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Brasil anuncia pacote de R$ 2,5 bilhões para IA e supercomputador no RN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (20), um pacote de R$ 2,5 bilhões para ampliar a infraestrutura brasileira necessária ao desenvolvimento e treinamento de modelos de inteligência artificial (IA). Uma das principais iniciativas é a instalação de um supercomputador de aproximadamente R$ 1 bilhão no Rio Grande do Norte.

O anúncio foi feito durante uma visita de Lula ao Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na região metropolitana de Natal (RN). O equipamento fará parte do novo Centro Brasileiro de Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial.

O projeto prevê R$ 1,06 bilhão para a aquisição e operação da estrutura. Desse total, R$ 960 milhões serão destinados à compra do equipamento e outros R$ 100 milhões às etapas de preparação e operação.

Os recursos estão previstos no CT-Infra, instrumento de financiamento de infraestrutura de pesquisa, e integram o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

Lula afirmou que a escolha do Rio Grande do Norte levou em consideração a necessidade de distribuir investimentos para além das regiões mais ricas do país. “São Paulo queria, Campinas queria. E por que eu decidi aqui? Porque eu acho que a gente precisa olhar o Brasil e os estados que mais necessitam”, disse o presidente.

Supercomputador terá 7,2 mil petaflops

  • O supercomputador terá desempenho de 7,2 mil petaflops em FP16, mais de 50 mil núcleos de processamento e consumo elétrico estimado em quatro megawatts;
  • Na prática, a máquina poderá realizar até 7,2 quintilhões de operações por segundo em um formato utilizado em aplicações de IA;
  • Segundo Marcelo Fernandes, diretor do Núcleo de Inteligência Artificial (Metrópole IA), do Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (IMD/UFRN), se oito bilhões de pessoas realizassem um cálculo por segundo, seriam necessários aproximadamente 29 anos para executar a quantidade de operações que o supercomputador poderá processar em apenas um segundo;
  • “Imagine uma pessoa realizando uma operação matemática por segundo, sem parar. Ela precisaria de aproximadamente 228 bilhões de anos para executar a quantidade de cálculos que o supercomputador poderá realizar em apenas um segundo”, explicou Fernandes;
  • O equipamento terá mais de 50 mil núcleos capazes de trabalhar simultaneamente em diferentes partes de um mesmo problema.

Para comparação, o supercomputador Santos-Dumont, atualmente a máquina mais potente do país, instalado no interior do Rio de Janeiro, opera com 27 petaflops.

De acordo com as estimativas apresentadas pelo governo, treinar no Santos-Dumont um grande modelo de linguagem como o GPT-4 levaria aproximadamente 11 anos. Com a nova máquina, o mesmo processo poderá ser realizado em cerca de um mês.

Quem poderá usar a máquina

A estrutura não será destinada exclusivamente ao governo. Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o equipamento poderá ser utilizado por universidades, instituições de tecnologia, empresas e órgãos públicos.

A infraestrutura deverá atender empresas e startups interessadas em desenvolver e treinar seus próprios modelos, além de universidades e centros de pesquisa envolvidos em projetos de IA e ciência de dados. Também estão previstos usos por instituições governamentais em áreas, como saúde, agricultura, clima, indústria e serviços públicos.

Profissionais e estudantes também deverão ser beneficiados com novas oportunidades de formação em áreas de alta qualificação.

“Não se trata só de adquirir uma máquina. Há contrapartidas previstas que as empresas deverão cumprir, benefícios estruturantes para o nosso país. É todo um ecossistema em torno dessa máquina”, afirmou Santos.

Por que o Rio Grande do Norte foi escolhido

A escolha do Rio Grande do Norte foi apresentada pelo governo como estratégia para distribuir a infraestrutura tecnológica pelo país e ampliar a capacidade científica e econômica da região Nordeste.

A governadora do Estado, Fátima Bezerra, afirmou que o Rio Grande do Norte apresentou as condições técnicas consideradas mais adequadas para receber o equipamento. “O Rio Grande do Norte apresentava as condições técnicas mais adequadas não só do ponto de vista da localização, mas do ponto de vista, inclusive, de um insumo fundamental que é a energia limpa em abundância que nós temos”, disse.

