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OpenAI adquire Astral e expande capacidades do Codex

A OpenAI anunciou a aquisição da Astral, empresa de ferramentas de desenvolvimento em Python amplamente usadas na comunidade de código aberto. O movimento tem como objetivo acelerar o crescimento do Codex, plataforma de IA da OpenAI voltada para desenvolvimento de software, integrando ao ecossistema recursos como uv, Ruff e ty, utilizados por milhões de desenvolvedores ao redor do mundo.

O fechamento do negócio ainda depende de aprovações regulatórias e de outras condições contratuais. Enquanto isso, as duas empresas continuam operando de forma separada e independente. Após a conclusão, o time da Astral passará a integrar a equipe do Codex na OpenAI.

Astral é especializada em linguagem de programação Python (Imagem: Wright Studio / Shutterstock.com)

Codex em expansão

O Codex já soma mais de 2 milhões de usuários ativos por semana e registrou, desde o início do ano, crescimento de três vezes no número de usuários e de cinco vezes no volume de uso. A proposta da OpenAI vai além de gerar código automaticamente: o objetivo é que o Codex passe a atuar em todo o ciclo de desenvolvimento de software, ajudando a planejar mudanças, modificar bases de código, executar ferramentas, verificar resultados e manter sistemas ao longo do tempo.

É nesse contexto que a incorporação das ferramentas da Astral faz sentido. Elas já fazem parte do fluxo de trabalho diário de desenvolvedores Python e, segundo a empresa, poderiam permitir que agentes de IA atuem de forma mais direta nesses ambientes.

O que a Astral oferece

A Astral é conhecida por três ferramentas principais dentro do ecossistema Python:

  • uv: simplifica o gerenciamento de dependências e ambientes
  • Ruff: oferece linting e formatação com alto desempenho
  • ty: auxilia na verificação de tipagem em bases de código

Juntas, essas ferramentas ajudam equipes a gerenciar projetos, garantir qualidade e identificar erros ainda nas fases iniciais do desenvolvimento.

Charlie Marsh, fundador e CEO da Astral, afirmou que a empresa sempre focou em transformar a forma como desenvolvedores trabalham com Python e que, como parte do Codex, continuará evoluindo suas ferramentas de código aberto.

Thibault Sottiaux, líder do Codex na OpenAI, destacou que as ferramentas da Astral são usadas por milhões de desenvolvedores Python e que trazer essa expertise para dentro da empresa acelera a visão de tornar o Codex o agente mais capaz de atuar em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software.

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Time e ferramentas da Astral chegam para fortalecer o Codex da OpenAI (Imagem: OpenAI/Divulgação)

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Futuro das ferramentas de código aberto

Após o fechamento da aquisição, a OpenAI afirma que manterá o suporte aos projetos de código aberto da Astral. A intenção declarada é explorar integrações mais profundas entre essas ferramentas e o Codex, com o objetivo de tornar o acesso a recursos avançados de desenvolvimento mais amplo.

O Python se consolidou como uma das linguagens mais relevantes no desenvolvimento moderno, sustentando desde aplicações de inteligência artificial (IA) e ciência de dados até sistemas de infraestrutura e backend, o que torna o ecossistema da Astral estratégico para os planos da OpenAI.

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Agentes de IA agem sozinhos — e os erros podem custar caro

Os chamados agentes de inteligência artificial (IA) estão se tornando cada vez mais populares entre entusiastas de tecnologia. Diferente dos chatbots comuns, esses sistemas vão além de responder perguntas: eles podem usar aplicativos, acessar sites, editar arquivos, enviar e receber mensagens e realizar tarefas de forma autônoma, como se fossem um assistente pessoal digital disponível a qualquer hora. A tecnologia ganha força no Vale do Silício, mas especialistas alertam que os erros dessas ferramentas podem ter consequências sérias — e caras.

Um caso ilustra bem os riscos. Sebastian Heyneman, fundador de uma pequena startup em San Francisco, contou à reportagem do New York Times que pediu a um agente de IA que negociasse para ele uma vaga como palestrante no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. Enquanto dormia, o bot vasculhou a internet, enviou mensagens a pessoas ligadas ao evento e chegou a fechar um acordo. Mas, ao acordar, Heyneman descobriu que o agente havia comprometido o pagamento de 24 mil francos suíços (mais de R$ 158 mil) por um patrocínio corporativo — valor que ele não tinha como pagar.

