OpenAI lança GPT-5.4-Cyber em resposta ao Mythos da Anthropic; veja como usar

A OpenAI está expandindo seu programa Trusted Access for Cyber (TAC) para milhares de defensores individuais e centenas de equipes de segurança. O grande destaque dessa expansão é o GPT-5.4-Cyber, uma variante do GPT-5.4 treinada para ser “permissiva”. Na prática, isso significa que a IA não irá recusar pedidos de análise de vulnerabilidades que seriam bloqueados no ChatGPT comum por precaução de segurança.

O rival do Claude Mythos

Enquanto a Anthropic apostou no Claude Mythos para detectar falhas de forma autônoma em sistemas de gigantes como Nvidia e Google, a OpenAI foca na democratização do acesso para defensores de infraestruturas críticas.

O GPT-5.4-Cyber traz uma habilidade técnica de alto nível: a engenharia reversa binária. Isso permite que profissionais de segurança analisem softwares já compilados em busca de malwares e falhas sem precisar ter acesso ao código-fonte original; uma tarefa complexa que agora pode ser acelerada por IA.

Leia também:

Como funciona o acesso e a segurança

Para evitar que o “feitiço vire contra o feiticeiro” e que hackers usem o modelo para criar ataques mais sofisticados, a OpenAI implementou um sistema rígido de verificação:

  • Identidade verificada: para acessar as camadas mais potentes do programa, defensores individuais devem passar por um processo de verificação de identidade (KYC) em chatgpt.com/cyber.
  • Monitoramento ativo: o uso do modelo será monitorado para garantir que ele esteja sendo usado para fins defensivos.
  • Limitações de retenção: desenvolvedores que utilizam a ferramenta via API em plataformas de terceiros podem ter restrições, como a impossibilidade de usar o modo de “Retenção Zero de Dados” (ZDR), para que a OpenAI mantenha visibilidade sobre o propósito das requisições.

Como acessar o GPT-5.4-Cyber?

Diferente das versões convencionais do ChatGPT, o GPT-5.4-Cyber não será aberto ao público geral. Para utilizar a ferramenta, é necessário passar por um processo de triagem dentro do programa Trusted Access for Cyber (TAC).

Usuários individuais podem iniciar a verificação de identidade (KYC) pelo portal oficial da OpenAI (chatgpt.com/cyber), enquanto empresas devem solicitar o ingresso via representantes comerciais. Por ser um modelo mais “permissivo”, o acesso será liberado em camadas, priorizando pesquisadores e fornecedores de segurança cibernética que comprovem o uso da IA para fins estritamente defensivos.

O histórico da OpenAI na área

A empresa destacou que sua ferramenta Codex Security (que monitora bases de código automaticamente) já ajudou a identificar e corrigir mais de 3.000 vulnerabilidades críticas e de alta gravidade nos últimos meses.

Com o GPT-5.4-Cyber, o objetivo é mudar a segurança de auditorias episódicas para uma redução de risco contínua. “Não achamos prático ou apropriado decidir centralmente quem consegue se defender. Em vez disso, nosso objetivo é capacitar o maior número possível de defensores legítimos”, afirmou a OpenAI em seu blog oficial.

Democratização vs. controle

A grande diferença entre as duas gigantes está na estratégia de distribuição. Enquanto a Anthropic restringiu o acesso ao Mythos Preview a um grupo seleto de 40 organizações (incluindo o banco Goldman Sachs), a OpenAI planeja liberar o GPT-5.4-Cyber para milhares de especialistas já nas próximas semanas.

Essa abertura, no entanto, não agrada a todos. Em análise publicada no The New York Times, o ex-diretor de estratégia da Microsoft, Craig Mundie, expressou preocupação. Para ele, democratizar ferramentas de alta capacidade ofensiva pode permitir que “pequenos atores” realizem operações sofisticadas que antes eram restritas a grandes potências militares ou grupos criminosos com orçamentos bilionários.

