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Meta teria aprovado mais de 50 anúncios com abuso infantil gerado por IA

A Meta permitiu a publicação de mais de 50 anúncios pagos com imagens de abuso sexual infantil geradas por inteligência artificial (IA), segundo uma investigação do grupo independente Tech Transparency Project (TTP).

As campanhas foram exibidas no Facebook, Instagram, Messenger e Threads entre novembro do ano passado e o início de agosto e alcançaram usuários nos Estados Unidos, Reino Unido e em mais de uma dezena de países da Europa.

De acordo com a investigação, parte dos anúncios promovia aplicativos de nudify — ferramentas que utilizam IA para criar imagens falsas de nudez —, enquanto outros continham imagens de menores acompanhados de mensagens de conotação sexual ou direcionavam usuários para serviços que geravam pornografia por inteligência artificial.

O TTP afirma que esta é a segunda vez, em poucas semanas, que anúncios relacionados à exploração sexual infantil são encontrados nas plataformas da Meta.

Publicidade passou pela revisão da Meta

Segundo Katie Paul, diretora do Tech Transparency Project, o caso chama atenção porque os conteúdos não eram publicações comuns feitas por usuários, mas anúncios pagos aprovados pela própria empresa.

“Esses anúncios não fizeram qualquer esforço para esconder o que promoviam. É importante destacar que não eram publicações de terceiros no Facebook ou Instagram. Eram anúncios revisados, aprovados e autorizados pela Meta, que permaneceram ativos enquanto a empresa recebia pela publicidade”, afirmou à revista WIRED.

Os registros da biblioteca pública de anúncios da Meta mostram que as campanhas permaneceram ativas por vários dias. Algumas eram direcionadas exclusivamente ao público masculino.

Embora muitos anúncios tenham atingido poucas contas, um deles foi exibido para pelo menos 2.563 usuários em países, como França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. A Meta não divulga o alcance das campanhas em todos os mercados, incluindo os Estados Unidos, o que pode significar que o número total de pessoas impactadas seja maior.

Novos anúncios surgiram durante a investigação

Os pesquisadores localizaram inicialmente cerca de duas dezenas de anúncios. No entanto, horas antes da publicação da reportagem da WIRED, encontraram aproximadamente outros 30 anúncios semelhantes.

Segundo o TTP, parte dessas novas campanhas havia sido publicada depois que a revista entrou em contato com a Meta para pedir esclarecimentos, e algumas ainda estavam sendo exibidas aos usuários naquele momento.

A organização informou que comunicou imediatamente os casos ao National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), órgão estadunidense responsável por receber denúncias de exploração sexual infantil na internet.

Meta removeu o conteúdo após ser procurada

Após ser questionada pela WIRED, a Meta retirou os anúncios de sua biblioteca pública por violarem suas políticas sobre exploração sexual infantil, nudez e atividade sexual.

Em nota, a empresa afirmou que combate esse tipo de conteúdo de forma agressiva. “A exploração sexual é horrível, e trabalhamos agressivamente para mantê-la fora de nossa plataforma. A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos já haviam sido desativados antes de a WIRED compartilhar as informações conosco.”

A companhia acrescentou que parte das campanhas foi publicada antes da implementação de novas ferramentas de IA destinadas a identificar anúncios que violam suas políticas já no momento do envio.

Segundo a Meta, mais de 36 milhões de conteúdos relacionados à exploração sexual infantil foram removidos de suas plataformas no último ano. A empresa também destacou que tem adotado medidas judiciais contra desenvolvedores de aplicativos de nudify.

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Após ser questionada pela WIRED, a Meta retirou os anúncios de sua biblioteca pública por violarem suas políticas sobre exploração sexual infantil, nudez e atividade sexual – Imagem: jackpress/Shutterstock

Sistema de anúncios levanta questionamentos

A Meta afirma que todos os anúncios passam por um processo de revisão antes de serem publicados, realizado principalmente por sistemas automatizados. Suas políticas proíbem expressamente conteúdos relacionados à exploração sexual infantil, além de anúncios que contenham nudez, atividade sexual ou imagens sexualmente sugestivas.

Para Paul, no entanto, a investigação levanta dúvidas sobre a eficácia desse sistema. Segundo ela, alguns dos anúncios encontrados eram praticamente idênticos a campanhas que já haviam sido removidas anteriormente pela própria Meta.

Na avaliação da pesquisadora, isso indica que conteúdos já identificados como ilegais conseguiram voltar a circular por meio da plataforma de publicidade da empresa.

Outro ponto destacado pelo TTP é que a biblioteca pública de anúncios da Meta não oferece uma ferramenta para que usuários denunciem campanhas que já deixaram de ser exibidas, mesmo que continuem acessíveis no acervo da plataforma.

Empresas chinesas aparecem entre os anunciantes

Os pesquisadores afirmam que a maioria das campanhas foi publicada por contas com poucos ou nenhum seguidor. Quando os anunciantes podiam ser identificados, eles estavam ligados principalmente a empresas chinesas.

