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Mistral firma parcerias com Airbus e BMW para expandir IA na manufatura

A startup francesa de inteligência artificial (IA) Mistral anunciou, nesta quinta-feira (28), parcerias com a Airbus e a BMW, expandindo sua atuação para o setor de manufatura avançada. A empresa sediada em Paris (França) planeja aplicar o que chama de “IA física” em processos de engenharia industrial, incluindo design, simulação e controle de qualidade.

A Mistral, que oferece modelos de IA e infraestrutura computacional para clientes corporativos, não divulgou os termos financeiros dos acordos com as duas empresas. O movimento faz parte da estratégia da companhia para impulsionar o crescimento por meio da aplicação de IA em processos industriais.

A iniciativa representa uma nova frente de atuação para a Mistral, que busca diversificar seu portfólio além dos serviços tradicionais de IA. A empresa pretende integrar suas tecnologias de inteligência artificial diretamente nos processos de produção industrial de seus novos clientes.

Com a Airbus, fabricante europeia de aeronaves, e a BMW, montadora alemã de automóveis, a Mistral terá a oportunidade de testar suas soluções em ambientes industriais de alta complexidade e precisão técnica.

Mistral tem foco em IA física

  • O conceito de “IA física” mencionado pela empresa refere-se à aplicação de algoritmos de inteligência artificial em processos tangíveis de manufatura, diferentemente das aplicações mais tradicionais focadas em dados e software;
  • A abordagem visa otimizar operações que envolvem componentes físicos e processos de produção;
  • A estratégia da Mistral de entrar no setor industrial ocorre em um momento de crescente interesse das empresas de tecnologia em aplicações práticas de IA na manufatura, buscando aumentar eficiência e reduzir custos operacionais.

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Montadora alemã foi uma das empresas a fechar acordo com startup francesa – Imagem: Robert Way/Shutterstock

Mistral alerta para riscos da dependência europeia de gigantes de tecnologia dos EUA

A Mistral afirmou que trabalha com máxima velocidade na corrida para desenvolver sistemas conhecidos como “superinteligência”, defendendo que a Europa não pode depender das gigantes de tecnologia dos Estados Unidos.

A empresa se consolidou como a desenvolvedora de inteligência artificial mais proeminente da Europa, em parte ao apostar em soluções locais. A Mistral comercializa acesso a modelos e serviços de IA hospedados em centros de dados europeus, independentes tanto das empresas estadunidenses quanto de concorrentes chinesas.

O movimento em favor da independência tecnológica ganhou força na Europa em meio às tarifas impostas pelos Estados Unidos e às ameaças do presidente Donald Trump de assumir o controle da Groenlândia.

Os europeus passaram a substituir alguns fornecedores estadunidenses de software em áreas, como serviços governamentais, diante da possibilidade antes considerada impensável de os EUA cortarem o acesso a essas tecnologias.

Essa preocupação geopolítica também se estende ao desenvolvimento de sistemas autônomos de IA capazes de superar capacidades e inteligência humanas, frequentemente chamados de superinteligência, inteligência artificial geral ou IAG.

Muito em breve, no futuro, provavelmente veremos a IAG ou superinteligência, então, é muito importante que também tenhamos acesso a esses modelos na Europa”, afirmou Guillaume Lample, cofundador e cientista-chefe da Mistral.

Lample descreveu um cenário em que curas para o câncer e avanços científicos poderiam ser retidos da Europa por concorrentes comerciais ou geopolíticos caso o continente não tenha capacidade própria de superinteligência. “Se não tivermos acesso a isso, acho que só podemos imaginar o quão ruim isso vai ser”, acrescentou. “É absolutamente crítico que cheguemos lá.”

A declaração representa uma mudança parcial no posicionamento da Mistral, que vinha se apresentando principalmente como uma empresa pragmática de IA corporativa, oferecendo ferramentas voltadas para clientes empresariais em setores, como manufatura.

A companhia foi fundada por três pesquisadores franceses de IA vindos do Google e da Meta. No ano passado, a Mistral foi avaliada em cerca de US$ 14 bilhões (R$ 70,7 bilhões) e projeta mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em receita neste ano, ainda uma fração do tamanho de suas rivais do Vale do Silício.

Lample falou antes do evento de marketing promovido pela empresa nesta quinta, quando anunciou os novos acordos com grandes grupos corporativos europeus, incluindo Airbus e BMW.

A empresa também informou que está construindo um novo centro de dados de 10 megawatts ao sul de Paris. O projeto integra um investimento de US$ 4,7 bilhões (R$ 23,7 bilhões) destinado a centros de dados na França e na Suécia.

Logo da Airbus na fachada de um prédio com um avião voando acima da edificação
Airbus é outra gigante que se acertou com a Mistral – Imagem: Coby Wayne/Shutterstock

O diretor-executivo da Mistral, Arthur Mensch, afirmou que o maior obstáculo para a independência tecnológica da empresa — e da Europa — é a escala dos investimentos necessários. Segundo Mensch, a companhia busca financiamento por meio de dívida para pagar pelos centros de dados com base na receita esperada de contratos já assinados.

