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Relatório da ONU alerta para impacto ambiental crescente da inteligência artificial

A evolução da inteligência artificial costuma vir acompanhada de uma promessa recorrente: modelos mais avançados serão mais eficientes, consumindo menos energia e recursos ao longo do tempo. Mas um novo relatório da Organização das Nações Unidas sugere que essa expectativa pode não se concretizar na prática.

Segundo o estudo, a expansão acelerada da IA pode fazer com que seu consumo energético global dobre até 2030, alcançando cerca de 3% de toda a eletricidade produzida no planeta.

O documento estima ainda que a atividade associada à tecnologia poderá gerar emissões comparáveis às do Reino Unido e demandar mais água para resfriamento de sistemas do que o volume anual de água potável consumido pela população mundial.

A análise se apoia em um conceito econômico conhecido como paradoxo de Jevons. A teoria sustenta que ganhos de eficiência não necessariamente reduzem o consumo total de um recurso. Pelo contrário, quando uma tecnologia se torna mais eficiente e barata, a utilização tende a crescer, elevando a demanda geral.

O fenômeno foi observado pelo economista William Stanley Jevons no século XIX, quando melhorias na eficiência do uso do carvão na Inglaterra acabaram estimulando um aumento do consumo, e não uma redução.

Aplicado à inteligência artificial, o relatório sugere que modelos mais eficientes poderão impulsionar ainda mais a adoção da tecnologia. Com custos menores e maior acessibilidade, novas aplicações surgiriam em diferentes setores, ampliando o uso dos sistemas e compensando (ou até superando), os ganhos obtidos com a eficiência técnica.

Relatório faz alerta sobre consumo de data centers – Imagem: KM Stock/Shutterstock

Relatório da ONU faz alerta sobre IA

Diante desse cenário, a ONU propõe um conjunto de princípios para orientar o desenvolvimento sustentável da IA. Entre eles estão transparência, eficiência desde a concepção dos sistemas, responsabilidade ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos, equidade, cooperação internacional e uso sustentável dos recursos naturais.

Os dados apresentados mostram a dimensão do desafio. Em 2025, data centers já consumiram um volume de eletricidade equivalente ao utilizado pela Arábia Saudita, um dos maiores consumidores de energia do mundo. O relatório projeto um cenário em que, caso o consumo dobre até o fim da década, seriam necessários aproximadamente 6,7 bilhões de árvores plantadas ao longo de dez anos para compensar as emissões.

Além da energia, a infraestrutura necessária para sustentar a expansão da IA exigiria cerca de 9,3 trilhões de litros de água e uma área física quase dez vezes maior que a Cidade do México.

O documento também chama atenção para a concentração da infraestrutura global de IA. Atualmente, apenas 32 países hospedam sistemas de computação em nuvem dedicados à tecnologia, e cerca de 90% dessa capacidade está concentrada nos Estados Unidos e na China.

Para os autores, essa concentração pode aprofundar uma divisão digital global. Enquanto algumas nações desenvolvem e controlam os sistemas de IA, outras ficam restritas ao papel de consumidoras da tecnologia, muitas vezes assumindo os impactos ambientais relacionados à extração de minerais e ao descarte de resíduos eletrônicos.

O relatório destaca que o impacto ambiental da IA depende tanto da frequência de uso quanto do tipo de aplicação executada. Tarefas como geração de texto, programação, criação de imagens e produção de vídeos exigem diferentes níveis de processamento computacional, o que influencia diretamente o consumo de energia e recursos.

A escolha do modelo também tem peso significativo, já que diferentes sistemas apresentam custos ambientais distintos para executar tarefas semelhantes.

Mão humana e mão robótica se aproximam em imagem que representa a relação entre humanos e inteligência artificial.
ONU defende abordagem considerando toda cadeia da IA – Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock

A solução

Por isso, a ONU defende uma abordagem que considere toda a cadeia produtiva da inteligência artificial, desde a extração das matérias-primas até a reciclagem e o descarte dos equipamentos utilizados.

Entre as recomendações está a adoção de relatórios ambientais regulares durante o desenvolvimento e a operação de sistemas de IA. O estudo também sugere que governos incorporem projeções de demanda da tecnologia em seus planejamentos energéticos e climáticos.

A preocupação se torna ainda mais relevante à medida que a inteligência artificial passa a integrar serviços públicos. Países como Nova Zelândia e Austrália já implementam estratégias nacionais para ampliar o uso da tecnologia em órgãos governamentais.

Na Nova Zelândia, por exemplo, foi criada uma estrutura para orientar a adoção da IA no setor público. Já na Austrália, projetos envolvendo transcrição automatizada de acervos audiovisuais e apoio ao processamento de solicitações governamentais estão entre as iniciativas em desenvolvimento.