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Usar IA por 10 minutos já causa dependência e prejudica desempenho, revela estudo

Pesquisadores dos Estados Unidos e Reino Unido divulgaram um estudo sobre os efeitos da inteligência artificial no cérebro humano – com resultados preocupantes. A pesquisa, intitulada “A assistência da IA ​​reduz a persistência e prejudica o desempenho independente“, descobriu que apenas 10 minutos de uso já tornam as pessoas dependentes da tecnologia.

Segundo os cientistas, embora a assistência de IA melhore o desempenho imediato, ela tem um “alto custo cognitivo”. Quando as ferramentas são removidas, observa-se piora no desempenho e aumento do esgotamento mental dos usuários.

O estudo acompanhou pessoas que usam IA para trabalho cognitivo intensivo, como redação, programação e brainstorming.

Primeiro, os pesquisadores recrutaram 350 americanos para resolver equações com frações. Metade dos participantes teve acesso aleatório a um chatbot especializado baseado no GPT-5 da OpenAI, enquanto a outra metade teve que responder as questões sem assistência.

No meio do exame, o acesso à IA foi cortado do primeiro grupo. O resultado foi uma queda acentuada nas respostas corretas – e muitos participantes simplesmente desistiram de tentar.

Esse padrão se repetiu em um experimento maior com 670 pessoas e também em um teste final com questões de interpretação de texto em vez de matemática.

Estudo também traz ponto positivo no uso de IA – Imagem: ChatGPT / Olhar Digital

Perda de persistência e motivação

Rachit Dubey, professor assistente da Universidade da Califórnia e coautor do estudo, explicou que, quando a IA é retirada, as pessoas não apenas dão respostas erradas. Elas também perdem a disposição em tentar resolver as questões sem a ferramenta.

Ao site Futurism, o pesquisador alertou que a implantação rápida de IA no setor educacional pode gerar uma “geração de aprendizes e pessoas que não saberão do que são capazes”, algo que tende a diminuir a inovação e a critividade humana.

Os autores comparam o uso da tecnologia à “síndrome do sapo fervido”. A metáfora diz respeito a um sapo em água aquecida lentamente, que só percebe o perigo quando o líquido já ferveu. Para a equipe, algo semelhante acontece com a IA: eles defendem que o uso sustentado da tecnologia “mina a motivação e persistência que impulsionam o aprendizado de longo prazo”. E quando os efeitos acumularem e se tornarem visíveis, serão mais difíceis de reverter.

IA também tem pontos positivos

Apesar do cenário preocupante, o estudo traz um ponto positivo: pessoas que usaram ferramentas de IA para dicas se adaptaram melhor quando o chatbot foi removido, comparadas àquelas que usaram a IA para obter respostas prontas.

A pesquisa ainda não passou por revisão por pares.

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Um Openclaw para WhatsApp? Startup lança agente de IA que trabalha via mensageiros

A startup indiana Emergent, conhecida por sua plataforma de vibe-coding, acaba de dar um passo ambicioso no campo da inteligência artificial. A empresa lançou o Wingman, um agente de IA autônomo focado em mensagens, que não apenas ajuda a criar softwares, mas passa a executá-los e operar fluxos de trabalho em segundo plano.

Conforme reportado pelo TechCrunch, o Wingman entra em um território explorado por ferramentas como o OpenClaw e os agentes da Anthropic. O objetivo é permitir que a IA realize tarefas rotineiras — como gerenciar e-mails, calendários e softwares corporativos — de forma independente, mas sob a supervisão do usuário.

O copiloto que vive no seu chat

O grande diferencial da Emergent é a interface. Em vez de exigir que o usuário aprenda a usar uma nova plataforma, o Wingman funciona dentro de aplicativos de mensagens que já fazem parte do dia a dia, como WhatsApp, Telegram e iMessage.

“Muitas tarefas reais já acontecem via chat, voz e e-mail – pedir algo, fazer o acompanhamento, compartilhar contexto. Cada vez mais, essas serão as principais formas de trabalharmos com agentes também”, afirmou Mukund Jha, cofundador e CEO da Emergent, ao TechCrunch.

