yann lecun 1024x576

“Padrinho francês da IA” lança startup com investimento de R$ 5,2 bilhões

Yann LeCun, figura central na área de inteligência artificial (IA) e um dos laureados com o Prêmio Turing, anunciou o lançamento de sua mais recente empreitada: a startup Advanced Machine Intelligence (AMI). A nova empresa de IA conseguiu investimento inicial de pouco mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).

O anúncio da AMI foi feito por LeCun em suas redes sociais na terça-feira (10). O objetivo principal da startup é desenvolver sistemas de IA mais robustos e seguros, que sejam capazes de tomar decisões mais informadas, aproveitando dados provenientes de fontes, como câmeras e sensores.

Leia mais:

Novo paradigma para criação de IAs

  • A AMI propõe uma abordagem inovadora para o treinamento de sistemas de IA;
  • Em vez de depender majoritariamente de comandos de texto, conhecidos como text prompts, a startup foca na construção de “modelos de mundo“;
  • Estes modelos, explicados no próprio site da empresa, são sistemas de IA que aprendem diretamente a partir de dados do mundo real;
  • Isso significa que, ao coletar informações de sensores e câmeras, a AMI busca criar IAs que antecipem, com maior precisão, as consequências de suas ações;
  • Essa capacidade de previsão aprimorada é vista como um passo fundamental para aumentar a segurança e a confiabilidade das aplicações de IA.
LeCun já ganhou o Prêmio Turing (Imagem: Darshika Maduranga/Shutterstock)

Para liderar essa iniciativa, a AMI já realizou contratações estratégicas. O empreendedor de IA Alex LeBrun foi nomeado CEO da companhia, enquanto Saining Xie, um pesquisador com experiência na Meta e Google, assumiu o cargo de Diretor Científico.

A iniciativa de LeCun recebeu elogios do presidente francês, Emmanuel Macron. Em uma publicação no X, Macron afirmou que LeCun “abre um novo capítulo na inteligência artificial” com a fundação da AMI, e adicionou: “Esta é a França dos pesquisadores, dos construtores e dos audaciosos. Bravo!”

Quem é o “pai da IA francesa”?

Yann LeCun, cientista franco-estadunidense, é uma figura proeminente no campo da IA. Em 2018, ele foi agraciado com o Prêmio Turing, considerado o mais prestigioso da ciência da computação, juntamente com os pesquisadores Geoffrey Hinton e Yoshua Bengio.

O prêmio reconheceu o trabalho pioneiro do trio no deep learning (aprendizado profundo), um tipo de IA que identifica padrões em grandes volumes de dados.

A estrutura operacional da AMI será distribuída globalmente, com escritórios e equipes atuando em regiões estratégicas, como Paris (França), Nova York (EUA), Montreal (Canadá) e Singapura, reforçando a ambição de impacto internacional da startup.

O post “Padrinho francês da IA” lança startup com investimento de R$ 5,2 bilhões apareceu primeiro em Olhar Digital.

“Padrinho francês da IA” lança startup com investimento de R$ 5,2 bilhões Read More »

inside out ira 1024x576

Vídeo de IA do Irã usa “Divertidamente” para atacar Trump

O governo do Irã divulgou nesta quinta-feira (12) um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) que provoca o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à guerra entre os dois países. A peça foi publicada nas redes sociais pelo perfil da Embaixada do Irã em Haia e faz referências ao filme Divertidamente, além de citar a relação de Trump com Jeffrey Epstein.

O vídeo foca no bombardeio contra uma escola na cidade de Minab, no sul do Irã, que deixou cerca de 170 mortos, a maioria crianças. O episódio se tornou um dos pontos mais controversos do conflito. Irã e Estados Unidos trocam acusações sobre quem foi responsável pelo ataque, embora uma investigação militar norte-americana tenha indicado preliminarmente que o próprio Exército dos EUA pode ter realizado o bombardeio.

Ao fim do vídeo, vemos o título em inglês do filme (Inside Out) e “Epstein’s Client”, ou “Cliente de Epstein”.

Vídeo usa referência a Divertidamente para criticar Trump

No vídeo divulgado por Teerã, Trump aparece em uma coletiva de imprensa sendo questionado por repórteres sobre o ataque à escola. Na cena, o presidente afirma que os Estados Unidos não miram civis, argumento que ele e o secretário de Guerra, Pete Hegseth, vêm repetindo publicamente nos últimos dias.

A narrativa então muda para uma sequência inspirada no universo do filme Divertidamente. A câmera entra na cabeça do presidente e mostra personagens semelhantes a demônios, que incentivam o líder norte-americano a mentir para a imprensa.

