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A guerra entre Irã e EUA “atinge” data centers no Oriente Médio. E a Amazon é a primeira vítima

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A guerra entre Estados Unidos e Irã e a escalada do conflito para os demais países do Oriente Médio já afetaram, na prática, o movimento de expansão de data centers na região. A Amazon Web Services (AWS) é o primeiro grande gigante da tecnologia a sentir o primeiro impacto do conflito. A divisão de nuvem […]

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Inter leva o banco para o “laboratório” e abre hub para tecnologias emergentes

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Controlado pela família Menin, o Inter foi um dos pioneiros entre os bancos digitais no Brasil. E, após consolidar seu modelo no País, expandiu suas operações para os Estados Unidos – o que incluiu a migração da sua listagem principal para a Nasdaq, em 2022 – e, mais recentemente, para a Argentina. A pegada tecnológica […]

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Fim do Sora? OpenAI encerra IA de vídeo e Disney cancela acordo de US$ 1 bi

A OpenAI cancelou o Sora, sua plataforma de geração de vídeos que causou fascínio e polêmica ao ser lançada no ano passado. A decisão, anunciada pelo CEO Sam Altman aos funcionários nesta terça-feira (24), marca uma guinada da empresa para priorizar funções de negócios e codificação.

O recuo é estratégico: a OpenAI planeja abrir capital (IPO) possivelmente já no quarto trimestre deste ano e quer alinhar seus talentos e alto poder computacional em torno de ferramentas de produtividade que gerem receita clara e direta.

A confirmação do encerramento veio também por meio de uma nota oficial publicada pela equipe do Sora no X (antigo Twitter). “Estamos nos despedindo do aplicativo Sora. A todos que criaram com o Sora, o compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado”, diz o comunicado.

A equipe informou ainda que compartilhará em breve os cronogramas detalhados para o desligamento do aplicativo e da API, além de orientações para que os usuários possam preservar os trabalhos já criados na plataforma.

Disney abandona investimento de US$ 1 bilhão

A decisão de Sam Altman teve um efeito dominó imediato em Hollywood. De acordo com o The Hollywood Reporter, a Disney está oficialmente abandonando o acordo bilionário que assinou com a OpenAI no ano passado.

O contrato previa um investimento de US$ 1 bilhão e o licenciamento de personagens icônicos para uso exclusivo no Sora. Os pontos centrais da parceria agora desfeita incluíam:

  • Integração com o Disney+: o objetivo final era levar a tecnologia de geração de vídeo da OpenAI diretamente para dentro do serviço de streaming.
  • Uso de propriedade intelectual: usuários poderiam criar conteúdos originais com personagens de franquias como Star Wars e Toy Story.
  • Fim do acordo: com o fechamento do aplicativo autônomo do Sora, uma fonte confirmou que o “acordo está morto”, embora a Disney ainda possa buscar parcerias com outros gigantes da IA.

Em comunicado oficial, um porta-voz da Disney afirmou que a empresa “respeita a decisão da OpenAI de sair do negócio de geração de vídeo e mudar suas prioridades”, mas reforçou que continuará explorando novas tecnologias que respeitem os direitos dos criadores.

O novo foco da OpenAI

Com o encerramento do Sora, a OpenAI deixará de oferecer o aplicativo para consumidores e a versão para desenvolvedores. No entanto, existe um conflito de informações sobre o futuro da tecnologia dentro do ecossistema principal da empresa.

Embora o Wall Street Journal afirme que a função de vídeo será removida do ChatGPT, o The Hollywood Reporter indica que a tecnologia de vídeo por IA ainda pode ser integrada como uma ferramenta interna do chatbot, apesar do fim do aplicativo Sora como marca independente.

Para a diretora de aplicações da empresa, Fidji Simo, a OpenAI não pode mais se dar ao luxo de se distrair com projetos paralelos.

A nova visão da OpenAI foca em vencer a rival Anthropic no setor corporativo. Para isso, a empresa anunciou a fusão do app de desktop do ChatGPT, da ferramenta de programação Codex e do seu navegador em um único “superapp”.

O objetivo central agora são os sistemas agênticos:

  • Autonomia: softwares capazes de operar de forma independente no computador do usuário.
  • Tarefas complexas: IAs que podem escrever códigos inteiros e analisar dados massivos sem intervenção constante.
  • Infraestrutura: criação de sandboxes que permitem rodar códigos de agentes de forma instantânea.