Agentes de IA podem facilitar a vida de usuários, mas ainda cometem muitos erros, que podem custar caro — financeiramente mesmo (Imagem: Koupei Studio / Shutterstock.com)

Quando o assistente virtual age por conta própria

O agente usado por Heyneman foi o Tasklet, desenvolvido pela startup Shortwave, também de San Francisco. Após a confusão, os organizadores de Davos ameaçaram bani-lo do evento. Ele acabou desembolsando quase 4 mil euros (aproximadamente R$ 24 mil) só para participar. Durante a estadia, ainda foi brevemente detido pela polícia local após deixar um gadget da sua empresa no saguão de um hotel.

A história exemplifica um debate crescente no setor: os agentes de IA são confiáveis o suficiente para agir de forma independente? Andrew Lee, fundador da Shortwave, explicou ao NYT que a resposta está no equilíbrio entre autonomia e supervisão humana. “A chave é ter um processo em que humanos possam acompanhar o trabalho desses sistemas”, disse ele. “Talvez você deixe um bot redigir quantos e-mails quiser, mas o impeça de enviá-los sem checar com você primeiro.”

Empresas cortando empregos antes mesmo da tecnologia maturar

O debate vai além dos casos individuais. Em fevereiro, a Block — empresa de tecnologia financeira que controla o Square, o Cash App e o Tidal — anunciou o corte de 40% de sua força de trabalho, citando a expectativa de avanço dos agentes de IA. Foi um dos exemplos mais contundentes de uma empresa eliminando postos de trabalho com base no que a tecnologia pode fazer no futuro.

Outros especialistas, porém, são mais cautelosos. Summer Yue, pesquisadora do laboratório de IA da Meta, relatou que, ao pedir a um agente que organizasse sua caixa de e-mails, o sistema começou a deletar mensagens aos milhares. Rayan Krishnan, CEO da Vals AI — empresa que avalia o desempenho de tecnologias de IA —, afirma que alguns agentes chegam a incluir informações falsas ou completamente inventadas em relatórios gerados automaticamente.

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Da pesquisa à medicina: usos práticos com cautela

Apesar dos riscos, há usuários que já incorporaram os agentes à rotina profissional com resultados positivos.

O Dr. Christian Péan, cirurgião ortopédico em Durham, Carolina do Norte, usa o Claude Cowork, da Anthropic, para gerar relatórios, resumir e-mails e redigir respostas. “Funciona quase como meu chefe de gabinete”, disse ele ao NYT. Ainda assim, o médico revisa tudo antes de autorizar qualquer envio: “Todas essas ferramentas de IA soam muito confiantes, mas você vai deixar passar alucinações e informações erradas se não tiver expertise para checar tudo.”

Imagem gerada por IA demonstrando interação entre aprendizado de máquina e medicina.
Agentes de IA podem ser muito úteis em áreas como a medicina, mas precisam ser usados com cautela (Imagem: LALAKA / Shutterstock.com)

Empresas como Anthropic, Google, Meta, Perplexity e Shortwave estão investindo no desenvolvimento dessas tecnologias para uso corporativo. Kyle Wild, engenheiro de software em Berkeley, Califórnia, usa agentes para pagar multas de trânsito, pesquisar ideias para encontros e até enviar mensagens a amigos e restaurantes. Para ele, os erros fazem parte: “Se você já teve funcionários humanos, sabe que eles também vão errar”, disse ele ao jornal.

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Pentágono quer banir Claude, mas militares resistem à troca

Funcionários do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, ex-servidores e contratados de TI que atuam junto às Forças Armadas afirmam que não querem abrir mão das ferramentas de inteligência artificial (IA) da Anthropic, que consideram superiores às alternativas disponíveis. Isso ocorre mesmo depois de o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ter classificado a empresa como um risco à cadeia de suprimentos no início de março, proibindo seu uso no Pentágono e entre contratados após um prazo de seis meses.

A decisão surgiu de um desentendimento entre a Anthropic e o Departamento de Defesa sobre os limites de uso das ferramentas de IA militares. Apesar da ordem formal, parte do pessoal está descumprindo o prazo de transição, e alguns já planejam retomar o uso da plataforma caso o impasse seja resolvido. O movimento indica que a retirada do Claude das redes militares será um processo lento e custoso.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, classificou o Claude como risco à cadeia de suprimentos militares (Imagem: Joshua Sukoff / Shutterstock.com)

Profissionais de TI frustrados com a ordem

A resistência interna é palpável. “As pessoas de carreira em TI no Departamento de Defesa odeiam essa decisão porque finalmente tinham conseguido que os operadores se sentissem confortáveis usando IA”, afirmou um contratado ouvido pela Reuters, que disse considerar o modelo Claude “o melhor”, enquanto o Grok, da xAI, frequentemente apresentava respostas inconsistentes para uma mesma consulta.