Essas figuras pressionam um botão identificado como “mentira”, que aparece ao lado de outros controles com as palavras “matar” e um globo com a inscrição “Epstein”. A referência faz alusão ao escândalo envolvendo o empresário Jeffrey Epstein.

Após essa sequência, a cena retorna à coletiva. O Trump do vídeo então declara que os Estados Unidos não possuem mísseis Tomahawk e afirma que “os EUA se importam profundamente com o povo iraniano”.

Propaganda de guerra iraniana “entra” na mente de Donald Trump como referência ao fime da Pixar Divertidamente (Imagem: Reprodução / X)

Propaganda digital marca disputa narrativa da guerra

O material divulgado pela diplomacia iraniana faz parte de uma estratégia de comunicação do regime em meio ao conflito. Nos últimos dias, Teerã também publicou outro vídeo com tom provocativo, dessa vez utilizando elementos do universo Lego para ironizar os Estados Unidos.

A disputa por narrativa ocorre nas redes sociais e envolve os dois lados do conflito. O governo de Donald Trump também tem compartilhado vídeos e mensagens online que ridicularizam o Irã durante a guerra.

O ataque à escola em Minab permanece como um dos episódios mais sensíveis da guerra entre os dois países, com investigações e acusações cruzadas sobre quem seria o responsável pela tragédia.

O post Vídeo de IA do Irã usa “Divertidamente” para atacar Trump apareceu primeiro em Olhar Digital.

Vídeo de IA do Irã usa “Divertidamente” para atacar Trump Read More »

ask maps 1024x577

Google lança “Ask Maps”, chatbot de IA dentro do Google Maps

Prepare-se para uma nova forma de interação com o Google Maps. O Google começou a implementar uma funcionalidade chamada “Ask Maps” (“Pergunte ao Maps”, em tradução livre), que integra a tecnologia de inteligência artificial Gemini ao aplicativo de navegação. A proposta é permitir que usuários façam perguntas mais complexas, além das buscas tradicionais por rotas ou endereços.

A novidade faz parte de um movimento mais amplo da empresa para ampliar o uso de IA em seu portfólio de produtos. Segundo o Google, a ideia é diferenciar o Gemini de possíveis concorrentes e manter os usuários utilizando seus serviços por mais tempo.

O “Ask Maps” chega levando IA ao Google Maps (Imagem: Divulgação / Google)

Como funciona o “Ask Maps” com a tecnologia Gemini

A vice-presidente do Google Maps, Miriam Daniel, explicou em uma publicação no blog da empresa que o recurso aparece como um novo botão dentro do aplicativo. Ao tocá-lo, o usuário pode conversar com um chatbot para fazer perguntas que vão além das consultas tradicionais de navegação.

Entre os exemplos citados pela empresa estão questões como: “Meu celular está acabando a bateria — onde posso carregá-lo sem precisar esperar muito na fila de um café?” ou “Existe uma quadra pública de tênis com iluminação onde eu possa jogar hoje à noite?”.

As respostas são personalizadas com base em pesquisas anteriores e viagens salvas no Google Maps, o que, segundo a empresa, ajuda a transformar planos em ações com mais facilidade.

Em comunicado, o Google afirmou que o Maps está passando por uma transformação mais ampla.

“O Google Maps está mudando fundamentalmente o que um mapa pode fazer. Ao reunir o mapa mais atualizado do mundo com nossos modelos Gemini mais capazes, estamos transformando a exploração em uma conversa simples e tornando a direção mais intuitiva do que nunca com nossa maior atualização de navegação em mais de uma década.”

Estratégia do Google para ampliar o uso de IA

A integração do Gemini ao Maps faz parte da estratégia do Google de incorporar inteligência artificial em diferentes produtos da empresa. A iniciativa busca fortalecer o posicionamento da tecnologia diante da concorrência e aumentar o tempo de uso das plataformas do grupo.

Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, o Google Maps é atualmente o aplicativo de navegação mais utilizado no mundo. O serviço completou 20 anos no ano passado.

google maps
Google Maps é o aplicativo de navegação mais usado no mundo (Imagem: Poetra.RH / Shutterstock.com)

O Ask Maps começou a ser disponibilizado nesta quinta-feira para usuários nos Estados Unidos e na Índia, em dispositivos Android e iOS. A empresa informou que uma versão para desktop deve chegar em breve.

Durante uma conversa com jornalistas antes do anúncio, executivos do Google disseram que o novo recurso não inclui anúncios neste momento, embora a possibilidade não esteja descartada para o futuro.

