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OpenAI lança plano ChatGPT Pro mais barato para competir com a Anthropic

A OpenAI anunciou uma atualização em um de seus planos pagos do ChatGPT, ampliando os limites de uso do Codex (seu assistente de programação). Agora, o plano Pro tem uma versão mais barata, de US$ 100 por mês (cerca de R$ 510), que oferece até cinco vezes mais capacidade de uso do Codex em relação ao plano Plus, de US$ 20 mensais (R$ 100).

A mudança ocorre em um cenário de competição crescente com ferramentas de programação rivais, como o Claude Code, da Anthropic.

Segundo a OpenAI, o plano Plus continua sendo a melhor opção para quem usa o Codex regularmente. A versão Pro é recomendada para “uso diário mais intenso”.

Com a mudança, a empresa reforça sua estratégia de segmentação de usuários, mantendo diferentes níveis de assinatura para perfis variados. Atualmente, o ChatGPT conta com opções gratuitas e pagas, incluindo dois níveis Pro – um de US$ 100 e outro mais avançado, de US$ 200 mensais.

OpenAI segue na luta para bater de frente com as ferramentas de programação da Anthropic – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Codex da OpenAI x Claude Code da Anthropic

O Codex, lançado inicialmente em abril do ano passado e ampliado em outubro, vem ganhando relevância no ecossistema da OpenAI. Segundo o CEO Sam Altman, a ferramenta já soma cerca de três milhões de usuários semanais. Em publicação recente, o executivo afirmou que os limites de uso continuarão sendo ajustados progressivamente à medida que a base de usuários cresce, com a meta de chegar a 10 milhões.

A empresa também tem investido em novas formas de acesso ao Codex. Em fevereiro, foi lançado um aplicativo dedicado para computadores da Apple, ampliando o alcance da ferramenta entre desenvolvedores.

A atualização do plano ocorre em meio à rápida expansão do mercado de assistentes de codificação com IA, capazes de automatizar tarefas, sugerir código e corrigir falhas.

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Do outro lado, a Anthropic segue como uma das principais concorrentes, com o Claude Code oferecendo planos escalonados e limites elevados de uso. A disputa tem impulsionado melhorias constantes nas plataformas, especialmente para atender desenvolvedores profissionais.

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Google facilita criação de deepfakes pessoais com novas ferramentas

O Google acaba de lançar uma nova funcionalidade revolucionária no YouTube Shorts, permitindo que seus usuários criem avatares digitais realistas de si mesmos por meio de inteligência artificial (IA). Esta inovação surge logo após o encerramento da plataforma de geração de vídeos Sora, da OpenAI, destacando o avanço do Google em direção às tecnologias de criação de conteúdo geradas por IA.

Avatares realistas no YouTube Shorts

  • Os criadores agora têm à disposição uma ferramenta que possibilita a clonagem digital de sua própria imagem e voz;
  • Segundo o YouTube, os avatares criados serão capazes de “parecer e soar como você“, proporcionando uma maneira mais segura de utilizar IA na criação de novos conteúdos;
  • O processo para criar um avatar não envolve apenas um clique de botão, mas segue passos estruturados;
  • Em um post no blog do YouTube, a plataforma descreve que os usuários precisam gravar uma “selfie ao vivo”, capturando sua face e voz de maneira precisa;
  • Para obter os melhores resultados possíveis, é recomendada a utilização de um ambiente bem iluminado, silencioso e livre de distrações visuais.

Ao concluir a gravação, os usuários podem escolher a opção “fazer um vídeo com meu avatar” durante o processo de criação de conteúdo. Esse clipe gerado pode ter até oito segundos de duração, segundo o 9to5Google. Além disso, os avatares podem ser inseridos em Shorts elegíveis do feed de um criador, embora a especificidade desses critérios de elegibilidade não tenha sido detalhada pela plataforma.

