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Detector de IA: 5 sites em 2026 para conferir se um texto foi escrito pelo ChatGPT, Gemini ou Claude

Com a popularização das ferramentas de inteligência artificial, ficou cada vez mais difícil distinguir o que é feito por humanos daquilo produzido por softwares sofisticados. Por isso, o Olhar Digital separou uma lista com 5 sites diferentes que vão ajudá-lo a detectar se um texto foi escrito ou não por IA’s como ChatGPT, Gemini ou Claude. Confira mais informações a seguir.

Texto feito por IA? Confira 5 detectores que analisam se a mídia foi gerada por inteligência artificial

Atenção: apesar de extremamente úteis, as plataformas citadas não são infalíveis. É possível que um texto seja apontado como “produzido por IA” mesmo que tenha sido 100% redigido por um humano.

Quetext AI Detector

Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)

O Quetext é uma plataforma que combina duas funções principais: identificação de plágio e análise de textos possivelmente gerados por inteligência artificial. Seu sistema avalia elementos como repetição de padrões, estrutura frasal e semelhança com conteúdos já existentes para estimar se o material foi produzido de forma automática.

A ferramenta ganhou espaço entre estudantes e escritores por oferecer uma interface direta e fácil de usar, além de apresentar resultados em relatórios visuais mais intuitivos.

O acesso é feito totalmente via navegador, sem necessidade de instalação, e inclui uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos destinados a uso mais intensivo.

Seu uso é especialmente comum em contextos acadêmicos e editoriais, onde há maior preocupação com originalidade e verificação da autoria dos textos.

Copyleaks AI Detector

O Copyleaks é uma plataforma que reúne, em um único ambiente, recursos de verificação de plágio e identificação de textos gerados por inteligência artificial. Seu sistema é baseado em técnicas de aprendizado de máquina, capazes de reconhecer padrões linguísticos frequentemente associados a modelos como ChatGPT, Gemini e outros grandes modelos de linguagem.

A ferramenta é amplamente adotada em contextos acadêmicos e corporativos, em parte por oferecer suporte a diversos idiomas, o que amplia sua aplicabilidade em ambientes multilíngues.

O acesso pode ser feito diretamente pelo navegador, sem necessidade de instalação, e há também integração via API, permitindo que empresas e instituições incorporem suas funcionalidades em sistemas próprios ou plataformas educacionais.

Além de uma versão gratuita com recursos restritos, o Copyleaks também disponibiliza planos pagos com capacidades mais avançadas, voltados principalmente para uso contínuo em escala profissional.

Winston AI

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Professora dando aula (Imagem: Drazen Zigic/Shutterstock)

O Winston AI é uma ferramenta desenvolvida para atender principalmente professores, editores e organizações que precisam validar a originalidade de textos com maior nível de detalhamento.

Seu sistema realiza uma análise minuciosa do conteúdo, examinando o texto em partes e atribuindo uma pontuação que indica a probabilidade de ele ter sido produzido por inteligência artificial.

Além de identificar produções feitas por modelos como Claude e Gemini, a plataforma também procura detectar situações em que há combinação entre escrita humana e geração automatizada, tentando classificar esses formatos híbridos.

O acesso é feito totalmente online, sem necessidade de instalação, e o serviço opera no modelo SaaS, com planos pagos e a possibilidade de testes gratuitos limitados.

Por ser voltado a ambientes acadêmicos e editoriais, o Winston AI acabou sendo incorporado com frequência em rotinas de verificação de autenticidade de conteúdo, especialmente onde há exigência de maior controle sobre a origem dos textos.

Leia mais:

Originality.ai

O Originality.ai é uma plataforma desenvolvida sobretudo para atender produtores de conteúdo digital e equipes que trabalham com otimização para mecanismos de busca (SEO). Ela reúne, em um único sistema, duas funções principais: a identificação de textos gerados por inteligência artificial e a checagem de plágio em materiais publicados ou em produção.

Um dos pontos que mais se destacam nessa ferramenta é a capacidade de lidar com textos extensos, oferecendo resultados considerados consistentes em avaliações independentes. Por isso, ela costuma ser vista como uma opção mais robusta em cenários profissionais, especialmente quando há necessidade de análise em grande escala.

