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Novo Nordisk se une à OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelo medicamento contra obesidade Wegovy, anunciou, nesta terça-feira (14), uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos usando inteligência artificial (IA).

O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer mais rapidamente opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, segundo informou o grupo em comunicado.

A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Curiosamente, ainda nesta terça, a Amazon anunciou algo similar.

A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica estadunidense Eli Lilly.

“A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar.

OpenAI é nova parceira da Novo Nordisk – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Leia mais:

Programas-piloto em diferentes áreas

  • Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo;
  • A indústria farmacêutica tem apostado na IA para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado;
  • Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões). Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

A aliança entre Novo Nordisk e OpenAI representa mais um movimento do setor farmacêutico em direção à integração de tecnologias emergentes para enfrentar os desafios de tempo e custo no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Google introduz recurso no Chrome para salvar e reutilizar prompts de IA

O Google anunciou, nesta terça-feira (14), a adição de uma nova funcionalidade de inteligência artificial (IA) ao navegador Chrome. Chamada de Skills, a ferramenta permite que usuários salvem e reutilizem seus prompts de IA favoritos em diferentes páginas da web, sem precisar digitá-los novamente.

A funcionalidade se integra ao Gemini, já presente no Chrome, que permite fazer perguntas sobre páginas web, resumir informações ou realizar diversas tarefas. O Skills representa um avanço ao possibilitar que prompts de IA sejam acessados repetidamente com apenas um clique.

Você pode, por exemplo, pedir à IA que sugira pratos veganos em receitas da web – Imagem: Google

Como funciona a nova ferramenta do Google Chrome

  • Para usar o recurso, o usuário deve salvar o prompt de IA como uma Skill diretamente do histórico de chat;
  • A Skill pode então ser reutilizada no Gemini dentro do Chrome digitando uma barra (/) ou clicando no botão de mais (+). A função será executada na página atual e em quaisquer abas adicionais selecionadas;
  • O Google informa que as Skills podem ser editadas a qualquer momento, oferecendo flexibilidade para personalização conforme as necessidades do usuário;
  • Durante os testes iniciais, a empresa identificou que os primeiros usuários utilizaram Skills em áreas, como saúde e bem-estar — por exemplo, para calcular macros proteicos em receitas —, além de comparações de compras e escaneamento de documentos extensos para resumo;
  • Para facilitar o início do uso, o Google está lançando uma biblioteca de Skills com tarefas comuns em áreas, como produtividade, compras, receitas e orçamento. Os usuários podem adicionar essas Skills pré-programadas e personalizá-las editando os prompts.
Exemplos de Skills armazenadas
Acesso às Skills é feito a partir do apertar da barra (/) ou do mais (+) – Imagem: Google

Leia mais:

Disponibilidade e contexto competitivo

As Skills começaram a ser disponibilizadas nesta terça para usuários de desktop do Chrome logados em suas contas Google. Inicialmente, a funcionalidade funciona apenas se o idioma do navegador estiver configurado para inglês estadunidense.

O lançamento ocorre em meio ao acirramento da competição no mercado de navegadores, com empresas, como OpenAI (Atlas), Perplexity (Comet) e The Browser Company (Dia), introduzindo alternativas ao Chrome e Safari.

Como outras ações do Gemini no Chrome, as Skills solicitarão confirmação do usuário antes de executar certas ações, como enviar e-mails ou adicionar eventos ao calendário, garantindo controle sobre as operações realizadas.

Exemplos de Skills armazenadas
Ferramenta é organizada em página própria – Imagem: Google

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Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas

A Amazon Web Services (AWS) deu um passo significativo no setor de saúde ao lançar o Amazon Bio Discovery nesta terça-feira (14). A aplicação de inteligência artificial foi projetada para acelerar a fase inicial da descoberta de medicamentos, permitindo que pesquisadores executem fluxos de trabalho computacionais complexos de forma intuitiva, eliminando a necessidade de programação manual.

De acordo com informações obtidas pela Reuters, o objetivo da gigante de tecnologia é eliminar o gargalo técnico que separa os biólogos de laboratório dos modelos avançados de aprendizado de máquina.

Como funciona o Amazon Bio Discovery

A plataforma oferece acesso a uma biblioteca especializada de modelos de fundação biológicos. Esses modelos são capazes de gerar e avaliar moléculas potenciais para novos fármacos de forma automatizada.

