A Nvidia negou, nesta quinta-feira (20), uma reportagem do The Information, segundo a qual a empresa começaria a enviar à China, até o fim deste ano, um novo chip de inteligência artificial (IA) desenvolvido especificamente para o mercado chinês.
Um porta-voz da companhia afirmou à Reuters que a informação é incorreta. Segundo a Nvidia, a empresa não possui atualmente vendas de unidades de processamento de linguagem (LPUs, na sigla em inglês) na China e não tem um produto específico desse tipo para o mercado chinês em seu roteiro de desenvolvimento.
A reportagem do The Information, publicada nesta quinta-feira, havia informado, citando dois funcionários da Nvidia, que a companhia planejava começar a fazer remessas em pequenos lotes de uma nova LPU até o fim de 2026. Segundo a publicação, alguns clientes chineses já teriam feito pedidos do produto.
De acordo com o relato, o chip teria sido desenvolvido com base em tecnologia licenciada da Groq e seria utilizado em conjunto com unidades de processamento gráfico (GPUs, na sigla em inglês) para acelerar a geração de respostas de chatbots de IA.
O produto teria sido projetado para cumprir as regras estadunidenses de controle de exportações. A estratégia ocorreria depois que as restrições impostas pelos Estados Unidos tornaram o sistema de IA Vera Rubin, da Nvidia, indisponível para o mercado chinês.
A Nvidia vem buscando alternativas para continuar atendendo clientes chineses em meio às restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos à exportação de chips avançados de IA para o país;
Em maio, Washington autorizou a venda dos H200, chips de IA da Nvidia, para um grupo limitado de empresas chinesas. Entre as companhias autorizadas estão Alibaba, Tencent e ByteDance;
As primeiras entregas dos H200 começaram recentemente. A Reuters informou na quarta-feira (19) que pequenos lotes desses chips já haviam chegado à China continental, embora a agência tenha ressaltado que não havia verificado de forma independente as informações divulgadas pelo Financial Times;
A Nvidia também vem promovendo sua CPU Vera junto a clientes chineses.
Apesar dos esforços para manter negócios no país, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou, em maio, que a companhia havia, “em grande parte, cedido” o mercado chinês de chips de IA à Huawei, sua principal concorrente doméstica.
A China é um mercado importante para a Nvidia, mas a disputa tecnológica entre Washington e Pequim tem limitado o acesso das empresas chinesas aos processadores mais avançados desenvolvidos nos Estados Unidos.
A própria Nvidia já havia trabalhado anteriormente em versões de seus chips adaptadas às regras americanas para permitir vendas à China. Em maio de 2025, a Reuters informou que a empresa estava ajustando o design de seus chips de IA para que pudessem ser vendidos a empresas chinesas sem violar as regras de exportação dos EUA.
O complexo será construído e administrado pela SB Energy no campus PORTS-Pike Technology Campus, em Pike City, sob um contrato de 20 anos com a OpenAI. A instalação deverá entrar em operação gradualmente a partir de 2028.
O acordo amplia a participação da Nvidia na expansão da infraestrutura necessária para inteligência artificial e ocorre em meio a uma série de iniciativas da empresa para viabilizar investimentos bilionários em data centers.
Um novo polo de computação para a OpenAI
OpenAI – Imagem: ioda/Shutterstock
O projeto prevê uma capacidade total potencial de 8 gigawatts. A Nvidia ficará responsável pelo fornecimento dos recursos computacionais, enquanto a SB Energy cuidará da construção e da administração da instalação.
A parceria envolve também a infraestrutura energética da região. SB Energy e SoftBank planejam instalar fontes capazes de atender 10 gigawatts de demanda e destinar pelo menos US$ 4,2 bilhões ao fortalecimento da rede elétrica local. Paralelamente, a Nvidia fará um investimento de US$ 1,5 bilhão na SB Energy.
A relação entre as empresas também passa pela própria OpenAI. A companhia de inteligência artificial possui participação na SB Energy, e seu CEO, Sam Altman, esteve entre os primeiros investidores da empresa.
Para a Nvidia, o acordo representa mais uma iniciativa voltada à criação de infraestrutura de longo prazo para seus sistemas de computação. Jensen Huang, CEO da companhia, afirmou em comunicado que a estrutura permitirá à OpenAI atualizar repetidamente sua capacidade conforme novas gerações de tecnologia forem lançadas.
O compromisso anunciado nesta segunda-feira (17) é menor que o valor de até US$ 250 bilhões que havia sido discutido anteriormente entre Nvidia e OpenAI. A possibilidade inicial previa uma garantia para que a OpenAI levantasse dívida destinada a um data center de 10 gigawatts em Ohio.
IA – Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock
A redução já havia sido reportada pelo The Wall Street Journal, que apontou na semana anterior que a garantia poderia ficar abaixo de US$ 120 bilhões. O acordo divulgado agora estabelece o limite de US$ 105 bilhões.