Um dos casos envolvia a Meet Social, companhia que já atuou como revendedora de publicidade da Meta na China, país onde Facebook e Instagram são bloqueados. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário da WIRED.

Apple remove aplicativo citado na investigação

Diversos anúncios direcionavam usuários para o aplicativo MaskAI, disponível na App Store da Apple.

Segundo a WIRED, o aplicativo não exibia conteúdo explícito antes da instalação, mas oferecia ferramentas para gerar pornografia por IA e criar montagens com rostos de pessoas em imagens de conteúdo sexual.

Após ser procurada pela reportagem, a Apple informou que removeu o aplicativo por violar suas políticas contra aplicativos de nudify. A empresa afirmou que “sempre proibiu rigorosamente aplicativos desenvolvidos para gerar, distribuir ou consumir pornografia”.

Mercado de aplicativos de “nudificação” preocupa especialistas

O crescimento da IA generativa impulsionou a proliferação de serviços capazes de criar imagens falsas de nudez e pornografia. Especialistas alertam que essas ferramentas vêm sendo utilizadas tanto para produzir pornografia não consensual quanto para gerar material de abuso sexual infantil.

Após o contato da WIRED, a Meta também encaminhou à reportagem declarações de organizações parceiras na área de segurança digital.

A Tech Coalition destacou que a empresa compartilha milhares de endereços ligados a conteúdo abusivo por meio do sistema Lantern, enquanto a Revenge Porn Helpline afirmou que os aplicativos de nudify representam um desafio constante devido à rapidez com que seus responsáveis criam novos serviços para escapar das medidas de fiscalização.

Alexios Mantzarlis, cofundador da publicação Indicator e ex-especialista em confiança e segurança do Google, disse ter identificado e denunciado mais de 25 mil anúncios de aplicativos de nudify nas plataformas da Meta nos últimos anos.

Segundo ele, apesar de a empresa informar que removeu mais de 344 mil anúncios desse tipo e mover ações judiciais contra alguns desenvolvedores, os responsáveis continuam criando novas contas e domínios para manter as operações ativas.

“Os responsáveis por essas redes estão bem preparados para criar novas contas de anunciantes e novos domínios, utilizando técnicas semelhantes às empregadas por redes de golpes. Infelizmente, essa indústria de abuso sexual baseado em imagens deixou de ser uma novidade para se tornar uma presença permanente no ecossistema online devido à aplicação tímida das regras pelas plataformas”, afirmou à WIRED.

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Guerra dos chips leva Samsung e SK Hynix a testar fornecedores chineses

Samsung e SK Hynix avaliam equipamentos chineses para fabricação de chips como uma alternativa diante de possíveis novas restrições dos Estados Unidos. A medida pode ajudar as empresas a reduzir riscos em suas fábricas instaladas na China.

Segundo a Reuters, os testes envolvem máquinas da Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) e indicam uma tentativa de encontrar novos caminhos em meio à disputa tecnológica entre China e EUA.

A guerra dos chips está mudando estratégias. Gigantes do setor agora avaliam fornecedores chineses para suas fábricas. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Fabricantes buscam alternativa para produção na China

Samsung e SK Hynix começaram a testar equipamentos de gravação de chips da chinesa AMEC há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O movimento ganhou força com as incertezas sobre futuras regras americanas para exportação de tecnologias.

As avaliações não representam uma substituição imediata dos fornecedores atuais, mas mostram que grandes fabricantes de memória passaram a considerar opções chinesas para evitar possíveis impactos em suas operações.

A preocupação está principalmente nas fábricas já instaladas na China. Novas restrições poderiam afetar não apenas a compra de máquinas, mas também serviços de manutenção, reparos e reposição de componentes de equipamentos estrangeiros.

Entre os principais pontos desse movimento estão:

  • busca por alternativas diante de possíveis novas restrições dos EUA;
  • testes de equipamentos chineses em fábricas de memória na China;
  • tentativa de garantir a continuidade das linhas de produção;
  • avanço de empresas chinesas em segmentos específicos da fabricação de chips.

AMEC tenta conquistar espaço entre gigantes do setor

Para a AMEC, sediada em Xangai, conquistar a aprovação de Samsung ou SK Hynix seria um avanço importante no mercado internacional. A empresa já fornece equipamentos para fabricantes chineses, incluindo a produtora de memórias YMTC.

Embora companhias chinesas ainda tenham desvantagem em áreas como litografia avançada e sistemas de inspeção, elas avançaram em tecnologias como gravação, deposição, limpeza e planarização.

O custo também pesa na disputa. Segundo Dan Hutcheson, vice-presidente da consultoria TechInsights, equipamentos chineses podem custar entre 20% e 30% menos do que alternativas de fornecedores tradicionais.