Novidade vem de encontro ao fim do Sora, da OpenAI – Imagem: Tada Images/Shutterstock

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Restrições e Políticas de Uso do Google

Existem restrições importantes associadas ao uso dos avatares de IA. Eles podem ser utilizados apenas em vídeos originais do criador, que também detém controle total sobre a possibilidade de remixagem de seus Shorts. Além disso, caso os avatares não sejam empregados na criação de novos conteúdos por um período de três anos, eles serão automaticamente deletados.

Toda produção de conteúdo que utiliza avatares será explicitamente marcada como gerada por IA, com a aplicação de marcas d’água visíveis e identificadores digitais, como SynthID e C2PA. Estas medidas visam assegurar a transparência e autenticidade dos conteúdos distribuídos.

Nem todos terão acesso imediato a essa nova ferramenta. O YouTube revelou que a funcionalidade será disponibilizada gradualmente; no entanto, não especificou um cronograma nem definiu quais serão as primeiras regiões a receberem a novidade. Vale ressaltar que, para usar a função, os criadores devem ter no mínimo 18 anos e possuir um canal existente no YouTube.

Expansão dos recursos de IA do YouTube

Este lançamento se soma ao conjunto crescente de ferramentas de IA oferecidas pelo YouTube aos criadores, incluindo clipes de vídeo gerados por IA nos Shorts, dublagem automática por IA e um chatbot de análise de canal.

Todas essas funcionalidades são alimentadas pelos robustos modelos de IA do Google, o Gemini, que já permitem transformações avançadas de fotos em vídeos e a criação de música e imagens realistas a partir do zero.

O movimento do Google surge em um momento oportuno, quando um de seus principais concorrentes no campo da IA, a OpenAI, recua do segmento de geração de vídeos após encerrar a plataforma Sora em meio a desafios de direitos autorais e questões de deepfake. Este avanço posiciona o Google em uma posição cada vez mais competitiva no uso de IA para criação de conteúdo digital.

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Meta amplia investimento em IA com contrato de US$ 21 bilhões

A Meta ampliou seus investimentos em inteligência artificial (IA) ao firmar um novo acordo de US$ 21 bilhões com a CoreWeave, empresa especializada em infraestrutura de nuvem voltada para IA. O valor se soma a um contrato anterior de US$ 14,2 bilhões, reforçando a estratégia da companhia de expandir sua capacidade computacional.

O novo compromisso terá duração entre 2027 e 2032 e ocorre em um momento em que a empresa intensifica tanto a construção de infraestrutura própria quanto a dependência de fornecedores externos para sustentar o avanço de seus sistemas de IA.

A Meta fechou acordo com a CoreWeaver para ampliar infraestrutura de IA – Imagem: miss.cabul/Shutterstock

Meta amplia estratégia e mantém parceria com CoreWeave

Segundo o CEO da CoreWeave, Mike Intrator, a Meta deve manter uma abordagem híbrida, combinando desenvolvimento interno com parcerias externas. “Eles vão continuar fazendo por conta própria, mas também vão continuar fazendo conosco. Há risco demais em não fazer isso”, afirmou em entrevista ao CNBC.

A CoreWeave opera data centers equipados com centenas de milhares de GPUs da Nvidia, voltadas ao treinamento e operação de modelos de inteligência artificial. A empresa também atende clientes como Google, Microsoft e OpenAI, que buscam ampliar rapidamente sua capacidade diante da alta demanda por IA.

Em março, a Meta anunciou um investimento de US$ 10 bilhões em um data center no Texas. Além disso, a companhia projeta gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em despesas de capital neste ano, valor acima das estimativas de Wall Street e quase o dobro do registrado em 2025.

Apesar de o negócio principal de publicidade ter se beneficiado do avanço da IA, a empresa ainda enfrenta dificuldades para ganhar espaço no desenvolvimento de modelos, área atualmente liderada por OpenAI, Anthropic e Google. A Meta também vem investindo na criação do grupo Superintelligence Labs e lançou recentemente o modelo Muse Spark.

A colaboração entre Meta e CoreWeave começou em 2023. De acordo com Intrator, a infraestrutura da empresa tem permitido melhor aproveitamento dos profissionais especializados em IA contratados pela Meta. Um porta-voz afirmou que o acordo faz parte de uma abordagem baseada em portfólio para infraestrutura, com foco em sustentar suas ambições no setor.

