O Google Chrome tem instalado o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini Nano em computadores de usuários sem pedir autorização de maneira explícita. Ele ocupa cerca de 4 GB de armazenamento e é ativado automaticamente em versões recentes do navegador.
A instalação, que atinge dispositivos com a versão 147 do Chrome, foi detalhada pelo cientista da computação e advogado sueco Alexander Hanff em postagem no seu blog That Privacy Guy.
De resumos a detecção de golpes: para que serve o modelo de IA instalado compulsoriamente pelo Google
Segundo o Google, o Gemini Nano é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local.
O modelo de IA generativa é voltado para funções integradas ao navegador, como detecção de golpes, resumos de páginas da web e organização de abas.
A tecnologia também permite que o Chrome ofereça assistência para a escrita e reformulação de textos diretamente no computador do usuário.
Gemini Nano instalado pelo Chrome é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local, diz o Google – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock
Segundo Hanff, o download do arquivo ocorre quando as funções de IA estão ativas nas configurações. Como esses recursos estão ligados por padrão nas atualizações mais recentes do software, computadores compatíveis recebem a IA de forma automática durante o uso.
“Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem”, afirmou o Google em nota, segundo o G1.
A empresa acrescentou que o modelo é desinstalado automaticamente caso o computador apresente escassez de recursos de hardware.
Desde fevereiro de 2026, o navegador disponibiliza uma opção para interromper o funcionamento do modelo. O usuário pode desativar a função “IA do dispositivo” no menu “Sistema” dentro das configurações do Chrome para remover o Gemini Nano e impedir novos downloads ou atualizações.
A OpenAI apresentou, nesta quinta-feira (7), três modelos de áudio para sua plataforma de desenvolvedores, com o objetivo de tornar agentes de software baseados em voz mais conversacionais e capazes de completar tarefas em tempo real.
O lançamento da interface de programação de aplicações (API, na sigla em inglês) leva a criadora do ChatGPT além da transcrição e chat, direcionando para agentes que podem ouvir, traduzir e agir durante conversas ao vivo.
Os novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI;
O GPT-Realtime-2 foi projetado para gerenciar solicitações mais complexas, chamar ferramentas, lidar com interrupções e manter contexto em sessões de voz mais longas;
O segundo modelo suporta tradução de mais de 70 idiomas para 13 idiomas de saída, direcionado para suporte ao cliente, educação e outros ambientes;
O GPT-Realtime-Whisper fornece conversão de fala para texto ao vivo, permitindo que legendas, notas de reuniões e atualizações de fluxo de trabalho sejam geradas enquanto o palestrante fala.
Novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI – Imagem: Primakov/Shutterstock
Entre os clientes testando os modelos estão o marketplace imobiliário online Zillow, a agência de viagens online Priceline e a empresa europeia de telecomunicações Deutsche Telekom. Os preços do GPT-Realtime-2 começam em US$ 32 (R$ 158,26) por milhão de tokens de entrada de áudio, o GPT-Realtime-Translate custa US$ 0,034 (R$ 0,17) por minuto e o GPT-Realtime-Whisper US$ 0,017 (R$ 0,084) por minuto.
GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando
A OpenAIpode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.
A OpenAIanunciou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do GPT-5.5-Cyber, uma variação do seu modelo de inteligência artificial (IA) mais recente, disponível em capacidade de pré-visualização limitada para equipes de cibersegurança selecionadas. O movimento ocorre um mês após a rival Anthropic ter atraído investidores e autoridades governamentais com o Claude Mythos Preview.
A pré-visualização do GPT-5.5-Cyber não pretende ser um grande avanço em termos de capacidade cibernética, mas foi treinada para ser mais permissiva em tarefas relacionadas à segurança, informou a OpenAI em post no blog. A empresa havia anunciado o GPT-5.5 no final do mês passado.
GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, chega para rivalizar com Claude Mythos, da Anthropic
Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware. As proteções integradas ao modelo GPT-5.5 disponível publicamente tornariam essas tarefas mais desafiadoras.
“O GPT‑5.5‑Cyber permite que um conjunto menor de parceiros estude fluxos de trabalho avançados, onde o comportamento de acesso especializado pode importar”, disse a OpenAI no post.
Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware – Imagem: JRdes/Shutterstock
Ao lançar o Mythos no mês passado, a Anthropic decidiu limitar o acesso a um grupo seleto de empresas como parte de uma nova iniciativa de cibersegurança chamada Projeto Glasswing;
O CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se com membros seniores do governo de Donald Trump para discutir o modelo e seu potencial poder, mesmo após a empresa ter sido colocada na lista negra pelo Pentágono apenas semanas antes;
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se com CEOs de grandes bancos estadunidenses para discutir o Mythos no mês passado;
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e Bessent também realizaram uma ligação com CEOs de tecnologia líderes antes do lançamento do modelo.
A adoção acelerada da inteligência artificial (IA) está levando executivos de grandes empresas a tomar decisões estratégicas difíceis sobre o futuro do trabalho. Em meio ao avanço da tecnologia, líderes corporativos se dividem entre duas abordagens principais: reduzir o quadro de funcionários ou manter as equipes e exigir mais produtividade.
O debate ganhou força após anúncios recentes de cortes e reestruturações em empresas de tecnologia e serviços financeiros.
O CEO da Coinbase Global, Brian Armstrong, afirmou ao The Wall Street Journal que a companhia reduzirá 14% de sua força de trabalho à medida que a IA altera “como trabalhamos”. Já o PayPal planeja cortar 20% de seu quadro ao longo dos próximos dois a três anos, como parte de uma estratégia para ampliar o uso da tecnologia.
Na direção oposta, o presidente da Axon Enterprise, Josh Isner, buscou tranquilizar os mais de cinco mil funcionários da empresa ao afirmar que a IA não deve provocar demissões no curto prazo. Em mensagem interna, ele destacou que vê a tecnologia como uma ferramenta para ampliar a capacidade das equipes, e não substituí-las.
“Estou pensando na IA como algo que permite que nossas equipes façam mais, não como algo que as substitui”, escreveu. Mesmo com ganhos de produtividade significativos, ele afirmou que novos problemas continuarão surgindo. “Ignorem o ruído e continuem mandando ver”, acrescentou.
Coinbase é uma das empresas que vê o corte de pessoal como solução – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock
O posicionamento de Isner surge em um momento de ansiedade crescente nas corporações estadunidenses, diante do potencial da IA de acelerar tarefas e substituir parte do trabalho de profissionais qualificados. Nesse cenário, executivos enfrentam uma escolha central: usar a tecnologia para enxugar equipes ou expandir a capacidade produtiva dos funcionários atuais.
As duas visões têm sido evidenciadas em teleconferências de resultados e comunicados recentes. Armstrong afirmou que a Coinbase eliminará centenas de postos de trabalho conforme a IA se torna mais integrada às operações da plataforma de criptomoedas. Segundo ele, os funcionários passarão a gerenciar agentes automatizados capazes de executar parte das atividades.
Outras empresas seguem caminho semelhante. O CEO da Bed Bath & Beyond, Marcus Lemonis, afirmou a investidores que a companhia deve enfrentar uma “redução significativa no número de funcionários” com a adoção da tecnologia.
Já a diretora financeira da Meta, Susan Li, questionou quantos empregados a empresa realmente precisará no futuro à medida que a IA avance. “Não sabemos qual será o tamanho ideal da empresa no futuro”, disse.
Por outro lado, há empresas que buscam manter o número de funcionários estável, ainda que sem novas contratações, apostando em ganhos de eficiência. O co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, explicou que as companhias podem optar por transformar rapidamente ganhos de produtividade em redução de custos ou, alternativamente, manter o quadro atual e produzir mais.