A disponibilidade de energia renovável foi um dos critérios considerados pelo governo. O Estado possui forte participação de fontes eólica e solar em sua matriz energética.

A expectativa é que a presença do supercomputador também amplie a capacidade de pesquisa e formação em IA e computação de alto desempenho no Nordeste, com integração entre universidades e centros de pesquisa.

Na área econômica, o governo aponta ainda o potencial de atrair pesquisadores, startups e empresas de tecnologia para o Estado e para a região.

A máquina será instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, que recebeu o nome do pesquisador potiguar responsável por projetos de dirigíveis entre 1894 e 1902. Augusto Severo morreu naquele ano durante a explosão de uma aeronave.

Lula fez os anúncios nesta quinta-feira (20) – (Reprodução: Ricardo Stuckert)

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Três rotas tecnológicas

O supercomputador do Rio Grande do Norte representa uma das três frentes tecnológicas apresentadas pelo governo para ampliar a infraestrutura brasileira de supercomputação dentro do PBIA.

A primeira é justamente a aquisição da máquina para o RN. A segunda envolve uma cooperação tecnológica com a China, com a implantação de uma estrutura de computação avançada no Rio de Janeiro. A terceira prevê o desenvolvimento de chips com arquitetura aberta, em Campinas (SP).

As três iniciativas têm como objetivo reduzir a dependência brasileira de capacidade computacional contratada no exterior e ampliar a infraestrutura necessária para desenvolver e treinar modelos de IA.

O PBIA prevê R$ 23 bilhões em investimentos entre 2024 e 2028, abrangendo infraestrutura tecnológica, formação de profissionais, pesquisa, inovação e aplicações de IA.

Parceria com Huawei terá investimento de R$ 1,27 bilhão

O governo também planeja implantar uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro por meio de parceria entre a Huawei e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O centro deverá começar a operar em 2027 e terá, entre suas missões, o desenvolvimento de um grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês), semelhante aos sistemas utilizados pelo ChatGPT e pelo Claude.

O projeto contará com a cooperação da chinesa iFlytek, empresa de IA especializada em tradução e transcrição. A intenção é desenvolver um modelo com capacidade de trabalhar não apenas em português, mas também em espanhol.

O governo estima investir R$ 1,276 bilhão ao longo de cinco anos na parceria, que também prevê a capacitação de três mil profissionais brasileiros.

Como contrapartida, Huawei e iFlytek deverão oferecer transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, segundo o governo.

O valor é relativamente modesto quando comparado ao investimento privado necessário para a construção de um data center do TikTok no Ceará, estimado em quase R$ 50 bilhões.

“Nuvem brasileira”

Outra iniciativa anunciada pelo governo é a criação de uma chamada “nuvem brasileira”, ainda sem indicação de custo no orçamento do pacote. A proposta prevê computadores instalados no Brasil e maior controle nacional sobre o software.

O governo afirma já ter investido mais de R$ 1 bilhão na instalação de servidores de nuvem fornecidos por grandes empresas de tecnologia e administrados sob controle do Serpro e da Dataprev.

A intenção agora é que esses servidores, utilizados na infraestrutura de computação pública, passem a ser fabricados no Brasil e utilizem software compartilhado com a União.

Chips livres de patentes

A terceira frente tecnológica é voltada ao desenvolvimento de chips livres de patentes. O governo destinará R$ 125 milhões à iniciativa e espera captar outros R$ 125 milhões da iniciativa privada.

A estratégia tem um horizonte de dez a 15 anos e pretende ampliar a capacidade brasileira de desenvolver chips, reduzindo a dependência de tecnologias controladas por poucas empresas ou países.

Os chips serão desenvolvidos com base na arquitetura RISC-V, tecnologia aberta e não proprietária que permite criar e adaptar componentes sem depender de projetos controlados pelas grandes empresas de tecnologia.

