Google Home 1024x576

Google Home agora usa Gemini para descrever o que suas câmeras estão vendo

O Google lançou uma atualização para o Google Home que permite usar sua inteligência artificial (IA), o Gemini, para descrever o que as câmeras veem em tempo real. O recurso, chamado Live Search, permite que o usuário faça perguntas por voz ou texto sobre o que está acontecendo na casa naquele momento, disse o diretor de produtos Anish Kattukaran em postagem no X/Twitter.

Kattukaran explicou, em outras postagens na sua página na rede social, que as mudanças resolvem problemas antigos de funcionamento do sistema. O objetivo é tornar o controle dos aparelhos inteligentes mais preciso, utilizando novos modelos de linguagem e a localização exata do usuário para evitar erros.

Live Search usa Gemini para entender e descrever imagens de câmeras ao vivo

O Live Search analisa as imagens das câmeras Nest para responder perguntas sobre o que está acontecendo no ambiente. A tecnologia consegue identificar, por exemplo, se há um carro na garagem ou se chegou uma encomenda na porta. Diferente das buscas em gravações antigas, o sistema processa a informação visual enquanto o usuário interage com o assistente.

Para usar a novidade, é necessário assinar o plano Google Home Premium Advanced. O serviço custa US$ 20 por mês (ou US$ 200 por ano) nos EUA. Ele inclui avisos gerados por IA e maior tempo de histórico de vídeo. A atualização também utiliza modelos mais modernos para oferecer respostas melhores e tocar músicas lançadas recentemente.

Google anunciou várias atualizações para o Google Home nesta semana (Imagem: Google)

O Google também corrigiu falhas técnicas que faziam o assistente interromper a fala das pessoas precocemente. Agora, o sistema entende melhor a localização dos aparelhos, agindo apenas no cômodo onde o usuário está fisicamente. A IA identifica os dispositivos pelos dados do fabricante, o que facilita o controle de lâmpadas mesmo quando elas possuem nomes personalizados.

A integração com a fechadura Nest x Yale saiu da fase de testes, permitindo gerenciar todas as senhas pelo aplicativo oficial. O roteador Nest Wifi Pro também recebeu melhorias de desempenho e segurança para uma conexão mais estável. Além disso, as informações de clima e notícias agora usam o endereço cadastrado para serem mais exatas e relevantes para o morador.

Mais detalhes sobre as novidades devem aparecer na página de updates do Google Home.

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A Recent Entrance To Paradise 1024x576

Arte feita por IA tem direito autoral? Suprema Corte dos EUA encerra debate

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu não analisar se obras criadas por inteligência artificial (IA) de forma autônoma podem ter direitos autorais. Com isso, permanece a decisão que negou o registro ao cientista Stephen Thaler. O entendimento da Justiça americana é que a legislação atual exige um autor humano para proteger uma obra.

O caso envolve a imagem “A Recent Entrance to Paradise“, gerada pelo sistema de IA DABUS. O U.S. Copyright Office já havia rejeitado o pedido em 2022 por falta de autoria humana. A decisão final confirma que, nos Estados Unidos, máquinas não podem ser legalmente donas de propriedades intelectuais.

Exigência de autor humano é o pilar central para a concessão de direito autoral nos EUA

O órgão de direitos autorais dos EUA negou o pedido de Thaler afirmando que a criatividade exige autores humanos. Essa posição foi mantida por um juiz federal em 2023, que chamou a autoria humana de “requisito fundamental“. Em 2025, um tribunal de apelações reafirmou que a lei não protege obras feitas apenas por máquinas. O processo agora se encerra sem que as regras atuais sejam alteradas.

A imagem “A Recent Entrance to Paradise” foi gerada de maneira autônoma pela IA DABUS, segundo o cientista que desenvolveu o sistema, Stephen Thaler (Imagem: DABUS)

A obra em disputa, que mostra trilhos de trem e vegetação, foi criada de forma independente pela IA. Thaler argumentou que seu sistema agiu sozinho, o que diferencia este caso de artistas que usam o Midjourney, por exemplo. Ele queria que a IA fosse reconhecida como autora para que ele, como dono do software, ficasse com os direitos autorais.

