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Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal

O Google e a firma de investimentos Blackstone estariam prestes a criar uma nova empresa de computação em nuvem focada em inteligência artificial (IA), segundo informações exclusivas do The Wall Street Journal. A companhia será estabelecida nos Estados Unidos com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em capital da Blackstone, que será a proprietária majoritária do empreendimento.

A nova empresa utilizará os chips especializados do Google para competir diretamente com players, como a CoreWeave, no mercado de nuvem para IA. O anúncio oficial deve acontecer ainda nesta segunda-feira (18), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A aliança combina a expertise tecnológica do Google em chips para IA com a capacidade de investimento da Blackstone, uma das maiores firmas de investimento globais.

A expectativa é que essa união acirre ainda mais a disputa entre Google e Nvidia, que também fabrica chips para inteligência artificial.

O movimento representa uma aposta significativa no crescente mercado de infraestrutura em nuvem voltada para aplicações de IA, setor que tem atraído bilhões em investimentos nos últimos anos.

Leia mais:

Blackstone será dona majoritária da joint venture – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Competição no mercado de nuvem

  • A nova empresa visa, no ano que vem, disponibilizar 500 MW de capacidade;
  • Também pretende aumentar, substancialmente, essa capacidade ao longo do tempo;
  • A formação da joint venture se dá em momento em que a demanda por poder computacional para treino e execução dos modelos de IA chegou a níveis jamais imaginados;
  • Hoje, parte das companhias depende da infraestrutura de computação da CoreWeave, cujos chips são da Nvidia;
  • O Google servirá à joint venture, além de hardware, software e serviços;
  • O CEO da companhia será o executivo da big tech, Benjamin Treynor Sloss;
  • O Journal trouxe ainda que já há data centers em construção voltados para a nova empresa.

Blackstone investe além do Google

A Blackstone é reconhecida como a maior provedora de data centers no mundo, além de ser uma das empresas mais ativas em Wall Street, com aquisições da operadora de data centers QTS Realty Trust e da operadora de centros de dados AirTrunk.

Ela também já injetou dinheiro na futura “concorrente”, a CoreWeave, além de Anthropic, OpenAI e outras empresas do setor de IA.

Falando na Anthropic, ainda este mês, a startup fechou, ao lado de outras empresas, uma joint venture de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) com a Blackstone. A união realizará a venda de ferramentas de IA para outras companhias.

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Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial

A Amazon passou a disponibilizar, nos Estados Unidos, uma nova funcionalidade dentro do assistente Alexa+, capaz de transformar qualquer tema escolhido pelo usuário em um episódio no formato de podcast produzido por inteligência artificial. A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira (18) e integra o conjunto de recursos do assistente atualizado da empresa.

A proposta permite que o usuário solicite um assunto específico e receba uma prévia do conteúdo planejado antes da geração do áudio, podendo ajustar duração e enfoque da produção. Em seguida, o sistema cria uma gravação com vozes sintéticas que simulam apresentadores.

Segundo a empresa, o recurso utiliza informações de uma rede de mais de 200 veículos de imprensa e outras fontes jornalísticas com as quais mantém parceria, como forma de sustentar a produção de conteúdos em áudio sob demanda.

Para quem tem pressa:

  • A Amazon lançou o Alexa Podcasts dentro do Alexa+, permitindo criar episódios de áudio por IA a partir de qualquer tema solicitado pelo usuário;
  • O sistema monta um roteiro, permite ajustes e gera o conteúdo com vozes sintéticas, disponível no app e dispositivos Echo após notificação;
  • O recurso usa informações de mais de 200 veículos parceiros e marca uma expansão do Alexa para além das funções tradicionais de assistente.

Como funciona o Alexa Podcasts

Caixinha de som smart com Alexa integrada (Reprodução: Lazar Gugleta/Unsplash)

A nova ferramenta opera a partir de comandos diretos de voz ou texto dentro do Alexa+. O usuário define o tema desejado e o sistema estrutura uma espécie de roteiro automático, apresentando antes um resumo (prévia) do que será abordado.

Após essa etapa, é possível ajustar o tamanho do episódio e a abordagem do conteúdo. Só depois dessa confirmação o áudio é gerado, com vozes criadas por inteligência artificial simulando dois apresentadores em diálogo.

Quando finalizado, o episódio fica disponível para reprodução em dispositivos Echo compatíveis e também no aplicativo da Alexa, com notificação enviada ao usuário assim que o conteúdo é concluído.

