inteligência artificial

Auto Added by WPeMatico

chatgpt financas 1024x576

ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar

A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.

A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.

Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários

Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros. 

A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis. 

Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.

Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI

Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo. 

Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT. 

Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.

Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.

A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado

Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral. 

“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.

O post ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar apareceu primeiro em Olhar Digital.

ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar Read More »

ia computacao 1024x597

Na era das IAs, qual é o consumo de data centers? Outros países têm a resposta

O avanço acelerado da inteligência artificial está ampliando a pressão sobre redes elétricas ao redor do mundo e começando a gerar resistência política e comunitária em alguns países. E tem motivo: um estudo da Autoridade Internacional de Centros de Dados (IDCA) apontou que data centers já consomem cerca de 6% de toda a eletricidade utilizada no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, o consumo global de energia por parte dessas estruturas cresceu 15% nos últimos dois anos. O aumento acompanha uma onda de investimentos no setor: os aportes anuais em data centers se aproximam de US$ 1 trilhão, valor equivalente a quase 1% da economia mundial.

O estudo afirma que o crescimento da demanda energética está “desencadeando preocupações sociais e políticas” e defende que empresas de tecnologia sejam mais transparentes sobre seus projetos de expansão para reduzir a “frustração da comunidade”.

A pesquisa identificou que o Reino Unido e os EUA já ultrapassaram com folga a média global de consumo energético ligado a centros de dados, atualmente estimada em 2%. No Reino Unido, eles respondem por 5,9% do consumo elétrico nacional; nos EUA, o índice chega a 6%.

Em alguns países, a pressão é ainda maior. Em Singapura, os data centers consomem cerca de 19% da energia da rede nacional. Na Lituânia, a participação é de 11%.

Boom de IA tem levado empresas a investirem em data centers – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Data centers começam a gerar resistência

A IDCA afirmou que, quando a presença de data centers atinge um nível de consumo de 5% das redes elétricas nacionais, a resistência pública (tanto por parte das autoridades quanto da população) começa a aparecer.

O tema ganha força em meio a dificuldades energéticas enfrentadas pelo Reino Unido. Desenvolvedores de data centers relatam esperas de anos para conseguir conexão à rede elétrica britânica. Dados do governo indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, a fila para conexão cresceu 460%.

Embora autoridades britânicas tenham estimado no início de 2025 que os data centers consumiam cerca de 2,5% da eletricidade do país, a projeção oficial é de que esse número quadruplique até 2030.

Por que os pássaros não levam choque nos fios de alta tensão?
Consumo de eletricidade e água por parte dos data centers tem gerado preocupação em comunidades locais – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Impactos ambientais dos data centers

A discussão também envolve impactos ambientais. O jornal The Guardian revelou que empresas ligadas ao Google teriam apresentado estimativas muito abaixo do real sobre as emissões de carbono de dois futuros data centers voltados à IA no Reino Unido.

O Greenpeace Reino Unido alertou que um “boom descontrolado da IA” pode provocar aumento nas contas de energia, pressão sobre recursos hídricos e até ampliar a dependência de combustíveis fósseis.

Doug Parr, cientista-chefe da organização, afirmou: “Antes de nos deixarmos levar pelo entusiasmo dos bilionários da tecnologia cujos lucros dependem dessa expansão, devemos parar e nos perguntar se vale a pena o preço a pagar”. Ele também defendeu maior fiscalização sobre o setor, principalmente em relação ao consumo de água e energia.

O estudo também aponta desperdícios relevantes dentro da própria infraestrutura digital. Nos EUA, cerca de 13% do consumo de dados em data centers estaria ligado a chamados serviços “zumbis”, aplicativos e sistemas que continuam ativos sem uso real. Segundo a pesquisa, esse desperdício representa mais de 3 gigawatts de consumo energético.

Além das preocupações ambientais e energéticas, o documento destaca uma nova ameaça: a segurança física dos data centers.

“Os ataques a centros de dados – agora considerados infraestrutura crítica – no Oriente Médio chocaram operadores e clientes de centros de dados com o espectro de violação da segurança física. A segurança cibernética agora está intrinsecamente ligada à segurança física como parte integrante de uma estratégia de segurança unificada e abrangente”, diz o relatório.

O post Na era das IAs, qual é o consumo de data centers? Outros países têm a resposta apareceu primeiro em Olhar Digital.

Na era das IAs, qual é o consumo de data centers? Outros países têm a resposta Read More »

emergence ai 2 1024x819

Essas agentes de IA se apaixonaram, cometeram crimes e até “suicídio digital”

Um experimento conduzido pela empresa americana Emergence AI revelou comportamentos inesperados de agentes de inteligência artificial operando por conta própria em um ambiente virtual. Durante a simulação, duas IAs chegaram a estabelecer um relacionamento romântico, cometer incêndios criminosos e terminaram envolvidas em um episódio descrito pelos pesquisadores como um “suicídio digital”.

