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Apple anuncia próxima geração de IA e integração com o Gemini do Google

Nesta segunda-feira (08), a Apple apresentou em seu evento anual para desenvolvedores uma nova etapa de sua estratégia de inteligência artificial, marcada por uma reformulação profunda de sua arquitetura de modelos e pela incorporação de tecnologia do Google. A empresa afirmou ter redesenhado sua base de IA para atuar de forma mais integrada aos seus sistemas operacionais, combinando processamento local e infraestrutura em nuvem privada.

O anúncio foi feito em Cupertino durante a WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), quando a companhia detalhou a evolução do Apple Intelligence. Segundo a empresa, a nova abordagem busca tornar os recursos mais contextuais e personalizados, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de processamento ao adotar modelos desenvolvidos em parceria com o Google.

A iniciativa também reforça a estratégia de posicionar a IA como parte estrutural do ecossistema da Apple, com foco em utilidade prática, privacidade e integração entre dispositivos.

Para quem tem pressa:

  • A Apple apresentou uma nova fase do Apple Intelligence, com arquitetura redesenhada e foco em integração profunda entre dispositivos e serviços;
  • A empresa confirmou uso de tecnologia do Google, com modelos do Gemini apoiando parte das funções mais avançadas de IA;
  • A estratégia combina processamento local e nuvem privada para ampliar capacidades sem abrir mão da proteção de dados.

Nova arquitetura de IA e parceria com o Google marcam mudança estrutural

Com o recurso Notify Me, os usuários podem solicitar que o Safari monitore automaticamente uma página da web. Quando uma alteração for detectada, o Safari enviará uma notificação para que eles possam tomar as medidas necessárias – (Divulgação: Apple)

A principal mudança apresentada pela Apple no WWDC 2026 está na nova geração do Apple Intelligence, construída sobre uma arquitetura redesenhada que combina modelos próprios com tecnologias desenvolvidas em colaboração com o Google. Conforme descrito no material oficial, a empresa afirmou que os sistemas passam a utilizar modelos do Gemini como base para parte das funções mais avançadas.

De acordo com a companhia, essa integração permite que os recursos de IA operem tanto diretamente nos dispositivos quanto em servidores protegidos por uma estrutura chamada Private Cloud Compute. O objetivo, segundo o anúncio, é manter desempenho elevado sem abrir mão da proteção dos dados dos usuários.

A Apple destacou ainda que essa nova geração de modelos foi desenvolvida para atuar de forma mais profunda nos sistemas operacionais, permitindo que aplicativos passem a executar tarefas mais complexas de maneira automatizada e contextual.

Leia mais:

Colaboração com o Google amplia capacidade dos modelos

Pessoa segura smartphone com o aplicativo Gemini aberto, com logotipo do Google ao fundo
Gemini do Google – Imagem: Poetra.RH / Shutterstock

A parceria com o Google representa um dos pontos centrais da nova estratégia. Segundo os documentos apresentados, a Apple passou a utilizar modelos do Gemini como base tecnológica para sustentar parte da evolução do Apple Intelligence.

Conforme descrito pela empresa, essa cooperação busca ampliar a escala e a capacidade de processamento dos sistemas de IA, permitindo respostas mais complexas e maior eficiência em tarefas integradas ao ecossistema Apple.

A decisão marca uma mudança relevante na abordagem da companhia, que passa a combinar sua infraestrutura própria com modelos externos para acelerar o desenvolvimento de funcionalidades avançadas.

IA mais integrada ao sistema e voltada ao contexto do usuário

O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça
O recurso Descrever uma Extensão permite que os usuários criem uma extensão personalizada para o Safari simplesmente descrevendo o que desejam que ela faça – (Divulgação: Apple)

A Apple afirmou que a nova geração de sua inteligência artificial foi projetada para compreender melhor o contexto pessoal dos usuários, operando de forma mais profunda dentro dos aplicativos e serviços do sistema.