Segundo ele, o Spotify escolheu a segunda estratégia. “Estamos mantendo nosso número de funcionários praticamente estável e simplesmente entregando muito mais, mais valor aos consumidores”, afirmou.
Spotify vai na contramão de algumas empresas e tenta alinhar trabalho humano com a IA – Imagem: PixieMe/Shutterstock
Para especialistas em Recursos Humanos (RH), focar apenas na eficiência pode limitar o potencial da tecnologia;
Nickle LaMoreaux, diretora de RH da IBM, afirmou que líderes empresariais podem perder oportunidades se não conectarem o uso da IA ao crescimento. “Nas discussões de liderança, vocês estão pensando nessa ideia de sair da IA para produtividade e da IA para crescimento?”, questionou;
Embora seja difícil prever o tamanho da força de trabalho no futuro, ela afirmou que, se pudesse antecipar, seria maior;
Ainda assim, nem todas as empresas têm a mesma margem de manobra. Na Meta, investimentos massivos em data centers e infraestrutura de IA estão impulsionando planos de demitir cerca de oito mil funcionários, aproximadamente 10% do quadro, segundo o CEO, Mark Zuckerberg;
Cortes em larga escala também são vistos como uma forma rápida de melhorar resultados financeiros e impulsionar o valor das ações. Empresas, como Block e Snap, registraram alta em seus papéis após anúncios de demissões relacionadas à IA.
Tecnologia em prol da produtividade
Uma pesquisa recente da Gartner, com 350 profissionais de nível médio ou superior, indica que cerca de 80% das empresas que utilizam agentes de IA, automação inteligente ou tecnologias autônomas estão reduzindo suas equipes.
Armstrong afirmou a funcionários que, apesar da redução no quadro, a IA permitirá aumentar a produtividade.
Segundo ele, tornar a empresa mais enxuta é necessário em um mercado de criptomoedas em baixa e ajudará a posicionar melhor a companhia para o crescimento. “Ao longo do último ano, vi engenheiros usarem IA para entregar em dias o que antes levava semanas para uma equipe”, escreveu. “Essa é uma nova forma de trabalhar.”
A visão, no entanto, não é consensual. Justin Briley, desligado da Coinbase, questionou se menos funcionários realmente permitirão crescimento. “Já éramos uma equipe bem enxuta”, afirmou.
IA não necessariamente substitui; ela pode aumentar a produtividade – Imagem: Andrii Yalanskyi/Shutterstock
Ele disse que utilizava IA para ganhar eficiência em seu trabalho e acredita que a tecnologia tende a gerar mais trabalho no futuro. “A IA foi vendida como uma solução para o trabalho”, disse, prevendo que ela criará “mais trabalho, não menos”.
Mesmo nas empresas que evitam demissões, mudanças são inevitáveis. Especialistas apontam que muitas funções serão transformadas ou combinadas, reunindo responsabilidades de diferentes cargos.
Na Synchrony Financial, que emite cartões de crédito para empresas, como PayPal, Sam’s Club e Lowe’s, o diretor de RH, DJ Casto, afirmou que já prepara os funcionários para realocações internas, e não para cortes. Em alguns casos, as mudanças poderão ser permanentes; em outros, temporárias. “Teremos que ser muito mais ágeis”, disse. “Precisaremos nos acostumar com um cenário menos definido.”
Na Axon, apesar da mensagem tranquilizadora, gestores reconhecem que há preocupação entre os funcionários sobre possíveis cortes. A empresa, que produz softwares e equipamentos de segurança, como Tasers e câmeras corporais, viu suas ações caírem cerca de 30% no ano, em meio ao receio de investidores sobre os impactos da IA no setor.