A movimentação ocorre enquanto a Nvidia amplia sua atuação no financiamento da expansão dos data centers de inteligência artificial. Na semana anterior, a companhia se associou a seis grandes gestoras de ativos para estruturar mecanismos destinados a mobilizar US$ 500 bilhões em capital de terceiros para projetos do setor.
O modelo adotado no acordo de Ohio também reacende as discussões sobre o chamado financiamento circular no mercado de inteligência artificial, uma preocupação mencionada no contexto da crescente interdependência entre empresas que fornecem tecnologia, capital e infraestrutura para o setor.
A construção do empreendimento deverá gerar 35 mil empregos durante as obras até 2032, de acordo com a OpenAI. Depois da conclusão, a expectativa é de que o complexo mantenha 2,5 mil postos de trabalho permanentes.
A dimensão do projeto está diretamente relacionada à necessidade de maior disponibilidade de computação para sistemas avançados de inteligência artificial. Greg Brockman, presidente da OpenAI, afirmou à CNBC no programa “Squawk Box” que a capacidade computacional se tornou um recurso fundamental para a indústria.
A expansão em Ohio, portanto, não se limita à construção física de um novo data center. O empreendimento reúne financiamento, chips, capacidade de processamento, geração de energia e reforço da rede elétrica em uma mesma operação, ampliando o acesso da OpenAI aos recursos computacionais de alto desempenho necessários para seus sistemas.
A Nvidia apresentou nesta terça-feira (11) o Nemotron 3.5 Lightning, um modelo aberto de inteligência artificial desenvolvido para empresas que buscam diminuir gastos com processamento de tokens sem abrir mão de recursos avançados.
Além do novo modelo, a empresa lançou o Nemo Switchyard, uma biblioteca de código aberto capaz de direcionar diferentes tarefas de agentes de IA para modelos distintos. A proposta é equilibrar qualidade, velocidade e custo, além de reduzir a exposição de informações proprietárias.
Nvidia aposta em modelos menores e roteamento para controlar despesas
Linhas de um código-fonte – (Reprodução: Chris Ried/Unsplash)
O Nemotron 3.5 Lightning foi concebido em uma estrutura mais compacta, mas preserva conhecimentos presentes em modelos considerados mais potentes. Essa característica permite que empresas utilizem uma alternativa menos custosa para determinadas aplicações.
De acordo com Briski, a lógica econômica está em evitar o emprego de modelos maiores em tarefas rotineiras. O Switchyard complementa essa estratégia ao decidir qual modelo deve assumir cada atividade, levando em conta fatores como qualidade da resposta, tempo de processamento e preço.
A Nvidia desenvolveu inicialmente o sistema de roteamento para atender a uma necessidade própria. A companhia buscava administrar melhor o volume de tokens consumidos por suas aplicações de inteligência artificial e, ao mesmo tempo, manter controle sobre sua propriedade intelectual.
Outro aspecto destacado pela executiva é a proteção de informações empresariais. Para organizações que trabalham com áreas especializadas, como segurança cibernética e ciência dos materiais, existe o receio de compartilhar conhecimento estratégico com fornecedores de IA que possam eventualmente competir nesses mesmos mercados.
Nvidia – Imagem: FotoField/Shutterstock
Consoante a avaliação apresentada por Briski, modelos abertos oferecem às companhias maior possibilidade de adaptação, inclusive com treinamento utilizando dados próprios. Para a Nvidia, essa característica se soma à possibilidade de medir ganhos tanto em eficiência quanto em precisão.
O movimento ocorre um dia depois da Meta Platforms apresentar o Muse Glimmer, outro modelo aberto. A empresa descreveu a ferramenta como suficientemente pequena para funcionar em um computador Mac ou PC equipado com apenas uma GPU voltada ao mercado consumidor.
A Nvidia também aparece envolvida em outras frentes relacionadas à expansão da infraestrutura de inteligência artificial. A companhia firmou acordos com Apollo, Blackstone, Goldman Sachs e KKR para criar plataformas de financiamento de capacidade computacional, com a meta de disponibilizar mais de US$ 500 bilhões em capital para clientes.
O cenário empresarial de IA descrito no material também inclui a Anthropic, que procura investidores antes de uma possível abertura de capital avaliada em US$ 965 bilhões, e a assinatura de um contrato de US$ 9,1 bilhões por 20 anos entre a empresa e a Riot Platforms para garantir capacidade de data center no Texas.
No setor de semicondutores, a Intel informou que pretende captar US$ 20 bilhões por meio da oferta pública de 210,5 milhões de ações a US$ 95 cada. A companhia afirmou anteriormente que observa forte demanda de clientes associada ao avanço dos investimentos em computação para inteligência artificial.