A empresa afirma que o Alexa Podcasts foi pensado para ampliar o papel do assistente virtual, que deixa de ser apenas uma ferramenta de respostas rápidas e passa a atuar como criador de conteúdos personalizados em áudio.

Entre os materiais utilizados como base de informação estão acordos com agências e veículos como Associated Press, Reuters, The Washington Post, Time, Forbes, Business Insider, Politico, USA Today e publicações do grupo Vox, além de mais de 200 jornais locais nos Estados Unidos.

A Amazon também indica que a tecnologia faz parte de um movimento mais amplo de expansão do uso de inteligência artificial generativa para criar experiências de consumo de informação mais personalizadas.

Leia mais:

Quais assuntos a Alexa pode abordar?

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Aplicativo da Alexa em um celular (Imagem: Matthew Nichols1 / Shutterstock.com)

A Amazon apresentou uma série de exemplos práticos que ilustram o funcionamento do Alexa Podcasts, evidenciando como os episódios produzidos por inteligência artificial podem ir desde abordagens educativas sobre fatos históricos até conteúdos de lazer e aprendizagem personalizada.

Nas demonstrações divulgadas pela companhia, há simulações de diálogos entre dois apresentadores virtuais discutindo temas como a trajetória do Império Romano, os lançamentos mais recentes do cenário musical e até possíveis cenários para a próxima Copa do Mundo.

O sistema também pode ser utilizado sob demanda para gerar conteúdos em formato de áudio com caráter educativo, como explicações sobre acontecimentos históricos relevantes, a exemplo das missões Apollo, ou ainda para aprofundar assuntos ligados aos interesses individuais de cada usuário, como fotografia e diferentes tipos de hobbies.

A ideia central é oferecer materiais personalizados, criados em tempo real de acordo com a necessidade ou curiosidade do momento.

Além disso, a Amazon posiciona essa tecnologia como uma evolução de soluções semelhantes já existentes em outras plataformas, fazendo paralelos com ferramentas como o NotebookLM e também com recursos incorporados a navegadores como o Microsoft Edge, que passaram a incluir a geração automática de podcasts por meio de inteligência artificial.

O recurso ainda é apresentado como um apoio para planejamento de viagens, permitindo ao usuário conhecer previamente aspectos históricos e culturais de destinos como Roma, Tóquio ou Machu Picchu, além de servir como suporte para a exploração de novos interesses e para o desenvolvimento de habilidades profissionais em áreas como liderança e tecnologia.

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OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora

A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.

A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA)não é um advogado” e não exerce a advocacia.

Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.

“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”

Uso de IAs em processos

  • O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
  • A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
  • A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.

De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.

Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock

Leia mais:

O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT

A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.

A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.

“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.

“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.

Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.

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Papa Leão XIV fará alerta sobre IA e guerras em carta à Igreja

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (18) que o papa Leão XIV publicará sua primeira encíclica em 25 de maio. O documento deve abordar o avanço da inteligência artificial (IA), os desafios relacionados aos direitos dos trabalhadores e o uso da tecnologia em conflitos armados.

Intitulado “Magnifica Humanitas” (“Magnífica Humanidade”), o texto foi formalmente assinado pelo pontífice na sexta-feira (15). Segundo o Vaticano, a encíclica tratará da “proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”. Consideradas um dos documentos mais importantes de um pontífice na Igreja Católica, as encíclicas são cartas papais dirigidas a bispos e fiéis para orientar posicionamentos sobre temas sociais, morais e religiosos.

Leão XIV, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, também participará da apresentação oficial do documento no Vaticano no dia da publicação, algo incomum para um líder da Igreja Católica. Tradicionalmente, textos papais desse tipo costumam ser apresentados por cardeais e integrantes da assessoria de imprensa do Vaticano.

Papa se dirigirá aos bispos e fiéis de todo o mundo em sua primeira encíclica, e deve abordar temas atuais como IA e direitos trabalhistas – Imagem: Marco Iacobucci Epp/Shutterstock

Especialista em IA participará da apresentação

O Vaticano informou que o evento contará com a presença de Christopher Olah, cofundador da empresa de inteligência artificial Anthropic. A companhia afirma colocar segurança e mitigação de riscos no centro de suas pesquisas em IA.

