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Corrida das IAs: gigante japonesa aposta em bateria para data centers

Recentemente, a SoftBank Corp. anunciou a expansão de sua divisão de telecomunicações e infraestrutura digital para atender à crescente demanda por datacenters de inteligência artificial. A empresa pretende desenvolver soluções de software e hardware voltadas à oferta de computação em nuvem para IA e sistemas de armazenamento de energia em larga escala, incluindo baterias industriais para alimentação de datacenters.

Intitulada “Neoclaud”, a nova infraestrutura é designada para o treinamento de inteligência artificial no Japão, onde a empresa comercializa pacotes de telecomunicação. A companhia também compartilhou sobre sua parceria com as empresas sul-coreanas Cosmos Lab e DeltaX para desenvolver baterias em sua fábrica em Osaka, a partir do próximo ano fiscal.

A decisão de entrar no mercado de IA e baterias faz parte de uma estratégia de longo prazo para aumentar a relevância da SoftBank em meio ao boom da inteligência artificial.

Para quem tem pressa:

  • Gigante de tecnologia japonesa, SoftBank, dá início ao plano de aumentar sua relevância no mercado de inteligência artificial;
  • A empresa deseja fornecer serviços de software e hardware para alimentar as distintas demandas de datacenters;
  • Dentre os itens pretendidos, encontram-se computação em nuvem e baterias de larga escala.

SoftBank e sua estratégia para entrar na corrida da IA

Datacenters de uma empresa (Reprodução: basiczto/Shutterstock)

A SoftBank deseja construir um sistema de armazenamento de energia em larga escala, o equivalente a um gigawatt-hora por ano. Se bem-sucedido, o feito classificará o sistema como um dos maiores de todo o Japão, segundo a Bloomberg.

Dentre os clientes em potencial para a compra de baterias, estão empresas que fornecem redes elétricas, complexos industriais e residenciais. A SoftBank não descarta a possibilidade de expandir os negócios para outro país.

Outro objetivo, ainda que mais distante, é incluir a empresa no setor de fabricação de servidores para inteligência artificial, mas ainda não há uma confirmação definitiva.

A área de telecomunicações estima registar um crescimento de 5,5% no lucro operacional neste exercício fiscal, impulsionado principalmente pela elevação dos preços dos serviços móveis, pelos aportes em infraestrutura voltada à inteligência artificial e pela disputa cada vez mais intensa entre as operadoras na conquista de grandes contratos corporativos.

Fachada do Softbank com várias pessoas passando em frente
SoftBank possui lojas físicas de eletrônicos no Japão – Saranya Phu akat/Shutterstock

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A companhia pretende investir cerca de ¥1 trilhão (US$ 6,4 bilhões) em projetos ligados à IA até março de 2029, com foco em estruturas como data centers e soluções de armazenamento energético.

Em paralelo, a empresa vem conduzindo uma ampla modernização de sua rede móvel no Japão, buscando prepará-la para a demanda de dispositivos baseados em inteligência artificial, incluindo sistemas automatizados utilizados em centros de distribuição e operações logísticas.

Além disso, de acordo com o comunicado oficial da SoftBank Corp., a empresa traça uma mudança estratégica relevante: deixar de atuar apenas como operadora de telecomunicações para se transformar em uma fornecedora de infraestrutura voltada à inteligência artificial em larga escala.

Essa transição envolve a combinação de serviços em nuvem com processamento acelerado por GPUs, tecnologias de computação na borda da rede e uma camada de software centralizada responsável por coordenar data centers de IA.

A proposta se baseia em uma rede distribuída, na qual a própria infraestrutura nacional de telecomunicações é utilizada para aproximar o poder de processamento dos usuários finais. Com isso, busca-se diminuir o tempo de resposta dos sistemas e aumentar a estabilidade das aplicações de inteligência artificial.