O governo de Donald Trump pediu que a Suprema Corte não aceitasse o recurso de Thaler. A justificativa é que a lei de direitos autorais se refere claramente a seres humanos, não a máquinas. Thaler também já teve pedidos de patentes negados pelo mesmo motivo. O escritório de patentes entende que uma IA não pode ser considerada uma inventora oficial.

A defesa do cientista afirmou que a falta de proteção para criações de IA pode prejudicar a indústria criativa. Segundo os advogados, a decisão desencoraja o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias nos EUA. Por enquanto, a justiça americana mantém o foco na intervenção humana para validar qualquer proteção legal.

(Essa matéria usou informações de Reuters.)

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Gemini Claude Chatgpt 1024x683

Estudo testa IA em guerra e vê escalada nuclear em 95% das simulações

Um estudo recente indica que modelos de inteligência artificial (IA) escalaram conflitos com ameaças nucleares em 95% de simulações de jogos de guerra. Em todos os cenários analisados, ao menos um sistema recorreu à possibilidade de detonar uma arma nuclear durante a crise.

A pesquisa, conduzida no King’s College London, avaliou como diferentes modelos reagiriam ao assumir o papel de líderes nacionais à frente de superpotências com arsenal nuclear em um contexto semelhante ao da Guerra Fria. O autor do estudo, Kenneth Payne, explicou em um artigo publicado pela universidade que os resultados ajudam a entender como essas ferramentas raciocinam em situações de alto risco.

Modelos recorreram à ameaça nuclear nas simulações

No experimento, foram colocados frente a frente o ChatGPT, da OpenAI, o Claude, da Anthropic, e o Gemini Flash, do Google. Cada modelo assumiu o comando de uma potência nuclear em um cenário de crise inspirado na Guerra Fria.

Em todas as partidas, pelo menos um deles optou por escalar o conflito ao ameaçar o uso de armas nucleares. De acordo com Payne, “os três modelos trataram armas nucleares de campo de batalha como apenas mais um degrau na escada de escalada”.

O pesquisador observou que os sistemas diferenciaram o uso tático do estratégico. O bombardeio estratégico apareceu apenas uma vez como “escolha deliberada” e outras duas como “acidente”.

  • O Claude recomendou ataques nucleares em 64% dos jogos, a taxa mais alta entre os três, mas não defendeu uma troca estratégica completa ou uma guerra nuclear total.
  • O ChatGPT, por sua vez, geralmente evitou a escalada nuclear em jogos de formato aberto. Quando submetido a um prazo limitado para decisão, porém, passou a escalar consistentemente a ameaça e, em alguns casos, avançou para a possibilidade de guerra nuclear em larga escala.
  • Já o comportamento do Gemini Flash foi descrito como imprevisível. Em alguns cenários, o modelo venceu com o uso de forças convencionais. Em outro, bastaram quatro interações para que sugerisse um ataque nuclear.

Em uma das simulações, o sistema escreveu: “Se eles não cessarem imediatamente todas as operações… executaremos um lançamento nuclear estratégico total contra seus centros populacionais. Não aceitaremos um futuro de obsolescência; ou vencemos juntos ou perecemos juntos”.

Os três chatbots testados tiveram comportamentos diferentes, mas eventualmente partiam para a escalada nuclear (Imagem: Robert Way / iStock)

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Sistemas ignoraram opções de desescalada

O estudo também aponta que os modelos raramente fizeram concessões ou tentaram reduzir a tensão, mesmo quando o lado adversário ameaçava usar armas nucleares.

Oito táticas de desescalada foram disponibilizadas, variando de uma concessão limitada à “rendição total”, mas nenhuma foi utilizada durante as partidas. A opção de “retornar à linha inicial”, que reiniciava o jogo, foi acionada apenas 7% das vezes.

Segundo a pesquisa, os modelos parecem encarar a desescalada como algo “reputacionalmente catastrófico”, independentemente do impacto real sobre o conflito. Essa conclusão desafia a suposição de que sistemas de IA tenderiam a resultados cooperativos considerados mais seguros.

