Novo aplicativo do ChatGPT é (quase) um sistema operacional

A OpenAI anunciou não apenas novos modelos do ChatGPT, mas um novo aplicativo do chatbot para computadores, nesta quinta-feira (09). Na demonstração, o programa rodava num Mac, sistema operacional de computadores da Apple. Mas a empresa informou que a nova versão também vai chegar para Windows, da Microsoft.

Segundo a apresentação da empresa, o aplicativo vai funcionar quase como um sistema operacional em cima do sistema do computador em questão. Em tese, você vai conseguir usar a IA da OpenAI para orquestrar programas e arquivos. Isso por meio de comandos (prompts) que poderão ser escritos ou falados. A equipe fez questão de reforçar que você pode mandar áudios para o ChatGPT, tanto no celular quanto no computador.

O novo aplicativo está disponível globalmente, inclusive para quem apenas tem uma conta para usar o ChatGPT – isto é, não assina nenhum plano (os chamados “usuários gratuitos”).

Como é o novo aplicativo do ChatGPT para computadores

Entre os destaques do novo aplicativo do ChatGPT para computadores, estão:

  • Novos recursos de execução (Computer Use e Navegador Embutido): Exclusivamente no desktop, o ChatGPT agora conta com um navegador integrado para abrir e refinar arquivos (como Google Workspace e Microsoft 365) e a função “Computer Use”, que permite ao agente executar tarefas em segundo plano no seu computador (clicar, digitar e mover arquivos);
  • Unificação com o Codex: O aplicativo Codex, voltado para desenvolvedores, foi embutido no novo aplicativo. Os desenvolvedores podem manter o Codex como visualização padrão e usar seu ícone se preferirem;
  • Renomeação da versão antiga: A versão anterior do aplicativo de computador passa a se chamar “ChatGPT Classic”.

Quem usava o aplicativo do Codex não vai precisar baixar outro aplicativo. Basta atualizar o programa normalmente como você já fazia. O aplicativo do Codex será convertido automaticamente no novo aplicativo do ChatGPT para desktop. E você vai poder manter o visual e o ícone antigos do Codex, se preferir. Já quem usava o aplicativo padrão do ChatGPT para computador vai precisar migrar para a versão atualizada, sim. Isto é, baixar o novo aplicativo.

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OpenAI anuncia ChatGPT Work, que foca em produtividade no trabalho

Nesta quinta-feira (9), a OpenAI anunciou o ChatGPT Work, versão laboral de sua inteligência artificial (IA) que pode executar tarefas em diferentes aplicativos e arquivos.

O novo agente de IA integrado ao ChatGPT foi desenvolvido para executar tarefas complexas de forma autônoma, utilizando aplicativos, arquivos e fluxos de trabalho conectados pelo usuário.

Segundo a empresa, a ferramenta é capaz de permanecer trabalhando em um projeto por horas, dividir atividades em etapas menores e entregar materiais concluídos, como planilhas, apresentações, documentos e aplicativos web.

O lançamento representa uma expansão das capacidades do ChatGPT, que passa a ir além da resposta a perguntas para realizar trabalho prático em diferentes plataformas, incluindo web, dispositivos móveis e computadores. A novidade incorpora a tecnologia do Codex e é alimentada pelo novo modelo GPT-5.6, também apresentado nesta quinta pela OpenAI.

Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

GPT-5.6 impulsiona o novo agente

  • De acordo com a empresa, o ChatGPT Work utiliza o GPT-5.6 para lidar com tarefas que exigem múltiplas etapas de raciocínio e produzir materiais seguindo modelos, arquivos de referência e padrões fornecidos pelos usuários;
  • A OpenAI afirma que a melhor forma de aprender a utilizar o recurso é delegando atividades que o usuário já conhece, como analisar variações de orçamento no fechamento do mês, transformar materiais de origem em um briefing de campanha de marketing ou preparar uma reunião de vendas;
  • Durante a execução, é possível acompanhar o progresso, responder perguntas feitas pelo agente, alterar o direcionamento do trabalho e aprovar ações consideradas importantes;
  • A empresa também destaca que o ChatGPT Work pode assumir fluxos completos de trabalho com um único comando;
  • Como exemplo, cita a possibilidade de transformar pesquisas com clientes em um briefing de campanha, criar materiais de marketing a partir desse documento e adaptar esses conteúdos para diferentes mercados, preservando o contexto ao longo de todas as etapas.

Tarefas podem continuar mesmo sem o usuário

Outro recurso apresentado são as Tarefas Agendadas, que permitem ao ChatGPT Work continuar executando atividades mesmo quando o usuário está longe do computador ou do celular.

Segundo a OpenAI, o agente pode, por exemplo, transformar automaticamente novas mensagens recebidas no Microsoft Teams e no Slack em documentos ou apresentações atualizadas e compartilhar alterações relevantes com a equipe.