Outro elemento central do projeto é a automação da gestão de recursos computacionais. A ideia é que a infraestrutura consiga redistribuir sua capacidade de forma flexível entre serviços de rede e tarefas de IA, levando em conta fatores como demanda em tempo real, eficiência energética e disponibilidade de equipamentos.

Como parte dessa transformação, a empresa também desenvolve uma plataforma unificada de software capaz de integrar desde o gerenciamento de GPUs até o controle de redes e aplicações complexas de inteligência artificial, com o objetivo de tornar mais simples a operação de sistemas altamente distribuídos.

A SoftBank Corp. também vem fortalecendo parcerias estratégicas com outras companhias do setor para acelerar a criação de redes preparadas para suportar aplicações de IA em tempo real, especialmente em áreas como robótica e automação industrial.

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Brasil é destaque no uso avançado de IA no trabalho, segundo Microsoft

O Brasil aparece entre os países mais avançados na adoção prática de inteligência artificial no ambiente corporativo, segundo o Work Trend Index 2026, estudo divulgado pela Microsoft neste mês. A pesquisa aponta que o país tem proporcionalmente mais profissionais considerados “de fronteira” no uso de IA do que mercados como Estados Unidos, Japão e Índia.

De acordo com o relatório, 27% dos trabalhadores brasileiros que utilizam IA já atuam em níveis considerados avançados pela empresa. Esse grupo reúne profissionais capazes de automatizar fluxos de trabalho com agentes de IA, criar sistemas multiagentes, reformular rotinas e identificar processos repetitivos que podem ser automatizados.

Além disso, esses usuários também ajudam a estabelecer padrões internos para o uso da tecnologia dentro das equipes. Globalmente, os chamados “Frontier Professionals” representam, em média, 16% dos usuários de IA.

A pesquisa foi baseada em trilhões de sinais de produtividade anonimizados do Microsoft 365, além de entrevistas com 20 mil trabalhadores em dez países.

Outro dado que colocou o Brasil em destaque foi a velocidade da transformação no cotidiano profissional. Segundo o estudo, 72% dos brasileiros afirmam desempenhar hoje atividades que não realizavam há um ano por causa da inteligência artificial. A média global é de 58%.

Entre os profissionais classificados como mais avançados no uso da tecnologia, esse índice chega a 80%.

Relatório da Microsoft analisa impacto da IA no mercado de trabalho ao redor do mundo – Imagem: gguy/Shutterstock

Adoção de IA: profissionais x empresas

O levantamento sugere que parte dessa aceleração pode estar relacionada à pressão sentida pelos trabalhadores diante do avanço da IA. No Brasil, quase 80% afirmam temer ficar para trás caso não aprendam rapidamente a utilizar essas ferramentas no trabalho. No cenário global, esse percentual é de 65%.

Apesar do avanço no uso da tecnologia, a pesquisa indica que as empresas ainda não acompanham o mesmo ritmo de transformação. A Microsoft afirma existir um descompasso crescente entre aquilo que os profissionais já conseguem fazer com IA e o quanto as organizações estão preparadas para sustentar essa mudança do ponto de vista estrutural.

Segundo o relatório, os fatores organizacionais (como cultura corporativa, apoio da liderança e gestão de talentos) têm impacto mais do que duas vezes maior no sucesso da adoção da IA do que fatores individuais. A influência institucional representa 67% do impacto total, enquanto aspectos ligados ao comportamento e mentalidade dos trabalhadores respondem por 32%.

Para a empresa, o principal gargalo deixou de ser falta de habilidade técnica dos funcionários e passou a ser a capacidade das organizações de redesenhar o trabalho para incorporar a inteligência artificial.

O estudo também aponta uma mudança na forma como a IA está sendo utilizada dentro das empresas. Em vez de substituir pensamento crítico, a tecnologia estaria assumindo tarefas operacionais e liberando profissionais para funções mais estratégicas.

