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Google apresenta Pics, app de criação de imagens com IA

O Google anunciou o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens com inteligência artificial (IA) integrado ao ecossistema Workspace. A ferramenta foi apresentada nesta terça-feira (19) durante o I/O 2026 e, segundo a empresa, foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.

De acordo com o Google, o aplicativo utiliza o modelo Nano Banana e poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes. A empresa afirma que o foco do Pics está no chamado “controle criativo”, permitindo ajustes específicos em elementos da imagem. Inicialmente, o recurso começou a ser liberado para um grupo limitado de “Trusted Testers”.

Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google

Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Pics permitirá editar partes específicas das imagens

Entre os recursos anunciados está a chamada segmentação de objetos, que permitirá selecionar e modificar elementos isolados da imagem sem alterar o restante da composição.

Nos exemplos apresentados pelo Google, usuários poderão mover objetos, redimensionar itens ou até transformar completamente determinados elementos, como trocar a cor de uma roupa ou substituir um animal na imagem.

Ferramenta também terá tradução e integração com Workspace

O Google também afirmou que o Pics permitirá editar textos diretamente dentro das imagens e traduzir conteúdos para outros idiomas mantendo o estilo visual e a fonte original.

Outra novidade é a integração com aplicativos do Workspace. Segundo a empresa, será possível editar imagens diretamente no Slides e no Drive. O aplicativo também contará com telas compartilháveis para colaboração em tempo real entre múltiplos usuários.

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Gemini Omni: Google anuncia modelo para criar “qualquer coisa” com um único comando

O Google anunciou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A apresentação aconteceu durante o evento Google I/O, uma das principais conferências da big tech no ano.

A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de pesquisa da empresa), que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.

Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações. O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.

O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.

Na demonstração ao vivo durante o evento, Hassabis pediu que o Gemini Omni fizesse uma animação stop motion, com estética de massinha, para explicar o funcionamento de proteínas.

Demonstração do Gemini Omni durante o evento Google I/O – Imagem: Google

Imagens realistas e tom conversacional

O Gemini Omni funciona através de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.

O modelo também permite editar imagens que já existem, sem necessidade de criar algo do zero. Na demonstração, Hassabis pediu que o Omni distorcesse a realidade de um vídeo dele mesmo se olhando no espelho. Também é possível ajustar a estética e adicionar itens.

“Tudo se torna uma tela para criar novas realidades”, afirmou o CEO da DeepMind.

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Gemini Omni Flash é o primeiro modelo da família Omni disponível ao público – Imagem: Google

Gemini Omni Flash

Durante o Google I/O, a big tech anunciou que o primeiro modelo da família Gemini Omni, o Gemini Omni Flash, já está disponível para o público. Ele funciona no aplicativo do Gemini, no YouTube Shorts e no modelo Flow.

Hassabis ainda revelou que a próxima versão, o Omni Pro, estará disponível em breve, mas sem dar detalhes.

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Google adiciona IA conversacional ao Gmail e Docs

O Google anunciou nesta terça-feira (19) durante a conferência I/O 2026 uma série de novos recursos de inteligência artificial (IA) para os aplicativos do Google Workspace. Entre as novidades estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep, além de um novo aplicativo de criação de imagens chamado Google Pics e atualizações no AI Inbox e no Gemini Spark.

Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google. Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.

Sundar Pichai, CEO do Google, apresenta o Docs Live durante o I/O 2026 – Imagem: Reprodução / Google

Gmail Live permitirá buscas por voz na caixa de entrada

Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.

Nos exemplos divulgados pela empresa, usuários poderiam perguntar “qual é o portão do meu voo?” ou “o que está acontecendo na escola do meu filho esta semana?” para que o sistema procure e sintetize as respostas encontradas nos e-mails. A empresa compara a experiência ao funcionamento do Gemini, mas integrado especificamente ao aplicativo.

Docs Live vai organizar ideias e criar rascunhos

O Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.

Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos. O Google afirma que o recurso foi desenvolvido para ajudar desde anotações mais desorganizadas até brainstorms mais completos.

Aplicativo de notas também ganhará IA conversacional

O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.

