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Google testa publicidade em respostas da Busca com Modo IA

Na última quarta-feira (20), foi apresentada no evento Google Marketing Live 2026 uma nova fase para a publicidade do buscador, dentre outras novidades. No geral, a empresa mostrou testes de anúncios integrados a sistemas de inteligência artificial, especialmente com o uso do Gemini, voltados a tornar as peças mais contextuais e alinhadas às perguntas dos usuários.

A ideia é inserir anúncios nas respostas produzidas pela Busca com IA, de modo que as recomendações de produtos e serviços acompanhem o contexto da pesquisa feita pelo usuário.

Entre os testes já em andamento, estão a exibição de publicidade dentro dessas respostas, a apresentação de ofertas patrocinadas relacionadas a perguntas específicas e recursos que permitem interação direta entre empresas e usuários, incluindo a possibilidade de coleta de informações de contato.

Para quem tem pressa:

  • Google testa anúncios dentro de respostas geradas por inteligência artificial na Busca, com foco em contexto e intenção do usuário;
  • Novos formatos incluem recomendações de produtos e chats que podem captar contatos de potenciais clientes;
  • Funcionalidades estão em fase de testes nos Estados Unidos e ainda não têm previsão de chegada ao Brasil.

Publicidade do Google entra em fase experimental com inteligência artificial

Banner do Google Marketing Live 2026 – (Divulgação: Google)

O Google passou a testar novos formatos de anúncios que se integram às respostas geradas por inteligência artificial dentro da Busca. A iniciativa foi apresentada no Google Marketing Live 2026 e envolve o uso do modelo Gemini para tornar a publicidade mais contextual e conversacional.

Segundo a proposta da empresa, os anúncios deixam de depender apenas de palavras-chave isoladas e passam a ser ativados conforme o sentido da pergunta feita pelo usuário. Dessa forma, a própria resposta da IA pode incluir recomendações patrocinadas relacionadas ao tema pesquisado.

Um dos exemplos apresentados mostra buscas sobre aprendizado de idiomas, nas quais a resposta pode incluir sugestões de aplicativos educacionais patrocinados. Em outro caso, pesquisas sobre produtos específicos, como máquinas de café, podem gerar exibição de itens anunciados de forma destacada.

Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA
Print divulgado pelo Google sobre um usuário pesquisando com a Busca no Modo IA – (Divulgação: Google)

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Além disso, o Google também testa um modelo de interação em que instituições e empresas podem oferecer chats dentro da busca. Nesse formato, o usuário pode iniciar uma conversa para obter mais informações e, eventualmente, fornecer dados de contato como telefone ou e-mail.

Esses testes fazem parte de uma mudança mais ampla na forma como a Busca funciona, já que o Google vem incorporando respostas geradas por inteligência artificial como elemento central da experiência.

As novas ferramentas estão sendo testadas inicialmente nos Estados Unidos e podem aparecer tanto em computadores quanto em celulares. Até o momento, não há previsão de lançamento dessas funções no Brasil.

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Apple apresenta IA capaz de criar avatares 3D realistas a partir de fotos

Pesquisadores da Apple apresentaram novo sistema de inteligência artificial (IA) chamado HeadsUp, capaz de gerar renderizações gaussianas 3D de cabeças humanas com alto nível de fidelidade a partir de fotografias capturadas simultaneamente por múltiplas câmeras.

O projeto foi detalhado em um artigo técnico assinado por 23 pesquisadores da companhia. Além de criar os modelos tridimensionais, o sistema também consegue animá-los por meio de blendshapes, técnica utilizada para deformar a malha de um modelo 3D e reproduzir expressões faciais.

Segundo o resumo do estudo, o método utiliza “uma arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta”. Em seguida, essa representação “é então decodificada em um conjunto de gaussianas 3D parametrizadas em UV, ancoradas a um modelo neutro de cabeça”.