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Bill Gates e as três carreiras à prova de IA que dominarão o futuro

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, acredita que três setores específicos devem manter oportunidades de trabalho mesmo com o avanço da inteligência artificial (IA). Em publicação feita em seu blog no final de 2023, o bilionário listou as áreas que considera mais resistentes às mudanças tecnológicas.

Diferentemente de carreiras tradicionais, como medicina e educação — que Gates acredita que podem ser transformadas pela IA —, ele aponta que energias alternativas, biociências da saúde e o desenvolvimento da própria IA devem continuar gerando empregos.

Gates e energias alternativas: aposta na transição energética

  • Gates destaca o setor de energias alternativas como uma área com demanda crescente;
  • Segundo ele, a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas já acelera a busca por fontes mais limpas de energia, mas há um desafio importante a ser resolvido;
  • O empresário explica que a energia eólica e solar precisam ser complementadas por algo mais confiável. Para ele, a energia nuclear entra como esse complemento para garantir fornecimento contínuo quando as fontes renováveis não estão disponíveis;
  • “Energia eólica e solar continuam a ser uma parte chave do futuro, mas líderes reconhecem agora que você precisa complementá-las com algo mais confiável quando o sol não está brilhando ou o vento não está soprando”, escreveu Gates.

O bilionário tem investimento próprio no setor: em 2008, fundou a TerraPower, empresa de energia nuclear cuja primeira usina deve ser inaugurada em 2030, no Estado do Wyoming (EUA). Gates também relata que viu espaço para a tecnologia nuclear ganhar tração na COP28, conferência do clima da ONU realizada em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Durante o evento, ele passou tempo explicando como a tecnologia poderia ser ampliada, em vez de justificar sua necessidade — um sinal de que o setor está ganhando aceitação.

Leia mais:

Biociências da saúde: IA como ferramenta de aceleração

A segunda aposta de Gates é a área de biociências da saúde, com foco em novos medicamentos, vacinas e terapias. Neste setor, ele vê a inteligência artificial não como substituta, mas como ferramenta que pode ajudar cientistas.

Gates afirma que ferramentas de IA já ajudam a acelerar a descoberta de drogas, especialmente em pesquisas voltadas a doenças que afetam populações mais pobres. A tecnologia pode acelerar etapas de análise de grandes volumes de dados.

“Descobrir drogas exige passar um pente fino em enormes quantidades de dados e ferramentas de inteligência artificial podem agilizar este processo significativamente”, explicou.

Como exemplo prático, Gates menciona um projeto que usa ultrassons com IA para identificar gravidezes de risco na Índia. A tecnologia funciona em inglês e em télugo, ajustando-se automaticamente ao nível de experiência de quem faz o exame.

IA deve ser vista como ferramenta, e não como algo que vá substituir o ser humano, disse o bilionário (Imagem: bigjom jom/Shutterstock)

Desenvolvimento de IA: setor que cria a própria demanda

A terceira área destacada é o próprio desenvolvimento da IA. Gates considera que a tecnologia ainda está no início e que a criatividade é central para o crescimento do setor.

Segundo ele, a IA pode acelerar descobertas em diversas áreas, mas isso exige investimentos para ampliar o acesso à inovação. Gates defende que esses investimentos podem tornar o mundo mais igualitário. “Se fizermos investimentos inteligentes agora, a IA pode tornar o mundo um lugar mais igualitário”, escreveu no blog.

IA pode suprir escassez em outras profissões, segundo Gates

Em declarações mais recentes, Gates apresentou uma visão diferente sobre medicina e educação. Ele disse que a IA pode ajudar a suprir a escassez de médicos e professores, especialmente em regiões com déficit desses profissionais.

Gates citou que países na África e a Índia enfrentam dificuldade de mão de obra na área médica. Sobre educação, mencionou o uso de IA para apoiar professores em suas atividades. “A IA fornecerá inteligência médica e não haverá escassez”, disse, em podcast.

O bilionário também mencionou que a tecnologia pode suprir falta de trabalhadores em fábricas, construção e serviços de limpeza em hotéis. No entanto, ele ressalta que a transição depende de mão de obra qualificada para fazer a IA executar tarefas manuais. “É preciso de uma mão de obra muito habilidosa para fazer com que a IA supra esses profissionais. Vamos chegar lá“, afirmou.