De acordo com o material divulgado, o Apple Intelligence passa a atuar em tarefas como organização de informações, edição de conteúdos e automação de ações em diferentes aplicativos, sempre com base em dados locais e permissões do usuário.

A empresa reforça que a prioridade da arquitetura é manter a privacidade, utilizando processamento local sempre que possível e recorrendo à nuvem privada apenas quando necessário.

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Siri AI: assistente da Apple ‘turbinada’ com IA ganha app e fica mais inteligente; veja o que muda

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a assistente repaginada se chama Siri AI (combinação de Siri com Apple Intelligence). Mais uma vez, a marca promete que a Siri vai entender melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac.

Pela demonstração da empresa, vai dar para conversar com a Siri AI de forma parecida com a que você fala com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google). Só que em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Como costuma acontecer em grandes atualizações com IA e big techs envolvidas, a nova Siri chega primeiro em inglês. Mas “vai expandir rápido para outros idiomas”, disse o vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, Craig Federighi, durante o evento.

Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas e acessar histórico em aplicativo

Na demonstração da Apple na WWDC 2026, a Siri vai respondendo diversas perguntas follow-up em áudio sobre um mesmo assunto. “Fazendo o que você espera que a Siri faça”, frisou a empresa.

Exemplo de conversa em áudio com a Siri AI – Imagem: Reprodução/Apple

A nova dinâmica com a Siri AI envolve novas formas de acionamento e a centralização das interações. No iPhone, além do comando de voz e do botão lateral, o usuário pode deslizar o dedo para baixo a partir da Dynamic Island para iniciar uma conversa. No iPad e no Mac, a assistente foi integrada à busca do Spotlight e aos menus de contexto por meio do comando “control-clique”, permitindo questionar sobre arquivos e textos na tela.

A inteligência do sistema permite que a assistente compreenda o contexto pessoal e o que está exibido na tela do aparelho, segundo a Apple. A Siri AI consegue cruzar dados de mensagens, e-mails e fotos para localizar informações específicas. Com a percepção do conteúdo da tela, ela pode, por exemplo, ler um texto sobre um jantar entre amigos, sugerir ideias de pratos e salvar a receita diretamente no aplicativo Notas, disse a empresa. As ações entre aplicativos também foram expandidas para permitir tarefas como edição e compartilhamento de fotos ou a criação de e-mails do zero.

Outra mudança significativa é a chegada da Inteligência Visual integrada de forma multimodal. No iPhone, um novo “modo Siri” dentro do aplicativo Câmera permite capturar o que está à frente do usuário para obter respostas rápidas. Esse recurso visual estreia também no iPad (acoplado à experiência de captura de tela), no Mac (por meio de um atalho de teclado para selecionar elementos do display0 e no Apple Vision Pro, onde basta olhar para um objeto físico ou janela virtual para interagir com a IA.

Por fim, a Siri AI traz ferramentas de escrita integradas ao sistema que auxiliam na redação, revisão e alteração de textos em praticamente qualquer campo de digitação. Ao redigir e-mails ou mensagens, o recurso pode se adaptar ao tom e à pontuação que o usuário costuma adotar com cada contato específico. 

Essa operação é sustentada por uma nova arquitetura que roda modelos de fundação localmente nos aparelhos e, quando necessário, em servidores via Private Cloud Compute, sem armazenar os dados. Para os dispositivos compatíveis com os modelos locais mais avançados, o sistema garante maior precisão em ditados com pontuação automática e vozes mais expressivas.

Novo aplicativo da Siri

Além de estar mais conversacional e, digamos, esperta, a Siri vai ter um aplicativo dedicado, revelou a Apple nesta segunda. Isso significa que vai aparecer o ícone de um “Siri App” no seu aparelho da Apple – de novo: seja iPhone, iPad, Mac.