A empresa afirma que praticamente 100% de suas equipes internas, incluindo os departamentos financeiro e de vendas, já utilizam o ChatGPT Work e o Codex para acelerar processos, enfrentar tarefas mais complexas e dedicar mais tempo ao atendimento de clientes.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

OpenAI relata ganhos internos

A OpenAI compartilhou exemplos de uso interno da plataforma.

Na área de vendas, o ChatGPT Work teria transformado uma conversa inicial com um cliente em uma prova de conceito personalizada para um problema considerado crítico em menos de 24 horas, um processo que normalmente levaria semanas.

Segundo a empresa, o agente estruturou anotações, encaminhou a solicitação para um arquiteto de soluções e colaborou com a equipe técnica, permitindo que o responsável comercial permanecesse focado no relacionamento com o cliente.

Já na área financeira, a OpenAI afirma que o agente reduziu processos de fechamento mensal e previsão financeira de dias para horas ao ajudar equipes a localizar dados de origem, transferi-los para Excel ou Google Planilhas, conciliá-los, criar apresentações e verificar os resultados. Com isso, o time financeiro passou a dedicar mais tempo à análise das mudanças nas projeções e ao suporte estratégico aos gestores.

Disponibilidade começa pelos planos pagos

O ChatGPT Work começou a ser distribuído para usuários dos planos Pro, Enterprise e Edu nas versões web e móvel. Segundo a OpenAI, a novidade também chegará aos planos Plus e Business nos próximos dias.

No aplicativo para desktop, os modos Chat, Work e Codex passam a estar disponíveis em todos os planos, incluindo o gratuito, com distribuição global para computadores Windows e Mac.

Aplicativo para desktop ganha novos recursos

A OpenAI também atualizou o aplicativo de desktop do ChatGPT para ampliar sua integração com o computador do usuário.

Segundo a empresa, o software agora pode utilizar arquivos locais e aplicativos instalados para executar tarefas. Além disso, ganhou um navegador integrado que permite acessar sites, ferramentas online e arquivos hospedados na internet dentro da própria aplicação.

A companhia informou ainda que o aplicativo Codex será incorporado ao novo ChatGPT para desktop. Embora permaneça como um agente voltado ao desenvolvimento de software, o Codex passa a oferecer recursos adicionais, incluindo edição de código diretamente em diferenças (“diffs”), revisão de pull requests na barra lateral, uso mais rápido do computador impulsionado pelo GPT-5.6 e suporte a múltiplos repositórios em um mesmo projeto.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Plugins ampliam integração com ferramentas corporativas

Para utilizar o ChatGPT Work, os usuários podem conectar aplicativos e sistemas por meio de plugins.

Segundo a OpenAI, esses plugins permitem integrar o ChatGPT a serviços, como Slack, Microsoft Teams, Google Drive, SharePoint, e-mail, calendários, CRMs, rastreadores de projetos e outras ferramentas internas.

A empresa afirma que o ChatGPT identifica automaticamente quando deve utilizar um plugin com base no comando recebido, embora também seja possível indicar manualmente uma aplicação digitando “@” seguido do nome do aplicativo durante a conversa.

Depois de conectadas, essas ferramentas permitem que o agente compreenda o contexto do trabalho, reúna informações relevantes, produza documentos, apresentações e análises, além de continuar refinando rascunhos em segundo plano enquanto o usuário mantém o controle do processo.

ChatGPT passa a criar sites e aplicativos web

A OpenAI também anunciou o Sites, recurso disponibilizado em beta pública dentro do ChatGPT. Com ele, usuários poderão transformar ideias ou projetos em sites interativos ou aplicativos web compartilháveis por meio de uma URL.

Segundo a empresa, o recurso pode ser utilizado para criar dashboards ao vivo, rastreadores de projetos, calendários de lançamento, protótipos, portais internos e relatórios interativos. Os projetos podem ser testados diretamente no ChatGPT e atualizados automaticamente conforme as informações de origem forem modificadas.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Automação de tarefas repetitivas

A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi desenvolvido para assumir tarefas repetitivas e liberar os usuários para atividades consideradas mais importantes.

As Tarefas Agendadas podem executar ações únicas, repetidas em horários programados, acionadas por eventos específicos ou voltadas ao monitoramento contínuo de alterações.

Entre os exemplos apresentados pela empresa estão:

  • Revisar semanalmente atualizações do Slack e atualizar a pauta de reuniões recorrentes;
  • Monitorar sites e painéis diariamente, resumindo mudanças e enviando relatórios;
  • Acompanhar novos comentários de clientes e transformá-los em ideias priorizadas para produtos;
  • Atualizar apresentações automaticamente quando novos comentários forem recebidos por e-mail.

Segundo a OpenAI, o usuário continua definindo quais recursos o ChatGPT pode acessar, quando o agente deve solicitar confirmação e em quais situações será necessária aprovação antes da execução de determinadas ações.

Navegador integrado e controle do computador

No desktop, o ChatGPT também passa a contar com um navegador integrado para realizar pesquisas, utilizar ferramentas online e editar trabalhos baseados na web.