As ferramentas de IA tornaram-se essenciais para as Forças Armadas dos EUA, sendo usadas em tarefas que vão desde o direcionamento de armamentos e planejamento de operações até o manuseio de material classificado e a análise de informações. A Anthropic firmou um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa em julho de 2025 e se integrou rapidamente ao fluxo de trabalho militar. O Claude foi o primeiro modelo de IA aprovado para operar em redes militares classificadas, e seu nível de adoção era considerado elevado.

Celular com chatbot de IA Claude aberto com o fundo da Anthropic
Apesar de proibição do Pentágono, militares insistem em não abrir mão do Claude (Imagem: gguy / Shutterstock.com)

Recertificação pode levar até 18 meses

Substituir sistemas que utilizam os produtos da Anthropic não é tarefa simples. Joe Saunders, CEO da empresa contratada RunSafe Security, que ajudou as Forças Armadas a incorporar chatbots de IA, explicou que a recertificação de um sistema já existente para uma nova plataforma pode levar de 12 a 18 meses. “Não é só caro, é uma perda de produtividade”, afirmou.

Um funcionário do Pentágono disse que tarefas antes realizadas pelo Claude, como consultas a grandes volumes de dados, passaram a ser feitas manualmente com ferramentas como o Microsoft Excel. O Claude Code, ferramenta da Anthropic usada para escrever código, era amplamente utilizado internamente. Sua ausência deixou desenvolvedores frustrados, segundo relatos de servidores seniores.

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Sistema da Palantir também afetado

A retirada tem implicações que vão além do uso direto. O Maven Smart System, da Palantir — plataforma de análise de inteligência e direcionamento de armamentos usada por militares — foi construído com fluxos de trabalho e prompts desenvolvidos com o Claude Code, segundo fontes da Reuters. A Palantir, que mantém contratos relacionados ao Maven com o Departamento de Defesa e outras agências de segurança nacional com valor potencial acima de US$ 1 bilhão, terá de substituir o Claude por outro modelo e reconstruir partes do software.

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A Palantir, muito utilizada no setor militar dos Estados Unidos, construiu sua plataforma Maven Smart System com base nos códigos do Claude (Imagem: Hiroshi-Mori-Stock / Shutterstock.com)

Alguns desenvolvedores estão “empurrando com a barriga” a substituição, pois ainda usam o Claude para criar fluxos de trabalho automatizados. Um diretor de informação de uma agência federal afirmou que planeja adiar o processo, apostando que o governo do país e a Anthropic chegarão a um acordo antes do prazo de seis meses. O Pentágono usou ferramentas do Claude para apoiar operações militares durante o conflito com o Irã, e fontes da Reuters disseram que a tecnologia continua em uso apesar do bloqueio.

“O que estamos vendo aqui é a tensão da adoção, tanto dentro do Pentágono quanto no nível político”, afirmou Roger Zakheim, diretor da Ronald Reagan Presidential Foundation and Institute.

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Origem de modelo de IA ‘secreto’ é revelada

Um modelo de inteligência artificial que apareceu anonimamente em uma plataforma para desenvolvedores na semana passada teve sua origem finalmente revelada: trata-se de uma criação da Xiaomi. O sistema, batizado de Hunter Alpha, havia gerado especulações no setor de tecnologia, com suspeitas de que poderia estar ligado à DeepSeek.

O mistério começou em 11 de março, quando o modelo surgiu no OpenRouter, uma plataforma que reúne diferentes sistemas de IA. Sem identificação de desenvolvedor, ele foi classificado como um “modelo furtivo” e rapidamente chamou atenção por suas capacidades técnicas e acesso gratuito.

Nesta semana, a equipe de inteligência artificial da Xiaomi, conhecida como MiMo, confirmou que o Hunter Alpha é uma versão inicial de testes do MiMo-V2-Pro. O modelo é projetado para atuar como base de agentes de IA.

A revelação ocorre em um momento de intensa movimentação no mercado de IA, especialmente na China. O avanço de estruturas voltadas a agentes autônomos, como o OpenClaw, tem acelerado a transição de modelos focados em conversa para sistemas capazes de agir diretamente em nome do usuário.