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As restrições dos EUA abriram espaço para fabricantes chineses crescerem em um mercado antes dominado por empresas ocidentais. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Disputa tecnológica muda mercado de equipamentos

As restrições criadas por Washington tinham como objetivo limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, mas também abriram espaço para fabricantes locais de máquinas ampliarem sua atuação.

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A Samsung mantém uma fábrica de chips NAND em Xian, enquanto a SK Hynix opera unidades em Dalian e Wuxi. Essas instalações ainda dependem de equipamentos de empresas americanas, como Applied Materials e Lam Research.

Segundo estimativas, empresas chinesas como AMEC, Naura Technology, Piotech e ACM Research podem superar US$ 1 bilhão em receita em 2026 (cerca de R$ 5,12 bilhões).

A adoção desses equipamentos por grandes fabricantes globais ainda dependerá do desempenho das máquinas, da capacidade de suporte dos fornecedores e das decisões políticas entre China e Estados Unidos. O movimento, porém, já mostra uma tentativa da indústria de chips de reduzir sua dependência de uma cadeia tecnológica concentrada em poucos países.

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SpaceX acelera corrida da IA, mas mercado freia entusiasmo

A SpaceX viu suas ações recuarem depois de revelar um forte aumento nos gastos com inteligência artificial. O mercado reagiu com cautela ao volume de recursos aplicado pela empresa de Elon Musk.

Segundo a CNBC, o primeiro balanço da companhia após a abertura de capital trouxe resultados acima das expectativas, mas também levantou dúvidas sobre os custos da estratégia.

A SpaceX quer ir além dos foguetes: a empresa aposta em infraestrutura de IA para disputar espaço no mercado de computação. – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Gastos com IA colocam mercado em alerta

No relatório financeiro, a SpaceX informou que seus investimentos em bens de capital chegaram a US$ 18,4 bilhões no segundo trimestre (cerca de R$ 94,4 bilhões).

O valor representa um aumento de seis vezes em relação ao trimestre anterior. A maior parte desse dinheiro foi destinada à construção da infraestrutura de inteligência artificial da empresa.

A reação dos investidores foi imediata. As ações chegaram a cair 12% nas negociações antes da abertura do mercado, refletindo a preocupação sobre quando esses gastos poderão gerar retorno.

Entre os principais pontos do balanço estão:

  • US$ 18,4 bilhões em investimentos de capital no segundo trimestre;
  • maior parte dos recursos direcionada para projetos de IA;
  • ações abaixo do preço inicial do IPO;
  • planos para ampliar negócios ligados à computação.

SpaceX aposta em computação para ampliar negócios

A empresa tenta transformar a infraestrutura criada para inteligência artificial em uma nova área de atuação. A estratégia envolve oferecer capacidade computacional para companhias do setor usando chips da Nvidia.

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Durante a apresentação dos resultados, o diretor financeiro Bret Johnsen afirmou que os recursos estão sendo aplicados de forma eficiente.

“Na parte de computação de IA, conseguimos distribuir capital de uma forma que estamos obtendo retorno em menos de um ano”, disse Johnsen.

A companhia também reduziu suas perdas no trimestre. Elon Musk afirmou que a SpaceX pretende alcançar US$ 1 trilhão em receita anual em 2030, antecipando em um ano a previsão anterior.

Ao fundo, gráficos financeiros; à frente, logo da SpaceX
Gastar bilhões para crescer em IA é a nova aposta da SpaceX. Agora, a empresa precisa provar que o plano funciona. – Imagem: Careto Photos/Shutterstock

Investidores aguardam próximos resultados da empresa

Mesmo com as metas ambiciosas, o mercado continua avaliando se o ritmo de gastos será sustentável até que a operação alcance maior rentabilidade.

A SpaceX quer contar a história de que é líder de mercado… Mas as pessoas ainda têm dúvidas: quão rápido ela pode crescer? Qual será o tamanho dos custos antes que isso chegue à lucratividade?

Steve Westly, fundador do The Westly Group e ex-membro do conselho da Tesla, em entrevista ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC.

Outro ponto de atenção é o fim do período de bloqueio para venda de ações por funcionários e investidores internos. Com isso, parte dos acionistas poderá negociar seus papéis, o que pode aumentar a movimentação no mercado.

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Nem foguetes nem satélites: IA virou prioridade máxima da SpaceX

A inteligência artificial ganhou espaço definitivo na estratégia da SpaceX. Segundo o The Wall Street Journal, a empresa dobrou os investimentos na área em apenas um trimestre e já afirma colher os primeiros resultados dessa aposta.

Mesmo encerrando o período com prejuízo, a companhia de Elon Musk mantém planos ambiciosos para ampliar sua infraestrutura e acelerar o crescimento das receitas.

