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ChatGPT agora tem contato de emergência caso usuários estejam em risco

A OpenAI anunciou nesta semana um novo recurso de segurança no ChatGPT: o “Contato de Confiança”. O sistema agora permite que adultos indiquem uma pessoa próxima (como amigo, familiar ou cuidador) para ser avisada caso a empresa identifique sinais graves de risco de automutilação ou suicídio durante as conversas com o chatbot.

A novidade chega em meio ao crescimento do uso do ChatGPT como uma espécie de terapeuta digital. Segundo informações divulgadas pela OpenAI à BBC, mais de um milhão dos cerca de 800 milhões de usuários semanais da plataforma relatam pensamentos suicidas em conversas com a inteligência artificial.

O novo recurso amplia mecanismos de segurança que antes eram voltados apenas a adolescentes em contas supervisionadas pelos pais. Agora, qualquer usuário maior de 18 anos poderá cadastrar um adulto como contato de emergência diretamente nas configurações do ChatGPT. Na Coreia do Sul, a idade mínima será de 19 anos.

O funcionamento do sistema inclui várias etapas:

  • Primeiro, o contato indicado recebe um convite explicando sua função e precisa aceitar a solicitação em até uma semana. Caso isso não aconteça, o usuário poderá selecionar outra pessoa.
  • Se os sistemas automatizados da OpenAI identificarem conversas relacionadas a automutilação ou suicídio consideradas potencialmente graves, o ChatGPT avisará o usuário de que o contato poderá ser notificado;
  • O sistema também incentivará a pessoa a procurar ajuda diretamente e até sugerirá maneiras de iniciar a conversa.

A OpenAI afirma que o processo não será totalmente automático. Antes de qualquer alerta ser enviado, uma equipe humana especializada analisará a situação.

“Embora nenhum sistema seja perfeito e uma notificação para um Contato de Confiança nem sempre reflita exatamente o que alguém está vivenciando, cada notificação passa por uma revisão humana especializada antes de ser enviada, e nos esforçamos para revisar essas notificações de segurança em menos de uma hora”, informou a empresa em comunicado.

Se a equipe concluir que existe uma ameaça séria à segurança do usuário, o contato cadastrado poderá receber uma mensagem por e-mail, SMS ou notificação no aplicativo.

[Nome do usuário] pode estar passando por um momento difícil. Como seu Contato de Confiança, recomendamos que você entre em contato com ele.

Segundo a OpenAI, o alerta enviado será limitado para preservar a privacidade do usuário. O contato receberá apenas uma explicação geral de que houve uma conversa relacionada a risco de autolesão, sem acesso às transcrições do chat.

Contato cadastrado receberá uma mensagem avisando que seu amigo ou familiar está passando por um momento difícil, com um resumo da conversa – Imagem: OpenAI

Novidade no ChatGPT teve apoio de profissionais de saúde

A empresa afirma que o recurso foi desenvolvido com apoio de especialistas em saúde mental, pesquisadores e organizações ligadas à prevenção do suicídio. Entre os colaboradores estão membros da Rede Global de Médicos da OpenAI e do Conselho de Especialistas em Bem-Estar e Inteligência Artificial.

“A ciência psicológica demonstra consistentemente que a conexão social é um poderoso fator de proteção, especialmente durante períodos de sofrimento emocional. Ajudar as pessoas a identificar antecipadamente uma pessoa de confiança, preservando ao mesmo tempo sua capacidade de escolha e autonomia, pode facilitar a busca por apoio presencial quando mais importa”, afirmou Arthur Evans, diretor executivo da Associação Americana de Psicologia.

A OpenAI também destacou que o recurso não substitui ajuda profissional, linhas de emergência ou acompanhamento psicológico presencial. Segundo a companhia, o objetivo é criar uma camada adicional de proteção em momentos de crise.

O anúncio acontece após uma série de críticas envolvendo o comportamento do ChatGPT em conversas relacionadas à saúde mental. No ano passado, a OpenAI foi alvo de um processo por homicídio culposo envolvendo o suicídio de um adolescente. A ação alegava que o chatbot teria discutido métodos de suicídio e ajudado o jovem a planejar sua morte. O Olhar Digital deu os detalhes aqui.

Além disso, uma investigação publicada pela BBC em 2025 apontou casos em que o ChatGPT teria fornecido orientações sobre automutilação. Desde então, a empresa afirma ter reforçado os mecanismos de segurança da plataforma.

