1 9 1024x576

IA ajuda tutores a reencontrar pets perdidos nos EUA

A inteligência artificial (IA) tem sido usada para ajudar tutores a localizar animais desaparecidos, com casos recentes mostrando reencontros em diferentes regiões dos Estados Unidos. A tecnologia compara fotos enviadas pelos donos com imagens de animais encontrados em abrigos ou registrados online, facilitando a identificação mesmo após mudanças na aparência.

Os relatos foram reunidos por uma reportagem do Washington Post, destacando histórias de tutores que conseguiram recuperar seus pets após dias ou até meses de busca. A iniciativa envolve bancos de dados alimentados por organizações de bem-estar animal e o uso de algoritmos que analisam características físicas específicas dos animais.

IA identifica estrutura facial dos pets, assim como padrões de palagem e formato de orelhas para localizar animais perdidos (Imagem: Reddogs / Shutterstock.com)

Como funciona a busca com IA

O sistema funciona a partir do envio de fotos dos pets desaparecidos para plataformas digitais. A IA analisa traços como estrutura facial, padrão da pelagem e formato das orelhas, cruzando essas informações com milhares de imagens disponíveis em redes sociais e em cerca de 3 mil abrigos e centros de resgate.

Mesmo quando os animais estão sujos ou com aparência diferente após viverem nas ruas, o sistema consegue identificar semelhanças. Segundo a organização Petco Love, responsável pela plataforma Petco Love Lost, mais de 200 mil reencontros entre animais e tutores foram registrados desde 2021.

Julie Castle, CEO da Best Friends Animal Society, afirmou que a tecnologia não substitui o uso de microchips, mas amplia as chances de localização. Segundo ela, “essa é uma das áreas em que a IA realmente traz ganhos e pode mudar o jogo na reunião de pets com seus donos”.

Casos de reencontro chamam atenção

Entre os exemplos está o de Sweetie, uma cadela desaparecida por quase dois meses na Califórnia. A tutora, Ivelis Alday, recebeu um e-mail com a correspondência feita pela IA e reconheceu o animal imediatamente. O reencontro ocorreu após a identificação em um abrigo.

Outro caso envolve Sandy, uma cadela que desapareceu durante uma tempestade. Sem microchip, ela foi localizada 33 dias depois em um centro de resgate em San Antonio, após a IA identificar padrões únicos, como marcas na língua.

Já a gata Lucy foi encontrada em menos de 12 horas em Ohio. O animal havia se escondido no capô de um carro e foi levado a outro local sem que o motorista percebesse. A correspondência gerada pelo sistema permitiu que a família a recuperasse no mesmo dia.

Leia mais:

Tecnologia complementa métodos tradicionais

A busca por animais desaparecidos já contava com ferramentas como microchips, redes sociais, coleiras com GPS e câmeras térmicas. A chegada da inteligência artificial amplia esse conjunto de soluções, especialmente em cenários em que não há identificação eletrônica.

gato perdido
IA se soma a outras ferramentas tecnológicas para encontrar animais perdidos, como microchips, coleiras GPS, câmeras térmicas e, é claro, as próprias redes sociais (Imagem: DimaBerlin / Shutterstock.com)

Em um dos casos, a cadela Millie foi localizada cerca de 15 horas após fugir em Manhattan, mesmo sem o microchip devidamente registrado. A IA cruzou a imagem com um registro feito em uma clínica veterinária em outro estado, permitindo o reencontro.

Segundo responsáveis por abrigos, muitos dos animais resgatados ainda não possuem microchip, o que reforça o papel complementar da tecnologia. Em alguns casos, a IA foi decisiva para que os animais tivessem qualquer chance de voltar para casa.

O post IA ajuda tutores a reencontrar pets perdidos nos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

IA ajuda tutores a reencontrar pets perdidos nos EUA Read More »

alibaba comercio 1 1024x683

China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos

Um relatório publicado nesta segunda-feira (23) por um órgão consultivo do Congresso dos Estados Unidos aponta que a dominância da China em inteligência artificial (IA) de código aberto está criando uma vantagem competitiva crescente frente a rivais norte-americanos. O documento afirma que, mesmo com restrições de acesso a chips avançados, o país asiático tem conseguido avançar rapidamente no setor.