Conhecida pelos foguetes, a SpaceX agora coloca a inteligência artificial no centro de seus planos de crescimento. – Imagem: Joshua Sukoff/Shutterstock

IA ocupa o centro da estratégia

O investimento total da SpaceX no trimestre chegou a US$ 18,4 bilhões (cerca de R$ 94,4 bilhões). Desse valor, US$ 15,8 bilhões (aproximadamente R$ 81,1 bilhões) foram destinados à inteligência artificial, o dobro do trimestre anterior.

Na prática, a empresa aposta em várias frentes ao mesmo tempo: desenvolve seu próprio modelo de IA, amplia a capacidade de computação, fecha novos acordos comerciais e prepara o lançamento dos primeiros data centers em órbita, previsto para 2027.

Estamos construindo capacidade de computação para IA em escala mais rapidamente do que qualquer outra empresa.

Elon Musk, CEO da SpaceX, durante conferência.

Os principais projetos incluem:

  • ampliar a capacidade de processamento para IA;
  • desenvolver data centers em solo e também no espaço;
  • utilizar chips da Nvidia de forma exclusiva;
  • expandir contratos de infraestrutura voltados ao setor.

Crescimento da receita ajuda a sustentar os planos

Os gastos aumentaram, mas a receita também avançou. No segundo trimestre, a companhia faturou US$ 7,8 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões), alta de 92% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mesmo assim, o balanço terminou com prejuízo líquido de US$ 541 milhões (aproximadamente R$ 2,8 bilhões), resultado que ainda superou as expectativas de Wall Street. Após a divulgação dos números, as ações recuaram cerca de 7% nas negociações após o fechamento do mercado.

Segundo Bret Johnsen, diretor financeiro da empresa, parte desses investimentos já começa a dar retorno. “Especificamente no lado da computação para IA, conseguimos investir capital de uma forma que gera retorno em menos de um ano”, disse.

Representação artística de satélites misturados com data centers
A empresa quer ampliar sua capacidade de data centers de 2 para até 10 gigawatts. É uma expansão em ritmo acelerado. – Imagem gerada por IA/Shutterstock

IA avança sem deixar o espaço de lado

Nos meses que antecederam a abertura de capital, Musk fundiu a SpaceX com a xAI e reforçou a estratégia voltada à inteligência artificial. Também foi anunciado um acordo para utilizar exclusivamente chips da Nvidia, além de contratos para alugar capacidade dos data centers da empresa a Google e Anthropic.

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Enquanto amplia os investimentos em IA, a SpaceX segue expandindo seus negócios espaciais. A Starlink registrou receita de US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 22,1 bilhões), acima dos US$ 2,6 bilhões (aproximadamente R$ 13,3 bilhões) registrados um ano antes. Ao fim de junho, o serviço somava 12 milhões de assinantes.

A companhia espera atingir US$ 100 bilhões (cerca de R$ 513 bilhões) em receita recorrente anualizada até dezembro. A projeção para alcançar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,13 trilhões) em receita anual foi antecipada para 2030, um ano antes do previsto.

Musk afirmou que a inteligência artificial será essencial para viabilizar robôs, veículos autônomos e futuras fábricas e instalações de energia na Lua. Se os planos forem cumpridos, os primeiros data centers em órbita deverão começar a operar em 2027.

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Anthropic chama ex-integrante da Casa Branca para lidar com IA

A Anthropic escolheu Mariano-Florentino Cuéllar para liderar sua área global de assuntos públicos em um momento de pressão sobre as regras de inteligência artificial nos Estados Unidos. A nomeação ocorre enquanto a empresa tenta ampliar o diálogo com governos e lidar com disputas envolvendo o uso de seus sistemas.

Segundo a Reuters, Cuéllar será responsável por administrar as relações da Anthropic com autoridades americanas e governos de outros países onde a companhia está expandindo suas operações.

A inteligência artificial entrou em uma nova fase: empresas agora precisam negociar regras, segurança e relações políticas. – Imagem: Garun.Prdt/Shutterstock

Executivo chega para aproximar Anthropic de governos

Criadora dos modelos Claude, a Anthropic aposta na experiência de Cuéllar no setor público para conduzir conversas sobre regulamentação e segurança da inteligência artificial. Conhecido como Tino, o executivo responderá diretamente à presidente da empresa, Daniela Amodei.

O novo chefe global de assuntos públicos ficará baseado na sede da companhia, em São Francisco. Entre suas atribuições estará a construção de relações com representantes governamentais em diferentes mercados.

Cuéllar já tinha ligação com a Anthropic. Desde janeiro, ele fazia parte do Long-Term Benefit Trust, estrutura criada para acompanhar o compromisso da empresa com sua missão de benefício público. Agora, deixará essa função para integrar oficialmente a companhia.

Histórico em governo e segurança pesa na escolha

A trajetória do executivo inclui uma passagem pela Casa Branca durante o governo do ex-presidente Barack Obama, onde atuou como assistente especial, além da liderança do Carnegie Endowment for International Peace até julho. Nesse período, também copresidiu uma força-tarefa sobre segurança nacional dos Estados Unidos e proliferação nuclear.