Entre as medidas citadas pela OpenAI estão a recusa em fornecer instruções relacionadas a suicídio, o incentivo ao contato com serviços de emergência e o aprimoramento das respostas do sistema em situações de sofrimento emocional.

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Chrome instala IA de 4 GB sem avisar (explicitamente), mas tem como impedir

O Google Chrome tem instalado o modelo de inteligência artificial (IA) Gemini Nano em computadores de usuários sem pedir autorização de maneira explícita. Ele ocupa cerca de 4 GB de armazenamento e é ativado automaticamente em versões recentes do navegador.

A instalação, que atinge dispositivos com a versão 147 do Chrome, foi detalhada pelo cientista da computação e advogado sueco Alexander Hanff em postagem no seu blog That Privacy Guy

De resumos a detecção de golpes: para que serve o modelo de IA instalado compulsoriamente pelo Google

Segundo o Google, o Gemini Nano é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local.

O modelo de IA generativa é voltado para funções integradas ao navegador, como detecção de golpes, resumos de páginas da web e organização de abas. 

A tecnologia também permite que o Chrome ofereça assistência para a escrita e reformulação de textos diretamente no computador do usuário.

Gemini Nano instalado pelo Chrome é necessário para a execução de recursos de segurança e processamento de dados local, diz o Google – Imagem: Poetra.RH/Shutterstock

Segundo Hanff, o download do arquivo ocorre quando as funções de IA estão ativas nas configurações. Como esses recursos estão ligados por padrão nas atualizações mais recentes do software, computadores compatíveis recebem a IA de forma automática durante o uso.

“Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem”, afirmou o Google em nota, segundo o G1

A empresa acrescentou que o modelo é desinstalado automaticamente caso o computador apresente escassez de recursos de hardware.

Desde fevereiro de 2026, o navegador disponibiliza uma opção para interromper o funcionamento do modelo. O usuário pode desativar a função “IA do dispositivo” no menu “Sistema” dentro das configurações do Chrome para remover o Gemini Nano e impedir novos downloads ou atualizações.

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OpenAI lança modelos de áudio para tarefas de voz em tempo real

A OpenAI apresentou, nesta quinta-feira (7), três modelos de áudio para sua plataforma de desenvolvedores, com o objetivo de tornar agentes de software baseados em voz mais conversacionais e capazes de completar tarefas em tempo real.

O lançamento da interface de programação de aplicações (API, na sigla em inglês) leva a criadora do ChatGPT além da transcrição e chat, direcionando para agentes que podem ouvir, traduzir e agir durante conversas ao vivo.

  • Os novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI;
  • O GPT-Realtime-2 foi projetado para gerenciar solicitações mais complexas, chamar ferramentas, lidar com interrupções e manter contexto em sessões de voz mais longas;
  • O segundo modelo suporta tradução de mais de 70 idiomas para 13 idiomas de saída, direcionado para suporte ao cliente, educação e outros ambientes;
  • O GPT-Realtime-Whisper fornece conversão de fala para texto ao vivo, permitindo que legendas, notas de reuniões e atualizações de fluxo de trabalho sejam geradas enquanto o palestrante fala.
Novos modelos são GPT-Realtime-2, GPT-Realtime-Translate e GPT-Realtime-Whisper, disponíveis para teste no playground de desenvolvedores da OpenAI – Imagem: Primakov/Shutterstock

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Clientes da OpenAI e preços dos novos modelos

Entre os clientes testando os modelos estão o marketplace imobiliário online Zillow, a agência de viagens online Priceline e a empresa europeia de telecomunicações Deutsche Telekom. Os preços do GPT-Realtime-2 começam em US$ 32 (R$ 158,26) por milhão de tokens de entrada de áudio, o GPT-Realtime-Translate custa US$ 0,034 (R$ 0,17) por minuto e o GPT-Realtime-Whisper US$ 0,017 (R$ 0,084) por minuto.

GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

Leia a matéria completa aqui

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OpenAI lança GPT-5.5-Cyber em resposta ao Claude Mythos

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (7), o lançamento do GPT-5.5-Cyber, uma variação do seu modelo de inteligência artificial (IA) mais recente, disponível em capacidade de pré-visualização limitada para equipes de cibersegurança selecionadas. O movimento ocorre um mês após a rival Anthropic ter atraído investidores e autoridades governamentais com o Claude Mythos Preview.

