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Como seria a Copa sem europeus? Simulação traz uma boa notícia!

Brasil e Argentina disputariam a final da Copa do Mundo de 2030 em uma situação improvável. Uma simulação projetou como seria o torneio caso as seleções filiadas à Uefa ficassem fora das competições da Fifa.

Segundo o The Sun, a projeção considera um eventual boicote das 55 federações europeias e mostra como o chaveamento mudaria sem a presença das equipes do continente.

Na projeção, o Brasil eliminaria Coreia do Sul, Colômbia, Japão e Nigéria antes de disputar a decisão. – Imagem: Andre Nery/Shutterstock

Brasil teria sequência de vitórias até a decisão

Produzida pela plataforma CasinoHawks, a projeção parte da hipótese de que as federações da Uefa deixariam de disputar os torneios organizados pela Fifa. O movimento seria uma reação ao projeto da entidade de criar uma empresa para administrar os direitos comerciais das competições e vender parte dela a investidores privados.

Na campanha simulada, o Brasil passaria por Coreia do Sul, Colômbia, Japão e Nigéria antes de chegar à decisão. A Argentina também avançaria sem derrotas, eliminando Costa do Marfim, México, Marrocos e Uruguai. A projeção não informa os placares, apenas os vencedores de cada confronto.

O caminho da seleção brasileira seria:

  • 16-avos de final: vitória sobre a Coreia do Sul;
  • Oitavas de final: classificação contra a Colômbia;
  • Quartas de final: eliminação do Japão;
  • Semifinal: vitória sobre a Nigéria;
  • Final: derrota para a Argentina.

Nigéria apareceria como a principal surpresa

Entre os resultados mais curiosos está a campanha da Nigéria. Liderada por Victor Osimhen, a seleção eliminaria Arábia Saudita, Canadá e Argélia antes de perder para o Brasil na semifinal.

Caso esse cenário se confirmasse, seria a primeira vez que o país chegaria entre os quatro melhores de uma Copa do Mundo. Até hoje, apenas uma seleção africana alcançou essa fase: Marrocos, em 2022. Na projeção, os marroquinos passariam por República Democrática do Congo e Estados Unidos antes de serem eliminados pela Argentina nas quartas de final.

Disputa por bola em jogo de futebol
A simulação reacende o debate sobre o impacto que um eventual boicote europeu teria na Copa de 2030. – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

Ausência dos europeus abriria espaço para estreantes

Sem as seleções da Uefa, diversas equipes fariam sua primeira participação em uma Copa do Mundo. Entre elas aparecem Guatemala, Vietnã, Zâmbia, Bahrein, Uganda, Burkina Faso, Benin, Tailândia, Omã, Palestina, Guiné, Tajiquistão, Síria, Moçambique, Gabão, Madagascar e Guiné Equatorial. Venezuela e Mali também estreariam e avançariam ao mata-mata.

Apesar da repercussão da projeção, esse cenário continua sendo apenas uma hipótese. O boicote das federações europeias não foi colocado em prática e ainda depende do avanço da proposta da Fifa. A Uefa, a Confederação Asiática e a Concacaf estão entre as entidades que se posicionaram contra o projeto de comercialização dos direitos dos torneios.

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Supercomputador crava favorito para a final da Copa 2026

Faltam poucos dias para a final da Copa do Mundo de 2026, mas uma projeção já chama atenção. Segundo o supercomputador da Opta, a Espanha chega à decisão contra a Argentina com as maiores chances de levantar a taça.

O confronto será disputado neste domingo (19), em Nova Jersey, e também marcará a estreia de um show no intervalo em uma final de Mundial, além da presença confirmada de Donald Trump.

Espanha busca o segundo título mundial, enquanto a Argentina tenta conquistar a quarta taça da história. – Imagem: Paparacy/Shutterstock

Supercomputador coloca a Espanha na frente

Os números colocam a seleção espanhola como favorita antes mesmo de a bola rolar. De acordo com o supercomputador da Opta, a Espanha, líder do ranking europeu, tem 56,05% de probabilidade de vencer a partida no tempo regulamentar.

A Argentina, primeira colocada da América do Sul e atual detentora de três títulos mundiais, aparece com 43,95% de chances de conquistar a vitória nos 90 minutos.

Caso a projeção se confirme, os espanhóis conquistarão o segundo título mundial da história. Já os argentinos tentam levantar a quarta taça.

Supercomputador TX-GAIN do MIT redefine limites da inteligência artificial
Espanha x Argentina: a projeção do supercomputador aumenta a expectativa para a decisão. – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock.com

Tudo o que já está confirmado para a decisão

A final será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Durante a Copa, o estádio recebeu temporariamente o nome de New York-New Jersey Stadium e tem capacidade para até 82.500 torcedores. O local também recebeu a final e as duas semifinais da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025.