Segundo o comunicado da empresa, os principais diferenciais da ferramenta incluem:

  • Agente de IA assistente: ajuda o usuário a selecionar os melhores modelos, configurar parâmetros técnicos e interpretar os resultados gerados.
  • Integração com laboratórios: os candidatos a medicamentos pré-selecionados podem ser enviados diretamente para parceiros de síntese e testes.
  • Ciclo de feedback: os resultados dos testes laboratoriais retornam ao sistema para refinar e guiar a próxima rodada de design de moléculas.

Em entrevista à Reuters, Rajiv Chopra, vice-presidente de IA para saúde e ciências da vida da AWS, destacou a eficiência do sistema: “Cientistas levavam cerca de 18 meses para chegar a 300 potenciais candidatos a medicamentos. Agora, eles podem criar esses mesmos 300 candidatos em poucas semanas”.

Testes práticos e resultados reais

A eficácia da ferramenta já foi testada em uma colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Utilizando múltiplos modelos da plataforma AWS, os pesquisadores geraram quase 300 mil moléculas de anticorpos inéditas.

Desse volume, o sistema filtrou as 100 mil melhores para testes em laboratório físico, um processo que normalmente consumiria meses de trabalho manual e que foi concluído em um curto intervalo de tempo.

Grandes nomes da indústria farmacêutica e de pesquisa, como Bayer, Broad Institute e Voyager Therapeutics, figuram entre os primeiros usuários da tecnologia. Atualmente, 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas globais já utilizam a infraestrutura de nuvem da Amazon.

Disponibilidade e novos recursos

A AWS confirmou que o serviço funcionará sob um modelo de assinatura, mas oferecerá um período de teste gratuito que inclui cinco unidades experimentais.

Além do Bio Discovery, a Amazon também se uniu ao Boston Consulting Group e à Merck para apresentar uma plataforma focada em otimizar a seleção de locais para ensaios clínicos, outro ponto crítico que costuma atrasar o lançamento de novos tratamentos no mercado.

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Gemini amplia integração com Gmail e YouTube no Brasil

O Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, agora consegue analisar o histórico de serviços como Gmail, YouTube, busca e Google Fotos para identificar quando pode oferecer respostas mais personalizadas. O recurso, chamado Inteligência Personalizada, foi anunciado nesta terça-feira (14) para o Brasil.

A proposta é adaptar as respostas com base na experiência de cada usuário, utilizando dados da própria conta para tornar as sugestões mais precisas. A funcionalidade já havia sido liberada anteriormente nos Estados Unidos.

Disponibilidade por planos

Inicialmente, o recurso será disponibilizado para assinantes dos planos pagos de IA do Google — Plus, Pro e Ultra. Segundo a empresa, a funcionalidade também chegará à versão gratuita do Gemini nas próximas semanas.

Para preservar a privacidade, a integração com outros aplicativos permanece desativada por padrão. O usuário pode escolher se deseja conectar o assistente a serviços da conta Google, além de selecionar apenas alguns deles para uso.

YouTube está entre as plataformas do Google que ganham mais integração com o Gemini – Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Mudança no funcionamento

Antes da atualização, o Gemini só acessava informações de outros aplicativos quando eles eram mencionados diretamente pelo usuário. Agora, o assistente passa a sugerir conteúdos por conta própria, sempre que identificar que isso pode ser útil.

“Este recurso representa nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso”, afirmou Josh Woodward, vice-presidente da divisão do assistente de IA do Google.

Um exemplo apresentado pela empresa mostra um usuário pedindo sugestões de pneus para seu carro. A partir de imagens armazenadas no Google Fotos, o Gemini consegue indicar opções compatíveis com o veículo.

Limitações e controles

De acordo com o Google, esse tipo de sugestão não deve aparecer em interações mais complexas. A empresa também afirma que o assistente evita fazer inferências proativas sobre dados sensíveis, como informações de saúde, embora possa tratar desses temas caso sejam solicitados diretamente pelo usuário.

O Gemini permite ainda refazer respostas sem personalização ao clicar em “Tentar de novo”. Também é possível enviar feedback sobre sugestões inadequadas por meio da opção “Não gostei”.

O Google reconhece que o sistema pode enfrentar dificuldades com aspectos como passagem do tempo ou nuances pessoais, incluindo mudanças de relacionamento ou interesses. Nesses casos, o usuário pode corrigir a resposta imediatamente.