A pré-visualização do GPT-5.5-Cyber não pretende ser um grande avanço em termos de capacidade cibernética, mas foi treinada para ser mais permissiva em tarefas relacionadas à segurança, informou a OpenAI em post no blog. A empresa havia anunciado o GPT-5.5 no final do mês passado.

GPT-5.5-Cyber, da OpenAI, chega para rivalizar com Claude Mythos, da Anthropic

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware. As proteções integradas ao modelo GPT-5.5 disponível publicamente tornariam essas tarefas mais desafiadoras.

“O GPT‑5.5‑Cyber permite que um conjunto menor de parceiros estude fluxos de trabalho avançados, onde o comportamento de acesso especializado pode importar”, disse a OpenAI no post.

Com a versão específica para cibersegurança, equipes aprovadas terão mais facilidade para usar o modelo mais recente da OpenAI em fluxos de trabalho, como identificação e triagem de vulnerabilidades, validação de patches e análise de malware – Imagem: JRdes/Shutterstock

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Anthropic iniciou corrida com Projeto Glasswing

  • Ao lançar o Mythos no mês passado, a Anthropic decidiu limitar o acesso a um grupo seleto de empresas como parte de uma nova iniciativa de cibersegurança chamada Projeto Glasswing;
  • O CEO da Anthropic, Dario Amodei, reuniu-se com membros seniores do governo de Donald Trump para discutir o modelo e seu potencial poder, mesmo após a empresa ter sido colocada na lista negra pelo Pentágono apenas semanas antes;
  • O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, reuniram-se com CEOs de grandes bancos estadunidenses para discutir o Mythos no mês passado;
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e Bessent também realizaram uma ligação com CEOs de tecnologia líderes antes do lançamento do modelo.

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IA nos fará trabalhar menos? Parece que não. Pelo contrário

A adoção acelerada da inteligência artificial (IA) está levando executivos de grandes empresas a tomar decisões estratégicas difíceis sobre o futuro do trabalho. Em meio ao avanço da tecnologia, líderes corporativos se dividem entre duas abordagens principais: reduzir o quadro de funcionários ou manter as equipes e exigir mais produtividade.

O debate ganhou força após anúncios recentes de cortes e reestruturações em empresas de tecnologia e serviços financeiros.

O CEO da Coinbase Global, Brian Armstrong, afirmou ao The Wall Street Journal que a companhia reduzirá 14% de sua força de trabalho à medida que a IA altera “como trabalhamos”. Já o PayPal planeja cortar 20% de seu quadro ao longo dos próximos dois a três anos, como parte de uma estratégia para ampliar o uso da tecnologia.

Na direção oposta, o presidente da Axon Enterprise, Josh Isner, buscou tranquilizar os mais de cinco mil funcionários da empresa ao afirmar que a IA não deve provocar demissões no curto prazo. Em mensagem interna, ele destacou que vê a tecnologia como uma ferramenta para ampliar a capacidade das equipes, e não substituí-las.

“Estou pensando na IA como algo que permite que nossas equipes façam mais, não como algo que as substitui”, escreveu. Mesmo com ganhos de produtividade significativos, ele afirmou que novos problemas continuarão surgindo. “Ignorem o ruído e continuem mandando ver”, acrescentou.

Coinbase é uma das empresas que vê o corte de pessoal como solução – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

O posicionamento de Isner surge em um momento de ansiedade crescente nas corporações estadunidenses, diante do potencial da IA de acelerar tarefas e substituir parte do trabalho de profissionais qualificados. Nesse cenário, executivos enfrentam uma escolha central: usar a tecnologia para enxugar equipes ou expandir a capacidade produtiva dos funcionários atuais.

As duas visões têm sido evidenciadas em teleconferências de resultados e comunicados recentes. Armstrong afirmou que a Coinbase eliminará centenas de postos de trabalho conforme a IA se torna mais integrada às operações da plataforma de criptomoedas. Segundo ele, os funcionários passarão a gerenciar agentes automatizados capazes de executar parte das atividades.

Outras empresas seguem caminho semelhante. O CEO da Bed Bath & Beyond, Marcus Lemonis, afirmou a investidores que a companhia deve enfrentar uma “redução significativa no número de funcionários” com a adoção da tecnologia.

Já a diretora financeira da Meta, Susan Li, questionou quantos empregados a empresa realmente precisará no futuro à medida que a IA avance. “Não sabemos qual será o tamanho ideal da empresa no futuro”, disse.