Principais recursos do Wingman:

  • Fronteiras de confiança: o agente realiza tarefas rotineiras sozinho, mas, para passos mais consequentes ou decisões críticas, ele interrompe a execução e pede aprovação via chat.
  • Integração total: ele roda em segundo plano conectado a ferramentas de produtividade, sendo capaz de cruzar dados entre o seu calendário e o seu e-mail para resolver pendências.
  • Acessibilidade: focado em usuários não técnicos, ele segue a filosofia do “vibe-coding”, em que basta dizer o que você quer que seja feito.

Uma startup de US$ 300 milhões

Fundada em 2025 e sediada em Bengaluru, a Emergent já é considerada uma “queridinha” dos investidores de risco. Em janeiro, a startup levantou US$ 70 milhões em uma rodada liderada por gigantes como SoftBank e Khosla Ventures, atingindo uma avaliação de US$ 300 milhões.

Atualmente, mais de 8 milhões de pessoas já utilizaram as ferramentas de criação da empresa. Com o Wingman, a Emergent quer provar que a IA pode ir além de ser apenas uma ferramenta de consulta ou criação, tornando-se uma ferramenta de execução.

O Wingman está sendo lançado em um modelo de teste gratuito limitado. Após esse período, o acesso será pago, com integração direta para quem já possui contas na plataforma da Emergent.

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Gemini ganha app nativo para Mac e quer substituir a Siri no desktop

Um dia após lançar seu novo aplicativo de busca para Windows, o Google liberou nesta terça-feira (14) o aplicativo nativo do Gemini para Mac. De acordo com o Engadget, a novidade chega com o objetivo de se tornar o assistente pessoal definitivo para usuários de computadores Apple, antecipando-se à reformulação da Siri prometida para os próximos meses.

Diferente de uma simples aba no navegador, o Gemini para macOS é uma experiência integrada ao sistema. Ele pode ser acessado por atalhos de teclado: Option + Espaço abre um chat rápido, enquanto Option + Shift + Espaço expande a experiência completa do assistente.

O que o Gemini para Mac consegue fazer?

O grande trunfo da versão desktop é a capacidade de “enxergar” o que o usuário está fazendo. Com a permissão de compartilhamento de tela, o Gemini pode:

  • Analisar documentos e códigos: você pode pedir para a IA explicar um erro de programação ou resumir um PDF longo que está aberto na tela.
  • Contexto visual: o assistente entende imagens e dados exibidos em janelas abertas, respondendo a perguntas sobre o fluxo de trabalho atual.
  • Geração multimídia: o app já vem integrado com o modelo Nano Banana para criação de imagens e o Veo para geração de vídeos de alta fidelidade.

Corrida contra a Apple

O lançamento é estratégico. A Apple deve apresentar uma versão “turbinada” da Siri com IA generativa na conferência WWDC, em junho. Curiosamente, a própria Apple está em negociações para usar os modelos Gemini na base dessa nova Siri, mas o Google parece querer garantir que sua própria interface seja a escolha primária dos usuários de Mac.

O aplicativo exige o macOS 15 (Sequoia) ou superior e está disponível em todos os países e idiomas nos quais o Gemini já opera. Assim como na versão para Windows, o usuário pode customizar os atalhos de teclado nas configurações para não conflitar com o Spotlight original da Apple.

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Novo Nordisk se une à OpenAI para acelerar desenvolvimento de medicamentos

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, conhecida pelo medicamento contra obesidade Wegovy, anunciou, nesta terça-feira (14), uma “aliança estratégica” com a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos usando inteligência artificial (IA).

O acordo tem como objetivo ajudar a companhia a oferecer mais rapidamente opções terapêuticas mais eficazes aos pacientes, segundo informou o grupo em comunicado.

A Novo Nordisk pretende aproveitar os recursos avançados de IA para analisar grandes volumes de dados, identificar possíveis novos medicamentos e reduzir o tempo entre a pesquisa e a chegada dos tratamentos ao paciente. Curiosamente, ainda nesta terça, a Amazon anunciou algo similar.