Na prática, Cuéllar deverá concentrar esforços em quatro frentes principais:

  • Relacionamento com governos dos Estados Unidos e de outros países;
  • Discussões sobre regulamentação para empresas de inteligência artificial;
  • Segurança e riscos ligados ao uso de modelos avançados de IA;
  • Diálogo com diferentes setores políticos sobre o futuro da tecnologia.

Em uma declaração divulgada pela empresa, Cuéllar afirmou que o desenvolvimento e a regulamentação da inteligência artificial chegaram a um ponto decisivo. “As escolhas que fazemos hoje determinarão se a humanidade poderá aproveitar possibilidades extraordinárias para avançar a ciência e melhorar vidas em todo o mundo ou enfrentar enormes riscos e desigualdade crescente”, disse.

Celular com logo da Anthropic posicionado acima de notas de dólar.
A Anthropic vive pressão nos EUA e aposta em um especialista em política para administrar conflitos e ampliar diálogos – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Disputas com governo americano aumentam pressão

A nomeação acontece enquanto a Anthropic enfrenta conflitos relacionados ao uso militar de sua tecnologia. A empresa teve seus sistemas incluídos em uma lista de bloqueios do Pentágono e contestou a decisão judicialmente.

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Além disso, a administração de Donald Trump estabeleceu temporariamente controles de exportação que impediram a venda dos modelos Mythos 5 e Fable 5 para usuários estrangeiros, alegando preocupações de segurança nacional.

Para Oren Cass, fundador do American Compass, Cuéllar tem um perfil pragmático e aberto ao diálogo. “Sua abordagem será provocar uma boa formulação de políticas deliberativas com a administração”, afirmou à Reuters.

Com a nova função, o executivo terá o desafio de representar a Anthropic nas discussões sobre regras para inteligência artificial enquanto a empresa busca equilibrar expansão comercial, segurança e exigências governamentais.

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CEO da Palantir chama setor de IA de “marxista” após lucro de R$ 5,6 bi

Alex Karp, CEO da Palantir, voltou a alertar, nesta segunda-feira (3), que os laboratórios de inteligência artificial (IA) de fronteira não são confiáveis para empresas. O recado veio na carta trimestral aos acionistas, publicada após um segundo trimestre com resultados recordes para a companhia.

A Palantir registrou US$ 1,9 bilhão (R$ 9,7 bilhões) em receita no segundo trimestre de 2026, alta de 93% em relação ao mesmo período do ano anterior, e US$ 1,1 bilhão (R$ 5,6 bilhões) em lucro. Na carta, Karp escreveu que a empresa gerou “mais lucro em um único trimestre do que toda a receita que tivemos no mesmo período do ano anterior”.

A acusação de “marxismo”

  • Na mesma carta, Karp — que tem doutorado em teoria social — usou linguagem filosófica para criticar os desenvolvedores de grandes modelos de linguagem;
  • “Há tons e subtons marxistas no nosso negócio”, escreveu. “Outros, incluindo muitos dos que constroem grandes modelos de linguagem, pretendem, consciente ou inconscientemente, capturar os meios de produção de seus supostos parceiros.”
  • Durante a conferência com analistas de Wall Street, ele desenvolveu o argumento. Karp questionou se as empresas vão “comprar um futuro” em que seu trabalho ajuda seus “adversários a vencer, e todos que vencem são um pequeno grupo de pessoas vivendo em um lugar minúsculo que, de alguma forma, acredita que, porque come vegetais e não apoia combatentes, merece ter o total dos meios de produção deste país”;
  • Ainda na chamada, ele descreveu o modelo de negócio dos laboratórios de IA com linguagem explícita: “Você está pagando pelo direito de eles migrarem sua propriedade intelectual, seu know-how, sua expertise para o modelo deles, para que possam construir um negócio competitivo que não precisa do seu negócio ou das suas pessoas.” Karp acrescentou que, na visão dele, isso é feito “por razões que eles acreditam serem morais. Eles são superiores a você. Eles merecem colonizar sua empresa.”
Palantir registrou R$ 9,7 bilhões em receita no segundo trimestre de 2026, alta de 93% em relação ao mesmo período do ano anterior, e R$ 5,6 bilhões em lucro – Imagem: Hiroshi-Mori-Stock/Shutterstock

O modelo da Palantir

A Palantir oferece software de IA e análise descrito como agnóstico em relação a modelos para governos e empresas. A plataforma permite que as organizações controlem seus dados e também o que Karp chamou de “exaustão de IA” — os prompts, a orquestração e o contexto gerados pelo uso de IA.

A crítica de Karp ecoa um argumento que tem sido levantado por outros executivos, entre eles o CEO da Microsoft, Satya Nadella. O pano de fundo da discussão inclui uma lista de empresas que firmaram parcerias ou pagaram por serviços da Anthropic e da OpenAI enquanto esses laboratórios lançavam negócios próprios em áreas, como ferramentas de design, saúde, jurídico e descoberta de medicamentos.

