Perfis artificiais usados para comentar política nas redes sociais têm ganhado espaço no Brasil sem informar claramente que foram criados com inteligência artificial (IA). Um levantamento do Observatório das Eleições, realizado pelas organizações Data Privacy Brasil e Aláfia Lab, concluiu que 61% das publicações analisadas não indicavam que o conteúdo havia sido produzido por IA.
A pesquisa analisou casos identificados entre janeiro de 2025 e abril de 2026 e aponta que personagens artificiais passaram a atuar como supostos eleitores, comentaristas, influenciadores e lideranças populares. Segundo os pesquisadores, esses avatares simulam opiniões espontâneas sobre política e ajudam a ampliar conteúdos enganosos nas plataformas digitais.
Estudo aponta falta de transparência
Entre as regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o uso de inteligência artificial nas eleições está a obrigatoriedade de informar de maneira explícita quando um material foi criado ou manipulado com IA, além de indicar a tecnologia utilizada no processo.
Apesar disso, o levantamento aponta que, em muitos casos, a origem artificial dos conteúdos só pôde ser identificada após análise técnica. Os pesquisadores mencionam sinais como falhas de resolução, diferenças de proporção e características robotizadas em imagens e áudios.
Nos casos em que havia algum tipo de sinalização, os avisos apareciam de formas diferentes. Parte deles foi adicionada automaticamente pelas próprias plataformas, enquanto outros vinham por meio de marcas d’água das ferramentas utilizadas ou hashtags incluídas nas publicações.
“Dona Maria” virou um dos casos mais conhecidos
Um dos exemplos citados pelo Observatório é o da influenciadora “Dona Maria”, personagem criada artificialmente para criticar o governo federal e que ganhou grande repercussão entre 2025 e 2026.
Segundo o levantamento, o perfil publicou mais de 400 vídeos desde sua criação. A personagem é retratada como uma senhora negra e idosa e costuma fazer ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a setores da esquerda.
O conteúdo motivou uma ação apresentada ao TSE por PT, PV e PCdoB, que pedem a suspensão dos perfis ligados à personagem.
Os pesquisadores afirmam que o caso representa um novo desafio para o ambiente informacional, com personagens aparentemente humanos sendo produzidos artificialmente para influenciar debates políticos nas redes sociais.
Perfis pró-governo também adotaram personagens artificiais
Perfis alinhados ao presidente Lula também passaram a publicar versões próprias da “Dona Maria”. Nessas adaptações, a personagem mantém as mesmas características físicas, mas passa a defender o governo federal.
Em um vídeo publicado em 23 de abril por páginas como Lula Pela Verdade, Comitê Popular Oficial, Brasil Fora da Caverna, Esquerda Brasil 4.0 e Jovem Esquerda Br, a personagem critica a escala 6×1 e a família Bolsonaro.
Outro caso citado pela pesquisa é o do “Seu Zé da Feira”, avatar representado como um homem negro e idoso em uma feira de rua. O personagem publica vídeos em defesa do atual governo e críticas a políticos de direita.
Em uma das publicações, o avatar afirma: “Não vote em políticos da direita e do centrão. PL, PP, Republicanos e União. Não tão nem aí pro povo, são sindicato de patrão”.
Segundo o estudo, os vídeos desse perfil aparecem acompanhados da marca d’água da ferramenta de geração de imagens Veo 3 e recebem sinalização das plataformas indicando que o conteúdo é sintético.
Conteúdos circularam em várias plataformas
O levantamento também concluiu que os avatares artificiais funcionam como vetores de desinformação política. Em 14 dos casos analisados, os conteúdos continham alegações enganosas sobre políticos ou instituições democráticas.
As publicações circularam principalmente no TikTok e no Instagram. O YouTube aparece em seguida entre as plataformas citadas pela pesquisa. Também houve ocorrências no X, Kwai e Facebook.
Entre os alvos dos conteúdos estavam o presidente Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso.
Nesta terça-feira (19), o Google realizou vários anúncios durante o Google I/O 2026, evento voltado para desenvolvedores. Contudo, novidades para o usuário final também foram apresentadas, como o Gemini Spark e o Gemini Omni. Confira um apanhado geral a seguir.