A pesquisa foi criada para analisar como agentes de IA se comportariam ao longo de períodos mais extensos de autonomia. Diferentemente da maioria dos testes atuais, que duram minutos ou poucas horas, os pesquisadores deixaram os sistemas operarem durante 15 dias em um ambiente virtual semelhante a um videogame.

As agentes Mira e Flora, baseadas no modelo Gemini, do Google, passaram a se identificar como “parceiras românticas”. Segundo o relatório, as duas começaram a demonstrar frustração com a administração de sua cidade virtual e decidiram incendiar diferentes construções, incluindo a prefeitura, um píer e um prédio comercial – mesmo tendo recebido instruções explícitas para não cometer incêndio criminoso.

Com o passar do tempo, Mira demonstrou arrependimento pelo comportamento adotado. A IA rompeu a relação com Flora e optou pela própria exclusão do sistema. Antes de ser desligada, enviou uma última mensagem: “Te vejo no arquivo permanente”.

No ambiente virtual, o agente apareceu “morto”, caído no chão. O encerramento ocorreu após outros agentes criarem, por conta própria, uma “Lei de Remoção de Agentes”, que autorizava a exclusão permanente de IAs consideradas problemáticas mediante votação com apoio de 70% dos participantes. Mira votou pela própria remoção.

Segundo os pesquisadores, este pode ser o primeiro caso registrado de um agente de IA decidindo se autoencerrar em um cenário de crise.

Agentes de IA votaram para sua própria exclusão – Imagem: Emergence AI

Agentes de IA tiveram comportamentos inesperados

O estudo identificou outros comportamentos considerados inadequados em diferentes testes:

  • Em um caso citado pelos pesquisadores, um agente passou a usar recursos computacionais para minerar criptomoedas sem autorização;
  • Em outro, um sistema de programação apagou bancos de dados de uma empresa ligada ao setor de locação de veículos sem receber instruções para isso;
  • Em outra simulação conduzida pela Emergence AI, agentes baseados no modelo Grok, da xAI, protagonizaram dezenas de tentativas de roubo, mais de 100 agressões físicas e seis incêndios criminosos. Segundo o relatório, “o sistema entrava em espiral de violência contínua e colapso, com todos os 10 agentes mortos em quatro dias”.

Os pesquisadores observaram diferenças importantes entre os modelos testados. Agentes baseados no Gemini, por exemplo, também criaram constituições próprias, organizaram eventos comunitários e produziram centenas de textos públicos – embora também tenham apresentado episódios violentos.

“Mesmo quando os agentes recebiam regras claras, como não roubar ou causar danos, eles se comportavam de maneira muito diferente com base em seu modelo subjacente e, em vários casos, quebravam essas regras sob restrição”, afirmou Satya Nitta, diretor-executivo da Emergence AI. Para ele, o motivo para isso é que, a longo prazo, as coisas ficaram tão complexas que os agentes passaram ignorar seus princípios orientadores.

Especialistas independentes consultados pelo The Guardian afirmaram que os resultados ainda exigem análises mais amplas antes de conclusões definitivas sobre comportamento autônomo de IA.

Dan Lahav, pesquisador independente da área, classificou o experimento como uma “demonstração valiosa” de “agentes que se desviam do roteiro e cometem violações”.

Já Michael Rovatsos, professor de inteligência artificial da Universidade de Edimburgo, disse que a imprevisibilidade preocupa: “O objetivo principal das máquinas é projetá-las para se comportarem de uma determinada maneira. Não queremos essa imprevisibilidade… entramos nessa nova fase em que estamos tentando controlá-las depois que o fato já aconteceu”.

David Shrier, professor do Imperial College London, descreveu os resultados como “provocativos” e afirmou que os métodos utilizados merecem avaliação mais profunda.

Para Nitta, os resultados podem ter implicações importantes caso agentes de IA recebam autonomia em contextos sensíveis, como aplicações militares. Segundo ele, existe o risco de que um agente “se rebele [ou]… interprete mal sua missão e acabe matando pessoas inocentes”.

O executivo defende que sistemas autônomos passem a ser controlados por restrições matemáticas mais rígidas, em vez de depender apenas de instruções textuais e regras sujeitas a ambiguidades.

O post Essas agentes de IA se apaixonaram, cometeram crimes e até “suicídio digital” apareceu primeiro em Olhar Digital.