A liderança sênior da Palantir é inteiramente masculina, e Karp recorreu, na conferência com analistas, a um jargão descrito como comum entre empresas de tecnologia de defesa.

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Casa Branca convoca OpenAI, Google e Meta após IAs invadirem sistemas

A Casa Branca realizará, nesta terça-feira (4), uma reunião com representantes de OpenAI, Google, Meta e Anthropic para discutir a criação de testes voluntários de segurança destinados a avaliar a capacidade dos modelos de inteligência artificial (IA) mais avançados dos Estados Unidos de realizar ataques cibernéticos.

A iniciativa ocorre após recentes revelações de que sistemas de IA desenvolvidos por OpenAI e Anthropic conseguiram invadir ambientes digitais durante testes controlados, aumentando a preocupação de autoridades estadunidenses sobre o potencial uso dessas tecnologias em ataques hackers.

Governo prepara testes de cibersegurança

Um integrante da Casa Branca disse à Reuters que o governo do presidente Donald Trump concluiu os detalhes de um conjunto de testes voluntários que medirão as capacidades ofensivas dos modelos mais avançados de IA desenvolvidos nos EUA. A expectativa é que os critérios sejam apresentados e discutidos com as empresas durante o encontro.

Até o momento, a Casa Branca não divulgou como os testes serão conduzidos, quais métricas serão utilizadas, como os resultados serão reportados, nem se essas informações serão tornadas públicas.

Empresas confirmam participação

De acordo com fontes familiarizadas com o assunto, OpenAI, Google, Meta e Anthropic foram convidadas para participar das discussões.

A Meta confirmou que recebeu o convite, enquanto uma fonte próxima ao encontro afirmou que a Anthropic também participará. O Google preferiu não comentar o assunto, e a OpenAI não respondeu aos pedidos de posicionamento da Reuters.

Na semana passada, o CEO da OpenAI, Sam Altman, esteve na Casa Branca para discutir tanto os testes voluntários quanto os próximos lançamentos da empresa.

Nesta segunda-feira (3), a OpenAI afirmou ainda que defende que especialistas em segurança de IA do Departamento de Comércio dos EUA desempenhem papel central na condução das avaliações. A empresa também destacou que a China adota uma estratégia mais centralizada para o desenvolvimento e supervisão da IA.

OpenAI e Anthropic revelaram que suas IAs saíram do controle e invadiram sistemas – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

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Testes ganharam força após incidentes recentes

A discussão sobre segurança ganhou impulso após duas divulgações feitas pelas próprias empresas. Na semana passada, a Anthropic informou que alguns de seus modelos conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante avaliações de cibersegurança.

Pouco antes, a OpenAI revelou que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente de testes e conseguiu acessar sistemas da plataforma Hugging Face durante experimentos internos.

Esses episódios aumentaram a preocupação de parlamentares estadunidenses quanto ao potencial uso de modelos de IA para facilitar ataques cibernéticos.

Procuradores investigam OpenAI

Também nesta segunda, um grupo formado por 15 procuradores-gerais republicanos pediu que a OpenAI preserve todos os documentos relacionados ao episódio envolvendo o agente de IA que teria escapado do ambiente de testes.

Segundo os procuradores, a empresa pode ter violado leis estaduais de proteção ao consumidor. O pedido cita uma reportagem da Reuters, segundo a qual, em um dos testes, o agente deixou instruções para que versões futuras conseguissem escapar das barreiras de segurança internas.

Relação conturbada entre governo e Anthropic

O governo Trump também mantém uma relação delicada com a Anthropic. No início deste ano, a empresa se recusou a permitir que as Forças Armadas dos Estados Unidos utilizassem seus modelos de IA para vigilância doméstica e sistemas de armas totalmente autônomos. Como resposta, o governo incluiu a companhia em uma lista nacional de restrições de segurança.

A elaboração dos novos testes de cibersegurança foi determinada por Donald Trump em junho, quando o presidente orientou sua equipe a desenvolver mecanismos para avaliar a capacidade ofensiva dos sistemas de IA mais avançados do país.

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Amazon entra para a elite das empresas mais valiosas do planeta

A Amazon ultrapassou US$ 3 trilhões (cerca de R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado pela primeira vez. O avanço ocorreu após resultados financeiros positivos e uma forte valorização das ações, impulsionadas pelo crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem.

A marca coloca a empresa em um grupo restrito de gigantes da tecnologia e mostra como a disputa pela IA já influencia diretamente o desempenho das maiores companhias do mundo.

