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RJ terá R$ 2,8 bi em data centers de IA no Parque Olímpico

A empresa estadunidense Elea vai investir US$ 550 milhões (R$ 2,8 bilhões) na primeira etapa do Rio AI City, um campus de data centers a ser instalado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro (RJ). O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante coletiva de imprensa no Web Summit Rio, o maior evento de tecnologia da América do Sul.

O projeto prevê capacidade para alcançar até 3,2 gigawatts de geração até 2032. Cavaliere apontou a combinação de ampla oferta de água, conectividade por cabos submarinos e capacidade de formar e atrair talentos locais como pilares do empreendimento.

Educação como parte da estratégia para formação de profissionais para data centers

O prefeito reforçou o investimento da prefeitura em educação voltada para STEM — sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Segundo ele, 312 escolas do município já contam com programas de robótica, programação e lógica desde os primeiros anos. “É preciso aprender matemática, mas também português, para executar bem os prompts”, disse.

Cavaliere também destacou crescimento de 12% nos anos iniciais do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), conforme o relatório de 2024.

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Instalações serão criadas no Parque Olímpico – Imagem: Diego Thomazini/iStock

Web Summit Rio cresce 20% ao ano

A coletiva contou com a presença de Paddy Cosgrove, fundador do Web Summit, que organiza cinco edições ao redor do mundo — em Lisboa (Portugal), Rio de Janeiro (RJ), Doha (Catar) e Vancouver (Canadá). No Brasil, o crescimento é de cerca de 20% ao ano desde a primeira edição, há quatro anos.

Para Cosgrove, o Rio percorre o mesmo caminho de Lisboa: “cidades que têm qualidade de vida, retêm e atraem talentos.” Ele afirmou ainda que o Rio é uma porta de entrada para a América Latina e registra interesse crescente de empresas chinesas. Nesta edição, cerca de 40 mil participantes de mais de 100 países devem circular pelo evento, cujo público principal é composto por investidores e empreendedores de startups.

  • No último painel do dia, Bruno Lewicki, head de políticas públicas da OpenAI, e o advogado especializado em tecnologia Ronaldo Lemos subiram ao palco principal;
  • Lewicki destacou a parceria da OpenAI com o TSE no desenvolvimento do Synth ID, protocolo para identificação de imagens geradas por IA. “Com a presença de novas tecnologias, teremos uma eleição de aprendizado mútuo”, afirmou;
  • Os dois criticaram a tramitação do PL 2338/2023, o Marco Legal da Inteligência Artificial no Brasil;
  • Lemos foi direto: “Copiamos a lei europeia de 2019, que já foi toda modificada. Somos o país que criou o Marco Civil da Internet. Não precisamos copiar ninguém“;
  • Ao encerrar sua participação, o advogado defendeu a adoção de modelos open source e provocou os presentes. “Precisamos de regulamentação no Brasil para não depender da OpenAI. O Brasil tem desenvolvedores incríveis.”

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Nova Siri exige hardware potente e limita iPhones antigos

A nova Siri com IA apresentada pela Apple pode acabar ficando de fora de muitos iPhones ainda em uso. Segundo análise do Morgan Stanley, limitações de hardware devem restringir os recursos mais avançados da assistente virtual em aparelhos antigos.

O relatório aponta que bilhões de dispositivos não possuem capacidade técnica para rodar todas as ferramentas do Apple Intelligence, principal aposta da Apple para acompanhar rivais como ChatGPT e Gemini, explica a Reuters.

Apple aposta em inteligência artificial no iPhone, mas exigências técnicas limitam compatibilidade. Imagem: bluestork/Shutterstock – Imagem: bluestork/Shutterstock

Siri turbinada não chegará para todos

A reformulação da Siri foi um dos principais anúncios da Conferência Mundial de Desenvolvedores (WWDC) da Apple. A empresa quer transformar sua assistente virtual em uma plataforma mais avançada de IA para acompanhar ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

O problema é que boa parte dos aparelhos ainda em uso não tem hardware potente o bastante para executar os novos recursos.