Apesar disso, o relatório observa que ambos os países adotam modelos regulatórios considerados leves, focados em princípios gerais. Para os autores, esse tipo de abordagem pode deixar em segundo plano os impactos ambientais associados à expansão da inteligência artificial.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Falta pouco para o início da Copa do Mundo de 2026, e as previsões sobre quem levantará a taça já estão a todo vapor. Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. O percentual é menor até mesmo que o de Portugal, seleção que busca seu primeiro título mundial.

Copa do Mundo FIFA 2026 – quem será o grande campeão? – Imagem: Djem/Shutterstock

No topo da lista está a Espanha, apontada como a principal candidata à taça, com 16,19% de probabilidade de ser campeã.

França e Inglaterra completam as três primeiras posições, ambas com chances acima de 10%. Argentina, atual campeã mundial, e Portugal aparecem logo na sequência. A Alemanha, que também figura entre as favoritas, vem logo atrás do Brasil.

Por que o Brasil está mal no ranking?

A Opta atribui o favoritismo espanhol ao desempenho recente da seleção. Atual campeã da Eurocopa, a equipe chega ao Mundial embalada por uma longa série de jogos oficiais sem derrotas. 

Já o Brasil ainda carrega o peso das eliminações recentes. Nas duas últimas Copas do Mundo, a nossa seleção ficou pelo caminho nas quartas de final. O desempenho na Copa América de 2024 também contribuiu para reduzir o otimismo dos cálculos.

Apesar disso, segundo o UOL, a empresa acredita que a presença de Ancelotti pode fazer diferença. A experiência do treinador italiano em competições eliminatórias é vista como um dos fatores que podem ajudar a equipe a superar as expectativas.

Lista dos 10 favoritos ao título, de acordo com Opta Analyst:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%
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Ranking com os 10 maiores favoritos ao título de campeão da Copa do Mundo de 2026, segundo previsões de supercomputador da Opta Analyst – Crédito: Opta Analyst

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Como o supercomputador prevê o vencedor da Copa

O sistema da Opta não tenta adivinhar o futuro. Na prática, ele calcula probabilidades com base em uma enorme quantidade de dados sobre cada seleção.

Para isso, segundo a empresa, o modelo leva em conta o desempenho recente das equipes, o histórico de resultados e a força dos adversários. As análises também utilizam informações do mercado de apostas e do ranking próprio da empresa.

Com esses dados, o supercomputador simula milhares de versões possíveis do torneio. Em cada cenário, as seleções avançam ou são eliminadas de formas diferentes.

Ao final das simulações, o sistema verifica quantas vezes cada equipe terminou como campeã. É essa frequência que se transforma nos percentuais divulgados pela Opta e que ajudam a apontar os favoritos. 

Mas, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. E, quando o assunto é Copa do Mundo, a história mostra que surpresas sempre podem acontecer.

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OpenAI quer transformar ChatGPT em um superapp; entenda a mudança

A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde o seu lançamento. A empresa, avaliada em US$ 850 bilhões, busca novas fontes de crescimento.

O objetivo é transformar o chatbot em um superapp focado em ferramentas de programação e agentes de inteligência artificial. A mudança antecede a abertura na Bolsa (IPO) planejada para este ano.

“Isso transcenderá a superfície… o que estamos construindo é um sistema em que você terá seu próprio agente pessoal capaz de ajudá-lo… em todos os aspectos da sua vida, seja pessoal ou profissional.”, disse Thibault Sottiaux, que anteriormente dirigia o Codex e agora lidera todos os principais produtos e plataformas da OpenAI, ao Financial Times.

Foco em agentes e receita corporativa

A estratégia marca um desvio no modelo atual focado em conversação comum. Fontes internas indicam que a empresa agora prioriza clientes corporativos lucrativos para competir com a Anthropic.

Executivos da companhia acreditam que o futuro do setor está em sistemas que executam tarefas complexas sozinhos. “O chat está morto”, afirmou um funcionário sênior ao Financial Times.

A reformulação começará nas próximas semanas com mudanças na interface do site e dos aplicativos. O novo design vai direcionar os usuários para ferramentas de parceiros externos.

Expansão do Codex e cortes de produtos

A nova fase dará maior destaque ao Codex, a plataforma de desenvolvimento de software da OpenAI. O produto de programação registrou um crescimento expressivo recentemente.

A base de usuários do Codex aumentou seis vezes desde fevereiro, atingindo 5 milhões de usuários ativos semanais. O salto ocorreu após o lançamento de uma versão para desktop.

Cerca de 2 milhões de empresas usam os serviços da OpenAI atualmente. O segmento corporativo gera 40% da receita da empresa, com projeção de atingir 50% até o fim do ano.

Reorganização interna e IPO

Para acelerar a transição, a OpenAI unificou suas equipes de produtos sob o comando de Thibault Sottiaux. Paralelamente, iniciativas voltadas ao consumidor final foram encerradas.

A empresa cancelou um recurso de compras internas no ChatGPT e descontinuou o gerador de vídeos Sora. O encerramento do Sora ocorre menos de um ano após seu lançamento.