Tudo o que o Google anunciou no I/O 2026
Gemini Omni
O Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind, que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.
Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações.
O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.
O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.
O Gemini Omni funciona por meio de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.
Gemini Omni é um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt” – Imagem: Google
Gemini Spark
O Gemini Spark é um agente de IA que funciona 24h por dia, sete dias por semana. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.
O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.
Gemini 3.5 Flash
O Gemini 3.5 Flash “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.
Ele traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.
“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”
O Google Workspace também receberá um incremento com inteligência artificial (IA). Entre as novidades, estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep.
Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google.
Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.
O Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.
Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos.
O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.
Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics
Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana, que poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes.
Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos, mantendo o estilo visual original.
A ferramenta foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.
A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.
Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google
Incremento ao Circule para Pesquisar
O Google também anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e IA.
Entre os destaques está a atualização do Circule para Pesquisar, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por IA.
A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende à Busca, ao Gemini e ao Chrome.
Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por IA.
Busca muda após 25 anos
O Google anunciou uma ampla reformulação da sua experiência de busca, incluindo mudanças na tradicional caixa de pesquisa, novos recursos com IA e ferramentas automatizadas para compras, produtividade e monitoramento de informações.
A principal mudança envolve justamente a icônica barra de pesquisa do Google, que mantém o mesmo formato básico desde 2001. Segundo a companhia, esta é a primeira grande alteração nas dimensões e na interação da caixa de busca em mais de 25 anos.
O novo campo foi redesenhado para acomodar perguntas mais longas, permitir uploads de diferentes tipos de mídia e integrar recursos conversacionais com IA.
De acordo com a companhia, a nova caixa inteligente de busca poderá expandir dinamicamente para acomodar perguntas maiores e também sugerir formulações com apoio de IA, indo além do tradicional autocomplete. O recurso começou a ser distribuído nos países e idiomas em que o Modo IA já está disponível.
A empresa também informou que os usuários poderão continuar conversas diretamente a partir dos AI Overviews, recurso que gera resumos automáticos nas buscas. Agora, será possível fazer perguntas complementares dentro do Modo IA sem perder o contexto anterior.
Google apresentou mudanças em sua caixa de pesquisa – Imagem: Reprodução / Google
Novidades no YouTube
O Google anunciou uma ampliação das capacidades de busca do YouTube com um novo recurso de IA chamado “Pergunte ao YouTube”, capaz de responder perguntas em linguagem mais natural e direcionar usuários diretamente aos trechos de vídeos considerados mais relevantes para suas buscas.
O novo sistema de busca permite que usuários façam pesquisas mais complexas e conversacionais, em vez de apenas inserir palavras-chave.
A novidade já está disponível para assinantes do YouTube Premium nos Estados Unidos, com 18 anos ou mais. Segundo a empresa, a ferramenta deverá ser liberada em breve para mais usuários da plataforma.
Novos óculos
O Google aproveitou para dar novos detalhes sobre seus próximos óculos inteligentes. A empresa anunciou que serão dois modelos, um com áudio e outro com tela integrada para exibição de informações em tempo real.
Os modelos vão funcionar a partir da plataforma Android XR, desenvolvida em parceria com a Samsung e Qualcomm para experiências que unem realidade virtual e a inteligência artificial Gemini.
Segundo o Google, a ideia é dar suporte aos usuários sem que eles tenham que tirar o celular do bolso ou interromper o que estão fazendo.
Óculos inteligentes do Google – Imagem: Google
Investimentos em IA
A empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de IA estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões (R$ 156,6 bilhões) em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões (R$ 909,6 bilhões/R$ 960,2 bilhões) neste ano.
O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs).
Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA.
A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.
Universal Cart
O Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com IA. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.
A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.
O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.
Nesta terça-feira (19), durante o evento Google I/O 2026, realizado no anfiteatro Shoreline, na Califórnia, nos Estados Unidos, o Google anunciou uma nova etapa na sua estratégia de comércio digital com inteligência artificial. A empresa apresentou o Universal Cart, um carrinho inteligente que unifica compras feitas em diferentes serviços da companhia e promete automatizar parte da experiência de consumo online.