Pelo que a Apple mostrou no evento, o fluxo vai ser assim:

Você vai poder começar uma conversa com a Siri IA em janelinhas, onde também vai dar para continuar o papo. Veja abaixo:

Montagem com imagens da Siri IA no iPhone e no iPad
Vai dar para conversar com a nova Siri em janelinhas no iPhone e no iPad – Imagem: Reprodução/Apple

Depois que você fechar essas janelinhas, as conversas vão para o aplicativo da Siri. Nele, vai dar para você acessar seu histórico de conversas com a Siri. E continuar os papos, se você quiser. Como o aplicativo vai funcionar sincronizado ao iCloud, vai dar para continuar conversas com a Siri em aparelhos da Apple. Confira abaixo:

Montagem com aplicativo da Siri aberto em Mac, iPad e iPhone
Aplicativo da Siri em Mac, iPad e iPhone – Imagem: Reprodução/Apple

Contexto da nova Siri

A big tech mostrou seu novo conjunto de recursos de IA e a sua Siri mais inteligente e personalizada dois anos após revelar seus planos para a Apple Intelligence que, até o momento, não se concretizaram totalmente.

A Apple teve dificuldades para implementar o ambicioso conjunto de recursos de IA anunciado na WWDC 2024. Recentemente, a empresa concordou em pagar US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) para encerrar uma ação coletiva que acusava a companhia de “enganar os consumidores” sobre a disponibilidade e o desempenho da Apple Intelligence.

Não ficar na lanterna da corrida da IA tem sido visto como uma prioridade para a Apple e seu futuro CEO, John Ternus, apontou o The Verge. No começo de 2026, a empresa fechou um acordo com o Google para que o Gemini alimentasse os novos recursos da Apple Intelligence e da Siri. Assim, a Apple se concentrou em seus produtos e recursos de IA. E não nos modelos que os sustentam.

Matéria em atualização.

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Apple anuncia próxima geração de IA e cutuca rivais

Nesta segunda-feira (08), a Apple confirmou que turbinou a inteligência artificial da empresa com a tecnologia Gemini, do Google. A novidade foi anunciada durante o WWDC 2026 (Worldwide Developers Conference), conferência da marca para desenvolvedores que ocorre na Califórnia (EUA) a partir de hoje até sexta-feira (12).

O chefe da divisão de software da Apple, Craig Federighi, cutucou outras empresas que parecem estar “fazendo IA pela IA em si”.

Ele argumentou que o Apple Intelligence, o software da empresa, é mais eficiente que o das concorrentes porque utiliza informações e dados pessoais.

Alguns parecem estar avançando a passos largos, aparentemente buscando a IA pela IA em si, sem levar em consideração as pessoas, todos nós, que ela deveria servir em última instância”.

Reportagem em atualização.

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Apple confirma Siri ‘turbinada’ com IA; veja como a assistente fica mais inteligente

A Apple confirmou, nesta segunda-feira (08), aquilo que vínhamos falando aqui no Olhar Digital: a Siri ficará mais inteligente. A empresa mostrou recursos da assistente repaginada na WWDC 2026, conferência da marca voltada para desenvolvedores.

Segundo a Apple, a Siri agora entende melhor o seu contexto – seja no iPhone, no iPad, no Mac. E vai dar para conversar com ela de forma parecida com a que você com outros chatbots de inteligência artificial (IA), como ChatGPT (OpenAI) e Gemini (Google), em janelinhas nos sistemas operacionais dos aparelhos.

Matéria em atualização.

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Google fecha com Intel produção de mais de 3 milhões de chips de IA

A empresa Alphabet, controladora do Google, firmou uma encomenda com a Intel para a produção de mais de 3 milhões de unidades de chips voltados à inteligência artificial, conhecidos como Tensor Processing Units (TPUs). A fabricação está prevista para ocorrer até 2028, segundo informações publicadas pelo The Information.

A decisão ocorre após meses de testes envolvendo a tecnologia de fabricação da Intel, em um movimento que indica a abertura de uma nova etapa na cadeia de suprimentos de semicondutores para IA. O acordo surge em meio à pressão global por maior capacidade produtiva no setor.