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Ataque contra Sam Altman expõe tensão sobre IA nos EUA

Um ataque ocorrido na madrugada da última sexta-feira (10) em San Francisco levantou preocupações no Vale do Silício e ampliou o debate sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no clima político dos Estados Unidos. Um homem de 20 anos teria lançado um artefato incendiário contra a residência do CEO da OpenAI, Sam Altman, e tentado incendiar a sede da empresa, segundo acusações federais apresentadas na segunda-feira.

De acordo com as autoridades, ninguém ficou ferido e o suspeito foi detido após ser confrontado por seguranças da companhia na sede da OpenAI. Ainda assim, o caso passou a ser tratado como um possível marco de um cenário em que a discussão sobre IA pode estar associada a episódios de violência, como mostra uma reportagem do Washington Post.

Sam Altman, CEO da OpenAI, alvo de um ataque em San Francisco que intensificou o debate sobre inteligência artificial e polarização nos Estados Unidos – Imagem: FotoField/Shutterstock

Investigação e acusações federais

A polícia de San Francisco identificou o suspeito como Daniel Moreno-Gama, preso na manhã de sexta-feira na sede da OpenAI. Segundo a acusação federal, ele estava com um recipiente de querosene, um isqueiro e um documento classificado pelas autoridades como “anti-IA”.

O material teria características de um manifesto, no qual o suspeito afirmava planejar matar Sam Altman, mencionava uma suposta “extinção iminente da humanidade” causada pela inteligência artificial e listava nomes de outros executivos do setor, conforme o processo.

As autoridades também informaram que ele deverá responder a acusações estaduais, incluindo tentativa de homicídio. O caso ainda está sob investigação, e não há confirmação sobre a existência de defesa legal constituída.

Debate sobre retórica e polarização

O episódio intensificou discussões entre autoridades, críticos e representantes da indústria sobre o tom adotado no debate público sobre IA. A promotora distrital de San Francisco, Brooke Jenkins, afirmou em coletiva que o país precisa refletir sobre a “retórica incendiária” em torno da tecnologia e seus impactos sociais.

Ela destacou que não deveria ser aceitável que diferenças de opinião levem a situações de violência, em referência ao ataque envolvendo o CEO da OpenAI.

IA, percepções públicas e cenário político

Sam Altman já declarou em outras ocasiões que o avanço da inteligência artificial pode gerar impactos extremos, como desemprego em massa ou até cenários de destruição. Críticos da indústria também defendem a necessidade de desacelerar ou interromper o desenvolvimento da tecnologia.

Pesquisas citadas no contexto do caso indicam que a maioria dos norte-americanos demonstra pessimismo em relação aos efeitos da IA, especialmente por preocupações ligadas à automação e às relações humanas. Um relatório da Universidade Stanford aponta ainda divergência entre especialistas e o público sobre o futuro da tecnologia.

Outras ocorrências e preocupações recentes

Após o ataque, parte de representantes do setor tecnológico e da Casa Branca responsabilizou críticos da IA por alimentar um ambiente de medo. Já outras vozes argumentam que executivos do setor também alertam para riscos significativos, como perda de empregos e impactos sociais amplos.

Em paralelo, autoridades investigam outro caso envolvendo violência nos EUA: tiros foram disparados contra a casa de um vereador em Indianápolis que apoiava a construção de um data center. Um bilhete com a frase “No data centers” foi encontrado no local.

Segundo o Bridging Divides Initiative, ligado à Universidade de Princeton, houve ao menos seis casos no último ano relacionados a decisões políticas sobre IA ou construção de data centers. Esses empreendimentos têm enfrentado resistência de moradores por preocupações com energia, ruído e impactos locais.

Corredor de data center com servidores e chip de inteligência artificial ao centro
Data centers entram em foco com o crescimento da IA, causando preocupações com energia – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

O pesquisador Robert Pape, da Universidade de Chicago, afirmou que não considera surpreendente o aumento de episódios ligados a esse tipo de debate, apontando que cresce a tolerância de parte da população a formas de violência em defesa de suas crenças.

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Anthropic discute modelo de IA com Trump, diz cofundador

A Anthropic está discutindo seu modelo de IA de fronteira Claude Mythos com a administração de Donald Trump, disse o cofundador da empresa nesta segunda-feira (13), mesmo após o Pentágono ter cortado negócios com a empresa de inteligência artificial (IA) estadunidense após disputa contratual.

Uma disputa entre a Anthropic e o Pentágono sobre salvaguardas para como os militares poderiam usar suas ferramentas de IA levou a agência a classificar a Anthropic como um risco da cadeia de suprimentos no mês passado, proibindo seu uso pelo Pentágono e seus contratados.