A ideia é que o aplicativo consiga interpretar anotações ditadas por voz ou textos mais desorganizados para criar lembretes e sugestões relacionadas ao conteúdo.

Google Pics promete edição de imagens com IA

Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana. Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos mantendo o estilo visual original.

A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.

AI Inbox e Gemini Spark também receberam novidades

O Google também anunciou atualizações para o AI Inbox, ferramenta de gerenciamento inteligente de e-mails do Gmail. Entre os novos recursos estão respostas automáticas contextualizadas, acesso rápido a arquivos relacionados às tarefas e opções para limpar sugestões ou marcar tópicos como lidos com um clique.

Já o Gemini Spark foi apresentado como um agente pessoal de IA capaz de executar ações em nome do usuário, mediante autorização. Segundo o Google, o recurso poderá interagir com aplicativos do Workspace e executar tarefas como envio de e-mails e criação de eventos no calendário. Falamos mais sobre ele aqui.

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Google lança Gemini 3.5 Flash e muda a cara da IA

O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou o Gemini 3.5 Flash (o primeiro desta “linha”) nesta terça-feira (19), durante o Google I/O 2026, evento da big tech voltado para desenvolvedores.

O novo modelo “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.

Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.

“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”

Gemini 3.5 Flash: O que muda?

O Gemini 3.5 Flash traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. O que muda, na prática, é o seguinte:

  • Velocidade maior: Ele consegue processar e gerar respostas quatro vezes mais rápido do que outros modelos avançados concorrentes, segundo o Google;
  • Foco em “agentes”: A principal evolução é a capacidade de agir como agente de IA. Em vez de responder perguntas isoladas, o modelo consegue planejar, criar e executar tarefas com vários passos sozinho (como programar, criar aplicativos ou automatizar fluxos de trabalho complexos). Aliás, ele superou o modelo anterior Gemini 3.1 Pro nessas tarefas de programação e autonomia, de acordo com a empresa;
  • Menos tempo e custo: Atividades de desenvolvimento ou auditoria que antes demoravam dias ou semanas podem ser resolvidas numa fração do tempo, custando frequentemente menos da metade do preço de outros modelos de ponta, diz a empresa;
  • Gráficos e telas interativas: O Gemini 3.5 Flash tem mais facilidade para entender imagens e gerar códigos visuais complexos, segundo o Google. Na prática, ele é usado no “Modo IA” da Busca do Google para construir gráficos e animações interativas em tempo real enquanto você pesquisa sobre um tema, por exemplo;
  • Segurança ajustada: Ele foi treinado com filtros mais avançados, o que diminui as chances de gerar conteúdos perigosos e reduz os erros nos quais o sistema se recusava, injustamente, a responder a uma pergunta segura, informou a empresa.

A atualização do grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) da empresa chega com uma repaginação da interface do Gemini – seja no site ou no aplicativo. Agora, a interface a IA do Google está com uma cara mais clean.

Em testes feitos pelo Olhar Digital, deu para escolher entre: 3.1 Flash Lite, 3 Flash e 3.1 Pro. Também deu para ajustar o “nível de raciocínio” do modelo escolhido – entre “Padrão” e “Estendido”.

Confira abaixo:

Agora dá para escolher entre modelos Flash e Pro no Gemini; e ajustar o “nível de raciocínio” usado pelo modelo escolhido – Imagem: Reprodução/Google

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Gemini Spark é seu novo agente de IA do Google

Durante o Google I/O 2026, a big tech apresentou seu próprio agente de inteligência artificial (IA), o Gemini Spark.

O recurso funciona 24h por dia, sete dias por semana e está hospedado em máquinas virtuais dedicadas. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.

O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.

“É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar na sua vida digital, agindo em seu nome e sob sua direção”, disse Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a jornalistas durante apresentação no evento. “Ele funciona perfeitamente em máquinas virtuais dedicadas no Google Cloud, [então] você não precisa manter seu laptop aberto para garantir que ele esteja funcionando.”

Gemini Spark quer seu agente de IA 24/7

  • O Gemini Spark se difere de produtos, como o Claude Cowork e o ChatGPT Agent, por estar inteiramente integrado ao ecossistema Google;
  • Enquanto pode enviar e-mails com a integração com o Gmail, ele pode interagir com a web via Chrome;
  • Em dispositivos móveis, você também consegue acompanhar o progresso do Spark por meio do sistema para Android chamado Halo;
  • Assim como outros agentes virtuais, o Spark pode ser integrado a vários serviços via MCP. O Google quer lançar mais conexões nos próximos meses.