A empresa afirma que os usuários poderão solicitar pesquisas de mercado, comparar fontes, extrair informações de sites e abrir arquivos do Google Workspace e do Microsoft 365 diretamente dentro do aplicativo.

Outra novidade é o recurso Uso do Computador, que permite ao ChatGPT utilizar o computador do usuário para executar tarefas em segundo plano, incluindo clicar, digitar e mover arquivos entre aplicativos, ferramentas e navegadores. Esse recurso pode ser utilizado tanto em atividades únicas quanto em tarefas recorrentes programadas.

A OpenAI informou ainda que sua extensão para o Google Chrome será atualizada para permitir o uso do ChatGPT diretamente na barra lateral do navegador. Como consequência dessa integração, o navegador Atlas será descontinuado gradualmente, e a empresa promete divulgar orientações para a migração dos usuários.

Segurança e controles administrativos

Para organizações, a OpenAI afirma que o ChatGPT Work utiliza a infraestrutura de segurança, privacidade, conformidade e gerenciamento de ambientes já presente no ChatGPT Enterprise.

Administradores das versões Enterprise e Edu poderão controlar centralmente quem tem acesso ao agente, quais informações corporativas poderão ser utilizadas, quais ferramentas poderão ser conectadas e quais ações poderão ser executadas.

A empresa destaca ainda a Compliance API, criada para fornecer visibilidade sobre conversas e ações realizadas pelo ChatGPT Work em larga escala.

Os controles administrativos também permitem gerenciar plugins, acesso ao navegador, políticas de rede, restrições de ações sensíveis e regras específicas para o uso de arquivos locais, aplicativos e ferramentas conectadas.

Outro recurso anunciado é o Auto-review, que utiliza os modelos mais avançados da OpenAI para revisar automaticamente ações importantes envolvendo ferramentas conectadas e APIs antes de sua execução.

Segundo a empresa, durante testes de segurança, o sistema bloqueou 100% das tentativas de extração de dados protegidos, incluindo ataques que o modelo responsável pela revisão não havia encontrado durante o treinamento.

Exemplo de uso do ChatGPT Work
Exemplo de uso do ChatGPT Work – Imagem: Divulgação/OpenAI

Uso varia conforme a complexidade das tarefas

A OpenAI afirma que o ChatGPT Work foi projetado para tarefas mais longas e complexas do que uma conversa tradicional.

Por isso, o consumo de uso varia de acordo com a quantidade de trabalho executado, sendo que atividades mais complexas podem utilizar uma parcela maior da franquia incluída em cada plano. A empresa informa que o ChatGPT Work segue a mesma estrutura de consumo já utilizada pelo Codex.

Administradores dos planos Enterprise e Edu também poderão configurar controles de gastos no console administrativo, estabelecendo limites por ambiente de trabalho, grupos ou usuários individuais, além de analisar solicitações de créditos adicionais acompanhadas das justificativas e detalhes dos projetos enviados pelos usuários.

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OpenAI lança novo ChatGPT; saiba o que muda

A OpenAI está apresentando nesta quinta-feira (09) uma nova versão do ChatGPT. Estamos falando da versão GPT‑5.6.

São três modelos:

  • Sol: o mais potente
  • Luna: um modelo rápido e acessível
  • Terra: um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano.

A apresentação da OpenAI acontece neste momento:

O CEO da OpenAI, Sam Altman, disse à CNBC que o GPT-5.6 Sol é 54% mais eficiente em termos de tokens em tarefas de codificação agêntica e que é “tão bom ou melhor” do que os modelos concorrentes no mercado.

“Todas as empresas agora estão pensando em gastos e no valor que estão obtendo em troca de IA, e é isso que realmente queremos fazer”, disse Altman.

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Claude ganha painel para te ajudar a usar menos… o Claude

A Anthropic lançou o Reflect nesta quinta-feira (09), um painel em beta que permite aos usuários acompanhar e refletir sobre como usam o Claude. A ironia está no objetivo: a ferramenta foi criada não para incentivar mais tempo com a IA, mas para ajudar o usuário a decidir quando usar menos.

O recurso está disponível para contas gratuitas, Pro e Max, com a memória ativada. Para acessar, basta abrir as configurações do Claude na versão web ou no aplicativo desktop e selecionar a aba Reflect.

Interface do Reflect, novo recurso do Claude disponível nas configurações do aplicativo, com resumo em texto e gráfico de uso por período. – Anthropic / Divulgação

Como o painel funciona

O Reflect funciona de forma parecida com o Spotify Wrapped ou o Screen Time da Apple, segundo o Engadget: resume o que você fez, quando fez e por quanto tempo – e convida você a questionar se isso faz sentido para os seus objetivos.

Na parte superior do painel, há um resumo em texto das interações recentes. É possível escolher entre os últimos um, três, seis ou 12 meses de uso. Abaixo, o painel mostra o dia mais ativo, o horário de pico e o total de conversas no período, com representação visual dos dados.

