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Novo ChatGPT chegará amanhã; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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SpaceXAI planeja lançar novo modelo de IA em parceria com a Cursor

A SpaceXAI e a Cursor planejam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Concorrência no setor de IA

  • Modelos avançados de IA estão no centro do atual boom do setor;
  • Espera-se que o novo modelo processe informações rapidamente, tornando-o competitivo em alguns aspectos com o Opus 4.8, da Anthropic, e o GPT 5.5, da OpenAI, conforme o relatório;
  • Procurada pela Reuters, a Cursor não quis comentar, enquanto a SpaceXAI não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Empresa de Elon Musk adquiriu a Cursor por oferta bilionária – Imagem: Reprodução/X/Cursor

Aquisição bilionária

Em junho, a SpaceX, de Elon Musk, anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita. A xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Nova IA da Meta, Muse Image usa ideias simples para criar imagens

A Meta Platforms anunciou nesta terça-feira (7) o lançamento gradual do Muse Image, seu primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A tecnologia passa a integrar o chatbot Meta AI e será expandida para diferentes plataformas da empresa.

O novo sistema permite criar imagens a partir de comandos detalhados, interpretar instruções complexas e modificar resultados gerados com auxílio de desenhos ou anotações feitas pelos usuários. A ferramenta também aceita fotos como referência para novos conteúdos visuais.

A companhia informou que o recurso chega inicialmente a alguns países e será utilizado em funções do Instagram Stories e em conversas diretas com o Meta AI no WhatsApp. A expansão para outros mercados e serviços está prevista para etapas futuras.

Novo modelo será integrado ao ecossistema da Meta

Muse Image no WhatsApp – (Divulgação: Meta)

O Muse Image representa mais um movimento da Meta para ampliar sua presença no setor de inteligência artificial generativa, área em que grandes empresas de tecnologia disputam avanços em modelos capazes de produzir conteúdos e executar tarefas automatizadas.

Segundo a empresa, a ferramenta permitirá a criação de mais de 30 novos efeitos de inteligência artificial para o Instagram Stories. Além disso, usuários selecionados poderão gerar imagens diretamente em chats com o Meta AI dentro do WhatsApp.

A Meta afirmou que o uso básico do Muse Image por meio do Meta AI continuará disponível gratuitamente. Recursos adicionais de criação, porém, serão oferecidos dentro dos planos de assinatura da companhia.

Muse Image no Instagram
Muse Image no Instagram – (Divulgação: Meta)

A empresa também informou que pretende levar o modelo ao Facebook e ao Messenger após a fase inicial de distribuição. A ampliação faz parte de uma estratégia para incorporar recursos de inteligência artificial em diferentes produtos de sua plataforma.

O lançamento ocorre após a apresentação do Muse Spark, modelo de inteligência artificial com capacidade de processamento de texto e raciocínio desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A divisão foi criada no ano anterior com o objetivo de fortalecer a posição da empresa na disputa tecnológica envolvendo inteligência artificial.

Além do modelo de imagens, a Meta revelou uma prévia inicial do Muse Video, sistema voltado para geração de vídeos por inteligência artificial. A empresa não divulgou, no material apresentado, detalhes adicionais sobre disponibilidade ou funcionamento dessa tecnologia.

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Pessoas confiam mais em rostos falsos do que em rostos humanos, diz estudo

Imagens de rostos criadas por inteligência artificial (IA) são vistas como mais confiáveis do que imagens de rostos reais, segundo pesquisadores, que alertam para os riscos de fraudes online e outros danos.

Este é o primeiro estudo a examinar a confiabilidade de rostos de IA criados com a mais recente tecnologia de difusão. A pesquisa foi liderada por Alexis McGuire, com Paul Taylor e Sophie Nightingale, da Universidade de Lancaster, Maty Bohacek, da Universidade de Stanford, e Hany Farid, da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Risco de ser enganado por imagens de IA

Alexis McGuire, doutoranda em Psicologia, afirmou ao Phys.org: “Nossa pesquisa mostra que as pessoas correm o risco de serem enganadas por imagens geradas por IA. Esses modelos de IA democratizaram o espaço online e estão acessíveis a qualquer pessoa sem conhecimentos técnicos para criar rostos falsos que podem ser usados para diversos tipos de danos. É importante informar o público sobre a facilidade de criar tais imagens e os possíveis usos indevidos, bem como as maneiras pelas quais podem se tornar vítimas — por exemplo, por meio da disseminação de desinformação, fraude de identidade e catfishing.”

