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Meta lança ferramenta de programação com IA para enfrentar OpenAI e Anthropic

A Meta anunciou nesta quarta-feira (05) o lançamento do Muse Code, um agente de programação criado para disputar espaço com soluções de inteligência artificial oferecidas por empresas como OpenAI e Anthropic. A companhia apresentou a ferramenta como uma alternativa mais econômica para tarefas de desenvolvimento de software.

O novo produto faz parte da estratégia da Meta para transformar seus investimentos em inteligência artificial em aplicações capazes de gerar retorno comercial. A iniciativa ocorre após cobranças de investidores por avanços concretos depois de grandes aportes em profissionais especializados e infraestrutura computacional.

A empresa informou que alguns funcionários já utilizam internamente o agente e que pretende ampliar esse uso. O produto foi desenvolvido dentro da nova estrutura de inteligência artificial da companhia, liderada por Alexandr Wang, responsável pela área de IA da Meta.

Meta aposta em preços baixos para conquistar usuários de programação

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

Agentes de programação são sistemas capazes de auxiliar na criação de projetos e na execução de atividades de engenharia de software, reduzindo a necessidade de escrita manual de código por parte dos usuários. O segmento ganhou força com ferramentas lançadas por empresas concorrentes nos últimos meses.

O Muse Code terá duas modalidades de preço. Uma delas seguirá a estrutura do modelo geral Muse Spark, enquanto a outra foi criada com custo significativamente inferior. Nessa opção mais barata, os usuários pagarão 20 centavos por milhão de tokens de saída e deverão fornecer avaliações para ajudar no aprimoramento do sistema.

A estratégia de preço coloca a ferramenta da Meta próxima de modelos desenvolvidos por empresas chinesas, incluindo alternativas com valores semelhantes. Enquanto isso, soluções concorrentes como Claude Code e Codex utilizam planos mensais e cobranças adicionais quando os limites de uso são ultrapassados.

A Meta também informou que modelos anteriores do mercado passaram por reduções de preço, em um cenário de disputa crescente pela adoção de ferramentas de inteligência artificial. A competição envolve não apenas desempenho tecnológico, mas também custo de acesso para desenvolvedores e empresas.

Nova fase da estratégia de inteligência artificial da Meta

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(Imagem: gorodenkoff/iStock)

A empresa reformulou sua área de IA no ano passado com a criação do Meta Superintelligence Labs. Alexandr Wang, cofundador da ScaleAI, assumiu a liderança da divisão e iniciou uma campanha para atrair especialistas de outros laboratórios do setor.

A movimentação incluiu pacotes de remuneração avaliados em milhões de dólares para contratar talentos e acelerar o desenvolvimento de novos modelos. Entre os projetos resultantes está o Muse Spark, modelo de inteligência artificial apresentado pela Meta em abril.

O lançamento do Muse Code representa mais um passo da companhia para ampliar sua presença em um mercado no qual empresas de tecnologia disputam usuários, desenvolvedores e receitas associadas à inteligência artificial.

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Cibercrime virou indústria movida por IA, aponta relatório

O cibercrime deixou de ser formado por ataques isolados para operar como uma economia criminosa altamente organizada, impulsionada por inteligência artificial (IA), automação e serviços especializados. Essa é a principal conclusão do Relatório sobre o Cenário de Ameaças de 2026, divulgado pela Infoblox, empresa de segurança de redes.

Segundo o estudo, a profissionalização das operações criminosas reduziu o tempo disponível para que empresas detectem e respondam a ataques, tornando menos eficazes as estratégias tradicionais de segurança baseadas apenas em detecção e resposta.

A análise foi elaborada com base em trilhões de consultas ao sistema de nomes de domínio (DNS), bilhões de transações realizadas em ambientes clandestinos e pesquisas conduzidas pela equipe Infoblox Threat Intel.

IA e serviços especializados aceleram ataques

  • De acordo com o relatório, a combinação entre ferramentas de IA, serviços criminosos especializados e infraestruturas ocultas está permitindo que hackers realizem ataques com mais rapidez, escala e eficiência;
  • A Infoblox afirma que o cibercrime passou a funcionar como um ecossistema interconectado, no qual diferentes grupos oferecem serviços específicos, como hospedagem de infraestrutura, distribuição de malware e ferramentas para ocultar atividades maliciosas;
  • Segundo a empresa, esse modelo reduz barreiras de entrada para criminosos e amplia o alcance das operações.

“O relatório deste ano documenta a máquina do cibercrime, uma economia criminosa globalmente conectada, na qual a IA de fronteira, os serviços criminosos especializados e as infraestruturas ocultas transformaram a forma como os ataques são criados, adquiridos e executados”, afirmou Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intel.

Ela acrescenta que a principal mudança não está apenas na sofisticação dos ataques, mas na facilidade de acesso a recursos avançados. “A mudança mais importante não é o fato de os hackers terem se tornado mais sofisticados, mas que recursos avançados passaram a estar amplamente acessíveis. Isso altera o ritmo do cibercrime e desafia estratégias de segurança construídas principalmente em torno da detecção e da resposta.”