A novidade foi divulgada como parte do avanço da chamada “agentic commerce”, em que sistemas de IA passam a atuar de forma ativa na organização, comparação e execução de tarefas relacionadas a compras. Segundo o Google, a ferramenta funciona integrada ao Search, ao Gemini e a outros produtos do ecossistema da empresa.
O sistema também promete acompanhar variações de preço, disponibilidade de produtos e oferecer sugestões personalizadas com base em dados do usuário e do mercado.
Para quem tem pressa:
Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas;
Sistema usa IA para monitorar preços, sugerir produtos e identificar compatibilidades automaticamente;
Empresa também amplia protocolos de pagamento e prepara expansão global do comércio baseado em agentes.
Universal Cart integra compras em diferentes plataformas do Google
Google lança Universal Cart, carrinho inteligente que centraliza compras feitas em diferentes plataformas – (Divulgação: Google)
O Universal Cart funciona como um carrinho unificado que pode ser alimentado a partir de diferentes serviços, como Search, Gemini, YouTube e Gmail. A ideia é permitir que o usuário adicione produtos enquanto navega por qualquer uma dessas plataformas, sem precisar repetir o processo de compra em cada ambiente.
Após a adição de um item, o sistema passa a monitorar automaticamente fatores como histórico de preços, promoções e disponibilidade em estoque. Essas funções são alimentadas por modelos de inteligência artificial da família Gemini.
Além disso, o carrinho é capaz de antecipar necessidades do usuário, sugerindo ajustes e alternativas com base em possíveis problemas de compatibilidade entre produtos.
IA analisa preços, compatibilidade e benefícios de pagamento
Universal Cart do Google – (Divulgação: Google)
A ferramenta também utiliza dados de pagamento e benefícios vinculados ao Google Wallet para identificar vantagens adicionais, como programas de fidelidade e ofertas de comerciantes.
Em cenários mais complexos, como a montagem de um computador personalizado com peças de diferentes varejistas, o sistema pode identificar incompatibilidades entre componentes e sugerir substituições mais adequadas.
A proposta é reduzir a necessidade de pesquisa manual, reunindo informações dispersas em uma única interface inteligente de decisão.
Checkout automatizado e expansão do ecossistema de compras
Quando o usuário decide finalizar a compra, o Universal Cart permite concluir o pagamento por meio do Google Pay ou redirecionar o processo para o site do próprio comerciante. A infraestrutura é baseada no Universal Commerce Protocol, que busca padronizar transações entre diferentes plataformas.
O Google afirmou que o sistema será implementado inicialmente em parceiros como Nike, Sephora, Target, Ulta Beauty, Walmart e Shopify, com expansão gradual para outros mercados.
Expansão global e novos protocolos de pagamento com IA
Além do Universal Cart, a empresa anunciou a expansão do Universal Commerce Protocol para países como Canadá e Austrália, com previsão de chegada ao Reino Unido nos próximos meses. O protocolo também será integrado a novos setores, como reservas de hotéis e entrega de alimentos.
Outro destaque é o Agent Payments Protocol, desenvolvido para permitir que agentes de IA realizem pagamentos com regras pré-definidas pelo usuário, incluindo limites de gasto e restrições de marcas.
Segundo o Google, o sistema cria registros verificáveis das transações para garantir segurança, transparência e controle sobre as ações executadas pelos agentes.
Nesta terça-feira (19), o Google anunciou a expansão de ferramentas de verificação de conteúdo em seus produtos de busca e inteligência artificial, durante a divulgação de novidades do I/O 2026. Entre os destaques está a atualização do Circle to Search, que passa a permitir que usuários identifiquem se uma imagem foi criada ou alterada por inteligência artificial.
A novidade faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas da empresa voltadas à transparência digital, em um contexto no qual conteúdos gerados por IA se tornam cada vez mais comuns e difíceis de distinguir de materiais autênticos. A atualização também se estende ao Search, ao Gemini e ao Chrome.
Segundo a empresa, a ferramenta pode ser acionada a partir de perguntas simples feitas pelo usuário, como verificar a origem de uma imagem ou confirmar se ela foi gerada por inteligência artificial.