Os dados do Morgan Stanley indicam que mais de 850 milhões de iPhones não conseguem rodar sequer consultas básicas do Apple Intelligence. Quando o assunto são as funções mais avançadas da nova Siri, o número sobe ainda mais: mais de 1,3 bilhão de aparelhos ficariam de fora.

De acordo com a Apple, os recursos da Siri AI estão disponíveis apenas para:

  • iPhone 15 Pro;
  • iPhone 15 Pro Max;
  • linha iPhone 16 e modelos posteriores.

Isso significa que muitos usuários podem acabar sem acesso às principais novidades anunciadas pela empresa.

Pessoa segurando iPhone com logomarca da Apple Intelligence na tela
Apple Intelligence aposta no processamento direto no aparelho para executar tarefas de IA. Imagem: gguy/Shutterstock

O problema está no chip e na memória

A análise aponta que o principal gargalo está na arquitetura dos chips e na quantidade de memória disponível nos aparelhos.

Segundo a corretora, os recursos mais pesados da Siri exigem 12 GB de memória unificada por causa do grande volume de processamento feito diretamente no dispositivo.

O Apple Intelligence aposta justamente nesse processamento realizado no próprio aparelho, sem depender totalmente da nuvem.

E isso aumenta bastante a exigência sobre o hardware dos dispositivos.

Na avaliação do Morgan Stanley, vender novos aparelhos apenas com base em software pode ser um desafio, mesmo em um momento em que recursos de IA se tornaram um dos principais motivos para consumidores trocarem de smartphone.

Ícone do ChatGPT em um smartphone
Apple quer aproximar a Siri de rivais como ChatGPT, Gemini e Claude com nova plataforma de IA. Imagem: Ascannio/Shutterstock – Imagem: Ascannio/Shutterstock

Apple tenta acompanhar rivais da IA

A reformulação da Siri mostra a tentativa da Apple de avançar no mercado de inteligência artificial, hoje dominado por plataformas já bastante populares.

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“A tão aguardada reformulação da Siri foi o destaque da Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple”, destacou o Morgan Stanley na análise.

O relatório também cita a concorrência de plataformas como ChatGPT, da OpenAI, Gemini, do Google, e Claude, da Anthropic.

Ainda assim, a Apple segue apostando na integração da IA aos seus dispositivos como uma das principais novidades da nova geração do iPhone.

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Taiwan avalia endurecer bloqueio a chips de IA para China em alinhamento com estratégia dos EUA

Nesta terça-feira (09), as autoridades de Taipei (Taiwan) estudam a possibilidade de aplicar um endurecimento significativo nas regras de exportação de chips de inteligência artificial para a China. A iniciativa busca aproximar o regime local das restrições já adotadas pelos Estados Unidos.

O movimento ocorre em meio à pressão de aliados ocidentais e à preocupação crescente com o uso estratégico desses semicondutores por Pequim (China).

Endurecimento regulatório e alinhamento internacional

Imagem: YAO23/Shutterstock

O pacote em discussão prevê ampliar o alcance das restrições, alcançando não apenas empresas já listadas em sanções, mas também todos os compradores localizados na China. A proposta inclui ainda a criação de instrumentos legais mais robustos para punir exportações irregulares dentro do território taiwanês.

Entre os pontos analisados está a possibilidade de transformar a exportação não autorizada de chips de IA em crime, ampliando o poder de investigação e punição das autoridades locais. O debate também envolve a definição de limites técnicos de processamento para determinar quais chips seriam bloqueados nas vendas.

Segundo as informações disponíveis na Bloomberg, a discussão faz parte de tratativas mais amplas com os Estados Unidos, que já impõem desde 2022 restrições à venda de semicondutores avançados a empresas chinesas sem autorização específica de Washington.