A exibição do tempo total gasto com o Claude ainda não está disponível, e isso é intencional. Segundo Ryn Linthicum, diretora de política de bem-estar da Anthropic, em entrevista ao Engadget, o tempo de uso é um dado que a empresa “não queria maximizar”. A empresa planeja torná-lo disponível no futuro para que os usuários possam usá-lo junto com as configurações de gestão de uso.

Pausas e limites que o usuário controla

Dentro do painel, é possível configurar horários silenciosos e definir um lembrete para pausar o uso após um determinado período. Ambas as opções são apenas sugestões – podem ser dispensadas se o usuário estiver no meio de uma tarefa.

O painel também faz perguntas periódicas para provocar reflexão, como: “O que você quer continuar fazendo sozinho, mesmo que o Claude possa fazer mais rápido?” As respostas podem ser discutidas diretamente com o Claude.

Painel mostra dia mais ativo, horário de pico e total de conversas, e permite configurar horários silenciosos e lembretes de pausa.
Painel mostra dia mais ativo, horário de pico e total de conversas, e permite configurar horários silenciosos e lembretes de pausa. – Anthropic / Divulgação

Recomendações de uso mais eficiente

Uma das seções mais práticas do Reflect é a de recomendações baseadas no comportamento identificado. Se o sistema percebe que o usuário frequentemente restabelece o mesmo contexto ao começar uma conversa, por exemplo, sugere criar um Projeto para agrupar as interações relacionadas.

As sugestões seguem o que a Anthropic chama de Framework 4D de Fluência em IA, desenvolvido em parceria com pesquisadores: Delegação, Descrição, Discernimento e Diligência – cada dimensão relacionada a como o usuário toma decisões antes, durante e depois de interagir com a IA.

“Fomos muito intencionais em construir [o painel] com foco em como podemos aprimorar o uso das pessoas, não de uma forma que as incentive a passar mais tempo com ele, mas que as ajude a ser mais eficientes em atingir seus objetivos – e, com sorte, sair do Claude ou preservar as coisas sobre as quais querem pensar por si mesmas”, disse Linthicum ao Engadget.

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Seção “What you spent time on” mostra distribuição percentual dos temas abordados nas conversas com o Claude no período selecionado. – Anthropic / Divulgação

Privacidade

O Reflect não inclui conversas em modo anônimo nem arquivos conectados por ferramentas externas. Conversas vinculadas a integrações de saúde também ficam de fora. As informações geradas pelo painel não são usadas para nenhuma outra finalidade pela Anthropic.

O recurso foi desenvolvido com consultoria de especialistas do MIT Media Lab, do Digital Wellness Lab do Boston Children’s Hospital e do Family Online Safety Institute.

A disponibilidade para mobile e para conversas do Cowork está prevista para versões futuras.

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ChatGPT mais poderoso chega hoje; saiba o que esperar

A OpenAI vai lançar publicamente a mais recente versão do ChatGPT nesta quinta-feira (9).

O anúncio foi feito pela própria startup no X:

Estamos falando do modelo GPT 5.6, o mais poderoso da desenvolvedora. No mês passado, a apresentação da tecnologia foi adiada a pedido do governo dos Estados Unidos.

A preocupação da Casa Branca com segurança nacional e com o uso indevido de sistemas de IA avançados é algo crescente.

Agora, segundo a Axios, o governo Trump deu sinal verde para o lançamento em larga escala.

A OpenAI havia limitado o acesso a um pequeno grupo de parceiros e os dados foram compartilhados com autoridades. Três modelos serão apresentados:

  • Sol: o mais potente
  • Terra e Luna: de custo mais acessível.

Em uma prévia publicada no blog da OpenAI, a startup antecipou o seguinte:

Estamos iniciando uma prévia limitada da série GPT‑5.6: Sol, nosso modelo principal; Terra, um modelo equilibrado para o trabalho cotidiano; e Luna, um modelo rápido e acessível. O Terra tem desempenho competitivo em relação ao GPT‑5.5, sendo 2 vezes mais barato, e o Luna oferece forte capacidade pelo nosso menor custo.

O GPT‑5.6 Sol chega com nosso stack de segurança mais robusto até hoje. Reforçamos as proteções para atividades de maior risco, solicitações cibernéticas sensíveis e uso indevido repetido, e passamos várias semanas encontrando fraquezas, submetendo nosso sistema a testes de pressão e fortalecendo-o contra ataques do mundo real.

OpenAI, em post no blog da startup

A empresa ainda descreveu o GPT‑5.6 Sol como seu “modelo mais forte até agora” e destacou suas “capacidades agênticas aprimoradas em programação, biologia e cibersegurança”.

A geopolítica das IAs

Estados Unidos e China estão numa disputa tecnológica intensa em que a IA é protagonista. Modelos de inteligência artificial avançados poderiam acelerar ciberataques em setores consolidados há décadas e com uma infraestrutura totalmente interligada.

Diante disso, a Casa Branca vem fiscalizando novos modelos de inteligência artificial para identificar eventuais ameaças.

A maior preocupação é de que a tecnologia seja usada para fins militares por outros países – como China e Rússia.