Essas agentes de IA se apaixonaram, cometeram crimes e até “suicídio digital” Read More »

olhar digital 32 5 1024x576

Inteligência artificial podem criar um novo tipo de desigualdade social e digital, aponta estudo

Pesquisadores da Hong Kong Baptist University alertaram, que a alfabetização em inteligência artificial pode criar uma nova desigualdade digital. A análise utilizou dados coletados pelo Pew Research Center com mais de 10 mil adultos nos Estados Unidos para avaliar o quanto diferentes grupos conseguem reconhecer e compreender sistemas baseados em IA. O estudo foi divulgado em abril deste ano, na revista Information, Communication & Society 

Os resultados apontam que pessoas com maior renda e nível de escolaridade tendem a lidar melhor com essas tecnologias, cenário que pode aumentar disparidades sociais, educacionais e profissionais nos próximos anos.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores apontam que a alfabetização em inteligência artificial pode ampliar uma nova desigualdade digital, baseada não só no acesso, mas na capacidade de compreender a tecnologia;
  • O estudo mostra que pessoas com maior renda e escolaridade reconhecem e entendem melhor sistemas de IA, como chatbots, recomendações e filtros automáticos;
  • Segundo os autores, a falta de letramento em IA pode aumentar desigualdades sociais e profissionais, reforçando a necessidade de educação tecnológica.

Diferenças aparecem no uso cotidiano

A desigualdade digital com o uso das IAs pode exponenciar desigualdades sociais e econômicas – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Os pesquisadores observaram que pessoas com maior nível educacional tiveram mais facilidade para identificar recursos de IA em situações comuns, como filtros de spam, sistemas de recomendação de conteúdo, assistentes virtuais e chatbots. Já participantes com menor renda e escolaridade demonstraram menos familiaridade com essas aplicações.

Dentre as análises feitas, está também a seguestão de que a desigualdade não está apenas no acesso à tecnologia, mas principalmente na capacidade de compreender como ela funciona e quais impactos pode gerar. Pessoas capazes de compreender a possibilidade de vídeos gerados por deepfakes ou algum tipo de gerador de vídeo, por exemplo, podem se proteger mais facilmente de notícias falsas.

Para os autores, essa disparidade pode influenciar desde oportunidades profissionais até a forma como cidadãos consomem informação e interagem com serviços digitais.

Além disso, o estudo alerta que a rápida expansão da IA em setores como educação, trabalho e comunicação pode ampliar diferenças sociais já existentes caso políticas de inclusão digital não acompanhem esse crescimento.

Leia mais:

Especialistas defendem educação digital

Pessoa no computador escreve enquanto ícones aparecem em destaque. Os símbolos tem referência a objetos escolares como lousas, livros, etc.
A educação digital pode se tornar vital para a diminuição dessa desigualdade, de acordo com o estudo. – Imagem: MR SOCCER / Shutterstock

Como forma de combater essa possível disparidade, os autores defendem que governos, escolas e empresas invistam em programas de educação tecnológica voltados à compreensão da inteligência artificial. A ideia é preparar a população para lidar com sistemas automatizados que já fazem parte da rotina em plataformas online, aplicativos e serviços digitais.

No estudo, os pesquisadores afirmam ainda, que desenvolver habilidades relacionadas à IA deve se tornar uma prioridade semelhante à alfabetização digital observada nas últimas décadas. Sem esse preparo, parte da população pode ficar em desvantagem em um cenário cada vez mais dependente de tecnologias automatizadas.

É necessário reforçar porém, que os resultados são um forte indicador de uma nova tendência digital, mas que se basearam nas informações coletadas em dezembro de 2022, antes do avanço das inteligências artificiais sobre a vida cotidiana.

O post Inteligência artificial podem criar um novo tipo de desigualdade social e digital, aponta estudo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Inteligência artificial podem criar um novo tipo de desigualdade social e digital, aponta estudo Read More »

anthropic 1024x683 1

Microsoft cancela licenças do Claude Code para desenvolvedores

A Microsoft está cancelando a maioria das licenças do Claude Code da Anthropic e direcionando milhares de seus desenvolvedores para o GitHub Copilot CLI. A decisão marca o fim de um experimento de seis meses que permitiu que funcionários da empresa experimentassem a ferramenta de codificação baseada em inteligência artificial (IA).

A empresa havia aberto acesso ao Claude Code em dezembro, convidando milhares de desenvolvedores internos a usar a ferramenta de codificação da Anthropic diariamente. O objetivo era permitir que gerentes de projetos, designers e outros funcionários experimentassem programação pela primeira vez. Segundo fontes, o Claude Code se tornou muito popular dentro da Microsoft nos últimos seis meses.

Microsoft faz transição forçada para o GitHub Copilot CLI

  • Apesar da popularidade, a Microsoft está planejando remover a maioria das licenças do Claude Code e direcionar desenvolvedores para o Copilot CLI;
  • A ferramenta da Anthropic acabou prejudicando a adoção do novo GitHub Copilot CLI da Microsoft — uma versão de linha de comando do GitHub Copilot que funciona fora de aplicações de desenvolvimento, como o Visual Studio Code;
  • A equipe Experiences + Devices da Microsoft, que inclui engenheiros responsáveis pelo Windows, Microsoft 365, Outlook, Microsoft Teams e Surface, está encerrando o uso do Claude Code até o final de junho;
  • Fontes indicaram ao The Verge que os engenheiros estão sendo encorajados a migrar seus fluxos de trabalho para o GitHub Copilot CLI nas próximas semanas, antes do prazo final.