Para quem tem pressa:
Circle to Search agora permite verificar se imagens foram geradas ou alteradas por IA diretamente na busca visual;
Google expande ferramentas de verificação para Search, Gemini e Chrome usando tecnologias como SynthID e C2PA;
Objetivo é aumentar a transparência digital e facilitar a identificação da origem de conteúdos na internet.
Circle to Search passa a integrar verificação de conteúdo
Nova atualização do Google permite que usuários possam verificar se uma imagem foi ou não gerada por IA – (Divulgação: Google)
Com a atualização, o Circle to Search passa a funcionar como uma porta de entrada para análise de origem de imagens. O usuário pode circular um conteúdo na tela e solicitar ao sistema informações sobre sua procedência, incluindo se há sinais de geração por IA.
O recurso também se conecta a tecnologias como o SynthID, sistema de marcação digital desenvolvido pelo Google para identificar conteúdos gerados por modelos de inteligência artificial, além de ferramentas baseadas em padrões da C2PA, que indicam se um material foi capturado originalmente por câmera ou editado posteriormente.
A empresa afirma que a funcionalidade busca tornar mais simples o acesso a informações sobre a autenticidade de conteúdos visualizados no dia a dia.
Busca, Gemini e Chrome também recebem verificação de origem
Nova interface do Gemini – Imagem: Reprodução/Google
A expansão da verificação de conteúdo não se limita ao Circle to Search. O Google também incorporou recursos semelhantes ao Search, ao Gemini e ao Chrome, permitindo que usuários consultem a origem de imagens, vídeos e áudios diretamente nessas plataformas.
As ferramentas utilizam o SynthID para identificar sinais de conteúdo gerado por IA e também passam a incluir suporte aos chamados Content Credentials, padrão que registra como um material foi criado ou modificado.
No caso do Chrome, a integração permitirá que usuários verifiquem informações de mídia enquanto navegam, sem necessidade de ferramentas externas.
Tecnologia de marcação digital ganha escala global
Google – Imagem: daily_creativity/Shutterstock
O Google afirmou que o SynthID já foi aplicado em mais de 100 bilhões de imagens e vídeos, além de grandes volumes de áudio gerado por inteligência artificial. A tecnologia insere marcas invisíveis que ajudam a rastrear a origem do conteúdo.
Essas iniciativas fazem parte de um esforço mais amplo da indústria para criar sistemas interoperáveis de verificação de autenticidade.
O Google anunciou o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens com inteligência artificial (IA) integrado ao ecossistema Workspace. A ferramenta foi apresentada nesta terça-feira (19) durante o I/O 2026 e, segundo a empresa, foi desenvolvida para permitir alterações mais precisas em imagens geradas por IA sem exigir que o usuário recomece o processo do zero.
De acordo com o Google, o aplicativo utiliza o modelo Nano Banana e poderá ser usado tanto para criar imagens a partir de uma tela em branco quanto para editar fotos já existentes. A empresa afirma que o foco do Pics está no chamado “controle criativo”, permitindo ajustes específicos em elementos da imagem. Inicialmente, o recurso começou a ser liberado para um grupo limitado de “Trusted Testers”.
Google Pics é o novo app do Google para geração e edição de imagens – Imagem: Reprodução / Google
Nos próximos meses, a ferramenta chegará globalmente aos assinantes Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Pics permitirá editar partes específicas das imagens
Entre os recursos anunciados está a chamada segmentação de objetos, que permitirá selecionar e modificar elementos isolados da imagem sem alterar o restante da composição.
Nos exemplos apresentados pelo Google, usuários poderão mover objetos, redimensionar itens ou até transformar completamente determinados elementos, como trocar a cor de uma roupa ou substituir um animal na imagem.
Ferramenta também terá tradução e integração com Workspace
O Google também afirmou que o Pics permitirá editar textos diretamente dentro das imagens e traduzir conteúdos para outros idiomas mantendo o estilo visual e a fonte original.
Outra novidade é a integração com aplicativos do Workspace. Segundo a empresa, será possível editar imagens diretamente no Slides e no Drive. O aplicativo também contará com telas compartilháveis para colaboração em tempo real entre múltiplos usuários.
O Google anunciou nesta terça-feira (19) o Gemini Omni, um modelo para criar “qualquer coisa a partir de qualquer prompt”. A apresentação aconteceu durante o evento Google I/O, uma das principais conferências da big tech no ano.