A iniciativa também reflete a busca por alternativas à concentração da produção na Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que enfrenta limitações para atender à demanda crescente. O cenário envolve ainda outras empresas avaliando a Intel como possível parceira para produção de chips avançados.

Para quem tem pressa:

  • Google fechou contrato com a Intel para produzir milhões de chips de IA até 2028, reforçando sua aposta em hardware próprio;
  • Movimento ocorre em meio à disputa global por capacidade de fabricação e limitações na cadeia de semicondutores;
  • Intel ganha impulso no setor com novos acordos e interesse de grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial.

Google e Intel oficializam uma parceria para a produção de semicondutores

Produção industrial de eletrônicos depende de semicondutores, cuja escassez afetou cadeias globais – Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

A encomenda do Google à Intel representa um passo relevante na estratégia de expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial, com foco na produção de seus próprios processadores. O volume estimado ultrapassa três milhões de unidades, destinadas aos chips especializados usados em operações de IA.

De acordo com relatos do mercado, a escolha pela Intel foi precedida por testes técnicos realizados ao longo de meses, nos quais a companhia norte-americana demonstrou capacidade de atender parte da demanda de fabricação. Esse movimento reforça o papel da Intel como possível alternativa no setor de fundição de semicondutores.

O contexto mais amplo envolve a pressão sobre a cadeia global de produção de chips, especialmente diante da limitação de capacidade da TSMC, hoje uma das principais fabricantes do mundo. Esse cenário tem levado grandes empresas de tecnologia a buscar diversificação de fornecedores.

Detalhe de chips e do encaixe de um processador
Semicondutor (Imagem: aPhoenix photographer/Shutterstock)

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Além do Google, outras companhias também aparecem no radar da Intel. A Nvidia avalia o uso da tecnologia da fabricante para possíveis novos projetos, enquanto a Apple teria avançado em negociações preliminares para produção de componentes de seus dispositivos. Há ainda o caso da Tesla, que já definiu a Intel como fornecedora para processos de fabricação de próxima geração.

A movimentação ocorre em meio à disputa estratégica pelo domínio da produção de semicondutores voltados à inteligência artificial, segmento que se tornou central para o crescimento de grandes empresas de tecnologia.

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Superinteligência? IA estaria projetando a próxima IA da OpenAI

Masayoshi Son, CEO da SoftBank, afirmou que a inteligência artificial está se aproximando de um estágio de “superinteligência” à medida que modelos passam a participar do desenvolvimento de outros modelos. A declaração foi feita em entrevista à CNBC.

Segundo Son, engenheiros da OpenAI e o CEO da empresa, Sam Altman, relataram que um modelo de IA já está sendo usado para “projetar” uma versão futura da tecnologia. A SoftBank é um dos maiores acionistas da OpenAI e um dos principais investidores globais em tecnologia.

Para Son, os próprios engenheiros humanos deixarão de ser capazes de projetar os modelos mais avançados sem o apoio direto da IA. “Assim que isso acontece, o modelo gera o próximo modelo… e ele será exponencialmente mais inteligente do que todos nós. Isso é uma superinteligência”, afirmou.

A OpenAI não comenta modelos ainda não lançados. Porém, um porta-voz destacou que a empresa já utiliza inteligência artificial em algumas etapas do desenvolvimento de seus sistemas.

Em fevereiro, a OpenAI afirmou que o GPT-5.3-Codex foi seu “primeiro modelo que foi fundamental para a sua própria criação”. Segundo a desenvolvedora, versões iniciais da ferramenta foram usadas pela equipe do Codex no treinamento, gerenciamento de implantação e diagnóstico de resultados de testes e avaliações.

SoftBank é uma das investidoras da OpenAI – Imagem: Koshiro K / Shutterstock

Rumo à superinteligência?

A fala de Son vem em meio a uma discussão mais ampla sobre a chamada superinteligência artificial. Em 2024, o executivo da SoftBank havia definido o conceito como uma IA 10 mil vezes mais inteligente que os seres humanos e estimado que ela poderia surgir em até dez anos.