Segundo John Thavis, jornalista especializado no Vaticano que acompanhou três papados, esse tipo de texto costuma indicar as prioridades sociais e morais do pontífice. “O primeiro texto desse tipo geralmente serve para mostrar as prioridades do pontífice e os temas sociais e morais que ele considera mais urgentes no mundo moderno”, afirmou Thavis à Reuters.

O convite a Olah também pode refletir o trabalho do pesquisador em mecanismos ligados às redes neurais que formam a base dos sistemas de IA.

Documento pode ampliar atritos com Trump

Nas últimas semanas, Leão XIV tem feito discursos críticos sobre os rumos da liderança política mundial. O papa também irritou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após críticas à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Donald Trump olhando para o lado
Documento tem potencial para ampliar os conflitos entre o presidente dos Estados Unidos e o líder da Igreja Católica – Imagem: Chip Somodevilla/Shutterstock

O documento, preparado há meses, também deve abordar uma série de questões sociais e pode representar a orientação mais ampla da Igreja Católica sobre direitos trabalhistas em décadas.

A presença de Christopher Olah no evento reforçou especulações de que a posição do pontífice sobre inteligência artificial possa se tornar um novo ponto de tensão com o governo Trump. A Anthropic já entrou em choque com a administração republicana ao defender restrições para impedir o uso de seus modelos em finalidades militares, como armas autônomas e vigilância doméstica.

Assinatura ocorreu em data simbólica

Leão XIV assinou o documento em 15 de maio, data que marcou os 135 anos de uma encíclica histórica publicada pelo papa Leão XIII no fim do século XIX. O texto defendia melhores salários e condições de trabalho para operários.

O atual pontífice, que completou um ano de papado em 8 de maio, já fez diversos alertas sobre os riscos da inteligência artificial. Na semana passada, durante discurso na maior universidade da Europa, ele criticou o uso da tecnologia em guerras e citou os conflitos na Ucrânia, em Gaza, no Líbano e no Irã como exemplos de uma “evolução desumana da relação entre guerra e novas tecnologias em uma espiral de aniquilação”.

Leão XIV também publicou outro documento importante em seu primeiro ano de pontificado, concluindo uma exortação apostólica iniciada pelo papa Francisco. O texto defendia mudanças amplas no sistema econômico global para enfrentar o aumento da desigualdade de riqueza.

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Guia prático de IA para povos indígenas; veja como baixar

Em 2022, nosso mundo virou de cabeça para baixo. Surgia no mercado essa nova ferramenta, o ChatGPT. Já se falava de inteligência artificial (IA) antes, mas, naquele momento, essa tecnologia saiu das universidades para fazer parte do nosso dia a dia.

Hoje, quase quatro anos depois, muito mudou:

  • Surgiram outros chatbots, como Gemini e Claude;
  • Nos interessamos pelos impactos ambientais ao conversar com um robô;
  • Houve julgamentos para entendermos quais são as responsabilidades da IA e quais travas de segurança ela deve ter;
  • Começamos a refletir sobre a construção de data centers e os prejuízos que eles podem trazer ao meio ambiente e à sociedade;
  • Conversamos mais sobre quais são esses dados que treinam as IAs;
  • Aprendemos novos conceitos, como prompt, automação, destilação, alucinação e viés.
  • Vimos a primeira lei feita com IA ser aprovada;
  • O Brasil publicou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial…

Diante da rápida velocidade com que ocorrem essas mudanças, algumas coisas têm ficado pelo caminho, como a importância de entendermos os bastidores da IA. Essa etapa é fundamental para usarmos essas ferramentas com autonomia e responsabilidade.

Crianças indígenas usam celulares na aldeia Apyterewa – Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O plano brasileiro e a “IA para o Bem de Todos”

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (ou apenas PBIA) é o documento que guia todas as ações públicas no tema de IA.

Na prática, isso se traduz em resolver problemas reais, mas sem abrir mão da participação de todos, das informações verdadeiras, da segurança coletiva e da proteção dos trabalhadores.

Segundo o plano, publicado em 2024, a meta do governo é investir R$ 23,03 bilhões até 2028 para promover uma “IA para o Bem de Todos”. Como o próprio texto do PBIA destaca:

“A acessibilidade é fundamental, garantindo que os benefícios da IA não se limitem apenas aos cidadãos de países desenvolvidos ou a grupos privilegiados, mas alcancem cidadãos de todos os países e todas as camadas da sociedade, incluindo populações marginalizadas e sub-representadas.”