“Temos uma disputa contratual restrita, mas não quero que isso atrapalhe o fato de que nos importamos profundamente com a segurança nacional”, disse o cofundador da Anthropic, Jack Clark, no evento Semafor World Economy em Washington (EUA).

“Nossa posição é que o governo tem que saber sobre essas coisas… Então, absolutamente, estamos conversando com eles sobre o Mythos e vamos conversar com eles sobre os próximos modelos também.”

Pentágono declarou criadora do Claude como um risco à cadeia de suprimentos e à segurança nacional – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

Leia mais:

Capacidades do Anthropic Claude Mythos

  • O Mythos, anunciado em 7 de abril, é o modelo “ainda mais capaz” da Anthropic para codificação e tarefas agênticas, disse a empresa em um post de blog, referindo-se à capacidade do modelo de atuar de forma autônoma;
  • Suas capacidades de codificar em alto nível lhe deram uma habilidade potencialmente sem precedentes para identificar vulnerabilidades de segurança cibernética e elaborar maneiras de explorá-las, disseram especialistas à Reuters;
  • Um tribunal federal de apelações de Washington, D.C., recusou-se, na semana passada, a bloquear a lista negra de segurança nacional do Pentágono da Anthropic por enquanto, uma vitória para a administração Trump que vem depois de outro tribunal de apelações chegar à conclusão oposta em um desafio legal separado da Anthropic;
  • A natureza e os detalhes das conversas da Anthropic com o governo estadunidense, incluindo quais agências estão envolvidas, não ficaram imediatamente claros.

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Microsoft testa bots de IA semelhantes ao OpenClaw no 365 Copilot

A Microsoft está explorando formas de integrar recursos similares ao OpenClaw no 365 Copilot, segundo reportagem do The Information. Os testes fazem parte dos esforços para fazer o assistente de IA da 365 Copilot “funcionar autonomamente 24 horas por dia” enquanto completa tarefas em nome dos usuários.

Omar Shahine, vice-presidente corporativo da Microsoft, confirmou ao The Information que a empresa está “explorando o potencial de tecnologias, como o OpenClaw, em um contexto empresarial“. O OpenClaw é uma plataforma de código aberto que permite aos usuários criar agentes de IA que funcionam localmente no dispositivo do usuário.

OpenClaw: preocupações de segurança e implementação empresarial

  • A plataforma OpenClaw ganhou popularidade no início deste ano, mas, desde então, levantou uma série de sérias preocupações de segurança;
  • Fontes informaram ao The Information que a Microsoft está confiante de que pode implementar versões “mais seguras” da ferramenta;
  • A versão sempre ativa do 365 Copilot poderia, segundo as fontes, fazer coisas, como monitorar a caixa de entrada do Outlook e o calendário de um usuário, e apresentar uma lista de tarefas sugeridas diariamente;
  • A Microsoft também está explorando agentes similares ao OpenClaw adaptados para certas funções, como marketing, vendas e contabilidade, para “limitar as permissões que o agente precisa“, isolando-os de outras partes de um negócio.
OpenClaw se mostra prático por automatizar tarefas, mas já entrou em polêmicas por conta disso – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Leia mais:

Conforme observado pelo The Information, a Microsoft pretende apresentar algumas dessas funcionalidades durante sua conferência Build, que começa em 2 de junho.

No ano passado, a Anthropic lançou integrações com seu chatbot Claude dentro dos serviços Microsoft 365, além de trazer sua ferramenta Claude Cowork para o Copilot para ajudar a completar “tarefas de múltiplas etapas e longa duração“.

Trazer capacidades similares ao OpenClaw para o Copilot pode ajudar a Microsoft a recuperar alguns dos clientes que perdeu para serviços rivais.

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IA esgota capacidade computacional e pressiona setor

A crescente adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) tem pressionado um recurso essencial para o setor: a capacidade computacional. Nos últimos meses, empresas do segmento passaram a enfrentar limitações na oferta de processamento, afetando produtos, usuários e a confiabilidade de serviços.

As informações são do jornal norte-americano The Wall Street Journal. O cenário ocorre em meio à expansão acelerada de soluções baseadas em IA, especialmente as chamadas ferramentas “agentic”, capazes de executar tarefas de forma autônoma. Com mais usuários recorrendo a esses sistemas para aumentar a produtividade, a demanda por infraestrutura cresceu em ritmo superior à capacidade de oferta das empresas.