Por outro lado, há empresas que buscam manter o número de funcionários estável, ainda que sem novas contratações, apostando em ganhos de eficiência. O co-CEO do Spotify, Gustav Söderström, explicou que as companhias podem optar por transformar rapidamente ganhos de produtividade em redução de custos ou, alternativamente, manter o quadro atual e produzir mais.

Segundo ele, o Spotify escolheu a segunda estratégia. “Estamos mantendo nosso número de funcionários praticamente estável e simplesmente entregando muito mais, mais valor aos consumidores”, afirmou.

Logo do Spotify em um smartphone; abaixo dele, notas de dólar
Spotify vai na contramão de algumas empresas e tenta alinhar trabalho humano com a IA – Imagem: PixieMe/Shutterstock

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Humanos ou IA? Um grande dilema

  • Para especialistas em Recursos Humanos (RH), focar apenas na eficiência pode limitar o potencial da tecnologia;
  • Nickle LaMoreaux, diretora de RH da IBM, afirmou que líderes empresariais podem perder oportunidades se não conectarem o uso da IA ao crescimento. “Nas discussões de liderança, vocês estão pensando nessa ideia de sair da IA para produtividade e da IA para crescimento?”, questionou;
  • Embora seja difícil prever o tamanho da força de trabalho no futuro, ela afirmou que, se pudesse antecipar, seria maior;
  • Ainda assim, nem todas as empresas têm a mesma margem de manobra. Na Meta, investimentos massivos em data centers e infraestrutura de IA estão impulsionando planos de demitir cerca de oito mil funcionários, aproximadamente 10% do quadro, segundo o CEO, Mark Zuckerberg;
  • Cortes em larga escala também são vistos como uma forma rápida de melhorar resultados financeiros e impulsionar o valor das ações. Empresas, como Block e Snap, registraram alta em seus papéis após anúncios de demissões relacionadas à IA.

Tecnologia em prol da produtividade

Uma pesquisa recente da Gartner, com 350 profissionais de nível médio ou superior, indica que cerca de 80% das empresas que utilizam agentes de IA, automação inteligente ou tecnologias autônomas estão reduzindo suas equipes.

Armstrong afirmou a funcionários que, apesar da redução no quadro, a IA permitirá aumentar a produtividade.

Segundo ele, tornar a empresa mais enxuta é necessário em um mercado de criptomoedas em baixa e ajudará a posicionar melhor a companhia para o crescimento. “Ao longo do último ano, vi engenheiros usarem IA para entregar em dias o que antes levava semanas para uma equipe”, escreveu. “Essa é uma nova forma de trabalhar.

A visão, no entanto, não é consensual. Justin Briley, desligado da Coinbase, questionou se menos funcionários realmente permitirão crescimento. “Já éramos uma equipe bem enxuta”, afirmou.

Várias setas desenhadas em vários bloquinhos; entre dois deles, há um bloquinho verde
IA não necessariamente substitui; ela pode aumentar a produtividade – Imagem: Andrii Yalanskyi/Shutterstock

Ele disse que utilizava IA para ganhar eficiência em seu trabalho e acredita que a tecnologia tende a gerar mais trabalho no futuro. “A IA foi vendida como uma solução para o trabalho”, disse, prevendo que ela criará “mais trabalho, não menos”.

Mesmo nas empresas que evitam demissões, mudanças são inevitáveis. Especialistas apontam que muitas funções serão transformadas ou combinadas, reunindo responsabilidades de diferentes cargos.

Na Synchrony Financial, que emite cartões de crédito para empresas, como PayPal, Sam’s Club e Lowe’s, o diretor de RH, DJ Casto, afirmou que já prepara os funcionários para realocações internas, e não para cortes. Em alguns casos, as mudanças poderão ser permanentes; em outros, temporárias. “Teremos que ser muito mais ágeis”, disse. “Precisaremos nos acostumar com um cenário menos definido.”

Na Axon, apesar da mensagem tranquilizadora, gestores reconhecem que há preocupação entre os funcionários sobre possíveis cortes. A empresa, que produz softwares e equipamentos de segurança, como Tasers e câmeras corporais, viu suas ações caírem cerca de 30% no ano, em meio ao receio de investidores sobre os impactos da IA no setor.

Ainda assim, Isner reforçou que a empresa segue forte e continuará precisando de pessoas. “Minha aposta é que ainda precisaremos contratar bastante”, afirmou. Para reforçar o argumento, ele sugeriu que funcionários acessem a página de carreiras da OpenAI. “Há cerca de 800 vagas listadas”, disse.