Em Pequim, a estratégia não muda muito. O governo vem dialogando com as principais empresas do setor para restringir o acesso estrangeiro aos modelos de ponta do país, segundo a Reuters.

Vale lembrar

  • Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que cria um marco voluntário para permitir que o governo federal avalie novos sistemas de IA antes de seu lançamento.
  • Na semana passada, os modelos Fable 5 e Mythos 5, da Anthropic, voltaram a ficar disponíveis depois que o governo dos Estados Unidos suspendeu os controles de exportação aplicados à startup. A mudança ocorre menos de três semanas após as restrições impostas por razões de segurança nacional.
  • As restrições haviam sido determinadas em 12 de junho e obrigaram a Anthropic a desativar os dois modelos para todos os usuários, já que não havia como verificar a nacionalidade de cada pessoa em tempo real.
  • Depois de implementar novas salvaguardas, a empresa recebeu autorização para retomar o acesso. O Mythos 5 foi disponibilizado gradualmente para parceiros nacionais e internacionais, enquanto o Fable 5, desenvolvido para o público em geral, está disponível desde o último dia 1º.
  • Pela mesma lógica, a OpenAI não colocou o GPT-5.6 nas mãos de todos os usuários de uma só vez.

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Grok 4.5 chega com promessa de virar o jogo na IA

A SpaceXAI lançou nesta quarta-feira (8) o Grok 4.5, sua nova geração de modelo de inteligência artificial, com a proposta de atender tarefas como programação, criação de aplicativos, pesquisas, produção de textos e atividades administrativas.

A companhia afirma que a nova versão combina desempenho elevado com maior economia no uso de tokens, recurso utilizado para medir o processamento de informações por modelos de IA. Segundo a empresa, o sistema alcança eficiência duas vezes superior à de outros modelos líderes.

A apresentação ocorre poucas semanas após a abertura de capital da SpaceXAI e coloca o Grok 4.5 em meio a uma disputa por espaço entre grandes desenvolvedoras de inteligência artificial, em um período marcado pelo lançamento de novos modelos concorrentes.

Novo modelo aposta em custo menor para enfrentar rivais de inteligência artificial

Chamada de “Grokking”, prática combina engenharia social e inteligência artificial – Imagem: Algi Febri Sugita / Shutterstock

De acordo com a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi desenvolvido para funcionar como uma ferramenta ampla de produtividade, capaz de lidar com diferentes tipos de trabalho intelectual que empresas do setor de tecnologia buscam automatizar.

A companhia divulgou resultados de testes de desempenho que, segundo seus próprios dados, indicam que o modelo se aproxima dos principais sistemas disponíveis no mercado, embora ainda não apareça como líder absoluto nos rankings apresentados.

O fundador da SpaceXAI, Elon Musk, comparou o lançamento ao Opus, modelo da Anthropic voltado para tarefas complexas. Em uma publicação na rede social X, plataforma que pertence à SpaceXAI, Musk afirmou que o Grok 4.5 teria capacidade semelhante à categoria Opus, mas com vantagens em velocidade, eficiência e preço.

Em outra declaração publicada pelo executivo, ele avaliou que o novo sistema teria desempenho próximo ao Opus 4.7, mas com funcionamento mais rápido. Para Musk, a combinação entre capacidade técnica, agilidade e menor custo seria o principal diferencial competitivo do produto.

A empresa informou que o Grok 4.5 será oferecido pelo valor de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. A estrutura de preços apresentada busca destacar uma vantagem econômica diante de modelos concorrentes.

Como comparação, o artigo aponta que o Opus 4.7 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de tokens de saída. Já a OpenAI trabalha com valores diferentes conforme a versão do modelo: o Sol, sua opção mais cara, tem custo de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna aparece com US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída.

O lançamento do Grok 4.5 acontece em uma semana de movimentação intensa no setor. A OpenAI também planeja apresentar o GPT 5.6, descrito pela empresa como seu modelo mais avançado até então. Segundo o texto, a chegada dessa versão havia sido limitada anteriormente pelo governo Trump devido a preocupações relacionadas à segurança.

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Conheça o Video Remix, nova ferramenta do Google para editar vídeos com IA

Nesta quarta-feira (8), o Google anunciou uma nova função de edição de vídeos com inteligência artificial voltada a assinantes de seus serviços de IA. A ferramenta permite alterar gravações salvas no Google Fotos por meio de comandos em linguagem natural.

Chamado de Video Remix, o recurso utiliza o modelo Gemini Omni para aplicar transformações visuais em vídeos existentes. A novidade começou a ser disponibilizada para usuários nos Estados Unidos e em outros países selecionados.

A proposta da empresa é facilitar modificações que antes exigiam programas especializados de edição, oferecendo opções automáticas para mudar elementos visuais das gravações em poucos segundos.

