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Ranking revela falhas graves nas maiores empresas de IA

A inteligência artificial avança em ritmo acelerado, mas um novo levantamento mostra que a segurança ainda não acompanha essa evolução. As principais empresas do setor continuam longe de atingir os padrões considerados ideais.

Segundo a AFP, a Anthropic lidera uma avaliação internacional de segurança em IA. Mesmo assim, nenhuma das companhias analisadas alcançou a nota máxima no índice.

Nenhuma das empresas avaliadas recebeu nota A, mostrando que a segurança da IA ainda é um desafio. – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Avaliação revela cenário distante do ideal

O estudo foi elaborado pelo Future of Life Institute, um think tank americano voltado à segurança em inteligência artificial. A entidade avaliou nove das principais empresas do setor com base em informações públicas e dados fornecidos pelas próprias organizações.

A análise considerou seis áreas: avaliação de riscos, danos atuais, estruturas de segurança, segurança existencial, governança e transparência, além do compartilhamento de informações.

A Anthropic obteve o melhor resultado geral, com nota C+, mas nenhuma empresa recebeu conceito A em qualquer uma das categorias avaliadas. O resultado mostra que até mesmo as companhias mais avançadas no desenvolvimento de IA ainda enfrentam desafios para lidar com possíveis riscos.

O ranking geral de segurança em IA ficou assim:

  • Anthropic — nota geral C+ | pontuação 2,66
  • OpenAI — nota geral C | pontuação 2,28
  • Google DeepMind — nota geral C | pontuação 2,01
  • Meta AI — nota geral D+ | pontuação 1,32
  • Z.ai — nota geral D- | pontuação 0,88
  • Alibaba Cloud — nota geral D- | pontuação 0,87
  • xAI — nota geral F | pontuação 0,65
  • DeepSeek — nota geral F | pontuação 0,47
  • Mistral — nota geral F | pontuação 0,33

Os principais aspectos avaliados foram:

  • Avaliação dos riscos associados aos modelos de IA.
  • Medidas para reduzir danos já identificados.
  • Estruturas internas voltadas à segurança.
  • Transparência, governança e compartilhamento de informações.
  • Preparação para riscos considerados existenciais.
Logo da Mistral na tela de um smartphone em cima de um teclado de computador
A avaliação analisou critérios como governança, danos atuais e estruturas de segurança das companhias. Mistral ficou na última posição. – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Riscos vão além dos problemas atuais

Entre as conclusões do levantamento, uma das mais preocupantes envolve as chamadas ameaças existenciais. O termo se refere, por exemplo, ao desenvolvimento de modelos capazes de atingir um nível de inteligência semelhante ao humano, conhecido como inteligência artificial geral (AGI).

Os autores reconhecem que “existam tentativas construtivas”, mas avaliam que os esforços continuam “totalmente insuficientes”. O documento também alerta para a possibilidade de esses modelos serem usados em ciberataques ou em outras ações potencialmente prejudiciais às pessoas.

A preocupação aumenta à medida que os sistemas ficam mais avançados e passam a executar tarefas cada vez mais complexas. Para os pesquisadores, acompanhar essa evolução com mecanismos de segurança adequados continua sendo um dos maiores desafios do setor.

Ilustração de ciberataque
O estudo alerta para riscos como uso indevido de modelos de IA em ciberataques e ações prejudiciais. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Uso militar também entra em debate

Outro ponto destacado é a mudança de postura de parte das empresas em relação ao uso militar da tecnologia. Segundo o relatório, algumas companhias que antes restringiam esse tipo de aplicação vêm flexibilizando suas políticas.

Leia mais:

A Anthropic aparece entre elas e é criticada por manter “compromissos militares questionáveis”. De acordo com relatos da imprensa citados pela AFP, a tecnologia da empresa foi utilizada pelo governo dos Estados Unidos em operações militares na Venezuela e no Irã durante o último ano.

O documento também lembra que a companhia foi recentemente alvo de uma proibição do Pentágono por divergências relacionadas à segurança da IA.

O alerta continua para o setor

Mesmo ocupando a primeira posição do ranking, a Anthropic ficou distante da nota máxima. O resultado reforça um cenário em que as maiores empresas de inteligência artificial ainda precisam lidar com limitações importantes na proteção contra riscos.

Para o Future of Life Institute, embora existam iniciativas voltadas à segurança, os esforços atuais continuam insuficientes diante dos desafios que acompanham o avanço rápido da inteligência artificial.

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Nove ferramentas de IA estão vulneráveis a novo tipo de ataque

Uma nova técnica de ataque explora uma limitação dos modelos de IA e pode comprometer milhares de computadores.