O artigo afirma ainda que a representação em UV “desacopla o número de gaussianas 3D do número e da resolução das imagens de entrada, permitindo o treinamento com muitas imagens de alta resolução”.

Método utiliza arquitetura eficiente de codificador-decodificador que comprime as imagens de entrada em uma representação latente compacta – Imagem: Divulgação/Apple

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Detalhes do projeto da Apple

  • De acordo com os pesquisadores, o HeadsUp foi treinado com dados de mais de 10 mil participantes, número descrito como sem precedentes nesse segmento;
  • O objetivo do projeto era solucionar um dos principais desafios das reconstruções 3D: equilibrar qualidade visual e escalabilidade;
  • Ferramentas desse tipo normalmente levam alguns minutos para mapear um rosto, mas o sistema da Apple consegue gerar um modelo 3D inédito em menos de um segundo;
  • Segundo o estudo, o HeadsUp é até 40 vezes mais eficiente que o Avat3r, solução utilizada como referência nos testes comparativos;
  • Os pesquisadores também destacaram ganhos de qualidade em relação às soluções concorrentes. Utilizando uma GPU Nvidia A100, GPU voltada para data centers e aplicações de alto desempenho, o sistema levou apenas 0,33 segundo para gerar o modelo 3D de uma cabeça humana. Em testes realizados com quatro câmeras, o resultado foi obtido em 0,14 segundo.

Segundo o artigo, o HeadsUp consegue captar detalhes finos historicamente considerados difíceis para sistemas de reconstrução 3D, incluindo fios de cabelo, cílios, joias e textura da pele. A tecnologia também é capaz de gerar identidades completamente novas a partir de descrições em texto, ampliando as possibilidades de criação de personagens e avatares digitais.

Após a divulgação do estudo, começaram especulações sobre uma possível relação entre a tecnologia e as Personas do Apple Vision Pro, headset de realidade mista da Maçã. A hipótese ganhou força após a descoberta da aquisição da empresa de avatares de IA Animato pela Apple.

Riscos

Os próprios pesquisadores reconheceram os riscos associados à ferramenta. O estudo afirma que a tecnologia reduz barreiras para a criação de deepfakes convincentes, o que pode aumentar riscos de desinformação e fraude.

Como medida de mitigação, a Apple recomendou o uso de marcas d’água em materiais de demonstração produzidos com a tecnologia.

O estudo completo do HeadsUp foi disponibilizado pela Apple em sua página oficial.

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Está usando IA errado? Veja os erros que destroem a qualidade das respostas

Chatbots se tornaram parte do novo normal da vida na internet e, atualmente, é difícil encontrar alguém cronicamente online que não utilize ChatGPT, Gemini ou Claude. Mas, embora essas ferramentas sejam de fácil utilização, é importante saber que muito da qualidade das respostas que você obtém da IA tem uma influência direta dos prompts enviados.

Ou seja, redigir comandos com furos de raciocínio pode abrir uma brecha para a inteligência artificial cometer erros bobos ou lapsos de julgamento. Por isso, separamos 5 dos erros mais comuns ao usar a IA  para você saber como melhorar as respostas que recebe dela.

5 erros que quase todo mundo comete ao usar a inteligência artificial

Falta de contexto gera respostas superficiais

Pessoa utilizando o ChatGPT – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Um dos problemas mais comuns ocorre quando o usuário faz solicitações vagas demais. Pedidos genéricos como “escreva um e-mail profissional” ou “dê ideias de conteúdo” oferecem pouca direção para a IA compreender o objetivo real da tarefa. Como esses sistemas funcionam a partir de padrões estatísticos e probabilidades, informações insuficientes inevitavelmente levam a respostas amplas, rasas e pouco úteis.

A clareza do comando influencia diretamente a qualidade da entrega: quanto mais detalhes forem fornecidos — como finalidade, público-alvo, tom desejado, formato da resposta e cenário específico — maior será a precisão do conteúdo produzido.