A guinada comercial aproxima a OpenAI da rival Anthropic, focada em monetização ágil. Ambas as empresas tentam atrair investidores institucionais, demonstrando capacidade de gerar lucro antes do IPO.

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WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri

A Apple deve usar a WWDC 2026, que acontece nesta segunda-feira (8), para apresentar novamente a sua visão para a Siri com inteligência artificial (IA). A expectativa é que a empresa retome um projeto anunciado originalmente em 2024, quando lançou o Apple Intelligence e prometeu uma versão mais avançada da assistente virtual, algo que ainda não chegou aos usuários conforme havia sido divulgado.

O retorno da Siri ocorre em um momento delicado para a Apple no segmento de IA. Enquanto concorrentes como o Gemini, do Google, já oferecem recursos mais sofisticados de automação e assistência, a fabricante do iPhone tenta recuperar terreno após atrasos no desenvolvimento de funcionalidades prometidas anteriormente.

Siri tenta ganhar nova chance após atrasos

A reformulação da Siri foi apresentada pela primeira vez durante a WWDC 2024. Na ocasião, a Apple mostrou uma assistente com novo visual, opções adicionais de voz e integração com o ChatGPT.

O principal diferencial, porém, seria a incorporação de recursos avançados de inteligência artificial. Essas funções foram anunciadas como futuras atualizações, mas não chegaram ao mercado conforme o esperado.

Apple divulgou recursos do Apple Intelligence que ainda não chegaram ao consumidor – Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

A situação gerou repercussões negativas para a Apple. A empresa chegou a um acordo para encerrar uma ação coletiva relacionada à divulgação de recursos do Apple Intelligence que acabaram não sendo disponibilizados aos consumidores.

Gemini aparece como base para a nova estratégia

A próxima geração da Siri deverá utilizar o Gemini, sistema de IA do Google, de alguma forma. A parceria colocaria a Apple em uma posição diferente da de outras empresas que investem diretamente na construção de grandes infraestruturas para inteligência artificial.

Essa estratégia pode trazer algumas vantagens de imagem para a companhia. Enquanto empresas de tecnologia enfrentam críticas relacionadas à expansão de grandes centros de dados, a Apple permaneceria mais distante dessas discussões públicas, mesmo que mantenha acordos comerciais com o Google.

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Siri deve utilizar o Gemini após parceria com o Google – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Privacidade deve ser destaque da Apple

Outro tema que deve receber atenção durante a WWDC é a privacidade dos usuários. A expectativa é que a Apple volte a destacar o Private Cloud Compute, tecnologia apresentada como uma forma de processar informações mantendo um nível de segurança semelhante ao dos dados armazenados diretamente no dispositivo.

Também existe a possibilidade de a Siri ganhar opções para apagar automaticamente conversas após determinado período, em vez de manter essas informações armazenadas por padrão.

Siri pode aparecer em mais partes do sistema

Segundo informações da Bloomberg, a nova Siri deverá estar presente em mais áreas do ecossistema da Apple. Entre os possíveis locais citados estão a Dynamic Island, o aplicativo Fotos e até mesmo um aplicativo dedicado para a assistente.

Caso isso se confirme, a Siri deixaria de atuar principalmente como uma ferramenta voltada para tarefas simples, como configurar alarmes e temporizadores, passando a ocupar uma posição mais central na experiência dos usuários.

Para a Apple, a nova apresentação da Siri representa uma oportunidade de reposicionar sua estratégia de inteligência artificial. Após os atrasos e as promessas não cumpridas dos últimos anos, a expectativa é que a empresa consiga finalmente entregar os recursos que anunciou anteriormente.

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Trump avalia participação do governo dos EUA em empresas de IA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (5) que sua equipe irá analisar a possibilidade de empresas de inteligência artificial (IA) concederem uma participação ao público americano. A declaração foi feita a jornalistas a bordo do Air Force One, em meio a discussões dentro do governo sobre formas de distribuir os benefícios econômicos gerados pela tecnologia.

Segundo Trump, a proposta tem características de uma parceria entre as companhias e a população dos Estados Unidos. O presidente também informou que pretende realizar uma reunião com executivos do setor de IA já na próxima semana, embora a Casa Branca não tenha divulgado detalhes sobre o encontro nem confirmado quais temas estarão na pauta.

Governo e empresas discutem participação acionária

As declarações ocorrem após o site NOTUS informar que autoridades graduadas do governo americano realizaram conversas preliminares com empresas de inteligência artificial sobre a possibilidade de o governo federal adquirir ações dessas companhias.