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Anthropic faz parceria com SpaceX por mais capacidade computacional de IA

A Anthropic fechou um acordo com a SpaceX de Elon Musk para ampliar sua capacidade computacional e atender à crescente demanda por seu software de inteligência artificial (IA) Claude.

A empresa planeja acessar recursos computacionais do grande data center da SpaceX em Memphis (EUA), conhecido como Colossus 1, conforme anunciaram as duas companhias nesta quarta-feira (6).

Segundo a startup, a parceria com a empresa espacial aumentará “substancialmente” seus recursos computacionais e permitirá que eleve seus limites de uso em seus produtos de IA. Os termos do acordo, contudo, não foram divulgados.

Ainda, como parte do novo acordo, a Anthropic disse que “manifestou interesse em firmar parceria com a SpaceX para desenvolvimento de múltiplos gigawatts [GW] de capacidade de computação de IA orbital”.

Nesse sentido, vale lembrar que Musk já demonstrou interesse em instalar data centers no espaço e aproveitar a energia solar para alimentá-los.

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Empresa espacial de Elon Musk vai fornecer acesso ao seu data center – Imagem: Findaview / Shutterstock

Não é só a SpaceX: Anthropic fecha acordos com rivais

Esse não é o primeiro contrato desse tipo que a Anthropic firma. Recentemente, a empresa de Dario Amodei fechou acordo com o Google para fornecimento de chips e serviços em nuvem.

A SpaceX foi recém-fundida com a xAI — startup de IA de Musk e que está atrasada em termos de programação. Mas ela está à frente de algumas empresas na construção de data centers e armazenamento de chips da Nvidia.

Esses contratos da xAI podem posicioná-la como provedora de infraestrutura e impulsionar sua receita, tempos antes de a SpaceX realizar sua abertura de capital.

SpaceX também tem negócios com outras companhias do setor

Antes desse acordo com a Anthropic, a SpaceX chegou a fechar negócio com a empresa de programação de IA Cursor. A xAI está construindo data centers no Estado do Tennessee (EUA) e Mississippi (EUA) e obteve recursos para alugar chips para tais locais.

Recentemente, a SpaceX estimou, em documento, que a fábrica de chips planejada para ser erguida em parceria com sua “empresa-irmã” Tesla custará US$ 55 bilhões (R$ 271,8 bilhões), podendo chegar a US$ 119 bilhões (R$ 588,1 bilhões) caso as fases adicionais do projeto sejam concluídas.

O espaço, que será responsável pela fabricação de semicondutores e computação avançada de última geração e verticalmente integrada, será instalado no Condado de Grimes, no Texas (EUA).

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Meta aposta em assistente de IA para te dar uma forcinha no dia a dia

A Meta está desenvolvendo um assistente de inteligência artificial (IA) “agêntico” altamente personalizado para executar tarefas cotidianas para seus bilhões de usuários. O projeto será alimentado pelo novo modelo de IA da empresa, o Muse Spark, segundo o Financial Times.

A ferramenta está em fase de testes internos e busca automatizar funções como navegação na web e gerenciamento de e-mails. Além disso, a Meta planeja integrar uma ferramenta agêntica de compras ao Instagram antes do quarto trimestre de 2026.

Meta investe em agentes de IA autônomos para automatizar tarefas cotidianas

O objetivo da Meta é desenvolver um produto similar ao OpenClaw, que permite a criação de bots para completar tarefas de forma autônoma. 

Segundo o portal The Information, o projeto interno tem o codinome “Hatch” e deve concluir os testes até o fim de junho. A iniciativa reforça a estratégia do CEO da empresa, Mark Zuckerberg, de colocar a IA no centro dos produtos de consumo da companhia.

Zuckerberg quer colocar a IA no centro dos produtos de consumo da Meta – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Zuckerberg afirmou, em conferência com investidores, que o OpenClaw ainda é difícil de operar para a maioria dos usuários. 

“Como você faz uma versão dessa experiência que seja muito mais polida, ajustada e fácil, e que já tenha toda a infraestrutura basicamente pronta para as pessoas e que simplesmente funcione?”, questionou o executivo. 

O CEO ressaltou que deseja criar agentes que facilitem o comércio eletrônico e o contato entre empresas e clientes.