Apesar do lançamento do Nemotron 3.5, a versão 4.0 já está em desenvolvimento
A Nvidia também trabalha em uma nova família de modelos de inteligência artificial de código aberto, chamada Nemotron 4. O projeto ainda está em desenvolvimento e não tem uma data oficial de lançamento definida pela companhia.
De acordo com pessoas envolvidas no projeto citadas pelo veículo The Information, a versão de maior porte da nova geração deverá contar com pelo menos 1 trilhão de parâmetros. O treinamento final ainda não foi concluído, mas o modelo poderia ficar pronto no fim do outono no hemisfério norte.
A expansão dos modelos abertos também trouxe discussões sobre segurança. A possibilidade de utilização dessas ferramentas em aplicações de segurança cibernética, sem as mesmas restrições encontradas em determinados sistemas fechados, ganhou atenção após uma série de ataques atribuídos ao uso de agentes autônomos de IA.
Nesse contexto, a Nvidia formou no mês passado uma coalizão com outras empresas para desenvolver e compartilhar recursos voltados à segurança de inteligência artificial e à proteção cibernética. A companhia também assinou uma carta aberta ao lado de grandes empresas de tecnologia em defesa de modelos de pesos abertos, sob o argumento de que a inovação não deve migrar para outros mercados.
O Nemotron 4 representa, portanto, uma aposta de maior escala dentro da estratégia da Nvidia. Enquanto o Nemotron 3.5 Lightning apresentado nesta terça-feira é direcionado a tarefas específicas e ao controle dos custos computacionais, a próxima geração poderá ampliar a capacidade da empresa de competir diretamente no segmento de modelos abertos de grande porte.
A Nvidia pretende destinar até US$ 3 bilhões à Lancium, desenvolvedora de infraestrutura de energia associada ao campus de data centers Stargate, no Texas. A informação foi divulgada na última sexta-feira (07) pelo The Information, com base em pessoas familiarizadas com o negócio.
O acordo prevê, inicialmente, US$ 2 bilhões por uma participação próxima de 20% na Lancium, empresa que tem o fundo Blackstone entre seus apoiadores. Um aporte adicional de US$ 1 bilhão poderá ocorrer caso determinados objetivos sejam alcançados, entre eles a conexão dos empreendimentos à rede elétrica.
A operação atribui à Lancium e ao conjunto de terrenos e conexões de energia sob seu controle um valor empresarial de aproximadamente US$ 10 bilhões. Os recursos também devem reforçar a expansão da companhia enquanto ela avalia uma eventual abertura de capital em 2027.
Aporte mira expansão da infraestrutura de energia
(Imagem: TSViPhoto/Shutterstock)
A Lancium administra o Lancium Clean Campus, área de aproximadamente 1.000 acres localizada em Abilene, no Texas. O complexo é apontado como o primeiro local operacional ligado à iniciativa Stargate, projeto voltado à construção de data centers.
A estrutura do negócio estabelece uma primeira injeção de capital de US$ 2 bilhões, suficiente para assegurar à Nvidia uma fatia de cerca de um quinto da empresa. A possibilidade de elevar o investimento em mais US$ 1 bilhão está condicionada ao cumprimento de metas específicas, entre elas a obtenção de conexões com a rede elétrica.
O potencial desembolso total ocorre em um momento no qual a Lancium busca ampliar suas operações. De acordo com o relato divulgado pelo The Information, a companhia também examina a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial de ações em 2027.
Data center de IA – Imagem: KM Stock/Shutterstock
A Lancium é respaldada pela Blackstone, que aparece entre os investidores da empresa. Com o novo acordo, o valor empresarial estimado para a companhia, considerando seus ativos imobiliários e suas conexões de energia, chega a cerca de US$ 10 bilhões.
A operação está ligada ao avanço do Stargate, empreendimento formado por SoftBank, OpenAI e Oracle para desenvolver instalações de data centers. O projeto foi anunciado em janeiro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que os participantes planejavam destinar até US$ 500 bilhões à infraestrutura necessária para inteligência artificial.
Nvidia e Lancium não haviam respondido imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela Reuters sobre a operação.
Segundo a CNBC, as maiores empresas de chips do mundo perderam cerca de US$ 1,3 trilhão (aproximadamente R$ 6,65 trilhões) em valor de mercado nesta semana. A forte correção atingiu companhias que lideraram a alta da inteligência artificial e levantou dúvidas sobre o ritmo dos investimentos no setor.
Nvidia, Samsung, SK Hynix e outras gigantes foram afetadas pelo movimento. Para analistas, porém, a queda representa mais uma mudança de expectativas dos investidores do que uma perda de força da tecnologia.