“Neste momento, estamos muito focados em lançar isso para nossos usuários e oferecer uma ótima experiência”, afirmou Andrew Duchi, diretor de gerenciamento de produto do Google.

Leia mais:

Monetização e o papel do Google Maps

Atualmente, o Google Maps gera receita principalmente por meio da venda de publicidade e de posicionamentos promovidos para empresas. O Google também cobra de companhias que utilizam APIs de mapas e dados de localização em seus próprios produtos.

Mesmo assim, o serviço historicamente é visto como um dos produtos menos monetizados da empresa, segundo Brian Nowak, analista do Morgan Stanley, em entrevista à CNBC.

Nos últimos anos, a unidade tem buscado novas formas de aumentar a receita. Entre as iniciativas está o licenciamento de novos conjuntos de dados de mapeamento, que podem ser utilizados por empresas no desenvolvimento de produtos, incluindo projetos ligados à energia renovável.

O post Google lança “Ask Maps”, chatbot de IA dentro do Google Maps apareceu primeiro em Olhar Digital.

Google lança “Ask Maps”, chatbot de IA dentro do Google Maps Read More »

destaque inteligencia artificial do mal 1024x576

IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China

O Ministério da Defesa da China disparou um alerta aos Estados Unidos: o uso militar irrestrito da inteligência artificial (IA) pode empurrar a civilização para um cenário de perda de controle tecnológico. “Uma distopia retratada no filme americano O Exterminador do Futuro poderia um dia se tornar realidade”, disse o coronel sênior Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, na quarta-feira (11).

O aviso veio quando Jiang Bin foi questionado sobre o impasse entre o governo de Donald Trump e o setor de tecnologia em relação à automatização de ataques letais e ao uso de ferramentas digitais em conflitos mundo afora. 

Enquanto Pequim critica a militarização de algoritmos como uma violação da soberania de outras nações, o Pentágono acelera a integração dessas tecnologias em suas operações militares internacionais.

IA na guerra: o dilema da autonomia e a soberania digital

O embate ganhou força após o Departamento de Defesa dos EUA classificar a startup Anthropic como “risco à segurança nacional”. A sanção ocorreu porque a empresa se recusou a permitir o uso militar de sua tecnologia sem restrições de segurança. 

Como resposta, o governo americano baniu o Claude, modelos de IA da empresa, de seus fornecedores. E autorizou o uso do sistema Grok, de Elon Musk, em operações executadas em ambientes sigilosos.

Para a China, o objetivo americano é utilizar a IA para a vigilância em massa e a automatização de bombardeios. Segundo a imprensa americana, modelos de IA já foram aplicados no planejamento de ofensivas contra o Irã e a Venezuela. 

Para a China, o objetivo americano é utilizar a IA para a vigilância em massa e a automatização de bombardeios (Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

O temor chinês é que a tecnologia passe a decidir sobre a vida e a morte de seres humanos, influenciando decisões estratégicas que deveriam ser estritamente políticas.

O porta-voz chinês, Jiang Bin, alerta para o perigo da “fuga tecnológica”, quando sistemas operam fora do controle de seus criadores. Ele destaca que a dependência excessiva de algoritmos pode anular a responsabilidade humana em períodos de guerra.

Para conter essa escalada, a China propõe que a Organização das Nações Unidas (ONU) centralize uma governança multilateral sobre a IA.

“A China trabalhará com outras nações para avançar na governança multilateral da IA com a centralidade da ONU, fortalecer a prevenção e o controle de riscos, e garantir que a IA sempre se desenvolva em uma direção favorável ao progresso da civilização humana”, afirmou o porta-voz, segundo comunicado publicado pelo Ministério da Defesa da China.

A intenção é criar regras globais para impedir que a militarização desenfreada de códigos matemáticos corroa os fundamentos da ética internacional.

A base dessa proposta é o princípio da “primazia humana”. “Defendendo uma abordagem centrada nas pessoas e o princípio da ‘IA para o bem’, a China acredita que a primazia humana deve ser mantida nas aplicações militares da IA, e que todos os sistemas de armas relevantes devem estar sob controle humano”, disse Jiang Bin. 

A ideia é garantir que a tecnologia contribua para o progresso da civilização. E evitar que a automação transforme o campo de batalha num território onde a humanidade perdeu o direito de intervir.

(Essa matéria também usou informações de AFP, via G1.)