Pressão externa, investigações e impacto no setor

Taiwan IA
Imagem: Tomas Ragina/Shutterstock

O contexto do endurecimento regulatório inclui preocupações sobre a transferência indireta de tecnologia por meio de empresas intermediárias e subsidiárias estrangeiras. Autoridades dos Estados Unidos têm buscado fechar brechas que permitiriam o acesso de companhias chinesas a chips avançados fora do território chinês.

Além disso, parlamentares norte-americanos enviaram um apelo recente a órgãos reguladores pedindo ações mais diretas contra práticas de aquisição via subsidiárias de empresas chinesas, envolvendo fabricantes como a TSMC.

No mercado, as ações da TSMC apresentaram oscilações após a divulgação das discussões, refletindo a sensibilidade do setor a possíveis mudanças nas regras de exportação e no fluxo global de semicondutores.

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China inaugura data center submerso movido a energia eólica

O primeiro data center subaquático do mundo alimentado por energia eólica offshore começou a operar em maio na costa de Xangai.

Segundo o the Guardian, o projeto, chamado Shanghai Lingang Undersea Datacentre Demonstration Project, é resultado de uma parceria entre a HiCloud Technology e a China Communications Construction, empresa estatal chinesa.

Projeto Shanghai Lingang marca novo passo da China ao integrar data centers submersos e energia renovável em uma única infraestrutura digital. Imagem: superbeststock/Shutterstock

Um data center no fundo do mar

A instalação fica submersa a cerca de 10 metros de profundidade e a mais de 10 quilômetros da costa de Xangai. Com capacidade de 24 megawatts, o complexo é alimentado por energia gerada em um parque eólico offshore próximo. A operação combina tecnologia de uma empresa privada com a estrutura de uma estatal chinesa, em uma das regiões de livre comércio de alta tecnologia do leste de Xangai, próxima inclusive a uma gigafábrica da Tesla.

A instalação reúne características técnicas que ajudam a definir sua escala e operação:

  • localização submersa a 10 metros de profundidade
  • distância de mais de 10 km da costa de Xangai
  • capacidade de 24 megawatts
  • alimentação por energia eólica offshore
  • operação conjunta entre empresa privada e estatal
imagem mostra o balançar lento das águas de um oceano profundo
Sistema reduz consumo de energia em mais de um quinto em relação a instalações em terra, graças ao resfriamento natural da água do mar. Imagem: Matt Hardy/Unsplash – (Reprodução: Matt Hardy/Unsplash)

Como o mar ajuda a reduzir consumo de energia

O principal diferencial do projeto está na eficiência energética. Segundo autoridades chinesas, o data center consome cerca de um quinto menos de energia do que estruturas equivalentes em terra.

Isso acontece porque a própria água do mar ajuda a resfriar os servidores, reduzindo a necessidade de sistemas tradicionais de refrigeração. Em instalações convencionais, entre 25% e 40% da eletricidade é usada apenas para manter os equipamentos em temperatura segura.

Além disso, o uso de água doce também é reduzido. Esse ponto ganhou destaque diante de alertas recentes sobre o crescimento da demanda hídrica dos data centers no mundo, que pode atingir níveis bilionários até 2030.

IA e a corrida por infraestrutura mais eficiente

O avanço da inteligência artificial tem pressionado governos e empresas a expandirem rapidamente suas infraestruturas digitais. Nesse cenário, data centers se tornaram peças centrais, mas também altamente criticadas pelo consumo de energia e água.

A China já vem tratando a IA como prioridade estratégica e tem acelerado investimentos em infraestrutura de computação e energia limpa. O projeto subaquático surge justamente dentro dessa lógica de buscar alternativas mais eficientes para sustentar o crescimento do setor.

energia eólica offshore
Projeto em Xangai combina data center subaquático e energia eólica offshore para criar infraestrutura digital mais eficiente e sustentável Imagem: MaxNoz/Shutterstock

Experimentos anteriores e disputa tecnológica

A HiCloud já havia lançado, em 2023, o primeiro data center subaquático comercial do mundo, em Hainan, no sul da China. A diferença agora é que o projeto de Xangai é o primeiro a operar com energia eólica offshore integrada.