De acordo com a publicação, as discussões envolveram a hipótese de as empresas transferirem voluntariamente uma parte de suas ações ao governo. Os retornos financeiros obtidos com essa participação poderiam ser direcionados a finalidades públicas, incluindo o pagamento de dividendos para famílias americanas.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, teria discutido a ideia com integrantes do governo dos Estados Unidos – Imagem: FotoField/Shutterstock

O NOTUS informou ainda que Sam Altman, CEO da OpenAI, discutiu a ideia com integrantes do governo Trump em diferentes ocasiões desde o início do segundo mandato do presidente. Segundo fontes ouvidas pelo veículo, Altman teria apresentado a proposta diretamente a Trump no começo de 2025 e retomado as conversas nas últimas semanas.

A OpenAI já havia defendido, em um documento divulgado em abril, a criação de um “Fundo de Riqueza Pública” para distribuir de forma mais ampla os ganhos econômicos relacionados à inteligência artificial. Questionada pelo NOTUS, a empresa apontou para esse relatório como referência sobre sua posição.

Debate ocorre em meio a discussões sobre regulação

A iniciativa surge em um momento em que o governo Trump ainda busca definir qual será sua abordagem regulatória para a inteligência artificial. Em maio, a Casa Branca cancelou uma cerimônia de assinatura de uma ordem executiva sobre IA após críticas do setor de tecnologia a alguns de seus pontos.

Na ocasião, Trump declarou que não queria adotar medidas que pudessem prejudicar a posição dos Estados Unidos na disputa tecnológica com a China. Já nesta semana, o presidente assinou uma versão revisada da ordem executiva, que solicita que desenvolvedores líderes de IA submetam voluntariamente seus modelos mais avançados a testes governamentais de segurança cibernética antes de disponibilizá-los ao público.

As discussões também acontecem em um cenário de crescente preocupação com os impactos da tecnologia. Entre os fatores citados está o lançamento da ferramenta Mythos, da Anthropic. Especialistas mencionados pela Reuters afirmam que o sistema poderia acelerar ataques cibernéticos sofisticados caso fosse utilizado de forma inadequada, especialmente em setores que dependem de infraestruturas tecnológicas complexas e antigas.

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O lançamento da Mythos da Anthropic está entre os fatores citados – Imagem: gguy/Shutterstock

Possíveis conflitos de interesse geram críticas

A possibilidade de o governo se tornar acionista de empresas de IA tem despertado questionamentos de diferentes setores. Críticos argumentam que a medida poderia criar um conflito de interesses, já que o governo passaria a atuar simultaneamente como regulador e investidor das companhias.

O NOTUS destaca que ainda não está claro qual mecanismo jurídico permitiria a transferência de participação acionária para o governo federal. Fontes ouvidas pelo veículo afirmam que as negociações continuam em estágio inicial e que não há garantia de que um acordo será concretizado.

A administração Trump já adotou uma postura mais ativa em investimentos corporativos desde o início do segundo mandato. Segundo o NOTUS, o governo realizou investimentos diretos em pelo menos dez empresas, incluindo a fabricante de chips Intel e companhias ligadas aos setores de terras raras e computação quântica.

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Google aposta na SpaceX para ampliar infraestrutura de IA

O Google fechou um acordo com a SpaceX para alugar capacidade de processamento computacional por US$ 920 milhões (R$ 4,7 bilhões) por mês. O contrato foi divulgado pela SpaceX em um documento regulatório protocolado na sexta-feira, 5 de junho de 2026, segundo o TechCrunch.

Pelos termos do acordo, o Google terá acesso a “aproximadamente 110.000 GPUs da NVIDIA, CPUs, memória e outros componentes relacionados” entre outubro de 2026 e junho de 2029. O acesso à infraestrutura será ampliado gradualmente até setembro de 2026, período em que a empresa pagará uma taxa reduzida.

Google fechou acordo bilionário com a SpaceX para garantir capacidade extra de IA até 2029. Imagem: FotoField/Shutterstock – Imagem: FotoField/Shutterstock

Semelhanças com o contrato da Anthropic

O novo contrato lembra bastante o acordo anunciado pela SpaceX com a Anthropic no fim de maio. Na ocasião, a empresa concordou em pagar US$ 1,25 bilhão (R$ 6,4 bilhões) por mês até 2029 para usar toda a capacidade computacional disponível no data center Colossus 1, perto de Memphis, no Tennessee.

A estrutura foi criada originalmente pela xAI para projetos próprios de IA e hoje faz parte da SpaceX. Pelo tamanho do contrato, o Google deve ocupar algo próximo de metade da capacidade atualmente usada pela Anthropic no Colossus 1.

A SpaceX não informou qual data center será destinado ao Google. Elon Musk já havia sugerido anteriormente que o futuro Colossus 2 seria reservado à xAI.

Antes da parceria com a SpaceX, a Anthropic enfrentava limitações de capacidade computacional e chegou a ampliar os limites de uso de seus serviços no mesmo dia em que anunciou o contrato. O cenário do Google é bem diferente. Hoje, a empresa já opera uma das maiores estruturas de IA do mundo.