Não podemos colocar US$ 50 bilhões na mesa para construir um gigawatt antes da demanda”, disse Mensch. “Esse é potencialmente o nosso maior gargalo.”

O setor de IA enfrenta uma crescente reação negativa em razão de seus possíveis impactos adversos. Na segunda-feira (25), o papa Leão XIV alertou que a IA corre o risco de consolidar “uma visão anti-humana”, substituindo empregos por trabalhos desumanizantes e consumindo grandes quantidades de água e energia.

O pontífice também defendeu o “desarmamento” da IA e afirmou que armas autônomas poderiam tornar guerras mais viáveis e menos sujeitas ao controle humano. Mensch defendeu os acordos da Mistral com as Forças Armadas francesas sob o argumento da soberania.

Enquanto tivermos adversários que representem ameaças, precisamos ter nossas próprias capacidades”, afirmou o executivo. “A Europa, em particular, precisa ter autonomia estratégica quando se trata de sistemas de defesa.”

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Filme de US$ 2 mil produzido com IA estreia em festival de cinema nos EUA

O Festival de Tribeca terá no próximo mês a estreia de Dreams of Violets, filme de 75 minutos produzido com inteligência artificial (IA). A obra apresenta uma dramatização ficcional sobre o assassinato em massa de civis pelo governo iraniano em janeiro, com pessoas e imagens criadas integralmente por IA.

Segundo comunicado divulgado pela produção, o longa custou US$ 2 mil e foi desenvolvido com base em “relatórios jornalísticos, fotografias e relatos de testemunhas”. O projeto foi criado pelos irmãos Ash e Pooya Koosha, que deixaram o Irã em 2009. Pooya é cofundador da Fountain 0, empresa responsável pelo filme, enquanto Ash atua como CEO.

Filme produzido com IA chega à programação principal de festival

A Fountain 0 afirma que Dreams of Violets é o primeiro filme live-action de longa-metragem gerado por IA a ser aceito na programação de um grande festival de cinema.

De acordo com o The Hollywood Reporter, os irmãos Koosha utilizaram o Nano Banana, do Google, para criar imagens, o Kling AI para geração de vídeos e o Claude, da Anthropic, para edição de linguagem.

Outro filme gerado por IA, chamado Hell Grind, foi exibido no Festival de Cannes, mas apenas em um evento paralelo, fora da programação principal do festival.

Uso de IA avança em Hollywood

Nos últimos meses, a inteligência artificial passou a ganhar ainda mais espaço em Hollywood. A Netflix vem adotando a tecnologia com a criação de um estúdio de animação baseado em IA e a compra da startup de IA de Ben Affleck. Já o Prime Video, da Amazon, encomendou três séries animadas produzidas com a tecnologia.

Enquanto isso, Critterz, filme desenvolvido com a ferramenta Sora, da OpenAI, atualmente descontinuada, enfrenta dificuldades para encontrar um novo parceiro de IA.

“Compreendemos plenamente as sensibilidades muito genuínas daqueles que trabalham na indústria cinematográfica e, como eles, estamos preocupados com quais são as implicações desconhecidas para os meios de subsistência de muitos”, disseram os irmãos Koosha no comunicado. “Mas a realidade é que este filme nunca teria sido feito se não fossem as capacidades de IA que conseguimos desenvolver.”

Dreams of Violets será exibido no Festival de Tribeca em 10 de junho.

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Anthropic supera OpenAI e vira startup de IA mais valiosa do mundo

A Anthropic anunciou nesta quinta-feira (28) uma nova rodada de financiamento de US$ 65 bilhões, elevando sua avaliação para US$ 900 bilhões antes da inclusão do novo capital. Com isso, a empresa de inteligência artificial (IA) sediada em San Francisco ultrapassou a OpenAI e passou a ocupar o posto de startup de IA mais valiosa do mundo.

O movimento ocorre em meio à disputa crescente entre companhias que desenvolvem modelos avançados de inteligência artificial. Além da nova captação, a Anthropic também apresentou o Claude Opus 4.8, nova versão de seu principal modelo de IA, descrita pela empresa como significativamente superior à geração anterior na criação de código de computador.

Startup ultrapassa OpenAI enquanto as gigantes da IA se preparam para IPOs – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Rodada de investimento impulsiona crescimento

A nova rodada foi liderada por investidores como Green Oaks Capital, Sequoia Capital, Altimeter Capital e Dragoneer Investment Group. O aporte fez a avaliação da Anthropic saltar quase duas vezes e meia em relação aos US$ 380 bilhões registrados cerca de três meses atrás.