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A ideia de data centers submersos não é exclusiva da China. Em 2018, a Microsoft realizou testes na Escócia, em um projeto experimental nas Ilhas Orkney. O objetivo era avaliar eficiência e durabilidade, mas a iniciativa não avançou para escala comercial.

Para o pesquisador Hanjiang Dong, da Universidade Politécnica de Hong Kong, a diferença está na estratégia. Ele afirma que a Microsoft avançou na prova de conceito, enquanto a China conseguiu acelerar a aplicação prática ao combinar indústria, demanda e apoio político.

Investimento bilionário e riscos ambientais

O projeto de Xangai recebeu investimento de cerca de 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente £177 milhões), segundo autoridades chinesas. O país também tem ampliado sua política de incentivo à infraestrutura de inteligência artificial, com foco em energia limpa e expansão de data centers.

Apesar dos avanços, especialistas alertam para possíveis impactos ambientais. Entre os riscos estão alterações locais na temperatura da água e perturbações em sedimentos marinhos, ainda que considerados controláveis.

Um data center subaquático provavelmente é uma boa ideia. Embora o resfriamento com água do mar resulte em alguns aumentos localizados de temperatura, estes não serão generalizados.

Rick Stafford, professor da Universidade de Bournemouth, ao the Guardian.

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China acelera corrida da IA com plano de US$ 295 bilhões em data centers

O governo chinês prepara um plano de investimento de cerca de 2 trilhões de yuans — equivalente a US$ 295 bilhões (cerca de R$ 1,62 trilhão) — para construir data centers de inteligência artificial em todo o país ao longo dos próximos cinco anos.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de Pequim para fortalecer sua indústria de IA e reduzir a distância em relação aos Estados Unidos nessa corrida tecnológica, explica a Reuters.

Disputa entre China e EUA se intensifica na corrida global pela liderança em inteligência artificial e infraestrutura digital. Imagem: Junayed graphics/Shutterstock – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

China aposta pesado em data centers de IA

No centro da estratégia chinesa está a criação de uma rede nacional de data centers. A ideia é distribuir centros de computação por diferentes regiões do país, formando uma base sólida para treinar e operar modelos de inteligência artificial em grande escala.

Segundo a Bloomberg News, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma é uma das principais responsáveis por estruturar a iniciativa, que ainda está em fase inicial e pode passar por ajustes. O foco é garantir capacidade computacional suficiente para sustentar aplicações avançadas de IA e outras tecnologias emergentes.

Entre os principais pontos da estratégia estão:

  • expansão de data centers em escala nacional
  • interconexão entre centros de computação
  • uso prioritário de fornecedores locais
  • fortalecimento da infraestrutura estatal de tecnologia
  • suporte a aplicações avançadas de IA e automação
Logo da Huawei exibido em estande da empresa durante evento de tecnologia
Pelo menos 80% dos componentes, incluindo chips de IA, devem vir de fornecedores locais como a Huawei Technologies. Imagem: THINK A / Shutterstock – Imagem: THINK A / Shutterstock

Rede nacional interconectada e controle estatal

Mais do que construir estruturas isoladas, a proposta é integrar os data centers em uma malha conectada. Empresas estatais como China Mobile e China Telecom devem ficar responsáveis por operar boa parte dessa infraestrutura, garantindo tanto conectividade quanto controle operacional.

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Além disso, ganha destaque a prioridade dada à tecnologia doméstica. A expectativa é de que pelo menos 80% dos componentes utilizados — incluindo chips de IA — venham de empresas locais, como a Huawei. Com isso, o país busca reduzir a dependência de gigantes estrangeiras como Nvidia e AMD, que podem ficar fora desse ecossistema.