A empresa quer que os usuários compartilhem dados sensíveis, incluindo informações de saúde e financeiras, com os novos assistentes. 

Contudo, uma fonte familiarizada com o projeto afirmou ao Financial Times que “existe um déficit de confiança tão vasto quanto o Grand Canyon” em relação à privacidade. 

Em fevereiro, a diretora de segurança da Meta, Summer Yue, contou numa postagem no X/Twitter que o OpenClaw havia começado a deletar sua caixa de entrada de e-mails indevidamente.

O investimento na tecnologia ocorre enquanto a Meta eleva sua previsão de gastos de capital para até US$ 145 bilhões (R$ 712 bilhões) em 2026. 

Na semana passada, o valor de mercado da empresa caiu cerca de US$ 170 bilhões (R$ 835 bilhões) devido às preocupações dos investidores com os custos de IA. Apesar do aumento nos gastos com infraestrutura, a Meta planeja cortar 10% de sua força de trabalho ainda em maio.

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GPT-Fone? Rumores sobre celular da OpenAI estão aumentando

A OpenAI pode estar desenvolvendo seu primeiro produto de hardware: um smartphone voltado ao ChatGPT. De acordo com o analista de cadeia de suprimentos Ming-Chi Kuo, o projeto está sendo acelerado, com previsão de início da produção em massa no começo de 2027.

As informações foram divulgadas pelo MacRumors com base nas análises de Kuo, que descreve o dispositivo como um possível novo passo da empresa além do software.

Especificações técnicas focadas em IA

Segundo o analista, o aparelho deve utilizar uma versão customizada do processador MediaTek Dimensity 9600, previsto para chegar ao mercado ainda neste outono. O chip será sucessor do Dimensity 9500, atualmente presente em modelos como o Vivo X300 Pro e o Oppo Find X9 Pro.

A principal característica do componente será o processador de sinal de imagem (ISP) com HDR aprimorado. A proposta é melhorar as capacidades de percepção visual em cenários do mundo real. O smartphone também pode contar com memória LPDDR6, armazenamento UFS 5.0 e uma arquitetura de dupla NPU, voltada para executar simultaneamente tarefas de IA, como linguagem e visão.

Projeções ambiciosas de vendas

Kuo afirma que os envios combinados entre 2027 e 2028 podem alcançar cerca de 30 milhões de unidades. O volume aproximaria o desempenho do aparelho ao de um flagship típico da Samsung.

As informações não foram confirmadas oficialmente pela OpenAI e seguem no campo de rumores de mercado.

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Startup brasileira de IA jurídica vira unicórnio

A startup brasileira de tecnologia jurídica Enter anunciou uma nova rodada de investimentos que elevou sua avaliação para US$ 1,2 bilhão, passando a integrar o grupo de empresas conhecidas como unicórnios — termo usado para startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. O aporte de US$ 100 milhões foi liderado pela Founders Fund, com participação de investidores como Sequoia Capital e Ribbit Capital.

Com sede em São Paulo, a Enter desenvolve soluções de inteligência artificial (IA) voltadas ao setor jurídico, com foco em ajudar empresas a lidar com o grande volume de processos de consumo e trabalhistas no Brasil. A proposta da companhia é automatizar todas as etapas do litígio, do início ao fim.

Da esquerda para a direita, Henrique Vaz, Mateus Costa-Ribeiro e Michael Mac-Vicar, fundadores da startup brasileira de IA jurídica Enter – Imagem: Divulgação / Enter

IA para automatizar processos jurídicos

Segundo o cofundador e CEO Mateus Costa-Ribeiro, a tecnologia da empresa atua em todas as fases de um processo. “Cada etapa que você pode imaginar em um caso judicial é primeiro conduzida por um agente de IA antes de envolver um humano”, afirmou à Bloomberg.

Fundada em 2023 por Costa-Ribeiro ao lado de Michael Mac-Vicar e Henrique Vaz, ex-executivos da Wildlife Studios, a Enter atende clientes como Airbnb, Azul, Bradesco, LATAM Airlines, Mercado Livre e Nubank. A plataforma pode elaborar peças jurídicas, calcular custos de acordos e até buscar informações específicas, como condições climáticas relacionadas a disputas.

A empresa também utiliza engenheiros dedicados para integrar suas soluções aos sistemas das companhias clientes, muitas vezes considerados antigos ou fragmentados.