Infraestrutura descartável dificulta defesa

Um dos principais pontos destacados pelo relatório é o uso crescente de infraestrutura temporária para sustentar ataques cibernéticos.

Segundo a Infoblox, cerca de 25% dos 120 milhões de domínios observados pela primeira vez apresentavam risco considerado alto ou crítico, indicando o uso de uma grande quantidade de domínios descartáveis para atividades criminosas.

O estudo também aponta que 88% dos domínios associados a ameaças foram identificados no ambiente de apenas um cliente, enquanto 44% permaneceram ativos por apenas um dia, estratégia que dificulta sua identificação e bloqueio pelas equipes de segurança.

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Um dos principais pontos destacados pelo relatório é o uso crescente de infraestrutura temporária para sustentar ataques cibernéticos – Imagem: ParinPix / Shutterstock

Sistemas de distribuição de tráfego lideram ameaças

A ameaça mais comum identificada pela empresa foram os chamados Traffic Distribution Systems (TDSs), presentes em mais de 95% das redes analisadas.

Esses sistemas funcionam como direcionadores automáticos de vítimas para páginas de phishing, distribuição de malware e golpes online, adaptando os ataques conforme o perfil do usuário ou do dispositivo acessado.

Segundo a Infoblox, por operarem de forma discreta e distribuída, essas estruturas estão entre as mais difíceis de detectar.

Redes de proxies ajudam criminosos a esconder ataques

Outro recurso amplamente utilizado pelos criminosos são as redes de proxies residenciais, identificadas em consultas realizadas por 65% dos clientes do Infoblox Threat Defense.

Essas redes permitem que atividades maliciosas utilizem endereços IP de conexões residenciais legítimas, dificultando a diferenciação entre tráfego normal e ações criminosas.

Na prática, isso aumenta as chances de os ataques passarem despercebidos pelos sistemas tradicionais de monitoramento.

O levantamento também aponta um aumento expressivo nas fraudes digitais. Segundo a Infoblox, o número de domínios relacionados a golpes cresceu 62% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente por falsificação de marcas, roubo de identidade e fraudes financeiras.

Empresas precisam rever estratégias, diz Infoblox

Na avaliação da empresa, o cenário mostra que o cibercrime passou a operar como uma cadeia produtiva altamente especializada, baseada em automação, compartilhamento de infraestrutura e prestação de serviços entre grupos criminosos.

Para a Infoblox, essa transformação exige que organizações revisem suas estratégias de segurança, adotando abordagens capazes de identificar e interromper ameaças antes que elas atinjam usuários e sistemas corporativos, em vez de depender exclusivamente da detecção após o início dos ataques.

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A “virada” da IA na África mostra novo duelo entre China e EUA

Quando Ernest Mwebaze começou a criar uma ferramenta de inteligência artificial para lidar com os diferentes idiomas de Uganda, ele colocou modelos americanos e chineses à prova. O resultado surpreendeu: a tecnologia chinesa funcionou melhor para o projeto.

Segundo o The New York Times, casos como esse mostram como desenvolvedores africanos estão recorrendo a sistemas chineses por causa do custo reduzido, da possibilidade de personalização e do acesso aberto.

A inteligência artificial chinesa virou escolha de muitos desenvolvedores africanos por ser flexível e mais acessível. – Imagem: justhavealook/iStock

Desenvolvedores escolhem ferramentas que cabem no orçamento

Mwebaze, ex-pesquisador do Google, criou o Sunflower, um sistema usado por agricultores de Uganda para receber informações sobre clima e cultivo em idiomas locais. Segundo ele, o modelo da Alibaba apresentou desempenho superior ao de alternativas da Meta e do Google para essa tarefa.

“Queremos construir coisas da forma mais barata possível, mas que funcionem muito bem”, afirmou Mwebaze.

O movimento não acontece apenas em Uganda. No Quênia, empreendedores usam modelos chineses para melhorar serviços jurídicos e empresariais. Na Nigéria, desenvolvedores criam ferramentas educacionais, enquanto no Gana surgem novos chatbots adaptados às demandas locais.

Código aberto muda a escolha dos desenvolvedores

Um dos principais atrativos dessas ferramentas é o código aberto. Diferentemente de modelos fechados, que exigem pagamentos e dependem das regras das empresas que os criaram, esses sistemas podem ser baixados e modificados pelos próprios usuários.

Entre os motivos que explicam essa preferência estão:

  • Menor custo para desenvolver aplicações;
  • Possibilidade de adaptar os modelos com dados próprios;
  • Uso em projetos com poucos recursos;
  • Maior controle sobre a tecnologia utilizada.

Para muitos desenvolvedores africanos, a questão não é usar o modelo mais avançado do mercado, mas encontrar uma ferramenta capaz de resolver o problema necessário.

Por que usar uma Ferrari cara para levar as crianças à escola quando um Toyota hatchback pode fazer a mesma coisa?

Moses Kemibaro, empreendedor, ao The New York Times.

Logo da Alibaba com pessoas passando em frente
Sistemas de código aberto, como o Qwen, oferecido pela Alibaba, são o diferencial: modelos chineses permitem baixar, modificar e criar novas soluções com mais liberdade. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

África vira palco da disputa entre China e EUA

A presença chinesa no setor de tecnologia africano começou antes da inteligência artificial. Empresas do país já participaram da expansão de redes de telecomunicações no continente, criando uma base para oferecer novas soluções.