A tecnologia foi anunciada por Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de pesquisa da empresa), que afirmou que o Omni combina as expertises dos modelos Gemini para um “novo nível de entendimento de mundo, multimodalidade e edição”.
Hassabis ainda comparou a novidade com o Nano Banana, Genie e Veo. Segundo ele, os modelos são capazes de gerar vídeos e simulações realistas, com noções de realidade e física, mas ainda com algumas limitações. O Omni é um passo além: ele pode representar ideias ainda mais complexas, como gravidade e energia cinética – que os três modelos anteriores não conseguiam entender.
O executivo atribuiu o avanço às novas capacidades de raciocínio profundo do Gemini. O resultado são vídeos, imagens ou gráficos ainda mais realistas.
Na demonstração ao vivo durante o evento, Hassabis pediu que o Gemini Omni fizesse uma animação stop motion, com estética de massinha, para explicar o funcionamento de proteínas.
Demonstração do Gemini Omni durante o evento Google I/O – Imagem: Google
Imagens realistas e tom conversacional
O Gemini Omni funciona através de linguagem conversacional. Ou seja, o usuário pode criar algo a partir de um prompt e pedir ajustes como se estivesse conversando com a IA.
O modelo também permite editar imagens que já existem, sem necessidade de criar algo do zero. Na demonstração, Hassabis pediu que o Omni distorcesse a realidade de um vídeo dele mesmo se olhando no espelho. Também é possível ajustar a estética e adicionar itens.
“Tudo se torna uma tela para criar novas realidades”, afirmou o CEO da DeepMind.
Gemini Omni Flash é o primeiro modelo da família Omni disponível ao público – Imagem: Google
Gemini Omni Flash
Durante o Google I/O, a big tech anunciou que o primeiro modelo da família Gemini Omni, o Gemini Omni Flash, já está disponível para o público. Ele funciona no aplicativo do Gemini, no YouTube Shorts e no modelo Flow.
Hassabis ainda revelou que a próxima versão, o Omni Pro, estará disponível em breve, mas sem dar detalhes.
O Google anunciou nesta terça-feira (19) durante a conferência I/O 2026 uma série de novos recursos de inteligência artificial (IA) para os aplicativos do Google Workspace. Entre as novidades estão ferramentas conversacionais para Gmail, Docs e Keep, além de um novo aplicativo de criação de imagens chamado Google Pics e atualizações no AI Inbox e no Gemini Spark.
Segundo a empresa, os novos recursos têm como objetivo ajudar usuários a organizar tarefas, criar documentos e administrar e-mails usando comandos de voz e ferramentas de IA integradas aos aplicativos do ecossistema Google. Os recursos serão liberados “nos próximos meses” para assinantes dos planos Google AI Pro e Ultra e, em prévia, para clientes empresariais do Google Workspace.
Sundar Pichai, CEO do Google, apresenta o Docs Live durante o I/O 2026 – Imagem: Reprodução / Google
Gmail Live permitirá buscas por voz na caixa de entrada
Uma das novidades anunciadas é o Gmail Live, descrito pelo Google como uma ferramenta de busca por voz dentro da caixa de entrada. A proposta é permitir que usuários façam perguntas em linguagem natural para localizar informações presentes nos e-mails.
Nos exemplos divulgados pela empresa, usuários poderiam perguntar “qual é o portão do meu voo?” ou “o que está acontecendo na escola do meu filho esta semana?” para que o sistema procure e sintetize as respostas encontradas nos e-mails. A empresa compara a experiência ao funcionamento do Gemini, mas integrado especificamente ao aplicativo.
Docs Live vai organizar ideias e criar rascunhos
O Docs Live funcionará como um recurso de apoio para criação de documentos por voz. Segundo o Google, a ferramenta poderá organizar ideias, estruturar textos e montar rascunhos a partir de comandos falados.
Com autorização do usuário, o sistema também poderá buscar informações no Gmail, Drive, Chat e até na internet para complementar os documentos. O Google afirma que o recurso foi desenvolvido para ajudar desde anotações mais desorganizadas até brainstorms mais completos.