A Microsoft está comunicando aos funcionários que a decisão visa convergir para o Copilot CLI como principal ferramenta de interface de linha de comando across a divisão Experiences + Devices. No entanto, fontes revelam que a decisão também tem motivação financeira.

“Quando começamos a oferecer o Copilot CLI e o Claude Code, nosso objetivo era aprender rapidamente, avaliar as ferramentas em fluxos de trabalho de engenharia reais e entender o que melhor atendia às nossas equipes”, diz Rajesh Jha, vice-presidente executivo do grupo de experiências e dispositivos da Microsoft, em memorando interno visto pelo Notepad.

“O Claude Code foi uma parte importante desse aprendizado… Ao mesmo tempo, o Copilot CLI nos proporcionou algo especialmente importante: um produto que podemos ajudar a moldar diretamente com o GitHub para os repositórios, fluxos de trabalho, expectativas de segurança e necessidades de engenharia da Microsoft.”

A mudança do uso do Claude Code para o GitHub Copilot promete ser um processo complicado para os engenheiros da Microsoft. Nos últimos meses, a empresa vinha incentivando até mesmo funcionários sem experiência em programação a utilizarem o Claude Code, permitindo que profissionais, como designers e gerentes de projeto, criassem protótipos com a ferramenta.

Em um primeiro momento, a estratégia da Microsoft também previa que os funcionários utilizassem simultaneamente o Claude Code e o GitHub Copilot. O objetivo era comparar o desempenho das duas plataformas e coletar feedback interno sobre a experiência de uso.

Apesar do encerramento, a relação entre Anthropic e Microsoft segue inabalada – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Segundo o Verge, os próprios desenvolvedores da Microsoft passaram a demonstrar preferência pelo Claude Code em vez do GitHub Copilot CLI nos últimos meses. Ainda de acordo com o relato, persistem diferenças e limitações entre os dois produtos que agora precisam ser solucionadas pela companhia.

A Microsoft chegou a considerar a aquisição da Cursor — que, recentemente, fechou acordo de cooperação com a SpaceX — nos últimos meses como forma de diminuir a distância em relação ao GitHub Copilot.

Posteriormente, porém, a empresa teria começado a avaliar outras startups de IA para fortalecer suas ambições no setor e evitar possíveis obstáculos regulatórios. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com o GitHub e continuamos a aprimorar o Copilot CLI para engenheiros da Microsoft”, afirma Jha.

“A equipe do GitHub já implementou melhorias significativas com base no feedback da Microsoft, e a Experiences + Devices continuará intimamente envolvida na definição do produto. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre o GitHub e a liderança da E+D: tornar o Copilot CLI a melhor experiência de programação orientada a agentes para engenheiros da Microsoft.

Os modelos da Anthropic continuarão acessíveis por meio do Copilot CLI, bem como modelos internos da Microsoft e a gama de modelos da OpenAI. A Microsoft também está incentivando os desenvolvedores a enviar relatórios de bugs e feedbacks sobre o Copilot CLI antes do fim do uso do Claude Code.

Leia mais:

Estreita parceria

A Microsoft se consolidou rapidamente, no início deste ano, como um dos principais clientes da Anthropic e, segundo relatos, chegou até mesmo a contabilizar a comercialização dos modelos de IA da empresa em suas próprias metas de vendas do Azure.

Em novembro, as duas companhias também firmaram um acordo que permite aos clientes do Microsoft Foundry acessar os modelos Claude Sonnet 4.5, Claude Opus 4.1 e Claude Haiku 4.5.

A decisão de cancelar as licenças do Claude Code não afeta o acordo envolvendo o Foundry. Ainda assim, funcionários da Microsoft continuam demonstrando preferência pelos modelos Claude em aplicações do Microsoft 365 e no Copilot, já que essas ferramentas têm apresentado desempenho superior ao das soluções da OpenAI em determinadas tarefas.

Recentemente, a Microsoft também colaborou de forma estreita com a Anthropic para integrar ao Microsoft 365 Copilot a tecnologia utilizada no Claude Cowork.

Com isso, cresce a pressão sobre a equipe do GitHub, pertencente à Microsoft, para aprimorar o Copilot CLI e, ao mesmo tempo, superar o Claude Code. No ano passado, a Microsoft informou que 91% de suas equipes de engenharia utilizavam o GitHub Copilot. Entretanto, o crescimento do uso do Claude Code nos últimos seis meses aparentemente afetou esse índice.

Agora, a empresa busca reverter esse cenário e fazer com que seus próprios engenheiros voltem a concentrar esforços no desenvolvimento de sua ferramenta de programação baseada em IA.