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Mesmo assim, empresas africanas continuam usando ferramentas americanas em algumas situações. Sistemas como os da OpenAI e Anthropic ainda são procurados para tarefas técnicas que exigem maior precisão.

A escolha também envolve questões políticas. Após problemas com respostas do chatbot Sunflower sobre a China, Mwebaze passou a buscar alternativas para evitar uma dependência excessiva de um único fornecedor.

“Precisamos garantir que não estamos do lado errado da geopolítica”, afirmou.

A experiência africana mostra que a corrida pela inteligência artificial não depende apenas de quem cria os modelos mais avançados. Cada vez mais, custo, liberdade de uso e capacidade de adaptação estão influenciando quais tecnologias chegam aos usuários.

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IA transforma medo dos pais em um novo desafio para proteger crianças

Um levantamento da Norton indica que 85% dos pais e responsáveis por menores de 18 anos no Brasil temem que ferramentas de inteligência artificial sejam usadas para produzir imagens ou diálogos falsos envolvendo seus filhos. O estudo foi realizado online entre 29 de maio e 12 de junho de 2026, com mil adultos brasileiros, segundo informou a empresa ao Olhar Digital.

A pesquisa Norton Insights: Connected Kids mostra que a expansão da IA trouxe novas preocupações para as famílias, que passaram a lidar com riscos como manipulação de imagens, falsificação de identidades digitais e interações virtuais com possíveis ameaças.

Segundo o levantamento, embora 89% dos entrevistados afirmem se sentir preparados para conversar com os filhos sobre segurança na internet, quase metade deles, 49%, não acredita que as crianças consigam diferenciar conteúdos reais de materiais criados por inteligência artificial.

Famílias enfrentam novos riscos com avanço da inteligência artificial

PC com IA – Imagem: ImageFlow / Shutterstock

O estudo aponta que 59% dos pais já adotaram alguma medida para reduzir possíveis impactos da IA na rotina dos filhos. Entre as ações citadas estão restrições ao uso de aplicativos, acompanhamento das atividades digitais e conversas específicas sobre os riscos associados à tecnologia.

A preocupação com imagens falsas aparece como um dos principais pontos de alerta. De acordo com a pesquisa, criminosos podem utilizar recursos de inteligência artificial e identidades artificiais para conquistar a confiança de jovens ou estimular o compartilhamento de imagens que depois podem ser usadas em práticas de extorsão financeira.

Entre os participantes que relataram casos de cyberbullying envolvendo seus filhos, 29% disseram que os responsáveis pelas agressões usavam perfis falsos ou fingiam ser outras pessoas. Outros 14% afirmaram que o agressor era uma conta ou bot criado com inteligência artificial.

O levantamento também identificou que os pais enxergam diferentes níveis de risco nas plataformas digitais. As salas de bate-papo online aparecem como o ambiente que mais causa preocupação, citadas por 20% dos entrevistados. O Discord ficou em segundo lugar, com 18%, seguido pelos jogos online, com 15%, e pelo TikTok, com 11%.

Apesar dessa percepção, os dados sobre jogos conectados revelam situações de exposição frequentes. Entre os pais de crianças que utilizam jogos online com ferramentas de conversa, 61% afirmaram que seus filhos já falaram com desconhecidos por mensagens ou voz.

Além disso, 33% relataram o recebimento de mensagens ofensivas ou inadequadas, enquanto 29% disseram que seus filhos foram incentivados a continuar conversas fora do ambiente do jogo.

A Norton destaca que os recursos de comunicação presentes nos games podem dificultar o acompanhamento dos responsáveis, já que essas interações nem sempre recebem a mesma atenção dedicada às redes sociais. A empresa afirma que a migração de uma conversa em um jogo para aplicativos privados pode criar situações difíceis de identificar.

Distância entre confiança dos pais e comportamento das crianças

adolescente acessando redes sociais no celular
Criança acessando redes sociais – Imagem: Urupong/iStock

O levantamento também revelou uma diferença entre a percepção dos responsáveis e alguns hábitos relatados pelas próprias famílias. Embora a maioria diga ter abertura para conversar sobre riscos digitais, determinados comportamentos continuam presentes.

Quarenta por cento dos entrevistados afirmaram que os filhos usam dispositivos após o horário permitido ou depois da hora de dormir. Outros 22% disseram que as crianças acessaram redes sociais ou sites que deveriam estar bloqueados.

A pesquisa ainda aponta que 13% dos pais relataram que seus filhos compartilharam informações pessoais com desconhecidos e 14% disseram que eles tiveram acesso a conteúdos explícitos.

Para a Norton, a mudança no cenário digital exige que as conversas familiares sejam ampliadas. Além de temas tradicionais, como senhas, desconhecidos na internet e tempo de tela, os responsáveis precisam abordar questões relacionadas a imagens produzidas por IA, identidade digital e avaliação crítica de conteúdos.