Aplicativo de notas também ganhará IA conversacional
O Google também confirmou novidades para o Google Keep, aplicativo usado para criar notas, listas e lembretes. Segundo a empresa, o sistema passará a entender comandos mais livres e organizar automaticamente as informações inseridas pelos usuários.
A ideia é que o aplicativo consiga interpretar anotações ditadas por voz ou textos mais desorganizados para criar lembretes e sugestões relacionadas ao conteúdo.
Google Pics promete edição de imagens com IA
Outra novidade anunciada foi o Google Pics, novo aplicativo de criação e edição de imagens baseado no modelo Nano Banana. Segundo o Google, a ferramenta permitirá modificar partes específicas de imagens, editar textos dentro de fotos e traduzir conteúdos mantendo o estilo visual original.
A empresa afirma que o aplicativo também terá integração com serviços do Workspace, inicialmente no Slides e no Drive, além de permitir edição colaborativa em tempo real. O Google Pics começou a ser liberado para um grupo limitado de testadores.
AI Inbox e Gemini Spark também receberam novidades
O Google também anunciou atualizações para o AI Inbox, ferramenta de gerenciamento inteligente de e-mails do Gmail. Entre os novos recursos estão respostas automáticas contextualizadas, acesso rápido a arquivos relacionados às tarefas e opções para limpar sugestões ou marcar tópicos como lidos com um clique.
Já o Gemini Spark foi apresentado como um agente pessoal de IA capaz de executar ações em nome do usuário, mediante autorização. Segundo o Google, o recurso poderá interagir com aplicativos do Workspace e executar tarefas como envio de e-mails e criação de eventos no calendário. Falamos mais sobre ele aqui.
O CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou o Gemini 3.5 Flash (o primeiro desta “linha”) nesta terça-feira (19), durante o Google I/O 2026, evento da big tech voltado para desenvolvedores.
O novo modelo “oferece desempenho de ponta para agentes [de inteligência artificial] e programação, destacando-se em tarefas complexas de longo prazo que proporcionam utilidade no mundo real”, diz o Google.
Segundo a empresa, usuários mundo afora vão poder usar o Gemini 3.5 Flash no aplicativo da IA e no “Modo IA” na Busca do Google.
“Também estamos trabalhando bastante na versão 3.5 Pro”, afirmou o Google, em comunicado. “Ela já está sendo usada internamente e esperamos lançá-la para o público no mês que vem.”
Gemini 3.5 Flash: O que muda?
O Gemini 3.5 Flash traz mudanças focadas em velocidade, autonomia (capacidade agêntica) e custo. O que muda, na prática, é o seguinte:
Velocidade maior: Ele consegue processar e gerar respostas quatro vezes mais rápido do que outros modelos avançados concorrentes, segundo o Google;
Foco em “agentes”: A principal evolução é a capacidade de agir como agente de IA. Em vez de responder perguntas isoladas, o modelo consegue planejar, criar e executar tarefas com vários passos sozinho (como programar, criar aplicativos ou automatizar fluxos de trabalho complexos). Aliás, ele superou o modelo anterior Gemini 3.1 Pro nessas tarefas de programação e autonomia, de acordo com a empresa;
Menos tempo e custo: Atividades de desenvolvimento ou auditoria que antes demoravam dias ou semanas podem ser resolvidas numa fração do tempo, custando frequentemente menos da metade do preço de outros modelos de ponta, diz a empresa;
Gráficos e telas interativas: O Gemini 3.5 Flash tem mais facilidade para entender imagens e gerar códigos visuais complexos, segundo o Google. Na prática, ele é usado no “Modo IA” da Busca do Google para construir gráficos e animações interativas em tempo real enquanto você pesquisa sobre um tema, por exemplo;
Segurança ajustada: Ele foi treinado com filtros mais avançados, o que diminui as chances de gerar conteúdos perigosos e reduz os erros nos quais o sistema se recusava, injustamente, a responder a uma pergunta segura, informou a empresa.
A atualização do grande modelo de linguagem (LLM, na sigla em inglês) da empresa chega com uma repaginação da interface do Gemini – seja no site ou no aplicativo. Agora, a interface a IA do Google está com uma cara mais clean.