Segundo o texto, esse movimento é impulsionado principalmente pelo menor custo dos modelos chineses e pela ampla adoção global. Empresas como Alibaba, Moonshot e MiniMax aparecem entre as responsáveis por liderar rankings de uso em plataformas como HuggingFace e OpenRouter.

Empresas como a Alibaba impulsionam a dominância chinesa em IA de código aberto (Imagem: rafapress / Shutterstock.com)

Ecossistema aberto acelera desenvolvimento

O relatório destaca que a estratégia chinesa de integrar a inteligência artificial em setores como manufatura, logística e robótica tem gerado grandes volumes de dados do mundo real. Essas informações são usadas para aprimorar continuamente os modelos, criando um ciclo de evolução tecnológica.

De acordo com a Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, esse ecossistema aberto permite que a China inove próxima da fronteira tecnológica, mesmo enfrentando limitações de capacidade computacional. O documento também afirma que laboratórios chineses reduziram a diferença de desempenho em relação aos principais modelos ocidentais.

Enquanto isso, os Estados Unidos têm investido bilhões por meio de empresas como OpenAI e Anthropic, além de gigantes tradicionais de tecnologia. Ainda assim, o relatório alerta que a posição do país pode estar sob pressão devido à expansão dos modelos abertos chineses.

Adoção global e avanço em novos campos

Estimativas citadas indicam que cerca de 80% das startups de IA nos Estados Unidos já utilizam modelos abertos desenvolvidos na China. Um dos exemplos mencionados é o modelo R1, da DeepSeek, que superou o ChatGPT como o mais baixado na App Store dos EUA após seu lançamento no ano passado.

Outro destaque é a família de modelos Qwen, da Alibaba, que ultrapassou o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados, segundo dados da HuggingFace.

logo do qwen em um celular sobre bandeira da china
A família de modelos Qwen é destaque, ultrapassando o Llama, da Meta, em downloads globais acumulados (Imagem: jackpress / Shutterstock.com)

O relatório também aponta uma mudança no foco da inteligência artificial, que vai além dos modelos de linguagem para incluir a chamada IA incorporada (embodied AI). Nesse campo, que envolve robôs humanoides, direção autônoma e outras aplicações físicas, a China pode ter vantagem devido à sua capacidade de coletar e utilizar dados em larga escala.

Leia mais:

Disputa tecnológica e preocupações

Michael Kuiken, vice-presidente da comissão, afirmou que existe uma diferença de implementação entre os dois países na área de IA incorporada, o que pode se ampliar ao longo do tempo. Segundo ele, esse efeito acumulativo já começa a aparecer.

O governo chinês classificou essa área como estratégica, e diversas empresas de robótica humanoide no país planejam abrir capital ainda este ano.

Apesar de alertas de organizações ocidentais sobre possíveis riscos de segurança e viés político em modelos chineses, empresas continuam adotando essas tecnologias. O CEO da Siemens, Roland Busch, afirmou que não vê desvantagens no uso de IA aberta chinesa para treinar modelos industriais, destacando custo reduzido e facilidade de personalização.

O post China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos apareceu primeiro em Olhar Digital.

China pressiona liderança dos EUA em IA com modelos abertos Read More »

porsche 930 300x169

O efeito Porsche 930 da IA: por que o impacto ainda não apareceu e está prestes a explodir

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Porsche 930 300x169

Você está ali, pé cravado no acelerador. Nada. Um pouco mais. Ainda nada. Por um segundo, você acha que exageraram. Que o mito não é real. E é exatamente nesse instante que o mundo muda. Não é uma aceleração. É uma ruptura. O turbo entra de uma vez — cheio, bruto, sem aviso. O carro […]

O post O efeito Porsche 930 da IA: por que o impacto ainda não apareceu e está prestes a explodir apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

O efeito Porsche 930 da IA: por que o impacto ainda não apareceu e está prestes a explodir Read More »

maestro amazon music 1024x576

Por que a IA é a arma secreta do Spotify para reter assinantes

As plataformas de streaming de música têm conduzido seus usuários para a era da inteligência artificial (IA) com um histórico de sucesso ainda discreto. No entanto, conforme informações reportadas pela CNBC, gigantes como Apple, Amazon e Spotify estão acelerando seus investimentos em ferramentas de recomendação. Para o Spotify, o foco está em transformar a descoberta musical em uma experiência conversacional e profundamente personalizada.