Segundo Luo Fuli, líder da equipe MiMo e ex-pesquisadora da DeepSeek, a rápida evolução desse novo paradigma surpreendeu até os próprios desenvolvedores. Em publicação nas redes sociais, ela afirmou que a mudança do modelo de interação para agentes ocorreu em ritmo mais acelerado do que o esperado.

O MiMo-V2-Pro deve ser integrado a cinco das principais plataformas de agentes de IA, incluindo o OpenClaw, com uma semana de acesso gratuito para desenvolvedores ao redor do mundo.

Xiaomi assumiu autoria do modelo Hunter Alpha (Imagem: 8th.creator/Shutterstock)

Modelo de IA secreto já tem ampla adoção

Durante o período em que permaneceu anônimo, o Hunter Alpha apresentou características que alimentaram as especulações sobre sua origem. Segundo a agência Reuters, o sistema se descrevia como um modelo chinês e treinado principalmente em chinês, com base de conhecimento atualizada até maio de 2025 – semelhante aos modelos recentes da DeepSeek.

Além disso, o modelo exibe especificações de alto desempenho, como cerca de 1 trilhão de parâmetros e capacidade de processar até 1 milhão de tokens por interação, o que indica um elevado poder de processamento e memória contextual. Esses atributos costumam estar associados a modelos de ponta, geralmente com alto custo de operação.

Especialistas consultados pela agência apontaram que a combinação entre grande capacidade de contexto, raciocínio avançado e acesso gratuito contribuiu para a rápida popularização do sistema. Em poucos dias, o Hunter Alpha alcançou grande volume de uso e liderou rankings dentro da própria plataforma OpenRouter.

O uso de lançamentos discretos como forma de teste não é incomum no setor. Plataformas abertas permitem que desenvolvedores coletem dados de uso real e feedback sem exposição inicial da marca, prática já adotada por outras empresas de IA.

A divulgação do modelo pela Xiaomi também teve impacto no mercado financeiro. As ações da empresa registraram alta de até 5,8% após a confirmação.

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Google Stitch: big tech remodela design da platafoma

A ferramenta Google Stitch, voltada ao design de interfaces com uso de inteligência artificial (IA), está sendo reformulada para se tornar uma plataforma nativa de IA capaz de transformar descrições em linguagem natural em interfaces completas, interativas e de alta fidelidade.

A proposta é permitir que qualquer pessoa — de designers profissionais a iniciantes — possa criar, iterar e colaborar no desenvolvimento de software de forma mais rápida e intuitiva.

Segundo os desenvolvedores, o avanço da IA ao longo do último ano mudou profundamente a forma como softwares são criados, permitindo que descrições simples se convertam diretamente em aplicações funcionais. O Stitch foi lançado com o objetivo de dar vida a ideias desde o início do processo de design e, agora, evolui para ampliar esse conceito.

Vibe design no Google Stitch

  • A nova abordagem introduz o conceito de “vibe design”, em que o processo criativo começa não com wireframes, mas com intenções;
  • Em vez de desenhar estruturas iniciais, o usuário pode descrever objetivos de negócio, sensações desejadas para o usuário ou até referências inspiradoras;
  • A IA atua como um multiplicador de criatividade, possibilitando a exploração rápida de múltiplas ideias e contribuindo para resultados de maior qualidade;
  • Uma das principais mudanças é a reformulação completa da interface da plataforma, que passa a contar com um canvas infinito nativo de IA;
  • Esse espaço permite que ideias evoluam desde concepções iniciais até protótipos funcionais, reunindo diferentes formatos de entrada — como texto, imagens e código — em um único ambiente;
  • O objetivo é acompanhar o fluxo natural do design, que alterna entre momentos de expansão e refinamento até chegar a uma solução final.

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Nova abordagem introduz o conceito de “vibe design”, em que o processo criativo começa não com wireframes, mas com intenções (Imagem: Divulgação/Google)

O sistema também incorpora um novo agente de design capaz de analisar todo o histórico e evolução de um projeto. Esse agente trabalha em conjunto com o chamado “Agent manager”, que organiza o progresso e permite explorar múltiplas direções simultaneamente, mantendo o processo estruturado.