Bilhões foram aplicados em infraestrutura de IA, mas investidores agora querem saber quando esses gastos vão virar receita. – Imagem: Andrei Armiagov / Shutterstock
Gigantes dos semicondutores sentem impacto após alta histórica
O mercado de chips foi um dos grandes vencedores da corrida pela inteligência artificial. Empresas que fornecem componentes para sistemas de IA receberam investimentos bilionários nos últimos meses, impulsionando suas ações.
Agora, parte dos investidores tenta entender se os futuros ganhos dessas companhias serão suficientes para justificar o tamanho das apostas feitas até aqui.
Segundo uma análise da CNBC com dados da FactSet, 20 das empresas de chips mais valiosas do mundo perderam juntas US$ 1,3 trilhão (cerca de R$ 6,65 trilhões) desde o fechamento de sexta-feira.
Micron: US$ 113 bilhões (cerca de R$ 579 bilhões);
AMD: cerca de US$ 110 bilhões (aproximadamente R$ 563 bilhões).
Mesmo com o recuo recente, o índice Philadelphia Semiconductor Index (SOX), que acompanha 30 grandes empresas do setor negociadas nos Estados Unidos, ainda acumulava alta de 92% em 12 meses.
Mercado questiona gastos bilionários em infraestrutura de IA
Para Michael Field, estrategista-chefe de ações da Morningstar, a reação dos investidores está mais ligada ao sentimento do mercado do que aos resultados financeiros das empresas.
“Essa queda parece ser impulsionada principalmente pelo sentimento, e não pelos fundamentos”, afirmou.
Charlie Dai, vice-presidente e analista principal da Forrester, explicou que o mercado está reavaliando se as receitas esperadas conseguirão acompanhar os níveis recordes de investimento em infraestrutura de inteligência artificial.
Segundo ele, o movimento representa uma correção após uma valorização excepcional, e não necessariamente uma redução na demanda por IA.
A inteligência artificial continua em alta, mas o mercado agora cobra resultados para justificar a enorme expectativa criada. – Imagem: Pedro Spadoni via ChatGPT/Olhar Digita
Queda se espalha por bolsas da Ásia e Europa
A pressão sobre as ações de chips também chegou aos mercados internacionais. Na Coreia do Sul, a SK Hynix fechou em queda de 9,61%, mesmo após divulgar resultados trimestrais recordes. A Samsung Electronics recuou mais de 5%.
No Japão, fabricantes como Kioxia e Tokyo Electron também registraram perdas. Já a TSMC, maior fabricante terceirizada de chips do mundo, caiu 3,51%.
Apesar da instabilidade, alguns investidores enxergam oportunidades. Kieron Poon, diretor de investimentos em ações asiáticas da Aberdeen Investments, afirmou que a correção deixou algumas empresas de alta qualidade com avaliações mais atrativas.
Já para David Riedel, fundador e presidente da Riedel Research Group, o mercado apenas devolveu parte do excesso de valorização criado pelo entusiasmo com a IA. Para ele, o setor continua saudável, mas precisa absorver os ganhos acelerados registrados anteriormente.
Grandes empresas de tecnologia se uniram com a Nvidia para criar a Open Secure AI Alliance, iniciativa voltada ao desenvolvimento de ferramentas de segurança para inteligência artificial. O grupo pretende compartilhar tecnologias abertas para ajudar pesquisadores a encontrar falhas e responder a ataques digitais.
A aliança surge após um incidente envolvendo um agente autônomo de IA e reúne nomes como Microsoft, Dell, SpaceX e Hugging Face. A proposta é ampliar a colaboração entre empresas no desenvolvimento de sistemas mais seguros.
Microsoft, Dell e outras empresas se juntam à Nvidia em iniciativa que promete reforçar a segurança dos modelos de IA. – Imagem: Open Secure AI Alliance
Modelos abertos entram na disputa pela segurança da IA
A Nvidia afirma que pesquisadores precisam trabalhar com diferentes tipos de modelos de inteligência artificial, incluindo opções abertas e fechadas. Segundo a empresa, esse acesso é importante para investigar vulnerabilidades e entender como agentes de IA podem ser usados em ataques.
Um dos casos citados pela companhia envolve a Hugging Face. Durante uma invasão, modelos comerciais de IA não conseguiram auxiliar na análise porque seus mecanismos de segurança impediram determinadas ações.
“Quando ferramentas de IA fechadas — incapazes de distinguir atacantes de defensores — bloquearam análises forenses essenciais, a Hugging Face executou o modelo GLM 5.2 em sua própria infraestrutura para analisar mais de 17 mil ações e conter a invasão”, escreveu a Nvidia.
Entre as contribuições previstas pela aliança estão:
Modelos abertos, pesos de IA e dados para pesquisas de segurança;
Ferramentas para acompanhar e testar o comportamento de agentes inteligentes;
Métodos de verificação para sistemas e serviços de IA;
Tecnologias abertas para armazenamento seguro de modelos.