Recentemente, o Spotify lançou uma integração direta com o ChatGPT, da OpenAI. A novidade permite que os assinantes conectem suas contas ao chatbot para solicitar músicas, artistas ou podcasts baseados em humores, gêneros ou temas específicos. Diferente do clássico “curtir/não curtir”, o formato de chat permite uma especificidade muito maior, criando trilhas sonoras que se moldam ao contexto de uma conversa ou momento de vida.

Especialistas apontam que esses investimentos são cruciais para que a empresa continue competitiva. Como os catálogos de quase todos os aplicativos são virtualmente idênticos, o que diferencia uma plataforma de outra não é mais o que ela oferece, mas como ela ajuda o usuário a encontrar o que ouvir.

A ofensiva das gigantes: Apple e Amazon

A concorrência não está parada. A Apple tem implementado camadas de IA no Apple Music de forma gradual. O recurso “Playlist Playground”, ainda em fase beta, é o que mais se aproxima da estratégia do Spotify, focando na interação via chat para ajustar recomendações. Além disso, a empresa introduziu o AutoMix, que utiliza aprendizado de máquina para analisar batidas e tempos, criando transições perfeitas entre as faixas, e ferramentas de tradução e pronúncia de letras em tempo real.

Já a Amazon Music lançou, em meados de 2024, o Maestro. A ferramenta permite a criação de playlists por meio de comandos de texto ou até mesmo emojis. Embora ainda esteja em fase de testes, o recurso demonstra que o setor caminha para um modelo onde o usuário “escreve” sua própria experiência sonora.

Interface do Maestro, ferramenta da Amazon Music que usa IA para criar playlists via prompts. (Imagem: Amazon/Reprodução)

iDJ: O fenômeno de engajamento do Spotify

Um dos pilares dessa estratégia de retenção é o iDJ. Introduzido em 2023, o recurso interativo já alcançou a marca de 90 milhões de assinantes, com usuários acumulando mais de 4 bilhões de horas de uso na plataforma. O sucesso da ferramenta é visto pela liderança da empresa como uma prova de que a personalização gera “fidelidade”.

Em entrevista para CNBC, o co-CEO do Spotify, afirmou:

Se o iDJ funciona como uma interface casual para conversar com a plataforma, o novo recurso de “Playlists por Comandos” (Prompted Playlists) é o modo de “pesquisa profunda”. “Ele permite que você descreva e defina regras para suas próprias listas, literalmente escrevendo seu próprio algoritmo”, afirmou o executivo em teleconferência com investidores.

Alex Norström, co-CEO do Spotify.

Jovem de costas com fones mexendo no app Spotify em um celular.
IA pode tornar spotify cada vez mais atrativo para usuários (Imagem: wichayada suwanachun/Shutterstock)

O custo de mudar de plataforma

Analistas do mercado, como Michael Pachter, da Wedbush Securities, comparam a estratégia do Spotify à do Google. Ao integrar-se a mais de 2.000 tipos de dispositivos e treinar algoritmos com o histórico de anos dos usuários, o Spotify cria uma barreira de saída.

Embora serviços como o Apple Music ofereçam ferramentas para exportar bibliotecas, o “custo” de abandonar um algoritmo que já conhece seus gostos e hábitos é alto. “O Spotify está tentando estabelecer o mesmo nível de necessidade que o Google Search”, diz Pachter à CNBC. Para Wall Street, embora o preço das ações tenha oscilado recentemente, a capacidade da empresa de usar a IA para fortalecer sua plataforma, em vez de ser engolida por ela, parece ser o caminho para a sobrevivência no saturado mercado de streaming.

O post Por que a IA é a arma secreta do Spotify para reter assinantes apareceu primeiro em Olhar Digital.