Esse movimento não é isolado. Ele segue diretrizes anteriores do governo chinês, que já vinha incentivando projetos financiados com recursos públicos a adotarem chips produzidos no país. Na prática, a estratégia reforça a busca por autossuficiência tecnológica em um setor considerado crítico para o futuro econômico.

De acordo com a reportagem, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos devem investir mais de US$ 700 bilhões apenas este ano para impulsionar seus próprios sistemas e infraestruturas.

Esse contraste ajuda a dimensionar a disputa entre as duas maiores economias do mundo. De um lado, os EUA seguem apostando em gigantes privados e inovação acelerada. Do outro, a China aposta em planejamento estatal de longo prazo e na integração nacional da sua infraestrutura tecnológica.

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Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

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Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

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Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais

Nesta segunda-feira (08), a Apple confirmou que turbinou a inteligência artificial da empresa com a tecnologia Gemini, do Google. A novidade foi anunciada durante o WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), conferência da marca para desenvolvedores que ocorre na Califórnia (EUA) a partir de hoje até sexta-feira (12).

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”.

Ele argumentou que o Apple Intelligence, o software da empresa, é mais eficiente que o das concorrentes porque utiliza informações e dados pessoais.

Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Reportagem em atualização.

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Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA

A empresa Alphabet, controladora do Google, firmou uma encomenda com a Intel para a produção de mais de 3 milhões de unidades de chips voltados à inteligência artificial, conhecidos como Tensor Processing Units (TPUs). A fabricação está prevista para ocorrer até 2028, segundo informações publicadas pelo The Information.

A decisão ocorre após meses de testes envolvendo a tecnologia de fabricação da Intel, em um movimento que indica a abertura de uma nova etapa na cadeia de suprimentos de semicondutores para IA. O acordo surge em meio à pressão global por maior capacidade produtiva no setor.

A iniciativa também reflete a busca por alternativas à concentração da produção na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que enfrenta limitações para atender à demanda crescente. O cenário envolve ainda outras empresas avaliando a Intel como possível parceira para produção de chips avançados.

Para quem tem pressa:

  • Google fechou contrato com a Intel para produzir milhões de chips de IA até 2028, reforçando sua aposta em hardware próprio;
  • Movimento ocorre em meio à disputa global por capacidade de fabricação e limitações na cadeia de semicondutores;
  • Intel ganha impulso no setor com novos acordos e interesse de grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial.

Google e Intel oficializam uma parceria para a produção de semicondutores

Produção industrial de eletrônicos depende de semicondutores, cuja escassez afetou cadeias globais – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

A encomenda do Google à Intel representa um passo relevante na estratégia de expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial, com foco na produção de seus próprios processadores. O volume estimado ultrapassa três milhões de unidades, destinadas aos chips especializados usados em operações de IA.

De acordo com relatos do mercado, a escolha pela Intel foi precedida por testes técnicos realizados ao longo de meses, nos quais a companhia norte-americana demonstrou capacidade de atender parte da demanda de fabricação. Esse movimento reforça o papel da Intel como possível alternativa no setor de fundição de semicondutores.

O contexto mais amplo envolve a pressão sobre a cadeia global de produção de chips, especialmente diante da limitação de capacidade da TSMC, hoje uma das principais fabricantes do mundo. Esse cenário tem levado grandes empresas de tecnologia a buscar diversificação de fornecedores.

Detalhe de chips e do encaixe de um processador
Semicondutor (Imagem: aPhoenix photographer/Shutterstock)

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Além do Google, outras companhias também aparecem no radar da Intel. A Nvidia avalia o uso da tecnologia da fabricante para possíveis novos projetos, enquanto a Apple teria avançado em negociações preliminares para produção de componentes de seus dispositivos. Há ainda o caso da Tesla, que já definiu a Intel como fornecedora para processos de fabricação de próxima geração.