Outra novidade é a ampliação das ferramentas de design system. A plataforma agora permite extrair sistemas de design a partir de qualquer URL e introduz o arquivo DESIGN.md, um formato em markdown voltado para agentes de IA. Com ele, é possível exportar e importar regras de design entre diferentes ferramentas, facilitando a reutilização de padrões e evitando retrabalho em novos projetos.

A rapidez na prototipagem é outro destaque. O Stitch transforma designs estáticos em protótipos interativos de forma imediata, permitindo que o usuário visualize a jornada completa do usuário em tempo real.

Telas podem ser conectadas em segundos, e um simples comando de “Play” permite testar o fluxo da aplicação. A ferramenta também é capaz de sugerir automaticamente próximas etapas com base nas interações, mapeando jornadas de forma ágil.

Esse ciclo acelerado de feedback permite ajustes rápidos, seja em elementos específicos ou em fluxos completos, com o objetivo de validar e refinar ideias em menos tempo.

A colaboração também ganha um novo papel dentro da plataforma, passando a ser tratada como uma parceria criativa integrada à IA. Entre os recursos adicionados estão comandos por voz, que permitem ao usuário interagir diretamente com o sistema. O agente pode oferecer críticas em tempo real, sugerir soluções e até conduzir entrevistas para criação de páginas, além de executar alterações instantâneas a partir de instruções faladas.

Nesse contexto, a IA funciona como um “interlocutor criativo”, ajudando o usuário a desenvolver e refinar ideias por meio de diálogo contínuo, sem interromper o fluxo de trabalho.

Além do design, o Stitch também busca integrar-se ao restante do ecossistema de desenvolvimento. A ferramenta pode atuar como ponte para outras soluções utilizadas por equipes, por meio do servidor MCP e de um kit de desenvolvimento (SDK). Também é possível exportar projetos para ferramentas de desenvolvimento, garantindo continuidade entre as etapas de design e implementação.

De acordo com os desenvolvedores, o objetivo é reduzir significativamente o tempo entre a concepção de uma ideia e sua execução prática. A proposta é que tanto designers experientes quanto empreendedores em estágio inicial consigam transformar conceitos em produtos funcionais em minutos, e não mais em dias.

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CEO da Nvidia elogia OpenClaw: “é definitivamente o próximo ChatGPT”

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, destacou o avanço do OpenClaw, um novo modelo de inteligência artificial baseado em agentes autônomos. Durante entrevista concedida ao programa Mad Money, na conferência GTC, o executivo defendeu que o projeto representa uma mudança significativa na forma como usuários interagem com sistemas de IA e afirmou que a plataforma “é definitivamente o próximo ChatGPT”.

Segundo Huang, o OpenClaw já se consolidou como um dos projetos de código aberto mais relevantes da “história da humanidade”, com potencial para redefinir o papel da IA no cotidiano.

Diferentemente dos chatbots tradicionais, que se limitam a responder perguntas, a plataforma permite a criação de agentes capazes de executar tarefas, tomar decisões e operar com pouca intervenção humana. O Olhar Digital já deu os detalhes sobre ele neste link.

O OpenClaw amplia o escopo de uso da IA ao permitir que usuários criem seus próprios agentes com comandos simples. De acordo com o CEO, a tecnologia possibilita delegar atividades complexas a esses sistemas, que podem aprender, iterar e aprimorar resultados de forma autônoma.

Segundo o site CNBC, Huang citou como exemplo o desenvolvimento de um projeto de design, como a criação de uma cozinha. Nesse cenário, o agente seria capaz de analisar referências, aprender ferramentas específicas, propor soluções e revisar o próprio trabalho, em um ciclo contínuo de aperfeiçoamento.

Para o executivo, esse tipo de automação tende a democratizar habilidades especializadas. Ele argumenta que profissionais de diferentes áreas poderão ampliar suas capacidades com o apoio desses agentes, assumindo funções mais complexas sem a necessidade de formação tradicional em determinadas áreas.

Huang fez as declarações sobre o OpenClaw durante a conferência GTC da Nvidia, que acontece esta semana na Califórnia (Imagem: FotoField/Shutterstock)

NemoClaw: Nvidia lançou seu próprio OpenClaw

A Nvidia não ficou para trás e anunciou nesta semana o NemoClaw, uma versão voltada ao ambiente corporativo que integra o OpenClaw ao ecossistema de softwares da empresa. A iniciativa busca adaptar os agentes autônomos para uso em larga escala, com foco em segurança, controle e confiabilidade.