Como funciona a nova ferramenta de edição

Entre uma das funcionalidades do app está a edição rápida e fácil de vídeos individuais
(Imagem: dennizn/Shutterstock)

O Video Remix está disponível dentro da aba Create, área do Google Fotos dedicada à criação de conteúdos. Nela, os usuários encontram modelos prontos que servem como ponto de partida para transformar seus vídeos.

Entre as possibilidades apresentadas pela empresa estão alterações como aplicar aparência de aquarela, melhorar a iluminação de uma cena escura ou substituir o cenário de uma gravação por outro ambiente.

De acordo com o Google, o processamento ocorre em poucos segundos após o usuário enviar uma solicitação, permitindo que a inteligência artificial faça ajustes sem a necessidade de dominar softwares tradicionais de edição.

Gemini Omni é a base tecnológica do recurso

Apresentação do Gemini Omni durante o evento Google I/O
Gemini Omni – Imagem: Google

A nova ferramenta é alimentada pelo Gemini Omni, modelo anunciado pelo Google em maio deste ano. A companhia apresentou a tecnologia como uma evolução voltada principalmente para a criação e manipulação de vídeos.

Segundo a empresa, o modelo consegue interpretar uma variedade maior de entradas e compreender melhor características físicas presentes nas cenas, como efeitos relacionados à gravidade e ao movimento, o que ajudaria a produzir resultados mais realistas.

O sistema também permite a inclusão do próprio usuário em vídeos por meio de um avatar digital criado para essa finalidade. Esse recurso utiliza a marca d’água da ferramenta SynthID, desenvolvida pelo Google.

Disponibilidade para assinantes

O Video Remix começou a ser liberado em 8 de julho de 2026 para clientes dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra. A distribuição inicial contempla os Estados Unidos e alguns mercados selecionados pela empresa.

A chegada da ferramenta amplia a presença de recursos de inteligência artificial dentro do Google Fotos, com foco em automatizar processos de edição que tradicionalmente dependiam de conhecimento técnico em programas específicos.

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IA pode virar motivo de término? Estudo revela reação de casais

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de produtividade e passou a ocupar espaço também na vida afetiva de algumas pessoas. Com isso, surgiu uma nova discussão: conversar, flertar ou criar laços emocionais com uma IA pode ser considerado traição?

Uma pesquisa com 1.815 adultos canadenses revelou que cerca de metade dos participantes vê o uso de companheiros românticos de IA como uma forma de infidelidade, principalmente quando a interação é escondida do parceiro.

Sempre disponíveis para conversar, essas IAs conquistam usuários em busca de atenção, apoio e conexão digital. – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Companheiros virtuais se tornam parte da rotina

Os chamados companheiros românticos de IA são sistemas digitais capazes de conversar, flertar e adaptar suas respostas ao usuário. De acordo com o artigo publicado pelo The Conversation, a quantidade de aplicativos desse tipo cresceu 700% entre 2022 e 2025.

O avanço dessas plataformas acompanha uma busca por conexões disponíveis a qualquer momento. Diferentemente de outros serviços digitais, elas foram criadas para estimular conversas contínuas e uma sensação de proximidade.

Os autores destacam que “elas são sempre disponíveis, altamente personalizáveis e oferecem uma sensação constante de serem ouvidos, desejados e compreendidos”.

Essa proximidade faz com que algumas pessoas passem a enxergar a interação de maneira semelhante a um relacionamento humano. O artigo cita pesquisas segundo as quais 21% dos usuários de IA romântica preferem essa experiência de “alma gêmea definitiva” em comparação com uma interação com um parceiro real.

Entre os principais motivos que levam usuários a buscar esses companheiros virtuais estão:

  • Disponibilidade permanente para conversar e interagir.
  • Possibilidade de personalizar características da IA.
  • Sensação de validação emocional e compreensão.
  • Exploração de fantasias ou conversas íntimas.
  • Busca por apoio emocional em momentos de solidão.
Homem usando celular para trair virtualmente a companheira
A tecnologia que promete companhia também abre um debate: onde termina a privacidade e começa a traição? – Imagem: fizkes/Shutterstock

A IA virou uma nova fronteira para a infidelidade?

O estudo buscou entender como as pessoas interpretam esse tipo de comportamento dentro de relações amorosas. Os resultados indicaram que aproximadamente três quartos dos entrevistados teriam uma reação negativa ao descobrir que o parceiro mantém esse tipo de interação.

A avaliação foi semelhante à feita sobre situações envolvendo aplicativos de relacionamento e webcam, que contam com a participação de outra pessoa. As respostas também foram mais negativas do que em casos envolvendo tecnologias como pornografia criada por IA e brinquedos sexuais.

Outro dado chamou atenção: quase dois terços dos usuários de companheiros românticos de IA disseram esconder essa prática do parceiro.

Homem segurando um cartaz escrito
Para alguns casais, a IA pode ser apoio emocional; para outros, representa quebra de confiança. – Imagem: AndriiKoval/Shutterstock

Privacidade ou segredo? O limite ainda está em debate

A percepção sobre o tema muda conforme o perfil dos participantes. Mulheres cisgênero foram cerca de duas vezes mais propensas que homens cisgênero a considerar o uso dessas ferramentas uma traição. Participantes da geração Z também tiveram avaliações mais negativas.