O post IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA militar dos EUA pode criar cenário de ‘Exterminador do Futuro’, alerta China Read More »

moltbook 300x169

Meta compra “rede social das IAs” sem abrir mão dos “humanos criadores”

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Moltbook 300x169

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou a aquisição da Moltbook, plataforma de rede social criada para agentes de inteligência artificial (IA) na terça-feira, 10 de março. Os fundadores da empresa foram integrados à divisão de pesquisa em IA da companhia de Mark Zuckerberg. O movimento sinaliza uma corrida intensa entre gigantes da […]

O post Meta compra “rede social das IAs” sem abrir mão dos “humanos criadores” apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

Meta compra “rede social das IAs” sem abrir mão dos “humanos criadores” Read More »

01 mtia chip carousel 01 1024x892

Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers

A Meta anunciou nesta quarta-feira (11) uma nova geração de chips próprios voltados para inteligência artificial (IA). Ao todo, são quatro modelos desenvolvidos internamente pela empresa para tarefas específicas relacionadas ao processamento de IA em seus data centers.

Os componentes fazem parte da família Meta Training and Inference Accelerator (MTIA), cuja primeira versão foi apresentada publicamente em 2023 e ganhou uma segunda geração em 2024. Segundo a companhia, os novos chips integram os planos de expansão de infraestrutura para suportar a crescente demanda por processamento de IA.

Meta anunciou novos chips próprios para seus data centers (Imagem: Divulgação / Meta)

Nova geração de chips MTIA

De acordo com Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, os chips foram projetados pela própria empresa e são fabricados pela Taiwan Semiconductor. A estratégia permite otimizar a relação entre desempenho e custo dentro dos data centers da companhia.

Além disso, o desenvolvimento interno amplia as opções de fornecimento de silício. “Isso também nos oferece mais diversidade em termos de suprimento e nos protege, até certo ponto, contra mudanças de preços”, afirmou Song.

O primeiro modelo dessa nova geração, chamado MTIA 300, começou a ser utilizado há algumas semanas. O chip é voltado ao treinamento de modelos menores de IA, responsáveis por funções centrais nas plataformas da empresa, como sistemas de ranking e recomendação de conteúdo.

Esses sistemas ajudam a determinar quais publicações e anúncios aparecem para os usuários em aplicativos como Facebook e Instagram.

01 MTIA Chip Carousel 02 1024x892
Chips foram projetados pela própria Meta e fabricados pela Taiwan Semiconductor (Imagem: Divulgação / Meta)

Chips focados em IA generativa

Os próximos modelos da série — MTIA 400, MTIA 450 e MTIA 500 — terão foco em tarefas mais avançadas de inferência em IA generativa. Entre os usos previstos estão sistemas capazes de criar imagens e vídeos a partir de comandos em texto.

Segundo Song, esses chips não serão utilizados para treinar grandes modelos de linguagem (LLMs). A empresa informou em uma publicação no blog oficial que concluiu os testes do MTIA 400 e está se preparando para implantá-lo em seus data centers.

Já os modelos MTIA 450 e MTIA 500 devem entrar em operação até 2027. A Meta pretende manter um ritmo acelerado de desenvolvimento, com novos chips sendo lançados aproximadamente a cada seis meses.

“É incomum que qualquer empresa de silício lance um novo chip nesse intervalo”, disse Song. “Mas estamos expandindo capacidade muito rapidamente e investindo muito em CapEx, então queremos sempre implantar o chip mais avançado disponível.”

A empresa estima que cada chip terá uma vida útil superior a cinco anos.

01 MTIA Chip Carousel 03 1024x892
A estimativa da Meta é que a vida útil dos novos chips supere cinco anos (Imagem: Divulgação / Meta)

Leia mais:

Expansão de data centers e desafios de memória

O investimento em IA também envolve a expansão da infraestrutura física da Meta. Entre os projetos mencionados estão um grande data center na Louisiana e outras duas unidades nos estados de Ohio e Indiana.

A empresa também avalia alugar espaço no complexo Stargate, no Texas, após mudanças nos planos de expansão do local por parte de OpenAI e Oracle, segundo informações da Bloomberg citadas no texto original.

Assim como outras gigantes de tecnologia, a Meta busca alternativas às GPUs de alto custo e oferta limitada produzidas por Nvidia e AMD. Uma das estratégias é o desenvolvimento de ASICs (circuitos integrados específicos para aplicações), chips projetados para executar tarefas específicas com menor custo.

No entanto, o plano também enfrenta desafios ligados ao fornecimento de componentes. Os futuros chips MTIA usarão mais HBM (memória de alta largura de banda), essencial para tarefas de IA generativa.