Celular com logo da Anthropic posicionado acima de notas de dólar.
Anthropic também alugou infraestrutura da SpaceX em um contrato bilionário fechado em maio. Imagem: Mehaniq/Shutterstock – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

O que o Google diz sobre o acordo

Segundo o Google, o contrato surgiu após uma demanda acima do esperado pelos novos produtos de inteligência artificial da companhia.

Google Cloud e SpaceX são parceiros de longa data”, afirmou a empresa em comunicado. “Este é um acordo de curto prazo e oportuno para garantir que tenhamos capacidade de ponte para atender à demanda crescente de clientes pela nossa plataforma de agentes, Gemini Enterprise, que foi ainda maior do que esperávamos.”

O anúncio reforça a corrida das gigantes de tecnologia por infraestrutura voltada à IA, hoje um dos recursos mais disputados do setor.

Cláusulas de cancelamento e penalidades

Assim como aconteceu no contrato com a Anthropic, o acordo com o Google prevê cláusulas de cancelamento. Tanto a SpaceX quanto o Google poderão encerrar o contrato com aviso prévio de 90 dias após 31 de dezembro de 2026.

Também há penalidades previstas caso a SpaceX não entregue a infraestrutura prometida. Segundo o contrato, se a empresa não disponibilizar a quantidade acordada de GPUs até 30 de setembro de 2026, o Google poderá cancelar imediatamente o acordo após um período de carência de um mês ou aceitar uma quantidade menor de GPUs, com redução proporcional das taxas mensais.

Entre os pontos que mais chamam atenção no contrato estão:

  • acesso a cerca de 110 mil GPUs e CPUs da NVIDIA;
  • pagamentos mensais próximos de R$ 5 bilhões;
  • contrato válido até junho de 2029;
  • possibilidade de rescisão com aviso prévio de 90 dias.
Fachada da Starbase, da Spacex
Google e SpaceX também discutem a criação de data centers em órbita para projetos futuros. Imagem: Findaview/Shutterstock – Imagem: Findaview/Shutterstock

IPO da SpaceX e relação com o Google

O anúncio acontece uma semana antes da estreia das ações da SpaceX na Nasdaq. Documentos enviados à Securities and Exchange Commission mostram que a empresa pretende levantar cerca de US$ 75 bilhões, com avaliação estimada em US$ 1,75 trilhão — o que pode transformar a operação no maior IPO da história.

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O Google investe na SpaceX há vários anos. Após a abertura de capital, a participação da Alphabet na companhia deve ultrapassar US$ 100 bilhões em valor. As duas empresas também negociam a possível construção de data centers em órbita, apontados como parte importante dos planos futuros da SpaceX.

A Alphabet, dona do Google, já reservou mais de US$ 180 bilhões para investimentos neste ano e afirmou que esse valor deve crescer significativamente em 2027. Para bancar esse ritmo de expansão, a empresa também anunciou recentemente uma venda de ações de US$ 80 bilhões.

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Disputa com Casa Branca expõe riscos políticos da Anthropic antes do IPO

A relação entre a Anthropic e o governo dos Estados Unidos entrou em rota de colisão após divergências sobre o uso militar de inteligência artificial. O impasse envolveu decisões de segurança nacional e medidas de restrição que atingiram diretamente a empresa.

Nos últimos meses, porém, o clima começou a mudar em Washington. Ainda sem acordo definitivo, mas com sinais de aproximação, explica a Reuters.

Debate sobre uso de IA militar segue no centro da relação entre empresas de tecnologia e a Casa Branca. Imagem: Artem Onoprienko/iStock

Impasse começou com restrições ao uso militar de IA

A tensão começou quando a Anthropic recusou permitir que suas tecnologias fossem usadas pelas Forças Armadas dos EUA em vigilância doméstica e em sistemas de armas totalmente autônomos. A resposta do governo veio em seguida: a empresa foi incluída em uma lista de segurança nacional, cuja aplicação deve entrar em vigor ainda este ano.

Em março, o Departamento de Defesa foi além e classificou a empresa como um “risco para a cadeia de suprimentos”. É a primeira vez que uma companhia americana recebe esse tipo de enquadramento, geralmente reservado a empresas ligadas a países considerados adversários. Na prática, a decisão impede que contratados militares usem modelos da Anthropic em projetos ligados às Forças Armadas.

Sempre que o governo sinaliza que está se desvinculando de uma empresa, isso é um grande problema para ela.

Franklin Turner, advogado que atua com contratos governamentais, à Reuters.

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Disputa entre Anthropic e governo dos EUA envolve uso de IA em defesa e vigilância doméstica. Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock

Sinais de reaproximação começaram na Casa Branca

A mudança de clima começou a aparecer depois de uma visita do CEO Dario Amodei à Casa Branca, em abril. Foi o primeiro encontro mais amplo desde o início da disputa, abrindo espaço para conversas sobre possível cooperação.