A empresa, que também comercializa o Ozempic — indicado para diabetes, mas amplamente utilizado para perda de peso —, enfrenta forte concorrência, especialmente da farmacêutica estadunidense Eli Lilly.

“A integração da IA ao nosso dia a dia nos permite analisar dados em uma escala antes impossível, identificar padrões que não conseguíamos enxergar e testar hipóteses com mais rapidez”, afirmou o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar.

OpenAI é nova parceira da Novo Nordisk – Imagem: Thrive Studios ID / Shutterstock

Leia mais:

Programas-piloto em diferentes áreas

  • Segundo a companhia, serão criados programas-piloto nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e operações comerciais. O comunicado não detalha os valores envolvidos no acordo;
  • A indústria farmacêutica tem apostado na IA para acelerar a criação de medicamentos e vacinas. Atualmente, o desenvolvimento de um novo remédio pode levar mais de dez anos e, em média, apenas um em cada dez candidatos chega ao mercado;
  • Analistas estimam que o custo médio para desenvolver e lançar um novo medicamento gira em torno de US$ 2 bilhões (R$ 9,9 bilhões). Diante disso, grandes farmacêuticas têm ampliado parcerias com startups especializadas em IA aplicada à saúde.

A aliança entre Novo Nordisk e OpenAI representa mais um movimento do setor farmacêutico em direção à integração de tecnologias emergentes para enfrentar os desafios de tempo e custo no desenvolvimento de novos tratamentos.

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Google introduz recurso no Chrome para salvar e reutilizar prompts de IA

O Google anunciou, nesta terça-feira (14), a adição de uma nova funcionalidade de inteligência artificial (IA) ao navegador Chrome. Chamada de Skills, a ferramenta permite que usuários salvem e reutilizem seus prompts de IA favoritos em diferentes páginas da web, sem precisar digitá-los novamente.

A funcionalidade se integra ao Gemini, já presente no Chrome, que permite fazer perguntas sobre páginas web, resumir informações ou realizar diversas tarefas. O Skills representa um avanço ao possibilitar que prompts de IA sejam acessados repetidamente com apenas um clique.

Você pode, por exemplo, pedir à IA que sugira pratos veganos em receitas da web – Imagem: Google

Como funciona a nova ferramenta do Google Chrome

  • Para usar o recurso, o usuário deve salvar o prompt de IA como uma Skill diretamente do histórico de chat;
  • A Skill pode então ser reutilizada no Gemini dentro do Chrome digitando uma barra (/) ou clicando no botão de mais (+). A função será executada na página atual e em quaisquer abas adicionais selecionadas;
  • O Google informa que as Skills podem ser editadas a qualquer momento, oferecendo flexibilidade para personalização conforme as necessidades do usuário;
  • Durante os testes iniciais, a empresa identificou que os primeiros usuários utilizaram Skills em áreas, como saúde e bem-estar — por exemplo, para calcular macros proteicos em receitas —, além de comparações de compras e escaneamento de documentos extensos para resumo;
  • Para facilitar o início do uso, o Google está lançando uma biblioteca de Skills com tarefas comuns em áreas, como produtividade, compras, receitas e orçamento. Os usuários podem adicionar essas Skills pré-programadas e personalizá-las editando os prompts.
Exemplos de Skills armazenadas
Acesso às Skills é feito a partir do apertar da barra (/) ou do mais (+) – Imagem: Google

Leia mais:

Disponibilidade e contexto competitivo

As Skills começaram a ser disponibilizadas nesta terça para usuários de desktop do Chrome logados em suas contas Google. Inicialmente, a funcionalidade funciona apenas se o idioma do navegador estiver configurado para inglês estadunidense.

O lançamento ocorre em meio ao acirramento da competição no mercado de navegadores, com empresas, como OpenAI (Atlas), Perplexity (Comet) e The Browser Company (Dia), introduzindo alternativas ao Chrome e Safari.