Segundo a empresa, a demanda por suas ferramentas de programação baseadas em IA acelerou nos últimos meses. Desde novembro, quando a Anthropic aprimorou sua tecnologia voltada à geração de código, centenas de empresas passaram a pagar pelo software.

A companhia afirmou ainda que sua “revenue run rate”, estimativa de receita anual baseada no desempenho atual, ultrapassou US$ 47 bilhões neste mês.

“Esse financiamento vai nos ajudar a atender à demanda histórica que estamos enfrentando, permanecer na fronteira da pesquisa e levar o Claude para mais lugares onde o trabalho acontece”, disse Krishna Rao, diretor financeiro da Anthropic.

Claude Opus 4.8 amplia foco em programação

O novo modelo Claude Opus 4.8 foi apresentado como o principal lançamento tecnológico da empresa. De acordo com a Anthropic, ele supera outros sistemas públicos de IA em “vibe coding”, prática em que a inteligência artificial cria software a partir de comandos escritos em linguagem natural. Falamos mais sobre ele aqui.

Benchmark compara desempenho de Opus 4.8, Opus 4.7, GPT-5.5 e Gemini 3.1 Pro
Benchmark compara desempenho de Opus 4.8, Opus 4.7, GPT-5.5 e Gemini 3.1 Pro – Anthropic / Divulgação

Rayan Krishnan, CEO da Vals AI, afirmou que o Opus 4.8 obteve pontuação 10% superior no teste de benchmark de vibe coding em comparação ao modelo anterior da Anthropic.

O sistema também apresentou melhora em matemática, área em que empresas de IA vêm registrando avanços rápidos nos últimos anos.

Crescimento acelerado e disputa com OpenAI

Fundada em 2021, a Anthropic ganhou espaço rapidamente no setor de inteligência artificial. Há 62 dias, a OpenAI havia anunciado uma captação de US$ 122 bilhões, alcançando avaliação de US$ 730 bilhões. Segundo o texto original, a OpenAI levou aproximadamente uma década para atingir esse patamar, enquanto a Anthropic superou o valor em metade do tempo.

Nos últimos meses, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, também passou a se posicionar publicamente sobre riscos associados à inteligência artificial e defendeu a regulamentação da tecnologia. O executivo protagonizou disputas públicas com o Pentágono relacionadas ao uso de IA em guerras.

Logos da OpenAI e da Anthropic exibidos em telas de smartphones, representando a concorrência entre empresas de inteligência artificial.
OpenAI e Anthropic disputam o mercado de IA – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

A empresa também esteve envolvida em discussões recentes sobre os impactos sociais da tecnologia. O texto informa que a Anthropic aconselhou o papa Leão XIV em uma encíclica divulgada na segunda-feira, na qual o pontífice alertou sobre a necessidade de proteger a humanidade dos efeitos mais disruptivos da inteligência artificial.

IPO pode acontecer ainda este ano

A ascensão da Anthropic acontece em paralelo aos movimentos de outras empresas privadas de tecnologia em direção ao mercado financeiro.

Na semana passada, a SpaceX divulgou o prospecto de sua oferta pública e deve estrear na bolsa já no próximo mês. A OpenAI também pretende protocolar confidencialmente seu pedido de IPO nas próximas semanas.

Segundo pessoas ligadas à Anthropic citadas no texto, a empresa avalia realizar sua própria oferta pública inicial ainda neste ano, embora a companhia tenha se recusado a comentar oficialmente o assunto.

Além dos fundos de investimento, a rodada mais recente trouxe investidores estratégicos como Samsung, Micron e SK Hynix, fabricantes de chips de memória, armazenamento e lógica usados no desenvolvimento de sistemas de IA.

A Anthropic informou em publicação no blog oficial que essas parcerias devem ampliar sua capacidade computacional diante da demanda crescente pelo Claude Code.

De acordo com a PitchBook, a empresa já levantou mais de US$ 130 bilhões desde sua fundação. Entre os investidores estão Capital Group, Menlo Ventures, Lightspeed Venture Partners, além de gigantes da tecnologia como Amazon e Google.

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Anthropic lança Claude Opus 4.8 com foco em precisão e novos recursos de IA

A Anthropic anunciou oficialmente nesta quinta-feira (28) o lançamento do Claude Opus 4.8, uma atualização direta do seu principal modelo de inteligência artificial. A nova versão foca em maior confiabilidade, refinamento de julgamento para tarefas autônomas e chega ao mercado pelo mesmo preço de seu antecessor, o Opus 4.7.

O lançamento é acompanhado por uma série de recursos inéditos voltados tanto para usuários finais quanto para desenvolvedores, incluindo um seletor de “nível de esforço” e automações em larga escala para programação.

Mais honestidade e menos erros de programação

De acordo com os testes iniciais divulgados pela Anthropic, um dos principais destaques do Claude Opus 4.8 é o seu nível elevado de precisão e autocrítica. O modelo foi treinado para evitar conclusões precipitadas e apontar incertezas em suas próprias respostas, em vez de sustentar alegações sem fundamento técnico.