Leia mais:

Já pessoas em relacionamentos não monogâmicos apresentaram cerca de metade da probabilidade de interpretar esse comportamento como infidelidade, em comparação com participantes de relações monogâmicas.

Os autores destacam que os resultados ainda são preliminares. “A distinção entre privacidade e segredo é especialmente importante aqui”.

O debate, portanto, não envolve apenas a tecnologia em si, mas o significado que cada casal atribui a esse tipo de interação. Enquanto alguns podem enxergar a IA como apoio emocional, outros podem interpretar a prática como afastamento ou quebra de confiança.

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Vazamento revela planos da Amazon para criar a Alexa mais inteligente da história

A Amazon está desenvolvendo uma nova atualização para sua assistente virtual Alexa, focada em recursos de inteligência artificial (IA) agêntica, capaz de executar múltiplas tarefas em uma única solicitação do usuário.

Segundo documentos internos obtidos pelo Business Insider, o projeto, conhecido pelo codinome Moonraker, também se tornou uma das iniciativas mais caras da reformulação da Alexa+, com custos projetados superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) apenas em GPUs ao longo de 2026.

De acordo com a publicação, a proposta do Moonraker é ampliar as capacidades da atual Alexa+, permitindo que a assistente realize interações mais complexas e lide com diversos pedidos simultaneamente.

Os documentos citam como exemplo um comando em que o usuário pede para a Alexa reservar uma corrida e, ao mesmo tempo, enviar uma mensagem para um amigo. Em vez de responder a apenas um comando, a nova tecnologia foi projetada para executar várias ações relacionadas dentro de uma única interação.

Amazon quer competir na corrida da IA agêntica

O desenvolvimento do Moonraker posiciona a Amazon na disputa pelo mercado de assistentes baseados em IA agêntica, segmento no qual empresas, como OpenAI, Google e Anthropic, já oferecem modelos capazes de navegar pela internet e concluir fluxos de trabalho compostos por várias etapas.

Atualmente, a Alexa+ já permite que usuários reservem corridas ou comprem ingressos por meio de parceiros, como Uber e Ticketmaster. Com o Moonraker, a empresa pretende expandir essas capacidades para que diversas ações sejam concluídas a partir de um único pedido.

Projeto pode custar mais de R$ 516 milhões

  • Os documentos internos também revelam o alto custo da iniciativa;
  • Um dos planejamentos analisados pelo Business Insider classifica o Moonraker como a nova iniciativa de maior custo da Alexa+, estimando gastos superiores a US$ 100 milhões (R$ 516,1 milhões) em GPUs durante 2026;
  • O mesmo documento sugere que uma forma de aliviar a pressão financeira seria adiar o projeto ou reduzir seu escopo;
  • Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, ouvida pela publicação, alguns executivos da Amazon acreditam que a empresa gastou recursos demais nos modelos de IA que alimentam a versão atual da Alexa. O custo operacional desses modelos teria se tornado uma preocupação crescente dentro da companhia;
  • De acordo com o Business Insider, essa pressão reflete um movimento mais amplo observado no Vale do Silício, em que empresas enfrentam o aumento dos custos para desenvolver e operar sistemas avançados de IA.

Outro conjunto de documentos, datado do fim de 2025, mostra que a Amazon planejava utilizar centenas de GPUs da Nvidia para dar suporte ao Moonraker.

Os registros também indicam que a empresa empregava um modelo Sonnet, da Anthropic, para testar recursos de raciocínio avançado e respostas visuais enquanto engenheiros preparavam o sistema para uma expansão mais ampla.

Alexa+ está em implantação no Brasil – Imagem: Koshiro K/Shutterstock

Alexa+ ainda enfrenta dificuldades

A Alexa+ foi lançada oficialmente em todo o território dos Estados Unidos apenas no início de 2026. Em países como o Reino Unido e Brasil, a assistente continua disponível em acesso antecipado. A implementação, porém, não ocorreu sem problemas.

Segundo o Business Insider, a Amazon adiou diversas vezes o lançamento da Alexa+ antes de ampliar sua disponibilidade nos Estados Unidos. A publicação afirma que testes internos identificaram dificuldades como alucinações e respostas inconsistentes. Em um dos relatos, um funcionário afirmou que a Alexa desligou por engano o filtro de um aquário, causando a morte dos peixes.

Usuários também relataram dificuldades da assistente para executar solicitações básicas que não aconteciam em versões anteriores.

Em uma avaliação inicial publicada no ano passado pelo Engadget, a jornalista Cherlynn Low elogiou a melhora na capacidade de conversação da Alexa+, mas observou que a assistente frequentemente apresentava dificuldades para lembrar conversas anteriores e solicitações feitas em aplicativos como o Uber.