Gates disse ainda que a IA pode ajudar a reduzir a carga de trabalho ao longo do tempo, permitindo que profissionais se aposentem mais cedo e tenham menores jornadas de trabalho.

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ChatGPT vai ajudar usuários a pesquisar e comparar produtos sem sair da plataforma

O ChatGPT está recebendo mais funcionalidades voltadas à descoberta e comparação de produtos, em um movimento que amplia o uso da IA no comércio digital. A proposta é transformar a experiência de compra online, reduzindo a necessidade de pesquisar e comparar itens em vários sites.

A novidade permite que usuários pesquisem produtos de forma conversacional, descrevendo o que procuram e refinando resultados ao longo do diálogo. O ChatGPT também passa a exibir opções de forma visual, com comparação lado a lado, incluindo informações como preço, avaliações e características técnicas.

A atualização faz parte da expansão do chamado Protocolo de Comércio Agentic (ACP), uma estrutura que conecta lojistas à plataforma para fornecer dados atualizados de produtos. Com isso, o sistema consegue apresentar resultados mais relevantes e alinhados ao perfil do usuário, considerando fatores como orçamento, preferências e restrições.

Além disso, a experiência agora permite o envio de imagens como referência para encontrar itens semelhantes, o que amplia as possibilidades de busca. A proposta é centralizar em um único ambiente etapas que antes exigiam múltiplas abas e consultas a diferentes fontes.

Segundo a empresa, a mudança também traz ganhos para o varejo. Ao exibir produtos para usuários já próximos da decisão de compra, a plataforma tende a atrair consumidores com maior intenção de conversão. Grandes redes, como Target, Sephora, Best Buy e Home Depot, já participam do ecossistema, assim como lojistas integrados via Shopify.

OpenAI está melhorando experiência de pesquisa de produtos dentro do ChatGPT (Imagem: OpenAI/Divulgação)

No caso da Shopify, os catálogos de produtos já estão conectados automaticamente ao ChatGPT, sem necessidade de configuração adicional por parte dos vendedores. A expectativa é que o protocolo evolua para incluir recursos mais avançados, como personalização, disponibilidade local e estimativas de entrega.

A estratégia também prevê integração com experiências próprias dos varejistas. Em vez de centralizar o pagamento, a plataforma permite que as marcas utilizem seus próprios sistemas de checkout. Um dos exemplos é o Walmart, que lançou uma experiência integrada que leva o usuário da descoberta no ChatGPT para um ambiente personalizado da própria empresa.

As novas funcionalidades estão sendo liberadas gradualmente ao longo desta semana para todos os usuários da plataforma, incluindo planos gratuitos e pagos.

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Gemini também está ampliando experiência de compras (Imagem: Mehaniq/Shutterstock)

Gap e Google fecham parceria para compras com IA

Enquanto o ChatGPT avança na etapa de descoberta de produtos, outras empresas seguem caminhos diferentes na integração entre inteligência artificial e comércio eletrônico. Um exemplo é a parceria entre a varejista de moda Gap e o Google.

O acordo prevê a integração direta com o Gemini, sistema de IA do Google, permitindo que consumidores finalizem compras dentro da própria plataforma, sem necessidade de redirecionamento para o site da marca. A iniciativa marca a entrada da Gap como uma das primeiras grandes empresas do setor de moda a adotar esse modelo.

Segundo o site CNBC, nesse formato, os produtos são exibidos com base em dados fornecidos previamente pela própria varejista, garantindo maior controle sobre informações, experiência do usuário e coleta de dados. O pagamento é processado via Google Pay, enquanto a logística permanece sob responsabilidade da Gap.

A empresa também planeja incorporar recursos adicionais, como uma ferramenta de recomendação de tamanho baseada em inteligência artificial, para melhorar a experiência de compra online.

O modelo ainda está em fase de testes.

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Claude agora usa seu computador para executar tarefas

A Anthropic anunciou uma nova funcionalidade que permite enviar comandos ao Claude pelo smartphone para que o assistente execute tarefas diretamente no computador do usuário. A novidade foi apresentada na segunda-feira (23) e faz parte da estratégia da empresa de avançar no desenvolvimento de agentes de IA.