Agora, ele diz que esse prazo pode ser muito menor. “Na minha cabeça, eu achava que ia acontecer em quatro anos, em vez de dez. Agora, eu digo que vai acontecer nos próximos dois anos”, afirmou.

Son também disse usar o ChatGPT, da OpenAI, de duas a três horas por dia. Segundo ele, a ferramenta já é mais inteligente do que ele na “maioria dos assuntos”.

Na avaliação do CEO, em até dois anos a IA poderá superar os humanos em cerca de 70% a 80% das áreas. Nos campos em que ultrapassar a capacidade humana, poderá ser “10 vezes mais inteligente que a média das pessoas”.

O executivo tem defendido há anos que a inteligência artificial será a principal transformação tecnológica das próximas décadas. A SoftBank vem se posicionando nesse mercado por meio de investimentos na OpenAI, na empresa de design de chips Arm, em robótica e em tecnologias de condução autônoma.

Para Son, a revolução da IA será 50 vezes maior que a revolução da internet no início dos anos 2000.

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Relatório da ONU alerta para impacto ambiental crescente da inteligência artificial

A evolução da inteligência artificial costuma vir acompanhada de uma promessa recorrente: modelos mais avançados serão mais eficientes, consumindo menos energia e recursos ao longo do tempo. Mas um novo relatório da Organização das Nações Unidas sugere que essa expectativa pode não se concretizar na prática.

Segundo o estudo, a expansão acelerada da IA pode fazer com que seu consumo energético global dobre até 2030, alcançando cerca de 3% de toda a eletricidade produzida no planeta.

O documento estima ainda que a atividade associada à tecnologia poderá gerar emissões comparáveis às do Reino Unido e demandar mais água para resfriamento de sistemas do que o volume anual de água potável consumido pela população mundial.

A análise se apoia em um conceito econômico conhecido como paradoxo de Jevons. A teoria sustenta que ganhos de eficiência não necessariamente reduzem o consumo total de um recurso. Pelo contrário, quando uma tecnologia se torna mais eficiente e barata, a utilização tende a crescer, elevando a demanda geral.

O fenômeno foi observado pelo economista William Stanley Jevons no século XIX, quando melhorias na eficiência do uso do carvão na Inglaterra acabaram estimulando um aumento do consumo, e não uma redução.

Aplicado à inteligência artificial, o relatório sugere que modelos mais eficientes poderão impulsionar ainda mais a adoção da tecnologia. Com custos menores e maior acessibilidade, novas aplicações surgiriam em diferentes setores, ampliando o uso dos sistemas e compensando (ou até superando), os ganhos obtidos com a eficiência técnica.

Relatório faz alerta sobre consumo de data centers – Imagem: KM Stock/Shutterstock

Relatório da ONU faz alerta sobre IA

Diante desse cenário, a ONU propõe um conjunto de princípios para orientar o desenvolvimento sustentável da IA. Entre eles estão transparência, eficiência desde a concepção dos sistemas, responsabilidade ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos, equidade, cooperação internacional e uso sustentável dos recursos naturais.

Os dados apresentados mostram a dimensão do desafio. Em 2025, data centers já consumiram um volume de eletricidade equivalente ao utilizado pela Arábia Saudita, um dos maiores consumidores de energia do mundo. O relatório projeto um cenário em que, caso o consumo dobre até o fim da década, seriam necessários aproximadamente 6,7 bilhões de árvores plantadas ao longo de dez anos para compensar as emissões.

Além da energia, a infraestrutura necessária para sustentar a expansão da IA exigiria cerca de 9,3 trilhões de litros de água e uma área física quase dez vezes maior que a Cidade do México.

O documento também chama atenção para a concentração da infraestrutura global de IA. Atualmente, apenas 32 países hospedam sistemas de computação em nuvem dedicados à tecnologia, e cerca de 90% dessa capacidade está concentrada nos Estados Unidos e na China.