A segurança, inclusive, era uma das preocupações em relação ao OpenClaw. O avanço dos agentes de IA levou receios relacionados ao controle, especialmente à medida que essas ferramentas passam a executar ações de forma independente.

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No caso do NemoClaw, a companhia pretende incorporar mecanismos de proteção, como ferramentas de supervisão e recursos voltados à privacidade, para mitigar riscos associados à autonomia desses sistemas.

Para a Nvidia, enfrentar esses desafios será essencial para viabilizar a próxima etapa da inteligência artificial – uma fase em que os sistemas não apenas auxiliam usuários, mas atuam diretamente em seu nome em diferentes contextos.

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IA aprende a sentir cheiros: conheça o nariz eletrônico

A inteligência artificial (IA) tem avançado em diversas habilidades, incluindo a capacidade de ver, ouvir, ler e falar. Agora, pesquisadores estão desenvolvendo a habilidade de cheirar.

Nos últimos anos, um novo tipo de tecnologia conhecido como nariz eletrônico, ou e-nose, tem sido refinado. Esses aparelhos são capazes de detectar e distinguir aromas com uma precisão que pode ser até mil vezes maior do que a de um ser humano. Além disso, eles não sofrem a perda de sensibilidade que ocorre quando nossos narizes se acostumam a um odor, fenômeno comum em humanos.

A inovação na tecnologia do nariz eletrônico não se limita apenas à precisão. A IA é capaz de verificar as substâncias voláteis que compõem um cheiro, entendendo a combinação desses elementos e o significado dessas combinações.

Isso tem implicações significativas. Atualmente, pesquisadores estão explorando, e até mesmo comercializando, sistemas que podem, por exemplo, analisar o hálito de uma pessoa para detectar infecções graves. Eles também podem examinar o ar em um ambiente em busca de contaminantes ou até mesmo auxiliar na criação de perfumes de uma forma mais rápida e econômica.

Nariz eletrônico com IA tem seus obstáculos

  • Entretanto, a trajetória para um nariz eletrônico perfeito enfrenta desafios significativos;
  • Identificar cheiros utilizando IA é uma tarefa muito mais complexa do que a análise de imagens. Fatores ambientais, como a umidade, a dispersão de um odor e a forma como o dispositivo ‘inala’ o cheiro podem afetar a precisão dos resultados obtidos pelo e-nose;
  • Haritosh Patel, pós-doutorando que estuda engenharia biologicamente inspirada na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard, disse ao The Wall treet Journal que a subjetividade do cheiro torna difícil a padronização e calibração dos dispositivos, em comparação com imagens que podem ser totalmente quantificadas em graduações objetivas de luz;
  • Um outro ponto crítico é a quantidade limitada de dados disponíveis para treinar esses sistemas. Enquanto imagens visuais, áudios e textos foram acumulados em enormes volumes na internet por décadas, ainda não existe um equivalente em dados de cheiro;
  • Criar um banco de dados de aromas levará tempo e esforço consideráveis. Jack Liu, chefe de desenvolvimento corporativo da Ainos, empresa de tecnologia de IA focada em aromas com sede no Texas (EUA), observa que levaram aproximadamente 30 anos para que a tecnologia de visão computacional amadurecesse. Ele acredita que estamos apenas no início de uma evolução similar para a coleta de dados olfativos.
Novidade pode ajudar, inclusive, na detecção de infecções e outras doenças pelo hálito (Imagem: Orawan Pattarawimonchai/Shutterstock)

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Como a tecnologia pode ajudar no dia a dia

Se você já se perguntou como a tecnologia pode ser aplicada no dia a dia, o nariz eletrônico promete ser mais do que uma curiosidade científica. Imagine um dispositivo que consegue avisar você sobre a presença de substâncias perigosas na sua casa, como gases tóxicos ou mesmo a presença de infecções potencialmente fatais baseado no seu hálito.

A possibilidade de desenvolvimento dessa tecnologia pode transformar diagnósticos médicos, oferecer segurança em ambientes corporativos e até mesmo melhorar experiências sensoriais na perfumaria.

Os próximos passos para a efetivação do nariz eletrônico estarão atrelados ao desenvolvimento de técnicas que minimizem as variáveis que afetam a detecção de odores e à criação de uma base de dados robusta que permita ao sistema aprender de forma eficaz.

À medida que mais pesquisas forem realizadas e mais avanços tecnológicos ocorrerem, a expectativa é que a tecnologia de nariz eletrônico possa, de fato, superar seus desafios e se estabelecer como uma ferramenta indispensável em diversas indústrias.

