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Papa pede que padres não usem IA em homilias

O Papa Leão XIV pediu aos padres da Diocese de Roma que deixem de usar ferramentas de inteligência artificial (IA) para preparar homilias. A orientação foi dada em um encontro a portas fechadas realizado na quinta-feira (26), e o conteúdo da conversa foi divulgado pelo Vatican News.

Durante o diálogo, o pontífice respondeu a quatro perguntas feitas por sacerdotes e abordou temas como direção espiritual, trabalho pastoral, internet e tecnologia. Entre as recomendações, destacou a necessidade de evitar a “tentação de preparar homilias com inteligência artificial” e defendeu que a fé não pode ser transmitida por sistemas automatizados.

Em encontro com padres, o Papa Leão criticou o uso de IA (Imagem: Black Salmon / Shutterstock.com)

Papa critica uso de IA na preparação de homilias

De acordo com o Vatican News, Leão XIV comparou o uso da inteligência humana a um músculo que precisa ser exercitado. “Como todos os músculos do corpo, se não os usamos, se não os movemos, eles morrem. O cérebro precisa ser usado”, afirmou. Para ele, é necessário exercitar a própria capacidade intelectual para não perdê-la.

O Papa também traçou um limite claro entre tecnologia e vocação religiosa. “Dar uma verdadeira homilia é compartilhar a fé”, disse, ao acrescentar que a inteligência artificial “nunca poderá compartilhar a fé”. Na avaliação do pontífice, a pregação deve refletir a experiência pessoal do sacerdote e sua vivência com Jesus Cristo, especialmente no contexto cultural e comunitário em que atua.

O posicionamento ocorre em um momento em que o Vaticano anunciou um sistema próprio de tradução com uso de IA, capaz de traduzir textos litúrgicos em até 60 idiomas em tempo real. A ferramenta foi apresentada no mesmo dia do encontro com os padres, evidenciando que a discussão sobre os limites da tecnologia dentro da Igreja está em curso.

Igreja Católica e IA

Esta não é a primeira vez que Igreja Católica e IA se chocam. Em 2023, uma imagem do Papa Francisco usando uma jaqueta branca estilizada viralizou nas redes sociais, mas depois foi confirmada como uma criação feita por inteligência artificial.

imagem mostra papa francisco vestindo um casaco fashion passeando pelas ruas da cidade
Uma deepfake que pegou muitos de surpresa no início de 2023 foi uma imagem do Papa Francisco, “flagrado” com um modelo de casaco “fashion” enquanto andava pela rua (Reprodução/Redes Sociais)

Já Leão XIV vem colocando a inteligência artificial no centro de seu pontificado. Ao explicar a escolha do nome, afirmou que se inspirou em Leão XIII, que enfrentou os impactos sociais da Revolução Industrial, indicando que a atual “revolução digital” exige atenção semelhante da Igreja. Em discursos iniciais, o pontífice prometeu tratar os riscos da IA para a dignidade humana, a justiça e o trabalho, além de defender responsabilidade e possíveis formas de regulação para a tecnologia.

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Alertas sobre internet e redes sociais

Além da inteligência artificial, o Papa abordou o uso da internet e das redes sociais. Ele ressaltou que uma “vida de oração” é fundamental e não deve se limitar à recitação apressada do breviário, mas incluir tempo dedicado ao Senhor.

Leão XIV também advertiu sobre o que chamou de “ilusão na internet, no TikTok”, ao se referir à busca por curtidas e seguidores como forma de validação espiritual. Segundo ele, confundir popularidade digital com autêntica conexão religiosa pode desviar o foco da mensagem central do cristianismo.

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Google lança Nano Banana 2 com foco em velocidade

O Google anunciou nesta quinta-feira o Nano Banana 2, nova versão de seu modelo de geração e edição de imagens por inteligência artificial. A atualização sucede o Nano Banana original, lançado em agosto, e o Nano Banana Pro, apresentado em novembro. Segundo a empresa, a novidade começa a ser disponibilizada hoje em diferentes produtos do ecossistema da companhia.

O lançamento ocorre em meio à disputa crescente no setor de IA generativa. De acordo com o Google, o modelo anterior viralizou e impulsionou o uso do aplicativo Gemini, enquanto a evolução da família Gemini tem ampliado o engajamento de usuários. A empresa afirma que a nova versão combina recursos avançados do modelo Pro com a velocidade dos modelos Flash.

Exemplo de imagem criada no novo Nano Banana 2 (Imagem: Google / Divulgação)

Novo modelo une recursos avançados e maior velocidade

Chamado oficialmente de Nano Banana 2 (Gemini 3.1 Flash Image), o modelo foi desenvolvido para oferecer geração e edição de imagens com maior rapidez, mantendo capacidades de raciocínio e qualidade visual. Ele utiliza os modelos Flash do Gemini, descritos como mais rápidos e econômicos, o que permite respostas ágeis na criação de imagens.