Para os autores, essa concentração pode aprofundar uma divisão digital global. Enquanto algumas nações desenvolvem e controlam os sistemas de IA, outras ficam restritas ao papel de consumidoras da tecnologia, muitas vezes assumindo os impactos ambientais relacionados à extração de minerais e ao descarte de resíduos eletrônicos.

O relatório destaca que o impacto ambiental da IA depende tanto da frequência de uso quanto do tipo de aplicação executada. Tarefas como geração de texto, programação, criação de imagens e produção de vídeos exigem diferentes níveis de processamento computacional, o que influencia diretamente o consumo de energia e recursos.

A escolha do modelo também tem peso significativo, já que diferentes sistemas apresentam custos ambientais distintos para executar tarefas semelhantes.

Mão humana e mão robótica se aproximam em imagem que representa a relação entre humanos e inteligência artificial.
ONU defende abordagem considerando toda cadeia da IA – Imagem: Frame Stock Footage / Shutterstock

A solução

Por isso, a ONU defende uma abordagem que considere toda a cadeia produtiva da inteligência artificial, desde a extração das matérias-primas até a reciclagem e o descarte dos equipamentos utilizados.

Entre as recomendações está a adoção de relatórios ambientais regulares durante o desenvolvimento e a operação de sistemas de IA. O estudo também sugere que governos incorporem projeções de demanda da tecnologia em seus planejamentos energéticos e climáticos.

A preocupação se torna ainda mais relevante à medida que a inteligência artificial passa a integrar serviços públicos. Países como Nova Zelândia e Austrália já implementam estratégias nacionais para ampliar o uso da tecnologia em órgãos governamentais.

Na Nova Zelândia, por exemplo, foi criada uma estrutura para orientar a adoção da IA no setor público. Já na Austrália, projetos envolvendo transcrição automatizada de acervos audiovisuais e apoio ao processamento de solicitações governamentais estão entre as iniciativas em desenvolvimento.

Apesar disso, o relatório observa que ambos os países adotam modelos regulatórios considerados leves, focados em princípios gerais. Para os autores, esse tipo de abordagem pode deixar em segundo plano os impactos ambientais associados à expansão da inteligência artificial.

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Quem vai ganhar a Copa do Mundo de 2026? Supercomputador prevê campeão

Falta pouco para o início da Copa do Mundo de 2026, e as previsões sobre quem levantará a taça já estão a todo vapor. Um levantamento feito pelo supercomputador da Opta Analyst, empresa especializada em estatísticas esportivas, aponta as seleções com maiores chances de conquistar o título.

A projeção traz uma surpresa nada boa para os torcedores brasileiros. Mesmo sendo o maior campeão da história da competição, o Brasil aparece apenas na sexta posição entre os favoritos. Segundo o modelo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tem 6,81% de chances de conquistar o hexacampeonato. O percentual é menor até mesmo que o de Portugal, seleção que busca seu primeiro título mundial.

Copa do Mundo FIFA 2026 – quem será o grande campeão? – Imagem: Djem/Shutterstock

No topo da lista está a Espanha, apontada como a principal candidata à taça, com 16,19% de probabilidade de ser campeã.

França e Inglaterra completam as três primeiras posições, ambas com chances acima de 10%. Argentina, atual campeã mundial, e Portugal aparecem logo na sequência. A Alemanha, que também figura entre as favoritas, vem logo atrás do Brasil.

Por que o Brasil está mal no ranking?

A Opta atribui o favoritismo espanhol ao desempenho recente da seleção. Atual campeã da Eurocopa, a equipe chega ao Mundial embalada por uma longa série de jogos oficiais sem derrotas. 

Já o Brasil ainda carrega o peso das eliminações recentes. Nas duas últimas Copas do Mundo, a nossa seleção ficou pelo caminho nas quartas de final. O desempenho na Copa América de 2024 também contribuiu para reduzir o otimismo dos cálculos.