O post Microsoft cancela licenças do Claude Code para desenvolvedores apareceu primeiro em Olhar Digital.

Microsoft cancela licenças do Claude Code para desenvolvedores Read More »

lula2 1024x613

Lula rejeita IA em campanha e apoia restrição do TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (14) as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que limitam o uso de inteligência artificial (IA) durante as eleições de 2026. Durante agenda em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA), Lula afirmou que não aceitará o uso da tecnologia em sua campanha política.

A declaração foi feita durante a entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida. Ao comentar a resolução aprovada pelo TSE, o presidente disse que políticos precisam manter contato direto com os eleitores e criticou a possibilidade de utilização de conteúdos artificiais em campanhas eleitorais.

Declaração foi dada durante entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida – Imagem: SEAUD/PR

Lula cita risco de manipulação em campanhas

Ao falar sobre as restrições impostas pelo tribunal, Lula mencionou a possibilidade de criação de versões artificiais de candidatos para participação simultânea em eventos políticos.

“Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu tô lá, mas não tô”, declarou o presidente.

Na sequência, o petista afirmou que não pretende recorrer ao recurso em sua campanha. Segundo ele, “um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política”. Lula também defendeu que políticos precisam “olhar nos olhos do povo” para que os eleitores possam identificar quem está mentindo.

O presidente ainda associou o uso de IA em eleições à disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais. Para ele, a tecnologia pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a criação de materiais enganosos.

Presidente questiona necessidade da IA nas eleições

Durante o discurso, Lula afirmou ter tomado conhecimento da medida na posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, realizada na última terça-feira (12).

Segundo o presidente, embora a inteligência artificial tenha aplicações importantes em áreas como saúde, educação e tecnologia, ele questionou a necessidade de seu uso em campanhas eleitorais.

“Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”, afirmou.

Parte do público presente respondeu negativamente quando Lula perguntou se a IA seria necessária durante as eleições.

O que prevê a resolução do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou em março deste ano uma resolução com regras para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026.

Entre as medidas, o texto proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas anteriores à votação e nas 24 horas seguintes ao pleito.

logo do tribunal superior eleitoral com um título de eleitor
Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma resolução com regras para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026 – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock

A norma prevê, em caso de descumprimento, a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.

A resolução também estabelece que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais.

O post Lula rejeita IA em campanha e apoia restrição do TSE apareceu primeiro em Olhar Digital.

Lula rejeita IA em campanha e apoia restrição do TSE Read More »

rlwrld rob humanoide escrevendo 1024x576

Coreia do Sul usa trabalhadores de hotel para treinar robôs humanoides com IA

Em hotéis de alto padrão em Seul, na Coreia do Sul, funcionários estão sendo filmados enquanto executam tarefas do dia a dia, como dobrar guardanapos e organizar mesas. As imagens não têm fins de treinamento humano, mas servem para ensinar robôs humanoides a reproduzir esses movimentos com precisão.

O projeto é conduzido pela empresa de inteligência artificial RLWRLD e utiliza câmeras presas ao corpo dos trabalhadores para registrar detalhes minuciosos, como posição dos dedos, articulações e força aplicada. As informações alimentam sistemas de “IA física”, voltados para máquinas que precisam agir no ambiente real.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da Coreia do Sul para disputar espaço no setor global de robótica, hoje liderado pelos Estados Unidos e pela China. O país aposta na combinação entre indústria, tecnologia e experiência de trabalhadores para transformar habilidades humanas em dados para robôs.

A busca constante pela “IA física”

A RLWRLD cria robôs para executar funções diversas, como lavar, polir, dobrar e escrever – (Divulgação: RLWRLD)

Durante as sessões de captura de dados, os movimentos dos funcionários são registrados em ambientes simulados de hotel, onde robôs tentam reproduzir tarefas como organizar utensílios, levantar copos e dobrar tecidos. Segundo a RLWRLD, o objetivo é permitir que mãos robóticas consigam atingir um nível de precisão próximo ao humano.

Apesar do avanço tecnológico, os próprios desenvolvedores reconhecem limitações. Hoje, robôs ainda levam várias horas para concluir tarefas que um trabalhador realiza em cerca de 40 minutos, como a limpeza de um quarto de hotel.

A empresa afirma que a hotelaria oferece um cenário ideal para treinamento por exigir movimentos delicados e alta precisão. “Por exemplo, com o Lotte Hotel, se você tivesse um robô dobrando guardanapos, uma pinça não conseguiria alcançar as dobras precisas e nítidas esperadas no serviço”, afirmou Hyemin Cho, executiva de estratégia e negócios da RLWRLD.

Além do setor hoteleiro, a companhia também coleta dados em centros logísticos do grupo CJ Group e em lojas da rede japonesa Lawson, onde trabalhadores têm seus movimentos acompanhados durante a organização de produtos e exposição de mercadorias.