Um dos episódios mais simbólicos dessa reaproximação foi o convite para que Amodei participasse da assinatura de uma ordem executiva sobre inteligência artificial. O evento acabou sendo cancelado, mas a ordem foi posteriormente assinada pelo presidente Donald Trump. Em comunicado, a Anthropic afirmou que espera “colaborar” com a Casa Branca na implementação das diretrizes.

Nos bastidores, representantes da empresa também se reuniram com autoridades econômicas dos Estados Unidos para discutir segurança cibernética e políticas de IA. Esses encontros ajudaram a alimentar parte das discussões que embasaram a nova ordem executiva.

Pontos da disputa

  • Recusa da Anthropic em apoiar usos militares de IA em vigilância e armas autônomas
  • Inclusão da empresa em lista de segurança nacional dos EUA
  • Classificação como “risco para a cadeia de suprimentos” pelo Pentágono
  • Reaproximação após reuniões na Casa Branca e encontros com autoridades
  • Processo judicial ainda em andamento e impacto sobre o IPO da empresa
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Especialistas avaliam que impacto da crise entre Anthropic e EUA pode ser mais reputacional no curto prazo. Imagem: JRdes/Shutterstock – Imagem: JRdes/Shutterstock

Disputa segue aberta e ainda gera incertezas

Apesar dos sinais de aproximação, o conflito não foi encerrado. O Pentágono continua contestando a classificação de risco aplicada à empresa, e o caso segue em disputa judicial.

Outro ponto que chamou atenção no setor foi a ausência de executivos da Anthropic em uma simulação militar de ataques cibernéticos organizada pelo Exército dos EUA. O exercício contou com representantes de outras grandes empresas de tecnologia.

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No mercado, o caso é acompanhado de perto. Analistas avaliam que o impacto imediato é mais reputacional do que estrutural, embora ainda gere ruído. “É uma contusão de curto prazo”, resumiu o analista Harrison Rolfes, da PitchBook.

O pano de fundo é a preparação da Anthropic para uma possível abertura de capital, que pode avaliar a empresa em até US$ 1 trilhão. Um movimento que coloca ainda mais pressão sobre a relação com o governo americano.

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Anthropic propõe pausa global no avanço da inteligência artificial

A Anthropic publicou um post em seu blog defendendo uma desaceleração global no desenvolvimento da inteligência artificial. A justificativa central é a velocidade do avanço tecnológico. Para a empresa, os sistemas atuais podem abrir caminho para modelos capazes de desenvolver seus próprios sucessores — um cenário que, segundo o artigo, “pode chegar antes do que a maioria das instituições está preparada para enfrentar”.

No documento, a companhia reconhece que uma IA capaz de se aprimorar poderia “trazer enormes benefícios para o mundo” nas áreas de ciência e saúde, entre outras. Mas faz um alerta: sistemas desse tipo também poderiam “aumentar os riscos de os humanos perderem o controle sobre a IA”. A proposta de desaceleração serviria justamente para dar mais tempo às estruturas sociais e às pesquisas de alinhamento acompanharem a evolução da tecnologia.

Anthropic diz que pausa temporária ajudaria pesquisas de segurança a acompanhar a IA. Imagem: Tada Images/Shutterstock – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Verificação como condição para qualquer acordo

Para que uma desaceleração seja efetiva, a Anthropic afirma que mecanismos de fiscalização precisam existir. Sem esse tipo de controle, algumas empresas poderiam continuar desenvolvendo tecnologia em segredo enquanto outras interrompem suas atividades.

“Uma desaceleração ou pausa significativa exigiria que múltiplos laboratórios bem financiados, na fronteira ou próximos dela, em múltiplos países, concordassem em parar sob as mesmas condições”, escreve a empresa em seu blog. “Também exigiria que cada um pudesse verificar que os outros realmente pararam.”

A comparação feita pela Anthropic é com os tratados de armas nucleares. A empresa usa esses acordos como exemplo de que uma coordenação internacional não seria impossível — embora admita que processos assim levaram décadas para serem construídos, algo difícil de conciliar com a velocidade atual do setor.

Nos próximos meses, a companhia pretende conversar com formuladores de políticas, pesquisadores e outras empresas de IA. A ideia é publicar os resultados dessas discussões futuramente.

Pessoa usando notebook enquanto interage com interface digital que representa segurança cibernética e inteligência artificial.
Empresa afirma que sistemas futuros podem transformar profundamente economia, trabalho e tecnologia. Imagem: Supapich Methaset / Shutterstock – Imagem: Supapich Methaset / Shutterstock

Pesquisa interna e papel do Anthropic Institute

A proposta parte do trabalho desenvolvido pelo Anthropic Institute, divisão de pesquisa criada pela empresa em março. Na época do lançamento, o grupo afirmou que o objetivo do instituto seria “contar ao mundo” o que aprende sobre os desafios que surgem conforme empresas de IA desenvolvem sistemas mais avançados.