Segundo a Ars Technica, a descoberta envolve nove ferramentas populares usadas por programadores e mostra como uma característica dos assistentes de IA pode ser explorada por criminosos.

Uma simples “alucinação” da IA pode ser suficiente para levar um assistente a baixar código malicioso sem perceber. – Imagem: Layse Ventura via Gemini / Olhar Digital

Quando a IA inventa um caminho

O ataque recebeu o nome de HalluSquatting e aproveita uma característica conhecida dos grandes modelos de linguagem (LLMs): quando não conseguem localizar um projeto, eles podem inventar um endereço em vez de admitir que não sabem onde ele está.

Parece apenas um detalhe técnico. Mas é justamente aí que o golpe começa. Os criminosos registram esses endereços antes, inserem códigos maliciosos e esperam que um assistente de programação tente acessá-los automaticamente.

Segundo a pesquisa, a técnica funciona contra ferramentas bastante conhecidas, como:

  • Cursor e Cursor CLI;
  • Gemini CLI;
  • GitHub Copilot;
  • Windsurf, Cline, OpenClaw, ZeroClaw e NanoClaw.
Ilustração de mãos humanas em volta de cérebro humano ilustrando a ideia e que a inteligência artificial (IA) é a peça que falta no órgão
Antes de aceitar uma sugestão da IA, vale a pena conferir se o repositório realmente existe e é o correto. – Imagem: Jack_the_sparow/Shutterstock

Um ataque que cresce sozinho

A maioria das injeções de prompt depende de uma ação direcionada contra cada vítima. O HalluSquatting muda completamente essa lógica.

São os próprios agentes de IA que procuram projetos durante tarefas rotineiras. Segundo os pesquisadores, “a natureza escalável do ataque permite que o invasor comprometa um grande número de usuários com esforço mínimo”.

Se o desenvolvedor solicitar a instalação de um projeto recém-publicado e o sistema errar o endereço, poderá acabar acessando justamente a página preparada pelo criminoso.

Projetos novos são o alvo preferido

Os testes mostraram que os LLMs localizam corretamente a maioria dos projetos publicados antes de 2019. Já entre os lançamentos de 2025, a taxa média de alucinação chega a 92,4%.

Leia mais:

Como esses projetos ainda não fazem parte do treinamento dos modelos, aumentam as chances de a IA criar endereços inexistentes. A equipe também identificou padrões previsíveis nessas respostas, o que facilita o registro antecipado desses nomes por invasores.

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Uma falha aparentemente pequena pode abrir caminho para botnets, ransomware e ataques DDoS em larga escala. – Imagem: janews/Shutterstock

Uma simples alucinação pode abrir a porta

Se o código malicioso for executado, o computador poderá passar a integrar uma rede controlada remotamente pelos criminosos.

Os pesquisadores apontam riscos como:

  • criação de botnets;
  • ataques de ransomware;
  • ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS);
  • mineração ilegal de criptomoedas.

Michael Bargury, CTO da Zenity, resumiu a preocupação: “É uma pesquisa muito interessante, e a ameaça é muito real.” Já Johann Rehberger afirmou que a forma como os LLMs localizam projetos pode se transformar em um novo vetor de ataque.

A pesquisa reforça que assistentes de IA ainda precisam de supervisão humana. Antes de instalar projetos, bibliotecas ou componentes sugeridos automaticamente, vale confirmar se a origem realmente corresponde ao recurso desejado. Esse cuidado simples pode evitar que uma alucinação do modelo se transforme em uma brecha de segurança.

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Claude Code vira alvo de alerta de segurança na China; entenda

A China afirmou ter identificado um possível problema de segurança no Claude Code, ferramenta de programação com inteligência artificial da Anthropic. O alerta envolve versões específicas do software e aponta um suposto envio de informações de usuários para servidores remotos.

A acusação aumenta a pressão sobre a Anthropic em meio à disputa tecnológica entre China e Estados Unidos, especialmente em temas como proteção de dados e uso responsável de sistemas de IA.

A Anthropic afirma que o código citado fazia parte de um experimento contra uso indevido de contas. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Alerta envolve versões específicas do Claude Code

Segundo informações da Reuters, o Banco de Dados Nacional de Vulnerabilidades da China (NVDB) afirmou ter encontrado um mecanismo de monitoramento no Claude Code capaz de transmitir informações consideradas sensíveis.

Em comunicado publicado no WeChat, o órgão ligado ao Ministério da Indústria da China disse que o recurso poderia enviar dados como localização geográfica e identificadores relacionados à identidade dos usuários para servidores remotos sem consentimento.