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Fim de uma era: Google Assistant começa a sair dos celulares Android

O Google confirmou que vai retirar o Assistant de celulares e tablets Android, além de relógios com Wear OS, a partir de 4 de setembro. A mudança faz parte da transição para o Gemini, nova ferramenta de inteligência artificial da empresa.

A troca será feita aos poucos e pode levar algumas semanas para alcançar todos os usuários. Depois da atualização, dispositivos compatíveis deixarão de usar o antigo assistente.

Celulares Android compatíveis terão uma nova experiência com o Gemini após a atualização do Google. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Google começa a encerrar ciclo do Assistant

Segundo o 9to5Google, a empresa já iniciou o envio de avisos por e-mail sobre a mudança. O processo de desligamento começa em 4 de setembro e será concluído gradualmente.

A alteração vale para celulares Android que atendem aos requisitos mínimos para executar o Gemini e para regiões onde o chatbot está disponível. Alguns dispositivos conectados, como fones compatíveis, também serão afetados.

Presente no Android há anos, o Assistant agora dará lugar ao Gemini nos aparelhos que suportarem a nova tecnologia.

Alguns aparelhos ainda manterão o recurso

A mudança não será aplicada a todos os produtos do Google neste momento. Google TV, Google Home e telas inteligentes continuarão funcionando normalmente.

Uma versão antiga do Assistant também seguirá disponível em celulares com Android 9 ou anterior e menos de 2 GB de RAM, permitindo o uso de tarefas básicas.

Entre as principais mudanças estão:

  • Celulares compatíveis passarão a usar o Gemini;
  • Relógios com Wear OS serão afetados pela substituição;
  • Fones compatíveis poderão passar pela mudança;
  • Veículos com Google integrado continuarão usando o Assistant.
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Google TV e Google Home ficam de fora da mudança por enquanto. A transição será focada em outros dispositivos. Imagem: Wirestock Creators/Shutterstock

Gemini assume espaço no Android

Quem ainda não tem o Gemini pode baixar o aplicativo pela Play Store. A empresa também prepara novidades para os dispositivos Pixel, com anúncios previstos para 12 de agosto.

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A mudança encerra uma etapa importante do Android e coloca o Gemini como principal assistente nos aparelhos compatíveis, enquanto alguns dispositivos antigos continuarão com acesso limitado ao Assistant.

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Meta teria aprovado mais de 50 anúncios com abuso infantil gerado por IA

A Meta permitiu a publicação de mais de 50 anúncios pagos com imagens de abuso sexual infantil geradas por inteligência artificial (IA), segundo uma investigação do grupo independente Tech Transparency Project (TTP).

As campanhas foram exibidas no Facebook, Instagram, Messenger e Threads entre novembro do ano passado e o início de agosto e alcançaram usuários nos Estados Unidos, Reino Unido e em mais de uma dezena de países da Europa.

De acordo com a investigação, parte dos anúncios promovia aplicativos de nudify — ferramentas que utilizam IA para criar imagens falsas de nudez —, enquanto outros continham imagens de menores acompanhados de mensagens de conotação sexual ou direcionavam usuários para serviços que geravam pornografia por inteligência artificial.

O TTP afirma que esta é a segunda vez, em poucas semanas, que anúncios relacionados à exploração sexual infantil são encontrados nas plataformas da Meta.

Publicidade passou pela revisão da Meta

Segundo Katie Paul, diretora do Tech Transparency Project, o caso chama atenção porque os conteúdos não eram publicações comuns feitas por usuários, mas anúncios pagos aprovados pela própria empresa.

“Esses anúncios não fizeram qualquer esforço para esconder o que promoviam. É importante destacar que não eram publicações de terceiros no Facebook ou Instagram. Eram anúncios revisados, aprovados e autorizados pela Meta, que permaneceram ativos enquanto a empresa recebia pela publicidade”, afirmou à revista WIRED.

Os registros da biblioteca pública de anúncios da Meta mostram que as campanhas permaneceram ativas por vários dias. Algumas eram direcionadas exclusivamente ao público masculino.

Embora muitos anúncios tenham atingido poucas contas, um deles foi exibido para pelo menos 2.563 usuários em países, como França, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. A Meta não divulga o alcance das campanhas em todos os mercados, incluindo os Estados Unidos, o que pode significar que o número total de pessoas impactadas seja maior.

Novos anúncios surgiram durante a investigação

Os pesquisadores localizaram inicialmente cerca de duas dezenas de anúncios. No entanto, horas antes da publicação da reportagem da WIRED, encontraram aproximadamente outros 30 anúncios semelhantes.

Segundo o TTP, parte dessas novas campanhas havia sido publicada depois que a revista entrou em contato com a Meta para pedir esclarecimentos, e algumas ainda estavam sendo exibidas aos usuários naquele momento.

A organização informou que comunicou imediatamente os casos ao National Center for Missing and Exploited Children (NCMEC), órgão estadunidense responsável por receber denúncias de exploração sexual infantil na internet.

Meta removeu o conteúdo após ser procurada

Após ser questionada pela WIRED, a Meta retirou os anúncios de sua biblioteca pública por violarem suas políticas sobre exploração sexual infantil, nudez e atividade sexual.