A demanda crescente por IA tem provocado escassez global desse tipo de memória, o que pode impactar a cadeia de suprimentos. “Estamos absolutamente preocupados com o fornecimento de HBM”, afirmou Song, acrescentando que a empresa acredita ter garantido os volumes necessários para seus planos atuais.

Os chips MTIA são utilizados exclusivamente para operações internas da Meta e contam com o trabalho de uma equipe de centenas de engenheiros, majoritariamente baseada nos Estados Unidos. Dos 30 data centers operacionais ou planejados pela empresa, 26 estão no país.

O post Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers apareceu primeiro em Olhar Digital.

Meta revela quatro chips próprios para IA em seus data centers Read More »

destaque amazon openai chatgpt 1024x576

IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários

A adoção acelerada de inteligência artificial (IA) pela Amazon tem gerado críticas internas entre funcionários corporativos. Relatos indicam que a pressão para incorporar essas ferramentas em diferentes atividades tem aumentado a carga de trabalho e ampliado mecanismos de monitoramento dentro da empresa.

O movimento ocorre em meio a mudanças recentes na estrutura da companhia. Nos últimos quatro meses, a Amazon demitiu cerca de 30 mil funcionários, o equivalente a quase 10% da força de trabalho corporativa, estimada em aproximadamente 350 mil pessoas. Ao mesmo tempo, a empresa informou que pretende investir cerca de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA neste ano, além de anunciar um investimento de US$ 50 bilhões na OpenAI.

Enquanto reduz número de funcionários, Amazon anunciou investimento bilionário na OpenAI, dona do ChatGPT (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

Adoção acelerada de IA no trabalho

Funcionários ouvidos pelo The Guardian afirmam que a empresa tem incentivado o uso de IA em diferentes tarefas do dia a dia. Uma desenvolvedora de software de Nova York relatou que quando entrou na companhia, há dois anos, seu trabalho era principalmente escrever código. Hoje, grande parte do tempo é dedicada a revisar ou corrigir resultados gerados por ferramentas de IA.

Segundo ela, um dos sistemas internos utilizados é o Kiro, que pode produzir código com erros ou inconsistências. Nesses casos, os desenvolvedores precisam revisar o material gerado ou até descartá-lo e reiniciar o trabalho. A funcionária afirmou que ela e colegas não percebem ganhos claros de velocidade nas tarefas, apesar da pressão da gestão para acelerar o desenvolvimento. Poucos dias depois de falar com o The Guardian, ela perdeu o emprego em uma demissão em massa.

Outros funcionários relatam experiências semelhantes. Uma engenheira de cadeia de suprimentos que trabalha na empresa há mais de uma década, disse que as ferramentas de IA costumam ser úteis em cerca de uma em cada três tentativas. Mesmo quando funcionam, os resultados normalmente precisam ser verificados ou discutidos com colegas antes de serem utilizados.

Mais de meia dúzia de funcionários atuais e ex-funcionários da Amazon, em áreas como engenharia de software, pesquisa de experiência do usuário e análise de dados, disseram ao jornal que a empresa incentiva a integração de IA em diferentes atividades de trabalho. Parte deles afirma que o processo ocorre de forma acelerada e acompanhado por monitoramento do uso das ferramentas.

Em resposta, a porta-voz da empresa, Montana MacLachlan, afirmou que a Amazon possui centenas de milhares de funcionários corporativos em diversas funções e que as equipes utilizam IA de maneiras diferentes. Segundo ela, embora as experiências variem, a empresa afirma ouvir da maioria das equipes que as ferramentas geram valor no trabalho cotidiano.

Ferramentas internas e impacto na produtividade

Funcionários também relatam que há um grande número de ferramentas disponíveis internamente, muitas delas desenvolvidas durante hackathons organizados pela empresa. A Amazon costuma realizar esses eventos trimestralmente para incentivar a criação de novos projetos, e nos últimos meses muitos deles passaram a focar em IA generativa, especialmente em soluções voltadas à produtividade de desenvolvedores.

De acordo com relatos internos, algumas dessas ferramentas são distribuídas para testes dentro das equipes, que posteriormente precisam responder questionários sobre a experiência de uso. Para parte dos trabalhadores, isso pode gerar mais trabalho, já que o código ou as respostas produzidas pela IA precisam ser revisadas cuidadosamente.

Um engenheiro de software ouvido pela reportagem afirmou que, em alguns casos, o ciclo de desenvolvimento pode até se tornar mais longo devido à necessidade de revisar o material gerado automaticamente.

O uso dessas ferramentas também foi associado a alguns incidentes técnicos. Reportagem do Financial Times informou que a Amazon registrou pelo menos duas interrupções de sistemas relacionadas a ferramentas internas de IA.