Os humanos são especialistas em processar rostos reais, avaliando automaticamente um rosto em apenas 100 milissegundos. No entanto, os rostos gerados por IA são altamente realistas e estão se tornando mais confiáveis, com tecnologias mais novas e sofisticadas criando imagens falsas capazes de enganar as pessoas cerca de um terço das vezes.

Novas tecnologias de IA estão confundindo nossa mente? – (Reprodução: Techa Tungateja/iStock)

Resultados dos experimentos

  • Quando 169 participantes foram solicitados a observar uma coleção de 96 rostos (diversos em raça, gênero e idade), apresentados aleatoriamente, e indicar se cada rosto era real ou sintetizado por IA, sua precisão média foi de 58,4% — apenas ligeiramente melhor do que uma resposta ao acaso (semelhante ao lançamento de uma moeda, com 50%);
  • Surpreendentemente, os rostos gerados pelo modelo mais recente de difusão de IA (DM) foram avaliados como menos realistas do que os rostos produzidos por um modelo de IA anterior (GAN);
  • Em um experimento subsequente, um novo grupo de participantes foi solicitado a avaliar a confiabilidade de 96 rostos apresentados aleatoriamente, em uma escala de um (muito não confiável) a sete (muito confiável);
  • Os rostos reais foram avaliados como os menos confiáveis, com nota média de 4,03. Ambos os tipos de rostos sintetizados por IA foram avaliados como mais confiáveis do que os rostos reais, sendo que os rostos produzidos pelo modelo de difusão (DM) foram considerados mais confiáveis do que os rostos reais e os rostos GAN;
  • Os rostos GAN receberam nota média de confiança de 4,36, e os rostos sintetizados por difusão (DM) foram os mais confiáveis, com nota média de 4,70.

Um paradoxo psicológico

Os pesquisadores dizem ser intrigante que os rostos sintetizados pelo modelo mais recente de difusão (DM) tenham sido avaliados como menos realistas do que os produzidos por um modelo anterior (GAN) — mas ainda assim, os rostos DM foram considerados os mais confiáveis.

McGuire disse: “Esse achado apresenta um paradoxo e destaca a possibilidade de que os julgamentos de realismo e confiabilidade sejam impulsionados por dois mecanismos psicológicos diferentes.”

Ela alertou que os rostos de IA gerados com a mais recente tecnologia DM poderiam contribuir para uma erosão geral da confiança na sociedade.

“À medida que as imagens geradas por IA se tornam mais sofisticadas e acessíveis, como sociedade, estamos cada vez mais expostos a rostos artificialmente gerados — muitas vezes em cenários nefastos e exploratórios, como desinformação política, fraude financeira e de identidade, e catfishing. É fundamental compreender a ameaça que essa democratização da IA generativa traz, bem como desenvolver estratégias para mitigar potenciais danos a indivíduos, organizações e democracias.”

Publicação e participação

A pesquisa foi publicada no Journal of Vision, com o título “AI-Generated Faces are Becoming More Trustworthy”.

Qualquer pessoa interessada é incentivada a participar de uma pesquisa online anônima chamada “Examining Individual Differences in the Detection of Real and AI-generated Faces”. Os participantes verão uma série de rostos, um de cada vez, e serão solicitados a avaliar se são reais ou gerados por IA, além de responder a algumas outras perguntas, como avaliar seu nível de confiança. Haverá uma pontuação ao final.

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Agora o Claude trabalha por você até com o notebook desligado

Segundo o TechCrunch, a Anthropic ampliou o acesso ao Claude Cowork. O agente de IA voltado para tarefas profissionais agora também pode ser usado na web e em dispositivos móveis.

A novidade permite iniciar uma atividade no computador, acompanhar seu andamento pelo celular e conferir o resultado mais tarde, mesmo com o notebook desligado.

Claude Cowork chega ao celular e à web para acompanhar tarefas profissionais iniciadas no computador. – Imagem: Primakov / Shutterstock

Trabalho continua em qualquer lugar

Lançado para desktop em janeiro, o Claude Cowork passa a integrar também as versões web e móvel para assinantes do plano Max. A mudança facilita o acompanhamento das tarefas sem que o usuário precise permanecer no mesmo dispositivo durante todo o processo.