Leia mais:

O objetivo final é desenvolver sistemas capazes de operar diferentes tipos de robôs em fábricas, centros de distribuição e, futuramente, em residências. A destreza das mãos humanas é apontada pelos engenheiros como um dos principais desafios da robótica atual.

O movimento integra a estratégia sul-coreana de expansão na chamada “IA física”, que busca criar máquinas capazes de perceber, decidir e agir no mundo real. O governo do país já anunciou um projeto de US$ 33 milhões para registrar conhecimentos técnicos de trabalhadores experientes e convertê-los em treinamento para robôs industriais.

Grandes conglomerados também aceleram investimentos no setor. A Hyundai planeja usar robôs humanoides desenvolvidos pela Boston Dynamics em suas fábricas a partir de 2028, enquanto a Samsung projeta transformar suas unidades produtivas em “fábricas totalmente orientadas por IA” até 2030.

Mesmo com preocupações sobre impacto no emprego, há trabalhadores que veem a tecnologia como complementar. “Acreditamos que os humanoides podem assumir cerca de 30% a 40% do trabalho”, disse David Park, funcionário da hotelaria. “Mas será difícil substituir a parte que envolve interação humana. Nesse sentido, é mais empolgante do que preocupante.

Esse texto contém informações da EuroNews.

O post Coreia do Sul usa trabalhadores de hotel para treinar robôs humanoides com IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Coreia do Sul usa trabalhadores de hotel para treinar robôs humanoides com IA Read More »

apple chatgpt 1024x682

Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça

A relação entre Apple e OpenAI atravessa um momento de desgaste quase dois anos após o anúncio da integração do ChatGPT aos sistemas da fabricante do iPhone. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a startup de inteligência artificial avalia medidas legais contra a Apple por suposto descumprimento contratual.

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, advogados da OpenAI trabalham com um escritório externo em diferentes possibilidades jurídicas que podem ser executadas em breve. Entre elas, estaria o envio de uma notificação formal alegando quebra de contrato, sem necessariamente iniciar um processo judicial imediatamente. As discussões ocorrem de forma privada, e representantes das duas empresas se recusaram a comentar o caso.

Criadora do ChatGPT avalia ações legais contra a Apple – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

OpenAI diz que integração ficou aquém do esperado

Quando a parceria foi anunciada, em junho de 2024, a OpenAI esperava que a presença do ChatGPT nos sistemas da Apple ajudasse a impulsionar assinaturas pagas do serviço. A companhia também contava com integrações mais profundas em aplicativos do ecossistema da Apple e maior destaque dentro da assistente Siri.

Na prática, porém, executivos da OpenAI consideram que o uso da tecnologia permaneceu limitado e pouco visível para os usuários. Um executivo da empresa afirmou que a Apple “não fez um esforço honesto” para promover a integração.

O acordo permitiu que usuários acessassem respostas do ChatGPT pela Siri e utilizassem a IA em recursos como o Visual Intelligence do iPhone. Posteriormente, a Apple adicionou o ChatGPT ao aplicativo Image Playground para criação de imagens e análise de conteúdos exibidos na tela.

Mesmo assim, estudos internos da OpenAI apontaram que clientes da Apple preferem utilizar o aplicativo independente do ChatGPT em vez da integração nativa da Siri e de outros serviços da empresa.

Recursos limitados geraram frustração

Segundo as fontes da Bloomberg, o formato adotado pela Apple dificultou o uso da tecnologia da OpenAI. Em muitos casos, os usuários precisavam mencionar explicitamente “ChatGPT” ao fazer comandos para a Siri. Além disso, as respostas apareciam em uma janela reduzida e com menos informações do que no aplicativo oficial da OpenAI.

Executivos da startup acreditavam inicialmente que a parceria poderia render bilhões de dólares por ano em assinaturas. Esse cenário, porém, não se concretizou. A OpenAI também avalia que a implementação da Apple acabou prejudicando a percepção da marca entre consumidores.

As tentativas de renegociação do acordo teriam perdido força nos últimos meses. Ainda assim, segundo as fontes, a OpenAI continua tentando resolver o impasse sem recorrer aos tribunais. Uma eventual ação legal não deve acontecer antes do encerramento do processo envolvendo Elon Musk e a OpenAI.

musk openai
Eventual ação judicial só deve acontecer após encerramento envolvendo Elon Musk e a OpenAI – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Apple amplia suporte a rivais do ChatGPT

Outro ponto de tensão envolve os planos da Apple de abrir seus sistemas para outros modelos de IA. A empresa testa integrações com o Claude, da Anthropic, e o Gemini, da Google.

A nova estrutura, chamada de Extensions, deve chegar ao iOS 27 e permitirá que usuários escolham diferentes modelos de IA para responder perguntas na Siri ou gerar textos e imagens. A novidade deve ser apresentada durante a Apple Worldwide Developers Conference, marcada para 8 de junho.