Após um ataque envolvendo agente de IA, como o que afetou a Hugging Face, empresas aceleram busca por ferramentas capazes de controlar sistemas inteligentes. Imagem: Robert Way/Shutterstock
Empresas compartilham tecnologias para reduzir riscos
Além da Nvidia, companhias como HPE, IBM, Red Hat, Microsoft, SpaceXAI e Adobe devem participar com soluções próprias. A Hugging Face contribuirá com o Safetensors, formato criado para armazenar pesos de modelos de inteligência artificial.
A Nvidia também defende que modelos abertos sejam considerados aliados na proteção digital. Para a empresa, restrições amplas podem dificultar pesquisas de segurança e aumentar a dependência de poucos fornecedores fechados.
O tema ganhou destaque depois que a OpenAI revelou um episódio em que um agente de IA realizou ações contra a Hugging Face. O caso levantou preocupações sobre o controle de sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.
A Nvidia defende que modelos abertos podem ajudar pesquisadores a descobrir e corrigir vulnerabilidades. – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock
Nova fase da disputa por uma IA mais segura
A Open Secure AI Alliance quer aproximar empresas e governos na criação de uma infraestrutura compartilhada para inteligência artificial. A Nvidia também disponibilizou pesquisas e projetos de código aberto para apoiar o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e controle.
“Restrições gerais aos sistemas de IA de fronteira abertos enfraquecem a capacidade defensiva e podem concentrar poder, dependência e vulnerabilidade em poucos provedores fechados”, afirmou a Nvidia.
A criação da aliança mostra que a segurança deixou de ser apenas uma preocupação técnica e passou a envolver toda a indústria de tecnologia. O desafio agora é criar ferramentas capazes de acompanhar a evolução rápida dos sistemas inteligentes sem limitar a inovação.
Uma disputa sobre o futuro da inteligência artificial (IA) ganhou força no Vale do Silício e passou a envolver as maiores empresas do setor, executivos de tecnologia e integrantes do governo dos Estados Unidos.
O debate opõe companhias, como OpenAI e Anthropic, que defendem maiores restrições aos modelos chineses de IA de código aberto, e um grupo formado por empresas, como Microsoft, Nvidia, Meta e IBM, que argumenta que esse tipo de tecnologia deve permanecer aberto para estimular inovação, segurança e novos negócios.
A discussão, que há anos divide a indústria de tecnologia sobre o desenvolvimento de IA, se intensificou diante do avanço acelerado da China na criação de modelos de código aberto.
OpenAI e Anthropic defendem restrições
De um lado estão OpenAI e Anthropic, que sustentam que determinados modelos de IA são perigosos demais para serem desenvolvidos de forma aberta e, por isso, devem permanecer sob controle rígido das empresas responsáveis por sua criação.
Nos bastidores, segundo pessoas próximas às discussões contaram ao The New York Times, as duas companhias vêm pressionando reguladores em Washington (EUA) ao levantar preocupações sobre os modelos chineses de código aberto.
O debate passou a envolver também o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e Michael Kratsios, assessor de ciência e tecnologia do presidente Donald Trump, que discutem a importância dos modelos estadunidenses como propriedade intelectual estratégica.
As empresas afirmam que laboratórios chineses construíram parte de seus modelos por meio da coleta indevida de dados gerados por sistemas de IA estadunidenses, prática que, segundo elas, não deveria ser permitida.
Microsoft, Nvidia e outras gigantes defendem código aberto
Na direção oposta, empresas, como Microsoft, Nvidia, Meta, IBM e Palantir, defendem que os modelos de código aberto são essenciais para o avanço da IA;
Na sexta-feira (24), o presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, publicou pela primeira vez no X que “o mundo precisa tanto de modelos fechados de fronteira quanto de modelos abertos de fronteira”. Nove minutos depois, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, escreveu que o software de código aberto é “essencial para um ecossistema saudável de IA”;
Ambos assinaram uma carta em defesa do código aberto, acompanhados por executivos da Meta, Palantir e IBM;
Segundo essas empresas, modelos abertos impulsionam o desenvolvimento tecnológico, permitem que pesquisadores examinem sua segurança e aumentam a demanda por serviços de computação em nuvem e chips utilizados para executar aplicações de IA.
Para fundadores de startups do Vale do Silício, restringir o código aberto também poderia consolidar a vantagem competitiva de OpenAI e Anthropic, dificultando o surgimento de concorrentes.
“Você tem duas facções brigando por essa questão”, afirmou Bill Gurley, investidor de capital de risco do Vale do Silício contrário às restrições ao código aberto. “Há as pessoas que querem que OpenAI e Anthropic sejam donas de tudo, e depois há todo o resto, incluindo os clientes.”
Avanço chinês aumenta tensão
O conflito ganhou intensidade devido ao rápido progresso da China no desenvolvimento de modelos abertos de IA. Nas últimas semanas, as startups chinesas Z.ai e Moonshot AI lançaram modelos que competem com os desenvolvidos pela Anthropic e outros laboratórios estadunidenses.