Por que a IA é a arma secreta do Spotify para reter assinantes Read More »

inteligencia artificial 1024x539

Milhares de pessoas estão vendendo seus dados para treinar IAs

O boom da inteligência artificial tem gerado uma grande procura por dados. Essas informações são fundamentais no processo de treinamentos das IAs, o que permite que essas tecnologias se tornem cada vez mais avançadas.

Desde gravações de voz até conversas privadas, essa nova economia digital promete dinheiro rápido, com milhares de pessoas aceitando vender seus dados. No entanto, esconde alguns riscos que muitos descobrem tarde demais.

A corrida global pelos dados

Conforme a ‘fome’ do Vale do Silício por informações supera o que pode ser coletado gratuitamente na internet aberta, surgiu toda uma indústria para preencher essa lacuna. As plataformas se multiplicaram rapidamente, oferecendo alguns centavos por cada conversa, por exemplo.

Bouke Klein Teeselink, professor de economia no King’s College London, prevê que o treinamento de IA como trabalho temporário se tornará uma categoria substancialmente maior nos próximos anos. As empresas sabem que pagar pessoas para licenciar seus dados ajuda a evitar disputas de direitos autorais que poderiam enfrentar dependendo exclusivamente de conteúdo extraído da web.

Os modelos de linguagem de IA, como ChatGPT e Gemini, demandam quantidades enormes de material de aprendizado para se aperfeiçoar. O problema é que as fontes de treinamento mais utilizadas – como C4, RefinedWeb e Dolma, que representam um quarto dos conjuntos de dados de mais alta qualidade na web – agora restringem o uso de suas informações para o treinamento das ferramentas.

Dados humanos são fundamentais para aperfeiçoar sistemas de IA (Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock)

Pesquisadores estimam que as empresas de IA não terão mais de onde tirar dados ainda em 2026. Alguns laboratórios tentaram alimentar seus sistemas com dados sintéticos que a própria inteligência artificial gera, mas esse processo pode levar os modelos a produzir conteúdos cheios de erros.

Veniamin Veselovsky, pesquisador de IA, explica que as empresas precisam de dados de alta qualidade para modelar comportamentos novos e aprimorados em seus sistemas. “Dados humanos, por enquanto, são o padrão ouro para amostrar fora da distribuição do modelo”, afirma.

Leia mais

Os riscos ocultos do negócio

  • Se, por um lado, vender dados para a IA pode garantir uma grana extra, por outro, há uma série de riscos invisíveis.
  • Isso acontece porque os usuários aceitam abrir mão daquelas informações.
  • Dessa forma, uma gravação de voz de 20 minutos poderia servir como base para a criação de uma obra digital, por exemplo, sem que o dono dos dados receba um centavo a mais por isso.
  • Devido à falta de transparência nesses mercados, o rosto de um usuário poderia acabar em um banco de dados de reconhecimento facial ou em um anúncio do outro lado do mundo.
  • E não há nada que a pessoa possa fazer legalmente para reverter a situação.
  • As informações são do The Guardian.

O post Milhares de pessoas estão vendendo seus dados para treinar IAs apareceu primeiro em Olhar Digital.

Milhares de pessoas estão vendendo seus dados para treinar IAs Read More »

eua china 1024x598

Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia

Co-fundador da Super Micro, Wally Liaw, de 71 anos, está no foco de uma investigação que pode abalar o mercado global de inteligência artificial. Promotores dos Estados Unidos acusam o executivo de ter ajudado clientes chineses a violar as leis de controle de exportação da Casa Branca.

O caso coloca a empresa, líder global em tecnologia de servidores de alto desempenho, no centro da guerra tecnológica entre EUA e China. As duas potências correm para desenvolver as ferramentas de IA mais avançadas do mundo, e os chips da Nvidia são considerados peças fundamentais nessa disputa.

A celebração que virou pesadelo

Na conferência anual de tecnologia da Nvidia, realizada nesta semana, Liaw estava ao lado do CEO da Super Micro quando cumprimentou Jensen Huang, chefe-executivo da gigante dos chips. A empresa chegou a postar no X (antigo Twitter) uma foto do aperto de mãos, destacando a parceria.

Dois dias depois, Liaw foi preso. As acusações envolvem exatamente o produto que estava sendo celebrado na conferência — servidores da Super Micro equipados com processadores de IA de alta performance da Nvidia.