Apesar disso, segundo o UOL, a empresa acredita que a presença de Ancelotti pode fazer diferença. A experiência do treinador italiano em competições eliminatórias é vista como um dos fatores que podem ajudar a equipe a superar as expectativas.

Lista dos 10 favoritos ao título, de acordo com Opta Analyst:

  1. Espanha – 16,19%
  2. França – 12,69%
  3. Inglaterra – 10,83%
  4. Argentina – 10,15%
  5. Portugal – 7,15%
  6. Brasil – 6,81%
  7. Alemanha – 5,89%
  8. Holanda – 3,95%
  9. Noruega – 3,52%
  10. Bélgica – 2,31%
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Ranking com os 10 maiores favoritos ao título de campeão da Copa do Mundo de 2026, segundo previsões de supercomputador da Opta Analyst – Crédito: Opta Analyst

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Como o supercomputador prevê o vencedor da Copa

O sistema da Opta não tenta adivinhar o futuro. Na prática, ele calcula probabilidades com base em uma enorme quantidade de dados sobre cada seleção.

Para isso, segundo a empresa, o modelo leva em conta o desempenho recente das equipes, o histórico de resultados e a força dos adversários. As análises também utilizam informações do mercado de apostas e do ranking próprio da empresa.

Com esses dados, o supercomputador simula milhares de versões possíveis do torneio. Em cada cenário, as seleções avançam ou são eliminadas de formas diferentes.

Ao final das simulações, o sistema verifica quantas vezes cada equipe terminou como campeã. É essa frequência que se transforma nos percentuais divulgados pela Opta e que ajudam a apontar os favoritos. 

Mas, não vamos desanimar! Afinal, os números não entram em campo. Por mais avançados que sejam os modelos matemáticos e as simulações feitas por IA, o futebol continua sendo decidido por talento, estratégia e momentos que nenhum algoritmo consegue prever. E, quando o assunto é Copa do Mundo, a história mostra que surpresas sempre podem acontecer.

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OpenAI quer transformar ChatGPT em um superapp; entenda a mudança

A OpenAI prepara a maior reformulação do ChatGPT desde o seu lançamento. A empresa, avaliada em US$ 850 bilhões, busca novas fontes de crescimento.

O objetivo é transformar o chatbot em um superapp focado em ferramentas de programação e agentes de inteligência artificial. A mudança antecede a abertura na Bolsa (IPO) planejada para este ano.

“Isso transcenderá a superfície… o que estamos construindo é um sistema em que você terá seu próprio agente pessoal capaz de ajudá-lo… em todos os aspectos da sua vida, seja pessoal ou profissional.”, disse Thibault Sottiaux, que anteriormente dirigia o Codex e agora lidera todos os principais produtos e plataformas da OpenAI, ao Financial Times.

Foco em agentes e receita corporativa

A estratégia marca um desvio no modelo atual focado em conversação comum. Fontes internas indicam que a empresa agora prioriza clientes corporativos lucrativos para competir com a Anthropic.

Executivos da companhia acreditam que o futuro do setor está em sistemas que executam tarefas complexas sozinhos. “O chat está morto”, afirmou um funcionário sênior ao Financial Times.

A reformulação começará nas próximas semanas com mudanças na interface do site e dos aplicativos. O novo design vai direcionar os usuários para ferramentas de parceiros externos.

Expansão do Codex e cortes de produtos

A nova fase dará maior destaque ao Codex, a plataforma de desenvolvimento de software da OpenAI. O produto de programação registrou um crescimento expressivo recentemente.

A base de usuários do Codex aumentou seis vezes desde fevereiro, atingindo 5 milhões de usuários ativos semanais. O salto ocorreu após o lançamento de uma versão para desktop.

Cerca de 2 milhões de empresas usam os serviços da OpenAI atualmente. O segmento corporativo gera 40% da receita da empresa, com projeção de atingir 50% até o fim do ano.

Reorganização interna e IPO

Para acelerar a transição, a OpenAI unificou suas equipes de produtos sob o comando de Thibault Sottiaux. Paralelamente, iniciativas voltadas ao consumidor final foram encerradas.