O último encontro entre Espanha e Argentina aconteceu em 27 de março de 2018, em um amistoso disputado no Estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Naquela ocasião, os espanhóis venceram por 6 a 1.

Confira os principais detalhes da final:

  • Data: domingo, 19 de julho;
  • Horário: 16h (horário de Brasília) e 19h (GMT);
  • Local: MetLife Stadium (New York-New Jersey Stadium);
  • Espanha busca o segundo título; Argentina tenta conquistar o quarto.

Show de intervalo será uma estreia na Copa

Pela primeira vez, uma final de Copa do Mundo terá um show de intervalo inspirado no formato do Super Bowl.

Madonna, Justin Bieber, Shakira, BTS, Burna Boy, Gustavo Dudamel e o coral PS22, com participação do Coldplay, estão entre as atrações previstas. A apresentação deve durar cerca de 11 minutos, enquanto o intervalo poderá ser estendido para até 30 minutos.

Antes da partida, uma cerimônia de encerramento começará 90 minutos antes do apito inicial. Tom Cruise, Robbie Williams e Nicole Scherzinger estão entre os artistas esperados. A FIFA também confirmou a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deverá entregar o troféu ao campeão.

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Segundo a Opta, a Espanha tem mais chances de vencer, mas a decisão será definida dentro das quatro linhas. – Imagem: kovop/Shutterstock

Mundial de 2030 já tem sedes definidas

Após a decisão deste domingo, as atenções se voltarão para a Copa do Mundo de 2030, que será realizada em Marrocos, Espanha e Portugal. Como parte das comemorações pelos 100 anos do torneio, também haverá partidas no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. A cidade da final ainda será definida, embora Madri apareça como a principal candidata.

Se a previsão do supercomputador da Opta se confirmar, a Espanha encerrará a Copa de 2026 com o segundo título mundial de sua história. Mas, antes do apito final, os números continuarão sendo apenas uma projeção diante de uma das decisões mais aguardadas do futebol.

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Indo mal no bolão da Copa? A Ciência pode te ajudar

Já imaginou rodar sua própria Copa do Mundo milhares de vezes para descobrir quem tem mais chance de levantar a taça? Essa é a proposta de uma nova ferramenta criada por pesquisadores da USP, da UFBA e de outras instituições acadêmicas, informa o Jornal da USP.

O simulador permite recriar diferentes cenários da Copa de 2026 e acompanhar como pequenas mudanças nos critérios de análise podem alterar as chances de cada seleção avançar ou conquistar o título.

Quer testar outro caminho para a Seleção? O simulador permite alterar cenários e acompanhar as probabilidades em tempo real. Imagem: Divulgação/Previsão Esportiva – Imagem: Divulgação/Previsão Esportiva

Sua própria Copa do Mundo em poucos cliques

Desde a Copa de 2010, o Previsão Esportiva utiliza modelos matemáticos para estimar resultados e calcular probabilidades no futebol. A principal novidade desta edição é que o algoritmo foi disponibilizado para qualquer pessoa interessada em explorar os bastidores dessas análises.

A ferramenta permite alterar variáveis, ajustar pesos dos critérios e testar diferentes cenários. Basta mexer nos parâmetros para ver as probabilidades mudarem na tela em tempo real.

Apesar de lidar com probabilidades, a proposta não tem ligação com apostas. A ideia é mostrar, de forma prática, como os modelos estatísticos funcionam. “É a ciência por trás das previsões na mão de quem quiser explorar.”

Além do simulador interativo, o projeto reúne outras ferramentas voltadas à Copa de 2026, entre elas:

  • Probabilidades de classificação e título para cada seleção;
  • Estimativas para os confrontos da fase de grupos;
  • Simulações completas de chaveamento;
  • Bolão colaborativo que auxilia pesquisas acadêmicas;
  • Cenários alternativos criados pelos próprios usuários.
Ilustração mostra possíveis finalistas
Mais do que prever campeões, o projeto mostra como a ciência pode explicar um dos torneios mais imprevisíveis do planeta. Imagem: Divulgação/Previsão Esportiva – Imagem: Divulgação/Previsão Esportiva

Quando a Copa vira sala de aula

Para Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, a ferramenta funciona como um laboratório vivo de aprendizado.

No futebol, o aprendizado é intuitivo, o que a torna uma ferramenta pedagógica valiosa.

Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, ao Jornal da USP.

Segundo ele, o futebol ajuda a transformar conceitos complexos em situações fáceis de visualizar.

Na prática, conceitos que costumam parecer abstratos ficam mais fáceis de entender quando entram em campo. É o caso dos eventos independentes, da probabilidade condicional e das famosas “zebras”, quando resultados improváveis acabam acontecendo.