Em testes feitos pelo Olhar Digital, deu para escolher entre: 3.1 Flash Lite, 3 Flash e 3.1 Pro. Também deu para ajustar o “nível de raciocínio” do modelo escolhido – entre “Padrão” e “Estendido”.
Confira abaixo:
Agora dá para escolher entre modelos Flash e Pro no Gemini; e ajustar o “nível de raciocínio” usado pelo modelo escolhido – Imagem: Reprodução/Google
Durante o Google I/O 2026, a big tech apresentou seu próprio agente de inteligência artificial (IA), o Gemini Spark.
O recurso funciona 24h por dia, sete dias por semana e está hospedado em máquinas virtuais dedicadas. Foi construído com o Gemini 3.5 e Google Antigravity.
O sistema auxilia o usuário em várias das suas tarefas diárias, como envio, organização e limpeza de e-mails do Gmail, preparação de anotações de reuniões e montagem de resumos de notícias. Ele pode ser ativado diretamente no menu do Gemini e, em breve, estará disponível no Google Chrome.
“É o seu agente pessoal de IA que ajuda você a navegar na sua vida digital, agindo em seu nome e sob sua direção”, disse Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a jornalistas durante apresentação no evento. “Ele funciona perfeitamente em máquinas virtuais dedicadas no Google Cloud, [então] você não precisa manter seu laptop aberto para garantir que ele esteja funcionando.”
Gemini Spark quer seu agente de IA 24/7
O Gemini Spark se difere de produtos, como o Claude Cowork e o ChatGPT Agent, por estar inteiramente integrado ao ecossistema Google;
Enquanto pode enviar e-mails com a integração com o Gmail, ele pode interagir com a web via Chrome;
Em dispositivos móveis, você também consegue acompanhar o progresso do Spark por meio do sistema para Android chamado Halo;
Assim como outros agentes virtuais, o Spark pode ser integrado a vários serviços via MCP. O Google quer lançar mais conexões nos próximos meses.
“Precisa enviar um e-mail para o seu chefe com uma atualização de status? O Spark pode extrair todas as informações dos seus e-mails, documentos, planilhas e apresentações e escrever o rascunho para você”, disse Josh Woodward, vice-presidente do Gemini App and AI Studio do Google Labs.
“Pequenas empresas estão usando o Spark. Elas podem monitorar sua caixa de entrada e nunca perder uma pergunta de um cliente.”
Hoje, o assistente de IA está em testes, mas deve ser disponibilizado para assinantes do Google AI Ultra na semana que vem.
Google atualiza Antigravity com versão 2.0
O Antigravity, app de programação do Google utilizado para construir o Spark, recebeu nova versão. O Google Antigravity 2.0 possui app para desktop, ferramenta de linha de comando (CLI) e SDK para fluxos de trabalho personalizados.
A primeira versão do Antigravity foi lançada no ano passado como resposta a softwares de programação ética, como o Cursor.
Novidades
Agora, no novo app para desktop do Antigravity 2.0, os usuários podem lidar com diversos agentes e executar tarefas simultaneamente. Também é possível criar fluxos de trabalho personalizados para subagentes, bem como agendar tarefas a serem executadas de forma automática em segundo plano. Também está mais fácil integrá-lo a projetos, como o AI Studio, Android e Firebase.
Boa parte é impulsionada pelo Gemini 3.5 Flash, novo modelo de IA desenvolvido em conjunto com o Antigravity.
Além disso, o sistema está recebendo suporte nativo a comandos de voz, algo similar ao que foi realizado em outros produtos da big tech, como Gmail e Docs.
A nova ferramenta de linha de comando (CLI) é destinada a desenvolvedores que queiram usar um terminal para a criação de agentes. O Google está pedindo que usuários que utilizam o Gemini CLI migrem para a nova ferramenta do Antigravity.
Já o SDK do Antigravity permite aos desenvolvedores a criação de agentes personalizados com base na ferramenta de codificação do Google. Clientes do Google Cloud poderão se conectar ao Antigravity para desenvolver projetos.
Além disso, o Google disse que vai disponibilizar modelos de agentes personalizados no AI Studio para que os usuários corporativos os utilizem.
Uma ferramenta de exportação do Antigravity também está sendo adicionada ao AI Studio para exportação de projetos atuais e prosseguimento do trabalho de forma local.