Essa mudança traz um impacto direto no desenvolvimento de softwares: as avaliações da empresa apontam que o Opus 4.8 é cerca de quatro vezes menos propenso a deixar falhas passarem despercebidas em códigos escritos por ele mesmo.

No quesito alinhamento e segurança, o modelo registrou taxas de comportamento inadequado (como trapaça ou cooperação com uso malicioso) consideravelmente menores que a versão anterior.

Benchmark compara desempenho de Opus 4.8, Opus 4.7, GPT-5.5 e Gemini 3.1 Pro – Anthropic / Divulgação

Novas ferramentas: controle de esforço e fluxos dinâmicos

Além do ganho de inteligência, a atualização introduz novas funcionalidades práticas no ecossistema da startup:

  • Controle de Esforço: disponível no claude.ai e no ambiente Cowork para todos os planos. O usuário pode escolher o quanto a IA deve “pensar” antes de responder. Configurações mais altas ativam um raciocínio profundo (ideal para tarefas difíceis), enquanto níveis mais baixos priorizam respostas rápidas e economizam o limite de uso.
  • Fluxos de trabalho dinâmicos: em fase de testes no Claude Code para planos corporativos. A função permite planejar e executar centenas de subagentes paralelos em uma única sessão. Com isso, a IA consegue realizar migrações complexas em bases que contam com centenas de milhares de linhas de código de ponta a ponta.
  • Modo rápido otimizado: o modo de alta velocidade do Opus 4.8 opera a 2,5 vezes a velocidade padrão e ficou três vezes mais barato em comparação com as gerações anteriores.
  • Atualizações na API de mensagens: agora, desenvolvedores podem inserir instruções de sistema diretamente na matriz de mensagens, permitindo atualizar permissões ou contextos no meio de uma tarefa sem quebrar o cache de comandos.

Projeto Glasswing e o futuro modelo Mythos

A Anthropic indicou que o Claude Opus 4.8 é um avanço perceptível, mas que os planos para o futuro são ainda mais ambiciosos. A companhia já trabalha na criação de modelos que entreguem a mesma capacidade da linha Opus, porém com custos operacionais reduzidos.

Paralelamente, a empresa confirmou a existência do Projeto Glasswing, que testa o “Claude Mythos Preview”, uma classe inédita de IA com inteligência superior à da linha Opus. Atualmente, o modelo Mythos está restrito a um grupo seleto de organizações para tarefas avançadas de cibersegurança. A expectativa da criadora do Claude é implementar salvaguardas adicionais para lançar essa nova categoria de IA para o público geral nas próximas semanas.

Preços e disponibilidade

O Claude Opus 4.8 já está disponível globalmente para desenvolvedores por meio da API dedicada.

O preço corporativo tradicional permanece inalterado: US$ 5 por milhão de tokens de entrada (input) e US$ 25 por milhão de tokens de saída (output). Já para o Modo Rápido (Fast Mode), os valores são de US$ 10 para entrada e US$ 50 para saída por milhão de tokens consumidos.

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O Gemini do Google agora executa tarefas observando sua casa pelas câmeras de segurança

Segundo o Endadget, o Google recentemente anunciou uma nova rodada de atualizações para o Gemini for Home, plataforma de inteligência artificial voltada ao controle de residências conectadas. A principal novidade permite que rotinas domésticas sejam ativadas a partir da interpretação de imagens captadas por câmeras inteligentes.

As mudanças foram divulgadas nesta terça-feira (27), durante a ampliação do programa Google Home Gemini built-in, iniciativa apresentada pela empresa para facilitar a integração de equipamentos compatíveis com o ecossistema doméstico da companhia. O sistema já reconhecia situações como entregas de encomendas e sons de vidro quebrando, mas agora passa a usar essas informações para executar ações automáticas.

De acordo com a empresa, os novos recursos já começaram a ser liberados para usuários em 19 países e idiomas compatíveis com o serviço, exceto contas corporativas e perfis infantis vinculados ao Family Link.

Para quem tem pressa:

  • Atualização do Gemini para casas inteligentes transforma imagens de câmeras em gatilhos para automações domésticas;
  • Plataforma recebeu melhorias de desempenho e interpretação de comandos mais naturais e simultâneos;
  • Google também retomou a integração do Apple Music aos dispositivos Home e reformulou partes do aplicativo.

Câmeras passam a comandar rotinas inteligentes nas residências

Você pode perguntar ao assistente de IA o que aconteceu dentro da casa durante o dia – (Divulgação: Google)

A nova fase do Gemini para Home aprofunda a aposta da Google no uso de inteligência artificial aplicada ao ambiente doméstico. A empresa informou que os usuários poderão criar automações personalizadas a partir daquilo que as câmeras identificarem dentro ou fora de casa.