Uma análise de mais de 100 mil interações no Microsoft 365 Copilot mostrou que 49% das conversas envolvendo IA estão relacionadas a trabalho cognitivo, incluindo análise de informações, resolução de problemas, avaliação e criatividade. Nesse contexto, as habilidades humanas consideradas mais importantes passam a ser justamente aquelas ligadas à supervisão da própria IA.

Segundo os entrevistados, as competências mais valorizadas em um ambiente cada vez mais automatizado são o controle de qualidade das respostas geradas pela IA, citado por 50% dos participantes, e o pensamento crítico, apontado por 46%.

Relatório Anual do Índice de Tendências de Trabalho de 2026 da Microsoft
Principal impacto da IA no mercado de trabalho é em fatores organizacionais, como cultura corporativo, gestão e gerenciamento de talentos – Imagem: Relatório Anual do Índice de Tendências de Trabalho de 2026 da Microsoft

IA torna ambiente de trabalho mais inseguro

O relatório também identificou um conflito crescente dentro das empresas: embora exista pressão para acelerar a adoção da inteligência artificial, muitos profissionais ainda sentem receio de transformar radicalmente seus processos de trabalho.

Globalmente, 45% afirmam que ainda consideram mais seguro manter o foco nas metas atuais do que reformular completamente suas rotinas em torno da IA.

Além disso, o reconhecimento corporativo pela reinvenção ainda parece limitado. No Brasil, apenas 16% dos profissionais dizem ser recompensados por usar IA para transformar sua forma de trabalhar e gerar mais resultados. Na média global, esse índice cai para 13%.

Outro ponto destacado pela Microsoft é o crescimento acelerado do uso de agentes de IA dentro do ecossistema Microsoft 365. O número dessas ferramentas aumentou 15 vezes em um ano e chegou a crescer 18 vezes nas grandes empresas.

Segundo a companhia, as organizações mais avançadas não estão apenas adotando inteligência artificial, mas redesenhando completamente a forma como o trabalho é executado.

O relatório conclui que as empresas mais competitivas serão aquelas capazes de transformar aprendizado contínuo em parte central da operação, utilizando IA não apenas como ferramenta de produtividade, mas como base para novos modelos organizacionais.

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Pesquisadores acham um jeito de fazer IA admitir quando não tem certeza de algo

Pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST) desenvolveram um método de treinamento que reduz a superconfiança da inteligência artificial (IA).

O estudo, publicado na revista Nature Machine Intelligence, identifica que a inicialização aleatória padrão das redes neurais é a causa primária de respostas imprecisas ou fabricadas.

A equipe liderada pelo professor Se-Bum Paik introduziu uma estratégia de “aquecimento” inspirada no desenvolvimento neurobiológico. O processo ajusta a incerteza do modelo antes do aprendizado com dados reais. Isso garante que a confiança do sistema esteja alinhada com a sua precisão.

Estratégia de ‘aquecimento’ com ruído aleatório corrige viés de incerteza em redes neurais

No novo método, as redes neurais são treinadas brevemente com ruído e rótulos aleatórios antes da exposição a dados reais. 

Essa etapa mimetiza a atividade neural espontânea que ocorre no cérebro humano. Ela gera sinais sem entrada externa para formar circuitos antes do nascimento. O objetivo é fazer com que a IA aprenda o estado de “não saber nada” para calibrar suas previsões futuras.

Redes neurais são treinadas brevemente com ruído e rótulos aleatórios antes da exposição a dados reais no método criado pelos pesquisadores – Imagem: Faizal Ramli/Shutterstock

Modelos convencionais exibem alta confiança em previsões incorretas já na fase de inicialização, o que propaga erros durante o treinamento. 

Segundo a pesquisa, essa característica é um fator para a ocorrência de alucinações em IAs generativas, nas quais informações falsas são produzidas de forma plausível. 

Com o “aquecimento”, a confiança inicial é mantida em níveis baixos, próximos ao acaso, para conteúdos desconhecidos.