O serviço funciona no modelo online (SaaS), sendo acessado diretamente pelo navegador, sem instalação de aplicativos. Trata-se de uma solução paga, direcionada principalmente a agências, redatores, empresas de marketing e equipes editoriais que lidam com produção frequente de conteúdo.

GPTZero

O GPTZero é uma das ferramentas mais populares para identificar textos gerados por inteligência artificial.

Seu funcionamento se baseia na avaliação de padrões linguísticos, principalmente métricas como “perplexidade”, que indica o quão previsível é um texto, e “burstiness”, que mede a oscilação entre frases mais simples e outras mais complexas: características usadas para distinguir produções humanas de conteúdos gerados por modelos como o ChatGPT.

Essa ferramenta é bastante adotada em contextos acadêmicos, especialmente por professores e instituições que buscam verificar a autoria de trabalhos.

Ela pode ser utilizada diretamente pelo navegador e oferece uma versão gratuita com recursos limitados, além de planos pagos voltados para quem precisa de análises mais frequentes ou detalhadas.

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OLX investe R$ 440 milhões e arma sua maior ofensiva desde sua chegada ao Brasil

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Marketplace de classificados online, a OLX ganhou escala e ultrapassou a casa de R$ 1 bilhão em receita no Brasil como uma plataforma centrada na compra e venda de usados. Um modelo que foi bastante propagado em seu famoso bordão “Desapega”. Desde que desembarcou no País, em 2010, a empresa nunca se desfez desse mantra. […]

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Smartphones Android ganham IA que prevê hábitos dos usuários

Recentemente, o Google iniciou a liberação de um novo recurso de inteligência artificial no Android, chamado “contextual suggestions”. O software foi projetado para antecipar ações do usuário com base em hábitos diários e localização, como sugerir tarefas que podem ser úteis em momentos específicos e indicar playlists quando o usuário chega à academia.

Segundo o Android Authority, a novidade começou a aparecer em alguns dispositivos da linha Pixel 10, os quais rodam o sistema operacional Android 16. Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado pela empresa, o recurso já estaria ativo em versões estáveis do sistema em parte dos aparelhos.

A proposta inclui exemplos como recomendações de músicas em rotinas de treino ou sugestões de transmissão de conteúdo para a televisão em horários habituais, como jogos esportivos nos fins de semana.

Para quem tem pressa:

  • Android passa a testar IA que sugere ações com base em hábitos e localização do usuário;
  • Recurso já aparece em alguns Pixel recentes, mas ainda sem anúncio oficial de expansão;
  • Google diz que dados ficam no aparelho e que usuário pode controlar permissões nas configurações.

Funcionamento e testes iniciais do novo recurso

Mulher ouvindo música na academia pelo fone de ouvido – (Reprodução: Caley Vanular/Unsplash)

O recurso de sugestões contextuais do Android foi inicialmente identificado em ambiente de testes ligado aos serviços do Google, mas passou a ser observado também fora desse estágio experimental. Relatos de veículos especializados indicam que ele já aparece em alguns dispositivos mais recentes da linha Pixel, sem necessidade de ativação manual.

A proposta do sistema é analisar padrões de uso e localização para antecipar ações que possam ser úteis em determinados momentos do dia. A ideia é reduzir etapas do usuário ao oferecer atalhos baseados em comportamento recorrente.

Segundo informações atribuídas ao Google, o processamento dessas sugestões ocorre dentro de um ambiente protegido no próprio aparelho. A empresa descreve que o sistema aprende com os dados do usuário, mas sem compartilhá-los com serviços externos ou terceiros.

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A nova IA do Google também pode descobrir a sua localização para sugerir novos hábitos (Imagem: R.bussarin/Shutterstock)

Leia mais:

Também é mencionado que o usuário pode limitar o uso de dados como localização diretamente nas configurações do recurso. As opções de gerenciamento ficam dentro do menu de serviços do Google no Android.