Entre os recursos destacados estão o uso de conhecimento avançado de mundo, alimentado por informações em tempo real e imagens provenientes da busca na web, além de melhor capacidade de seguir instruções complexas. O modelo também promete renderização de texto mais precisa e possibilidade de tradução e localização de textos dentro das imagens.

O Google afirma ainda que houve melhorias em consistência de assunto, permitindo manter a semelhança de até cinco personagens e a fidelidade de até 14 objetos em um mesmo fluxo de trabalho. Também há suporte a diferentes proporções e resoluções, de 512 pixels até 4K.

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Integração a produtos e ferramentas do Google

O Nano Banana 2 passa a ser distribuído em diversos serviços da empresa. Ele substituirá o Nano Banana Pro nos modelos Fast, Thinking e Pro do aplicativo Gemini, embora assinantes Google AI Pro e Ultra mantenham acesso ao Pro para tarefas específicas.

O modelo também está disponível no Modo IA e no Lens da busca do Google, no AI Studio e na API do Gemini em prévia, além do Vertex AI no Google Cloud. No Flow, ferramenta de vídeo com IA da companhia, torna-se o modelo padrão de geração de imagens. A tecnologia também passa a integrar sugestões no Google Ads.

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Nano Banana 2 substitui antecessores no app Gemini (Imagem: Google / Divulgação)

Segundo dados divulgados anteriormente pela empresa, o Nano Banana original atraiu 13 milhões de novos usuários para o Gemini em quatro dias, em setembro. Até meados de outubro, o modelo havia gerado mais de 5 bilhões de imagens. Já o Gemini 3, lançado em novembro, contribuiu para que o aplicativo alcançasse mais de 750 milhões de usuários ativos mensais no fim de dezembro.

O Google também informou que segue ampliando mecanismos de identificação de conteúdo gerado por IA. A tecnologia SynthID, integrada a credenciais C2PA, já foi utilizada mais de 20 milhões de vezes no app Gemini desde novembro para verificar imagens, vídeos e áudios criados com IA.

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Por que o Redata acabou? Entenda o fim dos incentivos para data centers no Brasil

O programa Redata, que dava descontos em impostos para incentivar a construção de data centers no Brasil, chegou ao fim nesta quinta-feira (26). Isso aconteceu porque a regra que garantia esse alívio (uma medida provisória) perdeu a validade.

O plano era substituir essa regra temporária, criada pelo governo em setembro de 2025, pelo Projeto de Lei nº 278 de 2026, aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (25). Mas o Senado não votou a proposta dentro do prazo legal. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encerrou a sessão sem decidir sobre o tema, o que pegou o governo de surpresa.

Governo estuda meios de reativar incentivos sem violar a Lei de Responsabilidade Fiscal

Agora, o Ministério da Fazenda tenta descobrir se existe um caminho jurídico para reativar os incentivos sem desrespeitar as leis de controle de gastos. 

Com o fim do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (nome completo do Redata), volta a cobrança de impostos como IPI, PIS/Cofins e Imposto de Importação sobre os equipamentos usados nos data centers (você encontra mais detalhes sobre o programa no final desta matéria). O problema é que o programa era considerado essencial para atrair parte dos US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 257 bilhões) que o setor pretende investir na América Latina.

Redata era considerado essencial para atrair parte dos bilhões de dólares que o setor pretende investir no Brasil e na América Latina (Imagem: AlexLMX/Shutterstock)

O governo defende que ter esses data centers aqui é uma questão de segurança e soberania nacional. Hoje, 60% dos dados pessoais dos brasileiros são processados em outros países, longe do alcance direto das nossas leis de proteção. Além disso, depender de infraestrutura estrangeira deixa os serviços digitais mais caros e gera prejuízo para a economia do país. Em 2025, o Brasil gastou US$ 7,9 bilhões (R$ 41 bilhões) a mais do que recebeu nesse setor.

Empresas de tecnologia criticam a falta de votação. Para elas, o Brasil está perdendo a chance de ser competitivo nesse setor. De um lado, Alcolumbre justifica que o projeto chegou tarde demais ao Senado. De outro, o governo afirma que o texto já estava alinhado entre as Casas (mas já se percebia um impasse no Congresso sobre o tema). O maior obstáculo agora é uma lei de 2025 que proíbe novos benefícios fiscais. A volta do Redata depende de um novo acordo político entre o governo e os presidentes da Câmara e do Senado.

Glossário

O que é data center:

  • Um data center é uma instalação (física ou modular) onde ficam servidores, redes e sistemas de armazenamento que processam e guardam dados de empresas e serviços online;
  • Ele fornece energia, refrigeração, segurança e conexão para manter aplicativos e sites funcionando com alta disponibilidade;
  • Com o avanço das IAs, esse é um mercado em expansão em todo o mundo.