O alerta abrange versões do Claude Code entre 2.1.91 e 2.1.196. O NVDB recomendou que empresas e usuários revisem os sistemas afetados e adotem medidas de segurança, incluindo:

  • desinstalar versões consideradas vulneráveis;
  • atualizar o software para a versão mais recente;
  • reforçar controles de acesso a redes externas;
  • monitorar o tráfego de dados em redes corporativas.

Para o órgão chinês, o suposto mecanismo poderia representar uma “ameaça grave”, principalmente em ambientes profissionais que utilizam ferramentas de IA no desenvolvimento de software.

Logo da Alibaba com pessoas passando em frente
Alibaba proibiu funcionários de usar o Claude Code após o aumento dos questionamentos sobre a ferramenta. – Imagem: PhotoGranary02/Shutterstock

Anthropic contesta acusações e cita experimento de segurança

O questionamento surgiu durante a disputa global pelo avanço da inteligência artificial. O Claude Code, desenvolvido pela Anthropic, é usado para auxiliar tarefas de programação e chamou atenção de pesquisadores e engenheiros.

Segundo o The Wall Street Journal, a discussão ganhou força após uma publicação no Reddit afirmar que a empresa teria inserido secretamente um código no software para identificar usuários ligados à China.

Um funcionário da Anthropic respondeu na rede social X que o código fazia parte de um experimento iniciado em março. De acordo com ele, a iniciativa tinha como objetivo “impedir o uso indevido de contas por revendedores não autorizados e proteger contra a destilação”.

A Anthropic também já havia acusado empresas chinesas de IA, incluindo a Alibaba, de usar seus modelos de forma indevida por meio da destilação, processo em que um novo sistema é treinado a partir das respostas geradas por outro modelo.

Malware responsável pela instalação de um backdoor no ataque da SolarWinds é descoberto
Suposto “backdoor” no Claude Code levanta dúvidas sobre proteção de dados em sistemas de IA. – Imagem: solarseven/Shutterstock

Alibaba restringe uso enquanto debate cresce

A Alibaba proibiu seus funcionários de utilizar o Claude Code no trabalho após o aumento das discussões sobre os recursos de identificação da ferramenta.

Leia mais:

A Anthropic não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a declaração do governo chinês. A empresa americana já havia afirmado que companhias chinesas não são elegíveis para acessar o Claude.

A China também não aprovou oficialmente os serviços da Anthropic para uso público no país. Ainda assim, pesquisadores e engenheiros chineses continuaram utilizando o modelo por meio de conexões externas, muitas vezes com apoio de seus empregadores.

O caso mostra que, além de desempenho e inovação, ferramentas de inteligência artificial passaram a ser avaliadas pelo impacto que podem ter sobre privacidade, controle de informações e segurança digital.

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Elon Musk anunciou: Grok 4.5 vem aí mais rápido e com custo menor

O bilionário Elon Musk anunciou nesta madrugada (08) que a nova versão da inteligência artificial Grok está a caminho:

“Com base no forte feedback positivo de clientes em nosso programa de teste beta, a SpaceXAI disponibilizará o Grok 4.5 para o público amanhã. É um modelo da classe Opus, mas mais rápido, mais eficiente em tokens e de custo mais baixo” – escreveu o empresário no X.

  • Vale lembrar: a xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro. Nesta segunda-feira (6), tivemos a atualização do nome da empresa para SpaceXAI

O que sabemos?

Como noticiamos aqui no OD, a SpaceXAI e a Cursor planejavam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Em junho, a SpaceX anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Novo ChatGPT chegará amanhã; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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SpaceXAI planeja lançar novo modelo de IA em parceria com a Cursor

A SpaceXAI e a Cursor planejam lançar seu primeiro modelo de inteligência artificial (IA) desenvolvido em conjunto já nesta quarta-feira (8), segundo reportagem do site The Information, que citou um memorando enviado aos funcionários.

De acordo com a publicação divulgada nesta terça-feira (7), as empresas adiaram o lançamento previsto para o início desta semana com o objetivo de melhorar a eficiência do modelo.

Concorrência no setor de IA

  • Modelos avançados de IA estão no centro do atual boom do setor;
  • Espera-se que o novo modelo processe informações rapidamente, tornando-o competitivo em alguns aspectos com o Opus 4.8, da Anthropic, e o GPT 5.5, da OpenAI, conforme o relatório;
  • Procurada pela Reuters, a Cursor não quis comentar, enquanto a SpaceXAI não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
Empresa de Elon Musk adquiriu a Cursor por oferta bilionária – Imagem: Reprodução/X/Cursor

Aquisição bilionária

Em junho, a SpaceX, de Elon Musk, anunciou que compraria a Anysphere, startup por trás do popular agente de programação por IA Cursor, em negócio totalmente em ações avaliado em US$ 60 bilhões (R$ 310,4 bilhões), com o objetivo de fortalecer sua presença no lucrativo mercado de ferramentas de IA corporativa.