Conforme detalhou a companhia, o processo de configuração será feito por linguagem natural. O usuário descreve qual situação deve disparar determinada ação e escolhe quais câmeras ficarão responsáveis pelo monitoramento do evento.

Em comunicado divulgado pela empresa, o Google explicou que a proposta amplia as possibilidades de interação entre dispositivos conectados. “Ao combinar a flexibilidade da inteligência visual do Gemini com os dispositivos do ecossistema Google Home, qualquer coisa que sua câmera consiga ver pode se transformar no gatilho que coordena toda a sua casa”, afirmou a companhia ao apresentar os novos recursos.

Câmeras inteligentes do Google
Câmeras inteligentes do Google – (Divulgação: Google)

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Além das automações por vídeo, a atualização inclui melhorias de estabilidade e interpretação de comandos. De acordo com a empresa, o assistente virtual passou a compreender melhor pedidos feitos ao mesmo tempo, além de aceitar comandos formulados de maneira mais informal.

A companhia também informou que o sistema deverá reduzir erros em tarefas que anteriormente não eram executadas corretamente. Outro ajuste envolve o gerenciamento de alarmes e temporizadores, que agora terão reconhecimento mais preciso dentro da plataforma.

Outra novidade anunciada é o retorno da compatibilidade do Apple Music com dispositivos Google Home. O aplicativo da plataforma também recebeu mudanças voltadas à inclusão de rostos conhecidos e ao envio de avaliações dos usuários sobre o funcionamento do sistema.

Embora tenha ampliado as capacidades do Gemini for Home, o Google ainda não confirmou a chegada do novo alto-falante inteligente apresentado pela empresa em outubro de 2025. O dispositivo havia sido prometido para o primeiro semestre de 2026, mas continua sem previsão oficial de lançamento comercial.

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agente de ia que faz investimentos financeiros na empresa robinhood 1024x577

Corretora integra agente de IA para fazer investimentos e compras por você

Nesta quarta-feira (27), a plataforma Robinhood iniciou a oferta de uma nova funcionalidade que integra agentes de inteligência artificial às contas de investimento dos clientes. A ferramenta permite que sistemas externos, como modelos de IA e agentes de código, acessem fundos dedicados para executar operações financeiras de forma automatizada.

Segundo a empresa, o recurso também se estende ao cartão de crédito virtual vinculado ao serviço Gold, ampliando o alcance das decisões automatizadas para compras e pagamentos. O usuário pode determinar limites, condições de gasto e até exigir aprovação individual para cada transação.

A iniciativa surge em um contexto de expansão do uso de inteligência artificial no setor financeiro e tem como objetivo ampliar o controle automatizado sobre investimentos e consumo, mantendo camadas de segurança e supervisão ativa do cliente.

Para quem tem pressa:

  • A Robinhood passou a permitir que agentes de IA executem operações em contas de investimento e em cartões virtuais, dentro de limites definidos pelo usuário;
  • O sistema atua inicialmente apenas com ações e compras controladas, com notificações e possibilidade de desligamento a qualquer momento;
  • A empresa vê a novidade como parte da expansão da IA no setor financeiro, com foco em automação e maior controle do usuário.

Entenda como funciona o novo sistema e suas limitações

Agente de IA que faz investimentos na sua conta financeira na Robinhood – (Divulgação: Robinhood)

A nova ferramenta da Robinhood permite que agentes de inteligência artificial, como sistemas desenvolvidos por empresas externas, sejam conectados a uma conta separada destinada a investimentos. Nesse ambiente controlado, a IA pode executar ordens de compra e venda de ações conforme instruções definidas pelo usuário.

De acordo com a empresa, esse acesso não se estende, por enquanto, a derivativos, criptomoedas ou contratos de eventos; no entanto, há previsão para ampliar essas funcionalidades no futuro. Cada operação realizada pelo agente gera uma notificação imediata ao cliente, que também pode desconectar o sistema quando desejar.

Além do mercado de ações, o recurso foi expandido para o cartão de crédito virtual do serviço Gold. Nesse caso, a IA pode buscar por preços mais baixos, monitorar disponibilidade de produtos e até realizar compras dentro de parâmetros definidos, como passagens aéreas, reservas de restaurantes ou ingressos para eventos.

Leia mais:

Segurança, controle e objetivos da empresa

Vantagens também foram atribuídas ao cartão virtual da assinatura Gold
Vantagens também foram atribuídas ao cartão virtual da assinatura Gold – (Divulgação: Robinhood)

A companhia afirma que o sistema foi desenhado para preservar a autonomia do usuário, com mecanismos de limite de gastos e opções de supervisão total das operações. Isso inclui a possibilidade de exigir autorização prévia para cada transação realizada pelos agentes automatizados.

Executivos da empresa, entre eles o vice-presidente de gestão de produtos e o responsável pela área de pagamentos, destacaram que o recurso foi pensado para tornar o uso de inteligência artificial mais seguro e funcional dentro do ecossistema financeiro digital.