O instituto, em conjunto com colaboradores, conduzirá pesquisas sobre o que é necessário para “construir os sistemas que uma desaceleração ou pausa crível exigiria”.

Entre os principais pontos levantados pela Anthropic estão:

  • risco de sistemas de IA evoluírem sem supervisão humana;
  • dificuldade de criar regras globais que sejam respeitadas;
  • possibilidade de impactos sociais e econômicos profundos;
  • competição acelerada entre empresas e países;
  • necessidade de ampliar pesquisas em segurança de IA.
Interface AI mostrando aviso de erro de prompt e alerta do sistema
Startup de IA quer mais tempo para pesquisas de segurança acompanharem evolução dos modelos. Imagem: Digineer Station/Shutterstock – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Críticas à postura da empresa

O debate em torno da Anthropic também envolve críticas. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, parte do setor vê os alertas feitos pela empresa sobre sua própria tecnologia como uma estratégia de marketing — seja para parecer menos problemática que as concorrentes, seja para reforçar a imagem de que seus produtos estão entre os mais avançados do mercado.

Um dos exemplos citados é o lançamento restrito do modelo de IA para cibersegurança Mythos. A Anthropic afirmou que liberou o sistema apenas para um grupo seleto de parceiros devido ao potencial de dano que sua capacidade de identificar vulnerabilidades rapidamente poderia causar em mãos erradas.

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Nem todo mundo, porém, comprou essa justificativa. Parte das críticas interpreta a restrição como uma forma de gerar expectativa em torno do produto ou até de reservá-lo apenas para grandes empresas.

Na área financeira, a Anthropic também vive um momento importante. A empresa caminha para registrar seu primeiro trimestre lucrativo, algo que várias concorrentes ainda não conseguiram alcançar. Além disso, já protocolou documentos na SEC para abrir capital, com previsão de que isso aconteça antes do fim do ano.

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Tráfego de IA supera o de humanos na internet pela primeira vez

A internet atingiu um marco inédito: pela primeira vez, o tráfego gerado por agentes de inteligência artificial (IA) superou o produzido por usuários humanos. Os dados foram divulgados pela Cloudflare, uma das maiores empresas de hospedagem e infraestrutura da internet, e mostram que os chamados bots agentivos já representam 57,4% das requisições online, enquanto os humanos respondem por 42,6%.

A informação foi compartilhada por Matthew Prince, cofundador e CEO da Cloudflare, em publicações na rede social X nesta semana. Segundo ele, a mudança ocorreu mais cedo do que o esperado. Prince afirmou que acreditava que essa virada só aconteceria no fim de 2027, depois no início daquele ano, mas o crescimento acelerado dos agentes de IA antecipou o cenário.

O que está por trás do aumento do tráfego de IA

É importante destacar que os números divulgados pela Cloudflare não incluem apenas os bots tradicionais da internet, como rastreadores de mecanismos de busca e ferramentas de monitoramento. Esse tipo de automação já superava o tráfego humano em determinados contextos há mais de uma década.

O dado da Cloudflare se refere especificamente aos agentes de IA que navegam pela web em nome dos usuários. São sistemas capazes de pesquisar informações, visitar páginas e reunir resultados para responder perguntas feitas em chatbots e outras ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Na prática, isso significa que mais agentes automatizados estão acessando sites do que pessoas. Ainda assim, os usuários humanos continuam sendo os principais responsáveis pela interação direta com conteúdos, enquanto as IAs realizam um volume maior de visitas e consultas.

Diferenças entre regiões

A distribuição do tráfego varia de acordo com a localização. Na América do Norte, os bots já representam 68,6% da atividade online, contra 31,4% de origem humana.

Em regiões menores, porém, o cenário pode ser diferente. No Meio-Oeste dos Estados Unidos, por exemplo, os humanos ainda lideram, com 54,5% do tráfego, enquanto os bots ficam com 45,5%.

Segundo os dados divulgados, América do Sul, Ásia e Oceania ainda registram predominância de atividade humana na maior parte do tempo. Já América do Norte, Europa e África tendem a apresentar participação mais elevada dos agentes automatizados.

Há também casos extremos. Em horários de pico, até 97% do tráfego originado em Gibraltar é atribuído a bots. No sentido oposto, Cuba e Laos registram participação humana de 80,8% e 84,7%, respectivamente.

Crescimento acelerado surpreendeu a Cloudflare

Em entrevista à NBC News, Prince afirmou estar surpreso com a velocidade do avanço do tráfego não humano. Segundo ele, os gráficos apresentam algumas imperfeições, mas a tendência já é clara e indica uma mudança estrutural no comportamento da internet.

O executivo também observou que um usuário pode visitar apenas alguns sites antes de concluir uma compra, enquanto um sistema de IA pode consultar milhares de páginas para executar uma tarefa semelhante.

Prince afirmou ainda que a web passou por um período de retração entre 2015 e 2025, mas que os últimos seis meses marcaram uma mudança significativa, com crescimento acelerado impulsionado pelo uso de inteligência artificial.