Ainda assim, Isner reforçou que a empresa segue forte e continuará precisando de pessoas. “Minha aposta é que ainda precisaremos contratar bastante”, afirmou. Para reforçar o argumento, ele sugeriu que funcionários acessem a página de carreiras da OpenAI. “Há cerca de 800 vagas listadas”, disse.
A Anthropic fechou um acordo com a SpaceX de Elon Musk para ampliar sua capacidade computacional e atender à crescente demanda por seu software de inteligência artificial (IA) Claude.
A empresa planeja acessar recursos computacionais do grande data center da SpaceX em Memphis (EUA), conhecido como Colossus 1, conforme anunciaram as duas companhias nesta quarta-feira (6).
Segundo a startup, a parceria com a empresa espacial aumentará “substancialmente” seus recursos computacionais e permitirá que eleve seus limites de uso em seus produtos de IA. Os termos do acordo, contudo, não foram divulgados.
Ainda, como parte do novo acordo, a Anthropic disse que “manifestou interesse em firmar parceria com a SpaceX para desenvolvimento de múltiplos gigawatts [GW] de capacidade de computação de IA orbital”.
Nesse sentido, vale lembrar que Musk já demonstrou interesse em instalar data centers no espaço e aproveitar a energia solar para alimentá-los.
Empresa espacial de Elon Musk vai fornecer acesso ao seu data center – Imagem: Findaview / Shutterstock
Não é só a SpaceX: Anthropic fecha acordos com rivais
Esse não é o primeiro contrato desse tipo que a Anthropic firma. Recentemente, a empresa de Dario Amodei fechou acordo com o Google para fornecimento de chips e serviços em nuvem.
A SpaceX foi recém-fundida com a xAI — startup de IA de Musk e que está atrasada em termos de programação. Mas ela está à frente de algumas empresas na construção de data centers e armazenamento de chips da Nvidia.
Esses contratos da xAI podem posicioná-la como provedora de infraestrutura e impulsionar sua receita, tempos antes de a SpaceX realizar sua abertura de capital.
SpaceX também tem negócios com outras companhias do setor
Antes desse acordo com a Anthropic, a SpaceX chegou a fechar negócio com a empresa de programação de IA Cursor. A xAI está construindo data centers no Estado do Tennessee (EUA) e Mississippi (EUA) e obteve recursos para alugar chips para tais locais.
Recentemente, a SpaceX estimou, em documento, que a fábrica de chips planejada para ser erguida em parceria com sua “empresa-irmã” Tesla custará US$ 55 bilhões (R$ 271,8 bilhões), podendo chegar a US$ 119 bilhões (R$ 588,1 bilhões) caso as fases adicionais do projeto sejam concluídas.
O espaço, que será responsável pela fabricação de semicondutores e computação avançada de última geração e verticalmente integrada, será instalado no Condado de Grimes, no Texas (EUA).
A Meta está desenvolvendo um assistente de inteligência artificial (IA) “agêntico” altamente personalizado para executar tarefas cotidianas para seus bilhões de usuários. O projeto será alimentado pelo novo modelo de IA da empresa, o Muse Spark, segundo o Financial Times.
A ferramenta está em fase de testes internos e busca automatizar funções como navegação na web e gerenciamento de e-mails. Além disso, a Meta planeja integrar uma ferramenta agêntica de compras ao Instagram antes do quarto trimestre de 2026.
Meta investe em agentes de IA autônomos para automatizar tarefas cotidianas
O objetivo da Meta é desenvolver um produto similar ao OpenClaw, que permite a criação de bots para completar tarefas de forma autônoma.
Segundo o portal The Information, o projeto interno tem o codinome “Hatch” e deve concluir os testes até o fim de junho. A iniciativa reforça a estratégia do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de colocar a IA no centro dos produtos de consumo da companhia.
Zuckerberg quer colocar a IA no centro dos produtos de consumo da Meta – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
Zuckerberg afirmou, em conferência com investidores, que o OpenClaw ainda é difícil de operar para a maioria dos usuários.