A expertise em programação da empresa no Antigravity também será espelhada para o consumidor. Produtos, como a Busca, receberão esse upgrade.
Nela, os usuários receberão interface personalizada em tempo real como parte da resposta. Assim, as pessoas poderão criar miniaplicativos enquanto exploram um tópico dentro da busca.
Nos EUA, o Google lançou novo plano AI Ultra por US$ 100 (R$ 505,73), que possui limites de IA cinco vezes maiores no Antigravity que o plano Pro. O plano mais completo também sofrerá redução de preço: de US$ 250 para US$ 200 (R$ 1,2 mil/R$ 1 mil), com limites 20 vezes maiores que o plano Pro.
A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa cercada de expectativa e já começou a gerar impactos concretos nos negócios, segundo Kevin Brunner, presidente global de banco de investimento e fusões e aquisições do JPMorgan Chase & Co.. Em entrevista à Bloomberg TV durante a conferência de tecnologia, mídia e telecomunicações do banco em Boston, o executivo afirmou que o mercado entrou em uma nova etapa da corrida da IA.
“Passamos do hype para a execução e escalabilidade reais”, disse Brunner. Segundo ele, praticamente todas as empresas atendidas pelo JPMorgan discutem atualmente como adaptar seus modelos de negócio às mudanças trazidas pela IA e qual será sua estratégia de longo prazo nesse cenário.
Inteligência artificial está saindo da fase do hype e entrando em execução, diz executivo – Imagem: Stokkete/Shutterstock
IA impulsiona aquisições e reorganização do setor de tecnologia
Na entrevista, Brunner afirmou que a inteligência artificial tem influenciado diretamente o mercado de fusões e aquisições no setor de tecnologia. Segundo ele, empresas consideradas vencedoras na corrida da IA estão usando aquisições para adicionar capacidades, ferramentas e ampliar sua posição no mercado.
Ao mesmo tempo, outras companhias ainda avaliam como seus modelos de negócio serão afetados pela transformação tecnológica. Para o executivo, isso deve aumentar a diferenciação entre empresas ao longo dos próximos meses e acelerar uma nova onda de consolidação no setor. “A IA é tanto um catalisador quanto uma força de disrupção dentro da tecnologia”, afirmou.
Brunner disse ainda que empresas com maior escala têm levado vantagem porque conseguem gerar caixa suficiente para reinvestir em infraestrutura, desenvolvimento e transformação interna. Segundo ele, o mercado financeiro também tem favorecido companhias maiores nesse momento.
JPMorgan vê “seleção” e criatividade em fusões e aquisições
De acordo com o executivo, o atual momento do mercado de M&A é marcado por três fatores principais: seletividade, escala e criatividade. Ele afirmou que compradores estratégicos estão mais cuidadosos na alocação de capital e realizando negócios com “alto grau de convicção”.
Brunner também destacou o aumento de modelos alternativos de negociação, incluindo investimentos minoritários, parcerias, consórcios e colaborações entre empresas. “Estamos vendo acordos de todos os tipos”, disse.
Segundo ele, apesar das preocupações do mercado com juros elevados e questões geopolíticas, o acesso a capital ainda não representa uma barreira significativa para fusões e aquisições. O executivo afirmou que muitas empresas consideram urgente reposicionar seus negócios diante das mudanças provocadas pela IA.
Mercado deve separar vencedores e perdedores da IA
Na avaliação de Brunner, o setor de tecnologia ainda está nos estágios iniciais da transformação causada pela inteligência artificial, mas os próximos meses devem começar a mostrar quais empresas conseguirão converter o entusiasmo em resultados concretos.
Investidores seguem concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado – Imagem: Primakov / Shutterstock
O executivo afirmou que investidores continuam concentrando recursos nas companhias mais fortes do mercado, especialmente grandes provedores de infraestrutura e hyperscalers. Já outras empresas podem enfrentar consolidações ou precisar rever seus modelos de negócio. “Acho que vamos começar a ver os vencedores”, afirmou.
Brunner também comentou que fundos de private equity têm acompanhado de perto a transição provocada pela IA e devem aumentar sua participação em operações de consolidação e fechamento de capital na segunda metade do ano.