A iniciativa será conduzida pelo Instituto Eldorado, em Campinas (SP), em proposta comparada pelo governo ao ecossistema de inovação de Barcelona (Espanha). “A iniciativa busca ampliar o domínio brasileiro sobre tecnologias críticas para a computação de alto desempenho e a inteligência artificial”, afirmou o governo em comunicado.

Centro de Transparência Algorítmica

O pacote inclui ainda R$ 50 milhões para um Centro de Transparência Algorítmica, que será comandado por pesquisadores da UFMG.

A estrutura terá a missão de produzir análises de risco e falhas dos modelos de IA disponíveis no mercado, seguindo modelo semelhante ao existente na Europa.

Disputa entre EUA e China

O anúncio de Lula ocorre em meio à crescente disputa tecnológica entre Estados Unidos e China pelo desenvolvimento da IA. Cinco dias antes, a Reuters havia revelado uma operação da Casa Branca para tentar isolar a China no desenvolvimento de IA.

O governo de Donald Trump deve alertar 35 países, incluindo o Brasil, de que eles poderão ser excluídos de uma coalizão liderada pelos Estados Unidos para distribuição de investimentos em tecnologia.

Uma carta relacionada à chamada Declaração Pax Silica afirma que “fazer parte de tudo é não fazer parte de nada” e defende que os países façam uma escolha deliberada de lado quando o assunto é IA. “A assinatura da Declaração Pax Silica não é uma mera adesão, mas um compromisso”, diz o documento, que também insta os países a “escolher deliberadamente” um lado em relação à IA.

A publicação ocorreu quatro dias depois de Lula afirmar que o Brasil ainda não está preparado para disputar tecnologicamente nem com estadunidenses nem com chineses. O presidente disse querer os dois países “conosco”.

Governo admite riscos na compra

Em entrevista à Folha de S.Paulo na semana passada, Luciana Santos reconheceu que o governo terá de lidar com “incertezas e riscos” na compra dos supercomputadores. “Os Estados Unidos ameaçam cessar o fornecimento a quem fizer negócios nessas áreas mais críticas com a China”, afirmou a ministra.

Ela ponderou que as empresas estadunidenses também têm interesse em vender seus produtos ao Brasil, considerando que a compra do supercomputador representa mais de R$ 1 bilhão. “Não sei até que ponto o que é proclamado vai acontecer na prática, porque se trata de um interesse objetivo”, disse Luciana.

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Por que um supercomputador sabe mais de futebol que muita gente?

Acertar o campeão de uma Copa do Mundo nunca foi tarefa simples. Mesmo assim, antes de a bola rolar em 2026, o supercomputador da Opta acertou as quatro seleções que acabariam nas semifinais.

O resultado nasceu de milhares de simulações matemáticas alimentadas por um enorme volume de dados. Nada de bola de cristal: só estatística e poder de processamento.

Cada passe, finalização e desarme pode entrar na conta dos supercomputadores que fazem previsões para o futebol. – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

O que está por trás das previsões

A ideia de tentar antecipar o resultado de uma partida existe há séculos. A diferença é que, hoje, praticamente tudo o que acontece em campo vira dado. Cada passe, finalização, desarme ou assistência pode entrar na conta.

É aí que entram os supercomputadores. Em vez de apostar na intuição, eles analisam milhões de informações e cruzam estatísticas sobre equipes e jogadores. No caso da Opta, o sistema combina inteligência artificial, modelos estatísticos e um amplo banco de dados para simular o torneio milhares de vezes e calcular as probabilidades de cada seleção.

Entre os fatores avaliados estão:

  • Desempenho recente das equipes;
  • Histórico de confrontos entre os adversários;
  • Estatísticas individuais dos jogadores;
  • Lesões, suspensões e outros fatores que podem influenciar cada partida.

Essas máquinas nasceram longe do futebol. O CDC 6600, lançado em 1964 e considerado por muitos o primeiro supercomputador, foi desenvolvido para aplicações científicas, como simulações nucleares, previsões meteorológicas e pesquisas aeroespaciais. Só décadas depois esse tipo de processamento passou a ser usado também no esporte.