Outro ponto importante é entender que a IA não possui consciência contextual semelhante à humana. Ela não “acompanha” acontecimentos em tempo real da maneira como muitos imaginam. Dependendo da ferramenta utilizada, fatos recentes podem ser misturados com dados antigos ou até mesmo inferências incorretas apresentadas como verdade.

Por isso, usuários mais experientes tratam a inteligência artificial como um mecanismo de apoio à organização e aceleração do pensamento, não como uma fonte autônoma de conhecimento absoluto.

Confiar cegamente no conteúdo produzido é um risco

A fluidez textual das inteligências artificiais cria uma sensação enganosa de autoridade. Mesmo quando a informação está errada, a resposta costuma ser apresentada com extrema segurança, sem sinais claros de dúvida ou incerteza.

Esse comportamento aumenta o risco de pessoas copiarem conteúdos automaticamente sem qualquer verificação prévia. O problema se torna ainda mais grave em áreas que exigem precisão técnica, como medicina, finanças, legislação e educação.

Erros factuais, números inventados, referências inexistentes e interpretações distorcidas fazem parte das chamadas “alucinações” da IA — fenômeno em que o sistema produz informações plausíveis, porém falsas.

Por essa razão, o indicado é tratar todo material gerado como um primeiro rascunho. Antes de utilizar qualquer resposta publicamente ou em decisões importantes, é essencial revisar dados, validar fontes e confirmar se as informações fazem sentido no contexto real.

A responsabilidade final pelo conteúdo continua sendo humana, independentemente de quem o escreveu inicialmente.

Existem situações em que a IA não deve substituir profissionais

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Chatbots de IA não devem substituir avaliação médica – Imagem: khunkornStudio/Shutterstock

Apesar da enorme capacidade dessas plataformas, há limites importantes que não podem ser ignorados. Um erro recorrente é utilizar IA para substituir orientação profissional em contextos críticos.

Na área da saúde, por exemplo, recorrer à inteligência artificial para interpretar exames, modificar tratamentos, sugerir medicamentos ou identificar doenças pode gerar consequências sérias. Sistemas automatizados não possuem compreensão integral do histórico clínico, das particularidades biológicas nem da complexidade individual de cada paciente.

O mesmo cuidado vale para decisões jurídicas, financeiras ou estratégicas de grande impacto.

De forma geral, o uso mais seguro e produtivo da IA está em tarefas operacionais e de apoio, como organizar informações, resumir conteúdos, estruturar documentos, automatizar processos repetitivos e auxiliar na geração inicial de ideias.

Já decisões sensíveis continuam exigindo supervisão humana qualificada.

Pedidos excessivamente complexos reduzem a qualidade

Outro hábito que compromete os resultados é concentrar várias tarefas em um único comando. Muitos usuários tentam fazer a IA resumir documentos, criar estratégias, analisar dados, redigir campanhas e produzir roteiros simultaneamente.

Quando a ferramenta recebe múltiplas demandas ao mesmo tempo, tende a responder de maneira superficial em todas elas. O resultado geralmente é um conteúdo genérico, pouco aprofundado e sem refinamento.

A recomendação mais eficiente é dividir o processo em etapas menores. Seguindo o exemplo citado acima, primeiro você deve solicitar um resumo e só depois de receber o resultado do comando anterior é que você deve enviar próximo; e assim por diante. Trabalhar progressivamente permite ajustar o direcionamento ao longo da conversa e melhora significativamente a qualidade final.

Especialistas afirmam que o verdadeiro ganho no uso da IA não está em obter uma resposta perfeita imediatamente, mas em construir a solução gradualmente por meio de refinamentos sucessivos.

Leia mais:

Inteligência artificial funciona melhor como processo contínuo

Muitas pessoas ainda utilizam IA da mesma forma que usam mecanismos de busca: fazem uma pergunta, recebem uma resposta e encerram a interação. Essa abordagem limita drasticamente o potencial da ferramenta.