“Como você faz uma versão dessa experiência que seja muito mais polida, ajustada e fácil, e que já tenha toda a infraestrutura basicamente pronta para as pessoas e que simplesmente funcione?”, questionou o executivo.
O CEO ressaltou que deseja criar agentes que facilitem o comércio eletrônico e o contato entre empresas e clientes.
A empresa quer que os usuários compartilhem dados sensíveis, incluindo informações de saúde e financeiras, com os novos assistentes.
Contudo, uma fonte familiarizada com o projeto afirmou ao Financial Times que “existe um déficit de confiança tão vasto quanto o Grand Canyon” em relação à privacidade.
Em fevereiro, a diretora de segurança da Meta, Summer Yue, contou numa postagem no X/Twitter que o OpenClaw havia começado a deletar sua caixa de entrada de e-mails indevidamente.
O investimento na tecnologia ocorre enquanto a Meta eleva sua previsão de gastos de capital para até US$ 145 bilhões (R$ 712 bilhões) em 2026.
A OpenAIpode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.
As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.
【Industry Check Update】OpenAI appears to be fast-tracking its first AI agent phone, with mass production targeted as early as 1H27. Potential drivers include supporting a year-end IPO narrative and intensifying competition in AI agent phones. MediaTek currently appears better… https://t.co/wtumZ4XgA7
Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.
A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.
Projeções ambiciosas de vendas
Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.
As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.
A startup brasileira de tecnologia jurídica Enter anunciou uma nova rodada de investimentos que elevou sua avaliação para US$ 1,2 bilhão, passando a integrar o grupo de empresas conhecidas como unicórnios — termo usado para startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. O aporte de US$ 100 milhões foi liderado pela Founders Fund, com participação de investidores como Sequoia Capital e Ribbit Capital.
Com sede em São Paulo, a Enter desenvolve soluções de inteligência artificial (IA) voltadas ao setor jurídico, com foco em ajudar empresas a lidar com o grande volume de processos de consumo e trabalhistas no Brasil. A proposta da companhia é automatizar todas as etapas do litígio, do início ao fim.
Da esquerda para a direita, Henrique Vaz, Mateus Costa-Ribeiro e Michael Mac-Vicar, fundadores da startup brasileira de IA jurídica Enter – Imagem: Divulgação / Enter
IA para automatizar processos jurídicos
Segundo o cofundador e CEO Mateus Costa-Ribeiro, a tecnologia da empresa atua em todas as fases de um processo. “Cada etapa que você pode imaginar em um caso judicial é primeiro conduzida por um agente de IA antes de envolver um humano”, afirmou à Bloomberg.
Fundada em 2023 por Costa-Ribeiro ao lado de Michael Mac-Vicar e Henrique Vaz, ex-executivos da Wildlife Studios, a Enter atende clientes como Airbnb, Azul, Bradesco, LATAM Airlines, Mercado Livre e Nubank. A plataforma pode elaborar peças jurídicas, calcular custos de acordos e até buscar informações específicas, como condições climáticas relacionadas a disputas.
A empresa também utiliza engenheiros dedicados para integrar suas soluções aos sistemas das companhias clientes, muitas vezes considerados antigos ou fragmentados.
Crescimento e mercado competitivo
A Enter faz parte de uma nova geração de startups de IA voltadas ao setor jurídico, que têm atraído investimentos relevantes. Empresas como Harvey e Legora também receberam avaliações bilionárias recentemente, enquanto desenvolvedoras como Anthropic PBC ampliam sua atuação nesse segmento.
Costa-Ribeiro afirma ver espaço para consolidar a atuação da Enter no Brasil e na América Latina. Já Matias Van Thienen, sócio do Founders Fund, destacou que o investimento considera o potencial da empresa em um dos mercados mais litigiosos do mundo.