Em nota, a empresa afirmou que combate esse tipo de conteúdo de forma agressiva. “A exploração sexual é horrível, e trabalhamos agressivamente para mantê-la fora de nossa plataforma. A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos já haviam sido desativados antes de a WIRED compartilhar as informações conosco.”

A companhia acrescentou que parte das campanhas foi publicada antes da implementação de novas ferramentas de IA destinadas a identificar anúncios que violam suas políticas já no momento do envio.

Segundo a Meta, mais de 36 milhões de conteúdos relacionados à exploração sexual infantil foram removidos de suas plataformas no último ano. A empresa também destacou que tem adotado medidas judiciais contra desenvolvedores de aplicativos de nudify.

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Após ser questionada pela WIRED, a Meta retirou os anúncios de sua biblioteca pública por violarem suas políticas sobre exploração sexual infantil, nudez e atividade sexual – Imagem: jackpress/Shutterstock

Sistema de anúncios levanta questionamentos

A Meta afirma que todos os anúncios passam por um processo de revisão antes de serem publicados, realizado principalmente por sistemas automatizados. Suas políticas proíbem expressamente conteúdos relacionados à exploração sexual infantil, além de anúncios que contenham nudez, atividade sexual ou imagens sexualmente sugestivas.

Para Paul, no entanto, a investigação levanta dúvidas sobre a eficácia desse sistema. Segundo ela, alguns dos anúncios encontrados eram praticamente idênticos a campanhas que já haviam sido removidas anteriormente pela própria Meta.

Na avaliação da pesquisadora, isso indica que conteúdos já identificados como ilegais conseguiram voltar a circular por meio da plataforma de publicidade da empresa.

Outro ponto destacado pelo TTP é que a biblioteca pública de anúncios da Meta não oferece uma ferramenta para que usuários denunciem campanhas que já deixaram de ser exibidas, mesmo que continuem acessíveis no acervo da plataforma.

Empresas chinesas aparecem entre os anunciantes

Os pesquisadores afirmam que a maioria das campanhas foi publicada por contas com poucos ou nenhum seguidor. Quando os anunciantes podiam ser identificados, eles estavam ligados principalmente a empresas chinesas.

Um dos casos envolvia a Meet Social, companhia que já atuou como revendedora de publicidade da Meta na China, país onde Facebook e Instagram são bloqueados. A empresa não respondeu aos pedidos de comentário da WIRED.

Apple remove aplicativo citado na investigação

Diversos anúncios direcionavam usuários para o aplicativo MaskAI, disponível na App Store da Apple.

Segundo a WIRED, o aplicativo não exibia conteúdo explícito antes da instalação, mas oferecia ferramentas para gerar pornografia por IA e criar montagens com rostos de pessoas em imagens de conteúdo sexual.

Após ser procurada pela reportagem, a Apple informou que removeu o aplicativo por violar suas políticas contra aplicativos de nudify. A empresa afirmou que “sempre proibiu rigorosamente aplicativos desenvolvidos para gerar, distribuir ou consumir pornografia”.

Mercado de aplicativos de “nudificação” preocupa especialistas

O crescimento da IA generativa impulsionou a proliferação de serviços capazes de criar imagens falsas de nudez e pornografia. Especialistas alertam que essas ferramentas vêm sendo utilizadas tanto para produzir pornografia não consensual quanto para gerar material de abuso sexual infantil.

Após o contato da WIRED, a Meta também encaminhou à reportagem declarações de organizações parceiras na área de segurança digital.

A Tech Coalition destacou que a empresa compartilha milhares de endereços ligados a conteúdo abusivo por meio do sistema Lantern, enquanto a Revenge Porn Helpline afirmou que os aplicativos de nudify representam um desafio constante devido à rapidez com que seus responsáveis criam novos serviços para escapar das medidas de fiscalização.

Alexios Mantzarlis, cofundador da publicação Indicator e ex-especialista em confiança e segurança do Google, disse ter identificado e denunciado mais de 25 mil anúncios de aplicativos de nudify nas plataformas da Meta nos últimos anos.

Segundo ele, apesar de a empresa informar que removeu mais de 344 mil anúncios desse tipo e mover ações judiciais contra alguns desenvolvedores, os responsáveis continuam criando novas contas e domínios para manter as operações ativas.

“Os responsáveis por essas redes estão bem preparados para criar novas contas de anunciantes e novos domínios, utilizando técnicas semelhantes às empregadas por redes de golpes. Infelizmente, essa indústria de abuso sexual baseado em imagens deixou de ser uma novidade para se tornar uma presença permanente no ecossistema online devido à aplicação tímida das regras pelas plataformas”, afirmou à WIRED.

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Anthropic entra na batalha dos chips de IA para fortalecer o Claude

A Anthropic anunciou nesta quarta-feira (5) a criação de uma equipe interna dedicada ao desenvolvimento de chips personalizados para seus modelos de inteligência artificial. A iniciativa marca um novo passo da empresa na expansão de sua infraestrutura tecnológica para atender à crescente demanda por capacidade computacional.

A decisão foi divulgada pela companhia após um período de escassez de componentes voltados à inteligência artificial, cenário que tem pressionado empresas do setor a buscar alternativas para sustentar o avanço de sistemas cada vez mais sofisticados.