Os melhores resultados costumam surgir quando existe diálogo contínuo. Ajustar instruções, corrigir interpretações, pedir reformulações, mudar o tom do texto e aprofundar determinados pontos faz parte do processo ideal de uso.

Além disso, definir claramente o formato desejado também é decisivo. Sem instruções específicas, a IA escolhe sozinha como estruturar a resposta — e isso nem sempre corresponde à necessidade do usuário.

Determinar elementos como extensão, estilo, linguagem, organização e objetivo do material ajuda a tornar a entrega muito mais alinhada ao esperado.

Em vez de enxergar a primeira resposta como algo definitivo, o recomendado é tratá-la apenas como ponto de partida para um refinamento contínuo.

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Guerra no Oriente Médio ameaça cadeia global da IA

A guerra entre Irã e Estados Unidos começou a gerar efeitos diretos sobre a indústria global de semicondutores. Isso acontece em um momento de forte crescimento impulsionado pela inteligência artificial (IA).

Empresas responsáveis pela fabricação de chips e componentes alertaram investidores sobre aumento de custos, problemas logísticos e risco de escassez de matérias-primas essenciais para manter o ritmo acelerado da produção de hardware voltado à IA, segundo informações da CNBC.

Fabricantes, como TSMC, Foxconn e Infineon, destacaram em seus resultados financeiros que o conflito no Oriente Médio já afeta operações e margens de lucro.

O aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional, enquanto cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para o setor passaram a enfrentar dificuldades crescentes. Analistas avaliam que a situação ainda pode piorar nos próximos meses.

Para quem tem pressa:

  • Aumento nos custos de energia e logística internacional;
  • Risco de escassez de hélio e outros materiais críticos;
  • Necessidade de criar estoques de segurança;
  • Pressão sobre margens de lucro das fabricantes;
  • Impacto potencial sobre data centers de IA.

Hélio e energia entram na lista de preocupações do setor

O hélio aparece entre os materiais mais críticos para a fabricação de semicondutores. O gás é utilizado em diferentes etapas da produção de chips e depende diretamente da indústria de gás natural. O Catar, segundo maior fornecedor global do produto, teve sua capacidade de exportação afetada após ataques iranianos. Segundo dados da S&P Global, o país respondeu por mais de 30% da oferta mundial de hélio em 2025.

Fabricantes, como TSMC, Foxconn e Infineon, destacaram em seus resultados financeiros que o conflito no Oriente Médio já afeta operações e margens de lucro – Imagem: deepadesigns/Shutterstock

Além do hélio, empresas também relataram dificuldades envolvendo alumínio, bromo e outros insumos importantes para o setor. Em março, compradores europeus de chips precisaram recorrer a estoques de emergência após interrupções no transporte aéreo.

Francisco Jeronimo, analista da IDC, afirmou que os preços de gás, energia e frete continuam em níveis historicamente elevados e devem permanecer pressionados mesmo em caso de redução das tensões.

Fabricantes aceleram planos de diversificação

A TSMC informou que trabalha para ampliar fornecedores e criar soluções de múltiplas fontes de abastecimento. Segundo o CFO, Wendell Huang, a empresa busca construir uma cadeia global mais diversificada e fortalecer fornecedores locais. O VAT Group, fornecedor de componentes para fabricantes de chips, relatou interrupções logísticas e necessidade de redirecionar remessas por causa da guerra, com impacto milionário nas vendas trimestrais.

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Aumento do preço do petróleo elevou despesas com energia, transporte e frete internacional, enquanto cadeias de suprimentos consideradas estratégicas para o setor passaram a enfrentar dificuldades crescentes – Imagem: IM Imagery/Shutterstock

Apesar do cenário, investidores continuam apostando fortemente no setor de inteligência artificial. O índice PHLX Semiconductor, da Nasdaq, acumula forte valorização nos últimos meses, impulsionado pela demanda crescente por chips voltados à IA.