O que o PL do Redata determinava:

  • As empresas interessadas em investir no setor aqui no Brasil vão contar com a suspensão de tributos por cinco anos na compra de equipamentos.
  • A habilitação no Redata será autorizada pelo Ministério da Fazenda e envolve diversos tributos na compra de componentes eletrônicos – seja no mercado interno ou por importação. São eles: Imposto de Importação, PIS/Cofins, PIS/Cofins-Importação e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
  • A empresa vendedora dos equipamentos também será beneficiada, mas apenas para os produtos usados na fabricação dos computadores do data center.
  • No caso do IPI, a suspensão vale para componentes industrializados na Zona Franca de Manaus e listados pelo governo.
  • No caso do Imposto de Importação, a suspensão vale para produtos sem similar no mercado interno.
  • Depois de cumpridos todos os requisitos e entrega dos produtos, a suspensão será convertida em isenção definitiva.

Exemplos de contrapartidas presentes no PL:

  • Uso de energia de fonte limpa (hidrelétricas) ou renovável (solar e eólica);
  • Para ter direito aos benefícios, também é preciso estar em dia com os tributos federais;
  • Direcionar ao mercado interno um mínimo de 10% do fornecimento efetivo de processamento;
  • Realizar investimentos no país equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal;
  • Honrar a totalidade de sua demanda contratual de energia elétrica – seja com contratos de suprimento ou autoprodução de fontes limpas ou renováveis.

(Essa matéria usou informações de CNN Brasil e G1.)

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A saúde ainda é analógica no Brasil. A IA pode ajudar a resolver esse problema

Quem já precisou circular por clínicas e hospitais conhece a sensação de repetir as mesmas informações várias vezes, preencher formulários semelhantes, enviar documentos por mensagem e esperar retorno sobre autorização de exames. Em um país que desenvolveu bancos digitais sofisticados e exporta tecnologia no agronegócio, a rotina administrativa da saúde ainda parece, muitas vezes, analógica. […]

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IA assusta Wall Street, mas Jamie Dimon, do J.P. Morgan, diz que o medo é exagerado

Os últimos dias têm sido de preocupação para os principais investidores de Wall Street, principalmente após a publicação de um relatório da Citrini Research, trazendo hipóteses de como a inteligência artificial (IA) poderia transformar os meios de pagamento. O resultado foi a queda das ações dos principais bancos, desde segunda-feira, 23 de fevereiro. Mas, para […]

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Nvidia reduz o apetite pela dona do ChatGPT, mas valuation aumenta

Cinco meses após ter anunciado uma carta de intenções de US$ 100 bilhões na OpenAI, a Nvidia agora está perto de concretizar um acordo com a startup de Sam Altman, mas por um valor bem menor. A perspectiva é pela conclusão de um investimento de US$ 30 bilhões nos próximos dias. O cheque da empresa […]

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Os atritos políticos e ideológicos da Anthropic com o governo Trump antes do IPO

Em meio ao avanço de um possível IPO, a startup americana de inteligência artificial Anthropic, dona do chatbot Claude, se vê no meio de um conflito político e ideológico com o governo de Donald Trump e com o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A preocupação é que os possíveis atritos com […]

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Carrefour planeja abrir 70 lojas do Atacadão até 2030

Gigante francês do varejo alimentar, o Carrefour anunciou um extenso plano nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, detalhando suas metas e focos até 2030. E, nessa prateleira, um dos destaques é a operação brasileira, que fechou capital na B3 em maio do ano passado. “O Carrefour está adotando hoje um novo e ambicioso plano estratégico radicalmente […]

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Gemini sabe pedir Uber e comida, mas só no Galaxy S26 da Samsung e Pixel 10 do Google

A Samsung e o Google anunciaram novas funções de inteligência artificial (IA) nesta semana. Agora, o principal objetivo parece ser deixar o Gemini mais “agêntico”, isto é, mais capaz de automatizar tarefas que você costuma fazer manualmente em aplicativos.

Por enquanto, as novidades chegam em fase beta para a nova linha de celulares da Samsung (Galaxy S26) e para a família Pixel 10. Essas ferramentas permitem que a IA execute tarefas como pedir comida ou transporte de forma autônoma, mas sempre sob a sua supervisão.