CoreWeave busca diversificação e amplia capacidade

A CoreWeave também anunciou que pretende levantar US$ 3 bilhões em dívida adicional. A nova parceria com a Meta contribui para reduzir a dependência da empresa em relação à Microsoft, que respondeu por 62% da receita em 2024. Com o novo cenário, nenhum cliente deve representar mais de 35% das vendas totais.

A empresa fechou 2025 com US$ 21 bilhões em dívidas e, em março, captou mais US$ 8,5 bilhões para expandir sua infraestrutura ligada a novos contratos.

As ações da CoreWeave acumulam alta de 24% no ano, enquanto o índice S&P 500 registra queda de cerca de 1% no mesmo período. Já os papéis da Meta recuam aproximadamente 7%, apesar de uma valorização recente após o anúncio de seu novo modelo de IA.

Intrator avalia que a parceria com a Meta tende a crescer, mesmo com a expansão de data centers próprios pela empresa. Segundo ele, a combinação entre infraestrutura interna e terceirizada deve continuar sendo parte central da estratégia.

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O que move a nova leva de empreendedores brasileiros nos EUA, segundo pesquisa da Endeavor

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Não é de hoje que os Estados Unidos atraem empreendedores, investidores e executivos de tecnologia de outros pontos do globo dispostos a fixar residência no país e a respirar os ares do principal polo mundial de inovação. E, nesse mapa, a presença dos brasileiros vem ganhando cada vez mais fôlego. Essa é uma das conclusões […]

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Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

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De volta à corrida: Meta anuncia Muse Spark, seu novo modelo de IA

No ano passado, a Meta passou por uma reformulação interna que resultou no Meta Superintelligence Labs, uma divisão focada em inteligência artificial. Como resultado, a big tech anunciou nesta quarta-feira (8) seu primeiro lançamento desde então: o modelo de IA Muse Spark.

Segundo a empresa, o modelo já está funcionando integrado ao aplicativo e ao site Meta AI nos Estados Unidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, a tecnologia seja expandida para outras plataformas do ecossistema da companhia, incluindo WhatsApp, Instagram, Facebook, Messenger e os óculos inteligentes da marca, além de chegar para mais países.

O Muse Spark inaugura uma nova linha de modelos da empresa com foco em integração direta aos produtos da empresa – abordagem semelhante à adotada por concorrentes como o Google (o Gemini funciona integrado aos serviços do Google, como Drive, Docs e Gmail). De acordo com a companhia, o sistema foi “desenvolvido especificamente para os produtos da Meta” e será disponibilizado inicialmente a alguns parceiros em formato de prévia privada via API.

Entre os principais recursos, o Muse Spark traz suporte multimodal, permitindo a combinação de texto e imagens nas interações. A tecnologia também foi projetada para operar com múltiplos “subagentes” de IA, o que, segundo a Meta, melhora a velocidade e a eficiência na resposta a consultas mais complexas.

Esse conjunto de capacidades ganha relevância especialmente no contexto dos óculos inteligentes da empresa, que contam com câmera e recursos de IA embarcados. Nesses dispositivos, os usuários poderão alternar entre um modo mais rápido, chamado “Instantâneo”, e outro mais aprofundado, o modo “Pensamento”, voltado para respostas mais detalhadas.

A Meta também destacou o potencial do Muse Spark em áreas como ciência, matemática e saúde. Segundo a empresa, o modelo é capaz de responder a “perguntas complexas” nesses campos, incluindo interações que envolvem gráficos e imagens. A companhia afirma ainda que a percepção multimodal pode ser “especialmente valiosa para a saúde”, ao permitir respostas mais completas nesse tipo de consulta.

O uso de IA em saúde, no entanto, tem sido alvo de debates recentes, principalmente por envolver dados sensíveis e riscos de desinformação. Ainda assim, a Meta sinaliza interesse em competir diretamente com soluções semelhantes já lançadas por outras empresas do setor, como Anthropic (com o Claude) e OpenAI (com o ChatGPT).