A movimentação ocorre em meio à disputa estratégica pelo domínio da produção de semicondutores voltados à inteligência artificial, segmento que se tornou central para o crescimento de grandes empresas de tecnologia.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Falta pouco para o início da Copa do Mundo de 2026, e as previsões sobre quem levantará a taça já estão a todo vapor. Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. O percentual é menor até mesmo que o de Portugal, seleção que busca seu primeiro título mundial.

Copa do Mundo FIFA 2026 – quem será o grande campeão? – Imagem: Djem/Shutterstock

No topo da lista está a Espanha, apontada como a principal candidata à taça, com 16,19% de probabilidade de ser campeã.

França e Inglaterra completam as três primeiras posições, ambas com chances acima de 10%. Argentina, atual campeã mundial, e Portugal aparecem logo na sequência. A Alemanha, que também figura entre as favoritas, vem logo atrás do Brasil.

Por que o Brasil está mal no ranking?

A Opta atribui o favoritismo espanhol ao desempenho recente da seleção. Atual campeã da Eurocopa, a equipe chega ao Mundial embalada por uma longa série de jogos oficiais sem derrotas. 

Já o Brasil ainda carrega o peso das eliminações recentes. Nas duas últimas Copas do Mundo, a nossa seleção ficou pelo caminho nas quartas de final. O desempenho na Copa América de 2024 também contribuiu para reduzir o otimismo dos cálculos.

Apesar disso, segundo o UOL, a empresa acredita que a presença de Ancelotti pode fazer diferença. A experiência do treinador italiano em competições eliminatórias é vista como um dos fatores que podem ajudar a equipe a superar as expectativas.

Lista dos 10 favoritos ao título, de acordo com Opta Analyst:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%
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Ranking com os 10 maiores favoritos ao título de campeão da Copa do Mundo de 2026, segundo previsões de supercomputador da Opta Analyst – Crédito: Opta Analyst

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Como o supercomputador prevê o vencedor da Copa

O sistema da Opta não tenta adivinhar o futuro. Na prática, ele calcula probabilidades com base em uma enorme quantidade de dados sobre cada seleção.

Para isso, segundo a empresa, o modelo leva em conta o desempenho recente das equipes, o histórico de resultados e a força dos adversários. As análises também utilizam informações do mercado de apostas e do ranking próprio da empresa.

Com esses dados, o supercomputador simula milhares de versões possíveis do torneio. Em cada cenário, as seleções avançam ou são eliminadas de formas diferentes.

Ao final das simulações, o sistema verifica quantas vezes cada equipe terminou como campeã. É essa frequência que se transforma nos percentuais divulgados pela Opta e que ajudam a apontar os favoritos. 

Mas, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. E, quando o assunto é Copa do Mundo, a história mostra que surpresas sempre podem acontecer.

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Google aposta na SpaceX para ampliar infraestrutura de IA

O Google fechou um acordo com a SpaceX para alugar capacidade de processamento computacional por US$ 920 milhões (R$ 4,7 bilhões) por mês. O contrato foi divulgado pela SpaceX em um documento regulatório protocolado na sexta-feira, 5 de junho de 2026, segundo o TechCrunch.

Pelos termos do acordo, o Google terá acesso a “aproximadamente 110.000 GPUs da NVIDIA, CPUs, memória e outros componentes relacionados” entre outubro de 2026 e junho de 2029. O acesso à infraestrutura será ampliado gradualmente até setembro de 2026, período em que a empresa pagará uma taxa reduzida.

Google fechou acordo bilionário com a SpaceX para garantir capacidade extra de IA até 2029. Imagem: FotoField/Shutterstock – Imagem: FotoField/Shutterstock

Semelhanças com o contrato da Anthropic

O novo contrato lembra bastante o acordo anunciado pela SpaceX com a Anthropic no fim de maio. Na ocasião, a empresa concordou em pagar US$ 1,25 bilhão (R$ 6,4 bilhões) por mês até 2029 para usar toda a capacidade computacional disponível no data center Colossus 1, perto de Memphis, no Tennessee.