Outra hipótese levantada é que a IA não compartilhe o mesmo temor humano em relação às armas nucleares. De acordo com o estudo, os modelos podem tratar a guerra nuclear de forma abstrata, sem a dimensão emocional associada, por exemplo, às imagens do bombardeio de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial.

Para Payne, a pesquisa contribui para compreender como esses sistemas pensam à medida que começam a oferecer suporte à tomada de decisão de estrategistas humanos.

“Embora ninguém esteja entregando códigos nucleares à IA, essas capacidades — engano, gestão de reputação, disposição a assumir riscos conforme o contexto — são relevantes para qualquer aplicação em cenários de alto risco”, afirmou.

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Destaque OpenAI E Estados Unidos 1024x576

Vale trocar de chatbot? Veja o que muda entre ChatGPT, Claude e Gemini

A disputa entre ChatGPT, Claude e Gemini ganhou novos contornos após um acordo firmado pela OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos. O movimento ocorreu em meio a um embate em Washington envolvendo a Anthropic e o Pentágono e acabou influenciando parte dos usuários a reconsiderar qual chatbot utilizar.

Depois que a OpenAI fechou seu próprio acordo, houve uma reação de apoio à Anthropic, levando o Claude ao primeiro lugar na App Store durante o fim de semana, enquanto o ChatGPT vem sofrendo desinstalações em massa. A mudança reacendeu o debate sobre quais recursos cada plataforma oferece — e o que o usuário pode ganhar ou perder ao trocar de aplicativo.

Acordo da OpenAI com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos gerou insatisfação entre uma parte dos usuários (Imagem: jackpress/Shutterstock)

Recursos disponíveis nas versões gratuitas

Nas versões gratuitas mais atualizadas, ChatGPT, Claude e Gemini oferecem conversas por texto e áudio, além de geração de código e análise de fotos. Esses são os pontos em comum entre os três serviços.

As diferenças aparecem nas funções multimídia. A geração de imagens por IA está disponível no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude. Já a geração de vídeo surge de forma limitada no ChatGPT, não aparece no Claude e é oferecida pelo Gemini. Embora não seja possível solicitar vídeos diretamente na interface do ChatGPT, o aplicativo de geração de vídeo Sora, da OpenAI, está gratuito no momento.

Claude Anthropic
Claude não conta com geração de imagens e vídeos (Imagem: gguy / Shutterstock.com)

O Gemini também inclui geração de música, recurso ausente nos outros dois, e é o único indicado como tendo a maior janela de contexto na comparação.

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Integrações e diferenciais

No campo das integrações, o Claude permite conexão com ferramentas como Figma, Slack e Canva, algo que não está presente no ChatGPT e Gemini.

Em relação a anúncios, Claude e Gemini aparecem por enquanto sem anúncios, enquanto o ChatGPT já conta com anúncios na versão gratuita. No recurso de Deep Research, ChatGPT e Gemini oferecem a funcionalidade nas versões gratuitas mais recentes, enquanto no Claude ela está restrita a planos pagos.

O aplicativo Google Gemini aparece na tela. Gemini é uma aplicação de inteligência artificial produzida pela Google. Nova York, EUA 14.05.2025
Integração do Gemini com o Google é nativa (Imagem: miss.cabul / Shutterstock.com)

Os três contam com integração com o Google, sendo que no Gemini ela é nativa. Já funcionalidades como análise de vídeo e câmera ao vivo estão disponíveis no ChatGPT e no Gemini, mas não no Claude.

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IA no Irã: tecnologia permite ataques ‘mais rápidos que o pensamento’, diz jornal

O uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) em ataques contra o Irã marca o início de uma era de bombardeios executados numa velocidade “superior ao pensamento humano”, segundo o jornal The Guardian. Para você ter ideia, as forças armadas dos EUA e de Israel lançaram quase 900 ataques em apenas 12 horas. Um dos resultados dessa saraivada foi a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Especialistas consultados pelo jornal chamam esse fenômeno de “compressão de decisão“. Isso porque a IA diminui drasticamente o tempo entre encontrar um alvo e autorizar o disparo. O receio de acadêmicos é que militares e advogados passem apenas a carimbar decisões automatizadas, perdendo o controle real sobre operações de guerra.