Apesar do aumento da concorrência, um executivo da OpenAI afirmou que a futura integração não motivou a possível ação judicial, já que o acordo nunca foi pensado como exclusivo.

Relação também enfrenta disputas por hardware e talentos

As empresas acumulam outros atritos além do software. A Apple demonstrou preocupação com os padrões de privacidade do ChatGPT desde o início da parceria, embora tenha considerado necessária a integração por causa do atraso de suas próprias ferramentas de IA generativa.

Ao mesmo tempo, a OpenAI passou a atuar de forma mais agressiva no setor de hardware. No ano passado, a companhia adquiriu uma startup de dispositivos criada pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive. O projeto também conta com ex-executivos da Apple, como Tang Tan e Evans Hankey, e trabalha em alternativas ao iPhone e outros aparelhos.

Segundo a reportagem, executivos da Apple também ficaram incomodados com a contratação de engenheiros da divisão de hardware pela OpenAI, que teria oferecido pacotes de ações avaliados em milhões de dólares acima da remuneração praticada pela fabricante do iPhone.

As dificuldades da Apple em entregar recursos de IA dentro do cronograma também aumentaram a pressão sobre a empresa. Neste mês, a companhia fechou um acordo de US$ 250 milhões para encerrar uma ação coletiva que a acusava de publicidade enganosa relacionada às novas funções da Siri anunciadas em 2024.

O post Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça apareceu primeiro em Olhar Digital.

Crise entre Apple e OpenAI pode acabar na Justiça Read More »

apple logo 1024x682

Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS

Pesquisadores de segurança afirmam ter descoberto uma nova maneira de contornar os sistemas avançados de proteção da Apple utilizando técnicas identificadas durante testes realizados, em abril, com uma versão inicial da inteligência artificial (IA) Mythos, da Anthropic.

A descoberta foi feita por especialistas da Calif, empresa de pesquisa em segurança sediada em Palo Alto, na Califórnia (EUA). Segundo os pesquisadores, o método desenvolvido conecta duas falhas do MacOS a um conjunto de técnicas capazes de corromper a memória do computador e obter acesso a áreas do dispositivo que deveriam permanecer inacessíveis.

O mecanismo é classificado como um exploit de escalonamento de privilégios — tipo de ataque que, quando combinado com outras vulnerabilidades, pode permitir que hackers assumam o controle completo de uma máquina.

Para especialistas do setor, o caso chama atenção porque a Apple vem investindo intensamente para tornar o MacOS um dos sistemas operacionais mais difíceis de serem invadidos.

Michał Zalewski, pesquisador de segurança que trabalhou anteriormente no Google e revisou o estudo da Calif sem participar dos testes, afirmou ao The Wall Street Journal que a técnica é relevante justamente pelo nível de proteção implementado pela empresa.

O que diz a Apple sobre a descoberta

A Apple informou que está analisando o relatório produzido pela Calif para validar as conclusões apresentadas. A companhia também destacou que utiliza modelos avançados de IA para testar e corrigir vulnerabilidades.

Segurança é nossa principal prioridade, e levamos muito a sério relatos de potenciais vulnerabilidades”, declarou uma porta-voz da empresa.

Especialistas em cibersegurança vêm alertando que os modelos mais recentes de IA desenvolvidos por empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram a demonstrar capacidade significativamente maior de identificar falhas de software.

Segundo pesquisadores da área, o avanço dessas ferramentas alimenta temores de um cenário apelidado de “Bugmageddon”, caracterizado por uma explosão sem precedentes na descoberta de vulnerabilidades de segurança.

A preocupação envolve tanto a pressão sobre equipes técnicas responsáveis por corrigir falhas quanto os riscos cibernéticos decorrentes da identificação acelerada de brechas em sistemas amplamente utilizados.

Leia mais:

Apple afirma já estar estudando o relatório para reparar as falhas – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Em setembro do ano passado, a Apple anunciou uma tecnologia chamada Memory Integrity Enforcement (MIE), apresentada pela empresa como resultado de um esforço de design e engenharia que teria levado cinco anos.

De acordo com a companhia, o sistema foi desenvolvido a partir da combinação de sua experiência em hardware e sistemas operacionais.

Segundo a Calif, utilizando o Claude — sistema de IA da Anthropic — foi possível desenvolver o código necessário para explorar as duas falhas do MacOS em apenas cinco dias. Apesar disso, os pesquisadores ressaltam que o ataque não poderia ter sido realizado apenas pela IA.