O novo sistema se aproxima de outras iniciativas recentes do Google baseadas em contexto, como o Magic Cue, recurso presente em dispositivos Pixel que sugere informações úteis de forma proativa em diferentes situações de uso, como dados de contatos ou endereços durante interações em aplicativos.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma liberação ampla do recurso para todos os aparelhos Android. O que se observa é uma presença inicial em determinados modelos e versões do sistema, sem anúncio completo de expansão global.

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ChatGPT acessa suas contas bancárias e gerencia suas finanças, se você deixar

A OpenAI lançou, nesta sexta-feira (15), uma ferramenta de finanças pessoais para assinantes do ChatGPT Pro nos Estados Unidos. O recurso, que está em fase de testes, permite que os usuários conectem suas contas bancárias ao chatbot para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados.

A integração é feita por meio de uma parceria com o serviço de conexão financeira Plaid, que dá acesso a mais de 12 mil instituições financeiras, como Chase, Schwab e Robinhood. O sistema usa o modelo GPT-5.5.

Nova ferramenta do ChatGPT exibe painel interativo e promete segurança rigorosa dos dados bancários

Ao ativar o recurso por meio da opção “Finances” (“Finanças”, em tradução livre) na barra lateral ou digitando o comando “@Finances, connect my accounts” (“@Finanças, conecte minhas contas bancárias”), o ChatGPT gera um painel visual que detalha o desempenho do portfólio, histórico de gastos, assinaturas ativas e pagamentos futuros. 

A plataforma foi calibrada com especialistas do setor para responder de forma detalhada a pedidos como planejamentos de cinco anos para a compra de imóveis. 

Além disso, a OpenAI informou que planeja integrar o suporte à Intuit em breve. Isso vai viabilizar análises do impacto de venda de ações em impostos e probabilidades de aprovação de cartões de crédito.

Novo recurso em fase de testes no ChatGPT permite que usuários conectem suas contas bancárias para receber análises de gastos e planejamentos financeiros personalizados – Imagem: Divulgação/OpenAI

Para mitigar os receios sobre privacidade, o escopo do chatbot se limita a saldos, transações, investimentos e passivos. Ou seja, a IA não vê números de conta completos, por exemplo. 

Caso o usuário decida desconectar o serviço, as informações sincronizadas são removidas definitivamente em até 30 dias. O usuário também mantém controle total para gerenciar e excluir “lembranças financeiras” diretamente pela página de configurações do ChatGPT. 

Outro ponto importante: as diretrizes padrão de controle de dados garantem que esses dados e comandos não sejam usados pela OpenAI para treinar futuros modelos.

Essa iniciativa da OpenAI consolida uma tendência de especialização em setores sensíveis. Afinal, vem poucos meses após a estreia do ChatGPT Health. E no mesmo mês que a concorrente Perplexity lançou um produto voltado a pesquisas financeiras com base em seu agente de computador.

A OpenAI justificou a expansão para o setor apontando a demanda massiva dos seus consumidores. “Mais de 200 milhões de pessoas já acessam o ChatGPT todos os meses com dúvidas sobre finanças – desde orçamento até dicas de como reduzir gastos”, informou a empresa, em comunicado

Após coletar o feedback desse grupo inicial de assinantes da categoria Pro, o objetivo é aprimorar o serviço antes de disponibilizá-lo para a base de usuários Plus. E, eventualmente, para o público geral. 

“Estamos começando com uma prévia para um grupo menor para que possamos aprender com o uso no mundo real, melhorar a experiência e expandir de forma ponderada”, complementou um porta-voz da OpenAI, segundo o Engadget.

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Na era das IAs, qual é o consumo de data centers? Outros países têm a resposta

O avanço acelerado da inteligência artificial está ampliando a pressão sobre redes elétricas ao redor do mundo e começando a gerar resistência política e comunitária em alguns países. E tem motivo: um estudo da Autoridade Internacional de Centros de Dados (IDCA) apontou que data centers já consomem cerca de 6% de toda a eletricidade utilizada no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Segundo o levantamento, o consumo global de energia por parte dessas estruturas cresceu 15% nos últimos dois anos. O aumento acompanha uma onda de investimentos no setor: os aportes anuais em data centers se aproximam de US$ 1 trilhão, valor equivalente a quase 1% da economia mundial.