A estrutura foi criada originalmente pela xAI para projetos próprios de IA e hoje faz parte da SpaceX. Pelo tamanho do contrato, o Google deve ocupar algo próximo de metade da capacidade atualmente usada pela Anthropic no Colossus 1.

A SpaceX não informou qual data center será destinado ao Google. Elon Musk já havia sugerido anteriormente que o futuro Colossus 2 seria reservado à xAI.

Antes da parceria com a SpaceX, a Anthropic enfrentava limitações de capacidade computacional e chegou a ampliar os limites de uso de seus serviços no mesmo dia em que anunciou o contrato. O cenário do Google é bem diferente. Hoje, a empresa já opera uma das maiores estruturas de IA do mundo.

Celular com logo da Anthropic posicionado acima de notas de dólar.
Anthropic também alugou infraestrutura da SpaceX em um contrato bilionário fechado em maio. Imagem: Mehaniq/Shutterstock – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

O que o Google diz sobre o acordo

Segundo o Google, o contrato surgiu após uma demanda acima do esperado pelos novos produtos de inteligência artificial da companhia.

Google Cloud e SpaceX são parceiros de longa data”, afirmou a empresa em comunicado. “Este é um acordo de curto prazo e oportuno para garantir que tenhamos capacidade de ponte para atender à demanda crescente de clientes pela nossa plataforma de agentes, Gemini Enterprise, que foi ainda maior do que esperávamos.”

O anúncio reforça a corrida das gigantes de tecnologia por infraestrutura voltada à IA, hoje um dos recursos mais disputados do setor.

Cláusulas de cancelamento e penalidades

Assim como aconteceu no contrato com a Anthropic, o acordo com o Google prevê cláusulas de cancelamento. Tanto a SpaceX quanto o Google poderão encerrar o contrato com aviso prévio de 90 dias após 31 de dezembro de 2026.

Também há penalidades previstas caso a SpaceX não entregue a infraestrutura prometida. Segundo o contrato, se a empresa não disponibilizar a quantidade acordada de GPUs até 30 de setembro de 2026, o Google poderá cancelar imediatamente o acordo após um período de carência de um mês ou aceitar uma quantidade menor de GPUs, com redução proporcional das taxas mensais.

Entre os pontos que mais chamam atenção no contrato estão:

  • acesso a cerca de 110 mil GPUs e CPUs da NVIDIA;
  • pagamentos mensais próximos de R$ 5 bilhões;
  • contrato válido até junho de 2029;
  • possibilidade de rescisão com aviso prévio de 90 dias.
Fachada da Starbase, da Spacex
Google e SpaceX também discutem a criação de data centers em órbita para projetos futuros. Imagem: Findaview/Shutterstock – Imagem: Findaview/Shutterstock

IPO da SpaceX e relação com o Google

O anúncio acontece uma semana antes da estreia das ações da SpaceX na Nasdaq. Documentos enviados à Securities and Exchange Commission mostram que a empresa pretende levantar cerca de US$ 75 bilhões, com avaliação estimada em US$ 1,75 trilhão — o que pode transformar a operação no maior IPO da história.

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O Google investe na SpaceX há vários anos. Após a abertura de capital, a participação da Alphabet na companhia deve ultrapassar US$ 100 bilhões em valor. As duas empresas também negociam a possível construção de data centers em órbita, apontados como parte importante dos planos futuros da SpaceX.

A Alphabet, dona do Google, já reservou mais de US$ 180 bilhões para investimentos neste ano e afirmou que esse valor deve crescer significativamente em 2027. Para bancar esse ritmo de expansão, a empresa também anunciou recentemente uma venda de ações de US$ 80 bilhões.

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