Na universidade, o projeto também ajuda os estudantes a visualizar conceitos que normalmente aparecem em livros e artigos científicos, como Cadeias de Markov, Inferência Bayesiana e Simulações de Monte Carlo. Para o pesquisador, o futebol acaba servindo como porta de entrada para entender como os dados ajudam a interpretar situações do dia a dia.

Tabela mostrando possíveis confrontos do Brasil
O que acontece com as chances do Brasil se o caminho no mata-mata mudar? O simulador responde em segundos. Imagem: Divulgação/Previsão Esportiva – Imagem: DIvulgação/Previsão Esportiva

O que o modelo prevê para a Copa de 2026

Antes do início do torneio, a equipe executou um milhão de simulações completas da competição. Nem mesmo após esse volume de testes surgiu um favorito disparado para a taça.

Um dos resultados mais curiosos envolve justamente a Holanda, apontada como o adversário mais provável do Brasil nos 16-avos de final. A seleção europeia aparece em 31% dos cenários simulados para essa fase do torneio.

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As estimativas mostram a Espanha na liderança, com 15,9% de chance de conquistar a Copa. Logo atrás aparece a França, com 14,8%. Na sequência vêm Inglaterra, Portugal, Brasil e Argentina, formando um grupo de seleções que ainda sonha alto.

Entre os números relacionados à Seleção Brasileira, o modelo aponta classificação em 95% dos cenários analisados e possibilidade de título de 8,3%. Caso alcance a final, porém, esse índice sobe para 55,6%.

Para Ricardo Rocha, professor da UFBA e um dos coordenadores do projeto, um dos principais objetivos é aproximar a população das técnicas desenvolvidas nas universidades. “Usar um tema de forte interesse popular para mostrar como os métodos estatísticos desenvolvidos na universidade se aplicam na vida real de forma acessível.”

Para quem gosta de futebol, a plataforma oferece previsões e cenários para a Copa. Para quem gosta de ciência, ela mostra como os números ajudam a explicar um torneio conhecido justamente por desafiar qualquer certeza.

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Google e Palmeiras anunciam parceria para usar IA em lances com bola rolando

O Google anunciou, nesta quarta-feira (10), durante o evento Google for Brasil, uma colaboração com o Palmeiras para implementar a tecnologia TacticAI em situações com bola rolando.

A novidade, desenvolvida originalmente pelo Google DeepMind e refinada para análise de dados em tempo real, permite prever dinâmicas de campo em um intervalo de até oito segundos. O Palmeiras é o primeiro clube da América Latina a usar a ferramenta, que, no futuro, poderá ser aplicada durante os 90 minutos de jogo, além dos acréscimos, em partidas competitivas.

Novidades da nova versão do Google TacticAI

  • Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores;
  • No clube, o departamento de ciência de dados utiliza um software com interface de arrastar e soltar, que permite deslocar virtualmente atletas para observar projeções da trajetória da bola e o comportamento dos jogadores em diferentes configurações táticas;
  • O TacticAI usa redes neurais gráficas, ou GNNs, para fazer os cálculos. No modelo, os 22 jogadores em campo são representados como nós de uma rede, enquanto as interações entre eles funcionam como conexões;
  • Esse formato permite identificar relações espaciais e a dinâmica de movimento de todos os atletas simultaneamente, com previsões baseadas em padrões de posicionamento e não em médias históricas.

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Diferentemente de usos anteriores da tecnologia, voltados para lances de bola parada, como escanteios e pênaltis, a versão apresentada agora processa a movimentação contínua dos jogadores – Imagem: Anton Vierietin/Shutterstock

A ferramenta atua como um assistente de análise de dados, fornecendo informações quantitativas para o teste de hipóteses táticas. Entre os exemplos citados, está a possibilidade de verificar em tempo real o impacto do deslocamento de um defensor sobre a estrutura defensiva. No momento, a análise de jogo aberto é executada de forma exclusiva pelo clube paulista no cenário brasileiro.

Segundo o Google, o TacticAI evidencia o potencial da IA assistiva para transformar os esportes, beneficiando jogadores, treinadores e torcedores.

O futebol é apresentado como um ambiente especialmente desafiador para esse tipo de desenvolvimento por reunir múltiplos agentes, dados multimodais e a chamada “observabilidade parcial”, em que fatores objetivos podem ser analisados mesmo sem contemplar todos os elementos intangíveis do jogo, como condições psicológicas.

Aperfeiçoar o uso da IA nos esportes pode ter reflexos dentro e fora de campo, em áreas que vão de jogos de computador e robótica até a coordenação de tráfego.

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