Leia mais:

Analistas afirmam que empresas com estoques robustos, fornecedores diversificados e maior poder de precificação devem enfrentar menos pressão ao longo de 2026, enquanto concorrentes menores podem sofrer impactos mais severos.

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Para Michael Burry, o frenesi da IA é um “prompt” da bolha pontocom

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Conhecido por prever a bolha do mercado imobiliário em 2008, o que inspirou um livro e um filme, batizados de “A Grande Aposta”, Michael Burry ampliou sua fama nos anos seguintes ao disparar suas opiniões controversas sobre o mercado financeiro e o mundo dos investimentos. Nesta semana, ele exercitou novamente sua “bola de cristal”, por […]

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IA não só passa no teste de Turing, ela supera humanos

Um estudo da University of California San Diego apresentou evidências de que sistemas modernos de inteligência artificial (IA) conseguiram passar no clássico teste de Turing, criado em 1950 pelo matemático britânico Alan Turing. A pesquisa mostrou que participantes humanos tiveram dificuldade para diferenciar pessoas reais de modelos avançados de linguagem durante conversas por texto.

O trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences e avaliou diferentes modelos de IA em experimentos controlados. Segundo os pesquisadores, esta foi a primeira vez que modelos de linguagem foram considerados humanos com frequência semelhante — e em alguns casos superior — à de participantes reais dentro da estrutura original proposta por Turing.

Como o experimento funcionou

No teste, cada participante conversava simultaneamente com duas entidades: um humano e um sistema de IA. O objetivo era identificar qual dos interlocutores era a pessoa real.

Os pesquisadores utilizaram dois grupos independentes: estudantes da UC San Diego e participantes recrutados pela plataforma Prolific. Ao todo, quase 500 pessoas participaram dos experimentos.

Os testes envolveram quatro modelos de linguagem. Entre eles estavam os sistemas mais avançados, como GPT-4.5 e LLaMa-3.1-405B, além de modelos considerados base de comparação, como GPT-4o e o chatbot clássico ELIZA, criado nos anos 1960.

GPT-4.5 superou participantes humanos no teste de Turing – Imagem: Koshiro K / Shutterstock

De acordo com o estudo, o GPT-4.5 foi identificado como humano em 73% das vezes, superando inclusive os próprios participantes humanos na taxa de escolha dos interrogadores. Já o LLaMa-3.1-405B foi considerado humano em 56% das interações, resultado considerado estatisticamente equivalente ao de pessoas reais.

Os modelos de comparação tiveram desempenho significativamente inferior. O ELIZA foi escolhido como humano em cerca de 23% das vezes, enquanto o GPT-4o alcançou aproximadamente 21%.

Personalidade influenciou resultado

Os pesquisadores afirmam que os resultados dependeram fortemente das instruções fornecidas aos modelos. Cada sistema recebeu um “prompt de persona”, orientando a IA a assumir um estilo de comunicação e características humanas específicas.

Segundo Cameron Jones, autor correspondente do estudo e atualmente professor assistente de Psicologia na Stony Brook University, os modelos conseguiram reproduzir elementos como tom de voz, humor, objetividade e até falhas típicas de humanos.

Quando essas instruções detalhadas não eram fornecidas, o desempenho caiu de forma considerável. O GPT-4.5 teve taxa de sucesso reduzida para 36%, enquanto o LLaMa-3.1-405B caiu para 38%.

Para Ben Bergen, professor de ciência cognitiva da UC San Diego e coautor da pesquisa, o teste passou a medir mais a capacidade de parecer humano do que inteligência propriamente dita.