Debate sobre a “Teoria da Internet Morta”

O avanço dos bots reacendeu discussões sobre a chamada Dead Internet Theory (Teoria da Internet Morta), que sustenta que a maior parte da atividade online passaria a ser produzida por sistemas automatizados em vez de pessoas.

Embora alguns usuários vejam os novos dados como uma confirmação dessa hipótese, Prince discorda. Para ele, as ferramentas de IA estão ampliando o acesso à criação de conteúdo, permitindo que mais pessoas produzam material online sem precisar dominar programação ou design.

O executivo também apontou possíveis impactos econômicos dessa transformação. Segundo ele, os bots não clicam em anúncios da mesma forma que os usuários humanos, o que levanta dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de negócios atual da internet.

Uma das alternativas mencionadas por Prince seria cobrar dos agentes automatizados pelo acesso ao conteúdo produzido por usuários e sites. Na avaliação dele, um modelo desse tipo poderia ajudar a redefinir a economia da web nos próximos anos.

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Meta lança assistente de IA para criadores no Facebook

A Meta anunciou nesta quinta-feira o lançamento de um novo assistente de inteligência artificial (IA) para criadores de conteúdo no Facebook. A ferramenta foi desenvolvida para fornecer recomendações personalizadas com base no estilo de publicação, desempenho, comunidade e objetivos de cada usuário.

Segundo a empresa, o recurso chega inicialmente para criadores nos Estados Unidos, Canadá e Índia. A proposta é facilitar o acesso a informações sobre desempenho e oferecer sugestões para a produção de novos conteúdos, sem que seja necessário navegar por diferentes gráficos e painéis de análise.

O novo assistente funciona por meio de conversas. Os criadores podem fazer perguntas como “Quando devo publicar?” ou “O que as pessoas estão dizendo nos meus comentários?” e receber respostas rápidas baseadas em sua própria atividade na plataforma.

O Creator Assistant permite que criadores façam perguntas em linguagem natural e recebam análises sobre audiência, comentários e desempenho de conteúdo – Imagem: Divulgação / Meta

Análises personalizadas e perguntas de acompanhamento

De acordo com a Meta, a ferramenta também permite aprofundar a análise dos dados por meio de perguntas adicionais. Os usuários podem, por exemplo, investigar como sua audiência mudou ao longo do tempo ou entender quais ações podem contribuir para melhorar o desempenho das publicações.

As respostas são geradas a partir da presença individual do criador na rede social e de informações relacionadas ao seu histórico de conteúdo. A empresa afirma que o assistente busca transformar dados de desempenho em orientações mais acessíveis e fáceis de interpretar.

Painel do Creator Assistant exibe métricas e recomendações para criadores no Facebook
O Creator Assistant reúne indicadores de desempenho e sugere ações para ajudar criadores a ampliar o alcance de seus conteúdos – Imagem: Divulgação / Meta

Além das métricas, o recurso pode ajudar na criação de novas publicações. O sistema utiliza informações sobre tendências para sugerir ideias de conteúdo, incluindo o uso de áudios em alta e temas relacionados a momentos culturais que estejam gerando interesse do público.

Meta busca manter criadores dentro de seu ecossistema

A iniciativa também faz parte da estratégia da Meta para manter criadores ativos no Facebook em meio à concorrência de plataformas como TikTok e YouTube.

Ao oferecer sugestões de conteúdo e análises diretamente no aplicativo, a empresa reduz a necessidade de recorrer a ferramentas externas para obter insights ou desenvolver ideias. Segundo a Meta, isso ajuda a concentrar essas atividades dentro de seu próprio ecossistema.

A expectativa é que o acesso facilitado a informações e recomendações estimule publicações mais frequentes, o que pode contribuir para aumentar o engajamento dos usuários na plataforma.

Ilustração do novo assistente de IA para criadores lançado pela Meta no Facebook
Meta anunciou um assistente de IA para ajudar criadores com análises de desempenho e sugestões de conteúdo no Facebook – Imagem: Divulgação / Meta

Traduções por IA ganham novos idiomas

Junto com o anúncio do assistente, a Meta informou a ampliação dos idiomas disponíveis para suas traduções por inteligência artificial no Facebook. Entre as novas opções estão árabe, bahasa indonésio, francês, tailandês e vietnamita.

A funcionalidade de tradução automática para Reels foi lançada no ano passado e tem como objetivo permitir que criadores alcancem públicos em diferentes idiomas. Segundo a empresa, a tecnologia preserva o tom de voz e o áudio original durante a tradução.

Os criadores também podem utilizar um recurso de sincronização labial que ajusta a tradução aos movimentos da boca do vídeo, tornando o resultado mais natural.

De acordo com a Meta, mais de 500 milhões de usuários assistem semanalmente a vídeos traduzidos por IA no Facebook.

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