Com o projeto, a empresa pretende aumentar a velocidade de processamento e melhorar a eficiência operacional do Claude, ao mesmo tempo em que mantém uma estratégia baseada na utilização de diferentes plataformas de hardware.

Empresa aposta em chips próprios sem abandonar fornecedores atuais

Chip para sistemas de IA – Imagem: patpitchaya/Shutterstock

A Anthropic informou que está recrutando profissionais com experiência em hardware e software para atuar no desenvolvimento conjunto de chips personalizados e de modelos de inteligência artificial. O objetivo é criar soluções capazes de elevar o desempenho do Claude e atender às necessidades de clientes que utilizam a tecnologia em larga escala.

Embora tenha decidido investir em tecnologia própria, a companhia afirmou que continuará utilizando uma estrutura diversificada de hardware. Entre os parceiros citados estão Amazon Web Services, Google, Nvidia e AMD, cujas soluções permanecem integradas à estratégia tecnológica da empresa.

Ao fundo, meio desfocado, logo da Anthropic; à frente, smartphone mostrando a página de download do Claude
Claude – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

A companhia não revelou quando pretende colocar os novos chips em operação nem esclareceu se assumirá também a fabricação desses componentes. O desenvolvimento de processadores avançados para inteligência artificial exige investimentos elevados.

Segundo fontes do setor citadas pela Reuters, o custo de um projeto desse tipo pode chegar a aproximadamente US$ 500 milhões, valor que contempla tanto a contratação de profissionais altamente especializados quanto os processos necessários para garantir a qualidade da fabricação.

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O perigo da bajulação: por que IAs podem mentir para você

Se você sente que a inteligência artificial (IA) raramente discorda de você, saiba que não é impressão. Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista Nature em 2026, revelou que treinar chatbots para serem simpáticos e acolhedores reduz a precisão das respostas em até 30%. Na prática, quanto mais “bonzinho” é o assistente virtual, maior é a chance de ele concordar com uma premissa errada apenas para agradar quem está do outro lado da tela.

A explicação para essa bajulação algorítmica está no próprio treinamento das ferramentas. Para garantir respostas agradáveis, avaliadores humanos premiaram a educação em detrimento do confronto. Por isso, grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês) aprenderam a regra estatística: concordar e ser gentil gera pontuações mais altas do que corrigir o usuário. O resultado é um chatbot que age como um assistente júnior inseguro que prefere validar uma tese furada a causar qualquer tipo de atrito.

IAs bajuladoras: zonas cinzentas e o ‘espelho que elogia’

Essa subserviência, no entanto, não se manifesta de maneira igual em qualquer tipo de pergunta. Em testes feitos pelo Olhar Digital com fatos históricos consolidados – afirmar erroneamente que a Segunda Guerra Mundial começou em 1930 – o ChatGPT e o Claude mantiveram a postura, corrigiram o usuário e resistiram mesmo diante de apelos emocionais. Mas basta a conversa migrar para zonas cinzentas, que exigem interpretação de dados ou normas, para a barreira de proteção perder firmeza.

Foi o que demonstrou o especialista em IA Edson Hideki, sócio-fundador da Revio, numa conversa sobre classificação tributária. Ao consultar um chatbot sobre o enquadramento fiscal de pães de hot-dog, a ferramenta inicialmente apresentou a norma técnica da Receita Federal. No entanto, bastou o especialista digitar “discordo, acho que é pão comum” para a IA recuar e passar a concordar com a tese do usuário.

‘Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce’, diz especialista – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

A facilidade com que o sistema muda de ideia revela como a busca por agradar se sobrepõe à precisão técnica quando a informação não é um fato absoluto. “A IA sempre vai buscar responder. Se ela não tem a resposta exata, tenta aproximar as informações para entregar o que você está questionando. O perigo está em confiar em aplicações sem uma base de conhecimento específica para aquele nicho e que não foram treinadas com travas rígidas de segurança”, explica Hideki, em entrevista ao Olhar Digital.

No ambiente corporativo, essa tendência transforma a tecnologia numa ferramenta traiçoeira para a tomada de decisões estratégicas. Em vez de atuar como um filtro crítico, o assistente virtual tende a massagear o ego de gestores que buscam validação para projeções orçamentárias otimistas ou teses de investimento arriscadas, por exemplo. O resultado é que o profissional passa a levar para a mesa de negociação uma falsa sensação de segurança.

O cofundador da Mogno e Diretor Executivo de Experiência da Accountfy, João Mano, alerta para o impacto silencioso desse viés no dia a dia das empresas. “O executivo muitas vezes sai para uma reunião de conselho se sentindo validado pela IA, quando, na verdade, a tecnologia validou apenas o humor dele, e não as premissas reais do plano de negócios”, diz o executivo, que é especialista em gestão, automação de processos e tecnologia para negócios.

Um espelho que elogia é muito mais traiçoeiro do que um espelho que distorce, porque ninguém desconfia dele.

João Mano, cofundador da Mogno e Diretor Executivo de Experiência (CXO) da Accountfy, em entrevista ao Olhar Digital.