Em testes, o modelo foi utilizado, por exemplo, para estimar calorias de refeições – uma aplicação popular, mas que ainda levanta questionamentos sobre precisão.

Em demonstração, Muse Spark foi usado para quantificar calorias de uma refeição – Imagem: Meta

Meta quer ampliar Muse Spark no futuro próximo

No médio prazo, a Meta pretende ampliar as funcionalidades do modelo, incluindo recursos capazes de sugerir conteúdos e recomendações com base em publicações compartilhadas em plataformas como Instagram, Facebook e Threads.

A empresa também informou que trabalha em versões mais avançadas da linha Muse e que planeja disponibilizar modelos futuros em código aberto. O Muse Spark é descrito como um primeiro passo nessa nova fase da estratégia de IA da companhia.

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Como lembrou o The Verge, a iniciativa marca a segunda grande investida da Meta em modelos avançados de inteligência artificial, após a série Llama. A reestruturação da área ocorreu após o desempenho abaixo do esperado do Llama 4, lançado em 2025, levando a empresa a reposicionar seus esforços no setor.

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OpenAI lança plano para combater exploração infantil com IA

Em meio ao aumento das preocupações com a segurança infantil na internet, a OpenAI anunciou um novo plano voltado ao fortalecimento da proteção de crianças nos Estados Unidos diante do avanço da inteligência artificial (IA). O documento, chamado Child Safety Blueprint, foi divulgado na terça-feira e propõe melhorias na detecção, no reporte e na investigação de casos de exploração infantil com uso de IA.

A iniciativa surge em um contexto de crescimento desse tipo de crime. Segundo a Internet Watch Foundation (IWF), mais de 8 mil denúncias de conteúdo de abuso sexual infantil gerado por IA foram registradas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. Entre os casos identificados estão o uso de ferramentas para criar imagens falsas e mensagens voltadas ao aliciamento.

Parcerias e repercussão do plano da OpenAI

O lançamento ocorre em meio ao aumento da atenção de legisladores, educadores e organizações de proteção infantil. O tema também ganhou destaque após relatos de incidentes envolvendo jovens que morreram por suicídio depois de interações com chatbots de IA.

Em novembro, o Social Media Victims Law Center e o Tech Justice Law Project entraram com sete ações judiciais em tribunais estaduais da Califórnia. Os processos alegam que a OpenAI lançou o GPT-4o antes de estar pronto. As ações citam quatro mortes por suicídio e três casos de delírios graves após interações prolongadas com o chatbot, apontando possível influência do sistema.

Processos alegam que a OpenAI lançou o GPT-4o antes de estar pronto – Imagem: PatrickAssale / Shutterstock

O blueprint foi desenvolvido com a colaboração do National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC) e da Attorney General Alliance, além de contar com contribuições dos procuradores-gerais Jeff Jackson, da Carolina do Norte, e Derek Brown, de Utah.

Pontos focais do blueprint

De acordo com a OpenAI, o plano se concentra em três frentes principais: atualização das leis para incluir materiais gerados por IA, aprimoramento dos mecanismos de comunicação com autoridades e integração de medidas preventivas diretamente nos sistemas de inteligência artificial.

A proposta busca ampliar a capacidade de identificação precoce de riscos e garantir que informações relevantes cheguem de forma mais rápida às investigações.

O blueprint também se apoia em iniciativas anteriores da empresa, como diretrizes atualizadas para interações com usuários menores de 18 anos. Essas regras proíbem a geração de conteúdo inadequado, o incentivo à automutilação e orientações que ajudem jovens a esconder comportamentos inseguros de responsáveis. A empresa também lançou recentemente um plano de segurança voltado a adolescentes na Índia.

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IA não é pop: empresas reagem ao aumento da rejeição

As principais empresas de inteligência artificial (IA) têm adotado uma estratégia coordenada para reduzir a crescente desconfiança do público em relação à tecnologia. Dados de pesquisas recentes indicam que a percepção negativa sobre a IA está aumentando, impulsionando iniciativas das companhias para abordar preocupações como perda de empregos, concentração de riqueza e riscos à segurança.