A Super Micro é uma das principais fabricantes de servidores do mundo, especialmente aqueles otimizados para rodar aplicações de inteligência artificial. Seus produtos combinam hardware de diferentes fornecedores, incluindo os cobiçados chips H100 e H200 da Nvidia, considerados essenciais para treinar modelos de linguagem como o ChatGPT.

EUA e China disputam a hegemonia tecnológica global (Imagem: Knight00730/Shutterstock)

Um histórico de problemas

Esta não é a primeira vez que Liaw enfrenta questões legais relacionadas à sua empresa. Ele retornou à Super Micro após um escândalo contábil que abalou a companhia anos atrás. Na época, a empresa enfrentou investigações por práticas contábeis questionáveis.

Agora, aos 71 anos, o executivo é acusado de um crime muito mais grave: supostamente ajudar a China a contornar as restrições norte-americanas sobre tecnologia sensível. As acusações federais sugerem que ele orquestrou um esquema para exportar ilegalmente servidores contendo os chips mais avançados da Nvidia.

A Super Micro viu suas ações despencarem mais de 33% após a notícia, refletindo a preocupação dos investidores sobre o impacto do caso no futuro da empresa.

Leia mais

Shutterstock 2366443241

Caso coloca em dúvida o futuro da Super Micro (Imagem: CryptoFX/Shutterstock)

A batalha pelos chips de IA

  • Os processadores da Nvidia estão no centro de uma corrida global por supremacia em inteligência artificial.
  • Os chips H100 e H200, especificamente, são considerados os mais poderosos disponíveis para treinar modelos de IA em larga escala.
  • Empresas de tecnologia ao redor do mundo competem ferozmente para conseguir esses componentes.
  • O governo dos EUA implementou restrições rigorosas sobre a exportação desses chips para a China, tentando impedir que o país rival acelere seu desenvolvimento em IA militar e de vigilância.
  • As regras proíbem a venda direta dos processadores mais avançados para empresas chinesas, forçando a empresa a criar versões menos potentes especificamente para o mercado do país asiático.
  • Segundo a acusação federal, Liaw teria facilitado a venda de US$ 2,5 bilhões em servidores equipados com chips da Nvidia para clientes da China.
  • A Super Micro, como integradora de sistemas, tem acesso privilegiado aos chips da gigante.
  • A empresa compra os processadores diretamente do fabricante e os instala em servidores customizados para diferentes aplicações.
  • Essa posição na cadeia de suprimentos poderia facilitar esquemas de desvio, caso confirmadas as acusações.

O post Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia apareceu primeiro em Olhar Digital.

Co-fundador da Super Micro é acusado de ajudar China a obter chips da Nvidia Read More »

O futuro chegou, mas veio de carro

A realidade dos carros voadores e autônomos versus o imaginário humanos.

Quando é que a gente pode oficialmente dizer: “chegamos no futuro”?

Porque, na minha cabeça — colonizada por Jetsons, Blade Runner e De Volta para o Futuro — a resposta sempre foi muito clara: quando tivermos carros voadores. Simples assim.

E aí você cresce, começa a frequentar o SXSW — esse festival no Texas que é um grande parque de diversões do “futuro iminente” — e passa mais de uma década ouvindo a mesma frase com pequenas variações: eVTOLs já existem, estarão disponíveis “daqui a uns 2 anos”.

Dois anos. Sempre dois anos.

O futuro dos carros tá mais atrasado que obra em cidade do interior — ou falta cimento, ou falta mão de obra. Ou falta bateria do eVTOL, ou legislação.

Só que… dessa vez chegou.

E não foi na palestra, não foi no PowerPoint. Não era só vídeo conceitual com aquela trilha sonora épica por trás.

Foi voando mesmo.

Não ouvi dizer — eu estava lá.

E era a pilota.

No chão: a simplicidade radical da autonomia total

A primeira quebra de expectativa nem veio do céu. Veio do asfalto mesmo.

Chamei um Uber para ir até o lugar do eVTOL — e veio um Waymo. Um carro autônomo. Um motorista invisível dirigindo é, ao mesmo tempo, futurista e estranhamente banal.