Guia prático de IA para povos indígenas

Por isso, faz-se tão importante a cartilha “IA em foco: guia prático de tecnologia para povos indígenas” – o primeiro material do país inteiramente dedicado a esse público. O grande desafio é democratizar o debate em um Brasil tão diverso: hoje, são mais de 390 etnias reconhecidas e mais de 290 línguas indígenas faladas.

Mulheres indígenas
Mulheres indígenas do Povo Rikbaktsa filmam com celular dança típica na aldeia Beira Rio, Terra Indígena Erikpatsa. – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em uma linguagem clara e direta, explicamos o que é, como funciona e como usar a inteligência artificial. Além disso, alertamos para os riscos e damos dicas de como conseguir avaliar se um chatbot é bom ou não. A proposta é levar conhecimento para esse grupo, promovendo o acesso democrático.

A produção é da jornalista Layse Ventura, editora do Olhar Digital: “Democratizar a inteligência artificial não é apenas fornecer o acesso aos chatbots, mas garantir que os usuários entendam o que acontece por trás de uma conversa com esses sistemas. Como jornalista de tecnologia, vejo este guia como uma ferramenta de cidadania digital importante.”

Nesse contexto, a pergunta deixa de ser “essa IA é boa?” e passa a ser se esse chatbot “reproduz preconceitos” ou “usa meus dados para treinamento”, para citar algumas. Provavelmente você terá outras questões para fazer e talvez as respostas não sejam sempre as mesmas.

Assim, esta cartilha do Olhar Digital não é o fim em si, mas um meio de contribuirmos com uma formação crítica para que todos nós brasileiros possamos pensar com mais propriedade sobre o tema e cobrarmos das autoridades posturas alinhadas com nossos desejos.

O material está disponível para download em português, mas esperamos que futuramente ganhe traduções e adaptações para alcançar o maior número possível dessas centenas de línguas e culturas que compõem o país.

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YouTube expande ferramenta de detecção de deepfakes por IA para todos os usuários adultos

Em um comunicado publicado no fórum oficial de criadores, o YouTube anunciou a ampliação de sua ferramenta de detecção de deepfakes criados por inteligência artificial para todos os usuários maiores de 18 anos. 

Com a mudança, qualquer pessoa adulta poderá usar o sistema para identificar vídeos que utilizem sua imagem de forma falsa ou manipulada dentro da plataforma.

Em resumo:

  • YouTube libera detector de deepfakes para todos os usuários adultos;
  • Sistema usa selfie para identificar rostos falsificados por inteligência artificial;
  • Plataforma avisa usuários sobre vídeos suspeitos encontrados no YouTube;
  • Pessoas poderão pedir remoção de conteúdos manipulados com suas imagens;
  • Ferramenta busca reduzir golpes, fraudes e desinformação com deepfakes.
Sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem das pessoas em conteúdos gerados por IA – Crédito: Tada Images / Shutterstock

Como funciona o detector de deepfakes do YouTube

A ferramenta funciona a partir de uma digitalização facial feita pelo próprio usuário, semelhante a uma selfie. Com esses dados, o sistema monitora o YouTube em busca de rostos parecidos que possam indicar o uso indevido da imagem da pessoa em conteúdos gerados por IA.

Quando encontra uma possível correspondência, a plataforma envia um aviso ao usuário. A partir disso, ele pode pedir a remoção do vídeo. Segundo o YouTube, o número de solicitações registradas até agora ainda é considerado pequeno.

O recurso começou a ser testado inicialmente com criadores de conteúdo. Depois, foi liberado para jornalistas, políticos, autoridades públicas e profissionais da indústria do entretenimento. Agora, a empresa decidiu abrir o acesso para o público em geral.

A expansão representa um passo importante no combate aos deepfakes, tecnologia que permite criar vídeos muito realistas com rostos falsificados digitalmente. O avanço dessas ferramentas tem aumentado preocupações sobre golpes, desinformação e uso indevido da imagem de pessoas comuns.

Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela
Mulher com cara de desconfiada vendo outro perfil fake se passando por ela (ironicamente, esta mulher também não existe e foi feita por IA) – Crédito: Layse Ventura via ChatGPT / Olhar Digital

Leia mais:

Remoção é feita após análise criteriosa dos vídeos

O YouTube informou que os pedidos de remoção passam por análise baseada em sua política de privacidade. Entre os critérios avaliados estão o nível de realismo do vídeo, a identificação clara de que o conteúdo foi criado por IA e a possibilidade de reconhecer a pessoa mostrada nas imagens.