Modelo de negócios e expansão
Atualmente, a Enter possui mais de 45 clientes, incluindo empresas de setores regulados como o bancário, e já ultrapassou a marca de 300 mil casos gerenciados por ano. Cerca de 30% da remuneração da empresa depende do sucesso nos processos, enquanto o restante é cobrado antecipadamente pelo uso da tecnologia.
De acordo com o CEO, muitos casos são resolvidos em dois a três meses, o que contribui para a redução de custos dos clientes. Com o novo investimento, a empresa pretende expandir suas operações para outras regiões, embora não tenha detalhado quais mercados serão priorizados. Também há planos para ampliar a equipe de cerca de 100 para 150 funcionários.
A Anthropic anunciou nesta terça-feira (5) o lançamento de 10 novos agentes de inteligência artificial voltados para bancos e empresas de serviços financeiros. A iniciativa integra a estratégia da companhia para ampliar sua presença entre clientes corporativos, ao mesmo tempo em que busca crescimento de receita e avança em direção a uma possível oferta pública inicial (IPO) ainda neste ano.
Os novos agentes foram desenvolvidos para automatizar tarefas comuns do setor financeiro, como a criação de pitchbooks, o fechamento de livros contábeis e a elaboração de memorandos de crédito.
Anthropic avança rumo a uma possível IPO em 2026 – Imagem: Mehaniq/Shutterstock
Automação de processos financeiros
Segundo a empresa, os agentes atendem demandas recorrentes de instituições financeiras ao automatizar atividades operacionais. A proposta é facilitar o uso da IA em processos já consolidados no setor, ampliando sua aplicação prática no ambiente corporativo.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da Anthropic para reduzir a distância entre o avanço da tecnologia e a capacidade das empresas de adotá-la. Jonathan Pelosi, chefe de serviços financeiros da companhia, afirmou ao Wall Street Journal que a proposta é ir além de usos básicos de IA, como redação de e-mails ou pesquisas simples, e avançar para aplicações mais complexas, como a montagem de apresentações para bancos de investimento.
Parcerias e expansão no setor
Nos últimos dias, a Anthropic também anunciou uma parceria com a Fidelity National Information Services para desenvolver softwares de IA capazes de monitorar contas em busca de sinais de crimes financeiros. Além disso, revelou uma joint venture de US$ 1,5 bilhão com empresas de Wall Street para comercializar ferramentas de IA, incluindo para companhias apoiadas por private equity.
A empresa também ampliou a integração do seu principal produto, o Claude, com o pacote corporativo da Microsoft, o Microsoft 365, bastante utilizado por instituições financeiras. Houve ainda expansão de parcerias técnicas com plataformas como Dun & Bradstreet e Moody’s.
Anthropic trabalha na integração do Claude com o Microsoft 365 – Imagem: Mijansk786/Shutterstock
Corrida por IPO e adoção corporativa
Os movimentos reforçam a importância do setor financeiro para os negócios da Anthropic. A área já representa sua segunda maior fonte de receita corporativa, atrás apenas do setor de tecnologia.
Ao mesmo tempo, a empresa disputa espaço com a OpenAI, que também tem avançado no mercado financeiro e busca ampliar a adoção de suas ferramentas por grandes empresas. Ambas caminham em direção a possíveis IPOs até o fim do ano, dependendo da capacidade de demonstrar crescimento e adesão corporativa.
Durante um evento em Nova York, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que o principal desafio não está no desenvolvimento da tecnologia, mas na sua disseminação entre grandes organizações, que tendem a adotar inovações de forma mais gradual.
No mesmo evento, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que o banco já possui centenas de casos de uso de IA, incluindo aplicações em risco, fraude, marketing e revisão de documentos, destacando que a adoção da tecnologia ainda está em estágio inicial.
A OpenAI anunciou uma atualização no modelo padrão do ChatGPT, introduzindo o GPT-5.5 Instant como a nova base da plataforma. Segundo a empresa, a nova versão é mais inteligente, mais precisa e oferece respostas mais claras e concisas, além de ampliar os recursos de personalização.