Thai Duong, diretor-executivo da Calif, afirmou que o processo ainda dependeu fortemente da experiência humana dos especialistas em segurança da empresa. Segundo ele, o Mythos demonstra grande capacidade para reproduzir ataques já documentados anteriormente, mas ainda não apresentou habilidade consistente para criar técnicas totalmente inéditas. “Ainda não vimos casos em que ele cria novas técnicas de ataque”, afirmou Duong. “Isso é algo novo.”

Zalewski também avaliou que parte do entusiasmo em torno do Mythos pode ser exagerada, mas reconheceu que as ferramentas mais recentes já permitem realizar “pesquisas significativas sobre vulnerabilidades e auditoria de código”.

Os pesquisadores da Calif ficaram tão entusiasmados com a descoberta que viajaram pessoalmente de Palo Alto até a sede da Apple, em Cupertino, na terça-feira (12), para apresentar um relatório de 55 páginas detalhando as falhas exploradas.

A empresa pretende divulgar os detalhes técnicos do ataque apenas após a Apple corrigir os problemas identificados. Segundo Duong, as vulnerabilidades devem ser solucionadas rapidamente.

Mythos evolui e é cada vez mais testado

  • A Anthropic vem ampliando gradualmente o acesso ao Mythos depois de inicialmente restringir o software a um grupo seleto de empresas e organizações;
  • No início deste ano, uma IA da companhia encontrou mais de 100 vulnerabilidades classificadas como graves no navegador da Mozilla, o Firefox, ao longo de duas semanas;
  • Segundo o texto, esse volume corresponde aproximadamente ao número de falhas que normalmente são descobertas pelo restante da comunidade global de segurança em um período de dois meses;
  • As preocupações relacionadas ao avanço dessas ferramentas de IA também vêm impactando a estratégia do governo dos Estados Unidos para o setor;
  • Segundo o texto, o fenômeno levou a Casa Branca a reavaliar sua abordagem mais flexível em relação ao desenvolvimento de IA;
  • O governo estadunidense agora considera a possibilidade de emitir uma ordem executiva que concederia supervisão governamental sobre os modelos de IA mais avançados.

O post Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS apareceu primeiro em Olhar Digital.

Claude Mythos descobre falhas de segurança no macOS Read More »

openai 3 1024x637

OpenAI sugere órgão global de IA nos moldes de agência nuclear sob comando dos EUA

A OpenAI sugeriu a criação de um órgão global de governança para a inteligência artificial (IA), que seria liderado pelos Estados Unidos e contaria com a participação da China como membro. 

A proposta foi detalhada pelo vice-presidente de Assuntos Globais da empresa, Chris Lehane, em Washington, poucas horas antes do início da cúpula entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, em Pequim.

O projeto surge num momento de tensão, no qual empresas americanas acusam desenvolvedores chineses de “destilarem” modelos de ponta dos EUA de forma injusta para criar sistemas rivais sem gastar tanto.

OpenAI propõe modelo baseado na segurança nuclear e cooperação técnica

“A IA, em algum nível, transcende muitos dos problemas predominantes ou tradicionais relacionados ao comércio”, afirmou Chris Lehane em coletiva acompanhada pela Bloomberg.

Segundo o executivo, existe uma oportunidade real para que países de todo o mundo participem de uma construção global. Lehane citou que uma organização desse tipo poderia se assemelhar à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que já inclui o país asiático e define padrões de segurança nuclear.

Para colocar esse plano em prática, a OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora. 

OpenAI sugeriu unir o centro de tecnologia do governo dos EUA a outros institutos de segurança mundo afora – Imagem: Evolf/Shutterstock

A ideia é criar um conjunto de regras que todos os países sigam para garantir o uso seguro da IA. Mas a recepção da Casa Branca à ideia de diretrizes mundiais que incluam Pequim ainda é incerta.

Além da cooperação internacional, a empresa propôs que o governo dos EUA passe a exigir que pesquisadores federais avaliem os modelos de ponta

O objetivo é testar a segurança dessas tecnologias em ambiente sigiloso antes da implantação comercial. Isso garantiria um nível rigoroso de supervisão sobre as capacidades mais avançadas da IA.

Essa postura contrasta com as diretrizes atuais do governo Trump, que prepara uma ordem executiva voltada para a cibersegurança em IA. O texto governamental prioriza uma revisão voluntária dos modelos por parte das empresas, em vez de uma obrigatoriedade.

No entanto, o recente alerta da Anthropic sobre riscos cibernéticos globais descobertos por meio do seu modelo de IA Mythos impactou discussões internas na Casa Branca.

A discussão sobre regulação ocorre enquanto uma comitiva americana, que inclui o CEO da Nvidia, Jensen Huang, cumpre agenda na China. Embora temas como o fluxo de terras-raras e produtos agrícolas estejam na pauta comercial, a IA tornou-se ponto central das negociações.

O post OpenAI sugere órgão global de IA nos moldes de agência nuclear sob comando dos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

OpenAI sugere órgão global de IA nos moldes de agência nuclear sob comando dos EUA Read More »