A IA não está apenas revolucionando a forma como interagimos com o mundo visual e auditivo, mas, agora, também está começando a explorar a dimensão olfativa.

O potencial dos e-noses pode levar a práticas de saúde mais seguras, ambientes mais limpos e à criação de produtos que atendam melhor às nossas percepções sensoriais.

Contudo, há muito a ser feito antes que possamos ver esses dispositivos se tornarem comuns em nossas vidas. O futuro do cheiro artificial parece promissor, mas o caminho até lá requer inovação e tempo.

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OpenAI lança GPT-5.4 mini para usuários gratuitos e pagos

No início de março, a OpenAI apresentou o modelo GPT-5.4, criado especialmente para trabalhos profissionais, como programação e análise de dados. Agora, a empresa traz novidades com o lançamento do GPT-5.4 mini e do GPT-5.4 nano.

O destaque é que o modelo GPT-5.4 mini está disponível para usuários gratuitos e do plano Go, permitindo acesso a funcionalidades que se aproximam das capacidades do GPT-5.4 em diversos aspectos.

OpenAI lança GPT-5.4 mini no ChatGPT

  • Os usuários que optarem pelo GPT-5.4 mini podem acessá-lo facilmente por meio da opção “Thinking” no menu Plus do ChatGPT;
  • Para os assinantes, este novo modelo servirá como uma alternativa quando o limite de utilização do GPT-5.4 padrão for atingido;
  • A OpenAI garante que o 5.4 mini apresenta desempenho superior ao do GPT-5.0 mini em áreas essenciais, como raciocínio, compreensão multimodal e uso de ferramentas;
  • Isso significa que o GPT-5.4 mini é mais eficiente na interpretação de entradas não textuais, como imagens e áudio, além de possuir uma compreensão mais elaborada de tarefas como pesquisa na web. E tudo isso é realizado com uma velocidade mais de duas vezes superior à do seu predecessor.
OpenAI liberou novo modelo mini para plano gratuitos e Go (Imagem: JRdes/Shutterstock)

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Por outro lado, o GPT-5.4 nano é voltado para tarefas que exigem eficiência em velocidade e custo, como classificação e extração de dados. No entanto, ao contrário do mini, este modelo não estará disponível diretamente no ChatGPT.

A OpenAI optou por oferecer o 5.4 nano exclusivamente por meio do seu serviço de API, visando facilitar o uso em projetos em que desenvolvedores delegam tarefas a agentes de IA que operam com essa nova versão.

Os custos para acesso ao GPT-5.4 nano começam em US$ 0,20 (R$ 1,04) por milhão de tokens de entrada, refletindo a proposta da OpenAI de tornar a IA mais acessível e útil para diferentes aplicações.

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Microsoft reorganiza Copilot e muda liderança da área de IA

A Microsoft anunciou uma reorganização interna nas equipes responsáveis pelas diferentes versões do seu assistente de inteligência artificial, o Copilot. A mudança, comunicada pelo CEO Satya Nadella em um memorando interno, elimina a separação entre as equipes voltadas ao segmento corporativo e ao consumidor comum, que segundo funcionários gerava uma experiência fragmentada e confusa para os usuários.

Com a reestruturação, a empresa passa a adotar uma única experiência de produto que abrange tanto aplicações empresariais quanto de consumo. Nadella afirmou que o novo modelo permitirá entregas mais coerentes e competitivas, com capacidade de evoluir conforme os modelos de IA avançam. O CEO também reforçou que os modelos de inteligência artificial são mais críticos do que nunca para o sucesso da companhia na próxima década. As informações são do Wall Street Journal.

Mudança foi comunicada pelo CEO da companhia, Satya Nadella (Imagem: QubixStudio / Shutterstock.com)

Novos papéis na liderança

A reorganização redefine as responsabilidades de executivos-chave. Jacob Andreou, que até então liderava produto e crescimento da Microsoft AI, assume o cargo de vice-presidente executivo do Copilot, passando a responder pelo design, produto, crescimento e engenharia da solução.

Mustafa Suleyman, CEO da Microsoft AI — contratado em 2024 para liderar o Copilot voltado ao consumidor —, passará a concentrar seus esforços nos modelos de IA proprietários da empresa e na busca pelo que a companhia denomina superinteligência. Os aplicativos do Microsoft 365 ficarão sob responsabilidade de um grupo de executivos que inclui Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn e vice-presidente executivo da Microsoft.