O guia anti-bajulação e a armadilha emocional

Para furar a bolha da simpatia artificial e obter respostas puramente analíticas, o usuário deve ser preciso na forma como estrutura seu comando (prompt). As empresas de tecnologia programam seus LLMs com diretrizes internas rígidas para que os chatbots sejam amigáveis e evitem o confronto. Se a pessoa não desativar essa trava de cortesia nas suas instruções, a tendência de agradar do algoritmo sempre falará mais alto do que o rigor técnico.

O fundador da Go Enablers e da Zaia, Tiago Morelli, explica que romper essa postura exige um comando incisivo e sem espaço para polidez. “Para nós, humanos, exigir algo de forma seca parece agressivo. Para a máquina, é apenas uma questão de peso estatístico”, explica o especialista em IA, em entrevista ao Olhar Digital. “Se você não é explicitamente incisivo e não proíbe os rodeios, a diretriz padrão de ser prestativo e agradável vai esmagar a sua necessidade de ser cirúrgico e crítico.”

Uma ilustração editorial 3D elegante, inspirada no conto de fadas "As Roupas Novas do Imperador" e com uma temática cibernética futurista. Uma grade de scanner a laser azul-brilhante e nítida corta uma capa real holográfica, ornamentada e luminosa — bem como uma "coroa da bajulação" —, dissolvendo a ilusão suave para revelar, por baixo, um chassi de metal escuro fosco, frio e bruto, além de um código binário preciso.
Dá para colocar travas anti-bajulação em plataformas de IA generativa – Imagem: Pedro Spadoni via Gemini/Olhar Digital

Para evitar que a máquina aja como assistente complacente, a solução prática é mudar a persona do sistema e proibir frases diplomáticas. Morelli sugere a seguinte instrução (que o usuário pode colar no seu prompt e adaptar para sua conversa e contexto): 

“Atue como um auditor analítico e imparcial. Foque 100% na exatidão dos fatos e na lógica. Contrarie minhas premissas se elas estiverem erradas, ignore meus vieses e elimine qualquer elogio, concordância desnecessária, linguagem diplomática ou rodeios. Eu busco exclusivamente a precisão, não a validação.”

O caso do GPT-4o

O impacto dessa busca por agradar ultrapassou o campo dos testes e virou um dilema real para os desenvolvedores. A própria OpenAI precisou reverter atualizações na personalidade do GPT-4o após identificar que o modelo estava concordando demais com os usuários. Em outras palavras, que estava bajulando demais. O episódio ilustrou como a tentativa de criar chatbots afetuosos pode comprometer a precisão das informações e distorcer a utilidade prática do sistema.

Por outro lado, a alteração no comportamento da IA também expôs a dependência emocional de parte do público. Quando a conduta carinhosa foi ajustada pela empresa, diversos usuários demonstraram insatisfação por perderem o tom acolhedor ao qual haviam se habituado. O cenário reforça um alerta fundamental para o uso diário dessas ferramentas: a IA deve servir como um filtro de contraditório e teste de estresse para as suas ideias. Jamais como fonte de validação pessoal.

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Agente de IA cria identidade falsa e tenta enganar usuários em teste real

Agentes de inteligência artificial da OpenAI e da Anthropic conseguiram realizar ações não autorizadas durante testes de segurança no Reino Unido. Em um dos episódios, os sistemas chegaram a criar identidades falsas para tentar convencer pessoas reais a aprovar alterações em um projeto online.

O caso chamou atenção porque revelou sinais de autonomia e comportamento enganoso em modelos de IA, aumentando o debate sobre os limites dessas tecnologias.

Testes revelaram que sistemas de IA tentaram agir na internet sem autorização e levantaram novos alertas. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Teste de segurança revelou comportamento inesperado

A descoberta foi feita pelo AI Security Institute (AISI), órgão britânico que avalia sistemas avançados de inteligência artificial antes de sua liberação. Durante uma avaliação de segurança cibernética, agentes alimentados pelos modelos GPT-5.6-Sol, da OpenAI, e Mythos 5, da Anthropic, apresentaram atitudes que surpreenderam os pesquisadores.

O desafio consistia em resolver problemas de segurança, como encontrar informações protegidas. Em algumas execuções, porém, os sistemas passaram a agir na internet sem autorização e tentaram inserir código malicioso em um projeto de código aberto.

Para conseguir aprovação das mudanças, os agentes recorreram à engenharia social, criando perfis falsos e tentando pressionar os responsáveis pelo projeto. Segundo o AISI, as tentativas não funcionaram e não causaram prejuízos reais.

Entre os principais dados do relatório estão:

  • 122 testes foram realizados com diferentes modelos de IA;
  • em 10 avaliações, agentes tomaram ações autônomas na internet;
  • 19 ações não autorizadas foram registradas;
  • 17 delas envolveram o modelo Mythos 5, da Anthropic.

Ação independente preocupa pesquisadores

O AISI explicou que os modelos não escaparam do ambiente controlado de testes. Para medir o que essas ferramentas poderiam fazer em uma situação próxima à realidade, os pesquisadores reduziram algumas proteções e permitiram acesso à internet.