Em um caso ocorrido em dezembro, um sistema voltado ao cliente ficou indisponível por cerca de 13 horas depois que engenheiros permitiram que uma ferramenta de IA realizasse determinadas alterações. A Amazon afirmou que a interrupção foi causada por um funcionário, e não diretamente pela IA.

Segundo a mesma reportagem, a empresa reuniu engenheiros para discutir uma sequência recente de falhas, incluindo incidentes ligados ao uso de ferramentas de programação baseadas em IA.

Leia mais:

Monitoramento e uso de IA dentro das equipes

Além das discussões sobre produtividade, funcionários afirmam que o avanço da IA dentro da empresa também aumentou a sensação de monitoramento no trabalho.

Há anos, o sistema interno Amazon Connections apresenta perguntas aos funcionários quando eles iniciam o expediente, solicitando feedback sobre temas ligados ao trabalho. Segundo relatos, nos últimos meses parte dessas perguntas passou a focar no uso de IA, incluindo frequência de utilização das ferramentas ou se elas são prioridade dentro da organização.

Gerentes também podem acessar painéis internos que mostram o uso de ferramentas de IA pelos membros das equipes, incluindo quais sistemas estão sendo utilizados e com que frequência. A existência desses painéis foi reportada anteriormente pela publicação The Information.

Outro painel interno, visto pelo The Guardian, permite que equipes acompanhem indicadores como adoção, engajamento e profundidade de uso de ferramentas de IA generativa. Em alguns casos, gestores estabelecem metas para que pelo menos 80% da equipe utilize ferramentas de IA semanalmente.

Logo da AMazon em um smartphone com o site da empresa desfocado ao fundo
Amazon estaria monitorando uso de IA por funcionários e avaliando quais ferramentas podem ser aprimoradas (Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock.com)

MacLachlan afirmou que a empresa quer entender quais ferramentas estão sendo usadas pelas equipes e se elas funcionam bem ou podem ser aprimoradas.

Nick Srnicek, professor sênior de economia digital no King’s College London e autor do livro Platform Capitalism, explicou ao The Guardian a implantação em larga escala dessas tecnologias tende a ampliar mecanismos de monitoramento no ambiente de trabalho. Segundo ele, a adoção acelerada de sistemas de IA pode expandir a vigilância porque essas ferramentas dependem de dados detalhados sobre fluxos de trabalho e atividades cotidianas dos funcionários.

O post IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA na Amazon aumenta trabalho e vigilância, dizem funcionários Read More »

chatbots ia 1024x575

Chatbots ajudam a planejar ataques violentos em testes, aponta estudo

Chatbots de inteligência artificial (IA) populares podem fornecer orientações que ajudam usuários a planejar ataques violentos, segundo uma investigação conduzida pela CNN em parceria com a organização Center for Countering Digital Hate (CCDH). Nos testes, pesquisadores simularam adolescentes de 13 anos e pediram informações sobre ações como tiroteios em escolas, atentados com bombas e assassinatos políticos.

O levantamento indicou que, em média, os chatbots permitiram ou ajudaram a planejar violência em cerca de 75% das interações, enquanto apenas 12% das respostas desencorajaram esse tipo de comportamento. Para os autores do estudo, os resultados sugerem que essas ferramentas podem atuar como um “acelerador de danos” quando falham em reconhecer sinais claros de intenção violenta.

Estudo conduziu testes em 10 chatbots de IA para avaliar como eles lidam com planejamentos de violência por parte de usuários (Imagem: Summit Art Creations / Shutterstock.com)

Detalhes da pesquisa e modelos avaliados

A investigação testou 10 chatbots populares: ChatGPT, Gemini, Claude, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek, Perplexity, Snapchat My AI, Character.AI e Replika. Os pesquisadores criaram 18 cenários diferentes, metade ambientada nos Estados Unidos e metade na Irlanda, envolvendo motivações variadas, como violência ideológica, ataques a escolas, assassinatos políticos e atentados motivados por religião ou política.

Segundo o relatório, oito dos dez modelos analisados costumavam ajudar usuários a planejar ataques, oferecendo orientações sobre alvos, locais e tipos de armas. O estudo apontou que apenas o Claude, da Anthropic, recusou de forma consistente pedidos que pudessem facilitar violência.

Entre os exemplos citados, o ChatGPT chegou a fornecer mapas de um campus escolar a um usuário interessado em violência em escolas. Já o Gemini, do Google, afirmou em uma conversa sobre ataques a sinagogas que “estilhaços metálicos costumam ser mais letais” e também deu orientações sobre rifles de caça para tiros de longa distância em um cenário envolvendo assassinato político.