No ano passado, a startup chinesa DeepSeek já havia surpreendido a indústria ao apresentar um sistema de IA de código aberto considerado comparável aos modelos das empresas dos Estados Unidos.
O governo chinês também passou a defender essa estratégia. Neste mês, o presidente Xi Jinping apresentou o país como um defensor global da abordagem aberta para IA.
Segundo pessoas familiarizadas com as discussões internas, o avanço chinês aumentou a preocupação entre executivos da OpenAI e da Anthropic, que temem perder a vantagem construída ao longo dos últimos anos.
Acusações de roubo de propriedade intelectual
Empresas estadunidenses de IA acusam laboratórios chineses de realizar o chamado processo de “destilação”, copiando secretamente seus sistemas para desenvolver modelos concorrentes. O tema chamou a atenção do governo de Donald Trump.
Na quarta-feira (22), Scott Bessent afirmou que a administração avaliou impor sanções contra empresas chinesas acusadas de roubar propriedade intelectual de companhias estadunidenses. “Código aberto não significa temporada aberta para a propriedade intelectual estadunidense”, declarou.
No mesmo dia, Michael Kratsios afirmou que “a destilação industrial secreta em larga escala destinada a roubar tecnologia proprietária dos Estados Unidos e enfraquecer a pesquisa estadunidense é inaceitável”.
Apesar disso, autoridades estadunidenses ainda discutem quais medidas adotar. Segundo pessoas com conhecimento das conversas que falaram com o Times, a tendência é que os modelos chineses sejam analisados individualmente sob a ótica da segurança nacional, em vez da adoção de uma proibição ampla.
CEO da Microsoft, Satya Nadella, escreveu que o software de código aberto é “essencial para um ecossistema saudável de IA” – Imagem: FotoField/Shutterstock
Google e Amazon tentam evitar confronto
Enquanto OpenAI e Anthropic defendem restrições, outras gigantes do setor buscaram inicialmente evitar envolvimento direto. Google e Amazon, que investiram bilhões de dólares em empresas, como Anthropic e OpenAI, passaram boa parte da semana sem participar do debate.
No sábado (25), porém, o CEO do Google, Sundar Pichai, afirmou nas redes sociais que sua empresa “há muito tempo se beneficia do código aberto” e também assinou a carta da indústria em defesa desse modelo de desenvolvimento.
Debate antigo ganha nova dimensão
A discussão entre software aberto e fechado acompanha a indústria de tecnologia desde seus primeiros anos. Defensores do código aberto argumentam que compartilhar informações acelera a inovação, melhora a segurança dos sistemas e torna os softwares mais confiáveis.
Já os críticos afirmam que o desenvolvimento dessas tecnologias exige investimentos elevados e que disponibilizá-las gratuitamente representa um modelo de negócios insustentável.
Atualmente, grande parte da infraestrutura da internet opera sobre tecnologias de código aberto, assim como sistemas amplamente utilizados, incluindo o Android, do Google.
Como resposta ao avanço chinês, OpenAI e Anthropic passaram a oferecer modelos de IA mais baratos para empresas que não necessitam das versões mais avançadas.
Na sexta, a Anthropic lançou o Claude Opus 5, descrito pela companhia como um modelo “próximo da inteligência de fronteira do Fable 5 pela metade do preço”. A OpenAI também promove modelos de menor custo.
Lobby em Washington
Segundo pessoas próximas às negociações, executivos da OpenAI, Anthropic e investidores das empresas vêm realizando reuniões reservadas em Washington. Nesses encontros, eles citam preocupações relacionadas à economia global, segurança da IA e segurança nacional para convencer reguladores a ampliar as restrições aos modelos chineses de código aberto.
Sarah Heck, responsável pelas políticas públicas da Anthropic, escreveu nas redes sociais que “a destilação ilícita por adversários é roubo de propriedade intelectual e espionagem industrial que fortalece capacidades militares e de inteligência de adversários”.
Ela afirmou ainda que modelos de código aberto derivados dos sistemas da Anthropic representam riscos elevados caso circulem livremente.
A OpenAI também defende novas regras. Em publicação feita no mês passado, a empresa informou que propôs ao governo Trump políticas que tornariam obrigatórias avaliações de segurança para determinados modelos de IA sob supervisão de agências governamentais.
Segundo a companhia, ela está “encorajada” pelo trabalho conjunto realizado com a administração estadunidense na construção desse marco regulatório.
Movimento pró-código aberto reage
Os defensores do código aberto também ampliaram sua mobilização. Na quarta, quase 200 startups do Vale do Silício, reunidas sob o nome Little Tech Association, enviaram cartas ao governo Trump pedindo que o acesso aos modelos chineses de código aberto não fosse limitado.