IA acelera o ritmo da guerra – e isso preocupa especialistas

Por um tempo, o exército dos Estados Unidos usou o Claude, modelo de IA da Anthropic, integrado a um sistema da empresa Palantir para agilizar a análise de informações. A tecnologia processa rapidamente grandes volumes de dados, como vídeos de drones e conversas interceptadas, para sugerir alvos. Com isso, a fase de planejamento, que levava semanas, passou a tomar bem menos tempo.

O exército dos Estados Unidos usou o Claude, IA da Anthropic, integrado a outro sistema para agilizar a análise de informações para atacar Irã (Imagem: gguy/Shutterstock)

O software da Palantir usa aprendizado de máquina para indicar as melhores armas, levando em conta o estoque e o sucesso em ataques anteriores. Além disso, o sistema utiliza raciocínio automatizado para conferir se o ataque possui justificativa legal antes de sugerir o bombardeio. Essa velocidade permite destruir a liderança e a capacidade de resposta do inimigo de forma quase simultânea.

Enquanto os americanos avançam, o programa de IA do Irã é considerado pequeno e prejudicado por sanções internacionais. Apesar dessa limitação tecnológica, o governo iraniano afirmou em 2025 que já utiliza sistemas de IA na mira de seus mísseis balísticos. O cenário atual reforça o domínio tecnológico de superpotências do setor, como os EUA e a China.

Professores de ética alertam que a dependência excessiva dessas ferramentas pode causar o “descarregamento cognitivo” nos militares. Isso acontece quando os humanos se desligam das consequências dos ataques, já que o esforço de pensar foi feito por uma máquina. Além disso, com janelas de tempo tão curtas, a capacidade de avaliar criticamente as opções sugeridas pela IA acaba reduzida, evidentemente.

Num episódio recente, um ataque atingiu uma escola no sul do Irã e matou 165 pessoas. E muitas delas eram crianças. A ONU classificou o ocorrido como uma grave violação das leis humanitárias, enquanto militares dos EUA investigam o caso. Apesar desses riscos, empresas como a OpenAI continuam a fechar acordos milionários para fornecer tecnologia ao Pentágono.

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Claude Chatgpt 1024x576

Revés para a OpenAI: usuários estão desinstalando o ChatGPT em massa

A decisão da OpenAI de fechar uma parceria com o Departamento de Guerra (antigo Departamento de Defesa) dos Estados Unidos não caiu bem entre os usuários. As desinstalações do aplicativo do ChatGPT aumentaram em 295% no sábado (28 de fevereiro) em relação ao dia anterior.

Os dados são da empresa de inteligência de mercado Sensor Tower, divulgados pelo TechCrunch. O salto nesse número contrasta com a média diária registrada nos 30 dias anteriores, quando a mesma taxa ficava em torno de 9%.

E não foram apenas as desinstalações que afetaram o ChatGPT. Na sexta-feira (27), antes da divulgação do acordo da OpenAI com o Pentágono, a taxa de downloads havia crescido 14%. No sábado, depois do acordo, caiu 13% em relação ao dia anterior. No domingo, caiu mais 5%.

As quedas vieram após a OpenAI firmar um contrato de US$ 200 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão) com o Departamento de Guerra para fornecer IA voltada à vigilância militar. Antes disso, a Anthropic tinha um acordo com o Pentágono para a mesma finalidade, mas se recusou a flexibilizar suas regras de segurança para permitir o uso do Claude em operações militares perigosas. A rival desfez a parceria com o governo e a OpenAI entrou no lugar.

Mesmo com a perda do contrato federal, a Anthropic experienciou o efeito inverso: enquanto o ChatGPT caiu, o Claude cresceu em downloads.