A empresa cancelou um recurso de compras internas no ChatGPT e descontinuou o gerador de vídeos Sora. O encerramento do Sora ocorre menos de um ano após seu lançamento.

A guinada comercial aproxima a OpenAI da rival Anthropic, focada em monetização ágil. Ambas as empresas tentam atrair investidores institucionais, demonstrando capacidade de gerar lucro antes do IPO.

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WWDC 2026: Apple tenta recuperar terreno em IA com nova Siri

A Apple deve usar a WWDC 2026, que acontece nesta segunda-feira (8), para apresentar novamente a sua visão para a Siri com inteligência artificial (IA). A expectativa é que a empresa retome um projeto anunciado originalmente em 2024, quando lançou o Apple Intelligence e prometeu uma versão mais avançada da assistente virtual, algo que ainda não chegou aos usuários conforme havia sido divulgado.

O retorno da Siri ocorre em um momento delicado para a Apple no segmento de IA. Enquanto concorrentes como o Gemini, do Google, já oferecem recursos mais sofisticados de automação e assistência, a fabricante do iPhone tenta recuperar terreno após atrasos no desenvolvimento de funcionalidades prometidas anteriormente.

Siri tenta ganhar nova chance após atrasos

A reformulação da Siri foi apresentada pela primeira vez durante a WWDC 2024. Na ocasião, a Apple mostrou uma assistente com novo visual, opções adicionais de voz e integração com o ChatGPT.

O principal diferencial, porém, seria a incorporação de recursos avançados de inteligência artificial. Essas funções foram anunciadas como futuras atualizações, mas não chegaram ao mercado conforme o esperado.

Apple divulgou recursos do Apple Intelligence que ainda não chegaram ao consumidor – Imagem: Kaspars Grinvalds/Shutterstock

A situação gerou repercussões negativas para a Apple. A empresa chegou a um acordo para encerrar uma ação coletiva relacionada à divulgação de recursos do Apple Intelligence que acabaram não sendo disponibilizados aos consumidores.

Gemini aparece como base para a nova estratégia

A próxima geração da Siri deverá utilizar o Gemini, sistema de IA do Google, de alguma forma. A parceria colocaria a Apple em uma posição diferente da de outras empresas que investem diretamente na construção de grandes infraestruturas para inteligência artificial.

Essa estratégia pode trazer algumas vantagens de imagem para a companhia. Enquanto empresas de tecnologia enfrentam críticas relacionadas à expansão de grandes centros de dados, a Apple permaneceria mais distante dessas discussões públicas, mesmo que mantenha acordos comerciais com o Google.

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Siri deve utilizar o Gemini após parceria com o Google – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Privacidade deve ser destaque da Apple

Outro tema que deve receber atenção durante a WWDC é a privacidade dos usuários. A expectativa é que a Apple volte a destacar o Private Cloud Compute, tecnologia apresentada como uma forma de processar informações mantendo um nível de segurança semelhante ao dos dados armazenados diretamente no dispositivo.

Também existe a possibilidade de a Siri ganhar opções para apagar automaticamente conversas após determinado período, em vez de manter essas informações armazenadas por padrão.

Siri pode aparecer em mais partes do sistema

Segundo informações da Bloomberg, a nova Siri deverá estar presente em mais áreas do ecossistema da Apple. Entre os possíveis locais citados estão a Dynamic Island, o aplicativo Fotos e até mesmo um aplicativo dedicado para a assistente.

Caso isso se confirme, a Siri deixaria de atuar principalmente como uma ferramenta voltada para tarefas simples, como configurar alarmes e temporizadores, passando a ocupar uma posição mais central na experiência dos usuários.

Para a Apple, a nova apresentação da Siri representa uma oportunidade de reposicionar sua estratégia de inteligência artificial. Após os atrasos e as promessas não cumpridas dos últimos anos, a expectativa é que a empresa consiga finalmente entregar os recursos que anunciou anteriormente.

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