Pesquisadores citam riscos de fraude e manipulação

Os autores também destacam possíveis impactos do avanço dessas tecnologias em ambientes online. Segundo Jones, modelos capazes de se passar por humanos em conversas prolongadas podem dificultar a identificação de bots por usuários comuns.

O pesquisador afirmou que as pessoas devem ter menos certeza de que estão interagindo com seres humanos ao conversar com desconhecidos na internet. Ele também apontou riscos ligados à manipulação e ao uso de sistemas automatizados para enganar usuários.

Bergen acrescentou que bots podem ser usados para persuadir pessoas a compartilhar dados pessoais, influenciar decisões políticas ou promover produtos.

Conversas duravam até 15 minutos

Para conduzir o experimento, os pesquisadores criaram uma interface semelhante a aplicativos de mensagens. Os participantes visualizavam duas conversas lado a lado e sabiam que apenas uma delas era conduzida por um humano.

Após cinco minutos — ou 15 minutos em uma versão de replicação do estudo — os participantes precisavam decidir qual interlocutor era a pessoa real.

Os estudantes da UC San Diego tiveram desempenho ligeiramente melhor na identificação dos humanos. Segundo os pesquisadores, isso pode estar relacionado ao compartilhamento de experiências em comum e referências locais do campus.

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Avatares criados por IA avançam sobre debate político nas redes

Perfis artificiais usados para comentar política nas redes sociais têm ganhado espaço no Brasil sem informar claramente que foram criados com inteligência artificial (IA). Um levantamento do Observatório das Eleições, realizado pelas organizações Data Privacy Brasil e Aláfia Lab, concluiu que 61% das publicações analisadas não indicavam que o conteúdo havia sido produzido por IA.

A pesquisa analisou casos identificados entre janeiro de 2025 e abril de 2026 e aponta que personagens artificiais passaram a atuar como supostos eleitores, comentaristas, influenciadores e lideranças populares. Segundo os pesquisadores, esses avatares simulam opiniões espontâneas sobre política e ajudam a ampliar conteúdos enganosos nas plataformas digitais.

Estudo aponta falta de transparência

Entre as regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o uso de inteligência artificial nas eleições está a obrigatoriedade de informar de maneira explícita quando um material foi criado ou manipulado com IA, além de indicar a tecnologia utilizada no processo.

Apesar disso, o levantamento aponta que, em muitos casos, a origem artificial dos conteúdos só pôde ser identificada após análise técnica. Os pesquisadores mencionam sinais como falhas de resolução, diferenças de proporção e características robotizadas em imagens e áudios.

Nos casos em que havia algum tipo de sinalização, os avisos apareciam de formas diferentes. Parte deles foi adicionada automaticamente pelas próprias plataformas, enquanto outros vinham por meio de marcas d’água das ferramentas utilizadas ou hashtags incluídas nas publicações.

“Dona Maria” virou um dos casos mais conhecidos

Um dos exemplos citados pelo Observatório é o da influenciadora “Dona Maria”, personagem criada artificialmente para criticar o governo federal e que ganhou grande repercussão entre 2025 e 2026.

Segundo o levantamento, o perfil publicou mais de 400 vídeos desde sua criação. A personagem é retratada como uma senhora negra e idosa e costuma fazer ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a setores da esquerda.

O conteúdo motivou uma ação apresentada ao TSE por PT, PV e PCdoB, que pedem a suspensão dos perfis ligados à personagem.

Os pesquisadores afirmam que o caso representa um novo desafio para o ambiente informacional, com personagens aparentemente humanos sendo produzidos artificialmente para influenciar debates políticos nas redes sociais.

Perfis pró-governo também adotaram personagens artificiais

Perfis alinhados ao presidente Lula também passaram a publicar versões próprias da “Dona Maria”. Nessas adaptações, a personagem mantém as mesmas características físicas, mas passa a defender o governo federal.