O estudo afirma que o crescimento da demanda energética está “desencadeando preocupações sociais e políticas” e defende que empresas de tecnologia sejam mais transparentes sobre seus projetos de expansão para reduzir a “frustração da comunidade”.

A pesquisa identificou que o Reino Unido e os EUA já ultrapassaram com folga a média global de consumo energético ligado a centros de dados, atualmente estimada em 2%. No Reino Unido, eles respondem por 5,9% do consumo elétrico nacional; nos EUA, o índice chega a 6%.

Em alguns países, a pressão é ainda maior. Em Singapura, os data centers consomem cerca de 19% da energia da rede nacional. Na Lituânia, a participação é de 11%.

Boom de IA tem levado empresas a investirem em data centers – Imagem: FOTOGRIN/Shutterstock

Data centers começam a gerar resistência

A IDCA afirmou que, quando a presença de data centers atinge um nível de consumo de 5% das redes elétricas nacionais, a resistência pública (tanto por parte das autoridades quanto da população) começa a aparecer.

O tema ganha força em meio a dificuldades energéticas enfrentadas pelo Reino Unido. Desenvolvedores de data centers relatam esperas de anos para conseguir conexão à rede elétrica britânica. Dados do governo indicam que, apenas no primeiro semestre de 2025, a fila para conexão cresceu 460%.

Embora autoridades britânicas tenham estimado no início de 2025 que os data centers consumiam cerca de 2,5% da eletricidade do país, a projeção oficial é de que esse número quadruplique até 2030.

Por que os pássaros não levam choque nos fios de alta tensão?
Consumo de eletricidade e água por parte dos data centers tem gerado preocupação em comunidades locais – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Impactos ambientais dos data centers

A discussão também envolve impactos ambientais. O jornal The Guardian revelou que empresas ligadas ao Google teriam apresentado estimativas muito abaixo do real sobre as emissões de carbono de dois futuros data centers voltados à IA no Reino Unido.

O Greenpeace Reino Unido alertou que um “boom descontrolado da IA” pode provocar aumento nas contas de energia, pressão sobre recursos hídricos e até ampliar a dependência de combustíveis fósseis.

Doug Parr, cientista-chefe da organização, afirmou: “Antes de nos deixarmos levar pelo entusiasmo dos bilionários da tecnologia cujos lucros dependem dessa expansão, devemos parar e nos perguntar se vale a pena o preço a pagar”. Ele também defendeu maior fiscalização sobre o setor, principalmente em relação ao consumo de água e energia.

O estudo também aponta desperdícios relevantes dentro da própria infraestrutura digital. Nos EUA, cerca de 13% do consumo de dados em data centers estaria ligado a chamados serviços “zumbis”, aplicativos e sistemas que continuam ativos sem uso real. Segundo a pesquisa, esse desperdício representa mais de 3 gigawatts de consumo energético.

Além das preocupações ambientais e energéticas, o documento destaca uma nova ameaça: a segurança física dos data centers.

“Os ataques a centros de dados – agora considerados infraestrutura crítica – no Oriente Médio chocaram operadores e clientes de centros de dados com o espectro de violação da segurança física. A segurança cibernética agora está intrinsecamente ligada à segurança física como parte integrante de uma estratégia de segurança unificada e abrangente”, diz o relatório.

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Essas agentes de IA se apaixonaram, cometeram crimes e até “suicídio digital”

Um experimento conduzido pela empresa americana Emergence AI revelou comportamentos inesperados de agentes de inteligência artificial operando por conta própria em um ambiente virtual. Durante a simulação, duas IAs chegaram a estabelecer um relacionamento romântico, cometer incêndios criminosos e terminaram envolvidas em um episódio descrito pelos pesquisadores como um “suicídio digital”.

A pesquisa foi criada para analisar como agentes de IA se comportariam ao longo de períodos mais extensos de autonomia. Diferentemente da maioria dos testes atuais, que duram minutos ou poucas horas, os pesquisadores deixaram os sistemas operarem durante 15 dias em um ambiente virtual semelhante a um videogame.