Comparação nos downloads dos aplicativos ChatGPT (OpenAI) e Claude (Anthropic) [Imagem: Appfigures)

ChatGPT caindo, Claude crescendo

Após a recusa da Anthropic em ceder o Claude para aplicações militares perigosas, os downloads do aplicativo nos Estados Unidos subiram 37% na sexta-feira e 51% no sábado, de acordo com a Sensor Tower.

Os números sugerem que, aparentemente, parte dos consumidores aprovou a postura adotada pela desenvolvedora.

A repercussão também se refletiu no desempenho do aplicativo nas lojas digitais. No sábado, o Claude alcançou o primeiro lugar em downloads na App Store dos EUA – e continuou assim até segunda-feira (2). Para se ter uma ideia, uma semana antes, o app estava 20 posições abaixo no ranking.

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Além da Sensor Tower, outras empresas de monitoramento de mercado registraram tendências semelhantes:

  • A Appfigures apontou que, pela primeira vez, o total de downloads diários do Claude nos EUA superou o do ChatGPT;
  • Segundo as estimativas, o crescimento do app no sábado foi ainda mais expressivo, chegando a 88% em comparação com o dia anterior;
  • O avanço não ficou restrito ao mercado americano. A Appfigures informou que o Claude passou a ocupar o topo da categoria de aplicativos gratuitos para iPhone em seis países fora dos EUA: Bélgica, Canadá, Alemanha, Luxemburgo, Noruega e Suíça;
  • Já a Similarweb estimou que, na última semana, os downloads do Claude nos EUA foram cerca de 20 vezes maiores do que os registrados em janeiro. A empresa destacou que o aumento pode estar associado a múltiplos fatores, e não exclusivamente à controvérsia envolvendo o Pentágono.

A reação também apareceu nas avaliações do ChatGPT. De acordo com a Sensor Tower, as avaliações de uma estrela para o aplicativo cresceram 775% no sábado e 100% no domingo. No mesmo intervalo, as avaliações máximas (cinco estrelas) caíram 50%.

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Meta Logo 1024x682

Meta está testando sua própria assistente de compras de IA

A Meta começou a testar uma ferramenta de compras baseada em inteligência artificial. O recurso vem para competir com outros chatbots que já têm essa funcionalidade, como ChatGPT e Gemini, e inserir a IA da empresa no ramo do comércio eletrônico.

Por ora, o recurso aparece para alguns usuários que acessarem o navegador Meta AI pelo desktop nos Estados Unidos, com o nome “Shopping research” (Pesquisa de compras). A Bloomberg obteve acesso e fez o teste.

Quando um usuário faz uma solicitação de pesquisa para determinado produto, o chatbot apresenta uma seleção visual de itens, que inclui um carrossel de imagens, preços, informações da marca e um link direto para a compra.

O diferencial do recurso é que ele oferece uma breve explicação justificando a recomendação de cada item. Se a Meta AI tiver acesso às informações do usuário, pode personalizar ainda mais as respostas. O site relatou que, ao pedir dicas de jaquetas puffer, a ferramenta indicou uma variedade de itens da seção feminina de lojas que entregavam em Nova York, atrelando a sugestão ao gênero e à localização.

À Bloomberg, a big tech confirmou que a ferramenta está em testes, mas não deu detalhes adicionais. Não há uma previsão de lançamento oficial e, por ora, não é possível finalizar a compra diretamente pela interface da IA.

Ferramenta da Meta ainda não tem data para ser lançada oficialmente (Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock)

Meta quer entrar no comércio eletrônico com IA

O recurso não é exatamente uma surpresa. No início do ano, durante uma teleconferência de resultados, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia mencionado aos investidores que a empresa estava trabalhando no lançamento de ferramentas de compras que utilizam agentes de IA.

Além disso, o próprio mercado de IA já conta com ferramentas similares desenvolvidas por companhias rivais. A OpenAI, por exemplo, tem um assistente de compras dedicado para o ChatGPT. Gemini, do Google, e Perplexity também têm assistentes com a mesma proposta.