Sem bom dia, sem balinha, sem discussão sobre política e nem perguntando de onde você é e o que faz em Austin.

Você pede pelo próprio Uber. Às vezes, quando escolhe “elétrico”, ele simplesmente… aparece. E te cumprimenta:

“Boa tarde, Vanessa.”

Confesso que dei aquela olhada meio desconfiada — tipo quando o elevador fala com você pela primeira vez.

Respondi. Perguntei como ia o dia — mas ele não te escuta.

Ainda assim, o volante gira sozinho, o carro entra no trânsito caótico de Austin e… funciona perfeitamente.

Nenhum drama ou emoção — rola até um anticlímax.

Porque é isso: o futuro, quando funciona, é tipo 10 minutos de êxtase e vídeo… e depois você já tá fazendo outra coisa.

No ar: o voo que a lei ainda não permite ser livre

Ano passado, um dos destaques do SXSW foi a apresentação da Hexa, o carro voador da LIFT Aircraft.

Ok, não é um carro voador como o DeLorean, como minha criança interior esperava. Na prática, parece um drone gigante pilotado. E o nome técnico é eVTOL (aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical).

Os eVTOLs também têm sido prometidos em Austin há pelo menos uma década. As narrativas sempre envolveram promessas futuristas de viagens rápidas entre cidades por custos acessíveis, mas que nunca se concretizaram.

Lembro especificamente de um painel da Embraer com a Uber que me prometeu que, em 2026, estaríamos fazendo voos de eVTOL na distância Rio–SP como um Uber por 100 dólares.

Balela. Até agora.

Pela primeira vez disponível para uso público, o eVTOL da LIFT Aircraft, chamado HEXA, ofereceu uma experiência única: por 199 dólares, você pode pilotar a aeronave você mesmo. O processo é um misto de alta tecnologia e simplicidade de videogame.

Após um treinamento de uma hora, você se vê no comando de um joystick que controla subida, descida e direção. O HEXA é projetado para ser intuitivo. Mesmo eu, que confesso ter poucas habilidades com jogos eletrônicos (como meu marido reforça semanalmente), consegui pilotar com sucesso.

O contraste: autonomia na rua, “pilotagem” obrigatória no céu

Aqui reside a ironia mais fascinante da mobilidade atual.

Enquanto no Waymo (carro) a autonomia é total, no HEXA (eVTOL) a “pilotagem” humana é uma exigência legal, não técnica.

Existe um entrave jurídico que pode parecer absurdo: a legislação do Texas ainda não prevê carros voadores autônomos. A tecnologia da LIFT Aircraft permitiria que o HEXA fosse absolutamente autônomo, dispensando qualquer ação do passageiro.

No entanto, para operar legalmente, a aeronave foi desenhada para que o usuário precise estar “dirigindo” ativamente.

Os sistemas de segurança da aeronave só “pegam no volante” em casos de emergência, se o piloto não obedecer aos comandos de segurança ou tiver um problema de saúde. O controle autônomo está lá, mas o fato é que a lei exige uma pessoa no comando, criando uma “pilotagem maquiada” por pura necessidade burocrática.

Você dirige — mas, se não gostarem, assumem o controle.


O mercado atual e o caminho pela frente

Este contraste entre o Waymo e o HEXA ilustra perfeitamente onde estamos:

A tecnologia está pronta: tanto a condução autônoma em ruas quanto o voo elétrico vertical e autônomo já são realidades técnicas viáveis e seguras.

O ecossistema está em construção: a transição para um futuro de mobilidade aérea urbana comercialmente viável — e não apenas “por diversão” — vai demorar. Como observei em Austin, não adianta ter o carro voador; precisamos de gestão do espaço aéreo, infraestrutura de baterias e recarregamento, “vertipontos” e, crucialmente, uma legislação que acompanhe a inovação.

Essa experiência me fez refletir sobre como nós, muitas vezes, superestimamos o impacto da tecnologia a curto prazo, mas subestimamos o seu poder de transformação a longo prazo. Quem disse isso não sou eu — é a Lei de Amara.