“Este estudo demonstra que, ao incorporar princípios fundamentais do desenvolvimento cerebral, a IA pode reconhecer seu próprio estado de conhecimento de uma forma mais semelhante à dos humanos”, disse o professor Se-Bum Paik, em comunicado.

Isso é importante porque ajuda a IA a entender quando está incerta ou pode estar enganada, e não apenas a melhorar a frequência com que fornece a resposta correta.

professor Se-Bum Paik, líder da equipe que fez a pesquisa

Essa técnica se mostrou eficaz na hora de detectar informações estranhas (ou seja, dados que não se encaixam no que o sistema tinha aprendido).

Em outras palavras, as redes neurais treinadas com essa abordagem ficaram habilidosas em identificar o que nunca viram antes. Isso garante uma solução confiável para aplicações no mundo real.

Onde podemos ver isso em ação? Em carros que dirigem sozinhos, no suporte a diagnósticos médicos e na IA generativa (aquela capaz de gerar conteúdo).

O trabalho foi conduzido por Jeonghwan Cheon, estudante de mestrado no Departamento de Ciências Cognitivas e do Cérebro do KAIST. A pesquisa contou com suporte da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia e do Programa de Pesquisa de Professores Singulares do KAIST.

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Avanço da IA gera riscos para infraestrutura financeira global, diz Banco Central Europeu

O avanço da inteligência artificial está fazendo bancos centrais de diferentes países reforçarem a atenção sobre a segurança do sistema financeiro. A avaliação foi feita por José Luis Escrivá, governador do Banco da Espanha e integrante do conselho do Banco Central Europeu, durante um evento realizado em Tarragona, na Espanha.

Segundo ele, a rápida evolução das tecnologias de IA está mudando o funcionamento de sistemas financeiros e aumentando a necessidade de revisar estruturas digitais usadas por bancos e órgãos reguladores. A preocupação envolve principalmente a capacidade desses sistemas de resistirem a ataques virtuais e falhas de segurança.

IA cresce no setor financeiro e traz riscos

A discussão acontece em um momento em que ferramentas de inteligência artificial estão sendo adotadas em diferentes áreas do setor financeiro, desde análise de dados até automação de serviços. Com isso, cresce também a preocupação sobre possíveis vulnerabilidades em redes e plataformas usadas por instituições financeiras.

IA no mercado financeiro – Koupei Studio/Shutterstock

Escrivá afirmou que a cibersegurança passou a ocupar um papel ainda mais importante nesse cenário. Para autoridades monetárias, a ideia é garantir que a infraestrutura financeira continue funcionando de forma estável mesmo diante das transformações tecnológicas aceleradas.

Stablecoins na mira dos reguladores

Outro tema citado pelo executivo foi o avanço das stablecoins, criptomoedas ligadas a ativos tradicionais como dólar e euro para reduzir oscilações de preço. Reguladores acompanham o crescimento dessas moedas digitais para entender como elas podem impactar pagamentos, circulação de dinheiro e estabilidade econômica.

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Nos últimos anos, o Banco Central Europeu tem ampliado debates sobre regras para novas tecnologias financeiras. O objetivo é adaptar regulações e criar mecanismos de proteção sem impedir o desenvolvimento de inovação no setor.

Durante a apresentação, Escrivá resumiu a preocupação das autoridades financeiras com o cenário atual. “Os desenvolvimentos recentes em inteligência artificial nos obrigam a reavaliar a robustez de nossa infraestrutura financeira e nossa cibersegurança”, declarou.

A avaliação do BCE acompanha um movimento visto em outros mercados, onde governos e reguladores vêm discutindo formas de preparar sistemas financeiros para uma nova fase marcada pelo uso crescente de inteligência artificial e moedas digitais.