Nesse contexto, empresas como OpenAI e Anthropic passaram a defender propostas e firmar parcerias que buscam suavizar os impactos da tecnologia. As ações ocorrem em meio a alertas de líderes empresariais e investidores sobre possíveis efeitos sociais e econômicos da rápida adoção da IA.

Propostas e parcerias para reduzir temores

A OpenAI divulgou recentemente uma lista de propostas voltadas a questões sociais ligadas à IA. Entre as ideias estão a criação de uma semana de trabalho de quatro dias e de um fundo público financiado por investimentos em IA, com distribuição de recursos à população.

A empresa também sinalizou uma postura mais ativa no debate público. Segundo uma porta-voz, o objetivo é participar das discussões com “soluções reais” que acompanhem a velocidade de avanço da tecnologia. Chris Lehane, chefe de assuntos globais da OpenAI, afirmou ao Wall Street Journal que há um senso de urgência nesse debate.

Empresas como OpenAI e Anthropic estão tendo que reagir à aversão geral da população com a inteligência artificial – Imagem: Rokas Tenys / Shutterstock

Já a Anthropic tem focado em parcerias com setores como consultoria e software, áreas afetadas por preocupações de investidores sobre substituição por IA. Essas iniciativas ajudaram, inclusive, a impulsionar novamente ações de empresas de tecnologia que haviam sido pressionadas.

Cresce a preocupação com impactos sociais

Pesquisas recentes mostram aumento significativo na desconfiança do público. Um levantamento da Quinnipiac University, realizado em março, apontou que 55% dos americanos acreditam que a IA trará mais prejuízos do que benefícios em suas vidas diárias, ante 44% no ano anterior.

Outro estudo, conduzido pela NBC News, indicou que a avaliação de favorabilidade da IA ficou abaixo até mesmo de órgãos governamentais tradicionalmente mal avaliados. As preocupações incluem desde desemprego em larga escala até ameaças à cibersegurança.

Além disso, estudos apontam mudanças na rotina de trabalho com a adoção da tecnologia. Em vez de liberar tempo para atividades criativas, alguns trabalhadores passaram a dedicar mais horas a tarefas como e-mails e ferramentas de gestão, enquanto o tempo de trabalho focado diminuiu.

Mudança de estratégia e pressão por regulação

Historicamente, empresas como a OpenAI resistiram a regulações mais rígidas. No entanto, o aumento do ceticismo público tem tornado essa postura menos sustentável. Para Amba Kak, do AI Now Institute, as empresas agora tentam assumir protagonismo na formulação de políticas. “Se não podem se opor a todas as regras, o próximo passo é liderar a discussão”, afirmou ao WSJ.

A Anthropic também tem ampliado seus esforços para estudar os impactos da IA. A empresa criou um think tank interno e publicou pesquisas sobre uso da tecnologia por profissionais, além de expandir equipes que atuam diretamente dentro de organizações para melhorar a produtividade com IA.

Disputa por narrativa e expansão do setor

As empresas também têm investido em comunicação para influenciar a percepção pública. A OpenAI adquiriu o podcast TBPN, conhecido por abordar tecnologia de forma positiva, como parte de uma estratégia mais ampla de moldar o debate sobre IA.

Ao mesmo tempo, a continuidade do crescimento do setor depende de grandes investimentos em infraestrutura, como data centers. Esses projetos já enfrentam resistência de autoridades locais e ativistas, preocupados com custos e impactos econômicos.

A pressão aumenta em um cenário de volatilidade no mercado. Um exemplo citado foi a queda de US$ 1,6 trilhão em ações de software no início do ano, evidenciando riscos para empresas que dependem do avanço da IA para sustentar seus negócios.

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Investigação expõe bastidores do treinamento de IA com material sensível e dados de redes sociais

Uma investigação do jornal The Guardian revelou que milhares de trabalhadores foram pagos por uma empresa parcialmente controlada pela Meta para treinar sistemas de inteligência artificial. Em muitos casos, eles tiveram que executar tarefas controversas, como coleta de dados em redes sociais, uso de conteúdo protegido por direitos autorais e análise de materiais sensíveis, como imagens pornográficas e de animais mortos.