Em um vídeo publicado em 23 de abril por páginas como Lula Pela Verdade, Comitê Popular Oficial, Brasil Fora da Caverna, Esquerda Brasil 4.0 e Jovem Esquerda Br, a personagem critica a escala 6×1 e a família Bolsonaro.

Outro caso citado pela pesquisa é o do “Seu Zé da Feira”, avatar representado como um homem negro e idoso em uma feira de rua. O personagem publica vídeos em defesa do atual governo e críticas a políticos de direita.

Em uma das publicações, o avatar afirma: “Não vote em políticos da direita e do centrão. PL, PP, Republicanos e União. Não tão nem aí pro povo, são sindicato de patrão”.

Segundo o estudo, os vídeos desse perfil aparecem acompanhados da marca d’água da ferramenta de geração de imagens Veo 3 e recebem sinalização das plataformas indicando que o conteúdo é sintético.

Conteúdos circularam em várias plataformas

O levantamento também concluiu que os avatares artificiais funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos casos analisados, os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas.

As publicações circularam principalmente no TikTok e no Instagram. O YouTube aparece em seguida entre as plataformas citadas pela pesquisa. Também houve ocorrências no X, Kwai e Facebook.

Entre os alvos dos conteúdos estavam o presidente Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso.

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Spark, Omni… veja tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.

Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026

Gemini Omni

O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.

O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google

Gemini Spark

O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

Gemini 3.5 Flash

Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

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IA conversacional no Gmail e Docs

O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.

Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.

Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.

Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.

Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.

O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.

Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Google Pics

Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.

Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.

A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.

A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.

Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

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Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google

Incremento ao Circule para Pesquisar

O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.

Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.

A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.

Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.

Busca muda após 25 anos

O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.

A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.

O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.

De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.

A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.

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Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google

Novidades no YouTube

O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.

O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.

A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.

Novos óculos

O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.

Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.

Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.

Óculos inteligentes do Google
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google

Investimentos em IA

A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.

O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).

Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.

A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.

Universal Cart

O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.

A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.

O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.

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Google apresenta Universal Cart e amplia integração de IA para compras online

Nesta terça-feira (19), durante o evento Google I/O 2026, realizado no anfiteatro Shoreline, na Califórnia, nos Estados Unidos, o Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com inteligência artificial. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.

A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.

O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.

Para quem tem pressa:

  • Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas;
  • Sistema usa IA para monitorar preços, sugerir produtos e identificar compatibilidades automaticamente;
  • Empresa também amplia protocolos de pagamento e prepara expansão global do comércio baseado em agentes.

Universal Cart integra compras em diferentes plataformas do Google

Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas – (Divulgação: Google)

O Universal Cart funciona como um carrinho unificado que pode ser alimentado a partir de diferentes serviços, como Search, Gemini, YouTube e Gmail. A ideia é permitir que o usuário adicione produtos enquanto navega por qualquer uma dessas plataformas, sem precisar repetir o processo de compra em cada ambiente.

Após a adição de um item, o sistema passa a monitorar automaticamente fatores como histórico de preços, promoções e disponibilidade em estoque. Essas funções são alimentadas por modelos de inteligência artificial da família Gemini.

Além disso, o carrinho é capaz de antecipar necessidades do usuário, sugerindo ajustes e alternativas com base em possíveis problemas de compatibilidade entre produtos.

IA analisa preços, compatibilidade e benefícios de pagamento

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Universal Cart do Google – (Divulgação: Google)

A ferramenta também utiliza dados de pagamento e benefícios vinculados ao Google Wallet para identificar vantagens adicionais, como programas de fidelidade e ofertas de comerciantes.

Em cenários mais complexos, como a montagem de um computador personalizado com peças de diferentes varejistas, o sistema pode identificar incompatibilidades entre componentes e sugerir substituições mais adequadas.

A proposta é reduzir a necessidade de pesquisa manual, reunindo informações dispersas em uma única interface inteligente de decisão.