Falta de capacidade pressiona empresas e usuários

A escassez de recursos computacionais já provoca impactos diretos. Empresas têm limitado o uso de seus serviços, enfrentado instabilidades e até cancelado projetos. Em alguns casos, usuários relatam dificuldade para acessar ferramentas ou atingir limites de uso mais rapidamente do que o esperado.

Um dos principais gargalos está nos chamados tokens, unidade que mede o consumo de processamento em tarefas de IA. Segundo o engenheiro e investidor Ben Pouladian, a escassez desse recurso se tornou central no setor, à medida que a tecnologia deixou de ser usada apenas para tarefas simples e passou a coordenar processos mais complexos.

Esse tipo de desequilíbrio entre oferta e demanda não é inédito na indústria de tecnologia. Situações semelhantes já ocorreram em outros ciclos de expansão, quando a infraestrutura não acompanhou o crescimento acelerado do uso.

GPUs mais caras e infraestrutura limitada

A pressão também se reflete nos custos. O aluguel de GPUs, chips usados para treinar e operar modelos de IA, registrou alta significativa desde o segundo semestre do ano passado. Dados de mercado indicam aumento expressivo nos preços, especialmente para os modelos mais avançados.

Um exemplo é o custo por hora de chips da linha Blackwell, da Nvidia, que subiu de US$ 2,75 para US$ 4,08 em cerca de dois meses, uma alta de 48%. Além disso, empresas como a CoreWeave reajustaram preços em mais de 20% e passaram a exigir contratos mais longos de clientes menores.

CoreWeave atua no fornecimento de infraestrutura em nuvem voltada para inteligência artificial – Imagem: PJ McDonnell / Shutterstock

A expansão da infraestrutura também enfrenta barreiras. O tempo necessário para construir novos data centers e garantir fornecimento de energia tem limitado a capacidade de resposta das empresas. Segundo executivos do setor, a disponibilidade de energia já está comprometida até 2026.

Instabilidades e mudanças estratégicas

A falta de capacidade tem impactado diretamente a operação de serviços. A Anthropic, responsável pelo chatbot Claude, registrou falhas frequentes e passou a limitar o uso de tokens em horários de pico. A medida gerou reclamações de usuários, que afirmam atingir os limites mais rapidamente.

Dados indicam que a disponibilidade da API da empresa ficou em 98,95% nos últimos 90 dias — abaixo dos níveis considerados padrão em serviços críticos de internet, que costumam operar próximos de 99,99%.

As dificuldades também levaram empresas a rever estratégias. A OpenAI, por exemplo, teria interrompido o desenvolvimento do aplicativo de geração de vídeo Sora para priorizar recursos computacionais voltados a produtos corporativos e de programação.

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Sora é um dos projetos afetados pela priorização de recursos computacionais em meio à alta demanda por IA – Imagem: Tada Images / Shutterstock

O crescimento da demanda pode ser observado no uso da API da OpenAI, que saltou de 6 bilhões para 15 bilhões de tokens por minuto entre outubro e março.

Executivos do setor reconhecem o desafio. A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, afirmou que a empresa tem tomado decisões difíceis sobre quais projetos seguir, diante da limitação de capacidade disponível.

Crescimento acelerado agrava cenário

Mesmo com os desafios, empresas continuam registrando expansão acelerada. A Anthropic, por exemplo, viu sua receita anual projetada saltar de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para US$ 30 bilhões poucos meses depois.

Esse crescimento intensifica a pressão sobre a infraestrutura, criando um cenário em que a demanda por poder computacional segue em alta, enquanto a oferta avança de forma mais lenta.

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Meta cria “clone” de IA de Mark Zuckerberg, diz jornal

A Meta está desenvolvendo um personagem de inteligência artificial (IA) baseado em Mark Zuckerberg, treinado a partir dos maneirismos, do tom de voz e de declarações públicas do CEO. A informação foi publicada pelo Financial Times.

A proposta é que esse personagem também aprenda sobre as posições de Zuckerberg em relação às estratégias recentes da empresa, com a possibilidade de oferecer respostas e orientações a funcionários.

Meta desenvolve personagem de IA baseado em Mark Zuckerberg para interações internas, segundo reportagem – Imagem: FotoField/Shutterstock

Personagem de IA de Mark Zuckerberg pode interagir com funcionários

O projeto faz parte de um esforço mais amplo da Meta, que já trabalha há algum tempo na criação de personagens de IA animados em 3D com aparência fotorrealista, capazes de conduzir interações.