“Precisa enviar um e-mail para o seu chefe com uma atualização de status? O Spark pode extrair todas as informações dos seus e-mails, documentos, planilhas e apresentações e escrever o rascunho para você”, disse Josh Woodward, vice-presidente do Gemini App and AI Studio do Google Labs.

“Pequenas empresas estão usando o Spark. Elas podem monitorar sua caixa de entrada e nunca perder uma pergunta de um cliente.”

Hoje, o assistente de IA está em testes, mas deve ser disponibilizado para assinantes do Google AI Ultra na semana que vem.

Google atualiza Antigravity com versão 2.0

O Antigravity, app de programação do Google utilizado para construir o Spark, recebeu nova versão. O Google Antigravity 2.0 possui app para desktop, ferramenta de linha de comando (CLI) e SDK para fluxos de trabalho personalizados.

A primeira versão do Antigravity foi lançada no ano passado como resposta a softwares de programação ética, como o Cursor.

Novidades

Agora, no novo app para desktop do Antigravity 2.0, os usuários podem lidar com diversos agentes e executar tarefas simultaneamente. Também é possível criar fluxos de trabalho personalizados para subagentes, bem como agendar tarefas a serem executadas de forma automática em segundo plano. Também está mais fácil integrá-lo a projetos, como o AI Studio, Android e Firebase.

Boa parte é impulsionada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo de IA desenvolvido em conjunto com o Antigravity.

Além disso, o sistema está recebendo suporte nativo a comandos de voz, algo similar ao que foi realizado em outros produtos da big tech, como Gmail e Docs.

A nova ferramenta de linha de comando (CLI) é destinada a desenvolvedores que queiram usar um terminal para a criação de agentes. O Google está pedindo que usuários que utilizam o Gemini CLI migrem para a nova ferramenta do Antigravity.

Já o SDK do Antigravity permite aos desenvolvedores a criação de agentes personalizados com base na ferramenta de codificação do Google. Clientes do Google Cloud poderão se conectar ao Antigravity para desenvolver projetos.

Além disso, o Google disse que vai disponibilizar modelos de agentes personalizados no AI Studio para que os usuários corporativos os utilizem.

Uma ferramenta de exportação do Antigravity também está sendo adicionada ao AI Studio para exportação de projetos atuais e prosseguimento do trabalho de forma local.

A expertise em programação da empresa no Antigravity também será espelhada para o consumidor. Produtos, como a Busca, receberão esse upgrade.

Nela, os usuários receberão interface personalizada em tempo real como parte da resposta. Assim, as pessoas poderão criar miniaplicativos enquanto exploram um tópico dentro da busca.

Nos EUA, o Google lançou novo plano AI Ultra por US$ 100 (R$ 505,73), que possui limites de IA cinco vezes maiores no Antigravity que o plano Pro. O plano mais completo também sofrerá redução de preço: de US$ 250 para US$ 200 (R$ 1,2 mil/R$ 1 mil), com limites 20 vezes maiores que o plano Pro.

Matéria em atualização

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Corrida da IA entrou em fase de execução, diz JPMorgan

A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa cercada de expectativa e já começou a gerar impactos concretos nos negócios, segundo Kevin Brunner, presidente global de banco de investimento e fusões e aquisições do JPMorgan Chase & Co.. Em entrevista à Bloomberg TV durante a conferência de tecnologia, mídia e telecomunicações do banco em Boston, o executivo afirmou que o mercado entrou em uma nova etapa da corrida da IA.

“Passamos do hype para a execução e escalabilidade reais”, disse Brunner. Segundo ele, praticamente todas as empresas atendidas pelo JPMorgan discutem atualmente como adaptar seus modelos de negócio às mudanças trazidas pela IA e qual será sua estratégia de longo prazo nesse cenário.