Segundo a companhia, após receber um comando, o Claude consegue abrir aplicativos, navegar em um navegador e preencher planilhas. Em um vídeo divulgado, um usuário pede que o sistema exporte uma apresentação em PDF e a anexe a um convite de reunião, tarefa que é realizada pelo assistente.

OpenClaw como referência no avanço dos agentes

A atualização reforça o movimento do setor em direção a agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma. Esse tipo de tecnologia ganhou destaque após o lançamento do OpenClaw, que se tornou viral.

O OpenClaw se conecta a modelos da OpenAI e da própria Anthropic, permitindo que usuários enviem comandos por aplicativos como WhatsApp e Telegram. Assim como o novo recurso do Claude, ele roda localmente no dispositivo, o que possibilita acesso a arquivos.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou à CNBC na semana passada que o OpenClaw é “definitivamente o próximo ChatGPT”. A empresa também anunciou o NemoClaw, uma versão corporativa do sistema.

Já a OpenAI contratou, no mês passado, Peter Steinberger, criador do OpenClaw, com o objetivo de “impulsionar a próxima geração de agentes pessoais”.

Funcionalidades e limitações técnicas

A Anthropic afirma que o uso do computador ainda está em estágio inicial, especialmente quando comparado à capacidade do Claude de programar ou interagir com texto.

“O Claude pode cometer erros e, embora continuemos aprimorando nossas salvaguardas, as ameaças estão em constante evolução”, informou a empresa.

A companhia diz ter desenvolvido o recurso com salvaguardas para minimizar riscos. O sistema também solicita permissão antes de acessar novos aplicativos.

Sistema solicita permissão antes de acessar novos aplicativos (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Ferramentas adicionais e uso contínuo

Os usuários também podem recorrer ao Dispatch, recurso lançado na semana passada dentro do Claude Cowork. A ferramenta permite manter uma conversa contínua com o assistente pelo celular ou desktop, além de atribuir tarefas ao agente.

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Dispatch também é uma opção para usuários do Claude (Imagem: Divulgação / Anthropic)

Leia mais:

Movimento das empresas por agentes de IA

A iniciativa da Anthropic ocorre em meio a uma disputa mais ampla entre empresas de tecnologia para desenvolver agentes capazes de executar tarefas em nome dos usuários ao longo do dia.

Esses sistemas buscam ampliar as capacidades dos assistentes de IA ao permitir que realizem ações diretamente em dispositivos e aplicativos, em vez de apenas responder comandos em texto.

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Alcançamos a inteligência artificial geral?

Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital
Uma das obsessões da tecnologia, hoje, é atingir a tal inteligência artificial geral. Para uns, ficção. Para outros, questão de tempo.

Inteligência artificial geral, ou IAG, é uma IA capaz de aprender, raciocinar e resolver problemas em muitas áreas diferentes, como um ser humano.

Ela não ficaria limitada a uma tarefa específica, como traduzir texto ou reconhecer imagens. A IAG poderia adaptar conhecimento de um contexto para outro com autonomia e flexibilidade.

Em outras palavras, é um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana

Hoje, os sistemas de IA existentes ainda são limitados, pois funcionam bem em tarefas específicas. E nem sempre funcionam bem, diga-se de passagem.

Além de um desafio tecnológico, a IAG seria um desafio ético e de segurança.

Eu disse que a IAG pode ser uma questão de tempo. Mas, para um dos principais nomes da tecnologia, nem isso.

Durante participação no podcast do cientista da computação Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

Jensen Huang é o CEO da empresa mais valiosa do mundo. (Imagem: FotoField/Shutterstock)

Para Fridman, o benchmark da IAG é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

Para fundamentar sua visão, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados.

E você? Acredita que já estamos na era da AGI? Eu acho que não…

E, honestamente, nem vejo essa tecnologia com bons olhos. Não por querer colocar freios na inovação. Mas por entender que isso criaria problemas para muito além da nossa capacidade de resolução.

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“Acho que alcançamos a AGI”, afirma Jensen Huang, CEO da Nvidia

O debate sobre quando a inteligência artificial alcançará ou superará a inteligência humana ganhou uma resposta definitiva (e polêmica) de um dos homens mais influentes da tecnologia. Durante participação no podcast de Lex Fridman nesta segunda-feira (23), Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou categoricamente: “Acho que já alcançamos a AGI“.