Fonte: bloomberg.com

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Musk x Altman: a disputa de pesos-pesados na Justiça (e no ringue da inteligência artificial)

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Conhecido por uma série de embates entre empreendedores ícones que ajudaram a forjar o setor, o mercado de tecnologia está novamente no centro de uma grande disputa. E, desta vez, com o potencial de figurar como o maior confronto da história dos bits, bytes, algoritmos e afins. Esse combate teve início na segunda-feira, 27 de […]

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Com nova rodada à vista, Anthropic se aproxima de valuation de US$ 1 trilhão

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Se a OpenAI deu a largada e disparou na dianteira da corrida da inteligência artificial (IA) no fim de 2022, com o lançamento do ChatGPT, a Anthropic vem acelerando e reduzindo essa distância. E, ao que tudo indica, está prestes a ganhar bastante fôlego para superar a rival. Segundo o jornal britânico Financial Times, a […]

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Casa Branca muda tom sobre IA após avanço do Mythos

O governo de Donald Trump começou a reconsiderar sua postura mais flexível em relação à inteligência artificial (IA) após o avanço de sistemas capazes de identificar falhas ocultas em códigos de computador. O movimento ganhou força depois da apresentação do Mythos, modelo da Anthropic voltado à detecção de vulnerabilidades de segurança.

Segundo o The Washington Post, integrantes da Casa Branca discutem possíveis medidas para lidar com os riscos associados à nova geração de ferramentas de IA. Entre as opções analisadas está uma eventual ordem executiva para ampliar a supervisão sobre o setor.

Mythos da Anthropic e nova geração de ferramentas de IA preocupam a Casa Branca – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Governo discute novas formas de controle

O diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, comparou a possível abordagem do governo ao modelo de testes da FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos. A ideia seria garantir que sistemas fossem considerados seguros antes de chegarem ao público.

Após a declaração, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, afirmou no X que o governo não pretende “escolher vencedores e perdedores”, indicando que ainda não há consenso interno sobre o tema.

De acordo com uma autoridade ouvida pela publicação, o objetivo do governo é ganhar tempo para lidar com riscos que podem crescer à medida que os modelos de IA se tornam mais poderosos.

Mythos elevou preocupações sobre segurança

A Anthropic anunciou no mês passado que o Mythos seria capaz de localizar falhas de segurança em softwares de forma altamente eficiente. A empresa decidiu não liberar o sistema ao público em geral por considerar os riscos elevados.

Pouco depois, a OpenAI afirmou que seus modelos mais recentes possuem capacidades semelhantes. As alegações foram apoiadas por avaliações do AI Security Institute, ligado ao governo britânico.

Segundo a reportagem, o governo Trump reuniu executivos de grandes bancos e representantes das principais empresas de IA para discutir os impactos da tecnologia. Uma das reuniões envolveu Susie Wiles e o CEO da Anthropic, Dario Amodei, na Casa Branca.

Governo já ampliou iniciativas ligadas à IA

Enquanto avalia novas medidas, o governo também começou a reforçar mecanismos de supervisão. Nesta semana, o Center for AI Standards and Innovation expandiu um programa criado durante o governo Joe Biden para testar modelos antes do lançamento público.

Além disso, a General Services Administration apresentou uma proposta contratual que amplia o controle sobre sistemas de IA usados em atividades federais, incluindo a análise de respostas consideradas ideológicas.

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FMI: IA pode ampliar riscos cibernéticos e provocar instabilidade financeira global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou, em relatório publicado nesta quinta-feira (7), que o avanço da inteligência artificial (IA) pode ampliar significativamente os riscos cibernéticos ao sistema financeiro e, em cenários extremos, desencadear tensões de financiamento, elevar preocupações com solvência e afetar mercados de forma mais ampla.

Segundo a análise do Fundo, modelos avançados de IA têm potencial para reduzir drasticamente o tempo e o custo necessários para identificar e explorar vulnerabilidades digitais. Com isso, cresce a probabilidade de que falhas em sistemas amplamente utilizados sejam descobertas e direcionadas por agentes maliciosos.