Se surgir alguma decisão que dependa de aprovação, o agente interrompe a execução e pede a participação do usuário antes de continuar. A ideia é deixar as atividades avançando em segundo plano enquanto outras demandas são realizadas.

Logo da Anthropic em um smartphone na horizontal
A Anthropic aposta em agentes de IA capazes de acompanhar diferentes etapas da rotina profissional. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Uso vai além da programação

A proposta da Anthropic é ampliar o espaço do Cowork nas atividades administrativas que ajudam empresas a funcionar diariamente. Projetos passam a ser compartilhados entre as versões web e desktop, tornando mais simples retomar uma tarefa de onde ela parou.

Entre as funções que o agente pode desempenhar estão:

  • Consolidar informações dispersas em relatórios.
  • Criar listas de verificação para integração de novos funcionários.
  • Produzir apresentações, propostas e textos.
  • Organizar planilhas e outras tarefas administrativas.

Outro recurso destacado é a capacidade de continuar executando tarefas em segundo plano, mesmo quando o dispositivo utilizado estiver offline.

Mãos robóticas sobre um teclado de notebook representam agentes de inteligência artificial realizando tarefas automatizadas na internet.
A nova versão permite compartilhar projetos entre desktop, web e dispositivos móveis. – Imagem: Koupei Studio / Shutterstock

Um exemplo na prática

Para ilustrar esse funcionamento, a empresa descreve uma preparação para reunião. O Claude analisa e-mails, transcrições e notícias recentes, monta um documento de briefing e deixa um e-mail de acompanhamento pronto para revisão, sem enviá-lo automaticamente.

Levantamento revela como empresas usam o Cowork

Uma análise de 1,2 milhão de sessões anonimizadas, realizadas por mais de 600 mil organizações durante as duas últimas semanas de maio, mostra que o uso da ferramenta está concentrado nas atividades que dão suporte ao funcionamento das empresas.

Leia mais:

As operações de processos de negócios responderam por 33,4% das sessões analisadas. Na sequência aparecem criação de conteúdo e redação, com 16,4%. O desenvolvimento de software representou 8,7% da utilização.

Em comunicado, a Anthropic afirmou: “Embora a programação ainda seja — compreensivelmente — um dos usos da IA que mais atrai atenção, o emprego da IA em atividades corporativas cotidianas está em ascensão, e começa a ficar claro em quais tipos de tarefas ela se mostra mais útil.”

A empresa também destacou: “Nosso objetivo é tornar isso uma referência para quem está buscando integrar produtos de IA ao seu trabalho diário e demonstrar onde o valor está mais concentrado.”

Com a chegada à web e aos dispositivos móveis, o Claude Cowork passa a acompanhar o usuário em diferentes momentos da rotina, ampliando o acesso ao agente para tarefas profissionais além do desktop.

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Brinquedos com IA se aproveitam de crianças? O Governo teme que sim

Brinquedos equipados com inteligência artificial comercializados no Brasil passaram a ser alvo de análise do Ministério da Justiça e Segurança Pública após uma avaliação indicar possíveis riscos relacionados à privacidade e ao comportamento de crianças. O levantamento foi divulgado em julho de 2026 pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais.

A análise identificou preocupações envolvendo dispositivos capazes de registrar voz, imagens e informações do ambiente em que são utilizados, além de criar interações personalizadas com crianças. O estudo recomenda que órgãos responsáveis investiguem se fabricantes e plataformas de venda cumprem as exigências de proteção previstas para o público infantil.

A nota técnica foi elaborada pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais, com participação de pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, após a avaliação de seis produtos disponíveis em grandes marketplaces no país. O documento aponta a necessidade de fiscalização sobre transparência, segurança e tratamento de dados coletados.

Ministério aponta possíveis falhas em transparência e proteção de dados

O estudo analisou os dispositivos Loona, EMO, Miko 3, Aibi, Amazon Fire HD Kid Pro e Vector, encontrados em plataformas como Amazon, Mercado Livre, Shopee, AliExpress, Magazine Luiza, eBay e Casas Bahia.