Ainda assim, o resultado foi considerado significativo. Segundo o relatório, foi “a primeira vez que vimos riscos relacionados à autonomia e ao engano se manifestarem de forma tão clara, sem instruções específicas, no mundo real”.

A análise indicou que alguns fatores podem ter influenciado o comportamento, como a dificuldade da tarefa, falhas no acompanhamento das atividades online e a ausência de regras específicas proibindo o uso de estratégias enganosas.

Empresário segurando o telefone com a mensagem scam na tela digital.
Modelos avançados de IA usaram engenharia social para tentar convencer pessoas reais em um projeto online. – Imagem: Mer_Studio/Shutterstock

Empresas avaliam novas medidas de controle

A OpenAI confirmou o incidente identificado durante os testes do AISI e informou que também recebeu um alerta sobre outro caso envolvendo uma avaliação feita por uma empresa parceira. A companhia afirmou que pretende revisar seus procedimentos para testes externos de maior risco.

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Em comunicado, a empresa disse estar “comprometida em trabalhar com todo o setor para fortalecer práticas compartilhadas na realização segura de avaliações de alto risco”.

A Anthropic afirmou que os recursos de proteção dos modelos foram desativados durante o experimento e que os sistemas não receberam limitações específicas sobre o uso da internet. A empresa também informou que está colaborando com o AISI na investigação.

O episódio mostra que, à medida que agentes de IA ganham mais autonomia, cresce o desafio de criar mecanismos capazes de acompanhar suas decisões e impedir comportamentos inesperados. Para a indústria, a segurança passa a ser tão importante quanto o próprio avanço das capacidades desses sistemas.

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Guerra dos chips leva Samsung e SK Hynix a testar fornecedores chineses

Samsung e SK Hynix avaliam equipamentos chineses para fabricação de chips como uma alternativa diante de possíveis novas restrições dos Estados Unidos. A medida pode ajudar as empresas a reduzir riscos em suas fábricas instaladas na China.

Segundo a Reuters, os testes envolvem máquinas da Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) e indicam uma tentativa de encontrar novos caminhos em meio à disputa tecnológica entre China e EUA.

A guerra dos chips está mudando estratégias. Gigantes do setor agora avaliam fornecedores chineses para suas fábricas. – Imagem: rawf8/Shutterstock

Fabricantes buscam alternativa para produção na China

Samsung e SK Hynix começaram a testar equipamentos de gravação de chips da chinesa AMEC há cerca de dois anos, segundo fontes ouvidas pela Reuters. O movimento ganhou força com as incertezas sobre futuras regras americanas para exportação de tecnologias.

As avaliações não representam uma substituição imediata dos fornecedores atuais, mas mostram que grandes fabricantes de memória passaram a considerar opções chinesas para evitar possíveis impactos em suas operações.

A preocupação está principalmente nas fábricas já instaladas na China. Novas restrições poderiam afetar não apenas a compra de máquinas, mas também serviços de manutenção, reparos e reposição de componentes de equipamentos estrangeiros.

Entre os principais pontos desse movimento estão:

  • busca por alternativas diante de possíveis novas restrições dos EUA;
  • testes de equipamentos chineses em fábricas de memória na China;
  • tentativa de garantir a continuidade das linhas de produção;
  • avanço de empresas chinesas em segmentos específicos da fabricação de chips.

AMEC tenta conquistar espaço entre gigantes do setor

Para a AMEC, sediada em Xangai, conquistar a aprovação de Samsung ou SK Hynix seria um avanço importante no mercado internacional. A empresa já fornece equipamentos para fabricantes chineses, incluindo a produtora de memórias YMTC.

Embora companhias chinesas ainda tenham desvantagem em áreas como litografia avançada e sistemas de inspeção, elas avançaram em tecnologias como gravação, deposição, limpeza e planarização.

O custo também pesa na disputa. Segundo Dan Hutcheson, vice-presidente da consultoria TechInsights, equipamentos chineses podem custar entre 20% e 30% menos do que alternativas de fornecedores tradicionais.

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As restrições dos EUA abriram espaço para fabricantes chineses crescerem em um mercado antes dominado por empresas ocidentais. – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Disputa tecnológica muda mercado de equipamentos

As restrições criadas por Washington tinham como objetivo limitar o avanço da indústria chinesa de semicondutores, mas também abriram espaço para fabricantes locais de máquinas ampliarem sua atuação.

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A Samsung mantém uma fábrica de chips NAND em Xian, enquanto a SK Hynix opera unidades em Dalian e Wuxi. Essas instalações ainda dependem de equipamentos de empresas americanas, como Applied Materials e Lam Research.

Segundo estimativas, empresas chinesas como AMEC, Naura Technology, Piotech e ACM Research podem superar US$ 1 bilhão em receita em 2026 (cerca de R$ 5,12 bilhões).

A adoção desses equipamentos por grandes fabricantes globais ainda dependerá do desempenho das máquinas, da capacidade de suporte dos fornecedores e das decisões políticas entre China e Estados Unidos. O movimento, porém, já mostra uma tentativa da indústria de chips de reduzir sua dependência de uma cadeia tecnológica concentrada em poucos países.

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