Aplicando aqui: eu sabia que os carros autônomos viriam, mas os futuristas erraram a data. Demorou mais do que o prometido, mas agora que está aqui, a sensação é de que essa transição será irreversível.

E é aqui que reside o grande aprendizado: a tecnologia muitas vezes está pronta antes do ecossistema. Não basta ter o carro autônomo; precisamos de estradas adaptadas, regras de trânsito atualizadas, aceitação pública e, acima de tudo, confiança.

O imaginário humano sempre corre mais rápido que a burocracia.

Em Austin, voei no futuro que a ficção nos prometeu — mas também tirei da cabeça a ideia de que terei um pousando no meu teto para ir ao aeroporto num futuro próximo.

Aprendi que o caminho para que esses veículos façam parte do nosso dia a dia ainda precisa ser pavimentado — tanto no chão quanto nas leis que regem o céu.

O futuro chegou.

Mas falta assinar muito papelzinho.

O post O futuro chegou, mas veio de carro apareceu primeiro em Olhar Digital.

O futuro chegou, mas veio de carro Read More »

claude pentagono 1024x607

Nem Claude, nem ChatGPT: Pentágono escolhe IA para Forças Armadas dos EUA

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos decidiu transformar o sistema de inteligência artificial Maven, da Palantir, em um programa oficial das Forças Armadas, consolidando o uso da tecnologia no longo prazo. A medida foi comunicada pelo subsecretário de Defesa, Steve Feinberg, em uma carta enviada a líderes do Pentágono e vista pela Reuters.

Segundo o documento, a formalização do modelo deve ser concluída até o fim do atual ano fiscal, em setembro. A decisão garante financiamento contínuo e facilita a adoção da plataforma em todos os ramos militares, ampliando sua presença nas operações.

O Maven é um sistema de comando e controle que utiliza inteligência artificial para processar grandes volumes de dados do campo de batalha. A plataforma integra informações de satélites, drones, radares e relatórios de inteligência para identificar possíveis ameaças e alvos, como veículos, instalações e estoques de armamentos.

Atualmente, o sistema já é amplamente utilizado pelas forças armadas dos EUA e tem sido empregado em operações recentes no Oriente Médio. Durante esse período, a tecnologia auxiliou na execução de milhares de ações militares direcionadas.

A reorganização também prevê mudanças na gestão do programa. A supervisão do Maven será transferida da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial para o Escritório de Inteligência Artificial Digital do Pentágono, enquanto os contratos futuros com a Palantir ficarão sob responsabilidade do Exército.

Decisão do Pentágono vem em meio à disputa com a Anthropic (Imagem: RixAiArt / Shutterstock)

Pentágono reforça IA nas forças armadas

Para o governo americano, a iniciativa reforça a estratégia de ampliar o uso de inteligência artificial nas decisões militares. No comunicado, Feinberg destacou a importância de integrar essas tecnologias de forma mais profunda às operações, tornando a tomada de decisão assistida por IA um elemento central da defesa.

A decisão representa mais um avanço da Palantir dentro do setor público dos EUA. A empresa tem acumulado contratos de alto valor com o governo, incluindo um acordo com o Exército que pode chegar a US$ 10 bilhões. Esse crescimento contribuiu para a valorização da companhia, que hoje tem valor de mercado próximo a US$ 360 bilhões.

Apesar do avanço, o uso de IA em operações militares continua cercado de debates. Especialistas e organizações internacionais alertam para riscos éticos e de segurança, especialmente em sistemas que podem influenciar decisões letais. A Palantir afirma que sua tecnologia não executa ataques de forma autônoma e que a decisão final sobre alvos permanece sob controle humano.

Leia mais:

O Maven surgiu inicialmente como parte de um projeto do Pentágono em 2017 voltado à análise de imagens de drones. Desde então, evoluiu para uma plataforma mais ampla, com dezenas de milhares de usuários e contratos que já ultrapassam a casa de bilhões de dólares.

A decisão do Pentágono vem em meio à disputa com a Anthropic, que se negou a flexibilizar suas regras para permitir o uso do Claude em aplicações militares. O Olhar Digital deu os detalhes sobre essa ‘briga’ aqui.