De acordo com a OpenAI, o GPT-5.5 Instant apresenta “melhorias significativas em factualidade em todos os aspectos”, atacando um dos principais problemas dos modelos de inteligência artificial: as chamadas alucinações, quando o sistema inventa informações.
Com base em “avaliações internas”, o modelo produziu “52,5% menos alegações alucinadas” em comparação com o GPT-5.3 Instant em prompts de alto risco envolvendo áreas, como medicina, direito e finanças. Além disso, houve uma redução de 37,3% em afirmações incorretas em conversas especialmente desafiadoras sinalizadas por usuários por conterem erros factuais.
A empresa também afirma que o modelo é “mais capaz em tarefas do dia a dia”, incluindo análise de imagens e fotos, respostas a questões relacionadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de decidir quando recorrer à busca na web para oferecer respostas mais úteis. Esses avanços também se refletem em melhorias em avaliações relacionadas a raciocínio visual, matemática e ciência.
Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 Instant traz respostas “mais enxutas e diretas ao ponto”, mantendo o conteúdo essencial, mas reduzindo a verbosidade e o excesso de formatação que tornavam respostas longas demais.
O modelo também faz menos perguntas de acompanhamento desnecessárias e evita elementos que podem poluir a resposta, como “emojis gratuitos”. Ainda assim, a empresa afirma que o sistema mantém um tom conversacional mais natural e a “calidez” que caracteriza o ChatGPT.
OpenAI promete menos alucinações na nova atualização – Imagem: JRdes/Shutterstock
Outro destaque da atualização é o avanço na personalização. O GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, como o Gmail, para oferecer respostas mais relevantes;
O modelo também consegue identificar quando a personalização pode melhorar uma resposta e realiza buscas mais rápidas em conversas passadas, reduzindo a necessidade de o usuário repetir informações;
A OpenAI também introduziu o recurso “memory sources” em todos os modelos do ChatGPT, que permite ao usuário visualizar quais informações foram utilizadas para personalizar uma resposta. Com a funcionalidade, é possível ver, por exemplo, memórias salvas ou trechos de conversas anteriores usados como base, além de excluir ou corrigir dados considerados desatualizados ou irrelevantes;
A empresa ressalta que os “memory sources” não são exibidos para outras pessoas caso uma conversa seja compartilhada e que o usuário mantém controle total sobre suas informações. É possível apagar chats, editar memórias salvas ou utilizar conversas temporárias que não utilizam nem atualizam a memória;
A OpenAI também observa que o recurso pode não exibir todos os fatores que influenciaram uma resposta, mostrando apenas os contextos mais relevantes, mas afirma que continuará aprimorando a ferramenta.
GPT-5.5 Instant passa a utilizar de forma mais eficiente o contexto de interações anteriores, arquivos e até contas conectadas, para oferecer respostas mais relevantes – Imagem: Primakov/Shutterstock
Disponibilidade
O GPT-5.5 Instant começou a ser disponibilizado a partir desta terça-feira (5) para todos os usuários do ChatGPT, substituindo o GPT-5.3 Instant como modelo padrão. Ainda assim, a versão anterior permanecerá disponível por três meses, antes de ser descontinuada, permitindo uma transição gradual.
Os recursos avançados de personalização, incluindo o uso de histórico de chats, arquivos e Gmail, estão sendo liberados inicialmente para usuários dos planos Plus e Pro na versão web, com previsão de chegada aos aplicativos móveis em breve. A OpenAI também planeja expandir essas funcionalidades para usuários Free, Go, Business e Enterprise nas próximas semanas.
Já o recurso de “memory sources” está sendo liberado para todos os planos de consumo do ChatGPT na web e deve chegar em breve aos dispositivos móveis. A disponibilidade de algumas fontes de personalização pode variar conforme a região.