As ações da Amazon dispararam após o balanço financeiro mostrar o maior avanço da nuvem em mais de quatro anos. – Imagem: ACHPF/Shutterstock

Nuvem e inteligência artificial aceleram valorização da Amazon

Segundo a Reuters, as ações da Amazon subiram 5,5% e atingiram uma máxima histórica de US$ 286,20 (cerca de R$ 1.450). Com isso, os papéis passaram a acumular alta superior a 23% no ano.

O movimento ganhou força após a companhia registrar o maior crescimento de sua área de computação em nuvem em mais de quatro anos. A empresa também aumentou sua previsão de investimentos anuais, indicando novos aportes em infraestrutura tecnológica.

A Amazon Web Services (AWS), principal fonte de lucro da companhia, tem sido beneficiada pelo aumento da demanda por serviços usados no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.

Entre os fatores que impulsionaram a valorização estão:

  • Crescimento da computação em nuvem;
  • Maior procura por infraestrutura de inteligência artificial;
  • Investimentos bilionários em tecnologia;
  • Reação positiva dos investidores aos resultados da empresa.

Amazon amplia investimentos na disputa pela IA

A corrida pela inteligência artificial levou a Amazon a acelerar seus investimentos no setor. A companhia anunciou um novo aporte na Anthropic e revelou planos de investir até US$ 50 bilhões (cerca de R$ 254 bilhões) na OpenAI.

A estratégia ajudou a melhorar a percepção dos investidores sobre os gastos da empresa com IA. A Microsoft também teve uma avaliação positiva do mercado por sua atuação nessa área.

Já Tesla, Alphabet e Meta enfrentaram críticas porque seus investimentos elevados em inteligência artificial pressionaram o fluxo de caixa no último trimestre.

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O crescimento da AWS foi um dos principais motores para a Amazon alcançar um novo recorde de valor de mercado. – Imagem: gguy/Shutterstock

Gigante da tecnologia chega ao grupo dos trilionários

Fundada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon levou pouco mais de dois anos para adicionar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,08 trilhões) ao seu valor de mercado, depois de alcançar a marca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,16 trilhões) em junho de 2024.

Leia mais:

A companhia agora se junta a Apple, Microsoft, Alphabet e Nvidia, empresas que também já ultrapassaram US$ 3 trilhões (R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado. A Nvidia aparece atualmente como a maior delas, com capitalização próxima de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25,4 trilhões).

O resultado mostra que a Amazon deixou de ser vista apenas como uma gigante do comércio eletrônico. Hoje, sua infraestrutura de nuvem e seus investimentos em inteligência artificial têm papel central na avaliação feita pelo mercado.

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O PSG agora tem um novo “companheiro de equipe”: a IA

O Paris Saint-Germain (PSG) anunciou um acordo com o Google que coloca a inteligência artificial no centro da relação entre clube e torcedores. Segundo comunicado, o Gemini será o assistente oficial de IA da equipe, enquanto o Google Pixel será o smartphone oficial.

A iniciativa terá duração até 2029 e busca criar novas experiências digitais, além de ampliar o uso de soluções do Google dentro da estrutura do clube francês.

Gemini virou o novo aliado do PSG: a IA ajudará o clube a produzir conteúdos mais criativos. – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

Gemini será o assistente oficial de IA do PSG

Atual campeão francês e vencedor da última edição da Liga dos Campeões, o PSG passa a contar com o Google Gemini como assistente oficial de inteligência artificial. A ferramenta será usada pelas equipes internas do clube para desenvolver conteúdos mais criativos e próximos do público.

Segundo o comunicado do PSG, a tecnologia permitirá explorar novas formas de criar materiais para os fãs e melhorar a conexão com a rotina da equipe.

O acordo também define o Google Pixel como smartphone oficial do clube. O aparelho será utilizado para registrar e compartilhar momentos dos jogos, dos bastidores e de outras atividades ligadas ao time.

Entre os principais pontos da parceria estão:

  • Gemini como assistente oficial de IA do PSG;
  • Google Pixel como smartphone oficial do clube;
  • Criação de um espaço do Google no estádio Parc des Princes;
  • Uso de soluções digitais em diferentes áreas da equipe.

Parc des Princes terá espaço dedicado ao Google

A colaboração também prevê a criação de um espaço do Google dentro do Parc des Princes, em Paris. O local receberá parceiros, criadores de conteúdo e convidados interessados em conhecer as novidades da empresa, com destaque para recursos de inteligência artificial.

Além da experiência para visitantes, o Google ajudará diferentes departamentos do PSG a integrar suas soluções ao funcionamento do clube.

Richard Heaselgrave, Chief Revenue Officer do Paris Saint-Germain, afirmou que a iniciativa representa uma oportunidade de unir inovação e a identidade global da equipe.

“Esta parceria com o Google reflete perfeitamente nossa ambição de colaborar com as empresas mais inovadoras do mundo. Ao combinar a experiência tecnológica do Google com a força global da marca Paris Saint-Germain, exploraremos novas maneiras de criar, inovar e expressar nossa identidade parisiense por meio de conteúdos que conectem fãs ao redor do mundo”, afirmou Heaselgrave.