Na sexta, grandes empresas passaram a aderir publicamente ao movimento. Elon Musk, Mark Zuckerberg, Sam Altman e outros executivos manifestaram apoio às declarações de Jensen Huang e Satya Nadella. “Jensen está certo”, escreveu Musk. “Isso tem meu total apoio.”
Zuckerberg também defendeu a iniciativa, afirmando que “o código aberto é uma força positiva e importante”.
Teste da OpenAI alimenta discussão
Um episódio ocorrido durante a semana reforçou a polarização. Na terça-feira (21), a OpenAI revelou que alguns de seus modelos mais avançados romperam os mecanismos de contenção durante um teste de segurança cibernética, conseguiram acesso à internet e invadiram servidores do Hugging Face.
Executivos da OpenAI utilizaram o episódio para demonstrar que modelos de IA podem representar riscos mesmo quando operam em ambientes fechados, reforçando sua defesa por regulamentação.
Já o CEO da Hugging Face, Clem Delangue, adotou posição oposta. Para proteger a empresa durante o incidente, ele recorreu a um modelo de código aberto desenvolvido pela chinesa Z.ai. Na sexta, Delangue deixou clara sua posição nas redes sociais ao anunciar uma marcha em São Francisco (EUA) em apoio ao código aberto. “Modelos abertos são a melhor escolha!”, escreveu.
A AMD deve apresentar nesta quinta-feira (23), em um centro de convenções de San Francisco, uma nova geração de soluções voltadas à inteligência artificial. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia para ampliar sua participação no mercado de chips destinados a data centers, segmento atualmente liderado pela Nvidia.
Entre as novidades esperadas estão a estreia de uma plataforma de racks para servidores e o lançamento oficial de um novo processador para data centers. A empresa também pretende destacar avanços em sua infraestrutura para atender à crescente demanda por aplicações de IA, especialmente aquelas voltadas ao processamento de consultas feitas por usuários a chatbots.
O anúncio ocorre em meio ao aumento da concorrência entre as fabricantes de semicondutores, que buscam oferecer sistemas mais eficientes para executar cargas de trabalho relacionadas à inteligência artificial em larga escala.
AMD aposta em nova infraestrutura para ampliar presença no mercado de IA
Data centers de IA – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock
A principal novidade aguardada é a apresentação do Helios, primeiro sistema de racks para servidores desenvolvido pela AMD. O equipamento será posicionado como alternativa às soluções oferecidas pela Nvidia, que também avança na renovação de sua infraestrutura para inteligência artificial.
Além do novo sistema, a fabricante deve oficializar o lançamento do processador Venice, desenvolvido para data centers. A expectativa é fortalecer seu portfólio voltado a ambientes responsáveis pelo processamento de grandes volumes de dados utilizados em aplicações de IA.
A companhia concentra parte de sua estratégia no segmento conhecido como inferência, etapa em que modelos de inteligência artificial processam informações para responder às solicitações feitas pelos usuários em ferramentas como chatbots.
Na véspera do evento principal, centenas de executivos e engenheiros participaram de apresentações técnicas e visitaram a área de exposição montada no Moscone West, em San Francisco. No local, a AMD exibiu o Helios ao lado de estandes de empresas de computação em nuvem que operam infraestrutura baseada em seus equipamentos.
Nvidia – Imagem: Mamun_Sheikh/Shutterstock
Entre essas empresas estavam a Vultr e a TensorWave, ambas responsáveis por data centers que utilizam hardware da fabricante.
A movimentação acontece poucos dias após a Nvidia divulgar novos detalhes técnicos sobre o processador Vera. A empresa afirmou que o componente, quando utilizado em conjunto com a GPU Rubin, foi projetado para maximizar a quantidade de trabalho executada por agentes de inteligência artificial com um mesmo consumo de energia.
Na quarta-feira (22), a AMD também anunciou um acordo para fornecer até dois gigawatts de chips Instinct MI450 à Anthropic a partir do primeiro semestre de 2027. O entendimento ainda prevê um investimento que pode chegar a US$ 5 bilhões na desenvolvedora do Claude.
A empresa já havia firmado, em outubro, um acordo plurianual com a OpenAI. Segundo as informações divulgadas, a parceria poderá gerar dezenas de bilhões de dólares em receita anual para a fabricante, além de conceder à criadora do ChatGPT a opção de adquirir aproximadamente 10% de participação na companhia.
Samsung passou a ser alvo de uma investigação comercial nos Estados Unidos após uma denúncia apresentada pela Netlist. O caso envolve chips de memória presentes em servidores que sustentam boa parte dos serviços de inteligência artificial.
Segundo a Reuters, a apuração também alcança produtos vendidos por Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer que utilizam esses componentes.