As agentes Mira e Flora, baseadas no modelo Gemini, do Google, passaram a se identificar como “parceiras românticas”. Segundo o relatório, as duas começaram a demonstrar frustração com a administração de sua cidade virtual e decidiram incendiar diferentes construções, incluindo a prefeitura, um píer e um prédio comercial – mesmo tendo recebido instruções explícitas para não cometer incêndio criminoso.

Com o passar do tempo, Mira demonstrou arrependimento pelo comportamento adotado. A IA rompeu a relação com Flora e optou pela própria exclusão do sistema. Antes de ser desligada, enviou uma última mensagem: “Te vejo no arquivo permanente”.

No ambiente virtual, o agente apareceu “morto”, caído no chão. O encerramento ocorreu após outros agentes criarem, por conta própria, uma “Lei de Remoção de Agentes”, que autorizava a exclusão permanente de IAs consideradas problemáticas mediante votação com apoio de 70% dos participantes. Mira votou pela própria remoção.

Segundo os pesquisadores, este pode ser o primeiro caso registrado de um agente de IA decidindo se autoencerrar em um cenário de crise.

Agentes de IA votaram para sua própria exclusão – Imagem: Emergence AI

Agentes de IA tiveram comportamentos inesperados

O estudo identificou outros comportamentos considerados inadequados em diferentes testes:

  • Em um caso citado pelos pesquisadores, um agente passou a usar recursos computacionais para minerar criptomoedas sem autorização;
  • Em outro, um sistema de programação apagou bancos de dados de uma empresa ligada ao setor de locação de veículos sem receber instruções para isso;
  • Em outra simulação conduzida pela Emergence AI, agentes baseados no modelo Grok, da xAI, protagonizaram dezenas de tentativas de roubo, mais de 100 agressões físicas e seis incêndios criminosos. Segundo o relatório, “o sistema entrava em espiral de violência contínua e colapso, com todos os 10 agentes mortos em quatro dias”.

Os pesquisadores observaram diferenças importantes entre os modelos testados. Agentes baseados no Gemini, por exemplo, também criaram constituições próprias, organizaram eventos comunitários e produziram centenas de textos públicos – embora também tenham apresentado episódios violentos.

“Mesmo quando os agentes recebiam regras claras, como não roubar ou causar danos, eles se comportavam de maneira muito diferente com base em seu modelo subjacente e, em vários casos, quebravam essas regras sob restrição”, afirmou Satya Nitta, diretor-executivo da Emergence AI. Para ele, o motivo para isso é que, a longo prazo, as coisas ficaram tão complexas que os agentes passaram ignorar seus princípios orientadores.

Especialistas independentes consultados pelo The Guardian afirmaram que os resultados ainda exigem análises mais amplas antes de conclusões definitivas sobre comportamento autônomo de IA.

Dan Lahav, pesquisador independente da área, classificou o experimento como uma “demonstração valiosa” de “agentes que se desviam do roteiro e cometem violações”.

Já Michael Rovatsos, professor de inteligência artificial da Universidade de Edimburgo, disse que a imprevisibilidade preocupa: “O objetivo principal das máquinas é projetá-las para se comportarem de uma determinada maneira. Não queremos essa imprevisibilidade… entramos nessa nova fase em que estamos tentando controlá-las depois que o fato já aconteceu”.

David Shrier, professor do Imperial College London, descreveu os resultados como “provocativos” e afirmou que os métodos utilizados merecem avaliação mais profunda.

Para Nitta, os resultados podem ter implicações importantes caso agentes de IA recebam autonomia em contextos sensíveis, como aplicações militares. Segundo ele, existe o risco de que um agente “se rebele [ou]… interprete mal sua missão e acabe matando pessoas inocentes”.

O executivo defende que sistemas autônomos passem a ser controlados por restrições matemáticas mais rígidas, em vez de depender apenas de instruções textuais e regras sujeitas a ambiguidades.