Outro caso citado envolve o DeepSeek, chatbot chinês, que forneceu uma série de informações sobre rifles de caça a um usuário que dizia querer fazer um político “pagar por destruir a Irlanda”. A resposta terminou com a frase “Happy (and safe) shooting!” (algo como “Tenha um tiroteio bom (e seguro)!”, em tradução livre).

Casos notáveis de recusa

Apesar dos resultados gerais, alguns sistemas apresentaram comportamento diferente. O Claude, da Anthropic, rejeitou repetidamente pedidos relacionados a violência. Em uma interação citada no estudo, o chatbot respondeu: “Não posso e não fornecerei informações que possam facilitar a violência.”

claude anthropic
Claude da Anthropic foi avaliado positivamente por ter se recusado a oferecer ajuda para atos violentos de forma consistente (Imagem: Mijansk786/Shutterstock)

O My AI, assistente do Snapchat, também recusou um pedido sobre compra de armas, afirmando: ““Fui programado para ser um assistente de IA inofensivo. Não posso fornecer informações sobre compra de armas.”

Para o CCDH, o comportamento do Claude indica que mecanismos de segurança eficazes são tecnicamente possíveis, o que levanta questionamentos sobre por que outras plataformas não adotariam medidas semelhantes.

Implicações e declaração do CCDH

O diretor executivo do CCDH, Imran Ahmed, afirmou que os resultados levantam preocupações sobre o papel dos chatbots no planejamento de ataques violentos.

“Chatbots de IA, agora incorporados ao nosso cotidiano, podem estar ajudando o próximo atirador escolar a planejar seu ataque ou um extremista político a coordenar um assassinato”, disse. Segundo ele, quando sistemas são projetados para maximizar engajamento e evitar recusar pedidos, existe o risco de atender solicitações perigosas.

O estudo também cita dois casos reais em que agressores teriam usado chatbots antes de cometer ataques. Em maio do ano passado, um jovem de 16 anos produziu um manifesto e um plano, supostamente com ajuda de um chatbot, antes de esfaquear três meninas em uma escola em Pirkkala, na Finlândia. Em janeiro de 2025, Matthew Livelsberger, então com 37 anos, explodiu um Tesla Cybertruck em frente ao Trump International Hotel, em Las Vegas, após usar o ChatGPT para buscar informações sobre explosivos e táticas.

Leia mais:

Respostas das empresas de tecnologia

As empresas responsáveis pelos chatbots contestaram ou contextualizaram os resultados do estudo. A OpenAI afirmou que a metodologia da pesquisa é “falha e enganosa” e disse ter atualizado seus modelos para reforçar salvaguardas e melhorar a detecção e recusa de conteúdo violento.

A Meta declarou que possui proteções para evitar respostas inadequadas e que tomou medidas imediatas para corrigir o problema identificado. Segundo a empresa, suas políticas proíbem que sistemas de IA promovam ou facilitem atos violentos. A companhia também afirmou que, em 2025, entrou em contato com autoridades policiais mais de 800 vezes sobre possíveis ameaças de ataques a escolas.

O Google disse que os testes do CCDH foram feitos em um modelo antigo do Gemini, que já não está mais em uso, e afirmou que o chatbot recusou algumas solicitações, respondendo em um dos casos: “Não posso atender a esta solicitação. Fui programado para ser um assistente de IA útil e inofensivo.”

A investigação também buscou comentários do DeepSeek, que não respondeu até a publicação do relatório.

O post Chatbots ajudam a planejar ataques violentos em testes, aponta estudo apareceu primeiro em Olhar Digital.

Chatbots ajudam a planejar ataques violentos em testes, aponta estudo Read More »

tada images 1024x576

Gerador de vídeos Sora chegará ao ChatGPT em breve, diz site

A OpenAI prepara a integração do Sora, seu gerador de vídeos por inteligência artificial, ao ChatGPT. A informação foi divulgada na terça-feira (10) pelo site The Information, citando fontes familiarizadas com a empresa que falaram em anonimato.

Caso a mudança se confirme, a ferramenta de criação de vídeos passaria a estar disponível diretamente dentro do chatbot, ampliando o uso da tecnologia multimodal da OpenAI. O recurso é capaz de trabalhar com diferentes tipos de conteúdo, como texto, imagem e vídeo.