Leia mais:

Checkout automatizado e expansão do ecossistema de compras

Quando o usuário decide finalizar a compra, o Universal Cart permite concluir o pagamento por meio do Google Pay ou redirecionar o processo para o site do próprio comerciante. A infraestrutura é baseada no Universal Commerce Protocol, que busca padronizar transações entre diferentes plataformas.

O Google afirmou que o sistema será implementado inicialmente em parceiros como Nike, Sephora, Target, Ulta Beauty, Walmart e Shopify, com expansão gradual para outros mercados.

Expansão global e novos protocolos de pagamento com IA

Além do Universal Cart, a empresa anunciou a expansão do Universal Commerce Protocol para países como Canadá e Austrália, com previsão de chegada ao Reino Unido nos próximos meses. O protocolo também será integrado a novos setores, como reservas de hotéis e entrega de alimentos.

Outro destaque é o Agent Payments Protocol, desenvolvido para permitir que agentes de IA realizem pagamentos com regras pré-definidas pelo usuário, incluindo limites de gasto e restrições de marcas.

Segundo o Google, o sistema cria registros verificáveis das transações para garantir segurança, transparência e controle sobre as ações executadas pelos agentes.

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Google amplia Circle to Search com verificação de imagens geradas por IA

Nesta terça-feira (19), o Google anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e inteligência artificial, durante a divulgação de novidades do I/O 2026. Entre os destaques está a atualização do Circle to Search, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por inteligência artificial.

A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende ao Search, ao Gemini e ao Chrome.

Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por inteligência artificial.

Para quem tem pressa:

  • Circle to Search agora permite verificar se imagens foram geradas ou alteradas por IA diretamente na busca visual;
  • Google expande ferramentas de verificação para Search, Gemini e Chrome usando tecnologias como SynthID e C2PA;
  • Objetivo é aumentar a transparência digital e facilitar a identificação da origem de conteúdos na internet.

Circle to Search passa a integrar verificação de conteúdo

Nova atualização do Google permite que usuários possam verificar se uma imagem foi ou não gerada por IA – (Divulgação: Google)

Com a atualização, o Circle to Search passa a funcionar como uma porta de entrada para análise de origem de imagens. O usuário pode circular um conteúdo na tela e solicitar ao sistema informações sobre sua procedência, incluindo se há sinais de geração por IA.

O recurso também se conecta a tecnologias como o SynthID, sistema de marcação digital desenvolvido pelo Google para identificar conteúdos gerados por modelos de inteligência artificial, além de ferramentas baseadas em padrões da C2PA, que indicam se um material foi capturado originalmente por câmera ou editado posteriormente.

A empresa afirma que a funcionalidade busca tornar mais simples o acesso a informações sobre a autenticidade de conteúdos visualizados no dia a dia.

Leia mais:

Busca, Gemini e Chrome também recebem verificação de origem

Captura de tela da página inicial do Gemini
Nova interface do Gemini – Imagem: Reprodução/Google

A expansão da verificação de conteúdo não se limita ao Circle to Search. O Google também incorporou recursos semelhantes ao Search, ao Gemini e ao Chrome, permitindo que usuários consultem a origem de imagens, vídeos e áudios diretamente nessas plataformas.

As ferramentas utilizam o SynthID para identificar sinais de conteúdo gerado por IA e também passam a incluir suporte aos chamados Content Credentials, padrão que registra como um material foi criado ou modificado.

No caso do Chrome, a integração permitirá que usuários verifiquem informações de mídia enquanto navegam, sem necessidade de ferramentas externas.

Tecnologia de marcação digital ganha escala global

Logo do Google em um smartphone
Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

O Google afirmou que o SynthID já foi aplicado em mais de 100 bilhões de imagens e vídeos, além de grandes volumes de áudio gerado por inteligência artificial. A tecnologia insere marcas invisíveis que ajudam a rastrear a origem do conteúdo.

Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo da indústria para criar sistemas interoperáveis de verificação de autenticidade.

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