Inteligência artificial está saindo da fase do hype e entrando em execução, diz executivo – Imagem: Stokkete/Shutterstock

IA impulsiona aquisições e reorganização do setor de tecnologia

Na entrevista, Brunner afirmou que a inteligência artificial tem influenciado diretamente o mercado de fusões e aquisições no setor de tecnologia. Segundo ele, empresas consideradas vencedoras na corrida da IA estão usando aquisições para adicionar capacidades, ferramentas e ampliar sua posição no mercado.

Ao mesmo tempo, outras companhias ainda avaliam como seus modelos de negócio serão afetados pela transformação tecnológica. Para o executivo, isso deve aumentar a diferenciação entre empresas ao longo dos próximos meses e acelerar uma nova onda de consolidação no setor. “A IA é tanto um catalisador quanto uma força de disrupção dentro da tecnologia”, afirmou.

Brunner disse ainda que empresas com maior escala têm levado vantagem porque conseguem gerar caixa suficiente para reinvestir em infraestrutura, desenvolvimento e transformação interna. Segundo ele, o mercado financeiro também tem favorecido companhias maiores nesse momento.

JPMorgan vê “seleção” e criatividade em fusões e aquisições

De acordo com o executivo, o atual momento do mercado de M&A é marcado por três fatores principais: seletividade, escala e criatividade. Ele afirmou que compradores estratégicos estão mais cuidadosos na alocação de capital e realizando negócios com “alto grau de convicção”.

Brunner também destacou o aumento de modelos alternativos de negociação, incluindo investimentos minoritários, parcerias, consórcios e colaborações entre empresas. “Estamos vendo acordos de todos os tipos”, disse.

Segundo ele, apesar das preocupações do mercado com juros elevados e questões geopolíticas, o acesso a capital ainda não representa uma barreira significativa para fusões e aquisições. O executivo afirmou que muitas empresas consideram urgente reposicionar seus negócios diante das mudanças provocadas pela IA.

Mercado deve separar vencedores e perdedores da IA

Na avaliação de Brunner, o setor de tecnologia ainda está nos estágios iniciais da transformação causada pela inteligência artificial, mas os próximos meses devem começar a mostrar quais empresas conseguirão converter o entusiasmo em resultados concretos.

Ícones dos aplicativos ChatGPT, Claude e Gemini exibidos na tela de um smartphone
Investidores seguem concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado – Imagem: Primakov / Shutterstock

O executivo afirmou que investidores continuam concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado, especialmente grandes provedores de infraestrutura e hyperscalers. Já outras empresas podem enfrentar consolidações ou precisar rever seus modelos de negócio. “Acho que vamos começar a ver os vencedores”, afirmou.

Brunner também comentou que fundos de private equity têm acompanhado de perto a transição provocada pela IA e devem aumentar sua participação em operações de consolidação e fechamento de capital na segunda metade do ano.

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Apple amplia recursos de acessibilidade com IA em atualização de sistema

Nesta terça-feira (19), a Apple anunciou um conjunto de novos recursos de acessibilidade integrados à tecnologia Apple Intelligence. As novidades alcançam usuários com diferentes tipos de deficiência e têm como foco ampliar autonomia no uso de dispositivos da marca.

Segundo a empresa, as mudanças atingem ferramentas já existentes, como o VoiceOver, o controle por voz, o reconhecimento ao vivo e a geração automática de legendas. Os recursos passam a interpretar imagens com mais precisão, além de oferecer descrições mais detalhadas de elementos visuais, como documentos financeiros e fotografias pessoais.

Entre as novas funções, também estão a leitura adaptada de documentos complexos no aplicativo Reader, comandos em linguagem natural para executar ações no sistema e legendas automáticas para vídeos sem subtítulos.

A Apple informou ainda que as atualizações chegarão a dispositivos como iPhone, iPad, Mac, Apple TV e Vision Pro ao longo do ano, com previsão ligada às próximas versões do sistema operacional.

No todo, os updates ampliam o suporte a usuários com diferentes tipos de deficiência, incluindo limitações visuais, auditivas e motoras.

Para quem tem pressa:

  • Apple apresenta pacote de acessibilidade com IA integrado ao ecossistema, focado em visão, leitura e interação por voz;
  • Ferramentas como VoiceOver, Reader e Live Recognition ganham melhorias para interpretar ambientes e documentos complexos;
  • Vision Pro passa a ter controle de cadeira de rodas por olhar, além de legendas automáticas e novos recursos auditivos.