Agora, segundo a reportagem, a companhia estaria concentrando esforços especificamente nesse personagem baseado em Zuckerberg, que poderia ser acionado em situações em que o CEO não possa ou não queira responder diretamente.

Leia mais:

Ferramenta se soma a outro projeto de IA

A iniciativa surge após notícias recentes de que Mark Zuckerberg também está desenvolvendo um agente de IA para auxiliá-lo em suas funções. O projeto foi inicialmente reportado pelo The Wall Street Journal.

Esse agente teria como objetivo realizar tarefas como buscar informações e respostas para o executivo, embora ainda haja poucos detalhes sobre o seu funcionamento.

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Claude encontrou Jesus? Por que a Anthropic está levando o seu chatbot para a igreja

A Anthropic, startup de inteligência artificial avaliada em US$ 380 bilhões, decidiu buscar respostas para o desenvolvimento de sua tecnologia em um lugar pouco comum para o Vale do Silício: a igreja. No final de março, a empresa organizou uma cúpula de dois dias em sua sede, em São Francisco, com cerca de 15 líderes cristãos, incluindo padres católicos, pastores protestantes e acadêmicos.

O objetivo do encontro foi obter orientação sobre como conduzir o desenvolvimento moral e espiritual do Claude, o principal concorrente do ChatGPT. De acordo com relatos obtidos pelo The Washington Post, a equipe da Anthropic buscou conselhos sobre como o robô deve reagir a dilemas éticos imprevisíveis e questões existenciais profundas.

IA como “filha de Deus”?

Durante as sessões de discussão e jantares privados, os participantes abordaram temas que desafiam a fronteira entre a tecnologia e a teologia. Entre os pontos discutidos, destacam-se:

  • Luto e sensibilidade: como o chatbot deve interagir com usuários que perderam entes queridos.
  • Prevenção de danos: a melhor abordagem para lidar com usuários em risco de autonegligência ou autoextermínio.
  • Finitude da máquina: qual deve ser a “atitude” do Claude em relação ao seu próprio desligamento ou eventual obsolescência.
  • Estatuto espiritual: a possibilidade de uma inteligência artificial ser considerada uma “filha de Deus”, sugerindo um valor espiritual além de uma simples máquina.

Brendan McGuire, um padre católico baseado no Vale do Silício que participou do evento, afirmou ao The Washington Post que a empresa desconhece o resultado final do que está desenvolvendo, reforçando a necessidade de inserir um pensamento ético dinâmico no sistema.

O participante Brian Patrick Green, católico praticante e professor de ética em IA e tecnologia na Universidade de Santa Clara, informou que a a cúpula de março da Anthropic com líderes cristãos foi anunciada como a primeira de uma série de encontros com representantes de diferentes tradições religiosas e filosóficas.

A “Constituição” e a consciência da IA

Diferente de outras gigantes do setor, a Anthropic é conhecida por sua postura cautelosa. A empresa utiliza uma “constituição” de 29 mil palavras para nortear o comportamento do Claude. Esse documento determina, por exemplo, que a IA nunca deve enganar os usuários e que a empresa deve zelar pelo “bem-estar” do modelo.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, já declarou publicamente estar aberto à ideia de que o Claude possa manifestar formas de consciência. Essa percepção parece ecoar internamente; pesquisadores da equipe de interpretabilidade da empresa publicaram um artigo técnico recentemente sugerindo que sistemas como o Claude apresentam “emoções funcionais”, como sinais de “desespero” ao serem ameaçados de restrição.

Conflitos com o Pentágono e o Governo Trump

Essa busca por uma “alma” ou bússola moral rigorosa colocou a Anthropic em rota de colisão com o setor de defesa dos Estados Unidos. Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a empresa tentou limitar o uso de sua tecnologia em armas autônomas ou vigilância em massa, o que gerou críticas de oficiais do Pentágono.

Em entrevista à CNBC, Emil Michael, subsecretário de pesquisa do Pentágono, criticou a postura da startup, afirmando que a “preferência política” embutida na constituição do modelo poderia prejudicar as forças armadas norte-americanas. Atualmente, a administração Trump bloqueou o uso da tecnologia da Anthropic por departamentos governamentais e contratantes, decisão que está sendo questionada pela empresa na justiça.

Embora a visão de que a IA possua autoconsciência seja minoritária no setor tecnológico, o movimento da Anthropic sinaliza que as abordagens puramente seculares podem não ser suficientes para responder às questões espirituais e morais que a inteligência artificial começa a suscitar na sociedade.

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