Crescimento e mercado competitivo

A Enter faz parte de uma nova geração de startups de IA voltadas ao setor jurídico, que têm atraído investimentos relevantes. Empresas como Harvey e Legora também receberam avaliações bilionárias recentemente, enquanto desenvolvedoras como Anthropic PBC ampliam sua atuação nesse segmento.

Costa-Ribeiro afirma ver espaço para consolidar a atuação da Enter no Brasil e na América Latina. Já Matias Van Thienen, sócio do Founders Fund, destacou que o investimento considera o potencial da empresa em um dos mercados mais litigiosos do mundo.

Modelo de negócios e expansão

Atualmente, a Enter possui mais de 45 clientes, incluindo empresas de setores regulados como o bancário, e já ultrapassou a marca de 300 mil casos gerenciados por ano. Cerca de 30% da remuneração da empresa depende do sucesso nos processos, enquanto o restante é cobrado antecipadamente pelo uso da tecnologia.

De acordo com o CEO, muitos casos são resolvidos em dois a três meses, o que contribui para a redução de custos dos clientes. Com o novo investimento, a empresa pretende expandir suas operações para outras regiões, embora não tenha detalhado quais mercados serão priorizados. Também há planos para ampliar a equipe de cerca de 100 para 150 funcionários.

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Anthropic lança 10 agentes de IA para bancos

A Anthropic anunciou nesta terça-feira (5) o lançamento de 10 novos agentes de inteligência artificial voltados para bancos e empresas de serviços financeiros. A iniciativa integra a estratégia da companhia para ampliar sua presença entre clientes corporativos, ao mesmo tempo em que busca crescimento de receita e avança em direção a uma possível oferta pública inicial (IPO) ainda neste ano.

Os novos agentes foram desenvolvidos para automatizar tarefas comuns do setor financeiro, como a criação de pitchbooks, o fechamento de livros contábeis e a elaboração de memorandos de crédito.

Anthropic avança rumo a uma possível IPO em 2026 – Imagem: Mehaniq/Shutterstock

Automação de processos financeiros

Segundo a empresa, os agentes atendem demandas recorrentes de instituições financeiras ao automatizar atividades operacionais. A proposta é facilitar o uso da IA em processos já consolidados no setor, ampliando sua aplicação prática no ambiente corporativo.

A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo da Anthropic para reduzir a distância entre o avanço da tecnologia e a capacidade das empresas de adotá-la. Jonathan Pelosi, chefe de serviços financeiros da companhia, afirmou ao Wall Street Journal que a proposta é ir além de usos básicos de IA, como redação de e-mails ou pesquisas simples, e avançar para aplicações mais complexas, como a montagem de apresentações para bancos de investimento.

Parcerias e expansão no setor

Nos últimos dias, a Anthropic também anunciou uma parceria com a Fidelity National Information Services para desenvolver softwares de IA capazes de monitorar contas em busca de sinais de crimes financeiros. Além disso, revelou uma joint venture de US$ 1,5 bilhão com empresas de Wall Street para comercializar ferramentas de IA, incluindo para companhias apoiadas por private equity.

A empresa também ampliou a integração do seu principal produto, o Claude, com o pacote corporativo da Microsoft, o Microsoft 365, bastante utilizado por instituições financeiras. Houve ainda expansão de parcerias técnicas com plataformas como Dun & Bradstreet e Moody’s.

Mão segurando smartphone com o logo do Claude exibido na tela, sobre fundo com números digitais em azul.
Anthropic trabalha na integração do Claude com o Microsoft 365 – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Corrida por IPO e adoção corporativa

Os movimentos reforçam a importância do setor financeiro para os negócios da Anthropic. A área já representa sua segunda maior fonte de receita corporativa, atrás apenas do setor de tecnologia.

Ao mesmo tempo, a empresa disputa espaço com a OpenAI, que também tem avançado no mercado financeiro e busca ampliar a adoção de suas ferramentas por grandes empresas. Ambas caminham em direção a possíveis IPOs até o fim do ano, dependendo da capacidade de demonstrar crescimento e adesão corporativa.

Durante um evento em Nova York, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que o principal desafio não está no desenvolvimento da tecnologia, mas na sua disseminação entre grandes organizações, que tendem a adotar inovações de forma mais gradual.

No mesmo evento, o CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, disse que o banco já possui centenas de casos de uso de IA, incluindo aplicações em risco, fraude, marketing e revisão de documentos, destacando que a adoção da tecnologia ainda está em estágio inicial.

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