Imagem de IA e outros ícones sendo tocados por um dedo humano
O sistema da Opta combina inteligência artificial, estatísticas e um enorme banco de dados para projetar cenários. Imagem: NicoElNino/Shutterstock

Por que um PC comum não consegue fazer o mesmo?

Antes do Mundial de 2026, a Opta simulou a competição 25 mil vezes. A Espanha aparecia com a maior probabilidade de conquistar o título, à frente de França, Inglaterra e Argentina.

As projeções mudavam conforme a Copa avançava. Cada rodada acrescentava novos dados ao modelo, que recalculava as probabilidades considerando apenas os cenários ainda possíveis. Depois das quartas de final, a França assumiu a liderança nas estimativas.

Na prática, um computador doméstico conseguiria executar parte desses cálculos. O problema é o tempo necessário e a quantidade de memória exigida. Já um supercomputador divide bilhões de operações matemáticas entre milhares de processadores funcionando em paralelo.

A Opta não divulga as características da máquina que utiliza. Como comparação, o El Capitan reúne mais de 11 mil unidades de processamento, cerca de 1,1 milhão de núcleos de CPU e 46 mil GPUs.

Bola de futebol dentro do gol
Mesmo com toda a tecnologia, um gol improvável ainda pode mudar completamente o rumo de uma partida. – Imagem: Rost-9D/iStock

O futebol continua desafiando os cálculos

O desempenho da Opta impressionou, mas as previsões trabalham apenas com probabilidades. Elas indicam o cenário mais provável, nunca um resultado garantido.

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A própria história do futebol mostra isso. O Fluminense escapou do rebaixamento em 2009 depois de uma arrancada improvável, enquanto o Palmeiras conquistou o Brasileirão de 2023 mesmo quando aparecia atrás nas projeções estatísticas.

Os modelos matemáticos tendem a ficar cada vez mais precisos, mas sempre haverá espaço para uma virada inesperada, um gol improvável ou uma atuação fora do comum. No fim das contas, a decisão continua acontecendo dentro das quatro linhas.

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China surpreende e tira dos EUA o título de supercomputador mais poderoso do mundo

A China voltou ao topo do ranking mundial de supercomputadores pela primeira vez desde 2017, depois que um sistema instalado em Shenzhen foi reconhecido como o mais rápido do planeta, destaca o The New York Times. O resultado reacende a corrida tecnológica com os Estados Unidos em áreas estratégicas como ciência, inteligência artificial e segurança nacional.

Batizado de LineShine, o equipamento superou o antigo líder americano nos testes de desempenho e chamou atenção por seguir um caminho pouco comum: alcançar alta velocidade sem depender de GPUs.

Supercomputador chinês LineShine surpreende especialistas ao assumir liderança mundial e reacender disputa tecnológica com os EUA. – Imagem: Knight00730/Shutterstock

China volta ao topo depois de oito anos

Desenvolvido em Shenzhen, o LineShine foi avaliado pelos testes do ranking Top500 e desbancou o El Capitan, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, que ocupava a liderança desde novembro de 2024.

Segundo Jack Dongarra, um dos organizadores do Top500, a máquina chinesa registrou desempenho mais de 20% superior ao do rival americano. O pesquisador visitou recentemente o centro de computação e saiu impressionado com o que viu.

“É um sistema impressionante”, disse. “Eles nos superaram ao desenvolver um sistema que não depende de GPUs.”

A conquista encerra um jejum de oito anos. Há bastante tempo especialistas acreditavam que a China tinha sistemas capazes de alcançar o topo, mas os laboratórios do país vinham evitando apresentar seus resultados ao ranking internacional.

Representação de um data center
Sistema de Shenzhen impressiona ao combinar 14 milhões de núcleos e arquitetura baseada em tecnologia da Arm Holdings. Imagem: vectorfusionart/Shutterstock

O detalhe que tornou o LineShine diferente

Mais do que a velocidade, foi a arquitetura da máquina que chamou atenção. Atualmente, os sistemas mais poderosos do mundo dependem de GPUs para lidar com tarefas complexas. O LineShine seguiu outro caminho e combinou CPUs tradicionais com circuitos dedicados a acelerar cálculos vetoriais e matriciais.