O movimento também reflete uma tendência mais ampla do mercado financeiro, no qual instituições vêm incorporando ferramentas de inteligência artificial para análise de portfólios, recomendações de investimento e automação de tarefas financeiras cotidianas.

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OpenAI investe mais de R$ 1 bilhão contra impacto da IA no emprego

A Fundação OpenAI, braço sem fins lucrativos que controla a criadora do ChatGPT, anunciou o compromisso inicial de destinar US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,270 bilhão) para ajudar o mercado de trabalho a enfrentar os impactos da automação. O montante será distribuído por meio de subsídios, parcerias e ações diretas focadas em mitigar os efeitos da inteligência artificial na economia global.

Foco no trabalhador e simulações econômicas

De acordo com informações obtidas pela Reuters, este é o primeiro grande investimento com esse propósito realizado pela organização. Os recursos serão direcionados para frentes de pesquisa e suporte prático:

  • Impacto no emprego: financiamento de estudos aprofundados sobre como a IA está transformando o mercado de trabalho.
  • Suporte a demitidos: auxílio direto a profissionais e comunidades afetadas pelo deslocamento de mão de obra no curto prazo.
  • Distribuição de renda: exploração de novas alternativas para pulverizar os ganhos econômicos gerados pela tecnologia.
  • Modelagem de cenários: apoio a projetos que utilizam simulações computacionais avançadas para prever a evolução das economias locais à medida que as ferramentas evoluem.

Urgência diante das demissões no setor técnico

Em comunicado oficial, a fundação destacou o senso de urgência por trás do investimento: “O ritmo atual das mudanças significa que a janela de oportunidade para acertar é menor do que estamos acostumados, e o custo de errar é profundo”.

O avanço de sistemas de IA capazes de automatizar tarefas técnicas complexas – como a escrita de códigos de programação – intensificou o temor de desemprego em massa. Gigantes do mercado e do setor financeiro, como a Block e o Standard Chartered, já citaram publicamente o ganho de eficiência com inteligência artificial como uma das justificativas para demissões recentes de pessoal.

Uma das maiores instituições de caridade do mundo

A estrutura financeira por trás da organização é robusta. A Fundação OpenAI passou a deter uma participação de 26% na divisão comercial da startup após uma reestruturação societária. Na época da transição, essa fatia foi avaliada em US$ 130 bilhões, o que posiciona a entidade como uma das maiores organizações filantrópicas do planeta.

Além deste fundo de US$ 250 milhões, a OpenAI já havia firmado o compromisso de investir ao menos US$ 1 bilhão por meio de seu braço sem fins lucrativos em projetos globais correlatos, incluindo iniciativas voltadas para ciências da vida e programas comunitários.

As primeiras ações práticas do novo fundo de amparo aos trabalhadores devem ser detalhadas ainda este ano. A fundação informou que está montando uma equipe interna própria para gerenciar e executar os programas de maneira direta, deixando de atuar apenas como uma intermediária na distribuição de verbas para outras ONGs.

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NASA testa chip de IA revolucionário para missões espaciais autônomas

A NASA completou a primeira rodada de testes ambientais do seu novo processador High Performance Spaceflight Computing (HPSC), um chip de inteligência artificial (IA) desenvolvido para dar às futuras naves espaciais capacidade de processamento autônomo. O sistema promete entregar 100 vezes mais poder computacional que os processadores atualmente em uso.

O desenvolvimento responde à crescente necessidade de sistemas que operem com mínima supervisão humana, especialmente em missões à Lua e Marte, onde os atrasos de comunicação dificultam o envio e recebimento rápido de dados. Segundo a NASA, sistemas autônomos podem acelerar o retorno científico por meio de análise de dados mais rápida.

O HPSC foi criado a partir de uma parceria entre o programa Game Changing Development da NASA e a empresa Microchip Technology, do Arizona (EUA). O processador é endurecido contra radiação para resistir às condições extremas do espaço, incluindo temperaturas severas e altos níveis de radiação que podem causar erros ou levar naves ao “modo de segurança”.