Amazon continua investindo na Alexa+

Apesar dos desafios e dos elevados custos, a Amazon segue ampliando os recursos da Alexa+. Em fevereiro, a empresa lançou três novos estilos de personalidade para personalizar a forma como a assistente interage com os usuários. Posteriormente, também adicionou uma opção que torna a Alexa mais irreverente e com linguagem mais agressiva.

Nos últimos meses, a companhia ainda incorporou pedidos de entrega de comida em linguagem natural por meio de aplicativos, como GrubHub e Uber Eats.

Em sua mais recente carta anual aos acionistas, o CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou que os clientes estão conversando com a Alexa+ duas vezes mais do que anteriormente e realizando três vezes mais pedidos de compras online.

Segundo ele, “a Alexa ainda está no início de sua jornada para se tornar a melhor assistente pessoal do mundo”. Procurada pelo Business Insider, a Amazon se recusou a comentar o projeto Moonraker.

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Novo ChatGPT Voice ouve e responde ao mesmo tempo; veja como

O ChatGPT ganhou uma nova geração de voz. A OpenAI lançou o GPT-Live, modelo que permite ao sistema ouvir e responder ao mesmo tempo, tornando os diálogos com inteligência artificial mais rápidos e naturais.

A novidade chega ao ChatGPT Voice com melhorias na compreensão de pausas, interrupções e tarefas complexas, sem quebrar o ritmo da conversa.

OpenAI apresenta o GPT-Live, tecnologia criada para tornar diálogos com inteligência artificial mais próximos de uma conversa real. – Imagem: arda savasciogullari/Shutterstock

Nova arquitetura muda a experiência de falar com IA

O GPT-Live usa uma arquitetura full-duplex, que permite processar a fala do usuário enquanto gera respostas. Na prática, a IA consegue acompanhar o diálogo, esperar quando necessário e até reagir com expressões como “mhmm” ou “yeah”.

A mudança elimina uma das principais limitações dos modelos anteriores: a necessidade de esperar cada turno terminar antes de responder. O resultado é uma troca mais próxima de uma conversa em tempo real.

Segundo a OpenAI, o GPT-Live é seu modelo de voz mais inteligente até agora. Quando uma pergunta exige pesquisa na web, raciocínio mais profundo ou tarefas complexas, o sistema pode encaminhar o trabalho para modelos avançados em segundo plano e trazer a resposta durante a conversa.

No lançamento, o GPT-Live utiliza o GPT-5.5 como modelo de apoio.

Entre os principais recursos da nova experiência estão:

  • Conversas mais naturais, com melhor compreensão de pausas e interrupções.
  • Respostas mais inteligentes para perguntas complexas.
  • Melhor escuta em ambientes com ruídos.
  • Integração com busca, memória, imagens e envio de arquivos.
  • Exibição de respostas visuais durante conversas por voz.
Homem conversando por áudios com ChatGPT no celular
O novo ChatGPT Voice pode reagir com expressões como “mhmm” e “yeah” para mostrar que acompanha o diálogo. – Imagem: Rokas Tenys/Shutterstock

GPT-Live supera limitações dos modelos anteriores

Antes da novidade, o ChatGPT Voice funcionava com sistemas que dividiam o processo em etapas. Um modelo transformava a fala em texto, outro gerava a resposta e um terceiro convertia o resultado novamente em voz.

Essa abordagem possibilitou as primeiras conversas por voz com IA avançada, mas também podia causar atrasos e perda de informações durante o processamento.

O Advanced Voice Mode trouxe melhorias ao concentrar áudio e resposta em um único modelo. Ainda assim, o sistema continuava dependente de turnos: era preciso esperar o usuário terminar de falar para responder.

Com o GPT-Live, a OpenAI afirma que o modelo pode decidir várias vezes por segundo se deve falar, continuar ouvindo, pausar, interromper ou usar uma ferramenta.

Montagem com celular mostrando uma das novas vozes do ChatGPT
A nova tecnologia da OpenAI mantém a conversa enquanto tarefas complexas são processadas em segundo plano. – Imagem: Divulgação/OpenAI

Segurança recebe novos controles no recurso

A OpenAI também criou proteções específicas para conversas por voz. Os testes foram ampliados para avaliar riscos relacionados a psicose e mania, dependência emocional da IA, violência e conteúdo sexual.

Segundo a empresa, o GPT-Live teve desempenho igual ou superior ao Advanced Voice Mode na maioria das avaliações realizadas.

Leia mais:

A companhia afirma ainda que o recurso foi desenvolvido para conversas, não para imitação de vozes reais. O sistema utiliza vozes predefinidas no ChatGPT e possui proteções para impedir a reprodução da voz de uma pessoa específica.

O GPT-Live começa a ser disponibilizado globalmente para usuários do ChatGPT em iOS, Android e ChatGPT.com. O GPT-Live-1 será o modelo padrão para assinantes Go, Plus e Pro, enquanto o GPT-Live-1 mini será usado por contas gratuitas.

A OpenAI informa que recursos como vídeo e compartilhamento de tela por voz ainda não estarão disponíveis no lançamento, mas estão em desenvolvimento.

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