O que diz o relatório do FMI sobre IA

  • O relatório afirma, contudo, que ainda existem alguns fatores mitigadores;
  • Entre eles, o FMI destaca que as capacidades cibernéticas mais avançadas de IA ainda não estão amplamente disponíveis e que softwares financeiros fechados, utilizados pela indústria, são mais difíceis de serem atacados do que infraestruturas de código aberto;
  • Apesar disso, o organismo avalia que essas barreiras tendem a perder força rapidamente conforme o treinamento dos modelos de IA se expande, as capacidades tecnológicas se disseminam e vazamentos de sistemas acontecem. “O confinamento temporário é improvável de substituir defesas duráveis”, alerta o FMI no documento;
  • O Fundo também aponta que a IA pode ter um papel positivo na redução de vulnerabilidades ainda na fase de desenvolvimento de sistemas, evitando que falhas precisem ser corrigidas apenas após o lançamento das plataformas.

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Relatório da instituição afirma, contudo, que ainda existem alguns fatores mitigadores – Imagem: Iljanaresvara Studio/Shutterstock

De acordo com o relatório, no caso de infraestruturas financeiras amplamente utilizadas, esses ganhos podem diminuir de forma significativa a exposição sistêmica, desde que as instituições invistam em integração tecnológica, governança e supervisão humana. O FMI ressalta que essas áreas precisarão ser avaliadas cada vez mais pelos órgãos supervisores.

O documento defende ainda uma coordenação internacional mais forte para enfrentar as ameaças cibernéticas, além de maior compartilhamento de informações e ampliação do desenvolvimento de capacidades para preservar a estabilidade financeira global.

O relatório chama atenção para o fato de que economias emergentes e em desenvolvimento podem estar mais expostas aos riscos. Segundo o Fundo, esses países frequentemente enfrentam restrições de recursos mais severas e podem se tornar alvos preferenciais de atacantes que buscam regiões com defesas digitais mais frágeis.

“À medida que a IA remodela o cenário cibernético, a questão central para as autoridades é se o sistema financeiro pode continuar a funcionar sob estresse severo”, acrescenta o FMI.

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IA ajuda a encontrar mais de 10 mil possíveis exoplanetas

Um estudo publicado recentemente no periódico científico The Astrophysical Journal traz mais de 10 mil novos candidatos a exoplanetas. A descoberta foi feita por pesquisadores que usaram inteligência artificial para analisar dados coletados pelo Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS), da NASA, ampliando de forma impressionante a busca por mundos fora do Sistema Solar. 

Quando um objeto é detectado pela primeira vez, ele ainda é tratado apenas como “candidato”, até que novos testes confirmem sua existência. Isso acontece porque alguns sinais observados pelos telescópios podem ser causados por outros fenômenos do espaço ou até mesmo por falhas e interferências nos dados. Por isso, a confirmação exige análises detalhadas feitas por diferentes métodos e observatórios.

Atualmente, já existem mais de seis mil exoplanetas confirmados catalogados no arquivo oficial da NASA. Os novos candidatos encontrados agora podem aumentar drasticamente essa lista nos próximos anos.

Mais e 6,2 mil exoplanetas já foram confirmados. Com as novas descobertas, esse número pode mais do que dobrar. – Crédito: NASA/JPL-Caltech

Como o TESS descobre exoplanetas

Lançado em 2018, o TESS monitora o brilho de milhões de estrelas em busca de pequenas variações que indiquem a passagem de planetas diante delas. Esse método é conhecido como “trânsito”. Quando um planeta cruza a frente de sua estrela, o brilho observado diminui levemente por alguns instantes. O observatório espacial consegue registrar essa pequena queda de luminosidade e, assim, identificar possíveis mundos em órbita.

As estrelas mais brilhantes normalmente facilitam esse trabalho, porque o escurecimento provocado pelo planeta aparece de maneira mais evidente. No entanto, o novo estudo decidiu ir além e investigar estrelas muito mais fracas do que aquelas analisadas habitualmente.