Para Dongarra, essa estrutura pode representar uma maneira mais eficiente de aproximar a inteligência artificial das aplicações científicas.

Alguns números ajudam a dimensionar o tamanho do projeto:

  • Uso exclusivo de microprocessadores convencionais (CPUs);
  • Cerca de 14 milhões de núcleos de computação;
  • Estrutura distribuída em 90 gabinetes de hardware;
  • Circuitos especializados para cálculos matriciais e vetoriais;
  • Arquitetura baseada em instruções licenciadas da Arm Holdings.

Uma curiosidade permanece sem resposta. Os responsáveis pelo projeto não revelaram qual empresa fabricou os chips nem quais tecnologias foram utilizadas em sua produção.

A rivalidade entre China e EUA ganhou um novo capítulo

O desempenho do LineShine surge em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de chips avançados. Enquanto OpenAI, Google e Anthropic seguem expandindo seus modelos de IA, os chineses vêm apostando em soluções alternativas para continuar avançando.

Ilustração de chip da China
Supercomputador chinês reforça mudança de rota na indústria ao priorizar CPUs em vez de chips gráficos especializados. Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

Para Jimmy Goodrich, pesquisador do Instituto de Conflitos Globais e Cooperação da Universidade da Califórnia, o resultado expõe uma brecha nas regras atuais.

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“O governo dos EUA deveria ter controles mais rigorosos sobre a exportação e a fabricação de CPUs para o mercado chinês”, afirmou. “É uma brecha nas regulamentações atuais.”

Embora especialistas observem que os grandes sistemas americanos de IA ainda levem vantagem em algumas tarefas, o retorno da China ao topo não chega a ser uma surpresa completa. Segundo Addison Snell, da Intersect360 Research, a maior novidade não foi descobrir que os chineses tinham uma máquina capaz de liderar o ranking, mas sim a decisão de finalmente buscar reconhecimento internacional para o projeto.

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Copa do Mundo 2026: segundo supercomputador reforça previsão para o vencedor

Nesta sexta-feira (12), a Universidade de Liverpool, na Inglaterra, divulgou as projeções de um supercomputador desenvolvido por pesquisadores da instituição sobre o resultado da Copa do Mundo Fifa 2026. 

A seleção apontada como campeã por esse modelo de inteligência artificial (IA) é a mesma revelada como favorita ao título pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas: a Espanha.

Enquanto o modelo de Liverpool, desenvolvido pelos pesquisadores Benjamin Holmes e Ian McHale, considera variáveis como desempenho individual dos jogadores, lesões, suspensões, condições climáticas e até os efeitos da altitude, a Opta Analyst adota uma abordagem baseada em rankings de desempenho, força das seleções e milhões de simulações computacionais do torneio.

Mais um supercomputador fez previsões nada animadoras para o Brasil sobre quem vai vencer a Copa do Mundo de 2026 – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

O que o supercomputador projeta para a Copa

Nas projeções, a Opta realizou 25 mil simulações da Copa do Mundo e apontou 16,38% de probabilidade de título para a Espanha. Já o modelo britânico simulou mil cenários e atribuiu ao time comandado por Luis de la Fuente 26,1% de chances de conquistar a taça.

Além da Espanha, o supercomputador de Liverpool coloca a Inglaterra como principal rival na disputa pelo título, ainda que com uma probabilidade menor, em torno de 17%. França aparece logo atrás, seguida pela Argentina, atual campeã, e por Portugal, que também surge como candidato relevante. O cenário desenhado reforça um equilíbrio entre seleções tradicionais do futebol mundial.

As simulações também projetam possíveis caminhos no mata-mata. A Inglaterra, por exemplo, teria boas chances de liderar seu grupo e avançar com certa tranquilidade. No caminho, poderia enfrentar adversários como o Brasil nas quartas de final e Portugal na semifinal, em um roteiro que já começa a animar torcedores mais ansiosos – e a dar dor de cabeça aos matemáticos.