A plataforma destacou ainda que existem exceções para materiais de sátira, humor ou paródia. Além disso, a ferramenta atua apenas na identificação facial e não inclui outros elementos, como imitações de voz.

Os usuários também poderão deixar o programa quando quiserem e solicitar a exclusão de seus dados faciais armazenados pela empresa. 

No anúncio, o porta-voz Jack Malon afirmou que não há exigência mínima para que alguém participe da ferramenta. “Com essa expansão, estamos deixando claro que, independentemente de os criadores estarem publicando conteúdo no YouTube há uma década ou estarem apenas começando, eles terão acesso ao mesmo nível de proteção”.

O crescimento das deepfakes vem preocupando cada vez mais especialistas, tendo em vista que a tecnologia já foi usada em casos de assédio, fraudes e criação de conteúdos falsos envolvendo adolescentes, celebridades e figuras públicas.

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“Estado vassalo”: CEO de rival da OpenAI faz alerta duro à Europa sobre IA

A Europa tem uma janela de apenas dois anos para evitar uma dependência estrutural das empresas de inteligência artificial (IA) dos Estados Unidos. O alerta foi feito por Arthur Mensch, CEO da startup francesa de IA Mistral, durante uma audiência sobre soberania digital e inteligência artificial realizada na terça-feira na Assembleia Nacional da França.

As informações são do Business Insider. Segundo o executivo de 33 anos, o continente corre o risco de perder não apenas o controle sobre os modelos de IA, mas também sobre a infraestrutura necessária para operá-los, incluindo energia, chips e centros de dados. Para Mensch, a velocidade dos investimentos norte-americanos pode deixar a Europa em uma posição de dependência tecnológica permanente.

CEO da Mistral acredita que a Europa precisa reagir em investimentos em IA, ou pode se tornar dependente da tecnologia dos Estados Unidos – Imagem: Robert Way/Shutterstock

CEO da Mistral fala em “estado vassalo”

Durante a audiência, Arthur Mensch afirmou que a definição do futuro europeu no setor de inteligência artificial acontecerá nos próximos dois anos. O fundador da Mistral disse que, caso a Europa continue importando serviços digitais dos Estados Unidos sem desenvolver sua própria infraestrutura, poderá se tornar um “estado vassalo” das empresas americanas.

“Assim que o fornecimento for monopolizado por atores americanos, de repente não teremos mais fornecimento e não poderemos mais transformar elétrons em tokens”, afirmou o executivo, em referência ao uso de poder computacional para gerar respostas por IA.

A Mistral, considerada uma das startups de IA mais financiadas da Europa e concorrente da OpenAI, tem defendido a ideia de soberania digital europeia como parte central de sua estratégia de código aberto. Mensch afirmou recentemente que governos demonstram interesse crescente em sistemas de IA que possam controlar sem depender das gigantes de tecnologia dos EUA.

Corrida por energia, chips e data centers

Segundo o CEO da Mistral, a disputa global pela liderança em IA está cada vez mais ligada ao acesso à infraestrutura física necessária para sustentar os modelos avançados de inteligência artificial.

Mensch afirmou que empresas americanas já estão garantindo acesso estratégico a recursos como energia, semicondutores e capacidade de data centers. Na avaliação dele, a Europa pode ficar para trás de forma definitiva caso não acelere seus investimentos.

“Os americanos vão investir um trilhão de dólares no próximo ano”, disse. “Quem controla os chips, quem controla os elétrons, quem tem acesso massivo à energia, é quem vence.”

A startup francesa também anunciou recentemente uma parceria com o Groupe Caisse des Dépôts, instituição pública de investimentos apoiada pelo Estado francês. O acordo tem foco em fortalecer a infraestrutura europeia de IA generativa e de computação com GPUs.

Mistral quer ampliar capacidade computacional

Fundada em 2023 por ex-pesquisadores da Meta e da DeepMind, a Mistral alcançou uma avaliação de aproximadamente US$ 13,6 bilhões e se consolidou como uma das principais empresas europeias do setor de IA.