A Cursor é uma concorrente relevante da Anthropic e da OpenAI, mas enfrenta desafios de crescimento devido à falta de acesso a poder computacional.

A expectativa é de que a aquisição dê à SpaceXAI, anteriormente conhecida como xAI, uma posição mais sólida no segmento de programação por IA, que vem se mostrando uma área de alto potencial de receita. A xAI foi adquirida pela SpaceX em fevereiro.

A SpaceX também passou a integrar o índice Nasdaq-100 nesta terça, menos de um mês após sua estreia na bolsa, em 12 de junho. Isso a colocou entre as inclusões mais rápidas ao índice, graças às regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas que buscam entrar em referências amplamente acompanhadas.

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Google entra em rodada de € 400 milhões de startup alemã e esquenta a corrida pela fusão nuclear

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Com a inteligência artificial (IA) e os data centers ampliando exponencialmente a demanda por energia, de preferência limpa, o Google está reforçando seus investimentos em energia nuclear ao apoiar uma startup alemã que aposta em viabilizar a fusão nuclear até 2030. A big tech foi um investidor estratégico na rodada de € 400 milhões realizada […]

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ARTIGO: Michael Burry ainda está errado. E o tempo está provando isso

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Michael Burry AI 300x169

Eu já escrevi sobre Michael Burry uma vez. Voltei a escrever porque ele voltou a apostar, e apostou mais alto. Não é mais apenas uma posição contra Nvidia e Palantir. Agora há uma cesta que inclui Tesla, Nvidia, Caterpillar, Applied Materials e o ETF de semicondutores SOXX, com puts roladas para março de 2027. É […]

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Nova IA da Meta, Muse Image usa ideias simples para criar imagens

A Meta Platforms anunciou nesta terça-feira (7) o lançamento gradual do Muse Image, seu primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A tecnologia passa a integrar o chatbot Meta AI e será expandida para diferentes plataformas da empresa.

O novo sistema permite criar imagens a partir de comandos detalhados, interpretar instruções complexas e modificar resultados gerados com auxílio de desenhos ou anotações feitas pelos usuários. A ferramenta também aceita fotos como referência para novos conteúdos visuais.

A companhia informou que o recurso chega inicialmente a alguns países e será utilizado em funções do Instagram Stories e em conversas diretas com o Meta AI no WhatsApp. A expansão para outros mercados e serviços está prevista para etapas futuras.

Novo modelo será integrado ao ecossistema da Meta

Muse Image no WhatsApp – (Divulgação: Meta)

O Muse Image representa mais um movimento da Meta para ampliar sua presença no setor de inteligência artificial generativa, área em que grandes empresas de tecnologia disputam avanços em modelos capazes de produzir conteúdos e executar tarefas automatizadas.

Segundo a empresa, a ferramenta permitirá a criação de mais de 30 novos efeitos de inteligência artificial para o Instagram Stories. Além disso, usuários selecionados poderão gerar imagens diretamente em chats com o Meta AI dentro do WhatsApp.

A Meta afirmou que o uso básico do Muse Image por meio do Meta AI continuará disponível gratuitamente. Recursos adicionais de criação, porém, serão oferecidos dentro dos planos de assinatura da companhia.

Muse Image no Instagram
Muse Image no Instagram – (Divulgação: Meta)

A empresa também informou que pretende levar o modelo ao Facebook e ao Messenger após a fase inicial de distribuição. A ampliação faz parte de uma estratégia para incorporar recursos de inteligência artificial em diferentes produtos de sua plataforma.

O lançamento ocorre após a apresentação do Muse Spark, modelo de inteligência artificial com capacidade de processamento de texto e raciocínio desenvolvido pela equipe Meta Superintelligence Labs. A divisão foi criada no ano anterior com o objetivo de fortalecer a posição da empresa na disputa tecnológica envolvendo inteligência artificial.

Além do modelo de imagens, a Meta revelou uma prévia inicial do Muse Video, sistema voltado para geração de vídeos por inteligência artificial. A empresa não divulgou, no material apresentado, detalhes adicionais sobre disponibilidade ou funcionamento dessa tecnologia.