Segundo a reportagem, a Scale AI – companhia da qual a Meta detém 49% – recruta profissionais por meio da plataforma Outlier, oferecendo trabalho remoto e flexível para pessoas com formação em áreas como medicina, física e economia. O site da empresa convida candidatos com o slogan: “Torne-se o especialista de quem a IA aprende”.

Na prática, trabalhadores relataram que as atividades iam além do treinamento técnico de modelos avançados. Parte das tarefas envolvia a coleta e organização de dados de usuários em plataformas como Facebook e Instagram, incluindo imagens, conexões sociais e informações pessoais – até de menores de idade. Para alguns participantes, o processo gerou desconforto ético.

“Acho que as pessoas não entenderam muito bem que haveria alguém em uma mesa, em um estado qualquer, olhando para o seu perfil [de mídia social] e usando-o para gerar dados de IA”, afirmou um dos consultores ouvidos pela reportagem.

O Guardian entrevistou dez pessoas que atuaram na plataforma, muitas delas conciliando o trabalho com outras ocupações, como jornalismo, ensino e pesquisa acadêmica. Segundo relatos, a motivação foi financeira, para complementar renda.

Além da coleta de dados, os chamados “taskers” também foram expostos a conteúdos considerados perturbadores. Entre as tarefas descritas estão a transcrição de áudios pornográficos, a rotulagem de imagens de animais mortos e até a análise de cenários violentos. Um estudante de doutorado relatou ter sido instruído a classificar um diagrama da genitália de um bebê, apesar de garantias iniciais de que não haveria material sensível.

“Já nos tinham dito antes que não haveria nudez nesta missão. Comportamento apropriado, nada de violência gráfica, nada de sangue”, afirmou. “Mas depois aparecia uma transcrição de áudio de pornografia ou simplesmente trechos aleatórios de pessoas vomitando sem motivo aparente”.

Outro ponto levantado foi o uso de obras artísticas, protegidas por direitos autorais, para treinar modelos de geração de imagem. Trabalhadores disseram que precisavam buscar conteúdos originais para alimentar os sistemas – muitas vezes nas próprias redes sociais de artistas. Em alguns casos, havia instruções explícitas para não utilizar imagens geradas por IA, apenas produções humanas.

Paralelamente, os colaboradores relataram condições de trabalho instáveis, com remuneração variável, monitoramento constante e processos seletivos não remunerados. A plataforma utilizaria ferramentas de rastreamento de atividade, como captura de tela, durante a execução das tarefas.

Segundo Glenn Danas, advogado que representa trabalhadores do setor, centenas de milhares de pessoas atuam em plataformas desse tipo ao redor do mundo. Para muitos, há a percepção de que estão contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias que podem substituir suas próprias funções. Um artista descreveu sentir “vergonha e culpa internalizadas” por “contribuir diretamente para a automação de minhas esperanças e sonhos”.

A Meta comprou Scale AI em junho de 2025, por US$14,3 bilhões – Imagem: T. Schneider – Shutterstock

O que diz a Scale AI sobre o treinamento de IA?

Por meio de um porta-voz, a Scale AI afirmou ao jornal que a Outlier oferece trabalho sob demanda com “remuneração transparente” e que os colaboradores têm liberdade para escolher projetos e horários. A empresa também declarou que tarefas com conteúdo inadequado podem ser interrompidas e que não aceita projetos envolvendo abuso sexual infantil ou pornografia.

Ainda assim, a investigação levanta questionamentos sobre a forma como dados são coletados e utilizados no treinamento de modelos de IA, além das condições de trabalho em um setor que cresce rapidamente à medida que a demanda por sistemas mais avançados aumenta.

Leia mais:

A Scale AI também atende Google, Anthropic, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e o governo do Catar. A empresa atendia a OpenAI, mas a parceria foi encerrada no ano passado, após a compra de parte da startup por parte da companhia de Mark Zuckerberg.

A Meta e a Anthropic não responderam a pedidos de comentários do The Guardian.