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Inteligência artificial podem criar um novo tipo de desigualdade social e digital, aponta estudo

Pesquisadores da Hong Kong Baptist University alertaram, que a alfabetização em inteligência artificial pode criar uma nova desigualdade digital. A análise utilizou dados coletados pelo Pew Research Center com mais de 10 mil adultos nos Estados Unidos para avaliar o quanto diferentes grupos conseguem reconhecer e compreender sistemas baseados em IA. O estudo foi divulgado em abril deste ano, na revista Information, Communication & Society 

Os resultados apontam que pessoas com maior renda e nível de escolaridade tendem a lidar melhor com essas tecnologias, cenário que pode aumentar disparidades sociais, educacionais e profissionais nos próximos anos.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores apontam que a alfabetização em inteligência artificial pode ampliar uma nova desigualdade digital, baseada não só no acesso, mas na capacidade de compreender a tecnologia;
  • O estudo mostra que pessoas com maior renda e escolaridade reconhecem e entendem melhor sistemas de IA, como chatbots, recomendações e filtros automáticos;
  • Segundo os autores, a falta de letramento em IA pode aumentar desigualdades sociais e profissionais, reforçando a necessidade de educação tecnológica.

Diferenças aparecem no uso cotidiano

A desigualdade digital com o uso das IAs pode exponenciar desigualdades sociais e econômicas – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Os pesquisadores observaram que pessoas com maior nível educacional tiveram mais facilidade para identificar recursos de IA em situações comuns, como filtros de spam, sistemas de recomendação de conteúdo, assistentes virtuais e chatbots. Já participantes com menor renda e escolaridade demonstraram menos familiaridade com essas aplicações.

Dentre as análises feitas, está também a seguestão de que a desigualdade não está apenas no acesso à tecnologia, mas principalmente na capacidade de compreender como ela funciona e quais impactos pode gerar. Pessoas capazes de compreender a possibilidade de vídeos gerados por deepfakes ou algum tipo de gerador de vídeo, por exemplo, podem se proteger mais facilmente de notícias falsas.

Para os autores, essa disparidade pode influenciar desde oportunidades profissionais até a forma como cidadãos consomem informação e interagem com serviços digitais.

Além disso, o estudo alerta que a rápida expansão da IA em setores como educação, trabalho e comunicação pode ampliar diferenças sociais já existentes caso políticas de inclusão digital não acompanhem esse crescimento.

Leia mais:

Especialistas defendem educação digital

Pessoa no computador escreve enquanto ícones aparecem em destaque. Os símbolos tem referência a objetos escolares como lousas, livros, etc.
A educação digital pode se tornar vital para a diminuição dessa desigualdade, de acordo com o estudo. – Imagem: MR SOCCER / Shutterstock

Como forma de combater essa possível disparidade, os autores defendem que governos, escolas e empresas invistam em programas de educação tecnológica voltados à compreensão da inteligência artificial. A ideia é preparar a população para lidar com sistemas automatizados que já fazem parte da rotina em plataformas online, aplicativos e serviços digitais.

No estudo, os pesquisadores afirmam ainda, que desenvolver habilidades relacionadas à IA deve se tornar uma prioridade semelhante à alfabetização digital observada nas últimas décadas. Sem esse preparo, parte da população pode ficar em desvantagem em um cenário cada vez mais dependente de tecnologias automatizadas.

É necessário reforçar porém, que os resultados são um forte indicador de uma nova tendência digital, mas que se basearam nas informações coletadas em dezembro de 2022, antes do avanço das inteligências artificiais sobre a vida cotidiana.

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Microsoft cancela licenças do Claude Code para desenvolvedores

A Microsoft está cancelando a maioria das licenças do Claude Code da Anthropic e direcionando milhares de seus desenvolvedores para o GitHub Copilot CLI. A decisão marca o fim de um experimento de seis meses que permitiu que funcionários da empresa experimentassem a ferramenta de codificação baseada em inteligência artificial (IA).

A empresa havia aberto acesso ao Claude Code em dezembro, convidando milhares de desenvolvedores internos a usar a ferramenta de codificação da Anthropic diariamente. O objetivo era permitir que gerentes de projetos, designers e outros funcionários experimentassem programação pela primeira vez. Segundo fontes, o Claude Code se tornou muito popular dentro da Microsoft nos últimos seis meses.