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Pessoas confiam mais em rostos falsos do que em rostos humanos, diz estudo

Imagens de rostos criadas por inteligência artificial (IA) são vistas como mais confiáveis do que imagens de rostos reais, segundo pesquisadores, que alertam para os riscos de fraudes online e outros danos.

Este é o primeiro estudo a examinar a confiabilidade de rostos de IA criados com a mais recente tecnologia de difusão. A pesquisa foi liderada por Alexis McGuire, com Paul Taylor e Sophie Nightingale, da Universidade de Lancaster, Maty Bohacek, da Universidade de Stanford, e Hany Farid, da Universidade da Califórnia, Berkeley.

Risco de ser enganado por imagens de IA

Alexis McGuire, doutoranda em Psicologia, afirmou ao Phys.org: “Nossa pesquisa mostra que as pessoas correm o risco de serem enganadas por imagens geradas por IA. Esses modelos de IA democratizaram o espaço online e estão acessíveis a qualquer pessoa sem conhecimentos técnicos para criar rostos falsos que podem ser usados para diversos tipos de danos. É importante informar o público sobre a facilidade de criar tais imagens e os possíveis usos indevidos, bem como as maneiras pelas quais podem se tornar vítimas — por exemplo, por meio da disseminação de desinformação, fraude de identidade e catfishing.”

Os humanos são especialistas em processar rostos reais, avaliando automaticamente um rosto em apenas 100 milissegundos. No entanto, os rostos gerados por IA são altamente realistas e estão se tornando mais confiáveis, com tecnologias mais novas e sofisticadas criando imagens falsas capazes de enganar as pessoas cerca de um terço das vezes.

Novas tecnologias de IA estão confundindo nossa mente? – (Reprodução: Techa Tungateja/iStock)

Resultados dos experimentos

  • Quando 169 participantes foram solicitados a observar uma coleção de 96 rostos (diversos em raça, gênero e idade), apresentados aleatoriamente, e indicar se cada rosto era real ou sintetizado por IA, sua precisão média foi de 58,4% — apenas ligeiramente melhor do que uma resposta ao acaso (semelhante ao lançamento de uma moeda, com 50%);
  • Surpreendentemente, os rostos gerados pelo modelo mais recente de difusão de IA (DM) foram avaliados como menos realistas do que os rostos produzidos por um modelo de IA anterior (GAN);
  • Em um experimento subsequente, um novo grupo de participantes foi solicitado a avaliar a confiabilidade de 96 rostos apresentados aleatoriamente, em uma escala de um (muito não confiável) a sete (muito confiável);
  • Os rostos reais foram avaliados como os menos confiáveis, com nota média de 4,03. Ambos os tipos de rostos sintetizados por IA foram avaliados como mais confiáveis do que os rostos reais, sendo que os rostos produzidos pelo modelo de difusão (DM) foram considerados mais confiáveis do que os rostos reais e os rostos GAN;
  • Os rostos GAN receberam nota média de confiança de 4,36, e os rostos sintetizados por difusão (DM) foram os mais confiáveis, com nota média de 4,70.

Um paradoxo psicológico

Os pesquisadores dizem ser intrigante que os rostos sintetizados pelo modelo mais recente de difusão (DM) tenham sido avaliados como menos realistas do que os produzidos por um modelo anterior (GAN) — mas ainda assim, os rostos DM foram considerados os mais confiáveis.

McGuire disse: “Esse achado apresenta um paradoxo e destaca a possibilidade de que os julgamentos de realismo e confiabilidade sejam impulsionados por dois mecanismos psicológicos diferentes.”

Ela alertou que os rostos de IA gerados com a mais recente tecnologia DM poderiam contribuir para uma erosão geral da confiança na sociedade.

“À medida que as imagens geradas por IA se tornam mais sofisticadas e acessíveis, como sociedade, estamos cada vez mais expostos a rostos artificialmente gerados — muitas vezes em cenários nefastos e exploratórios, como desinformação política, fraude financeira e de identidade, e catfishing. É fundamental compreender a ameaça que essa democratização da IA generativa traz, bem como desenvolver estratégias para mitigar potenciais danos a indivíduos, organizações e democracias.”

Publicação e participação

A pesquisa foi publicada no Journal of Vision, com o título “AI-Generated Faces are Becoming More Trustworthy”.

Qualquer pessoa interessada é incentivada a participar de uma pesquisa online anônima chamada “Examining Individual Differences in the Detection of Real and AI-generated Faces”. Os participantes verão uma série de rostos, um de cada vez, e serão solicitados a avaliar se são reais ou gerados por IA, além de responder a algumas outras perguntas, como avaliar seu nível de confiança. Haverá uma pontuação ao final.

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