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Anthropic lança novo modelo de IA para fortalecer cibersegurança

A Anthropic está introduzindo um novo modelo de inteligência artificial (IA) voltado para cibersegurança, denominado Project Glasswing. Este projeto surge em parceria com gigantes da tecnologia, como Nvidia, Google, Amazon Web Services, Apple e Microsoft, além de outras empresas.

O objetivo principal do Project Glasswing é permitir que grandes companhias e, potencialmente, o governo, detectem vulnerabilidades em seus sistemas com mínima intervenção humana. Parte desse esforço inclui disponibilizar para os parceiros selecionados o acesso ao modelo Claude Mythos Preview, que atualmente não será disponibilizado ao público devido a preocupações envolvendo segurança.

Newton Cheng, responsável pela equipe de cibersegurança da Anthropic, destacou que o modelo foi concebido para oferecer aos defensores cibernéticos uma vantagem inicial na identificação de ameaças. Ele mencionou que, embora o Claude Mythos Preview não tenha sido especificamente treinado para cibersegurança, suas fortes habilidades de codificação e raciocínio de agente demonstraram-se valiosas para esse propósito.

Recursos e funções do Claude Mythos Preview

  • Apesar de não divulgar detalhes específicos sobre as conquistas do modelo em cibersegurança, a Anthropic afirmou em seu blog que o Claude Mythos Preview foi capaz de identificar milhares de vulnerabilidades críticas em sistemas operacionais e navegadores web importantes nas últimas semanas;
  • Uma característica destacada pela empresa foi a capacidade do modelo de operar de forma autônoma, sem a necessidade de direção humana para descobrir e desenvolver explorações relacionadas a essas vulnerabilidades;
  • O acesso ao Claude Mythos Preview é restrito para impedir que adversários possam explorar as mesmas fraquezas que o modelo é capaz de identificar;
  • Parceiros do projeto incluem não apenas empresas de tecnologia, como JPMorgan Chase, Broadcom e Cisco, mas, também, organizações, como a Linux Foundation e a Palo Alto Networks, totalizando cerca de 40 entidades que mantêm ou constroem infraestrutura de software.
Microsoft é uma das empresas participantes – Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

A Anthropic também está investindo financeiramente para apoiar o uso do modelo entre seus parceiros, comprometendo até US$ 100 milhões (R$ 515,1 mil) em créditos de uso, além de US$ 4 milhões (R$ 20,6 milhões) em doações diretas para organizações, como a Linux Foundation e a Apache Software Foundation.

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Anthropic: perspectivas futuras e envolvimento com o governo

O futuro desse projeto pode incluir a transformação em um serviço pago, caso ele prove ser suficientemente eficaz para os clientes manterem seu uso. Este movimento chega em um momento em que empresas de IA enfrentam pressão para se tornarem lucrativas.

Apesar de recentes desentendimentos públicos com a administração Trump, a Anthropic está em discussões contínuas com funcionários do governo dos EUA sobre as capacidades ofensivas e defensivas do Claude Mythos Preview. Embora não tenham sido revelados quais oficiais foram informados, a empresa mostrou compromisso em colaborar com vários níveis do governo.

O vazamento de dados que trouxe à tona a existência do modelo no mês passado foi atribuído a um erro humano, e Dianne Penn, chefe de gerenciamento de produtos da Anthropic, assegurou que medidas estão sendo tomadas para melhorar os processos internos da empresa.

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Custos bilionários colocam pressão sobre modelo de negócios da IA

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redefinindo não apenas a tecnologia, mas também a lógica financeira das empresas do setor. Em um cenário marcado por investimentos massivos, gastar grandes quantias passou a ser parte essencial da estratégia para crescer — ainda que isso signifique operar no vermelho por anos.

De acordo com documentos financeiros obtidos pelo The Wall Street Journal, as empresas OpenAI e Anthropic projetam gastar juntas quase US$ 65 bilhões (R$ 335,4 bilhões) em 2026 apenas com custos de treinamento e operação de seus modelos de IA. O valor supera a receita gerada por ambas no mesmo período.