Arthur Mensch afirmou que a companhia pretende construir até 2029 uma capacidade computacional equivalente a um gigawatt para aplicações de inteligência artificial. Ainda assim, ele indicou que o continente precisará de investimentos muito maiores em infraestrutura.

O executivo também criticou o cenário regulatório europeu e os mercados de capital fragmentados da região. Segundo ele, essas características dificultam o crescimento de startups quando comparadas ao ambiente dos Estados Unidos.

“Se não nos movermos rápido o suficiente, acabaremos em uma situação em que não teremos mais escolha”, afirmou Mensch. “Em um mundo onde você importa todos os seus serviços digitais dos Estados Unidos, você não tem influência sobre os Estados Unidos.”

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Detector de IA: 5 sites em 2026 para conferir se um texto foi escrito pelo ChatGPT, Gemini ou Claude

Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, ficou cada vez mais difícil distinguir o que é feito por humanos daquilo produzido por softwares sofisticados. Por isso, o Olhar Digital separou uma lista com 5 sites diferentes que vão ajudá-lo a detectar se um texto foi escrito ou não por IA’s como ChatGPT, Gemini ou Claude. Confira mais informações a seguir.

Texto feito por IA? Confira 5 detectores que analisam se a mídia foi gerada por inteligência artificial

Atenção: apesar de extremamente úteis, as plataformas citadas não são infalíveis. É possível que um texto seja apontado como “produzido por IA” mesmo que tenha sido 100% redigido por um humano.

Quetext AI Detector

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O Quetext é uma plataforma que combina duas funções principais: identificação de plágio e análise de textos possivelmente gerados por inteligência artificial. Seu sistema avalia elementos como repetição de padrões, estrutura frasal e semelhança com conteúdos já existentes para estimar se o material foi produzido de forma automática.

A ferramenta ganhou espaço entre estudantes e escritores por oferecer uma interface direta e fácil de usar, além de apresentar resultados em relatórios visuais mais intuitivos.

O acesso é feito totalmente via navegador, sem necessidade de instalação, e inclui uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos destinados a uso mais intensivo.

Seu uso é especialmente comum em contextos acadêmicos e editoriais, onde há maior preocupação com originalidade e verificação da autoria dos textos.

Copyleaks AI Detector

O Copyleaks é uma plataforma que reúne, em um único ambiente, recursos de verificação de plágio e identificação de textos gerados por inteligência artificial. Seu sistema é baseado em técnicas de aprendizado de máquina, capazes de reconhecer padrões linguísticos frequentemente associados a modelos como ChatGPT, Gemini e outros grandes modelos de linguagem.

A ferramenta é amplamente adotada em contextos acadêmicos e corporativos, em parte por oferecer suporte a diversos idiomas, o que amplia sua aplicabilidade em ambientes multilíngues.

O acesso pode ser feito diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação, e há também integração via API, permitindo que empresas e instituições incorporem suas funcionalidades em sistemas próprios ou plataformas educacionais.

Além de uma versão gratuita com recursos restritos, o Copyleaks também disponibiliza planos pagos com capacidades mais avançadas, voltados principalmente para uso contínuo em escala profissional.

Winston AI

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Professora dando aula (Imagem: Drazen Zigic/Shutterstock)

O Winston AI é uma ferramenta desenvolvida para atender principalmente professores, editores e organizações que precisam validar a originalidade de textos com maior nível de detalhamento.

Seu sistema realiza uma análise minuciosa do conteúdo, examinando o texto em partes e atribuindo uma pontuação que indica a probabilidade de ele ter sido produzido por inteligência artificial.

Além de identificar produções feitas por modelos como Claude e Gemini, a plataforma também procura detectar situações em que há combinação entre escrita humana e geração automatizada, tentando classificar esses formatos híbridos.

O acesso é feito totalmente online, sem necessidade de instalação, e o serviço opera no modelo SaaS, com planos pagos e a possibilidade de testes gratuitos limitados.

Por ser voltado a ambientes acadêmicos e editoriais, o Winston AI acabou sendo incorporado com frequência em rotinas de verificação de autenticidade de conteúdo, especialmente onde há exigência de maior controle sobre a origem dos textos.

Leia mais:

Originality.ai

O Originality.ai é uma plataforma desenvolvida sobretudo para atender produtores de conteúdo digital e equipes que trabalham com otimização para mecanismos de busca (SEO). Ela reúne, em um único sistema, duas funções principais: a identificação de textos gerados por inteligência artificial e a checagem de plágio em materiais publicados ou em produção.