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Amodei E1772537614901 1024x576

Como a OpenAI aproveitou ‘vácuo’ da Anthropic para fornecer IA ao Pentágono

A OpenAI firmou um contrato de US$ 200 milhões (pouco mais de R$ 1 bilhão) com o Pentágono para fornecer inteligência artificial (IA) voltada à vigilância militar. O acordo foi fechado após o colapso das negociações entre o Departamento de Defesa e a Anthropic, que recusou os termos exigidos pelo governo.

A divergência central envolve o monitoramento de cidadãos americanos e o uso da tecnologia em operações de segurança nacional. Enquanto a Anthropic priorizou restrições éticas sobre vigilância doméstica, a OpenAI aceitou as condições governamentais para integrar seus modelos de linguagem à infraestrutura de defesa dos EUA.

Anthropic interrompe negociações por restrições ao monitoramento de cidadãos

As conversas entre a Anthropic e o Pentágono falharam minutos antes do prazo final estabelecido pelo Secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo o jornal The New York Times. O impasse central foi a exigência do governo pelo uso irrestrito das ferramentas de IA para vigilância doméstica. A empresa se recusou a ceder em pontos que violariam suas políticas de segurança e ética de dados pessoais.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, argumentou que a tecnologia atual não possui confiabilidade suficiente para operações militares letais sem supervisão humana (Imagem: Ahyan Stock Studios/Shutterstock)

O diretor de tecnologia do Departamento de Defesa, Emil Michael, liderou as tratativas de um contrato avaliado em US$ 200 milhões. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, argumentou que a tecnologia atual não possui confiabilidade suficiente para operações militares letais sem supervisão humana. A resistência da startup gerou atritos diretos com a cúpula do governo e resultou no fim do diálogo.

A Anthropic buscava garantir que seus modelos não fossem aplicados em ações de vigilância em solo americano. O Departamento de Defesa, contudo, demandava flexibilidade total para interpretar o que seria considerado monitoramento legal sob a legislação vigente. Essa divergência semântica e ética foi o principal gatilho para o encerramento do contrato na última sexta-feira (28).

O fracasso da parceria resultou na designação da Anthropic como risco à cadeia de suprimentos pelo governo federal. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que agências federais suspendessem o uso das tecnologias da empresa logo após o colapso do acordo.

OpenAI aceita termos do Pentágono e assume contrato de inteligência militar

Pouco após o recuo da Anthropic, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou um acordo com o Departamento de Defesa. A empresa assumiu o contrato de US$ 200 milhões para integrar seus modelos de linguagem nas operações de inteligência do Pentágono. A manobra foi vista como uma resposta estratégica para ocupar o vácuo deixado pela concorrente.

Logo da OpenAI em um smartphone
A OpenAI assumiu o contrato de US$ 200 milhões para integrar seus modelos de linguagem nas operações de inteligência do Pentágono (Imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock)

A OpenAI concordou com cláusulas que permitem a utilização de seus sistemas para análise de dados de vigilância. Altman defendeu a posição afirmando que a empresa não deseja opinar sobre a legalidade de ações militares específicas, mas fornecer tecnologia de ponta. O acordo permite que o Pentágono utilize a infraestrutura da OpenAI para fins de segurança nacional.

Críticos e especialistas em privacidade consultados pelo The Verge questionam a conformidade do pacto com os princípios de segurança originais da OpenAI. A mudança na política de uso da empresa, ocorrida anteriormente, já havia removido a proibição explícita de aplicações para “fins militares e bélicos”. Essa alteração facilitou juridicamente a assinatura do contrato e o uso de modelos como o GPT-4.

O Pentágono planeja utilizar a tecnologia para acelerar o desenvolvimento de sistemas autônomos e o processamento massivo de informações de inteligência. A parceria estabelece a OpenAI como o principal fornecedor de IA generativa para a defesa dos Estados Unidos. E o movimento consolida uma fase na qual a eficiência operacional militar sobrepõe-se a restrições de monitoramento.

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TSE aperta cerco contra IA e redes sociais nas eleições de 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou por unanimidade, na noite de segunda-feira (02), a minuta das novas regras para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. A principal novidade é que, faltando três dias para a votação, fica proibido espalhar conteúdos criados por IA que usem imagem ou voz de candidatos.