A tendência é de forte crescimento. Esses custos combinados devem chegar a US$ 127 bilhões (R$ 655,5 bilhões) no próximo ano e atingir quase US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão) até 2029, segundo projeções apresentadas pelas próprias companhias a investidores privados.

No caso da OpenAI, a expectativa é que os gastos com treinamento e inferência — processo pelo qual os modelos respondem às consultas dos usuários — continuem superando a receita até 2029. Já a Anthropic prevê ultrapassar esse ponto já no próximo ano. Ainda assim, outros custos devem manter a empresa controladora do chatbot Claude no prejuízo antes dos impostos também até o fim da década.

Apesar das projeções, o cenário pode mudar. Há a possibilidade de crescimento de receitas em ritmo mais acelerado do que o estimado atualmente. Ainda assim, o histórico recente do setor aponta para uma escalada contínua dos custos.

OpenAI e Anthropic investem pesado, mesmo que isso signifique prejuízo no começo – Imagem: izzuanroslan/Shutterstock

Concorrência com gigantes pressiona modelo

  • Além dos altos gastos, OpenAI e Anthropic enfrentam concorrência direta de gigantes da tecnologia que também investem pesadamente em IA, mas contam com negócios principais altamente lucrativos para financiar essas iniciativas;
  • Empresas, como Alphabet (dona do Google) e Meta, devem gerar juntas cerca de US$ 334 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em fluxo de caixa operacional neste ano, segundo estimativas da FactSet — uma vantagem significativa frente às startups focadas exclusivamente em IA;
  • Nesse contexto, surge a dúvida sobre o apetite dos investidores. Tanto OpenAI quanto Anthropic estariam planejando realizar ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) ainda em 2026, mesmo diante de prejuízos elevados;
  • Casos anteriores mostram que isso não é inédito. A Amazon, por exemplo, operou com prejuízo por anos após seu IPO em 1997, segundo dados da S&P Global Market Intelligence, e acabou se tornando um investimento bem-sucedido no longo prazo;
  • Ainda assim, há diferenças importantes. Na época de sua abertura de capital, a Amazon valia cerca de US$ 430 milhões (R$ 2,2 bilhões) — menos de 0,01% do valor do índice S&P 500. Já OpenAI e Anthropic somam hoje mais de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,1 trilhões) em valor de mercado, de acordo com a PitchBook, o equivalente a mais de 2% do índice;
  • Esse contraste indica que a capacidade de controlar custos será um fator decisivo para atrair e manter investidores.

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Estratégias para crescer e atrair clientes

Para ampliar receitas, a Anthropic aposta no mercado corporativo. A empresa planeja investir US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em uma nova joint venture com grandes companhias de private equity, voltada à venda de ferramentas de IA para empresas de seus portfólios.

A iniciativa também deve atuar como braço de consultoria, orientando clientes sobre como integrar as soluções da startup em suas operações — uma estratégia para acelerar a adoção da tecnologia no ambiente empresarial.

Outro movimento relevante envolve infraestrutura. A Broadcom firmou contrato para fornecer à Anthropic, a partir de 2027, capacidade computacional equivalente a 3,5 gigawatts, utilizando chips TPU desenvolvidos pelo Google.

IA se expande — e enfrenta resistência

Enquanto empresas investem pesado, o impacto da IA já se espalha por diferentes setores. Um exemplo é o sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban, da Meta, que venderam 7,2 milhões de unidades no ano passado, segundo a IDC. A Meta vê o produto como uma porta de entrada para suas soluções de IA, enquanto sua parceira EssilorLuxottica também colhe benefícios comerciais.

Por outro lado, o avanço da infraestrutura necessária para sustentar a IA começa a enfrentar resistência. No Estado do Maine (EUA), uma proposta legislativa pode transformar a região na primeira a impor uma moratória à construção de novos data centers. Movimentos semelhantes já surgem em mais de dez estados estadunidenses, além de dezenas de municípios.

A reação indica que, além dos desafios financeiros, o crescimento da IA também levanta questões sociais e regulatórias — ampliando a complexidade de um setor que já lida com custos cada vez mais elevados.

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