Troféu da Copa do Mundo
E aí, quem deve vencer a Copa do Mundo 2026, que promete ser a mais tecnológica da história? – Crédito: Paparacy/Shutterstock

Outro destaque curioso das projeções envolve a Escócia, que aparece como possível terceira colocada em seu grupo, com chance de 11,8% de chegar às oitavas de final. Não é exatamente um favoritismo, mas já seria suficiente para manter viva a esperança dos torcedores britânicos mais otimistas.

A disputa pela Chuteira de Ouro também entrou nas contas do modelo. O norueguês Erling Haaland e o espanhol Mikel Oyarzabal aparecem empatados nas simulações, com média de 5,2 gols cada. A briga promete ser apertada, embora os goleiros certamente não compartilhem do mesmo entusiasmo.

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“Futebol é imprevisível”, reforça pesquisador

Segundo Holmes, o modelo foi aprimorado com novas variáveis, como a forma de interação entre jogadores em campo. Ele explica: “Desde o Euro 2024, expandimos nosso modelo de simulação com uma série de novos recursos”.

O pesquisador afirma que fatores externos também foram incluídos. “Agora adicionamos simulações de lesões, suspensões e até quem marca os gols. Também modelamos clima e altitude”, disse.

Holmes reconhece que, apesar da sofisticação do modelo, o futebol continua imprevisível. “Embora nosso modelo concorde com as casas de apostas, que apontam a Espanha como favorita”, disse, “o futebol ainda guarda espaço para surpresas”.

Então, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. 

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Falta pouco para o início da Copa do Mundo de 2026, e as previsões sobre quem levantará a taça já estão a todo vapor. Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. O percentual é menor até mesmo que o de Portugal, seleção que busca seu primeiro título mundial.

Copa do Mundo FIFA 2026 – quem será o grande campeão? – Imagem: Djem/Shutterstock

No topo da lista está a Espanha, apontada como a principal candidata à taça, com 16,19% de probabilidade de ser campeã.

França e Inglaterra completam as três primeiras posições, ambas com chances acima de 10%. Argentina, atual campeã mundial, e Portugal aparecem logo na sequência. A Alemanha, que também figura entre as favoritas, vem logo atrás do Brasil.

Por que o Brasil está mal no ranking?

A Opta atribui o favoritismo espanhol ao desempenho recente da seleção. Atual campeã da Eurocopa, a equipe chega ao Mundial embalada por uma longa série de jogos oficiais sem derrotas. 

Já o Brasil ainda carrega o peso das eliminações recentes. Nas duas últimas Copas do Mundo, a nossa seleção ficou pelo caminho nas quartas de final. O desempenho na Copa América de 2024 também contribuiu para reduzir o otimismo dos cálculos.

Apesar disso, segundo o UOL, a empresa acredita que a presença de Ancelotti pode fazer diferença. A experiência do treinador italiano em competições eliminatórias é vista como um dos fatores que podem ajudar a equipe a superar as expectativas.

Lista dos 10 favoritos ao título, de acordo com Opta Analyst:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%
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Ranking com os 10 maiores favoritos ao título de campeão da Copa do Mundo de 2026, segundo previsões de supercomputador da Opta Analyst – Crédito: Opta Analyst

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Como o supercomputador prevê o vencedor da Copa

O sistema da Opta não tenta adivinhar o futuro. Na prática, ele calcula probabilidades com base em uma enorme quantidade de dados sobre cada seleção.

Para isso, segundo a empresa, o modelo leva em conta o desempenho recente das equipes, o histórico de resultados e a força dos adversários. As análises também utilizam informações do mercado de apostas e do ranking próprio da empresa.

Com esses dados, o supercomputador simula milhares de versões possíveis do torneio. Em cada cenário, as seleções avançam ou são eliminadas de formas diferentes.