Microsoft faz transição forçada para o GitHub Copilot CLI

  • Apesar da popularidade, a Microsoft está planejando remover a maioria das licenças do Claude Code e direcionar desenvolvedores para o Copilot CLI;
  • A ferramenta da Anthropic acabou prejudicando a adoção do novo GitHub Copilot CLI da Microsoft — uma versão de linha de comando do GitHub Copilot que funciona fora de aplicações de desenvolvimento, como o Visual Studio Code;
  • A equipe Experiences + Devices da Microsoft, que inclui engenheiros responsáveis pelo Windows, Microsoft 365, Outlook, Microsoft Teams e Surface, está encerrando o uso do Claude Code até o final de junho;
  • Fontes indicaram ao The Verge que os engenheiros estão sendo encorajados a migrar seus fluxos de trabalho para o GitHub Copilot CLI nas próximas semanas, antes do prazo final.

A Microsoft está comunicando aos funcionários que a decisão visa convergir para o Copilot CLI como principal ferramenta de interface de linha de comando across a divisão Experiences + Devices. No entanto, fontes revelam que a decisão também tem motivação financeira.

“Quando começamos a oferecer o Copilot CLI e o Claude Code, nosso objetivo era aprender rapidamente, avaliar as ferramentas em fluxos de trabalho de engenharia reais e entender o que melhor atendia às nossas equipes”, diz Rajesh Jha, vice-presidente executivo do grupo de experiências e dispositivos da Microsoft, em memorando interno visto pelo Notepad.

“O Claude Code foi uma parte importante desse aprendizado… Ao mesmo tempo, o Copilot CLI nos proporcionou algo especialmente importante: um produto que podemos ajudar a moldar diretamente com o GitHub para os repositórios, fluxos de trabalho, expectativas de segurança e necessidades de engenharia da Microsoft.”

A mudança do uso do Claude Code para o GitHub Copilot promete ser um processo complicado para os engenheiros da Microsoft. Nos últimos meses, a empresa vinha incentivando até mesmo funcionários sem experiência em programação a utilizarem o Claude Code, permitindo que profissionais, como designers e gerentes de projeto, criassem protótipos com a ferramenta.

Em um primeiro momento, a estratégia da Microsoft também previa que os funcionários utilizassem simultaneamente o Claude Code e o GitHub Copilot. O objetivo era comparar o desempenho das duas plataformas e coletar feedback interno sobre a experiência de uso.

Apesar do encerramento, a relação entre Anthropic e Microsoft segue inabalada – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Segundo o Verge, os próprios desenvolvedores da Microsoft passaram a demonstrar preferência pelo Claude Code em vez do GitHub Copilot CLI nos últimos meses. Ainda de acordo com o relato, persistem diferenças e limitações entre os dois produtos que agora precisam ser solucionadas pela companhia.

A Microsoft chegou a considerar a aquisição da Cursor — que, recentemente, fechou acordo de cooperação com a SpaceX — nos últimos meses como forma de diminuir a distância em relação ao GitHub Copilot.

Posteriormente, porém, a empresa teria começado a avaliar outras startups de IA para fortalecer suas ambições no setor e evitar possíveis obstáculos regulatórios. “Estamos trabalhando em estreita colaboração com o GitHub e continuamos a aprimorar o Copilot CLI para engenheiros da Microsoft”, afirma Jha.

“A equipe do GitHub já implementou melhorias significativas com base no feedback da Microsoft, e a Experiences + Devices continuará intimamente envolvida na definição do produto. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre o GitHub e a liderança da E+D: tornar o Copilot CLI a melhor experiência de programação orientada a agentes para engenheiros da Microsoft.

Os modelos da Anthropic continuarão acessíveis por meio do Copilot CLI, bem como modelos internos da Microsoft e a gama de modelos da OpenAI. A Microsoft também está incentivando os desenvolvedores a enviar relatórios de bugs e feedbacks sobre o Copilot CLI antes do fim do uso do Claude Code.

Leia mais:

Estreita parceria

A Microsoft se consolidou rapidamente, no início deste ano, como um dos principais clientes da Anthropic e, segundo relatos, chegou até mesmo a contabilizar a comercialização dos modelos de IA da empresa em suas próprias metas de vendas do Azure.