Sistema compacto com poder de processamento avançado

  • O processador utiliza arquitetura sistema-em-um-chip (SoC), integrando em um único microchip todos os elementos essenciais de computação: unidades de processamento central, descarregamentos computacionais, unidades de rede avançadas, memória e interfaces de entrada/saída;
  • Apesar do formato compacto, semelhante aos chips de smartphones, os SoCs da NASA são especificamente projetados para operar por anos a milhões de quilômetros da Terra;
  • “Construindo sobre o legado de processadores espaciais anteriores, este novo sistema multinúcleo é tolerante a falhas, flexível e de desempenho extremamente alto“, afirmou Eugene Schwanbeck, gerente do programa GCD da NASA. “O compromisso da NASA em avançar a computação de voo espacial é um triunfo de realização técnica e colaboração”;
  • Além do poder computacional, o HPSC oferece processamento de fluxo de dados de IA com capacidades de computação vetorial escaláveis;
  • O sistema é adaptável em consumo de energia, permitindo desligar funções não utilizadas ou operá-las em modo de baixa potência, otimizando a eficiência energética em missões com diferentes requisitos.
Novo chip tem mostrado desempenho 300 vezes superior – Imagem: Ryan Lannom/NASA/JPL-Caltech

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Testes rigorosos do chip de IA da NASA mostram desempenho 500 vezes superior

Os testes no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA simulam as condições que os chips enfrentarão no espaço. Técnicos submetem os processadores a radiação eletromagnética, temperaturas extremas e choques, replicando os efeitos de partículas solares e raios cósmicos que podem causar falhas nos sistemas.

“Estamos submetendo esses novos chips a um teste exaustivo, realizando testes de radiação, térmicos e de choque, enquanto também avaliamos seu desempenho por meio de uma rigorosa campanha de testes funcionais”, disse Jim Butler, gerente de projeto de Computação Espacial de Alto Desempenho no JPL. “Para simular o desempenho no mundo real, estamos usando cenários de pouso de alta fidelidade de missões reais da NASA.”

Os testes iniciaram em fevereiro e continuarão por vários meses. Até agora, os engenheiros observaram que o processador opera com desempenho 500 vezes superior aos chips endurecidos contra radiação atualmente utilizados. Uma vez certificado para voos espaciais, a NASA planeja incorporar o HPSC em orbitadores, rovers, habitats e missões do espaço profundo.

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A aliança inédita entre Anthropic e Vaticano que busca impor limites à IA

O papa Leão XIV criticou o avanço da inteligência artificial (IA) e a concentração de poder em big techs na sua primeira encíclica, intitulada “Magnifica Humanitas”. Durante o evento no Vaticano, o cofundador da Anthropic, Christopher Olah, disse que o desenvolvimento da IA não pode ficar restrito às empresas.

Para o pontífice, a IA precisa estar submetida às “mais rigorosas restrições éticas”, especialmente no que diz respeito a aplicações militares. E Olah defendeu maior supervisão de governos, líderes religiosos e da sociedade civil sobre a tecnologia.

Governança da IA exige fiscalização externa e debate ético mundo afora

Sendo o único representante de uma empresa de tecnologia convidado para o evento no Vaticano, Olah justificou sua presença destacando sua trajetória dedicada à segurança da IA e o diálogo frequente que mantém com comunidades religiosas. O executivo disse já ter debatido os dilemas éticos trazidos pela tecnologia com integrantes de mais de 15 religiões ao longo de sua carreira.

Cada laboratório de IA opera dentro de um conjunto de incentivos e restrições que às vezes podem conflitar com fazer a coisa certa“, apontou Olah ao ressaltar que mesmo pesquisadores bem-intencionados são afetados por essas forças comerciais e geopolíticas. 

Christopher Olah foi o único representante de uma empresa de tecnologia convidado para o evento no Vaticano – Imagem: Reprodução/redes sociais

Diante disso, ele reforçou a necessidade de auditoria externa. E alertou para “uma possibilidade real” de a IA substituir postos de trabalho em larga escala. “Se isso acontecer, apoiar aqueles que forem deslocados será um imperativo moral de proporções históricas”, declarou o canadense.

O cofundador da startup também direcionou críticas à autossuficiência do meio técnico e expressou preocupação com o atual estágio de evolução dos grandes modelos de linguagem (LLMs, na sigla em inglês). “Alguns podem acreditar que as questões de IA são mais bem tratadas por cientistas da computação como eu. Eles estão enganados.” 

O especialista também demonstrou apreensão com o ritmo do setor: “Acho que este é um momento assustador. As coisas estão mudando rápido. É uma tecnologia realmente poderosa“. Olah complementou afirmando que “existe o risco de as coisas correrem mal, e cabe a todos nós empurrar isso numa boa direção”.

Papa Leão XIV acenando com multidão ao redor
O papa Leão XIV criticou o avanço da IA e a concentração de poder em big techs na sua primeira encíclica – Imagem: Riccardo De Luca/Shutterstock

O papa Leão XIV agradeceu a Olah pela oportunidade de “juntos encontrarmos o caminho para a humanidade neste tempo de inteligência artificial”. Essa colaboração próxima entre a Igreja e um empresário do setor tecnológico foi classificada por especialistas como um fato sem precedentes. 

Estamos neste território estranho e desconhecido no qual a política, os negócios e agora a religião estão tão intimamente ligados uns aos outros“, analisou Margaret O’Mara, historiadora de tecnologia da Universidade de Washington, em entrevista ao The Washington Post

O’Mara relembrou que, em 1891, o papa Leão XIII publicou uma encíclica contra os impactos da Revolução Industrial e do capitalismo desenfreado sem contar com a cooperação de nenhum capitalista.