Como outras ações do Gemini no Chrome, as Skills solicitarão confirmação do usuário antes de executar certas ações, como enviar e-mails ou adicionar eventos ao calendário, garantindo controle sobre as operações realizadas.

Exemplos de Skills armazenadas
Ferramenta é organizada em página própria – Imagem: Google

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Amazon lança IA capaz de reduzir meses de pesquisa de remédios para semanas

A Amazon Web Services (AWS) deu um passo significativo no setor de saúde ao lançar o Amazon Bio Discovery nesta terça-feira (14). A aplicação de inteligência artificial foi projetada para acelerar a fase inicial da descoberta de medicamentos, permitindo que pesquisadores executem fluxos de trabalho computacionais complexos de forma intuitiva, eliminando a necessidade de programação manual.

De acordo com informações obtidas pela Reuters, o objetivo da gigante de tecnologia é eliminar o gargalo técnico que separa os biólogos de laboratório dos modelos avançados de aprendizado de máquina.

Como funciona o Amazon Bio Discovery

A plataforma oferece acesso a uma biblioteca especializada de modelos de fundação biológicos. Esses modelos são capazes de gerar e avaliar moléculas potenciais para novos fármacos de forma automatizada.

Segundo o comunicado da empresa, os principais diferenciais da ferramenta incluem:

  • Agente de IA assistente: ajuda o usuário a selecionar os melhores modelos, configurar parâmetros técnicos e interpretar os resultados gerados.
  • Integração com laboratórios: os candidatos a medicamentos pré-selecionados podem ser enviados diretamente para parceiros de síntese e testes.
  • Ciclo de feedback: os resultados dos testes laboratoriais retornam ao sistema para refinar e guiar a próxima rodada de design de moléculas.

Em entrevista à Reuters, Rajiv Chopra, vice-presidente de IA para saúde e ciências da vida da AWS, destacou a eficiência do sistema: “Cientistas levavam cerca de 18 meses para chegar a 300 potenciais candidatos a medicamentos. Agora, eles podem criar esses mesmos 300 candidatos em poucas semanas”.

Testes práticos e resultados reais

A eficácia da ferramenta já foi testada em uma colaboração com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Utilizando múltiplos modelos da plataforma AWS, os pesquisadores geraram quase 300 mil moléculas de anticorpos inéditas.

Desse volume, o sistema filtrou as 100 mil melhores para testes em laboratório físico, um processo que normalmente consumiria meses de trabalho manual e que foi concluído em um curto intervalo de tempo.

Grandes nomes da indústria farmacêutica e de pesquisa, como Bayer, Broad Institute e Voyager Therapeutics, figuram entre os primeiros usuários da tecnologia. Atualmente, 19 das 20 maiores empresas farmacêuticas globais já utilizam a infraestrutura de nuvem da Amazon.

Disponibilidade e novos recursos

A AWS confirmou que o serviço funcionará sob um modelo de assinatura, mas oferecerá um período de teste gratuito que inclui cinco unidades experimentais.

Além do Bio Discovery, a Amazon também se uniu ao Boston Consulting Group e à Merck para apresentar uma plataforma focada em otimizar a seleção de locais para ensaios clínicos, outro ponto crítico que costuma atrasar o lançamento de novos tratamentos no mercado.

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Gemini amplia integração com Gmail e YouTube no Brasil

O Gemini, assistente de inteligência artificial do Google, agora consegue analisar o histórico de serviços como Gmail, YouTube, busca e Google Fotos para identificar quando pode oferecer respostas mais personalizadas. O recurso, chamado Inteligência Personalizada, foi anunciado nesta terça-feira (14) para o Brasil.

A proposta é adaptar as respostas com base na experiência de cada usuário, utilizando dados da própria conta para tornar as sugestões mais precisas. A funcionalidade já havia sido liberada anteriormente nos Estados Unidos.

Disponibilidade por planos

Inicialmente, o recurso será disponibilizado para assinantes dos planos pagos de IA do Google — Plus, Pro e Ultra. Segundo a empresa, a funcionalidade também chegará à versão gratuita do Gemini nas próximas semanas.