Um dos pontos que mais se destacam nessa ferramenta é a capacidade de lidar com textos extensos, oferecendo resultados considerados consistentes em avaliações independentes. Por isso, ela costuma ser vista como uma opção mais robusta em cenários profissionais, especialmente quando há necessidade de análise em grande escala.

O serviço funciona no modelo online (SaaS), sendo acessado diretamente pelo navegador, sem instalação de aplicativos. Trata-se de uma solução paga, direcionada principalmente a agências, redatores, empresas de marketing e equipes editoriais que lidam com produção frequente de conteúdo.

GPTZero

O GPTZero é uma das ferramentas mais populares para identificar textos gerados por inteligência artificial.

Seu funcionamento se baseia na avaliação de padrões linguísticos, principalmente métricas como “perplexidade”, que indica o quão previsível é um texto, e “burstiness”, que mede a oscilação entre frases mais simples e outras mais complexas: características usadas para distinguir produções humanas de conteúdos gerados por modelos como o ChatGPT.

Essa ferramenta é bastante adotada em contextos acadêmicos, especialmente por professores e instituições que buscam verificar a autoria de trabalhos.

Ela pode ser utilizada diretamente pelo navegador e oferece uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos voltados para quem precisa de análises mais frequentes ou detalhadas.

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Smartphones Android ganham IA que prevê hábitos dos usuários

Recentemente, o Google iniciou a liberação de um novo recurso de inteligência artificial no Android, chamado “contextual suggestions”. O software foi projetado para antecipar ações do usuário com base em hábitos diários e localização, como sugerir tarefas que podem ser úteis em momentos específicos e indicar playlists quando o usuário chega à academia.

Segundo o Android Authority, a novidade começou a aparecer em alguns dispositivos da linha Pixel 10, os quais rodam o sistema operacional Android 16. Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado pela empresa, o recurso já estaria ativo em versões estáveis do sistema em parte dos aparelhos.

A proposta inclui exemplos como recomendações de músicas em rotinas de treino ou sugestões de transmissão de conteúdo para a televisão em horários habituais, como jogos esportivos nos fins de semana.

Para quem tem pressa:

  • Android passa a testar IA que sugere ações com base em hábitos e localização do usuário;
  • Recurso já aparece em alguns Pixel recentes, mas ainda sem anúncio oficial de expansão;
  • Google diz que dados ficam no aparelho e que usuário pode controlar permissões nas configurações.

Funcionamento e testes iniciais do novo recurso

Mulher ouvindo música na academia pelo fone de ouvido – (Reprodução: Caley Vanular/Unsplash)

O recurso de sugestões contextuais do Android foi inicialmente identificado em ambiente de testes ligado aos serviços do Google, mas passou a ser observado também fora desse estágio experimental. Relatos de veículos especializados indicam que ele já aparece em alguns dispositivos mais recentes da linha Pixel, sem necessidade de ativação manual.

A proposta do sistema é analisar padrões de uso e localização para antecipar ações que possam ser úteis em determinados momentos do dia. A ideia é reduzir etapas do usuário ao oferecer atalhos baseados em comportamento recorrente.

Segundo informações atribuídas ao Google, o processamento dessas sugestões ocorre dentro de um ambiente protegido no próprio aparelho. A empresa descreve que o sistema aprende com os dados do usuário, mas sem compartilhá-los com serviços externos ou terceiros.

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A nova IA do Google também pode descobrir a sua localização para sugerir novos hábitos (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

Leia mais:

Também é mencionado que o usuário pode limitar o uso de dados como localização diretamente nas configurações do recurso. As opções de gerenciamento ficam dentro do menu de serviços do Google no Android.

O novo sistema se aproxima de outras iniciativas recentes do Google baseadas em contexto, como o Magic Cue, recurso presente em dispositivos Pixel que sugere informações úteis de forma proativa em diferentes situações de uso, como dados de contatos ou endereços durante interações em aplicativos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma liberação ampla do recurso para todos os aparelhos Android. O que se observa é uma presença inicial em determinados modelos e versões do sistema, sem anúncio completo de expansão global.

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ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar

A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.

A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.

Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários

Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros. 

A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis. 

Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.

Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI

Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo. 

Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT. 

Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.

Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.

A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado

Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral. 

“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.

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