Recursos incluem leitura avançada, legendas automáticas e controle ocular

Recurso “Magnifier” aberto no iPhone – (Divulgação: Apple)

A empresa apresentou melhorias no VoiceOver, que agora interpreta imagens com maior profundidade e descreve conteúdos com mais detalhes. Um exemplo citado envolve a leitura de informações presentes em contas e faturas, com identificação de valores e datas. O sistema também amplia descrições de fotos e registros pessoais.

O recurso Live Recognition passa a permitir que o iPhone identifique elementos no ambiente em tempo real por meio da câmera. Usuários podem fazer perguntas sobre o que está sendo captado e obter respostas adicionais.

Já o aplicativo Magnifier pode ser ativado diretamente pelo botão de ação e exibe conteúdo em alto contraste, além de aceitar comandos de voz como instruções de zoom e lanterna, útil para usuários com baixa visão.

Outra mudança envolve o uso de comandos em linguagem natural em aplicativos como Mapas e Arquivos, permitindo interações mais diretas com a interface. O Reader também foi atualizado para reorganizar documentos mais complexos, incluindo textos científicos com múltiplas colunas, tabelas e imagens, oferecendo opções de resumo e adaptação visual para diferentes necessidades.

imagem mostra o recurso READER aberto no macbook, lendo um texto científico
O recurso “Reader” atua como um modo de leitura mais inteligente e adaptável, especialmente para pessoas com deficiência visual, dislexia e outras necessidades de acessibilidade – (Divulgação: Apple)

Leia mais:

Entre os anúncios, a Apple apresentou um projeto que permite o controle de cadeiras de rodas compatíveis por meio do olhar no Vision Pro. A tecnologia funciona em diferentes condições de iluminação e não exige novas calibrações frequentes. O recurso será disponibilizado inicialmente em parceria com sistemas de condução assistida.

A empresa também informou melhorias no reconhecimento de nomes, que agora identifica quando alguém chama o usuário, com suporte a dezenas de idiomas. Outra novidade é a expansão de recursos de texto ampliado no sistema Apple TV, além de ajustes no funcionamento de aparelhos auditivos certificados para o ecossistema iPhone.

Segundo a Apple, as atualizações devem ser liberadas ao longo do ano, com integração prevista em futuras versões dos sistemas operacionais da companhia. As novidades devem chegar em praticamente todo o ecossistem da empresa, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, Apple TV e Apple Vision Pro.

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Google e Blackstone vão criar nova empresa de nuvem para IA, diz jornal

O Google e a firma de investimentos Blackstone estariam prestes a criar uma nova empresa de computação em nuvem focada em inteligência artificial (IA), segundo informações exclusivas do The Wall Street Journal. A companhia será estabelecida nos Estados Unidos com US$ 5 bilhões (R$ 25 bilhões) em capital da Blackstone, que será a proprietária majoritária do empreendimento.

A nova empresa utilizará os chips especializados do Google para competir diretamente com players, como a CoreWeave, no mercado de nuvem para IA. O anúncio oficial deve acontecer ainda nesta segunda-feira (18), segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A aliança combina a expertise tecnológica do Google em chips para IA com a capacidade de investimento da Blackstone, uma das maiores firmas de investimento globais.

A expectativa é que essa união acirre ainda mais a disputa entre Google e Nvidia, que também fabrica chips para inteligência artificial.

O movimento representa uma aposta significativa no crescente mercado de infraestrutura em nuvem voltada para aplicações de IA, setor que tem atraído bilhões em investimentos nos últimos anos.

Leia mais:

Blackstone será dona majoritária da joint venture – Imagem: Piotr Swat/Shutterstock

Competição no mercado de nuvem

  • A nova empresa visa, no ano que vem, disponibilizar 500 MW de capacidade;
  • Também pretende aumentar, substancialmente, essa capacidade ao longo do tempo;
  • A formação da joint venture se dá em momento em que a demanda por poder computacional para treino e execução dos modelos de IA chegou a níveis jamais imaginados;
  • Hoje, parte das companhias depende da infraestrutura de computação da CoreWeave, cujos chips são da Nvidia;
  • O Google servirá à joint venture, além de hardware, software e serviços;
  • O CEO da companhia será o executivo da big tech, Benjamin Treynor Sloss;
  • O Journal trouxe ainda que já há data centers em construção voltados para a nova empresa.