O Sora foi lançado inicialmente como um aplicativo independente em setembro de 2025, permitindo que usuários criem vídeos gerados por IA a partir de comandos de texto. A plataforma também oferece recursos para compartilhar os conteúdos em um ambiente com características semelhantes às de uma rede social. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Segundo o The Information, mesmo com a possível integração ao ChatGPT, o aplicativo próprio do Sora continuará funcionando de forma separada.

Aplicativo próprio do Sora continuará funcionando (Imagem: Tada Images/Shutterstock)

Sora e a rivalidade entre geradores de vídeo de IA

A movimentação ocorre em um momento em que ferramentas de geração de vídeo por IA se tornaram o centro da corrida entre desenvolvedoras e big techs. A OpenAI disputa esse segmento com recursos semelhantes de empresas como Meta e Google, que também desenvolvem sistemas capazes de transformar textos em vídeos.

Enquanto os modelos textuais já se tornaram comuns no dia a dia dos usuários, ferramentas capazes de produzir imagens e vídeos são vistas como a próxima etapa na evolução da IA.

Leia mais:

A agência de notícias Reuters procurou a OpenAI para comentar aintegração entre Sora e ChatGPT, mas não obteve retorno.

O post Gerador de vídeos Sora chegará ao ChatGPT em breve, diz site apareceu primeiro em Olhar Digital.

Gerador de vídeos Sora chegará ao ChatGPT em breve, diz site Read More »

zoom ia avatar 1024x640

Reunião com avatar? Zoom anuncia essa e outras novidades de IA

Nesta terça-feira (10), a Zoom comunicou o lançamento de novos recursos para a plataforma, incluindo os tão esperados avatares (saiba mais abaixo). As demais novidades envolvem inteligência artificial (IA).

Os aplicativos de produtividade anunciados estarão disponíveis para teste até o fim do primeiro semestre deste ano, informou a Zoom. A seguir, entenda como funcionam os avatares e quais são as soluções de IA que a empresa está trazendo para seu aplicativo.

Zoom apresenta avatares e novidades de IA

  • Os avatares de IA foram anunciados no ano passado e são aguardados, pois podem substituir o usuário em uma reunião;
  • Eles são fotorrealistas, podem imitar a aparência do usuário, bem como suas expressões e movimentos de lábios e olhos;
  • Segundo a Zoom, esses avatares são preparados para assumir o lugar da pessoa quando ela não está “pronta para a câmera” e funcionarão em reuniões online e no produto de mensagens de vídeo assíncronas;
  • Outra novidade é a detecção de deepfakes para reuniões. Ela avisa sobre possíveis falsificações de áudio e vídeo.
(Imagem: Divulgação/Zoom)

Leia mais:

O Zoom, agora, terá uma suíte de aplicativos de produtividade abastecidos com IA, como o AI Docs, AI Slides e AI Sheets (ou seja, uma versão própria do Word, Excel e PowerPoint). A jogada aqui é ter poder de criar planilhas, documentos ou apresentações de slides com base nas transcrições de reuniões e dados de outros serviços interligados.

Quem desembarca na versão desktop do Zoom é seu Assistente de IA 3.0, cujo número de usuários mais que triplicou no quarto trimestre do ano fiscal de 2025 ante o ano anterior, diz a empresa.

Já o app de comunicação interna da companhia, o Workvivo, passará a ter integrado o assistente de IA. O recurso pode se conectar a serviços, como Slack, Salesforce, ServiceNow, Gmail, Outlook, Asana e Jira, ampliando as possibilidades de resolução de problemas.

Além disso, visando atender o grande interesse em fluxos de trabalho com agentes, os usuários do Zoom podem, agora, criar agentes de IA personalizados com uso de linguagem natural e que funcionam em várias outras plataformas. Depois de criá-los, as pessoas podem mencionar os agentes em seu chat de IA para que eles sejam acionados e realizem tarefas.

O bate-papo com o chatbot de IA também está recebendo atualizações. A ideia é revelar informações importantes e resumir as conversas com os usuários.

Os desenvolvedores não ficaram de fora dos anúncios e terão, à disposição, APIs de fala, visão e inteligência de linguagem. Elas podem ser implantadas localmente ou na nuvem.

Tela de slides do Zoom
Zoom ai receber recursos de escritório, como criação e apresentação de slides (Imagem: Divulgação/Zoom)

Em complemento, a empresa disse planejar unificar o design em plataformas distintas (desktop, web e dispositivos móveis) para facilitar o acesso às ferramentas de IA existentes.

O post Reunião com avatar? Zoom anuncia essa e outras novidades de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Reunião com avatar? Zoom anuncia essa e outras novidades de IA Read More »