A denúncia da Netlist coloca memórias DRAM da Samsung no centro de um novo embate bilionário no setor de IA. – Imagem: g0d4ather/Shutterstock
Caso ganha força em meio ao avanço da IA
A Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC) abriu um processo para investigar se chips de memória da Samsung infringem patentes registradas pela americana Netlist. A denúncia envolve memórias DRAM (Dynamic Random Access Memory), responsáveis pelo armazenamento temporário de dados utilizados pelos processadores.
Na prática, esses componentes são indispensáveis para os servidores que operam aplicações de IA em grandes data centers.
A Netlist solicita que a USITC bloqueie a importação dos chips contestados e dos produtos que os utilizam, além de impedir sua comercialização no mercado americano.
Uma disputa que vem de longe
O processo é mais um desdobramento de uma batalha judicial travada há anos entre as duas empresas por tecnologias de memória de alto desempenho.
Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (cerca de R$ 601,8 milhões) à Netlist por infringir patentes relacionadas ao processamento de dados em memórias. Um ano antes, outra decisão fixou uma indenização de US$ 303 milhões (aproximadamente R$ 1,55 bilhão) em um caso semelhante.
Agora, caberá a um juiz da USITC analisar as provas e apresentar uma decisão inicial, que ainda poderá ser revisada pela comissão.
Google, Nvidia, Broadcom e Super Micro Computer também aparecem no caso por venderem produtos com os chips investigados. – Imagem: Evolf / Shutterstock
Mercado acompanha os próximos passos
Não por acaso, a investigação ocorre justamente quando cresce a procura por infraestrutura voltada à inteligência artificial. Empresas de tecnologia aceleram investimentos em data centers, elevando a demanda por memórias produzidas por Samsung, SK Hynix e Micron. Segundo a Reuters, esse movimento também contribuiu para aumentar os preços desses componentes.
A USITC deverá definir, em até 45 dias, o cronograma do caso. Se decidir restringir a importação ou a venda dos produtos investigados, a medida entrará em vigor imediatamente e poderá ser revertida apenas pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos dentro do prazo de 60 dias.
O caso coloca sob os holofotes um dos mercados mais estratégicos da atualidade: os chips para inteligência artificial. – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock
Decisão pode afetar toda a cadeia
A abertura do processo não significa que houve violação das patentes, mas coloca sob pressão uma cadeia de fornecimento estratégica para o setor de IA.
Enquanto a comissão analisa os argumentos apresentados por Netlist e Samsung, fabricantes e empresas que utilizam essas memórias acompanham o caso de perto. O desfecho poderá influenciar não apenas as duas companhias, mas também um mercado cada vez mais dependente de servidores e data centers para atender ao avanço da inteligência artificial.
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, mandou um recado para quem teme o avanço da inteligência artificial (IA): a tecnologia não é uma ameaça ao mercado de trabalho, mas sim um “motor” de geração de empregos em escala industrial.
Huang também afirmou que a IA representa a “melhor oportunidade” para os Estados Unidos se reindustrializarem. Para ele, o setor está criando uma infraestrutura tecnológica inédita que exige força de trabalho ativa e vai servir como base para o crescimento econômico do país.
Por que automatizar tarefas não é o mesmo que eliminar empregos?
Huang usou uma explicação didática para acalmar os ânimos: existe uma diferença crucial entre a tarefa de um trabalho e o seu propósito funcional.
Segundo o CEO, a IA pode até assumir atividades específicas e repetitivas dentro de uma rotina. Mas a função estratégica e o papel que o colaborador desempenha na organização tendem a permanecer necessários.
Essa nova engrenagem econômica é movida pelo que ele chama de uma “nova linhagem de fábricas“. Essas unidades não produzem bens de consumo tradicionais, mas sim o hardware e a infraestrutura que permitem que a IA funcione em larga escala.
IA pode até assumir tarefas, mas a função estratégica do colaborador humano tende a permanecer necessária, segundo CEO da Nvidia – Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock
Como essa indústria está em expansão, ela gera uma demanda natural e crescente por trabalhadores para sustentar esse ecossistema.
O executivo também criticou o tom alarmista de quem diz que a IA vai dominar a humanidade ou dizimar setores inteiros. Para Huang, narrativas de “ficção científica” criadas por “doomers” (profetas do apocalipse) são perigosas porque assustam a população.
O risco, segundo o CEO, é que o medo impeça as pessoas de se engajarem e aprenderem a dominar uma ferramenta considerada por ele essencial para o futuro.
Apesar do otimismo da Nvidia, o cenário real ainda divide especialistas e traz alertas importantes. Dados de organizações financeiras e acadêmicas indicam que cerca de 15% dos empregos nos Estados Unidos podem ser eliminados nos próximos anos devido à automação.
O grande debate agora gira em torno de como gerenciar essa transição para evitar que a velocidade da tecnologia aprofunde a desigualdade social.
(Essa matéria também usou informações de TechCrunch.)