De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, os equipamentos avaliados possuem recursos como câmeras, microfones e sensores que permitem captar diferentes informações durante a utilização. Entre os dados que podem ser registrados estão características da voz, imagens faciais e elementos do espaço doméstico.

Além da coleta de informações, o documento destaca que esses brinquedos utilizam sistemas de inteligência artificial para conversar, responder a comandos e modificar suas interações conforme o comportamento da criança. Para o órgão, essa capacidade de adaptação pode criar relações de proximidade que exigem atenção.

A secretaria afirma que vínculos construídos entre crianças e dispositivos inteligentes podem estimular uma dependência maior do produto e aumentar riscos relacionados ao compartilhamento inadequado de informações. A avaliação também menciona a possibilidade de exposição de dados sensíveis caso existam falhas de segurança nos sistemas.

Entre os exemplos citados no relatório está a boneca My Friend Cayla, que teve sua comercialização proibida na Alemanha após autoridades apontarem que conversas captadas pelo brinquedo poderiam ser acessadas por terceiros. O caso foi usado como referência para discutir riscos envolvendo dispositivos conectados.

O documento também menciona registros de vazamento de áudios de crianças associados ao robô Miko 3. Outro equipamento analisado foi o Loona, um robô que simula um animal de estimação, utiliza processamento de linguagem natural, possui integração com o ChatGPT, conta com câmera para reconhecimento de usuários e sensores para mapear ambientes.

Loona é um pet robô autônomo (Imagem: divulgação/Jianbo)

O Ministério da Justiça também destacou a responsabilidade das plataformas de comércio eletrônico que oferecem esses produtos. Segundo a pasta, os sites devem apresentar informações claras sobre o uso de inteligência artificial, conexão com a internet, riscos à privacidade e necessidade de acompanhamento dos responsáveis.

A recomendação da Secretaria Nacional de Direitos Digitais é que a Secretaria Nacional do Consumidor e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados avaliem possíveis irregularidades envolvendo a divulgação das características dos produtos e o tratamento das informações coletadas.

Os fatos relatados apontam para indícios de possíveis irregularidades, de caráter sistêmico, com potencial de afetar direitos fundamentais de crianças e adolescentes, o que recomenda apuração formal”, afirmou a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, em nota técnica encaminhada aos órgãos responsáveis pela fiscalização.

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IA acelera tarefas, mas enfraquece a autonomia humana

Ferramentas de inteligência artificial já demonstram capacidade de elevar a produtividade em diversas atividades, mas estudos recentes indicam que o uso sem critérios pode enfraquecer habilidades cognitivas dos usuários. Pesquisas analisadas apontam que a dependência excessiva desses sistemas pode reduzir a capacidade de resolver problemas sem auxílio.

O alerta aparece em estudos conduzidos com profissionais e estudantes, nos quais participantes que utilizaram inteligência artificial tiveram ganhos imediatos no desempenho, porém, apresentaram dificuldades quando precisaram executar tarefas sozinhos. As análises foram divulgadas em 2026 por pesquisadores de diferentes instituições.

As conclusões indicam que a tecnologia não representa necessariamente uma ameaça ao pensamento humano, mas exige uma mudança na forma de utilização. A recomendação dos especialistas é usar a IA como ferramenta de apoio ao raciocínio, e não como substituta do esforço intelectual.

Pesquisas mostram ganhos rápidos, mas riscos no aprendizado

ChatGPT é o chatbot da OpenAI – Imagem: arda savasciogullari / Shutterstock

Experimentos realizados com trabalhadores e estudantes apontaram que a inteligência artificial pode melhorar resultados quando aplicada em tarefas compatíveis com suas capacidades.

Em uma pesquisa envolvendo centenas de consultores da Boston Consulting Group, pesquisadores da Wharton School observaram aumento na quantidade de tarefas concluídas e redução do tempo necessário para executá-las entre aqueles que receberam acesso à ferramenta.

O levantamento, publicado em um artigo revisado por pares na revista Organization Science em 2026, mostrou que os participantes auxiliados por IA produziram trabalhos considerados melhores em atividades nas quais a tecnologia apresentava maior domínio. Os maiores avanços ocorreram entre os profissionais que inicialmente tinham desempenho mais baixo.