A sigla AGI refere-se à inteligência artificial geral, um conceito ainda vagamente definido que descreve sistemas capazes de realizar qualquer tarefa intelectual humana. Para Fridman, o benchmark é específico: um sistema que consiga iniciar, crescer e gerir uma empresa de tecnologia de US$ 1 bilhão. Ao ser questionado se isso levaria 5 ou 20 anos, Huang respondeu: “Acho que é agora”.

O sucesso dos agentes e o “OpenClaw”

Para fundamentar sua visão, segundo o The Verge, Huang apontou para o sucesso viral do OpenClaw, uma plataforma de código aberto para agentes de IA. Ele destacou como as pessoas estão usando esses agentes para criar influenciadores digitais, gerir aplicações sociais e até cuidar de “Tamagotchis” modernos, transformando ideias em sucessos instantâneos.

No entanto, o executivo ponderou sobre a efemeridade de algumas dessas aplicações, notando que muitos usuários abandonam as ferramentas após alguns meses de uso.

Leia também:

Apesar da declaração bombástica, Huang deu um leve passo atrás ao final da conversa. Ao ser confrontado com a possibilidade de a IA substituir completamente a liderança humana em larga escala, ele foi realista: “As chances de 100 mil desses agentes construírem a Nvidia são de zero por cento”.

A fala ocorre em um momento em que outros líderes do setor tentam se distanciar do termo “AGI” por considerá-lo saturado de hype, preferindo termos mais técnicos e limitados. Ainda assim, para o CEO da gigante dos chips, o marco que todos esperavam já está entre nós.

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Alibaba aposta em IA que age sozinha para empresas

A Alibaba acaba de entrar de cabeça na disputa mundial por inteligência artificial (IA) agêntica. A divisão de comércio internacional da empresa chinesa lançou o Accio Work, plataforma que promete executar sozinha operações comerciais complexas para pequenas e médias empresas.

O que diferencia essa nova ferramenta? Ela funciona como uma “força-tarefa de IA” que não precisa de programação ou configurações complicadas. É só conectar e usar.

O timing não é coincidência. A China vive um verdadeiro boom de IA agêntica desde que a OpenClaw surgiu no mercado. A ferramenta virou febre entre consumidores de todas as idades, que aderiram ao que chamam de “lobster raising” (uma referência ao símbolo da lagosta usado pela plataforma).

Alibaba: foco nas empresas

  • Enquanto os chineses se divertem com suas “lagostas digitais”, a Alibaba mirou em outro público: o corporativo;
  • Kuo Zhang, vice-presidente internacional da empresa, deixa claro o posicionamento: “Nós nos distinguimos por sermos uma ferramenta B2B especializada em vez de uma plataforma generalista”, explicou Zhang à Reuters;
  • A empresa também estabeleceu limites claros de segurança. Qualquer operação que envolva transações financeiras, pagamentos ou acesso a arquivos privados precisa de autorização explícita do usuário;
  • Essa abordagem cautelosa faz sentido quando você considera os riscos. Zhang vê perigo no uso indiscriminado de modelos generalistas para tarefas empresariais específicas.

Leia mais:

Alibaba mirou em outro público: o corporativo (Imagem: Shutterstock)

Não é a primeira investida em IA agêntica

O Accio Work chegou apenas uma semana depois de outra divisão da Alibaba apresentar o Wukong. Essa plataforma também trabalha com IA agêntica, mas coordena múltiplos agentes para realizar tarefas, como edição de documentos, atualização de planilhas, transcrição de reuniões e pesquisas.

A empresa também anunciou recentemente uma reorganização significativa: separou seus negócios de IA do braço de computação em nuvem. O novo grupo, chamado Alibaba Token Hub, fica sob comando do CEO Eddie Wu.

Essa mudança estrutural revela muito sobre as intenções da gigante chinesa. O foco agora está em assistentes digitais que consomem muito mais tokens — unidades de dados que alimentam esses sistemas — do que os chatbots tradicionais de perguntas e respostas.

O dilema entre automação e controle

Para Zhang, o segredo está no equilíbrio. A empresa aposta em modelos especializados que combinam automação com camadas de aprovação humana. “Acreditamos que o maior risco está no uso de modelos horizontais e generalistas para tarefas comerciais verticais“, afirmou o executivo.

Essa estratégia permite que as empresas aproveitem os benefícios de uma força de trabalho autônoma sem os riscos associados à IA sem restrições.

