacional
  • interconexão entre centros de computação
  • uso prioritário de fornecedores locais
  • fortalecimento da infraestrutura estatal de tecnologia
  • suporte a aplicações avançadas de IA e automação
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
Pelo menos 80% dos componentes, incluindo chips de IA, devem vir de fornecedores locais como a Huawei Technologies. Imagem: THINK A / Shutterstock – Imagem: THINK A / Shutterstock

Rede nacional interconectada e controle estatal

Mais do que construir estruturas isoladas, a proposta é integrar os data centers em uma malha conectada. Empresas estatais como China Mobile e China Telecom devem ficar responsáveis por operar boa parte dessa infraestrutura, garantindo tanto conectividade quanto controle operacional.

Leia mais:

Além disso, ganha destaque a prioridade dada à tecnologia doméstica. A expectativa é de que pelo menos 80% dos componentes utilizados — incluindo chips de IA — venham de empresas locais, como a Huawei. Com isso, o país busca reduzir a dependência de gigantes estrangeiras como Nvidia e AMD, que podem ficar fora desse ecossistema.

Esse movimento não é isolado. Ele segue diretrizes anteriores do governo chinês, que já vinha incentivando projetos financiados com recursos públicos a adotarem chips produzidos no país. Na prática, a estratégia reforça a busca por autossuficiência tecnológica em um setor considerado crítico para o futuro econômico.

De acordo com a reportagem, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos devem investir mais de US$ 700 bilhões apenas este ano para impulsionar seus próprios sistemas e infraestruturas.

Esse contraste ajuda a dimensionar a disputa entre as duas maiores economias do mundo. De um lado, os EUA seguem apostando em gigantes privados e inovação acelerada. Do outro, a China aposta em planejamento estatal de longo prazo e na integração nacional da sua infraestrutura tecnológica.

O post China acelera corrida da IA com plano de US$ 295 bilhões em data centers apareceu primeiro em Olhar Digital.

China acelera corrida da IA com plano de US$ 295 bilhões em data centers Read More »

descrever extensao apple ia 1024x576

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

Leia mais:

Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

O post Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google Read More »

Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais

Nesta segunda-feira (08), a Apple confirmou que turbinou a inteligência artificial da empresa com a tecnologia Gemini, do Google. A novidade foi anunciada durante o WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), conferência da marca para desenvolvedores que ocorre na Califórnia (EUA) a partir de hoje até sexta-feira (12).

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”.

Ele argumentou que o Apple Intelligence, o software da empresa, é mais eficiente que o das concorrentes porque utiliza informações e dados pessoais.

Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Reportagem em atualização.

Leia mais:

O post Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais apareceu primeiro em Olhar Digital.

Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais Read More »