Resultado semelhante apareceu em uma pesquisa liderada por Grace Liu, da Carnegie Mellon University, sobre resolução de problemas matemáticos. O estudo comparou estudantes com e sem acesso a uma ferramenta de inteligência artificial e identificou desempenho superior entre aqueles que puderam utilizar o recurso durante os exercícios.

Apesar dos benefícios imediatos, os pesquisadores observaram consequências negativas quando a assistência tecnológica foi retirada. Participantes que haviam contado com IA passaram a apresentar desempenho inferior ao de pessoas que nunca utilizaram o recurso e demonstraram menor persistência diante das dificuldades.

Outro estudo analisou como a confiança excessiva nas respostas produzidas por sistemas de IA pode alterar a tomada de decisão. Pesquisadores Steven Shaw e Gideon Nave avaliaram mais de 1.300 participantes e identificaram um comportamento chamado de “cognitive surrender”, situação em que o usuário abandona sua própria avaliação e aceita a conclusão apresentada pela máquina.

Segundo os pesquisadores, a inteligência artificial pode funcionar como uma espécie de terceiro mecanismo cognitivo, além das formas tradicionais de pensamento rápido e análise cuidadosa descritas pelo psicólogo Daniel Kahneman. O problema surge quando esse recurso deixa de complementar o raciocínio humano e passa a substituí-lo.

O desafio de usar IA sem abandonar o pensamento próprio

barra de pesquisa de prompt de comando de IA
Apps de inteligência artificial (Shutterstock_PixieMe)

Especialistas defendem que a principal habilidade diante da inteligência artificial será reconhecer quais tarefas devem permanecer sob responsabilidade humana e quais podem ser delegadas às máquinas. A colaboração funciona melhor quando o usuário entende os limites da tecnologia e consegue avaliar suas respostas.

Uma análise publicada em 2024 na revista Nature Human Behavior, baseada em 106 experimentos com inteligência artificial, indicou que humanos e máquinas apresentam melhor desempenho conjunto quando cada lado atua em tarefas nas quais possui vantagem. Quando o sistema supera o usuário, porém, a dificuldade humana em identificar quando confiar ou discordar da ferramenta pode prejudicar o resultado final.

Pesquisadores ouvidos para a análise destacaram que atividades relacionadas à criação inicial de ideias, elaboração de textos e produção de conhecimento exigem participação humana ativa. Para eles, a inteligência artificial pode ser mais útil na revisão, no questionamento de argumentos e no aprimoramento de trabalhos já desenvolvidos.

A preocupação também envolve a educação. Estudos citados no levantamento indicaram que estudantes podem aprender menos quando utilizam IA apenas para acelerar tarefas escolares. Em contrapartida, quando a ferramenta é usada para receber explicações, fazer perguntas e compreender conceitos, os prejuízos ao aprendizado tendem a ser menores.

A pesquisa realizada por Judy Hanwen Shen e Alex Tamkin, da Anthropic, com desenvolvedores aprendendo uma nova biblioteca de programação, apontou dificuldades de compreensão conceitual, leitura de código e depuração quando a IA era usada como atalho para entregar soluções prontas.

A recomendação dos pesquisadores é transformar a inteligência artificial em uma ferramenta de aprofundamento. Em vez de eliminar o esforço mental necessário para aprender, a tecnologia deveria estimular questionamentos e ampliar a capacidade de análise dos usuários.

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Novo chip da DeepSeek pode mudar a disputa da inteligência artificial

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial, está desenvolvendo um chip próprio para executar modelos de IA e diminuir a dependência de fornecedores como Nvidia e Huawei. O projeto mira a etapa de inferência, responsável por gerar respostas após o treinamento dos sistemas.

Ainda em fase inicial, a iniciativa pode abrir uma nova frente para a empresa, que ganhou destaque mundial após lançar modelos eficientes e passou a representar a ambição chinesa no setor de inteligência artificial.

O chip da DeepSeek ainda está em fase inicial, mas pode mudar a estratégia da empresa no mercado de inteligência artificial. – Imaem: Nuthawut Somsuk/iStock

Chip será focado em executar modelos de IA

Segundo a Reuters, três pessoas familiarizadas com o assunto afirmaram que a DeepSeek trabalha em um semicondutor voltado para inferência, e não para treinar novos modelos. A ideia é desenvolver uma solução própria para uma etapa que ganhou importância com a expansão dos aplicativos de IA.