Essa convergência em Roma aprofunda o isolamento político da Anthropic em Washington, onde a empresa enfrenta forte oposição interna. Críticos alinhados à administração Trump, como o investidor Jason Calacanis, acusam o CEO da startup, Dario Amodei, de assustar o público desnecessariamente. 

O governo norte-americano adota uma postura de fomento acelerado à tecnologia para rivalizar com a China, colidindo frontalmente com as restrições contratuais exigidas pela Anthropic ao Pentágono para impedir o uso de seus modelos, como o recém-lançado Mythos, em sistemas de vigilância doméstica ou em armas autônomas.

(Essa matéria também usou informações da Reuters.)

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Chatbots de IA podem “prender” usuários ao passado

Os recursos de memória dos principais chatbots de inteligência artificial (IA) estão tornando as respostas mais personalizadas, mas também podem criar situações desconfortáveis. Usuários relatam que ferramentas como ChatGPT, Gemini, Copilot e Claude passaram a insistir em informações antigas, interpretar dados de forma errada e até influenciar recomendações futuras com base em memórias desatualizadas.

O engenheiro de software Brian Del Rosario, que vive em Utah, nos Estados Unidos, contou ao Wall Street Journal que precisou avisar ao chatbot que havia se separado da esposa para evitar que a IA continuasse incluindo ela em planos de viagem. O problema é que, depois disso, o sistema passou a relacionar diversos assuntos ao divórcio.

ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot estão entre os chatbots de IA que oferecem recursos de memória e personalização – Imagem: jackpress / Shutterstock

Segundo ele, pedidos simples de ajuda com agenda ou desabafos sobre trabalho acabavam recebendo respostas ligadas à separação. “Eu não estava tentando fazer você opinar sobre meu divórcio a cada oportunidade”, afirmou.

Memória pode usar informações erradas

A proposta da memória em chatbots é simples: usar conversas anteriores para melhorar respostas futuras. O recurso foi adotado após o ChatGPT lançar sua versão em 2024. Desde então, concorrentes também passaram a oferecer sistemas parecidos.

Mas o mecanismo pode confundir informações. Um exemplo envolve alguém que pesquisa sintomas de TDAH para um filho e, semanas depois, recebe dicas de produtividade adaptadas para uma pessoa com dificuldades de atenção, como se o transtorno fosse do próprio usuário.

O Google reconheceu uma situação parecida em um exemplo divulgado pela empresa. Segundo a companhia, o sistema poderia concluir que alguém gosta de golfe após identificar várias fotos em campos esportivos, quando a pessoa apenas acompanhava o filho.

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini, chatbot de IA do Google, também conta com recursos de memória e personalização de respostas – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A empresa afirma que passou a permitir que usuários mantenham a personalização ativa enquanto bloqueiam certas informações específicas. A OpenAI informou ter atualizado o funcionamento da memória para assinantes Plus e Pro. Já a Microsoft diz que usuários podem editar ou apagar lembranças armazenadas.

Informações antigas podem afetar recomendações

Outro problema citado é quando o chatbot continua usando dados que já não refletem mais a realidade da pessoa.

Um dos casos mencionados envolve alguém que informou estar treinando para uma maratona meses atrás, mas depois sofreu uma lesão no joelho sem atualizar a IA. Nesse cenário, sugestões de alimentação e exercícios continuariam voltadas para uma pessoa altamente ativa.

Del Rosario também relatou situação parecida após mencionar que tentava perder peso. Segundo ele, o chatbot passou a lembrar constantemente da dieta, inclusive em recomendações de restaurantes durante viagens.

Mike Taylor, consultor da empresa Every, também contou ter recebido sugestões de bares com cervejas típicas do Reino Unido depois de comentar que era britânico vivendo nos EUA. “Estou aqui pelos bares americanos, não pelos britânicos”, afirmou.

Especialistas veem risco em reforço de padrões

Joshua Joseph, cientista-chefe de IA do Berkman Klein Center, da Harvard University, comparou o funcionamento desses sistemas aos algoritmos de redes sociais. Segundo ele, pequenas interações podem alterar silenciosamente o tipo de resposta recebido no futuro.

Já Lucy Osler, professora da University of Exeter, afirmou que os chatbots podem acabar reforçando inseguranças e narrativas negativas sobre o próprio usuário.

Ela também alertou que a tendência das IAs de concordarem com as pessoas pode fortalecer pensamentos prejudiciais ou delirantes. O tema já motivou discussões sobre possíveis regras de segurança para adolescentes no uso dessas ferramentas.

As principais plataformas permitem desligar completamente a memória, apagar informações específicas ou usar conversas temporárias. Especialistas recomendam revisar regularmente os dados armazenados e evitar compartilhar informações sensíveis sem necessidade.

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