Blackstone investe além do Google

A Blackstone é reconhecida como a maior provedora de data centers no mundo, além de ser uma das empresas mais ativas em Wall Street, com aquisições da operadora de data centers QTS Realty Trust e da operadora de centros de dados AirTrunk.

Ela também já injetou dinheiro na futura “concorrente”, a CoreWeave, além de Anthropic, OpenAI e outras empresas do setor de IA.

Falando na Anthropic, ainda este mês, a startup fechou, ao lado de outras empresas, uma joint venture de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) com a Blackstone. A união realizará a venda de ferramentas de IA para outras companhias.

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Alexa+ agora cria podcasts inteiros sobre qualquer assunto via inteligência artificial

A Amazon passou a disponibilizar, nos Estados Unidos, uma nova funcionalidade dentro do assistente Alexa+, capaz de transformar qualquer tema escolhido pelo usuário em um episódio no formato de podcast produzido por inteligência artificial. A ferramenta foi anunciada nesta segunda-feira (18) e integra o conjunto de recursos do assistente atualizado da empresa.

A proposta permite que o usuário solicite um assunto específico e receba uma prévia do conteúdo planejado antes da geração do áudio, podendo ajustar duração e enfoque da produção. Em seguida, o sistema cria uma gravação com vozes sintéticas que simulam apresentadores.

Segundo a empresa, o recurso utiliza informações de uma rede de mais de 200 veículos de imprensa e outras fontes jornalísticas com as quais mantém parceria, como forma de sustentar a produção de conteúdos em áudio sob demanda.

Para quem tem pressa:

  • A Amazon lançou o Alexa Podcasts dentro do Alexa+, permitindo criar episódios de áudio por IA a partir de qualquer tema solicitado pelo usuário;
  • O sistema monta um roteiro, permite ajustes e gera o conteúdo com vozes sintéticas, disponível no app e dispositivos Echo após notificação;
  • O recurso usa informações de mais de 200 veículos parceiros e marca uma expansão do Alexa para além das funções tradicionais de assistente.

Como funciona o Alexa Podcasts

Caixinha de som smart com Alexa integrada (Reprodução: Lazar Gugleta/Unsplash)

A nova ferramenta opera a partir de comandos diretos de voz ou texto dentro do Alexa+. O usuário define o tema desejado e o sistema estrutura uma espécie de roteiro automático, apresentando antes um resumo (prévia) do que será abordado.

Após essa etapa, é possível ajustar o tamanho do episódio e a abordagem do conteúdo. Só depois dessa confirmação o áudio é gerado, com vozes criadas por inteligência artificial simulando dois apresentadores em diálogo.

Quando finalizado, o episódio fica disponível para reprodução em dispositivos Echo compatíveis e também no aplicativo da Alexa, com notificação enviada ao usuário assim que o conteúdo é concluído.

A empresa afirma que o Alexa Podcasts foi pensado para ampliar o papel do assistente virtual, que deixa de ser apenas uma ferramenta de respostas rápidas e passa a atuar como criador de conteúdos personalizados em áudio.

Entre os materiais utilizados como base de informação estão acordos com agências e veículos como Associated Press, Reuters, The Washington Post, Time, Forbes, Business Insider, Politico, USA Today e publicações do grupo Vox, além de mais de 200 jornais locais nos Estados Unidos.

A Amazon também indica que a tecnologia faz parte de um movimento mais amplo de expansão do uso de inteligência artificial generativa para criar experiências de consumo de informação mais personalizadas.

Leia mais:

Quais assuntos a Alexa pode abordar?

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Aplicativo da Alexa em um celular (Imagem: Matthew Nichols1 / Shutterstock.com)

A Amazon apresentou uma série de exemplos práticos que ilustram o funcionamento do Alexa Podcasts, evidenciando como os episódios produzidos por inteligência artificial podem ir desde abordagens educativas sobre fatos históricos até conteúdos de lazer e aprendizagem personalizada.