Em novembro, as duas companhias também firmaram um acordo que permite aos clientes do Microsoft Foundry acessar os modelos Claude Sonnet 4.5, Claude Opus 4.1 e Claude Haiku 4.5.

A decisão de cancelar as licenças do Claude Code não afeta o acordo envolvendo o Foundry. Ainda assim, funcionários da Microsoft continuam demonstrando preferência pelos modelos Claude em aplicações do Microsoft 365 e no Copilot, já que essas ferramentas têm apresentado desempenho superior ao das soluções da OpenAI em determinadas tarefas.

Recentemente, a Microsoft também colaborou de forma estreita com a Anthropic para integrar ao Microsoft 365 Copilot a tecnologia utilizada no Claude Cowork.

Com isso, cresce a pressão sobre a equipe do GitHub, pertencente à Microsoft, para aprimorar o Copilot CLI e, ao mesmo tempo, superar o Claude Code. No ano passado, a Microsoft informou que 91% de suas equipes de engenharia utilizavam o GitHub Copilot. Entretanto, o crescimento do uso do Claude Code nos últimos seis meses aparentemente afetou esse índice.

Agora, a empresa busca reverter esse cenário e fazer com que seus próprios engenheiros voltem a concentrar esforços no desenvolvimento de sua ferramenta de programação baseada em IA.

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A guerra no Oriente Médio já tem um vencedor. E não são os EUA nem o Irã

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A guerra entre Estados Unidos e Irã, deflagrada pelo presidente americano Donald Trump no fim de fevereiro, já tem um vencedor: as empresas de tecnologia que investem em inteligência artificial (IA). Pouco mais de dois meses após o início dos conflitos, que incluiu o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa quase um terço […]

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Lula rejeita IA em campanha e apoia restrição do TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (14) as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que limitam o uso de inteligência artificial (IA) durante as eleições de 2026. Durante agenda em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA), Lula afirmou que não aceitará o uso da tecnologia em sua campanha política.

A declaração foi feita durante a entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida. Ao comentar a resolução aprovada pelo TSE, o presidente disse que políticos precisam manter contato direto com os eleitores e criticou a possibilidade de utilização de conteúdos artificiais em campanhas eleitorais.

Declaração foi dada durante entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida – Imagem: SEAUD/PR

Lula cita risco de manipulação em campanhas

Ao falar sobre as restrições impostas pelo tribunal, Lula mencionou a possibilidade de criação de versões artificiais de candidatos para participação simultânea em eventos políticos.

“Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu tô lá, mas não tô”, declarou o presidente.

Na sequência, o petista afirmou que não pretende recorrer ao recurso em sua campanha. Segundo ele, “um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política”. Lula também defendeu que políticos precisam “olhar nos olhos do povo” para que os eleitores possam identificar quem está mentindo.

O presidente ainda associou o uso de IA em eleições à disseminação de conteúdos falsos e manipulações digitais. Para ele, a tecnologia pode acabar “servindo aos mentirosos” ao facilitar a criação de materiais enganosos.

Presidente questiona necessidade da IA nas eleições

Durante o discurso, Lula afirmou ter tomado conhecimento da medida na posse do ministro Nunes Marques como presidente do TSE, realizada na última terça-feira (12).

Segundo o presidente, embora a inteligência artificial tenha aplicações importantes em áreas como saúde, educação e tecnologia, ele questionou a necessidade de seu uso em campanhas eleitorais.

“Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa verdadeira de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”, afirmou.

Parte do público presente respondeu negativamente quando Lula perguntou se a IA seria necessária durante as eleições.

O que prevê a resolução do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral aprovou em março deste ano uma resolução com regras para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026.

Entre as medidas, o texto proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por IA nas 72 horas anteriores à votação e nas 24 horas seguintes ao pleito.

logo do tribunal superior eleitoral com um título de eleitor
Tribunal Superior Eleitoral aprovou uma resolução com regras para a propaganda eleitoral nas eleições de 2026 – Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock

A norma prevê, em caso de descumprimento, a remoção imediata do conteúdo ou até a indisponibilidade do serviço, por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.

A resolução também estabelece que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais.

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