O movimento da Alibaba acontece em um momento crucial para o mercado de IA agêntica. Empresas ao redor do mundo correm para desenvolver sistemas que não apenas respondem perguntas, mas executam tarefas complexas de forma independente.

Com essa dupla de lançamentos em uma semana, a Alibaba deixa claro que não quer ficar para trás nessa corrida tecnológica. A aposta é alta: transformar como as empresas trabalham, uma tarefa automatizada de cada vez.

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OpenAI negocia compra de energia com startup de fusão nuclear

A OpenAI pode estar em negociações para firmar um acordo de fornecimento de energia com a Helion, startup de fusão nuclear que também conta com apoio de Sam Altman. As conversas ainda estão em estágio inicial e foram reportadas pelo Axios.

Pelos termos discutidos, a OpenAI poderia garantir 12,5% da produção de energia da Helion, o equivalente a cinco gigawatts até 2030 e 50 gigawatts até 2035. Até o momento, a empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre o possível acordo.

Microsoft já fechou acordo similar

Esta não seria a primeira parceria da Helion com uma grande empresa de tecnologia. Em 2023, a Microsoft, parceira da OpenAI, assinou um contrato para comprar energia da startup a partir de 2028.

O movimento indica o interesse de grandes companhias em projetos de fusão nuclear, ainda que a tecnologia esteja em desenvolvimento e não tenha aplicação comercial consolidada.

Microsoft já fechou acordo similar com a Helion (Imagem: Tang Yan Song / Shutterstock.com)

A escala necessária para cumprir as metas

Se os números reportados estiverem corretos, a Helion precisará ampliar rapidamente sua capacidade de produção. A empresa afirma que cada reator será capaz de gerar 50 megawatts de eletricidade.

Para atingir os volumes previstos, seria necessário construir cerca de 800 reatores até 2030 e outros 7.200 até 2035, o que representa um desafio significativo de engenharia e infraestrutura.

A corrida contra o tempo da fusão nuclear

A Helion está trabalhando para desenvolver seu primeiro reator em escala comercial dentro desse cronograma. Caso consiga, a empresa pode avançar à frente de concorrentes, que em sua maioria projetam operações comerciais apenas para o início da década de 2030.

No ano passado, a startup levantou US$ 425 milhões em investimentos, com participação de Sam Altman e de fundos como Mithril, Lightspeed e SoftBank.

Sam Altman sorrindo em frente letreiro onde está escrito OpenAI
Sam Altman, CEO da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT (Imagem: Photo Agency / Shutterstock.com)

Uma abordagem diferente para fusão

Enquanto a maior parte das startups do setor aposta em capturar o calor das reações de fusão para gerar eletricidade via turbinas a vapor, a Helion segue um caminho distinto. A empresa desenvolve um sistema que utiliza campos magnéticos para converter diretamente a energia da fusão em eletricidade.

Esse modelo elimina etapas intermediárias do processo tradicional e é parte central da proposta tecnológica da companhia.

Como funciona o reator da Helion

No interior do reator, que tem formato semelhante a uma ampulheta, o combustível de fusão é transformado em plasma em duas extremidades. Esses plasmas são então lançados um contra o outro por meio de campos magnéticos.

Quando se encontram no centro, um novo conjunto de ímãs comprime a massa resultante até que a fusão ocorra. A reação empurra de volta contra os ímãs, permitindo a conversão direta dessa energia em eletricidade.

Resultados recentes com o protótipo

A Helion opera atualmente o protótipo Polaris enquanto avança rumo à aplicação comercial. Em fevereiro, a empresa conseguiu gerar plasmas que atingiram 150 milhões de graus Celsius dentro do reator.

Segundo a própria companhia, o nível necessário para operações comerciais é de cerca de 200 milhões de graus Celsius, indicando que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento.

Leia mais:

Altman se afasta das negociações

Apesar de estar ligado às duas empresas, Sam Altman teria se afastado das discussões e deixado o cargo de presidente do conselho da Helion, evitando possíveis conflitos de interesse.

Movimento semelhante ocorreu anteriormente com a Oklo, startup de reatores nucleares modulares que se fundiu à empresa de aquisição AltC. Na ocasião, Caroline Cochran, cofundadora e diretora de operações da Oklo, afirmou à CNBC que a decisão permitiria explorar parcerias estratégicas com empresas de IA, incluindo potencialmente a própria OpenAI.

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