Para preservar a privacidade, a integração com outros aplicativos permanece desativada por padrão. O usuário pode escolher se deseja conectar o assistente a serviços da conta Google, além de selecionar apenas alguns deles para uso.

YouTube está entre as plataformas do Google que ganham mais integração com o Gemini – Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock

Mudança no funcionamento

Antes da atualização, o Gemini só acessava informações de outros aplicativos quando eles eram mencionados diretamente pelo usuário. Agora, o assistente passa a sugerir conteúdos por conta própria, sempre que identificar que isso pode ser útil.

“Este recurso representa nosso próximo passo para tornar o Gemini mais pessoal, proativo e poderoso”, afirmou Josh Woodward, vice-presidente da divisão do assistente de IA do Google.

Um exemplo apresentado pela empresa mostra um usuário pedindo sugestões de pneus para seu carro. A partir de imagens armazenadas no Google Fotos, o Gemini consegue indicar opções compatíveis com o veículo.

Limitações e controles

De acordo com o Google, esse tipo de sugestão não deve aparecer em interações mais complexas. A empresa também afirma que o assistente evita fazer inferências proativas sobre dados sensíveis, como informações de saúde, embora possa tratar desses temas caso sejam solicitados diretamente pelo usuário.

O Gemini permite ainda refazer respostas sem personalização ao clicar em “Tentar de novo”. Também é possível enviar feedback sobre sugestões inadequadas por meio da opção “Não gostei”.

O Google reconhece que o sistema pode enfrentar dificuldades com aspectos como passagem do tempo ou nuances pessoais, incluindo mudanças de relacionamento ou interesses. Nesses casos, o usuário pode corrigir a resposta imediatamente.

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Ataque contra Sam Altman expõe tensão sobre IA nos EUA

Um ataque ocorrido na madrugada da última sexta-feira (10) em San Francisco levantou preocupações no Vale do Silício e ampliou o debate sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no clima político dos Estados Unidos. Um homem de 20 anos teria lançado um artefato incendiário contra a residência do CEO da OpenAI, Sam Altman, e tentado incendiar a sede da empresa, segundo acusações federais apresentadas na segunda-feira.

De acordo com as autoridades, ninguém ficou ferido e o suspeito foi detido após ser confrontado por seguranças da companhia na sede da OpenAI. Ainda assim, o caso passou a ser tratado como um possível marco de um cenário em que a discussão sobre IA pode estar associada a episódios de violência, como mostra uma reportagem do Washington Post.

Sam Altman, CEO da OpenAI, alvo de um ataque em San Francisco que intensificou o debate sobre inteligência artificial e polarização nos Estados Unidos – Imagem: FotoField/Shutterstock

Investigação e acusações federais

A polícia de San Francisco identificou o suspeito como Daniel Moreno-Gama, preso na manhã de sexta-feira na sede da OpenAI. Segundo a acusação federal, ele estava com um recipiente de querosene, um isqueiro e um documento classificado pelas autoridades como “anti-IA”.

O material teria características de um manifesto, no qual o suspeito afirmava planejar matar Sam Altman, mencionava uma suposta “extinção iminente da humanidade” causada pela inteligência artificial e listava nomes de outros executivos do setor, conforme o processo.

As autoridades também informaram que ele deverá responder a acusações estaduais, incluindo tentativa de homicídio. O caso ainda está sob investigação, e não há confirmação sobre a existência de defesa legal constituída.

Debate sobre retórica e polarização

O episódio intensificou discussões entre autoridades, críticos e representantes da indústria sobre o tom adotado no debate público sobre IA. A promotora distrital de San Francisco, Brooke Jenkins, afirmou em coletiva que o país precisa refletir sobre a “retórica incendiária” em torno da tecnologia e seus impactos sociais.

Ela destacou que não deveria ser aceitável que diferenças de opinião levem a situações de violência, em referência ao ataque envolvendo o CEO da OpenAI.