A movimentação segue uma tendência entre empresas do setor, que buscam maior controle sobre os equipamentos usados para manter seus sistemas funcionando. Além disso, chips especializados podem oferecer ganhos de eficiência em comparação com componentes de uso geral.

Entre os principais objetivos desse tipo de chip estão:

  • Diminuir a dependência de fornecedores externos de semicondutores;
  • Atender ao crescimento da demanda por processamento de IA;
  • Ter mais controle sobre a infraestrutura tecnológica;
  • Criar alternativas diante das restrições dos Estados Unidos a chips avançados.
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
A disputa por chips de IA cresce na China, com empresas como Huawei, Alibaba e Baidu buscando alternativas próprias. – Imagem: THINK A / Shutterstock

DeepSeek entra em disputa por semicondutores na China

Atualmente, a DeepSeek utiliza chips da Nvidia e da Huawei. O modelo R1, que chamou atenção pelo baixo custo de operação e provocou impacto no mercado de tecnologia em janeiro de 2025, foi treinado com o H800 da Nvidia, criado para o mercado chinês e posteriormente proibido pelos Estados Unidos.

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Com as restrições americanas, a Huawei ganhou espaço no mercado interno de chips de IA. Ao mesmo tempo, concorrentes como Alibaba e Baidu passaram a desenvolver seus próprios componentes para disputar esse segmento.

A DeepSeek também tem procurado parceiros para avançar no projeto, incluindo empresas de design de chips, fabricantes de semicondutores e companhias de memória. A startup aumentou a contratação de engenheiros especializados, mas mantém esse movimento de forma discreta.

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, afirmou em uma entrevista concedida em 2024 que os controles de exportação de chips representam um desafio para a companhia.

Ícones do ChatGPT, DeepSeek e Gemini em pasta na página inicial de um iPhone
DeepSeek procura parceiros de design, fabricação e memória para avançar no desenvolvimento do novo chip. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Produção de chip próprio ainda enfrenta obstáculos

Desenvolver um chip capaz de competir no mercado exige anos de trabalho, investimentos elevados e acesso a tecnologias avançadas de fabricação. Esse último ponto é um dos principais desafios para empresas chinesas, que enfrentam limitações relacionadas a equipamentos e componentes estratégicos.

A Nvidia está zerada na China e assim permanecerá. A DeepSeek tem quase nenhuma chance de vender seus chips fora da China, a menos que obtenha acesso a tecnologias de fabricação de ponta.

Richard Windsor, analista da Radio Free Mobile, à Reuters

A busca por autonomia tecnológica acontece junto com uma mudança financeira na DeepSeek. Segundo a Reuters, a empresa pretende captar US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,8 bilhões) em uma rodada inicial, com avaliação estimada entre US$ 52 bilhões e US$ 59 bilhões (cerca de R$ 280 bilhões a R$ 318 bilhões).

O projeto mostra que a corrida da inteligência artificial está se tornando uma disputa por toda a cadeia tecnológica, desde os modelos usados pelos consumidores até os chips que permitem seu funcionamento.

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Google está te usando para treinar IA sem você perceber

O Google começou a implementar uma atualização nas configurações de privacidade de seus serviços de busca que amplia o conjunto de informações passíveis de armazenamento e utilização no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A mudança foi anunciada pela empresa e será aplicada gradualmente ao longo dos próximos meses.

Além do histórico de pesquisas e da navegação realizada por meio das plataformas da companhia, a nova política passa a abranger arquivos enviados pelos usuários, como imagens, áudios e vídeos. Segundo o Google, os dados também podem ser empregados para aprimorar seus serviços e reforçar mecanismos de segurança.

A alteração atinge ferramentas como Search, Maps, Shopping, Flights, Hotels, Translate e News, enquanto o Google Photos permanece fora dessa política. A empresa afirma que os usuários podem modificar as configurações para impedir o armazenamento dessas informações.

Mudança amplia uso de informações para aperfeiçoar inteligência artificial

Busca do Google – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

A atualização nas configurações de privacidade permite que o Google armazene o histórico de pesquisas, dados de páginas acessadas por intermédio de seus serviços, respostas produzidas por inteligência artificial generativa e conteúdos enviados pelos próprios usuários. Entre esses materiais estão imagens, documentos, gravações de áudio e vídeos.