Ao final das simulações, o sistema verifica quantas vezes cada equipe terminou como campeã. É essa frequência que se transforma nos percentuais divulgados pela Opta e que ajudam a apontar os favoritos. 

Mas, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. E, quando o assunto é Copa do Mundo, a história mostra que surpresas sempre podem acontecer.

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Menor supercomputador de IA do mundo cabe no bolso

Uma startup dos EUA afirma ter criado o menor supercomputador de Inteligência Artificial (IA) do mundo. O equipamento reúne alto poder de processamento e grande quantidade de memória em um dispositivo compacto, pequeno o suficiente para caber no bolso. 

Segundo os desenvolvedores, a máquina consegue executar modelos avançados de IA capazes de analisar informações complexas, planejar tarefas e resolver problemas de forma autônoma.

Em resumo:

  • Startup cria supercomputador de IA que cabe no bolso;
  • Dispositivo roda modelos gigantes localmente;
  • Memória é bem superior à da maioria dos notebooks atuais;
  • Tecnologias otimizam cálculos e reduzem consumo;
  • IA local amplia privacidade e uso remoto.
O pequeno dispositivo de IA Pocket Lab se conecta a notebooks. Crédito: Tiiny AI

Desenvolvido pela empresa Tiiny AI, o supercomputador recebeu o nome de AI Pocket Lab. Ele consegue rodar localmente um grande modelo de linguagem com cerca de 120 bilhões de parâmetros. Normalmente, sistemas desse porte dependem de grandes centros de dados cheios de servidores e placas gráficas. Nesse caso, porém, o processamento ocorre diretamente no dispositivo, sem necessidade de conexão com a internet.

O AI Pocket Lab utiliza um processador ARM de 12 núcleos, tecnologia comum em smartphones e tablets. Apesar do tamanho reduzido – cerca de 14 centímetros de comprimento – o equipamento possui 80 GB de memória RAM do tipo LPDDR5X. Para comparação, a maioria dos notebooks atuais possui entre 8 GB e 32 GB de memória.

Cerca de 48 GB dessa memória são reservados para a unidade de processamento neural (NPU). Esse tipo de chip é otimizado para executar operações relacionadas à inteligência artificial com maior eficiência. Tecnologias semelhantes já aparecem em processadores modernos de empresas como Intel e AMD, criadas justamente para acelerar aplicações baseadas em IA.

Por que “supercomputador”?

O dispositivo é considerado um supercomputador porque consegue executar modelos de linguagem com mais de 100 bilhões de parâmetros. Em geral, esse tipo de processamento exige vários computadores com placas gráficas avançadas trabalhando juntos em centros de dados especializados.

Mesmo não rivalizando com os maiores supercomputadores do mundo, o AI Pocket Lab alcança cerca de 190 trilhões de operações por segundo. Esse desempenho resulta da combinação entre CPU e NPU trabalhando juntas para executar cálculos complexos.

Para atingir essa potência em um aparelho pequeno, os engenheiros utilizaram tecnologias de otimização. Uma delas é o sistema TurboSparse, que faz o modelo de IA usar apenas partes específicas de seus parâmetros durante cada etapa do processamento, reduzindo cálculos desnecessários.

Outra tecnologia, chamada PowerInfer, distribui as tarefas entre diferentes processadores do dispositivo. Dessa forma, cada componente executa apenas as operações para as quais é mais eficiente. Isso melhora o desempenho, reduz o consumo de energia e permite usar IA avançada mesmo em locais sem acesso à internet.

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Elon Musk investe bilhões para construir maior supercomputador de IA do mundo

No outro extremo está um projeto do bilionário Elon Musk, que ele chama de “maior supercomputador de IA do mundo”: o Colossus, que abriga mais de 200 mil chips da Nvidia e alimenta o chatbot Grok. 

Agora, a empresa está perto de finalizar um segundo centro, batizado de Colossus 2, ainda maior e mais potente. Estima-se que o novo projeto abrigará inicialmente 550 mil chips, podendo chegar futuramente a um milhão, com investimento total que pode atingir dezenas de bilhões de dólares. Saiba mais aqui.

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