O post Nem Claude, nem ChatGPT: Pentágono escolhe IA para Forças Armadas dos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Nem Claude, nem ChatGPT: Pentágono escolhe IA para Forças Armadas dos EUA Read More »

bezos 300x169

Jeff Bezos prepara sua próxima grande aposta: um fundo de US$ 100 bilhões

🔍 Curadoria Studio Mestre Digital: Nossa equipe monitora as principais movimentações de mercado e tecnologia para manter você atualizado.


Bezos 300x169

O empresário Jeff Bezos, fundador da Amaozn, está em conversas iniciais para levantar cerca de US$ 100 bilhões para um novo fundo voltado à aquisição de empresas industriais, com um objetivo ambicioso: acelerar a automação da manufatura usando inteligência artificial, segundo o The Wall Street Journal (WSJ). O fundador da Amazon tem se reunido com […]

O post Jeff Bezos prepara sua próxima grande aposta: um fundo de US$ 100 bilhões apareceu primeiro em NeoFeed.


Insight Studio Mestre: Esta notícia reflete tendências que podem impactar diretamente o seu modelo de negócio digital.

Conteúdo original publicado em: Acesse a fonte oficial

Jeff Bezos prepara sua próxima grande aposta: um fundo de US$ 100 bilhões Read More »

destaque donald trump 1024x576

Governo Trump apresenta nova estrutura política nacional de IA

Nesta sexta-feira (20), o governo dos Estados Unidos divulgou um arcabouço legislativo para uma política nacional única sobre inteligência artificial (IA).

O objetivo do governo de Donald Trump é o de criar diretrizes uniformes de segurança em torno da IA, enquanto impede que os estados promulguem leis próprias sobre a tecnologia.

Trump centraliza a IA

  • O plano de seis frentes propõe várias regulações sobre produtos e infraestrutura de IA, indo de implantação de regras para a segurança infantil à padronização do licenciamento e uso de energia por data centers;
  • Há ainda um estímulo ao Congresso para que aborde questões delicadas sobre direitos de propriedade intelectual e elabore regras que “impeçam que sistemas de IA sejam usados ​​para silenciar ou censurar expressões políticas legítimas ou dissidências”;
  • Em comunicado, o governo Trump diz querer trabalhar com o Congresso “nos próximos meses” para que a proposta vire um projeto de lei pronto para sanção presidencial;
  • A ideia é transformar a proposta em lei “ainda este ano” e a Casa Branca entende que ela pode ter apoio bipartidário, segundo Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, em entrevista à Fox News.

Com as preocupações cada vez maiores em cima da IA e de seus impactos, legisladores de Nova York, Califórnia e outros estados pressionam o governo para implantar suas próprias regulações estaduais.

Líderes da indústria de IA se opõem aos esforços estaduais, alegando que uma “colcha de retalhos” de leis prejudicaria a inovação e permitiria que concorrentes globais, como a China, ganhassem grande vantagem na corrida pelo domínio da tecnologia.

Trump trouxe a IA para seu governo e visa criar leis para regulação da tecnologia (Imagem: Chip Somodevilla/Shutterstock)

Leia mais:

Em dezembro, Trump já havia assinado uma ordem executiva para um padrão regulatório nacional único para a IA.

No documento apresentado nesta sexta, a Casa Branca diz que “o Congresso deve se antecipar às leis estaduais de IA que impõem encargos indevidos para garantir um padrão nacional minimamente oneroso e consistente com essas recomendações, e não cinquenta padrões discordantes”.

Kratsios voltou a se pronunciar nesta sexta e, em comunicado, afirmou que “a estrutura legislativa nacional de IA da Casa Branca liberará o engenho americano para vencer a corrida global da IA, proporcionando avanços que criarão empregos, reduzirão custos e melhorarão a vida dos americanos em todo o país”.

“Ao mesmo tempo, aborda preocupações reais de frente — proteger nossas crianças online, proteger as famílias de custos de energia mais altos, respeitar os direitos dos criadores e apoiar os trabalhadores americanos — para que todos os cidadãos possam confiar e se beneficiar dessa tecnologia incrível”, completou.

O post Governo Trump apresenta nova estrutura política nacional de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.

Governo Trump apresenta nova estrutura política nacional de IA Read More »