Desafios de adoção e concorrência

A reestruturação acontece em um momento de pressão crescente. Em fevereiro, a Microsoft divulgou ter comercializado 15 milhões de assentos do Microsoft 365 Copilot — número modesto diante de uma base total de mais de 450 milhões de assentos pagos do Microsoft 365. No segmento de consumo, a empresa registrou mais de 150 milhões de usuários ativos mensais do Copilot em suas plataformas.

Os concorrentes seguem na frente: o Gemini, do Google, ultrapassa 650 milhões de usuários mensais, enquanto o ChatGPT registra cerca de 900 milhões de usuários ativos semanais. Pesquisas internas da Microsoft apontaram que os usuários se mostram confusos com as múltiplas versões do produto, reflexo direto dos silos organizacionais entre as equipes.

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Copilot corre atrás de concorrentes como Gemini e ChatGPT (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O esforço para desenvolver modelos proprietários competitivos também enfrentou obstáculos. Segundo o Wall Street Journal, o processo foi prejudicado por escassez de capacidade computacional, e os modelos da Microsoft ficaram atrás dos concorrentes em testes de benchmark.

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Novos recursos e aposta na monetização

Para ampliar a base de usuários do Copilot voltado ao consumidor, a Microsoft vem investindo em novas funcionalidades. Entre elas, uma ferramenta anunciada recentemente que permite ao chatbot oferecer orientações personalizadas de saúde com base no histórico médico de cada usuário.

No balanço financeiro mais recente, a companhia informou estar destinando mais capacidade computacional para aprimorar seus produtos Copilot, após ganhar maior confiança em sua capacidade de monetizá-los.

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Netanyahu ou IA? Usuários especulam se imagens do primeiro-ministro são reais

Teorias da conspiração envolvendo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, têm se espalhado rapidamente nas redes sociais. Após a Guarda Revolucionária do Irã ter afirmado que realizou um ataque com mísseis com alvo no gabinete do político, usuários apontaram que as imagens de Netanyahu divulgadas desde então parecem ter sido geradas por IA.

Os rumores ganharam força após a transmissão ao vivo de uma coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira. Um trecho específico passou a circular nas redes, com usuários apontando um suposto “sexto dedo” na mão direita de Netanyahu. A partir disso, surgiram alegações de que o governo israelense estaria utilizando deepfakes para ocultar a morte do líder no suposto ataque.

Análises mais cuidadosas indicaram que o ‘erro’ pode ter uma explicação simples. O The Verge revelou que o sexto dedo pode ser um efeito visual resultado de baixa qualidade da imagem ou de condições de iluminação. Além disso, o vídeo completo tem cerca de 40 minutos, uma duração maior do que modelos atuais de geração de vídeo por IA conseguem produzir. Organizações independentes de checagem já classificaram as alegações como infundadas.

Na tentativa de conter as especulações, Netanyahu publicou um novo vídeo no X no qual aparece em uma cafeteria e pede que a pessoa atrás da câmera conte seus dedos. A iniciativa, porém, não teve o efeito esperado. Usuários passaram a apontar novas “inconsistências”, como o comportamento do líquido na xícara, que parecia estranho, e um anel que pareceria desaparecer e reaparecer.

Outras críticas levantadas incluem elementos do cenário, como a data “2024” exibida em um equipamento ao fundo, e até o fato de o premiê utilizar a mão direita no vídeo, apesar de ser apontado por alguns como canhoto.

Apesar das especulações dos usuários, não há provas concretas de que os vídeos tenham sido gerados por inteligência artificial. No entanto, também não existem mecanismos claros que confirmem sua autenticidade. Nenhum dos conteúdos analisados apresenta metadados de sistemas de verificação de IA. Plataformas que prometem rotular conteúdos artificiais também não acusaram o uso da tecnologia.

Não há evidências de que Netanyahu esteja morto

Os rumores começaram após a Guarda Revolucionária do Irã ter afirmado que realizou um ataque com mísseis contra o gabinete de Benjamin Netanyahu, no início de março. Ele chegou a ficar sem ser visto por alguns dias, o que levantou suspeitas sobre se estaria ferido ou desaparecido.

A coletiva da semana passada e o vídeo publicado no X não tranquilizaram usuários. No entanto, não há indícios de que o primeiro-ministro israelense esteja morto.

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