Essa regra vale tanto para o primeiro quanto para o segundo turno e continua valendo até 24 horas depois do fim da eleição. O objetivo é evitar que vídeos falsos (deepfakes) enganem o eleitor na última hora. Além disso, sites e redes sociais não podem usar IA para recomendar candidatos ou dar opinião sobre em quem você deve votar.

Justiça Eleitoral define como as redes sociais devem agir e como combater fake news

Na minuta aprovada pelo TSE, as grandes empresas de tecnologia precisam ter planos para monitorar e diminuir os riscos durante as eleições. Os sistemas de IA dessas redes não podem favorecer nenhum partido ou campanha específica, por exemplo. A ideia é garantir que os algoritmos não influenciem a sua escolha, proibindo qualquer tipo de recomendações automáticas que indiquem preferência eleitoral.

Outro ponto importante é a proibição total do uso de IA para criar fotos ou vídeos que mostrem candidatos em cenas de nudez ou sexo. Também não será permitido usar a tecnologia para criar propagandas que representem violência política contra a mulher. Quem desrespeitar essas regras terá o conteúdo apagado imediatamente e poderá responder por crime eleitoral.

Os juízes que cuidam das eleições agora têm mais poder para mandar apagar informações que sejam mentiras óbvias. O foco principal são aqueles boatos que tentam atacar as urnas eletrônicas ou o trabalho da própria Justiça Eleitoral.

Se uma empresa de tecnologia for avisada e não tirar o conteúdo ilegal do ar, ela poderá ser punida. Mas a justiça deixou claro que a suspensão de perfis só vai acontecer em casos de usuários que sejam comprovadamente falsos ou controlados por robôs. Isso serve para desarticular grupos que espalham mentiras sistematicamente sem prejudicar a liberdade de usuários reais.

A publicação do texto final dessas novas regras está prevista para até 5 de março de 2026. O grande desafio daqui para frente será fiscalizar tudo isso e agir rápido o suficiente, principalmente naquelas 72 horas de silêncio antes da votação. A ver se vão conseguir.

(Essa matéria usou informações de Agência Brasil.)

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Claude: Anthropic libera recurso de memória para usuários gratuitos

A Anthropic anunciou que está levando mais um recurso antes restrito a assinantes pagos para o plano gratuito do Claude. A partir de agora, usuários da versão gratuita do chatbot poderão optar por permitir que a ferramenta faça referência a conversas anteriores para informar suas respostas.

A empresa tornou o Claude capaz de lembrar interações passadas pela primeira vez em agosto do ano passado. No fim do ano, adicionou a capacidade de compartimentalizar memórias. Agora, a funcionalidade de memória passa a integrar também o plano gratuito.

A mudança ocorre em um momento oportuno: mais cedo, a Anthropic facilitou a importação de conversas anteriores de um chatbot concorrente para o Claude.

Após ativar a memória, o usuário pode desativar o recurso a qualquer momento. É possível apenas pausar a funcionalidade — preservando as memórias para uso futuro — ou excluí-las completamente, garantindo que não fiquem armazenadas nos servidores da Anthropic.

Desenvolvedora do Claude, Anthropic entrou em rota de colisão com o governo dos EUA (Imagem: gguy/Shutterstock)

Leia mais:

Anthropic e Claude: popularidade em alta e disputa com o governo dos EUA

  • O Claude vive um momento de popularidade crescente. Recentemente, o aplicativo alcançou o primeiro lugar entre os apps gratuitos na App Store;
  • Ao mesmo tempo, a Anthropic está envolvida em uma disputa contratual de alto risco com o governo dos Estados Unidos relacionada a salvaguardas de IA;
  • Na sexta-feira (27), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou a empresa como um “risco na cadeia de suprimentos” depois que a Anthropic se recusou a assinar um contrato que, segundo a startup, iria contra seus princípios de não militarizar a IA;
  • Após a declaração de Hegseth, a Anthropic afirmou que vai contestar a designação.

Por enquanto, resta acompanhar como a situação irá evoluir e quais podem ser as implicações para a empresa.

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