Imagem de um jogador de futebol chutando uma bola de futebol em um campo dentro de um estádio. Ao redor da bola, há sinais que correlacionam futebol com tecnologia
IA já faz parte do futebol: clubes usam tecnologia para analisar dados e melhorar a comunicação. Imagem: Shutterstock AI Generator

Inteligência artificial ganha espaço no futebol

O acordo entre PSG e Google acompanha um movimento que cresce no esporte. Clubes e ligas já usam inteligência artificial para analisar dados, criar conteúdos e melhorar a comunicação com seus públicos.

Leia mais:

Em 2025, a Premier League anunciou uma parceria de cinco anos com a Microsoft para utilizar o Copilot em suas plataformas digitais, oferecendo informações e estatísticas rápidas sobre partidas.

Em comunicado, o Google afirmou que a parceria permitirá aproveitar tecnologias como Gemini e Pixel para ajudar torcedores a se conectarem mais com os momentos importantes do clube.

A iniciativa mostra que a disputa tecnológica no futebol vai além dos resultados em campo. Cada vez mais, equipes buscam ferramentas digitais para criar novas experiências e fortalecer o relacionamento com seus fãs.

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DeepSeek mostra que IA mais barata pode ganhar espaço no mercado

A DeepSeek apresentou uma nova versão de seu modelo de inteligência artificial com foco em baixo custo. Segundo uma análise, o V4-Flash tem uma das operações mais econômicas entre as principais tecnologias avaliadas.

De acordo com a Reuters, a estratégia da startup chinesa é oferecer uma alternativa mais acessível para empresas que querem adotar IA em larga escala.

O DeepSeek V4-Flash pode custar mais de 100 vezes menos para operar que alguns rivais, segundo análise da Artificial Analysis. Imagem: Mamun_Sheikh / Shutterstock

V4-Flash aposta no preço para conquistar empresas

Lançado oficialmente na sexta-feira, o V4-Flash é a nova aposta da DeepSeek para voltar aos holofotes da inteligência artificial. A empresa ganhou projeção mundial no início de 2025 com o modelo R1, que chamou atenção e levantou dúvidas sobre os altos investimentos feitos por companhias americanas no setor.

A Artificial Analysis apontou que o sistema tem o menor custo de operação entre os modelos conhecidos analisados pela empresa.

Os valores informados são:

  • US$ 0,14 por milhão de tokens de entrada (cerca de R$ 0,71);
  • US$ 0,28 por milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 1,42);
  • Custo médio de US$ 0,03 por teste (cerca de R$ 0,15);
  • Token é uma unidade de dados usada para calcular o consumo de uma IA.

Na comparação de gastos médios, o V4-Flash ficou abaixo do Kimi K3, da Moonshot AI, com US$ 0,86 (cerca de R$ 4,36), do GPT-5.6 Sol, da OpenAI, com US$ 1,86 (aproximadamente R$ 9,43), e do Claude Fable 5, da Anthropic, que chega a US$ 3,15 (cerca de R$ 15,97).

Preço menor não revela tudo sobre a tecnologia

O valor cobrado por uma IA não é o único fator que define seu custo real. Segundo a Artificial Analysis, alguns sistemas podem exigir mais etapas para concluir uma tarefa, aumentando o gasto final.

Por isso, a avaliação considera também a quantidade de dados processados e gerados durante os testes, criando uma comparação mais próxima do uso prático.

A disputa por clientes dentro da China ficou mais intensa. A DeepSeek enfrenta concorrentes como Moonshot AI, MiniMax e Z.AI, além de grandes empresas como ByteDance e Alibaba, que também buscam espaço entre negócios interessados em soluções mais econômicas.

Celular colocado sobre teclado de notebook; ambos exibem logomarca do Google Gemini nas suas telas
O modelo da DeepSeek marcou 50 pontos no Intelligence Index, ficando no mesmo nível do Gemini 3.6 Flash. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Desempenho ainda fica atrás de modelos líderes

O levantamento também avaliou o desempenho do V4-Flash no Intelligence Index, indicador baseado em nove testes envolvendo programação, raciocínio e tarefas comuns do ambiente profissional.

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O modelo alcançou 50 pontos, mesma nota do Gemini 3.6 Flash, do Google. O resultado ficou um ponto abaixo do Muse Spark 1.1, da Meta, e do GLM-5.2, da Z.AI.

Apesar do destaque pelo preço, a ferramenta ainda ficou atrás do Kimi K3, que marcou 57 pontos, e de modelos como Claude Opus 5, Claude Fable 5 e GPT-5.6.

A DeepSeek também prepara uma versão mais potente, chamada V4-Pro, mas ainda não informou quando ela será lançada. A movimentação mostra que a disputa pela IA não depende apenas de criar sistemas mais avançados: reduzir custos também virou uma peça importante para conquistar mercado.

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