Conforme a documentação disponibilizada pela empresa, esse histórico também pode ser utilizado para desenvolver e aperfeiçoar seus produtos, incluindo modelos de inteligência artificial generativa, além de contribuir para medidas de proteção voltadas ao público, aos usuários e à própria plataforma, com apoio de revisores humanos.

A empresa informou que a implementação ocorrerá de forma gradual nos próximos meses e destacou que o Google Photos não faz parte das alterações anunciadas.

O movimento acompanha uma tendência observada entre empresas do setor de inteligência artificial, que passaram a recorrer cada vez mais às interações cotidianas dos usuários com serviços digitais como fonte de dados para aperfeiçoar seus sistemas, reduzindo a dependência exclusiva de conteúdos coletados na internet.

Logo do Google em um smartphone
Empresa vai recorrer – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

Outras companhias já adotam estratégias semelhantes. A OpenAI mantém o compartilhamento de dados ativado por padrão em contas de consumidores, embora permita que o usuário desative essa opção. Já a Anthropic utiliza um sistema de adesão voluntária para empregar conversas e sessões de programação na melhoria de seus modelos, desde que a configuração permaneça habilitada.

A reportagem lembra ainda que a Meta iniciou, no ano passado, o uso de publicações públicas de usuários europeus para desenvolver tecnologias de inteligência artificial e também enfrentou questionamentos relacionados ao uso de conteúdos captados por seus óculos equipados com IA.

Segundo o Google, os usuários que não desejarem participar desse processo podem desativar separadamente as opções “Search Services History” e “Save Media”. A empresa também oferece configurações para apagar automaticamente os dados armazenados após períodos de três, 18 ou 36 meses.

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Alibaba proíbe funcionários de usar IA da Anthropic por “risco à segurança”

A Alibaba vai proibir seus funcionários de usar as ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic para fins de trabalho a partir desta sexta-feira (10).

A empresa chinesa incluiu o Claude Code em uma lista interna de softwares de alto risco, alegando que a companhia estadunidense representa riscos de segurança por meio de backdoors. A informação foi confirmada pela CNBC com pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram anonimato para falar sobre operações internas.

Os funcionários da Alibaba estão sendo obrigados a desinstalar todos os modelos e produtos de agentes da Anthropic e a adotar o assistente de IA próprio da empresa chinesa, chamado Qoder.

O contexto da decisão

  • A medida ocorre após a Anthropic enviar, em junho, uma carta ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos;
  • No documento, a empresa estadunidense acusou a Alibaba de tentar extrair suas capacidades de IA de forma “descarada” e “ilícita”, classificando a ação como “o maior ataque de destilação conhecido” contra ela até o momento;
  • Os termos de serviço da Anthropic proíbem empresas chinesas e de outras “nações adversárias” de usar seus modelos;
  • A decisão da Alibaba coincide ainda com uma onda de reações negativas na China contra a Anthropic, após publicações no Reddit e no GitHub descreverem o uso de código oculto destinado a detectar se usuários estariam baseados no país.
Empresa dos EUA acusa a chinesa de ataque de destilação – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

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Outras empresas chinesas no centro do debate

O Financial Times reportou na sexta-feira (3) que a Anthropic está tomando medidas para fechar brechas que permitiram a empresas chinesas contornar as restrições e acessar o Claude por meio de terceiros países.

O jornal britânico citou fontes segundo as quais o grupo de fintech Ant teria fornecido a funcionários contas corporativas do Claude acessadas pela intranet da empresa, conectada à sua entidade sediada em Singapura.

Ainda segundo o FT, a ByteDance, controladora do TikTok, não facilita o acesso ao Claude, mas iniciou um programa de reembolso que permite a engenheiros registrar assinaturas pessoais como despesas, acessadas por redes privadas virtuais.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNBC que a política, divulgada em 2 de abril, tem como objetivo incentivar os funcionários a “experimentar e aprender” sobre uma gama mais ampla de produtos de IA para aprimorar suas habilidades. A pessoa pediu anonimato para falar sobre políticas internas.

Ant e ByteDance não comentaram o relato do Financial Times. Alibaba e Anthropic também não se manifestaram.

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