Nas demonstrações divulgadas pela companhia, há simulações de diálogos entre dois apresentadores virtuais discutindo temas como a trajetória do Império Romano, os lançamentos mais recentes do cenário musical e até possíveis cenários para a próxima Copa do Mundo.

O sistema também pode ser utilizado sob demanda para gerar conteúdos em formato de áudio com caráter educativo, como explicações sobre acontecimentos históricos relevantes, a exemplo das missões Apollo, ou ainda para aprofundar assuntos ligados aos interesses individuais de cada usuário, como fotografia e diferentes tipos de hobbies.

A ideia central é oferecer materiais personalizados, criados em tempo real de acordo com a necessidade ou curiosidade do momento.

Além disso, a Amazon posiciona essa tecnologia como uma evolução de soluções semelhantes já existentes em outras plataformas, fazendo paralelos com ferramentas como o NotebookLM e também com recursos incorporados a navegadores como o Microsoft Edge, que passaram a incluir a geração automática de podcasts por meio de inteligência artificial.

O recurso ainda é apresentado como um apoio para planejamento de viagens, permitindo ao usuário conhecer previamente aspectos históricos e culturais de destinos como Roma, Tóquio ou Machu Picchu, além de servir como suporte para a exploração de novos interesses e para o desenvolvimento de habilidades profissionais em áreas como liderança e tecnologia.

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OpenAI: ChatGPT não é advogado e Justiça deve encerrar ação de seguradora

A OpenAI pediu à Justiça dos Estados Unidos a rejeição de um processo movido pela Nippon Life Insurance Company, que acusa a empresa de prestar consultoria jurídica sem autorização por meio do ChatGPT.

A companhia afirmou em documento apresentado na sexta-feira (15) no tribunal federal de Chicago que o chatbot de inteligência artificial (IA)não é um advogado” e não exerce a advocacia.

Segundo a OpenAI, não existem fundamentos para sustentar a ação da seguradora, que alega que o ChatGPT ajudou uma reclamante a sobrecarregar um tribunal federal com processos considerados sem mérito.

“No processo, a OpenAI afirmou que ‘o ChatGPT não é uma pessoa e não tem nem usa nenhum grau de conhecimento ou habilidade jurídica’.”

Uso de IAs em processos

  • O caso ocorre em um contexto de aumento do número de ações judiciais apresentadas sem auxílio de advogados e com apoio de ferramentas de IA generativa, capazes de redigir e protocolar documentos judiciais;
  • A ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização;
  • A disputa teve origem em um processo anterior envolvendo a ex-funcionária Graciela Dela Torre, que havia acionado a Nippon em razão de benefícios de invalidez de longo prazo. O caso foi encerrado por meio de acordo em 2024.

De acordo com a seguradora, Dela Torre posteriormente abriu um novo processo e utilizou o ChatGPT para inundar o tribunal com dezenas de moções e notificações produzidas por IA que, segundo a empresa, não serviram “a nenhum propósito legal ou processual legítimo”.

Ação da Nippon está entre os primeiros processos a acusar uma grande plataforma de IA de praticar advocacia sem autorização – Imagem: Stock all/Shutterstock

Leia mais:

O que a OpenAI relata sobre o caso envolvendo o ChatGPT

A OpenAI rebateu as acusações e afirmou que “a aparente frustração da Nippon por ter que se defender de um processo não é base para responsabilizar a OpenAI”.

A empresa também definiu o ChatGPT como “uma ferramenta útil e um auxílio à pesquisa que promove o acesso à justiça nos tribunais” e argumentou que os usuários concordam em não utilizar o conteúdo gerado pela plataforma como substituto para aconselhamento profissional.

“Dela Torre tinha o direito de se representar contra a Nippon e tinha o direito de usar o ChatGPT como uma ferramenta para isso”, afirmou a OpenAI ao tribunal.

“Se ela apresentou argumentos apropriados, é uma questão de suas ações, e cabia ao juiz do tribunal distrital que presidia seus casos decidir”, acrescentou a companhia.

Nem a OpenAI nem um advogado da Nippon comentaram o caso.

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