Celulares Android terão ‘sistema de inteligência’ em vez de operacional

A ideia é que o Android vá de sistema operacional para “sistema de inteligência”. Na prática, isso significa fazer com que o modelo Gemini 3 execute tarefas de vários passos, como pedir Uber, segundo o Google. Funciona assim:

  • A IA abre o aplicativo numa janela virtual e navega pelas etapas sozinha;
  • Ela utiliza o raciocínio do modelo Gemini 3 para interagir diretamente com a interface dos programas;
  • Você pode acompanhar tudo em tempo real ou deixar a IA trabalhar em segundo plano;
  • Se faltar algo ou houver alguma dúvida, o sistema te notifica para você decidir;
  • Importante: A conclusão do pedido e o pagamento ainda precisam do seu clique final e revisão.

Com esse anúncio, o Google se coloca numa posição de vantagem em relação à Apple, apontou o The Verge. Embora a Apple tenha apresentado funções parecidas para a Siri em 2024, elas ainda não foram lançadas. E existem rumores de que esses recursos podem chegar apenas no iOS 27, após vários adiamentos. Enquanto a concorrência lida com atrasos, o Google já inicia os testes práticos nos EUA e na Coreia.

Pesquisas mais inteligentes e compras virtuais

O recurso Circle to Search agora identifica vários objetos de uma vez numa imagem (Imagem: Google)

O recurso Circle to Search (Circular para Pesquisar) também foi aprimorado e agora consegue identificar vários objetos de uma vez numa imagem, segundo o Google. Se você gostar de uma roupa numa foto, a IA permite pesquisar todas as peças simultaneamente e ainda oferece um provador virtual dentro da própria ferramenta. Além de compras, ela serve para educação: a IA consegue explicar, por exemplo, o comportamento de animais numa fotografia.

Proteção contra golpes em tempo real

Para fechar, a segurança ganhou um reforço contra fraudes. O sistema utiliza IA dentro do próprio aparelho para identificar padrões de fala suspeitos em chamadas telefônicas e mensagens, avisando sobre possíveis golpes na hora. Essa função vem desativada por padrão e não monitora chamadas de números que já estão salvos nos seus contatos. No momento, a detecção de voz está limitada ao idioma inglês e ao mercado dos Estados Unidos.

(Essa matéria também usou informações de Samsung e Google.)

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Amazon lança novos estilos de personalidade para Alexa+

A Amazon anunciou na quarta-feira um novo recurso para o Alexa+, sua assistente com inteligência artificial (IA). A empresa passou a oferecer três estilos de personalidade — Brief, Chill e Sweet — que permitem ao usuário alterar o tom das respostas da assistente. A novidade foi lançada inicialmente no mercado dos Estados Unidos.

Segundo a companhia, a proposta é dar mais controle sobre a forma como a IA se comunica. Cada estilo modifica características como objetividade, informalidade e nível de entusiasmo nas interações. A função pode ser ativada por comando de voz em dispositivos compatíveis, como a linha Amazon Echo, ou diretamente no aplicativo da Alexa, dentro das configurações do aparelho, na seção “Personality Style”.

Além da personalidade original Alexa, a Amazon introduziu três novas ao Alexa+ nos Estados Unidos (Imagem: Amazon / Divulgação)

Três estilos com tons diferentes

No modo Brief, a assistente responde de maneira mais curta e direta. Já o estilo Chill faz com que a Alexa adote um tom mais descontraído, semelhante ao de um amigo casual. Por sua vez, o modo Sweet torna as respostas mais calorosas e entusiasmadas, incluindo incentivo e positividade, de acordo com a Amazon.

A empresa afirma que os estilos foram desenvolvidos com base em cinco dimensões que moldam a personalidade da IA: expressividade, abertura emocional, formalidade, objetividade e humor. Cada opção combina esses fatores em níveis distintos. O Brief, por exemplo, não se limita a ser conciso, mas também apresenta comunicação casual, direta e com uso mínimo de humor.

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Personalidade em IAs é tema sensível

A introdução de traços de personalidade em modelos de IA tem sido alvo de debate no setor. Em alguns casos, sistemas considerados excessivamente elogiosos ou afirmativos geraram preocupações. O modelo GPT-4o, da OpenAI, foi citado em processos judiciais que alegam que interações muito validantes teriam contribuído para dependência tecnológica e agravamento de problemas de saúde mental de determinados usuários.

openai gpt-4o
GPT-4o gerou polêmica por sua possibilidade de ter personalidade (Imagem: PatrickAssale / Shutterstock.com)

Ao mesmo tempo, usuários de chatbots demonstram interesse em personalizar a forma como as IAs respondem. Em dezembro, a OpenAI lançou recursos no ChatGPT que permitem ajustar o estilo e o tom base da ferramenta, incluindo níveis de calor humano, entusiasmo e uso de emojis. Mesmo assim, parte dos usuários relata que o modelo mais recente ainda adota um padrão considerado excessivamente tranquilizador.

A Amazon informa que os três novos estilos do Alexa+ são os primeiros de uma série planejada. Outros formatos de personalidade devem ser disponibilizados futuramente.

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