IA, percepções públicas e cenário político

Sam Altman já declarou em outras ocasiões que o avanço da inteligência artificial pode gerar impactos extremos, como desemprego em massa ou até cenários de destruição. Críticos da indústria também defendem a necessidade de desacelerar ou interromper o desenvolvimento da tecnologia.

Pesquisas citadas no contexto do caso indicam que a maioria dos norte-americanos demonstra pessimismo em relação aos efeitos da IA, especialmente por preocupações ligadas à automação e às relações humanas. Um relatório da Universidade Stanford aponta ainda divergência entre especialistas e o público sobre o futuro da tecnologia.

Outras ocorrências e preocupações recentes

Após o ataque, parte de representantes do setor tecnológico e da Casa Branca responsabilizou críticos da IA por alimentar um ambiente de medo. Já outras vozes argumentam que executivos do setor também alertam para riscos significativos, como perda de empregos e impactos sociais amplos.

Em paralelo, autoridades investigam outro caso envolvendo violência nos EUA: tiros foram disparados contra a casa de um vereador em Indianápolis que apoiava a construção de um data center. Um bilhete com a frase “No data centers” foi encontrado no local.

Segundo o Bridging Divides Initiative, ligado à Universidade de Princeton, houve ao menos seis casos no último ano relacionados a decisões políticas sobre IA ou construção de data centers. Esses empreendimentos têm enfrentado resistência de moradores por preocupações com energia, ruído e impactos locais.

Corredor de data center com servidores e chip de inteligência artificial ao centro
Data centers entram em foco com o crescimento da IA, causando preocupações com energia – Imagem: FOTOGRIN / Shutterstock

O pesquisador Robert Pape, da Universidade de Chicago, afirmou que não considera surpreendente o aumento de episódios ligados a esse tipo de debate, apontando que cresce a tolerância de parte da população a formas de violência em defesa de suas crenças.

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Anthropic discute modelo de IA com Trump, diz cofundador

A Anthropic está discutindo seu modelo de IA de fronteira Claude Mythos com a administração de Donald Trump, disse o cofundador da empresa nesta segunda-feira (13), mesmo após o Pentágono ter cortado negócios com a empresa de inteligência artificial (IA) estadunidense após disputa contratual.

Uma disputa entre a Anthropic e o Pentágono sobre salvaguardas para como os militares poderiam usar suas ferramentas de IA levou a agência a classificar a Anthropic como um risco da cadeia de suprimentos no mês passado, proibindo seu uso pelo Pentágono e seus contratados.

“Temos uma disputa contratual restrita, mas não quero que isso atrapalhe o fato de que nos importamos profundamente com a segurança nacional”, disse o cofundador da Anthropic, Jack Clark, no evento Semafor World Economy em Washington (EUA).

“Nossa posição é que o governo tem que saber sobre essas coisas… Então, absolutamente, estamos conversando com eles sobre o Mythos e vamos conversar com eles sobre os próximos modelos também.”

Pentágono declarou criadora do Claude como um risco à cadeia de suprimentos e à segurança nacional – Imagem: RixAiArt/Shutterstock

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Capacidades do Anthropic Claude Mythos

  • O Mythos, anunciado em 7 de abril, é o modelo “ainda mais capaz” da Anthropic para codificação e tarefas agênticas, disse a empresa em um post de blog, referindo-se à capacidade do modelo de atuar de forma autônoma;
  • Suas capacidades de codificar em alto nível lhe deram uma habilidade potencialmente sem precedentes para identificar vulnerabilidades de segurança cibernética e elaborar maneiras de explorá-las, disseram especialistas à Reuters;
  • Um tribunal federal de apelações de Washington, D.C., recusou-se, na semana passada, a bloquear a lista negra de segurança nacional do Pentágono da Anthropic por enquanto, uma vitória para a administração Trump que vem depois de outro tribunal de apelações chegar à conclusão oposta em um desafio legal separado da Anthropic;
  • A natureza e os detalhes das conversas da Anthropic com o governo estadunidense, incluindo quais agências estão envolvidas, não ficaram imediatamente claros.

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