Os pesquisadores examinaram estrelas cerca de 16 vezes menos brilhantes do que o padrão usado pelo TESS. Para lidar com uma quantidade gigantesca de informações, a equipe recorreu ao aprendizado de máquina, uma técnica de inteligência artificial capaz de identificar padrões rapidamente.

No total, mais de 83 milhões de estrelas observadas no primeiro ano da missão foram analisadas. Entre elas, os sistemas de inteligência artificial apontaram 10.091 objetos com sinais parecidos com trânsitos planetários que haviam passado despercebidos até agora.

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Representação artística do caçador de exoplanetas TESS, da NASA – Crédito: NASA

Ao site IFLScience, os cientistas explicaram que parte desses candidatos pode não ser formada por planetas reais. Por isso, novas observações estão sendo feitas para verificar quais sinais realmente correspondem a mundos fora do Sistema Solar.

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Um dos novos mundos já foi confirmado

Até o momento, a equipe já conseguiu confirmar um dos candidatos encontrados. O planeta recebeu o nome de TIC 183374187 b e parece ser um “Júpiter quente”, categoria usada para gigantes gasosos que orbitam extremamente perto de suas estrelas.

Esses planetas costumam apresentar temperaturas altíssimas devido à proximidade com a estrela hospedeira. Segundo os pesquisadores, o novo mundo possui massa semelhante à de Júpiter, mas completa sua órbita em uma região muito mais quente.

Os pesquisadores pretendem continuar a investigação usando também os dados do segundo ano de funcionamento do TESS. A expectativa é descobrir ainda mais candidatos e aprimorar os métodos de confirmação utilizando inteligência artificial.

A NASA também planeja dar novos passos na busca por exoplanetas nos próximos anos usando o futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, que contará com instrumentos capazes de observar diretamente alguns deles e estudar detalhes de suas atmosferas.

Mais adiante, outro projeto importante deverá ampliar ainda mais essas pesquisas: o Observatório de Mundos Habitáveis, planejado para investigar planetas potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar.

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Meta e Google entram na guerra dos agentes de IA após sucesso do OpenClaw

Meta e Google correm para desenvolver de agentes de inteligência artificial (IA) – tecnologia capaz de executar tarefas para usuários. A movimentação ocorre após o sucesso da ferramenta de código aberto OpenClaw, que registrou alta demanda no começo de 2026.

A Meta projeta um assistente personalizado para tarefas diárias, enquanto o Google desenvolve um agente focado em trabalho e educação.

Big techs buscam monetização e retenção de usuários com agentes de IA

O analista sênior da Morningstar, Malik Ahmed Khan, disse que agentes de IA que façam transações podem ser um “grande impulsionador de valor” para empresas com negócios em publicidade e e-commerce. 

A CEO da AMD, Lisa Su, confirmou que agentes geram alta demanda no ciclo atual da inteligência artificial.

Segundo Arun Chandrasekaran, analista da Gartner, essas ferramentas criam maior “engajamento, utilidade e fidelização” devido ao aprendizado contínuo e ao contexto que ganham sobre o usuário ao longo do tempo.

OpenClaw apagou e-mails de uma funcionária da Meta de forma autônoma recentemente – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Craig Le Clair, analista principal da Forrester, disse: “O desenvolvimento agêntico não é um projeto paralelo; é o tema de roteiros de 2026 e representa uma mudança da busca para a ação”.

No entanto, o setor enfrenta desafios de segurança e governança, evidenciados por um incidente no qual o OpenClaw apagou e-mails de uma funcionária da Meta de forma autônoma.

Nick Patience, da Futurum Group, analisa que “a mudança de sistemas de IA que dizem a coisa errada para sistemas que fazem a coisa errada é um desafio de gestão de risco qualitativamente diferente”.

Seja como for, a competição envolve big techs, fornecedores de software e startups na criação de ferramentas lucrativas. Arjun Bhatia, co-diretor de pesquisa de ações de tecnologia da William Blair, usa o termo “guerras agênticas” para definir o cenário atual.

(Essa matéria usou informações da CNBC.)

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